“Eu ainda não voltarei à Igreja Católica”.

Rezando pelo retorno do articulista à comunhão com a Sé de Pedro, apresentamos a seguir um relato para reflexão sobre os métodos adotados em nossa Igreja nas últimas décadas.

Eu ainda não voltarei à Igreja Católica: O Papa Francisco só confirma minha decisão de deixá-la

Por Rod Dreher – Revista Time, 29 de Setembro de 2013 | Tradução: Marcos Marinho – Fratres in Unum.com: Não é difícil entender porque as pessoas estão tão animadas com o Papa Francisco. Desde a sua entrevista sensacional na semana passada, muito se disse que com sua vivacidade pessoal e determinação em colocar de lado a doutrina, Francisco é o homem que vai trazer muitos católicos perdidos de volta à Igreja.

Talvez. Mas eu sou um ex-católico cuja decisão de deixar a Igreja Católica não será desafiada pelas palavras de Francisco, mas sim confirmada.

Apenas há duas décadas, quando eu comecei o processo de entrada na Igreja Católica Romana como um adulto convertido, eu decidi receber instrução numa paróquia universitária, imaginando que a qualidade do ensinamento ali seria mais rigorosa. Depois de três meses de meditações guiadas e infinitas palestras de Deus é amor, eu caí fora.

Eu concordava que Deus era amor, mas isso não me dizia o que é que Ele queria de mim se eu me tornasse católico. Além disso, eu passara quatro anos pensando na possibilidade de voltar ao Cristianismo da minha infância. Quando eu dei meus primeiros passos de volta à vida de Igreja como adulto, encontrei um bocado de boas pessoas que me ensinaram que Deus é amor, mas que nunca me desafiaram a mudar de vida.

O que precisava mudar? Muitas coisas. Minha própria debilidade era clara para mim, e eu estava pronto a deixar meus pecados destrutivos e a me tornar uma nova pessoa. A única coisa que eu não queria deixar era minha liberdade sexual, que era como meu direito de nascimento como um jovem americano. Eu sabia, porém, que sem doar inteiramente minha vontade a Deus, qualquer conversão seria inútil. A essa altura, eu estava todo cauteloso com minhas desculpas evasivas. Me converter provisoriamente – isto é, desde que a Igreja não me aborrecesse com minha vida sexual – seria realmente conseguir os confortos psicológicos da religião sem porém fazer sacrifícios.

O que eu havia sido ensinado, na verdade, naquela paróquia católica universitária era que Deus me amava simplesmente do jeito que eu era – o que é verdade – mas que eu não precisava fazer mais nada. Ocorreu-me um dia que no final de todo esse processo, todos nós da turma terminaríamos como católicos, mas não teríamos ideia do que a Igreja Católica ensinava. Eu saí correndo, e um ano depois, fui recebido na Igreja em uma outra paróquia.

Se você apenas conhece a Igreja Católica pelos jornais, você vai ficar chocado uma vez que está dentro dela. A imagem do Catolicismo Americano mostrada pela mídia é de uma igreja preocupada com sexo e aborto. Não é, nem de longe, a realidade. Eu era um fiel que frequentava a Missa por 13 anos, e passei por paróquias de cinco cidades em diferentes partes do país. Eu posso contar nos dedos as homilias que ouvi que pregavam sobre aborto ou sexualidade de alguma forma. Antes, as homilias eram completamente terapêuticas, quase sempre alguma variação açucarada de Deus é amor.

Bem, sim, Ele É, mas a simplificação da catequese só chega até aí. A teologia católica clássica reside na paradoxal relação entre o amor e a justiça de Deus. Como Dante mostra na Divina Comédia, o amor de Deus é a justiça de Deus derramada sobre aqueles que O rejeitam. Nos Evangelhos, Jesus oferece compaixão aos pecadores rejeitados por rigoristas religiosos, mas Ele também lhes manda transformar as suas vidas, a “ir em frente e não mais pecar”.

Se eu estava frustrado porque os padres não pregavam o juízo de Deus ao invés de Sua misericórdia? De maneira alguma. Eu estava frustrado porque eles nunca não pregavam o juízo de Deus, quer dizer, eles pregavam Cristo sem a Cruz. Eu conhecia o abismo dos pecados aos quais eu estava me entregando, e me senti mal por tratar a maravilhosa graça de Deus como mera cortesia comum. Como diz a canção de reggae, “Todos querem ir para o Céu, mas ninguém quer morrer”.

Em seu livro recente sobre o Anglicanismo, Nossa Igreja, o filósofo inglês Roger Scruton diz que o maior problema do mundo moderno é a “perda do hábito do arrependimento”. De um modo geral, não me parecia haver nenhum interesse particular da Igreja Católica americana no arrependimento, uma vez que não havia nenhum interesse particular na realidade do pecado. A ideia estereotipada de uma Igreja Católica obcecada com o pecado, uma estufa legalista certamente vinha de algum lugar. Mas para católicos como eu, nascidos no final da década de 1960, essa imagem obtusa e infeliz da Igreja só pode ter vindo do passado.

A era contemporânea do Catolicismo global começou em 1959, quando o recém-eleito Papa João XXIII procurou “abrir as janelas” da velha Igreja mofada ao mundo moderno convocando o Concílio Vaticano II. Três anos depois, em sua mensagem de abertura ao concílio, o Papa carismático e avuncular pediu por “um novo entusiasmo, uma nova alegria e serenidade da mente pela aceitação sem reservas de toda a íntegra Fé Cristã”, sem comprometer a doutrina. Um feroz espírito do século soprou através das janelas recém-abertas, afastando quase tudo em seu caminho. As décadas vindouras veriam um colapso na catequese e na disciplina católicas. O dito “espírito do Vaticano II” – uma depravação do verdadeiro ensinamento do Concílio – justificava muitos ultrajes subsequentes.

Em 2002, quando irromperam os escândalos de abuso sexual por parte de clérigos em todo o país, toda a extensão da podridão dentro da igreja tornou-se manifesta. Toda aquela conversa feliz pós-Vaticano II de não julgar fora uma fachada ocultando o que o então cardeal Joseph Ratzinger – depois Papa Bento XVI – chamaria de “sujeira” dentro da Igreja. Muitos bispos americanos empregaram a inestimável linguagem cristã de amor e perdão em um esforço de cobrir sua própria nudez pútrida em uma capa de graça barata.

Durante aquele período excruciante dez anos atrás, a raiva com que eu e outros jornalistas descobrimos a corrupção da Igreja arrancou a minha capacidade de acreditar no meu catolicismo, como se torturadores arrancassem minhas unhas com alicates. Não eram tanto os crimes que faziam isso mas sim a relutância dos bispos em se arrepender, a o desinteresse do Vaticano em pressioná-los a prestar contas. Se a hierarquia da Igreja não pode assegurar a justiça e a misericórdia às vítimas de seus próprios padres e bispos, eu pensei, será que eles realmente acreditam nas doutrinas que ensinam?

Tudo isso iluminou um pouco a falta de seriedade moral da Igreja americana. Enquanto o escândalo se acentuava, numa Quarta-feira de Cinzas, eu fui à Missa na minha confortável paróquia suburbana e ouvi o padre fazer um sermão descrevendo a Quaresma como um tempo em que nós devíamos todos nos amar mais.

Se eu tivesse que apontar o momento em que eu deixei de ser católico, seria aquele. Eu lutei por mais dois anos para me segurar, pensando que ter os silogismos de meu catecismo sempre em mente me faria continuar firme. Mas foi inútil. A essa altura eu era pai, e não queria criar meus filhos onde o sentimentalismo e a auto-satisfação eram o sentido da vida cristã. Não é seguro criar meus filhos nesta igreja, eu pensei – não porque eles estariam a mercê de predadores, mas sim porque todo o caráter da Igreja americana, tal qual o caráter da sociedade decadente pós-cristã na qual vivemos, não é que nós devemos morrer para poder viver em Cristo, como manda o Novo Testamento, mas que nós devemos aprender a nos amar mais.

Flannery O’Connor, para mim uma católica muito heroica, disse a famosa frase: “Empurre o século tão forte quanto ele te empurre. O que as pessoas não compreendem é o quanto a religião custa. Eles pensam que a Fé um grande cobertor elétrico, quando na verdade é a Cruz.” O Catolicismo americano não estava empurrando o século hostil de maneira nenhuma. Antes, deixou-se empurrar por ele. Deus é amor não era uma declaração que nos libertava de nosso pecado e desespero, mas sim uma frase monótona e entediante que nos permitia crer, e agir como se, nossa luxúria, ganância, malícia e tudo o mais – pecados com os quais eu lutava diariamente – não deveriam ser desprezados e expulsos de nossas vidas, mas cobertos com um rio de mel.

Eu finalmente fali. Perder minha Fé Católica foi a coisa mais dolorosa que já me aconteceu. Hoje, por mais que eu admire o Papa Francisco e entenda o entusiasmo dos católicos por ele, sua entrevista me mostra que o bom trabalho, embora incompleto, de João Paulo II e Bento XVI para restaurar a Igreja após a violência da revolução continua a ser feito. Embora eu concorde com quase tudo que o papa disse semana passada em sua entrevista, e aplauda interiormente quando ele castiga os tontos rigoristas que querem negar a medicina curativa da Igreja a qualquer um, temo que suas palavras misericordiosas não sejam recebidas como amor, mas como pretexto. O “espírito do Papa Francisco” vai substituir o “espírito do Vaticano II” como a desculpa que as pessoas vão usar para ignorar alguns ensinamentos mais difíceis da Fé. Se assim for, esse Papa vai acabar como seu predecessor João XXIII: uma pessoa encantadora, mas trágica.

Em sua entrevista, o Papa usou uma metáfora para a Igreja que é frequentemente usada na Igreja Ortodoxa: ele chamou-a de um “hospital de campo” onde os enfermos ambulantes podem receber tratamento. Ele está certo, mas é importante discernir a natureza da cura oferecida. Anestesia é um tipo de remédio que mascara a dor, mas não é do tipo de remédio que cura as doenças profundas.

Não há, certamente, algo como a igreja perfeita, mas na Ortodoxia, que radicalmente resiste à moral terapêutica deísta que caracteriza tão bem o cristianismo americano, eu encontrei um contrabalanço medicinal para a alma. Em minha paróquia missionária da Igreja Ortodoxa Russa, neste último Domingo, o padre pregou sobre amor, alegria, arrependimento e perdão – em todas as suas dimensões. Dirigindo-se aos pais da congregação, ele nos exortou a ser misericordiosos, gentis, e clementes com nossos filhos. Mas ele também alarmou contra o pensamento de que amar é dar a nossos filhos o que eles querem, o oposto do que precisam.

“Dar a eles o que eles querem pode ser mais fácil para nós”, ele disse, “mas nós devemos amar nossos filhos o bastante para ensiná-los as lições difíceis, e compeli-los no caminho do bem.”

Isso é verdade. E eu estimo este pastor porque ele ama seu povo o bastante para nos ensinar as lições difíceis, e a nos compelir a deixar a mediocridade no passado, e voltar-nos para o bem. Os padres católicos que tem a mesma mente e orientação de meu pastor Ortodoxo – e eu conheço muitos – me disseram que o Santo Padre, ao assinalar ao seu rebanho americano que Deus é amor, e que o resto não importa, só fez a missão deles ainda mais difícil. Mas isso já não é mais problema meu.

Rod Dreher é editor sênior no The American Conservative, e é autor de The Little Way of Ruthie Leming. As visões aqui expressas são somente dele.

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27 Comentários to ““Eu ainda não voltarei à Igreja Católica”.”

  1. O pior é que por causa do “Espírito de Francisco®” muitos vão fazer o mesmo, ser Católico no estilo dele é como comer Cheetos, Mandiopan etc…. você come, come e no final não significa nada… e logo, logo começa a sonhar com comida de verdade!

  2. Também passo por situação semelhante ao do autor.

    Mas pra mim, não. O fato de constatar uma Igreja em flagrante crise, só aumenta minha fé e amor pela Igreja.

    Jesus mesmo disse que o diabo não daria trégua. E se ela é infiltrada e corrompida por dentro, bem… isso só prova que ela é uma árvore que dá bons frutos, pois uma árvore que não dá bons frutos, como diz o ditado, não recebe pedrada. Não recebe pedrada e não é tão odiada a ponto de inimigos inocularem engenharias da crise no seio dela.

    Crise eclesial implica que há a ação do demônio, que ela é a Igreja de Cristo, que há pecado original, que os sacerdotes são canais e instrumentos da Graça de Cristo e, por isso mesmo, são corrompidos até a medula, nos faz perguntar se ainda haverá fé quando Jesus voltar, confirma as mensagens marianas ao longo de séculos, que os filhos da serpente odeiam os filhos da Mulher… ou seja, está tudo aí. É o cumprimento de profecias e a confirmação ocular da doutrinas católicas, por mais paradoxal que isso possa parecer.

    Bom, depois de tudo isso, aquecido pela fé, não há como não amar ainda mais a Igreja. A miséria requer misericórdia, e não repulsa. O autor do texto, me parece, se assemelharia mais aos discípulos que negaram ou se esconderam enquanto Jesus padecia terrivelmente em Sua Paixão.

    Entendo a preocupação com relação aos filhos. Mas e aí, ele vai encerrar os filhos numa bolha para não ter contato com o mundo secular intra ou extraeclesial?

    Estou inteiramente de acordo que a crise medonha que assola a Igreja é um desserviço na evangelização, para a conversão e o apostolado. Faz muito mal e facilita a evasão de muitos para as falsas religiões. Mas da parte do autor, já não haveria uma predisposição e pouca virtude para resistir e, como ele disse, não ”deixar o catolicismo”?… Em outras palavras, o problema aqui não seria também subjetivo e não apenas objetivo? Não seria o caso bilateral e não unilateral?… Como diz o ditado, quando um não quer, dois não brigam.

    • Olá Davi, Salve Maria!
      Eu também pensei exatamente como o autor por um longo e tenebroso ano, foi terrível!
      Devido à tão somente a graça e a misericórdia pude me converter e voltar a Igreja, e hoje penso como você (eu acho), e a cada pancada que a Igreja leva amo-a ainda mais, cada movimento do Papa que desafia minha compreensão, peço ainda mais por ele.
      Quanto aos filhos, tenho 04 (por enquanto), e lhe digo, não se trata de encerrá-los em uma bolha de vidro, mas prepará-los para o combate o quanto antes. É doloroso, mas é fato, que as nações em longas guerras são obrigadas a colocar seus pequenos nos frontes empunhando armas cada vez mais cedo, conforme a intensidade, duração e gravidade de cada batalha.
      Pois bem, vivemos tempos terríveis, e temos que combater; e o mais cedo possível ensinar nossos filhos a empunhar “armas”, que rezem o terço cada vez mais cedo, que tenham uma formação sólida, e combatam o bom combate.
      Se em outros tempos os muros da paróquia delimitava o lugar seguro, há a certeza (ou quase) de que já não existem mais lugares seguros. Então, restam as trincheiras (de casa), onde podemos (clamando pelo auxílio dos anjos e santos) tentar dar a nossos filhos um pouco de formação católica.
      Já cheguei a amaldiçoar o fato de ter nascido nestes tempos de loucura, mas meu consolo é a história que nos mostra que nos piores momentos Deus nos concede Grandes Santos! Que venham os Santos de Deus!
      Que combatam os inimigos da Santa Igreja, os de fora e os de dentro!
      Ps.:Quanto aos verdadeiros motivos que afastam o jornalista da Igreja, não faço ideia.
      Ps.2: ao fratres minhas orações, e muito obrigado pelo trabalho.

    • É muito difícil chegar a uma conclusão sobre o autor. Católicos criados em meio à crise não necessariamente conhecem tudo isso que você disse. Talvez ele não veja problema em se tornar ortodoxo ou protestante se vir nisso a possibilidade de receber ensinamentos mais católicos (?!) por lá. Isso já mostra que alguns dos ensinamentos do Catolicismo nem passam pela cabeça dele.
      Ele é um leigo católico que leva um pouco mais a sério a questão da fé do que a média. Não está sendo colocado aqui como exemplo, mas como alguém que faz um diagnóstico realista.

    • ” O fato de constatar uma Igreja em flagrante crise, só aumenta minha fé e amor pela Igreja.
      A miséria requer misericórdia, e não repulsa!”

      Muito boas são suas observações. Davi,– estou plenamente de acordo!
      Guardai-nos Senhor, em Vossos Caminhos”

  3. Uma lucidez e uma clarividência impressionante. Fique até tonto.

  4. Com esse discurso de “pobres, pobres, pobres”, ainda que
    com boa intenção, a verdade é que quem acaba sendo acolhido
    pelos da Igreja são os ricos, ricos, ricos.
    Ricos na acepção correta do termo, ricos em espírito: Esaús, cheios de si,
    que não pensam duas vezes em atropelar alguém em vista de seus
    interesses… Basta ver o post anterior…

    Vejamos ainda os exemplos das Paróquias no Brasil:
    Algum(ns) Leigo(s) “tomam o poder” na Paróquia,
    mandam e desmandam os outros leigos, mandam,
    desmandam e vivem em “pé de guerra” com
    Párocos, Seminaristas e seja lah quem for,
    e os Bispos estão sempre ocupados demais
    com o iodo no sal…
    Digam-me os discordantes:
    o que tem feito seus Bispos em suas
    respectivas Dioceses… Citem exemplos e fatos objetivos,
    por favor, não entendo “línguas”…

    É a Igreja (os homens da Igreja…) voltando-se para si mesmos,
    ocupados demais com suas próprias “picuinhas”,
    enquanto o verdadeiramente pobre (em espírito – cf. nas Escrituras)
    está desconsolado em seu canto escuro.

    E ele não ousa se aproximar,
    pois quer ficar quieto e discreto,
    e logo o assediam para “fazer leituras”;
    pois quer estar recatado e contrito,
    mas querem que ele pule, gesticule e
    se contorça no chão em danças esquisitas…
    quer ficar reflexivo e sossegado, mas querem que ele
    grite e “fale em línguas”…
    É simples e racional, mas querem que ele
    “ame”, “ame”, “ame”, só que não sabem dizer
    o que isso significa na vida prática.
    Quer ter entendimento razoável e coerente das coisas,
    mas querem que ele compreenda que o Espírito Santo
    age na Igreja Católica, mas age também na religião
    dos filhos de Mamomé, que matam cristãos no café da manhã.
    Querem que ele se converta, mas não se prestam a dizer
    o que significa “conversão”…
    Regra geral, esse pobre
    vai procurar pastagens verdejantes em outros campos… E,
    por óbvio, não encontrará senão algo “menos pior” por lá..

    Já ouvi isso da boca mesmo de “ex-Católicos” (que nunca
    tiveram nem noção do que é o verdadeiro Catolicismo…):
    A Igreja fechou-se em si mesma.
    E agora parece prestes a se fechar ainda mais…

    Tente viver a Doutrina Tradicional
    próximo a R”C”cistas por um tempo
    e logo os ouvirá dizer:

    “Esse aí não tem vocação…”

    Das heresias e erros, livrai-nos Senhor!

  5. Ah, que pieguice! Converta-se e pronto, seja prático. Então, ele é católico a depender do papa atual?, ele será católico se os padres forem todos santos como um padre Pio, um dom Bosco, um Cura d’Ars? Francamente! Eu fui coroinha e, inconformado, larguei a Igreja por causa dos escândalos durante o papado de João Paulo II, mas eu tinha 15 anos!!! Tenho vergonha de ter saído, mas eu era imaturo. Foi a eleição de Bento XVI que me trouxe de volta, mas mesmo ali muita coisa me desagradou e hoje muitas me desagradam — mas JAMAIS SAIREI DA IGREJA CATÓLICA! Fora dela você encontra tudo menos a salvação, o que me faria sair d’O Corpo de Cristo?! Que espécie de católico é esse homem! Precisa ler mais sobre a história da Igreja e pôr seus joelhos no chão!

    Na verdade, qualquer sucessor de Ratzinger seria menor do que ele. E dos cardeais deve haver uns 3 ou 4 realmente bons. Porém, SE O ESPÍRITO SANTO PERMITIU QUE BERGOGLIO FIQUE na Sé Apostólica é porque deve ser assim, gostemos ou não. Eu particularmente acho que ele é um castigo (menor do que merecemos), mas isso me faz querer fazer JEJUM, adoração ao Santíssimo, intensificar os rosários, confessar etc., e NUNCA, NUNCA, NUNCA abandonar a Igreja Católica!

    Peço ao leitor que leia tudo o que vem aqui (está em inglês): http://www.romancatholicism.org/jansenism/tradition-eens.htm

    Nestes tempos estranhos, os santos devem surgir, não os covardes! Leiam santorais, a Bíblia (sobretudo os livros de Judite e Ester, mulheres corajosas. Pense se é apropriado a um homem tamanha covardia e uma tal pieguice).

    • Igor, exatamente!

    • Excelente comentário, Igor. Eu também acho que o Papa Francisco é um castigo para nós católicos. Tenho o livro “Works of Seraphic Father Saint Francis of Assisi”, que contém toda a obra escrita do santo de Assis. Neste livro, há a profecia sobre um papa que será um castigo para os católicos. Coincidência ou não, o cardeal Bergoglio adotou justamente o nome do santo que profetizou o advento de um papa trará o castigo para a Igreja.

  6. Veio ao meu pensamento uma frase do Rock Balboa, no filme que leva o mesmo nome, quando o protagonista, já velho e cansado, porém determinado a aceitar mais um desafio contra um oponente mais jovem, ao seu filho – mais ou menos assim, não me lembro exatamente: que um verdadeiro campeão não é o que bate mais, mas, sim, aquele que aguenta receber tantos golpes e não cai.
    Essa cena do filme, acredito eu, que ficaria bem ao lado do texto acima.
    Realmente me entristeceu. Muito.
    Devo ter aproximadamente a idade desse americano. Durante minha juventude passei por paróquias que eram influenciadas e influenciaram as pessoas com a Teologia da Libertação.
    Apesar de ver tanta coisa esquisita e, para minha vergonha e por ignorância, participar de algumas delas, nunca desisti de minha fé nem da Igreja Católica. Fiquei firme e apanhei muito porque acreditava, como acredito hoje mais do que nunca, que a Igreja Católica não era de jeito nenhum aquela confusão que eu vivi. Não era mesmo.
    Vou rezar para que Deus ilumine o Rod Dreher para que volte e para que, quando isso acontecer, nossa querida e vital Igreja Católica esteja melhor.
    Um grande abraço a todos!

  7. Salve Maria!!! Notar irmãos que essa é a mesma crise de Fé (só que agora com a ampliação dos meios multimídia e das organizações mundiais, como a ONU e a UNESCO) que antecedeu o infalível e poderoso Concílio de Trento. Falo isso para que não deixemos de ser católicos. Por quê? Para concordar com o Papa Francisco e os demais meios liberalistas? Não, para que em nossa oração, perseverança, disciplina e obediência possamos continuar nossa jornada nessa vida, e possamos ser como Bento XVI propôs que fôssemos quando ele era arcebispo de Munique: cooperadores da verdade. Peregrinos do Eterno que virá, em demanda de um novo céu e de uma nova terra. Ou seja, enquanto fizermos nossa parte, não importam os abusos, não importa as ofensas, as tempestades, a barca de Pedro, onde Jesus navega com os seus, permanecerá intacta!!! Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Viva o Papa (Bento, João Paulo, Francisco, Pio…)!!! Viva a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica!!!

  8. Davi de Almeida , o seu comentário foi perfeito!

  9. Mas era só que faltava. Como se não bastasse todos os lobos infiltrados dentro da Igreja com que os tradicionalistas precisam lutar, agora ainda surge essa novidade e essa tragédia, que é assistirmos conservadores e amigos da Tradição se deixando enfeitiçar pelo engodo da igreja russa. Vejam abaixo, leiam com atenção. Trata-se de uma armadilha fatal.

    http://advhaereses.blogspot.com.br/2013/05/o-engodo-russo.html

  10. Rod Dreher também escreveu um texto sobre a entrevista do Papa onde diz: “Há tanta, tanta coisa para amar e para afirmar aqui – e grande sabedoria também” Vale a pena ler. Pope Francis: The Era Of JP2 & Benedict Is Over http://bit.ly/16Kg6Si

  11. Esse ano também passei por uma crise de fé (minha paróquia antes conservadora passou por uma gradual demolição da ortodoxia) e procurei um sábio sacerdote para tirar minhas dúvidas; no dia de São Jorge do corrente, realizou-se em mim o que já havia sido dito sobre a Fidelidade de Deus em I Cor. 10,13.

    Sanadas minhas dúvidas mais dolorosas, ele concluiu, em outras palavras, com a máxima bíblica:

    “Que permaneça em vós o que tendes ouvido desde o princípio. Se permanecer em vós o que ouvistes desde o princípio, permanecereis também vós no Filho e no Pai.” (I São João 2, 24)

    Que esse jornalista um dia seja dócil ao Paráclito e permita-se guiar para a Verdade.

  12. Uma indicação de uma carta aberta ao Papa que verdadeiramente merece ser publicada. A autora, Lucrecia Rego de Planas, está longe de poder ser considerada uma tradicionalista, já que num post anterior em seu blog, também uma carta aberta a Bento XVI, ela o elogia por ‘purificar’ o encontro de Assis. Se bem que esse juizo é pessoal, já que a conheci hoje.

    Mas a carta para Francisco é bem crítica e recomendo vivamente a publicação aqui no site, ao menos de trechos, embora fosse preferível a publicação na íntegra.

    A vantagem dessa carta é o fato de se tratar de uma católica, que diferente dos papólatras neo-conservadores tupiniquins que sempre encontram um jeito de justificar o Papa, não teme em fazer-lhe críticas, quando julga que uma (no caso do autal Papa, várias) de ações são incorretas e podem causar escândalos e prejudicar a Igreja.

    Reitero que a autora não faz parte do campo tradicionalista.

    Eis o link e alguns trechos:

    http://lacomunidad.elpais.com/lplanas/2013/9/26/perplejidad-carta-al-papa-francisco

    No supe qué pensar ni qué decir, cuando te burlaste públicamente del grupo que te mandó un ramillete espiritual, llamándoles “ésos que cuentan las oraciones”. Siendo el ramillete espiritual una tradición hermosísima en la Iglesia, ¿qué debo pensar yo, si a mi Papa no le gusta y se burla de quienes los ofrecen?

    Tengo mil amigos “pro-vida” que, siendo católicos de primera, los derrumbaste hace unos días al llamarles obsesionados y obsesivos. ¿Qué debo hacer yo? ¿Consolarlos, suavizando falsamente tus palabras o herirlos más, repitiendo lo que tú dijiste de ellos, por querer ser fiel al Papa y a sus enseñanzas?

    Cuando hablaste de la mujer que vive en concubinato después de un divorcio y un aborto, dijiste que “ahora vive en paz”. Me pregunto: ¿Puede vivir en paz una mujer que está voluntariamente alejada de la gracia de Dios?

  13. A Igreja Católica é a Igreja do amor a Cristo, do respeito pelos seus ensinamentos, da virtude e do sacrifício. O resto a gente enfrenta de peito aberto. Como bem manifestaram vários leitores nesta página.

  14. Todos aqueles que procuram um herói, um ídolo, para seguir, acabam se decepcionando depois. E isto não é diferente na nossa igreja. Como tem pessoas que seguem aquele padre, aquele Bispo, etc. Esquecem-se que eles são tão humanos quanto nós e que são tão capazes dos mesmos erros que nós, e aí vem a decepção. O que fazer? Já que desde o início de nossa Igreja houve um Judas. Seguir à Judas ou a Igreja? Parece que há um caminho, uma escolha que pode ser feita, mas que nossa arrogancia, nossa capacidade “superior de julgar” nos coloca num dilema imenso: somos nós e nossa capacidade de julgar que está acima de tudo e aí não seguimos nem Judas nem a Igreja, criamos nossa própria igreja, nosso próprio cristo e nosso próprio deus. E aí julgamos o próprio Deus: que atitude reprovável da parte de Deus foi esta de escolher a Igreja Católica, Deus que vergonha! Farei um novo deus! Quantos deuses fabricados temos hoje, ao autor, não precisa fabricar outro deus não, no mercado voce vai encontrar um mais em conta, com certeza.

  15. Quando se tem uma visão de Igreja puramente temporal acaba-se desfazendo o vínculo com Deus e com Cristo. O papa é a cabeça visível da Igreja, mas mesmo não compreendendo o sentido de muito que ele faz e não sabendo o que fazer diante de tanto alarde há de se convir que o Espirito Santo dá a Igreja (seus membros) um papa que Ela precisa, e não um papa que ela deseja. Sou de uma paróquia onde o padre só prega o amor e nunca o arrependimento, sempre prega a necessidade de amar e não se importar com o erro, que Deus nos ama e o arrependimento é acessório. Se eu fosse me importar definitivamente com esse discurso eu não estaria mais na Igreja, se eu fosse me distanciar da Igreja pelas celebrações e sacramentos mal celebrados, teria a muito me afastado da Igreja. O que é melhor nessas situações eu não sei. Prefiro apenas continuar dentro da Igreja mesmo com todas as chagas e lacunas que fazem os filhos da Igreja, sabendo que ela é Santa, Una, Apostólica e Católica, e que mesmo com a podridão humana e chagada pelo erro mundano do materialismo eu me comprometo em nunca deixá-la. Deixar a Igreja pelos erros dos outros é um triunfo para satanás, e significa lágrimas para a Virgem Maria e açoite para Jesus Cristo, Senhor nosso.

  16. Quem sou eu pra criticar o autor desse artigo? Ele só está fazendo o que o Papa Bergoglio sugeriu:
    ““Cada um de nós tem uma visão do bem e do mal. Temos que encorajar as pessoas a caminhar em direção ao que elas consideram ser o Bem”.
    Eu da minha parte vou fazer o mesmo: vou procurar ficar cada vez mais longe dos escândalos e opiniões do Bergoglio. Só blá-blá-blá na mídia pra escandalizar os Católicos e ganhar aplausos do mundo enquanto Magistério que é bom nada!

  17. Alguém precisa lembrar ao autor deste artigo que ele precisa encarar a realidade e se perguntar se é Cristo quem precisa dele, ou ele quem precisa de Cristo.
    FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO, e os cismáticos russos são um ramo solto da Igreja, que está destinado ao fogo, porque Nosso Senhor disse que, naqueles dias, argumentarão que disseram “Senhor, Senhor”, e como resposta ouvirão: Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno reservado ao Diabo e a seus anjos!
    A expansão das falsas religiões nestes dias tenebrosos só mostra que são falsas, porque o Diabo é como um leão, não deixaria a obra de Deus crescer com tanto sossego assim.

  18. Muito carinho e solidariedade ao autor do artigo, é o que tenho pra oferecer. Todos nós o compreendemos muito bem. E creio que antes dos tres ultimos parágrafos todos o apoiavam. Mas muitos preferiram condená-lo pela sua útima atitude, de deixar a Igreja Católica Romana e abraçar a Ortodoxa Russa. Eu acho que Deus não vai me apresentar a chance (ou tentação) de fazer essa escolha – não tem nenhuma igreja ortodoxa aqui por perto – mas se desse, talvez eu fizesse o mesmo que ele. Afinal a propria Igreja Católica Romana diz que em caso de necessidade… a gente pode recorrer a Igreja Ortodoxa e a seus sacramentos válidos. E, sinceramente, se o que estamos vivendo agora não é caso de necessidade , então o que é?

  19. Teresa das 10:02,

    Se tivesse uma igreja ortodoxa por aqui, eu também teria muita tentação. Afinal, em caso de necessidade, os Sacramentos deles são válidos (não fiquem furiosos, legalistas, leiam o Código de Direito Canônico – quem diz é o CDC e não eu). Além disso: “Cada um de nós tem uma visão do bem e do mal. Temos que encorajar as pessoas a caminhar em direção ao que elas consideram ser o Bem”.

  20. É o currículo de tantos católicos, que:

    1. ou se transformaram nessa coisa aguada e açucarada decadente (candidatos a protestantes ou a RCC, o que dá na mesma);

    2. ou largaram tudo porque adotaram o “pode pecar à vontade” (nada de sacrifícios nem penitências), já que Deus é SÓ amor (e nada de justiça), permanecendo ou não na Igreja;

    3. ou, sabendo que a Igreja não era assim antes, foram ler as biografias e os ensinamentos dos santos (solenemente ignorados pelo clero modernista e até ridicularizados por tais infiéis), além de um bom Catecismo (tipo o Romano, o de São Pio X, o de Boulanger, etc.), sacudiram a poeira e deram a volta por cima – viraram católicos tradicionais (desculpem o pleonasmo – muita gente acha que gente da RCC ou pós-conciliares são católicos…), ainda que aturem paróquias modernistas, TLs, etc (oh, tortura!).

    O autor do artigo, infelizmente, não conheceu um padre católico de verdade.

  21. Pra isso há o eclesiovacantismo, ser católico como se estivesse morando na Antárdida, saber que a noção de “pós-conciliar” é cronológica, aplica-se a qualquer grupo e/ou estrutura atual, evitando com o mesmo asco fagtrads e raves arquidiocesanas.

  22. O bem e mal não são relativos. A verdade será sempre una em conformidade com a tradição milenar da Igreja,,,sua doutrina.e Catecismo da Igreja católica, imunes a modernismos porque os pilares morais que sustentam a civilização não são ditados pelo modernismos e relativismo que desfiguraram a verdadeira Igreja de Cristo.