Por Pe. Cristóvão e Pe. Williams
Fratres in Unum.com – Diante das últimas declarações de Papa Francisco, que deixaram alarmados os católicos fieis, de sólida formação, não cínicos anti-papas de ontem e fanáticos papistas de hoje, não embalistas, pensamos ser útil dar umas poucas ideias.
1. É muito difícil emitir um juízo sobre as intenções do papa a respeito. Pelo tamanho das “derrapadas doutrinais”, parece-nos que se trate mais de pouca inteligência misturada com a típica loquacidade achista episcopal latino-americana potencializada pelo próprio idealismo pauperista e espiritualista tão agradável à opinião pública e um certo surto de populismo ansioso, desejoso de aparecer e ganhar espaço nas manchetes.
Em todo caso, não parece ser muito útil perguntar-nos pelas intenções, mas mais concretamente sobre o que devemos fazer diante dos fatos e das consequências dos mesmos.
2. Não podemos perder de vista que, para quem estava acostumado com papas cuidadosos de seu magistério, que se ocupavam de transmiti-lo com ideias mais ou menos precisas e por escrito, em cartas, encíclicas ou outros documentos, agora estamos diante de um papa que fala solto, se convida para dar entrevistas a jornais seculares e adora usar chavões e criar slogans.
3. É útil lembrar que, ao longo da história da Igreja, tivemos papas que foram intelectualmente menos brilhantes, doutrinalmente perigosos e disciplinarmente questionáveis, e, mesmo diante disso, o rio caudaloso da fé católica continuou pujante, e, quando parecia desaparecer, Deus suscitava na Igreja santos e pessoas simples que reiniciavam o alvorecer da verdade no mundo.
As portas do inferno nunca prevalecerão contra a Igreja de Cristo, que é a Igreja Católica. Quando os homens a desfiguram, às vezes é necessário que cheguemos à saturação do mal para que Deus intervenha. E isto o faz, às vezes, do modo mais traumático, para que nos convertamos.
4. Não nos assustemos com estes acontecimentos e com outros ainda piores que possam vir. Precisamos nos manter firmes na fé, pois o luxo da perplexidade já há muito tempo nos foi tirado, e agora nos resta o bom combate. Lembremo-nos do que disse Nosso Senhor: “o Filho do homem, quando vier, encontrará ainda fé sobre a terra?” (Luc. XVIII,8).







"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mau humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey