Francisco aos jovens de Assis.

Aos jovens, sobre o sacramento do matrimônio: “É uma verdadeira vocação, assim como o sacerdócio e a vida religiosa. Dois cristãos que se casam reconheceram em sua história de amor o chamado do Senhor, a vocação a se tornarem de dois, homem e mulher, uma só carne, uma só vida. O Sacramento do Matrimônio envolve esse amor com a graça de Deus, enraíza essa união no próprio Deus.” […] “Os nossos pais, avós e bisavós se casaram em condições muito piores do que a nossa. Alguns em tempo de guerra ou depois da guerra e outros imigraram como os meus pais. Onde encontraram a força? Na certeza de que o Senhor estava com eles, que a família é abençoada por Deus com o Sacramento do Matrimônio e bendita é a missão de dar à luz filhos e educá-los” […] “Para construir bem uma família, de maneira sólida, é necessária essa base moral e espiritual e hoje esta base não é mais garantida pelas famílias e tradição social”.  […] “A sociedade em que vocês nasceram favorece os direitos individuais em vez da família e muitas vezes fala sobre o relacionamento de casal, família e matrimônio de maneira superficial e equívoca. Basta assistir a determinados programas de televisão“.

Aos jovens, sobre o celibato: “É a vocação que o próprio Jesus viveu. Como reconhecê-la? Como segui-la? Rezar e caminhar na Igreja. Essas duas coisas caminham juntas, são interligadas. Na origem de toda vocação à vida consagrada existe sempre uma forte experiência de Deus, uma experiência que nunca se esquece. É Deus quem chama. Por isso, é importante ter uma relação cotidiana com Ele. Aqui em Assis, não há necessidade de palavras! Francisco e Clara falam através de seu carisma a tantos jovens do mundo inteiro. Jovens que deixam tudo para seguir Jesus no caminho do Evangelho“.

E o Fratres in Unum traduz um trecho importante do discurso que, curiosamente, a progressista sessão brasileira da Rádio Vaticano, fonte das citações acima, fez questão de ignorar: “E gostaria de dizer algo com força, especialmente hoje: a virgindade pelo Reino de Deus não é um “não”, é um “sim”! Certamente, comporta a renúncia a um vínculo conjugal e a uma família própria, mas na sua base está o “sim”, como resposta ao “sim” total de Cristo para conosco, e este “sim” [nos torna] fecundos“.

7 comentários sobre “Francisco aos jovens de Assis.

  1. Eis aí. Palavras como essas, assim como as que foram pronunciadas contra o aborto, passarão desapercebidas. Por outro lado,qualquer coisa que pareça uma concessão, por mínima que seja, à agenda da mídia liberal terá ampla repercussão.

    Curtir

  2. “Os nossos pais, avós e bisavós se casaram em condições muito piores do que a nossa. Alguns em tempo de guerra ou depois da guerra e outros imigraram como os meus pais. Onde encontraram a força? Na certeza de que o Senhor estava com eles, que a família é abençoada por Deus com o Sacramento do Matrimônio e bendita é a missão de dar à luz filhos e educá-los”

    E por que Francisco, tendo consciência disso, zombas da Fé que formou nossos avós e bisavós? Por que insistes em destruir a fonte de onde eles tiraram a força para resistir ao adultério, o divórcio, o aborto e todos os males que ameaçam a família? Por que questionas as certezas que nossos avós nos transmitiram quando promoves descaradamente o relativismo moral e doutrinário em seus pronunciamentos?
    Achas mesmo que essa falsa fé mundana onde crucifixos se contorcem e altares são convertidos em mesas fará o milagre de forjar familias Católicas como nos tempos de nossos antepassados?
    Há que ser muito malabarista pra tentar justificar as bofetadas que esse Papa dá no rosto desfigurado de Cristo cada vez que abre a boca em suas entrevistas.

    Curtir

  3. Como no Jornal Nacional de ontem, sexta-feira (4/10), ao relatar a visita do Papa a Assis. Eu já imaginava essas omissões, mas mesmo assim foi gritante. Palavra alguma sobre a reta interpretação da figura de São Francisco contra a corrente panteísta, palavra alguma sobre o fato de que a Igreja somos todos os batizados, a quem compete o despojamento. Só sobre o desastre de Lampedusa e a associação da imagem do despojamento à reforma da Cúria, ponto final. Sobre São Francisco mesmo, limitaram-se apenas a dizer que o Papa rezou diante da “tumba” (e não das relíquias, seria muito pedir…) do Santo de quem ele tomou o nome.
    A Rádio Vaticano enveredou por esse caminho também, e não é de hoje, parece até que depende da opinião pública ou dos patrocinadores. Parece até que tem dedo da CNBB, não seria de estranhar, no controle do programa brasileiro.

    Curtir

  4. Reconfortantes as palavras de Sua Santidade… e, além de tudo, inspiradoras!

    Mas, quem será que deve ter escrito o trecho seguinte da Lumen Fidei??

    “O primeiro âmbito da cidade dos homens, iluminado pela fé, é a família; penso, antes de mais nada, na união estável do homem e da mulher no matrimónio.” (LF, 52)

    Será que aqui cabe mais uma interpretação apaziguadora? Mais um “deixa disso”?? Qual dos dois, Bento XVI ou Francisco, escreveu essa parte?

    Só Deus sabe…

    Curtir

  5. Tomara que o santo padre fale assim no próximo domingo durante a jornada Mariana, na renovação das consagrações feitas por João Paulo II. Será que Francisco estará disposto a levar em frente a proclamação do quinto dogma Mariano. Já sabemos que Bento XVI perguntou aos bispos sobre o dogma, mas não sabemos das respostas. Que a Virgem Maria guie a Igreja, pois seus membros se encontram em uma verdadeira confusão doutrinal, litúrgica e moral.

    Curtir

  6. Oremos pelo Santo Padre. Façamos como o povo de Nínive, dobremos nossos joelhos em oração. Deus está do nosso lado. Que a sempre e bem aventurada Virgem Maria rogue a Deus por nós e pelo Santo Padre.

    Sancta Mater Dei orai pro nobis.
    Sancto Pio X orai pro nobis.

    Curtir

  7. Luís, entendo seu ponto de vista, mas discordo. Você bem observa que essas palavras, corretas, retas, como se espera do Santo Padre, serão esquecidas em detrimento de falas mais avoadas que enchem a pauta da “mídia liberal”.

    Mas aí está o problema: justamente porque a mídia liberal, que representa a maioria da população, também extremamente liberal e fútil, é que o Santo Padre deveria medir mais suas palavras, falar menos, dizer menos, parar com entrevistas informais como se fosse um ator de cinema, um astro da TV.

    Deveria saber do alcance de suas palavras, principalmente aos ouvidos ocos de uma ala de católicos igualmente ocos, de evangélicos barulhentos, de ateus à toa. E assim ponderando tudo, falar menos; e quando falar, falar com conteúdo da nossa Igreja milenar.

    O problema não é da mídia, que de resto repercute o que lhe oferecem – e quanto pior, melhor – mas é do sumo pontífice e de mais ninguém, por alimentar essas fofocas.

    Curtir

Os comentários estão desativados.