Hans Küng, que sofre do Mal de Parkinson, não descarta o suicídio assistido.

Apiedemo-nos dessa infeliz alma e rezemos por ela, vendo atentamente a que fim podem levar a heresia e o cisma.

Hans KungIHU – O teólogo suíço Hans Küng, a quem o Papa João Paulo II tirou a licença para lecionar devido às suas posturas críticas ao Vaticano, cogita recorrer ao suicídio assistido para por um fim à sua vida, diante da evolução do Mal de Parkinson.

A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 01-10-2013. A tradução é de André Langer.

“Não quero continuar vivendo como uma sombra de mim mesmo”, escreve o teólogo, no terceiro e último volume das suas memórias, como foi antecipado hoje (dia 01 de outubro) por seu editor alemão, Piper Verlag.

Küng, de 85 anos, sofre de Parkinson em estado avançado e teme perder logo e completamente a visão, diante do que não descarta a possibilidade de se entregar nas mãos de uma clínica suíça especializada em suicídio assistido.

“O ser humano tem o direito de morrer quando já não tem nenhuma esperança de continuar levando o que, segundo o seu entendimento, é uma existência humana”, escreve o teólogo e catedrático da Universidade de Tübingen .

Küng vive completamente retirado da vida pública desde que completou os 85 anos, no começo de 2013, e depois deste volume de memórias não tem intenção de escrever mais nenhum outro livro.

“Não estou cansado da vida, mas farto de viver”, aponta, para acrescentar que não tem a intenção de chegar aos 90 anos.

O teólogo começou a escrever suas memórias em 1980 e o terceiro volume poderá chegar às livrarias esta semana.

Considerado o mais destacado teólogo crítico da postura oficial do Vaticano, João Paulo II, em 1979, retirou-lhe a permissão para ministrar os sacramentos e ensinar teologia católica.

Recentemente, expressou sua confiança em ser reabilitado por Francisco, como “reparação” ao que considera uma injustiça do Vaticano.

Küng foi companheiro de Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI, na Faculdade de Teologia de Tübingen, na qual ambos foram professores. Os dois participaram do Concílio Vaticano II como assessores e no começo das suas carreiras pertenceram a um grupo de teólogos católicos alemães liberais.

Não obstante, com o passar dos anos, Ratzinger alinhou-se com a ortodoxia conservadora, ao passo que Küngchegou a perder inclusive a licença para ensinar teologia católica após questionar o dogma da infalibilidade do papa.

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21 Comentários to “Hans Küng, que sofre do Mal de Parkinson, não descarta o suicídio assistido.”

  1. É próprio do herético ser dúbio, intolerante, ignorante, burro e ter um ódio gnóstico contra a realidade.

    E é também próprio de uma alma gnóstica arraigada o desespero, a melancolia e o desejo por suicídio.

    Que Deus tenha piedade dessa pobre alma e não permita que ele cometa a loucura do suicídio. Recomendemos o mesmo a Deus em nossas orações.

  2. Suicìdio assistido é uma moda recente na Europa. Conheci um padre que é bem favoràvel, Padre Hubert Leleu, 76 anos, assim como é favoràvel à cerimônia religiosa paroquial para a união homossexual. Ele disse até que viu um filme-documentàrio a respeito do suicìdio assistido e ficou impressionado com a “dignidade do ato”. Suicìdio assistido é diferente de eutanàsia, nesta a pessoa precisa ser assassinada por causa de sua incapacidade, normalmente fìsica, para o suicìdio. O suicìdio assistido ocorre quando por exemplo um parente segura na mão do suicida enquanto esse se dà a morte, quer dizer o parente ou “amigo” dà uma força moral para que a pessoa não se suicide desacompanhada ou de qualquer jeito. Na verdade, é um encorajamento presencial ao suicìdio.

    Eu asseguro que, pelo que li nas ùltimas entrevistas do Sumo Pontìfice Francisco, ele se acha bem alienado da realidade européia, ele està longe de ver claramente a gravidade da crise humana instalada naquele lugar. Vivendo alheio na sua Casa Santa Marta, ele pode demorar demais para descobrir a verdade com os proprios olhos e abandonar os relatòrios falseados que lhe são feitos por sua corte, que ele mesmo formou para si.

  3. Este Senhor necessita de muita oração. Já prestou um grande desserviço à Igreja. Agora faz atentado contra si. Contra o destino de sua alma. Que Nossa Senhora lhe dê a graça de reconhecer seus erros e aceitar com mansidão as provações de Deus na vida dele. Que ele tenha verdadeira fé e coragem para viver enquanto Deus o permitir.

  4. Pobre homem! Que Nossa Senhora faça um milagre e o liberte deste mal!

    • Allan L. Dos Santos, pobre homem, QUAL documento da Igreja ensina que Maria Santíssima faz milagres e liberta???

    • Cuidado aí, meu caro… Não confunda mariologia com mariolatria, a silenciosa heresia que baralha as ideias de alguns católicos e dá munição ao palavrório protestante contra a nossa devoção mariana. Nossa Senhora, como bem recita a Salve Regina, é a nossa advogada, a mais querida intercessora junto de Deus. Porém, só ao próprio Deus cabe operar o milagre, uma vez que a divindade resta substanciada nos limites da Trindade: o que não venha ser Pai, nem Filho, nem Espírito Santo, não é Deus; se o milagre exprime a vontade de Deus, apenas Deus – e mais ninguém – pode substancia-lo.

      Fique com Deus.

    • Estimado Fernando,
      Salve MARIA!

      Mariolatria é algo impossível de ocorrer na verdadeira devoção à Santíssima Virgem MARIA. Certamente, como bom Católico você aparenta ser, dispensa qualquer comentário sobre a frutuosa escravidão ao VERBO ENCARNADO por meio de MARIA Santíssima que ensinou São Luis Maria Grignon de Montfort. Assim, me dispenso agradecendo sua preocupação. E que Nossa Senhora venha imperar sobre nossos corações.

      In CHRISTO,
      A.

    • Pobre homem! Que Nossa Senhora faça um milagre e o liberte deste mal! [2]

  5. “Não julgai para não serdes julgados”, eis o ensinamento cristão. E não julgarei, naturalmente. Mas é inevitável a impressão de que o dr. Hans Kung tem tomado passos lépidos e seguros rumo à danação definitiva. Um “suicídio” assistido seria a consagração de sua longa carreira de prestimosas contribuições a toda espécie de heresia moderna que tomou de assalto a Igreja durante a segunda metade do séc. XX.

    Posso até parecer duro e insensível ao drama humano que uma doença tão cruel submete às funções biológicas do ser humano.Mas diante de tanto mal que o dr. Kung disseminou com suas ideias no seio da Igreja, penso que só o Senhor poderá acolhe-lo em sua misericórdia infinita. Mas Deus misericordioso é também Justiça Temerosa, e diante de nós, livres que somos, cabe-nos escolher – e, naturalmente, nos arrepender – partilhar da presença imediata do Senhor ou padecermos o martírio de privarmo-nos de tê-Lo para a vida eterna.

    Se as circunstâncias são tão duras e pesarosas, seria mais recomendável que o dr. Kung se recolhesse em orações e meditasse sobre a sua vida e suas obras. Nunca é tarde para nos admoestar de nossos equívocos, contanto com o coração sincero e aberto à Verdade de Deus.

  6. Que o Espírito Santo converta este homem . Que Maria Santíssima interceda por esta alma.

  7. Um fim lamentável para uma pessoa cuja obra foi lamentável. Por isso é preciso nos corrigirmos sempre; a não ser por milagre, é difícil se morrer de forma diferente (me refiro à disposição de espírito) de que como se viveu.

  8. À esta aberração reune-se mais esta http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/10/belga-morre-por-eutanasia-apos-cirurgia-de-mudanca-de-sexo.html; com especial atenção para as outras duas notícias destacadas no canto inferior esquerdo.
    Não creio em pacto formal com o Demônio, mas a sua influência é patente: desespero, desesperança, demência e desacralidade de tudo.
    Como os ateus práticos vão para o inferno: com muita galhardia, altivez e uma dose de humor macabro…
    Senhoras e senhores, oremos pela alma dos pecadores.
    Oremos por aqueles que recusam a graça e a luz.
    Ultimamente estou a ler os livros do Pe. Gabriele Amorth, exorcista da Diocese de Roma, famoso ccombatente do Capeta. As suas palavras, nesses tempos de crise são duras, mas verdadeiras: a infestação e as possessões (particulares e coletivas) são fatos inquestionáveis; o império do CoisaRuim só aumenta e mais se estabelece a olhos vistos!
    E o que nós podemos fazer nesses tempos de desolação e de abominação: rezar, jejuar, frequentar os Sacramentos; fortalecermo-nos na fé, na virtude! Combater o bom combate que o Senhor nos exorta, pois a guerra está a nossa porta! E Cristo precisa de bons soldados que renovam com sangue, suor e lágrimas as promessas do Batismo e da Crisma!!!

  9. Que tempos desconcertantes estamos vivendo…

    Em outras épocas:

    Muitos desejariam ser sacerdotes, mas não poderiam;
    Muitos sacerdotes desejariam ser dignos do martírio, mas não conseguiriam;
    Muitos cristãos desejariam sofrer, e sofrer muito, para completar em sua carne “o que falta das tribulações de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja”;

    Não subestimo o sofrimento do Pe. Hans Küng, pois até mesmo Jó desejou, de Deus, a morte (mas não pensou em suicídio).

    O que critico aqui é essa era que vivemos, era de anestesia. Vivemos uma era analgésica, e esse pavor de sentir dor enfraquece nossas virtudes.

    E esse enfraquecimento gera escravidão, pois nos torna incapazes ao enfrentamento. Deixamos então de ser escravos de Jesus Cristo para nos tornar servos da medicina.

    A medicina, aliás, que está num estado avançado, em que, se não há ainda a cura para várias doenças, existe a analgesia, que nos deixa viver em conforto, ainda que doentes. E, paradoxalmente, enquanto a medicina se vangloria de prolongar a vida das pessoas, muitas já “fartas de viver” desejam o suicídio.

    Se a Cruz era sabedoria dos cristãos, já não é mais, para muitos.

    O sofrimento é um “mal” que deve ser repudiado incondicionalmente. Enquanto que Jesus Cristo, a quem devemos seguir, abraçou o seu sofrimento, bebeu do cálice da paixão.

    Que Deus tenha misericórdia de nós nestes tempos de pavor de sofrer. Que Deus dê sentido ao sofrimento e a a dor dos cristãos. Pois “os sofrimentos do tempo presente não têm proporção com a glória que deverá revelar-se em nós”.

    Que Deus tenha misericórdia do Pe. Hans Küng, que lhe dê coragem diante da dor, que lhe dê virtudes heróicas para suportar o fardo da doença.

    Que o Espírito Santo faça-o desistir de pôr fim a a própria vida, pois Deus é o Senhor da vida e da morte, e pôr termo a a vida é usurpar um direito exclusivo de Nosso Senhor.

    Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa Mãe, tem piedade deste filho estimado. Rogai a Deus por sua vida, pela salvação da sua alma.

  10. muitos comentários cabem a essa matéria, mas, lembremos que árvores são conhecidas por seus frutos e a suposta redenção liberalista de küng deu como fruto, além do cisma e da hereia, um desejo de morte, ou se ele levar a intenção ao seu fim em morte propriamente dita. Se antes heresia e cisma pareciam levar a morte da alma é triste ver que já tem levado a morte propriamente dita.
    A comparação ao fim do texto entre Ratzinger e Küng também é valiosa. Este primeiro tornou-se filho e colaborador da verdade, e apesar de suas cruzes ainda muitas delas vividas, sempre mostrou gratidão e doçura com Nosso Senhor. Já o outro, ovelha rebelde parece estar ensaiando o seu último ato como herege convicto e injustiçado.
    Deus tenha de misericórdia, Santa Maria mãe de Deus rogai por ele.

  11. Que o Altíssimo tenha piedade dessa alma, pois a esperança é a última que morre!
    Hans Küng (Sursee, 19 de março de 1928) é um teólogo suíço, filósofo, professor de teologia, escritor e sacerdote católico romano. Fico perplexo quando alguns usuários deste site questionam a infalibilidade papal. Outrora, esse caminho foi percorrido por Küng (na década de 1960) ao rejeitar o dogma da Infalibilidade Papal, publicada no livro Infallible? An Inquiry (“Infalibilidade? Um inquérito”) em 1970.
    Em razão disso, foi-lhe revogada a sua licença pela Igreja de ensinar teologia em nome dela, mas permaneceu como sacerdote e professor em Tübingen até a sua aposentadoria em 1996. Não somente o papa Francisco que surpreende o mundo com suas atitudes. Vejam isso: em 2005, o Papa Bento XVI e Hans surpreenderam ao encontrar-se para jantar e discutir teologia e outros temas (celibato clerical, maior participação laica e feminina na Igreja etc). Na época, alguém taxou Bento XVI de quê?

  12. Hora de penitenciar-se.

  13. Ele só está caminhando na direção que sua consciência lhe aponta como bem, como aconselhou o Papa Francisco em sua última entrevista…

  14. Pobre alma! E um dia quis ser sacerdote de Jesus.. por isto peço que Nossa Senhora, rainha dos sacerdotes, interceda por ele para que lhe dê apenas um minuto de lucidez no qual ele possa rever seu passado e determinar o futuro ao lado de Deus misericordioso que nos perdoa sempre – o único perigo que vejo é seus livros, lixo soberbo e tolo, que subsistirão….
    Maria, nossa mãe amorosa e atenta, peça à SS Trindade que salve esta alma~!

  15. É muito triste a posição destas pessoas, refiro-me ao Padre Kung e a o padre Hebert Leleu e a todos os iguais, que se esqueceram de Deus. Não sabem Quem é, e isto é muito triste, especialmente por ser clérigos.
    O problema não é uma falta de Deus. Se fosse, eles não tinham culpa. O problema é que eles não aceitam o auxílio de Deus. peçamos a Deus que eles venham a desejar Deus.
    Como é que Kung pede uma reabilitação? Para quê? Na realidade, ele não sendo católico, para que deseja a reabilitação? Como vingança? mas ele que deixou de ser católico, deixou de saber que a reabilitação so existe pelo arrependimento e pelo propósito de não voltar a pecar.

  16. É pena ver tantos católicos analfabetos, para falar do prof. Hans Kung é preciso ter base e conhecimento, tenho vergonha dos católicos que vivem de dogmas ridículos, sem mesmo conhecer a propria história da humanidade e da igreja catolica.