Quando resistir ao Papa é um dever.

O caso singular do bispo Robert Grossateste.

Por Cristiana de Magistris | Tradução: Fratres in Unum.com * – O nome do bispo inglês Robert Grossateste (1175-1253) é quase totalmente desconhecido do mundo italiano. Para os poucos que têm alguma erudição, ele é notável por sua genialidade no campo científico, onde suas obras são consideradas de valor inestimável, a ponto de lhe terem merecido o título de “pioneiro” de um movimento científico e literário, bem como de “primeiro” matemático e físico de seu tempo.

Mas Robert Grossetesta foi acima de tudo um Bispo santo, que se distinguiu por seu zelo em promover a salus animarum e por seu amor ao papado.

Mente absolutamente prodigiosa e versada não apenas em estudos científicos, mas também no literário, teológico e bíblico, Robert Grossateste tornou-se bispo de Lincoln em 1235. “Desde que fui nomeado bispo – escreveu – considero-me o pastor e guarda das almas que me comprometo a cuidar com toda a minha força, porque do rebanho que me foi confiado vou prestar estrita conta no Dia do Juízo” [1]. Seu principal objetivo era de “reformar a sociedade através da reforma do clero” [2]. A disciplina austera que exigia de seus sacerdotes era conhecida em toda a Inglaterra: renúncia à recompensa pecuniária, obrigação de residência, reverência na celebração da Santa Missa, fidelidade na recitação do Ofício Divino, educação do povo, total disponibilidade para os doentes e as crianças. Com essas regras, o bispo Inglês, além de elevar o nível das pregações e do ensino do clero, queria melhorar sua conduta moral.

Mas uma das características mais originais de Grossateste foi a sua veneração pelo primado petrino, descrita nestes termos por um de seus biógrafos: “O mais interessante aspecto da teoria de Grossateste na formação e função da hierarquia eclesiástica é a exaltação do Papado. Ele foi provavelmente o papista mais fervoroso e resoluto entre os escritores ingleses medievais.” [3]

Tal veneração pela plenitudo potestatis do Romano Pontífice assume um significado todo especial e um alcance mais interessante em relação à sua próxima resistência a Inocêncio IV.

No ano de 1239, em discurso dirigido ao Decano e ao Capítulo de Lincoln sobre a hierarquia eclesiástica, Grossateste disse: “[…] seguindo o prefigurado no Antigo Testamento, o Senhor Papa tem o primado do poder sobre as nações e sobre os reinos, tem o poder de demolir e erradicar, destruir e dispersar, plantar e construir […] Samuel era entre o povo de Israel como um sol, assim como na Igreja universal é o Papa e todos os bispos em suas dioceses”. [4]

Em 1237, escreveu ele a um legado pontifício: “Deus não permita que a Santa Sé e os que a presidem, aos quais normalmente cumpre prestar obediência em tudo quanto ordenam, se tornem, pelo contrário, a causa da perda da fé para as pessoas que comandam, o que é contrário aos preceitos de Cristo e à Sua vontade. Deus não permita que para qualquer pessoa verdadeiramente unida a Cristo, não querendo de forma alguma ir contra a Sua Vontade, esta Sé e aqueles que a presidem possam ser causa da perda da fé ou de aparente cisma, ordenando fazer aquilo que se opõe à vontade de Cristo.”

O bispo Grossateste via com horror a simples idéia de desobedecer à autoridade eclesiástica legalmente constituída, pois considerava a obediência como a única resposta adequada a tal autoridade que vem de Deus. Mas a autoridade existe dentro de limites claramente definidos. Não há nenhuma autoridade além desses limites – ultra vires – e recusar-se a obedecer à autoridade quando ela ultrapassa esses limites não é um ato de desobediência, mas a afirmação de que a autoridade está abusando de seu poder. Muitos teólogos, como Suárez, acreditam que é lícito resistir até ao Papa, “se este faz algo manifestamente oposto à justiça e ao bem comum” [5].

Ninguém na Idade Média era tão convencido como Grossateste de que o Papa possuía a plenitudo potestatis. Mas, com os medievais de seu tempo, ele sustentava que tal poder não é um poder arbitrário, e sim um ofício a ele conferido “para o serviço de todo o Corpo (de Cristo)”, que é a Igreja. Tal poder é dado ao Papa para a salvação das almas, para edificar o Corpo de Cristo, e não para destruí-lo. O Papa – nós não devemos nos esquecer – é o Vigário de Cristo, não o próprio Cristo, e deve exercer seu poder de acordo com a vontade de Cristo, e não em manifesto conflito com esta. Deus não permita – dizia Grossateste – que a Santa Sé se torne a “causa” de um aparente cisma, ordenando aos fieis qualquer coisa que se opõe à Vontade de Cristo Senhor.

A ocasião que provocou a resistência de Grossateste dizia respeito ao problema dos benefícios eclesiásticos, cuja primeira função era o cuidado das almas. A complexa relação Igreja-Estado daquele tempo transtornou essa função, sendo os benefícios muitas vezes largamente concedidos a clérigos que não teriam podido (ou querido) de nenhum modo cuidar da grei a eles confiada. Aconteceu de o próprio Papa nomear para [receber] um benefício, uma prebenda ou um cabido, eclesiásticos que com frequência não residiam no lugar para o qual haviam sido designados, ou em alguns casos eram incapazes por um motivo ou por outro de se ocuparem disso. Por sua alta estima ao Papado, Grossateste se opôs a esta prática, que tinha forte odor de simonia e às vezes de nepotismo. Ele aceitou plenamente as nomeações do Papa quando os beneficiários estavam em condição de cumprir as funções para as quais recebiam os benefícios. Tanto o poder papal quanto os benefícios tinham de fato para Grossetesta um único objetivo: a salvação das almas.

O Bispo inglês resistiu a este estado de decadência com todos os meios possíveis, especialmente através de um uso inteligente e sábio do direito canônico. Em 1250, já octogenário, ele foi até Lyon – onde então residia Inocêncio IV – e confrontou-se com o Papa em pessoa. “Ele simplesmente levantou-se […]. O Papa Inocêncio sentou-se com os seus cardeais e familiares para ouvir o ataque mais veemente e completo que um papa jamais ouviu em pleno uso de seu poder” (6).

O objeto da acusação era a falta de cuidado pastoral, que colocava a Igreja em um estado de profundo sofrimento. “O ofício dos pastores encontra-se em condições miseráveis. E a causa do mal deve ser encontrada na Cúria papal […] que provê maus pastores para seu rebanho. O que é um ofício pastoral? Suas funções são variadas, mas, em particular, envolve o dever de visitas (aos fiéis) … ” [7]. Agora, como poderia um pastor não residente prover a seu rebanho? A esta questão nem sequer o Papa podia responder. Grossateste, além disso, ensinava mais pelo exemplo do que com palavras. Anos antes, em 1232, ele havia desistido de todos seus benefícios e gratificações, exceto uma prebenda que detinha em Lincoln, algo que o tinha coberto de ridículo aos olhos dos contemporâneos. Mas ele respondeu com estas palavras sublimes que revelam a nobreza de sua alma: “Se forem mais desprezados aos olhos do mundo, então serão mais agradáveis ​​aos cidadãos do céu” [8] .

A heroica visita do Bispo inglês a Inocêncio IV – heroica tanto pela ousadia do evento quanto pela idade avançada de Grossateste – não teve nenhum efeito. O Papa dependia do sistema de comissão para manter a Cúria e para financiar as guerras intermináveis ​​contra Frederico II.

Em 1253, o Papa deu a seu sobrinho, Frederico de Lavagna, um canonicato na catedral de Lincoln. Grossateste recebeu a ordem de colocar em execução a vontade do Pontífice Romano e encontrou-se num terrível dilema. A ordem do Papa era absolutamente legal, já que ele tinha todo o direito de atribuir um canonicato e, como tal, era necessário obedecer. Mas, apesar de ser legal, a ordem era um claro “abuso de poder”, porquanto o sobrinho do papa nunca pusera os pés na terra dos anglos e, portanto, nunca exerceu seu ministério em Lincoln, para o qual, no entanto, teria recebido o benefício.

Neste caso, o Papa usou de seu cargo de Vigário de Cristo em sentido oposto àquele para o qual ele estava revestido. A resposta de Grossateste foi recusar obedecer a uma ordem que era um claro abuso de poder. O Papa naquele momento estava agindo ultra vires, ou seja, além dos limites de sua autoridade. A resistência de Grossetesta não foi pelo fato de ele desconhecer a autoridade do Papa, mas pela imensa estima e respeito que tinha por esta.

O bispo Grossateste se recusou a dar ao sobrinho do Papa o canonicato da Catedral de Lincoln e escreveu uma carta de reclamação e recusa, não para o Papa em pessoa, mas a um comissário, Mestre Inocêncio, através do qual ele recebera a ordem.

Eis o que ele afirma: “Nenhum fiel sujeito à Santa Sé, nenhum homem que não está excluído pelo cisma do Corpo de Cristo e da Sé Apostólica, pode obedecer a determinações, regras ou outras ordens desse tipo, mesmo que elas viessem do mais alto coro de Anjos. Ele deve rejeitá-las e rejeitá-las com toda a sua força. Pela obediência que me liga e pelo amor que tenho à Santa Sé no Corpo de Cristo, como filho obediente eu desobedeço, contradigo e rebelo-me. Não se pode fazer nada contra mim, porque cada palavra minha e cada ação minha não é uma rebelião, mas um ato de honra filial devido ao pai e à mãe por meio do mandamento de Deus. Como eu disse, a Sé Apostólica em sua santidade não pode destruir, mas somente construir. Esta é a plenitudo potestatis: deve fazer tudo para a edificação. Agora, essas chamadas “comissões” não constroem, mas destroem. Elas não podem ser obra da Sé Apostólica, porquanto são ditadas “pela carne e pelo sangue”, que não possuem o reino de Deus, e nem do Pai que está nos céus ” [9].

Comentando essas palavras, W. A. Pantin, em seu estudo sobre a relação entre o bispo Grossateste e o Papado, escreve: “Parece haver duas linhas de pensamento aqui. A primeira, de acordo com a qual a plenitudo potestatis existe para edificação e não para destruição, todo ato tendente à destruição ou à ruína das almas não pode ser considerado um verdadeiro exercício da plenitudo potestatis… A segunda, conforme a qual, se o Papa ou qualquer outra pessoa ordenasse algo contrário à lei de Deus, então seria errado obedecer, e, finalmente, ao se afirmar a própria fidelidade, deve-se recusar a obedecer. O problema básico é que, enquanto a doutrina da Igreja é sobrenaturalmente garantida contra o erro, os ministros da Igreja, do Papa para baixo, não são impecáveis ​​e podem formular julgamentos e emitir ordens erradas”[10].

“Não se pode fazer nada contra mim”, protestou Grossateste, e os acontecimentos deram razão a ele. Quando Inocêncio IV leu a carta, irritado além da medida, queria pedir sua prisão, mas os cardeais o dissuadiram. “Sua Santidade – disseram – não tem nada que fazer. Não podemos condená-lo. Ele é um homem católico e santo, o melhor homem que temos, sem igual entre os outros prelados. O clero francês e inglês sabe disso e nossa intervenção não teria nenhuma vantagem. A verdade contida nesta carta, que é provavelmente conhecida de muitos, poderia empurrar os outros a agir contra nós. Grossetesta é estimado como um grande filósofo, conhecedor da literatura latina e grega, zeloso pela justiça, teólogo, pregador e inimigo de abuso.” [11]

Inocêncio IV percebeu que a melhor coisa a fazer era abster-se de qualquer intervenção. E assim foi. Nesse mesmo ano de 1253, o Grossateste morreu. Em seu túmulo aconteceram muitos milagres e logo se tornou um local de culto e devoção, nem faltaram tentativas para dar início à sua causa de canonização. [12] A Inglaterra possui apenas um outro santo bispo, John Fisher, cujo amor e lealdade para com a Santa Sé não excedia o de Grossateste. Certamente, se este tivesse vivido nos dias de John Fisher, não teria hesitado em dar, como ele, a vida pela Sé Apostólica. Mas também é certo que, se John Fisher tivesse vivido no século XIII, sob o pontificado de Inocêncio IV, teria resistido aos abusos do poder papal.

O caso do bispo Grossateste reveste-se de particular importância, pois sua resistência não é motivada por heresia, em cujo caso é opinião comum que não é necessário obedecer. Ele não defendeu a ortodoxia católica, mas se recusou a colocar em prática uma diretiva do Papa que ele considerava prejudicial para a salus animarum.

O “caso Grossateste” fez história. Sylvester Prierias, insigne dominicano e estrênuo defensor da autoridade papal, em seu Dialogus de Potestate Papae (1517), citando as palavras e o exemplo de Grossateste, afirmou que o Sumo Pontífice pode abusar de seu poder: “Se o Papa quisesse desperdiçar os bens da Igreja ou distribuí-los aos seus familiares, se quisesse destruir a Igreja ou praticar qualquer ato dessa magnitude, então seria um dever impedi-lo e uma obrigação opor-se a ele e resistir-lhe. A razão é que ele não possui o poder de destruir. Disto se segue que, se ele agisse assim, seria legítimo resistir-lhe.”

Durante o Concílio Vaticano I, o caso Grossateste foi mencionado várias vezes, não para condenar a resistência do bispo Inglês, mas para mostrar que a plenitudo potestatis do Romano Pontífice – não obstante a infalibilidade papal que aquele Concílio estava para definir – tem limites bem definidos, não sendo nem absoluta nem arbitrária.

Ecoando as palavras de Grossateste – “a Sé Apostólica em sua santidade não pode destruir, mas apenas construir” – o bispo D’Avanzo disse no Concílio: “Pedro tem tanto poder quanto quis dar-lhe Nosso Senhor, não para a destruição, mas para a edificação do Corpo de Cristo que é a Igreja.” [13]

E assim, depois de seis séculos, a resistência do maior “papista” dos bispos ingleses do século XIII contribuiu para a definição da infalibilidade pontifícia. Esta é a ironia de Deus, pela qual os Anjos e Santos – e também Grossateste! – se alegram no céu.

* Nosso agradecimento a um caro amigo pela tradução fornecida.

[1] D. A. Callus, Robert Grosseteste, Oxford 1955, p .150.

[2] Ivi, p. 85.

[3] Ivi, p. 183.

[4] Ivi, p. 185.

[5] “Se il papa comanda qualcosa che sia contrario alla morale non bisogna obbedirgli. Se prova a fare qualcosa che sia contrario alla giustizia e al bene comune, è lecito resistergli. Se egli attacca con la forza, può essere respinto con la forza, con la moderazione propria di una giusta difesa”: De fide, disp. X, sect. VI, n. 16.

[6] M. Powicke, “Robert Grossateste, Bishop of Lincoln”, Bullettin of the John Rylands Library, Manchester, vol. 35, n. 2, march 1953, p. 504.

[7] M. Powicke, King Henry III and the Lord Edward , Oxford 1959, p. 284.

[8] D. A. Callus, cit., XIX.

[9] M. Powicke, King Henry III and the Lord Edward , cit., p. 286.

[10] W. A. Pantin, “Grosseteste’s relations with the papacy and the crown”, in D. A. Callus, cit., pp. 190-191.

[11] M. Powicke, King Henry III and the Lord Edward , cit., p. 287.

[12] Cf E. W. Kemp, “The attempted canonization of Robert Grossateste”, in D. A. Callus, cit., pp. 241-246.

[13] J. D. Mansi, Sacrorum Conciliorum nova et amplissa collectio, Parigi 1857-1927, LII, p. 715

68 Comentários to “Quando resistir ao Papa é um dever.”

  1. Texto fantástico!
    Uma verdadeira aula para os ingênuos da nossa época!

  2. “Como filho obediente eu desobedeço, contradigo e rebelo-me.”

    Quanta falta hoje faz um bispo como este. Mas hoje para sermos obedientes ao legado de Nosso Senhor Jesus Cristo devemos desobedecer (salvo rarissíssimas exceções) todos os padres, todos os bispos e pelo jeito que vai indo as declarações do Papa sobre o pecado do homossexualismo, até ao Papa.

    • I. A atitude correta perante o Papa,
      segundo Bellarmino
      Citou-se há pouco um texto de São Roberto Bellarmino, Doutor da Igreja que festejamos ontem:
      “Assim como é lícito resistir ao Pontífice que agride o corpo, da mesma forma é lícito resistir ao Papa que agride as almas ou que perturba a ordem civil, e, a fortiori, ao Papa que tentasse destruir a Igreja.”
      (São Roberto Bellarmino, De Romano Pontifice)
      Daí foi tirada a conclusão seguinte: “Se é lícito resistir ao Papa… é que, portanto, a pessoa que agrediria a Igreja continuaria sendo Papa. Senão, São Roberto Bellarmino não teria utilizado essa expressão.”

  3. As três negações de Pedro (1º papa) mostram que é possível até um Papa renegar a Fé. E na história da Igreja confirma isso, pois já existiram 37 antipapas (Hipólito, Novaciano, Félix II, Ursino, Eulálio, Lourenço, dentre outros), de um total de 267 (incluindo Francisco), ou seja, mais de 10% de “Suas Santidades” foram consideradas falsos pastores. Aliás, Jesus nos garantiu que a ovelha reconhece o “Bom PASTOR”. E pelos “frutos se conhece a árvore”? Detalhe final: todos os antipapas foram eleitos ilegitimamente, ao contrário de Francisco. Com efeito, esta tese (“quando resistir ao Papa é um dever’), defendida pelo bispo inglês Robert Grossateste, seria válida tão-somente no caso de “antipapas” (eleições ilegítimas do papado), do contrário seria uma traição ao catolicismo, com cores de Cisma. Se até Jesus, após as três negações de Pedro, confirmou o seu nome à frente da Igreja primitiva, quem somos nós para agirmos de forma diferente? Devo confessar que inicialmente, tinha dúvidas sobre a legitimação de Francisco. Todavia, a exemplo de alguns cardeais (Christoph Schönborn- Áustria, dentre outros), obtive um sinal concreto da legitimação de Sua Santidade Francisco no trono de São Pedro.

    • Renato, a resistência que Grossateste preconiza não é tão-somente devida a antipapas, haja vista que Inocêncio IV não foi antipapa, mas legítimo sucessor de Pedro, embora tomasse medidas não condignas com o seu ofício, ou como diz o próprio filósofo e bispo inglês: medidas que visavam à destruição e não à construção da Igreja.
      Aos antipapas, claramente ilegítimos, não se opõe resistência, mas simplesmente se ignora, se não se puder destituí-los de uma vez para acabar com a confusão.
      Não há dúvida de que Francisco seja legítimo sucessor de Pedro, não é essa a questão.

    • “Com efeito, esta tese (“quando resistir ao Papa é um dever’), defendida pelo bispo inglês Robert Grossateste, seria válida tão-somente no caso de “antipapas” (eleições ilegítimas do papado), do contrário seria uma traição ao catolicismo, com cores de Cisma.”

      Inocêncio IV (a quem o bispo resistiu) era anti-Papa? Se não era, Renato, sua afirmarção não faz sentido diante do texto que estamos lendo.

  4. Esse texto é elucidário para os “obedientes” in generis no mundo atual e no campo da Igreja contemporânea. Não só esse grande bispo, mas Suárez, São Roberto Belarmino, o Doutor Angélico Santo Tomás e outros também tratam deste delicado assunto. Em matéria de fé e perigo para a Igreja De Nosso Senhor……..

  5. Sr. Ferreti,

    Este tópico deve ficar no topo do blog enquanto houverem “apologetas franciscanos” de plantão
    caindo de paraquedas.

  6. Estamos livres de ter que obedecer a Bergoglio porque ele mesmo disse que temos que seguir é o que manda nossa consciência. Ele disse claramente que cada um de nós tem a visão do que é bom e mau e que temos que encorajar as pessoas a se moverem em direção ao que elas pensam que é bom.
    É claro que essa opinião dele nada tem de Católica porque embora cada um possua uma consciência, ela só o levará a Deus se for um espelho do que Deus determina: “Mas se queres entrar na vida eterna, cumpre os mandamentos”.
    Agora, qualquer um que tenha sua consciência formada pelo que a Igreja sempre ensinou, qualquer um que possua o mínimo de “Sensus Fidei” sabe diferenciar a voz do pastor da voz do lobo, pois foi um dos Apóstolos que nos advertiu:

    Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema.
    Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!
    Gálatas 1:8-9

    Graças ao Espírito Santo nenhum desses modernistas que já sentaram na Cátedra de Pedro conseguirão promulgar nenhuma doutrina ou dogma que os Católicos seriam obrigados a obedecer. Mas farão muitos estragos e disseminarão muitos erros no âmbito das opiniões pessoais pra iludir e enganar até os mais devotos.
    Estamos caminhando nas trevas, mas se mantivermos os olhos fixos na única luz que é Cristo e sua doutrina, ignorando o ruído das feras ao longo do caminho, conseguiremos alcançar o portal da vida eterna.

  7. Já posso imaginar os católicos modernistas e liberais, sentimentais e românticos, tendo verdadeiros ataques de histeria ao ler esse texto rsrsrsrsrs.

    “Durante o Concílio Vaticano I, o caso Grossateste foi mencionado várias vezes, não para condenar a resistência do bispo Inglês, mas para mostrar que a plenitudo potestatis do Romano Pontífice – não obstante a infalibilidade papal que aquele Concílio estava para definir – tem limites bem definidos, não sendo nem absoluta nem arbitrária.”
    Esse trecho é perfeito, serve bem para os nossos dias.
    O que o Bispo inglês Robert Grossateste diria se vivesse em nossos dias, onde os lobos do mundo intero aplaude e defende o Pastor do aprisco de Cristo?

    In Corde Jesu, semper.

  8. Texto maravilhoso, muito produtivo e util para a nossa realidade

  9. A Igreja não é democrática, mas também não é uma autocracia despótica onde alguém com poder de governar, isto é, legitimamente investido de uma missão canônica, chega e se põe a fazer o que bem entender. Há limites bem claros para o exercício do poder eclesiástico, na exata medida em que tal poder está balizado pela Tradição divino-apostólica e também, em menor grau, pelas tradições eclesiásticas, usos e costumes da Igreja. Dá-se, porém, que o personalismo (ou seja, a vontade fazer valer, a qualquer custo, as próprias ideias e a própria vontade) se impôs como que regra geral nos meios eclesiásticos. Isso nos faz entender, por exemplo, não só as invencionices litúrgicas, mas também os devaneios morais e doutrinais: são escolhas, preferências que, desgraçadamente, não se restringem àquele que prefere ou escolhe isso ou aquilo, pois governar significa tão-somente “dirigir, guiar a outros”. Mas, ao personalista não interessa o que foi dito, quem ou quando disse, ainda que sejam, por exemplo, mais de duas centenas e meia de Papas e dezenas de Concílios ou mesmo N. S. Jesus Cristo. No fundo, só uma palavra é doce aos ouvidos do personalista, e é a seguinte: “eu, eu, eu”.

    “- Vejam como EU sou a medida de tudo, vejam como EU tenho miríades de coisas importantíssimas a dizer, vejam isso, vejam aquilo, e, por favor, ME vejam!, sobretudo ME vejam!, pois minha periferia existencial demanda, súplice, essa piedosa esmola !”

    Ora, qualquer um que tenha corrido ligeiramente os olhos sobre algum livro de doutrina espiritual sabe que os Santos e demais auctores probati sempre reprovaram as manifestações de vontade própria, de ideias próprias, de singularidades e idiossincrasias. Não é a pessoa (suas ideias, vontade) que deve aparecer, é a doutrina comum, a doutrina de todos, a doutrina de sempre. Não é a pessoa que deve aparecer, é função que exerce. Eis, então, a razão de ser dos protocolos: eles são impessoais. É por isso que os histriões e promotores de si próprios detestam os protocolos, pois isso lhes cerceia a liberdade (de aparecer). Assim por exemplo, salvo equívoco de minha parte, na liturgia de sempre acendem-se três velas no Altar quando um Bispo celebra, mesmo em dias feriais. Mas não é para o Bispo Sr. fulano de tal, primariamente, que se acendem as velas; é para *o* Bispo. A dignidade eclesiástica (o múnus) como que eclipsa a pessoa, de forma que resplandeça o ministério que ela exerce. É isso também que nos leva a manter algum respeito mesmo diante de indivíduos medíocres ou simplesmente imbecis; respeita-se a dignidade de que a dita cavalgadura está investida.

    Mas tudo tem limite. Uma coisa é exorbitar de um protocolo, pisotear rubricas, expor-se gratuitamente ao ridículo; bem outra coisa é contrariar o que foi definido como matéria a ser necessariamente seguida por todos. ‘Todos’: um termo que, por definição, não admite exceção alguma.

    Mas quem interpreta o que foi definido como matéria a ser necessariamente seguida?

    Resp.: a hierarquia eclesiástica.

    Note-se, no entanto, contra toda mistificação usurpação, que a doutrina católica não é algo esotérico cuja clareza deva passar como que pelo crivo mágico de uns poucos e doutos iluminados. A doutrina católica é pública e pertence a TODA Igreja; também a liturgia pertence a TODA a Igreja. Por outras palavras, é um atentado à constituição divina da Igreja como que “reduzi-la” ao clero; o clero não é TODA a Igreja; mais que isso: boa parte, com pouquíssimas exceções, dos cismas e heresias e demais desgraças que afligiram a Igreja foram promovidas por clérigos. E, embora caiba, por direito divino, à sagrada hierarquia, reger, ensinar e santificar TODA a Igreja, é preciso advertir aos que, com seus desmandos, transtornam e perturbam a paz da Igreja que estes hão de prestar, ao Senhor, severas contas por seus atos. Era melhor que não tivessem nascido

  10. Porém Robert Grosseteste nunca foi canonizado. Não entendo como querer usar esse exemplo para justificar desobediências ao Santo Padre. Se tivesse sido um santo canonizado, vá lá. E essa não canonização não pode ser jogada nas costas da “Igreja Conciliar”…

    Daqui a pouco vão começar a trazer textos de Fócio para justificar a desobediência ao Papa.

    • “Durante o Concílio Vaticano I, o caso Grossateste foi mencionado várias vezes, não para condenar a resistência do bispo Inglês, mas para mostrar que a plenitudo potestatis do Romano Pontífice – não obstante a infalibilidade papal que aquele Concílio estava para definir – tem limites bem definidos, não sendo nem absoluta nem arbitrária.”
      Esse trecho é perfeito, serve bem para os nossos dias.

      Abraços tradicionais!!!
      In Corde Jesu, semper.

    • E estes aqui, Sr. Wagner, servem?

      SÃO ROBERTO BELARMINO: ”… Assim como é lícito resistir ao Pontífice que agride o corpo, assim também é lícito resistir ao que agride as almas, ou que perturba a ordem civil, ou, sobretudo, aquele que tentasse destruir a Igreja. Digo que é lícito resistir-lhe não fazendo o que ordena e impedindo a execução de sua vontade” (De Romano Pontifice, Lib. II c. 29).

      SANTO IVO DE CHARTRES: ”Não queremos privar as chaves da Igreja do seu poder (…) a menos que se afaste manifestamente da verdade evangélica” (P.L. tom. 162, col. 240).

      SÃO TOMÁS DE AQUINO: Havendo perigo próximo para a Fé, os prelados devem ser arguidos, até mesmo publicamente, pelos súditos” (Sum. Teol. II-II, XXXIII, 4, ad 2).

    • Santo Atanásio também resistiu ao Papado com razão ….

  11. Obrigado Mons. Lefebvre por vossa ‘desobediência’.

  12. Wagner, o fato do bispo citado não ser canonizado não quer dizer que ele não seja santo. Muitos santos não foram cononizados…Não conheço nada da vida pessoal dele, mas a sua afirmação não procede. Com certeza há muitos mais santos não canonizados que canonizados.

  13. A coisa é simples: aquilo que ultrapassar os limites da competência (=aquilo para o qual a autoridade foi instituída em se tratando de princípios e valores fundamentais de sua atuação, meios adequados à consecução de seus objetivos e fins perseguidos) configura abuso de autoridade, sendo ordens manifestamente ilegais, o que não obriga à obediência – EM QUALQUER SISTEMA JURÍDICO – inclusive o Canônico. Um simples Catecismo (o de S. Pio X) pode ensinar isso a quem não passou por uma faculdade de direito.

    Eis a justificativa para reconhecer a autoridade do Papa mas não para a obediência cega a qualquer coisa que ele determinar. Não confundamos desobedecer a determinações extra ou contra a justiça com negação do reconhecimento da autoridade do Papa.

    O Bispo esteve certíssimo. Prefiguração de D. Lefebvre.

  14. muito malicioso seu artigo, que pretende racionalizar, que atitude pretende justificar contra nosso amado papa Francisco? perverso o que li. padre Manuel mornoy lopez

  15. O problema não é um ataque de histeria, mas se trata de católicos com tendencias protestantes.
    Este é um ponto citado várias vezes por padre Paulo Ricardo em suas aulas espetaculares. São católicos que tem opiniões e almas protestantes. Alguns até abandonam a fé católica porque não concordaram com padres, bispos, ou queriam saber ou ser mais santos que eles.
    Não é muito diferente destes fiéis, que já não são fiéis por criticarem o Santo Padre.
    Conheci pessoas assim, que com o tempo se tornaram protestantes, queriam estar acima da Santa Igreja. Mesmo histórico de Lutero, Calvino, Macedo, Valdemiro.
    Basta olhar os levrebistas. O papa Bento fez todo o possível para a reconciliacao. Sacrificou a Igreja, tirou a excomunhão de bispos legitimamente excomungados, lançou o motu proprio, para celebrarmos a forma preciosa e extraordinaria; mas mesmo assim, o orgulho dos cismáticos, próprio dos grandes cismas da história da Igreja, não voltaram para a comunhão com a Santa Igreja.
    Mas é uma questão de ideologia, e não de formas de ritos, porque ambos os ritos são sagrados.
    Como pode ser a Missa de sempre, se o rito da missa de sempre não existiu sempre. Tem menos de 500 anos. E toda a história da liturgia foi abolida com ereção do Santíssimo Rito de São Pio V?
    Aqueles que criticam o Santo Padre estão a um passo de serem protestantes, porque se tornam a minoria do contra, que só olham para ferulas, manípulos, capas magnas, casa santa marta ou palácio apostólico. Mas ainda bem que a Santa Igreja vem do céu e não dos homens.
    “Tu és Pedro”. Ele é Pedro, e não os críticos da ultima hora.

    Pe. Carlos

    • Prezado Pe. Carlos, a sua benção.
      Recomendo respeitosamente que estude a respeito da missa tridentina, e dos problemas da missa nova, bem como da diferença entre as duas, e ainda como surgiram no seio da Santa Igreja. (pode começar vendo ou revendo as aulas do Pe. Paulo riçado sobre o missal de Paulo VI)
      Do mesmo modo, seria salutar alguns estudos sobre as ditas “excomunhões” que o senhor reputa legítimas, o assunto é bem mais complexo do que parece.
      O mesmo se diz do acordo, é mais complexo do que se pensa.
      Não conheço profundamente tais temas, mas o pouco que sei e que os posicionamentos exarados pelo senhor mostram apenas um profundo desconhecimento do tema, o que não edifica.
      Por fim, peço desculpas se em algum momento lhe pareci ofensivo, apenas pretendo lhe convidar ao estudo, pois em tempos de crise é necessário que sacrifiquemos nossas paixões.
      Certamente existem posições muito bem fundamentadas que advogam em ambos os lados, seria conveniente conhecê-las.

    • Realmente, pelas respostas acima, dá para perceber que o clero está muito mal formado e muito mal informado (prefiro não achar que esteja mal intencionado). Não compreendem nada sobre a diferença entre descumprir ordens manifestamente ilegais de uma autoridade competente (perguntem a um advogado o que é isso) e o não-reconhecimento dessa autoridade.

      Se um delegado de polícia ordenar a seus investigadores fuzilar um prisioneiro quieto, pacífico e desarmado dentro duma cela de prisão, eles teriam que cumprir a ordem? Não. Mas nem por isso deixariam de considerar o delegado como seu superior. E ainda lhe responderiam por qual motivo não o obedeceriam, sob pena de denunciá-lo à Corregedoria. Simples, não? Só cumpririam a ordem se fossem tão corruptos quanto ele.

      Qualquer catequista de roça está sabendo mais do que o clero hoje em dia…

    • Padre, o senhor não percebeu que ir contra a Tradição que é próprio do protestantismo? O que Dom Lefebvre e seus apoiadores fizeram foi justamente ir contra o protestantismo infiltrado na Igreja, que começava abandonando aos poucos a Tradição, imprescindível para a Igreja, a ponto de hoje quase repudiá-la publicamente.

      Como sem a Tradição apostólica o Novo Testamento poderia ter sido escrito, sendo que todos os evangelhos e cartas foram escritos depois do ano 50, mais de 20 anos depois da Ascensão de Cristo ao céu? Como sem a Tradição apostólica se poderia celebrar corretamente a Eucaristia e o Corpo de Cristo poderia ser entregue às pessoas em remissão dos seus pecados até hoje? Nada do que é próprio da Igreja poderia ter sido repassado corretamente sem a Tradição. Veja o que a malignidade do protestantismo que rompeu com a Tradição fez: confusão e divisão a ponto de tornar estéreis de boas obras países inteiros, com diversas seitas que se opõem entre si, além de todos os países protestantes históricos estarem mergulhados no ateísmo e no paganismo. Veja também o que esse protestantismo implícito na Igreja pós-conciliar fez com o Brasil e outros países que seguem a mesma confusão dos protestantes, onde nem a liturgia do CVII é seguida mais…

      Veja que interessante o que o Senhor Jesus diz a Pedro em Lucas 22,31-32: “Simão, Simão, eis que satanás vos busca com instância para vos joeirar como trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, uma vez convertido, conforta os teus irmãos.”

      Padre, reze, como toda a igreja, para que o Papa Francisco tenha sido convertido.

    • Muito prezado, muito reverendo, e muito contraditório Padre!
      Salve Maria!
      Concílio Vaticano II olhou com simpatia ecumênica para os protestantes, tem até clérigos que chamam os hereges de “lindos e santos”.Fica muito estranho o Senhor chamar quem defende a Tradição Bi-milenar da Santa Igreja Católica de possuir alma protestante.Nossas críticas ao pastoral concílio vaticano II é justamente por esse concílio ter trazido para dentro da Santa Mãe Igreja Católica essa alma protestante ( que o Senhor injustamente nos acusa de possuir).

      Perdoe-me Padre por discordar mais uma vez do Senhor, mas essa questão não é de ideologia e sim de Tradição católica.Quem tem ideologia são os modernistas liberais que defendem o concílio pastoral vaticano II.

      Paulo VI confessa a novidade do Vaticano II, ao dizer:
      ”As palavras importantes do Concílio são novidade e aggiornamento…A palavra novidade nos foi dada como uma ordem, como um programa” (Paulo VI, in Osservatore Romano, 3 de Julho de 1974. apud R. Amerio, op. cit., p. 98
      Agora quem deu essa ordem para fazer de novidade o que tem que ser eterno e imutável?

      Pelo visto Padre o Senhor defende esse concílio vaticano II. O concílio vaticano II, que o senhor defende, ainda é válido, ele reconhece o meu direito e o meu dever de me pronunciar sobre problemas religiosos. O próprio concílio vaticano II – que o senhor pelo visto defende – declara:
      “3. O dever e o direito ao apostolado advêm aos leigos da sua mesma união com Cristo cabeça” (…) “A todos os fiéis incumbe, portanto, o glorioso encargo de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens em toda a terra”. (Vaticano II, Decreto Apostolicam Actuositatem, n0 3).
      E mais:
      ”E dado que no nosso tempo surgem novos problemas e se difundem gravíssimos erros que ameaçam subverter a religião, a ordem moral e a própria sociedade humana, este sagrado Concílio exorta ardentemente os leigos a que, na medida da própria capacidade e conhecimentos, desempenhem com mais diligência a parte que lhes cabe na elucidação, defesa e reta aplicação dos princípios cristãos aos problemas de nosso tempo, segundo a mente da Igreja” (Vaticano II, Decreto Apostolicam Actuositatem, n0 6).
      E a Gadium et Spes afirma:
      “O Apostolado dos leigos
      33. Unidos no Povo de Deus, e constituídos no corpo único de Cristo sob uma só cabeça, os leigos, sejam quais forem, todos são chamados a concorrer como membros vivos, com todas as forças que receberam da bondade do Criador e por graça do Redentor, para o crescimento da Igreja e sua contínua santificação.
      O apostolado dos leigos é participação na própria missão salvadora da Igreja, e para ele todos são destinados pelo Senhor , por meio do Batismo e da Confirmação. E os sacramentos, sobretudo a sagrada Eucaristia, comunicam e alimentam aquele amor para com Deus e para com os homens, que é a alma de todo o apostolado.
      Mas os leigos são especialmente chamados a tornarem a Igreja presente e ativa naqueles locais e circunstâncias em que só por meio deles ela pode ser o sal da terra (112). Deste modo, todo e qualquer leigo, pelos dons que lhe foram concedidos, é ao mesmo tempo testemunha e instrumento vivo da missão da própria Igreja, «segundo a medida concedida por Cristo» (Ef. 4,7).
      Além deste apostolado, que diz respeito a todos os fiéis, os leigos podem ainda ser chamados, por diversos modos, a uma colaboração mais imediata no apostolado da Hierarquia 3, à semelhança daqueles homens e mulheres que ajudavam o apóstolo Paulo no Evangelho, trabalhando muito no Senhor (cfr. Fil. 4,3; Rom. 16,3 ss.). Têm ainda a capacidade de ser chamados pela Hierarquia a exercer certos cargos eclesiásticos, com finalidade espiritual.
      Incumbe, portanto, a todos os leigos a magnífica tarefa de trabalhar para que o desígnio de salvação atinja cada vez mais os homens de todos os tempos e lugares. Esteja-lhes, pois, amplamente aberto o caminho, a fim de que, segundo as próprias forças e as necessidades dos tempos, também eles participem com ardor na ação salvadora da Igreja”. (Vaticano II, Gaudium et Spes, n0 33).
      E a Lumen Gentium diz:
      “A todos os leigos, portanto, incumbe o preclaro ônus de trabalhar para que o plano divino da salvação atinja sempre mais a todos os homens de todos os tempos e de todos os lugares da terra. Conseqüentemente, sejam-lhes dadas amplas oportunidades para que também eles participem ativamente na obra salvífica da Igreja, de acordo com suas forças e as necessidades dos tempos” (Vaticano II, Lumen Gentium, nº 83).
      “Os sagrados Pastores, porém, reconheçam e promovam a dignidade dos leigos na Igreja. De boa vontade utilizem-se do seu prudente conselho. Com confiança entreguem-lhes ofícios no serviço da Igreja. E deixem-lhes liberdade e raio de ação. Encorajem-nos até para empreender outras obras por iniciativa própria. Com amor paterno, considerem atentamente em Cristo as iniciativas, os votos e os desejos propostos pelos leigos. Respeitosamente reconheçam os Pastores a justa liberdade que a todos compete na cidade terrestre” (Vaticano II, Lumen Gentium, nº 97).
      Haveria vários outros textos do Concílio Vaticano II a citar, mostrando que, como leigo, tenho o direito e o dever de defender a fé contra os erros de nosso tempo, — e contra os seus erros, Padre –, assim como o direito de me pronunciar sobre os problemas atuais da Igreja, sempre submentendo-me ao Papa, ao meu Bispo, enquanto obediente ao Papa, e ao que a Igreja sempre ensinou.
      Aliás, a própria CNBB proclamou em decisão da sua 35a. Assembléia Geral o direito de um leigo manifestar seu pensamento, ao determinar:
      “Deste modo a ordem jurídica eclesial exige que seja tutelada e promovida a liberdade de todos os fiéis, que corre paralela à co-responsabilidade que lhes atribuiu o Vaticano II. Daí uma certa pluralidade de opiniões pode ser índice positivo de vida e criatividade. Também daí o dever de algum fiel se expressar, mesmo contrariando o consenso majoritário. Fundamental é que os fiéis devem “conservar sempre, também no seu modo particular de agir, a comunhão com a Igreja” (c. 209§ 1. Os destaques são meus).
      “A liberdade e responsabilidade dentro da comunhão eclesial, no que toca ao nosso tema, sublinha o direito dos fiéis de expressarem aos pastores as próprias necessidades e anseios (c. 212 § 2), e até mesmo de manifestarem a própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja (c. 212 § 3). Também no que diz respeito às coisas da sociedade civil, podem exprimir a própria opinião, imbuída de espírito evangélico e à luz da doutrina do magistério eclesiástico, embora sem apresentá-la como doutrina da Igreja (c. 227). (XXXV Assembléia geral da CNBB, Direitos e deveres dos Bispos, como mestres da Fé, e dos fiéis, em especial no que se refere ao diálogo entre magistério e teólogos(as) (…) os direitos dos fiéis. O sublinhado é nosso).
      E o Código de Direito Canônico dá aos leigos direitos e deveres que o senhor, Padre, abusiva e ilegalmente me recusa com seu “cala a boca“ anti canônico:
      “Cân. 212 – § 1. Os fiéis, conscientes da própria responsabilidade, estão obrigados a aceitar com obediência cristã o que os sagrados Pastores, como representantes de Cristo, declaram como mestres da fé ou determinam como guias da Igreja.
      § 2. Os fiéis têm o direito de manifestar aos Pastores da Igreja as próprias necessidades, principalmente espirituais, e os próprios anseios.
      § 3. De acordo com a ciência, a competência e o prestígio de que gozam, tem o direito e, às vezes, até o dever de manifestar aos Pastores sagrados a própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja e, ressalvando a integridade da fé e dos costumes e a reverência para com os Pastores, e levando em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas, dêem a conhecer essa sua opinião também aos outros fiéis”.
      “Cân. 225 – § 1. Uma vez que, como todos os fiéis, através do batismo e da confirmação, são destinados por Deus ao apostolado, os leigos, individualmente ou reunidos em associações, têm obrigação geral e gozam do direito de trabalhar para que o anúncio divino da salvação seja conhecido e aceito por todos os homens, em todo o mundo; esta obrigação é tanto mais premente naquelas circunstâncias em que somente através deles os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer o Cristo”.
      Respeitosamente, lhe anuncio, então, padre: não me calarei.

      In Corde Jesu, semper.

  16. Texto encorajador e reconfortante

  17. Durante o decorrer da história eclesiástica podemos perceber que a tentação ao poder e as honras serpearam e serpeiam os homens encarregados a dirigir almas. A tentação é sempre sutil e no dizer do Eclesiástico: “não há nada de novo debaixo do céu.” De fato o poder petrino é um poder outorgado por Nosso Senhor Jesus Cristo, Cabeça invisível da Igreja, do qual o soberano pontífice fazendo suas vezes é constituído cabeça visível – o vigário de Cristo na terra. Contra essa verdade quem se opõe naufraga nos mares da heresia e como toda tentação é sutil, as forças do inferno não deixarão de atuar de modo pertinaz nas questões de nossa fé, e dessas tentações a mais sutil se revela no método usado contra o mesmo Nosso Senhor no fim de sua penitencia quaresmal da qual o astuto espírito se apresenta com citações da escritura com o fim de persuadir o Verbo Eterno a cambiar sua missão salvadora. Tentação muito antiga, mas de sucesso mediante as mentes orgulhosas e ambiciosas. Nenhuma autoridade é livre de tentações e nenhum súdito também. A tentação rodeia a todos. Quer eclesiásticos quer leigos … todos sofremos tentações. A tentação, talvez, mais perigosa seja contra a fé, por ser mais sutil e ter aroma de zelo. “Precisamos de exorcismo” como gritava Dom Manoel Pestana. Nunca me esqueço de um sacerdote muito velhinho que me aconselhava nos idos anos de minha juventude: “tudo o que te perturba não vem de Deus.” Parece que me dava a chave para perceber a presença do demônio.É claro! A presença do tentador é sempre perturbadora e é neste instante que se apresenta ofuscando nossa consciência com as delícias aparentes. Quer coisa mais deliciosa que a nossa fé? Mas se a delícia é acompanhada com perturbação é tentação. E ao cair nessa enrascada experimentamos a mesma perturbação que é o verdadeiro sabor latente durante a tentação.
    Robert Grossateste foi um verdadeiro servo da Igreja. Sua vida exemplar demonstrou que superou as diversas tentações de seu tempo. Um homem fiel e corajoso. Ele é um exemplo para muitos em nosso tempo, e assim como ele muitos nos decorrer da história se mostraram verdadeiros profetas em tempos de crise. A infabilidade papal é um dogma de nossa fé. Somos todos obrigados a obedecer ao Romano Pontífice nas questões de fé e moral. Os desobedientes tem o título de “Apostatas”. Isso não quer dizer que um Papa é infalível em questões de ciência, politica, administração, etc. Grossateste nunca mostrou aversão ao Papa, e por ter tido o dom da humildade foi inspirado a se opor a uma arbitrariedade que exalava perturbação. Com a tranquilidade e de forma pacifica, não se opôs ao papado nem ao Papa, mas a uma arbitrariedade de uma decisão tomada, talvez, depois de uma tentação. Falando em humildade, este é um dom que parece ser raro em nossa época.
    Tenho receio da mídia moderna! Ela parece perturbar os cristãos. Percebo que qualquer coisinha deixa muitos a flor da pele. Nossa mídia tem odor forte de perturbação. Pois é, ” precisamos de exorcismo”!

  18. Caros Luciano e André, paz e bem!

    Neste episódio, fico com o exemplo de Santo Inácio de Loyola (fundador da Companhia de Jesus, do qual Sua Santidade o papa Francisco pertence), que ao visitar Roma, junto com seus companheiros, presenciou uma celebração escandalosa presidida pelo papa da época. Não obstante tal escândalo, Loyola sempre foi fiel ao respectivo papa, sendo-lhe obediente até a morte.

    Fico perplexo qdo ouço frase do tipo deste bispo: “como filho obediente eu desobedeço, contradigo e rebelo-me…”
    Tal resposta me faz recordar a revolta de Lúcifer: ” Não servirei!” (Jer 2, 20). Fico com o brado de São Miguel: “Quem como Deus”. Ao invés de acolher a tese defendida por este bispo inglês, prefiro a obediência AMPLA, GERAL E IRRESTRITA ao sucessor de Pedro, a exemplo de Maria. Penso que é melhor errar com o Papa que desobedecê-lo.

    Todavia, na vida civil, aceito – em casos extremos – a Teoria da Desobediência Civil.

    Se não fosse assim, inúmeros santos não teriam subido às honras dos altares (veja a história da irmã Lúcia de Fátima…). Poderíamos tb citar o caso famoso de obediência INCONDICIONAL do patriarca ABRAÃO até o quase-sacrifício de seu filho Isaque.
    Detalhe importante: a Ordem Divina era, a princípio, ILEGAL, IMORAL E INCONSTITUCIONAL (como se diria hoje), pois ordenar a morte de um inocente é cruel, ilegítima e covarde.

    Constatamos, ao longo de nossa vida, que o Criador nos coloca à prova, a exemplo de Jó.

    Vamos, irmãos em Cristo, confiar na condução da Igreja pelo Espírito Santo (eleitor invisível do Conclave), que escolhe o sucessor de Pedro.

    Com certeza, o papa Francisco irá sacudir as estruturas da Igreja. E a faxina já começou: demitiu “ad nutum” o 2º homem mais poderoso do Vaticano, D. Tarcísio (ex-Secretário de Estado). Certamente transformará o Banco do Vaticano (a coroa de espinhos do papa), bem como a alta administração do Vaticano.

    Enfim, confio na profecia de Jesus:
    “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mateus 16,18).

    “Roma locuta, causa finita”

    • Deus não mandou matar um inocente. Ele mandou sacrificar um inocente (e suspendeu a ordem) pelo mesmo motivo que permitiu o sacrifício de Seu Filho na cruz. Motivos pelos quais só os pagãos não compreendem, mas os homens fiéis aceitam. A ordem veio do próprio Deus (mandante), não de seu representante (ou mandatário).

      Se o abuso é percebido, será desobedecido. É preciso ser fiel ao mandato e ao mandante.

      Obediência cega a mandatários rebeldes e usurpadores é a marca daqueles que participam de insurreições, golpes de estado, fraudes e rebeliões.

    • Caríssimo Renato, faço minhas as suas palavras!!!

      Sou apenas um leigo, sem tanta erudição como esse pessoal todo que está falando: “isso mesmo, vamos desobedecer Francisco!!!” Mas de uma coisa eu sei: desobedecer é coisa do demonio!!!

      Qual seria, então, o objetivo de tantos aplusos para a desobediencia ao Papa Francisco? Esse pessoal vai chegar la no Vaticano e dizer “Francisco (ou Bergoglio, como alguns insistem em chamar) sai dai que você ta errado e o Papa agora sou eu”?! É umotim na barca de Pedro?!

      Sei que vão mandar eu estudar, e coisa e tal, mas é que eu sou mesmo tipo São Francisco (ops, falei o nome dele! Sei que vocês não gostam…), me deixo levar pelo amor em direção ao Amor!!!

      E que me parece um monte de protestante, ah sim, parece!!!

    • Renato,

      Você pode ficar com exemplo de quem você quiser. Só não crie factoides, como fez quando disse que a argumentação do bispo inglês só serviria para anti-Papas, mesmo sabendo que Inocêncio IV não era anti-Papa e que a postura de Robert Grossateste foi posteriormente exaltada na Igreja.
      Defenda aquilo que você acredita sem tentar distorcer os fatos e a lógica. Se o que você defende for a verdade, não é preciso apelar para expedientes desonestos intelectualmente para defendê-la. Se ainda não encontrou os argumentos corretos, procure melhor que irá encontrá-los.

    • Mas de uma coisa eu sei: desobedecer é coisa do demonio!!!

      R- Sr. Alex, quando o Papa mandar-te colocar o dedo na tomada para levar um choque o sr. obedeça, ok?

      Se você não quiser levar uns choques é porque deve ser protestante ou demônio.

  19. E ai pessoal do deixa-disso que ele é o Papa…o que vocês nos dizem? espero sinceramente que estas pessoas leiam até o final este artigo elucidativo e não o ignorem por que é “longo demais”.
    Paz e bem á todos

  20. Ótimo artigo. Se o Wagner e outros estão achando pouco porque Grosseteste não foi canonizado, que vejam o exemplo de Paulo: “chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível” (Gálatas 2:11).

  21. Muito faz falta bispos como o Grossateste nos dias de hoje. O mundo, ao que parece acompanhado de grande parte da Igreja, caminha rumo ao inferno por ignorância e não se faz nada, não tem nenhum bispo que fale claro e alerte as pessoas contra isso. O jeito é rezar!

  22. Saulo,

    Conheço essas citações de velha data. O que questionei é que Grossetestde não apenas teorizou como agiu de forma a contestar um Papa. Talvez essa atitude tenha justificado sua não elevação aos altares para servir de exemplo ao povo cristão, mesmo que tenha sido efetivamente santo.

    João Augusto,

    O problema que vejo é que aqui no Fratres há muitos que se julgam Paulos, Catarinas de Sena, Ivos de Chartres, Tomás de Aquino e Berlaminos.

  23. Amigos, o caso do Mons. Grosseteste nos agrega conhecimento! Não sei porque alguns aqui tratam o que fez ele como coisa nunca feita, nem ensinada na Igreja. Aos desinformados – a resistência ao papado quando ele manda coisas contrárias a sua função é coisa já acontecida na história da Igreja, ok?

    Temos inúmeras citações de santos CANONIZADOS, que nos orientam a resistir a autoridade, e inclusive ao Papa, quando ele não ilustra o pensamento da Tradição Apostólica.

    Uma pena que a maioria da cristandade ignora a doutrina do papado.

  24. Aos que criticam Dom Lefebvre favor ler as razões desse bispo: http://permanencia.org.br/drupal/node/676

    Gostaria muito de ler essa entrevista a “30 Dias” por inteiro. Alguém sabe onde encontrar?

  25. Junto envio um site que contem informação acerca deste tema, é pena é que esteja em Inglês mas fica aqui para os interessados.
    http://www.romancatholicism.org/duty-resist.htm

  26. o papa e o papa, sucessor de pedro, mas, que falou um monte de besteiras nas suas entrevistas, falou sim! eu acho graca, essa historia da obediencia agora ao bergolio, na epoca do santo padre bento16, a maioria dos catolicos que eu conheco nao queria obedece-lo, tachando de carrancudo, conservador, inquisitor, inclusive muitos padres, religiosas, conheco um hospital catolico, dirigido por freiras catolicas, claro so no nome, tinha horror pelo papa bento, alias e uma congregrassao grande, a favor do fim do celibato, e ordenacao sacerdotal para as mulheres. a grande maioria dos catolicos hoje em dia desprezam a santa doutrina, nao amam a igreja, nao estao nen ai para os sacramentos, nao querem ter filhos, e estao na igreja so para atrapalhar, e outra todos estao maravilhados com o bispo de roma. ai se voce fala alguma coisa desta entrevista horrivel do papa eles querem te tachar de cismatico, e brincadeira!

  27. Renato, uma coisa é desobedecer a uma ordem direta de Deus, Pai Todo-Poderoso, que sabe tudo e nunca erra – pecado! Outra coisa é desobedecer um Papa que que contradiz a Verdade Revelada, Jesus Cristo, e todo o santo Magistério da Igreja – dever de todo cristão bem fundamentado na Santa Igreja Católica!

  28. Wagner, leia: Lucas 19,39-40: Neste momento, alguns fariseus interpelaram a Jesus no meio da multidão: Mestre, repreende os teus discípulos. Ele respondeu: Digo-vos: se estes se calarem, clamarão as pedras!
    Na falta de grandes santos como São Paulo, São Tomás de Aquino, Santa Catarina de Sena, São Roberto Belarmino, entre tantos outros, que nós, grandes pecadores, as pedras, falemos e clamemos!

  29. Padre Carlos,

    o “cristão” protestante é aquele que abandonou os sacramentos da penitencia e ordenação, portanto são os modernistas/progressistas e não os conservadores. Quem abandonou o uso da batina? O artigo do padre David Francisquini de que “os sinos da Igreja não soam mais” está muito claro nisto.

    Além do mais, quem prega o ecumenismo com as outras religiões inclusive com os protestantes são os modernistas, sem contar dos mulçumanos da qual o papa francisco chamou de irmaõs.

  30. Vejam que Grossetesta resistiu a atos de menos gravidade que os que pululam desde 1962…como disse certa vez Otavianni era preciso um Savonarola para barrar o CV II um santo profeta que se erguesse contra tudo aquilo…

  31. A Igreja nunca ensinou o voluntarismo ( = possibilidade de fazer qualquer coisa, independente de qualquer moralidade) nem mesmo em relação a Deus (em relação a Deus, a Igreja ensina que Ele sempre faz o melhor; Ele não transforma um ato ruim em ato bom; Ele não criaria mil outras realidades diferentes desta, porque esta é a melhor). No entanto, os católicos neoconservadores querem que os fieis católicos acreditem que esse voluntarismo se aplica ao clero. Eles querem que creiamos que se membros do clero dizem que o mal é bem, então a fé católica obrigaria os fieis a crerem que o mal é bem, independente de tudo o que já foi dito antes. E chamam de protestante a quem não crê nisto. Ao protestantismo favorecem eles, pois mudam a doutrina conforme querem; pregam exatamente o que aqueles protestantes americanos do século XIX diziam da Igreja (que somos escravos do clero e que a Igreja não tem corpo doutrinário imutável – que tudo variaria conforme a vontade do clero); e também empurrando pessoas para o protestantismo, pois quem prega que a Igreja é o que ela não é, afasta as pessoas que podem acreditar naquilo e rechaçarem tal caricatura.

    Cada dia que passa, minha impressão a respeito de um aparente excesso de devoção de certos neoconservadores. Parece que estão agindo em duas frentes com os progressistas. Enquanto os ditos progressistas avançam em transformarem a fé usando diversas justificativas (que pode ser: liberdade em “criar” teologia, espírito do Concílio, entrevistas do Papa, e o que mais puderem lançar mão), os neoconservadores trazem à tona toda sorte de noção de fidelidade e obediência – apelando, inclusive, para contorcionismos lógicos – para evitarem a crítica dos católicos. Enfim, enquanto uns avançam na prática da terra arrasada, os outros seguram as reações de quem se sente indignado contra isso. Curioso que dificilmente se enfrentam esses grupos aparentemente antagônicos, o que seria lógico se ambos fossem sinceros.

  32. Corrigindo:

    * Cada dia que passa, aumenta minha desconfiança a respeito de um aparente excesso de devoção de certos neoconservadores.

  33. Toda essa aflição de “causar” (como dizem os adolescentes), essa mescla espúria de irresponsabilidade e criancice (“a bola é minha e o jogo acabou, seu feio!”), todo esse requentamento da ‘teologia-pé-de-chinelo’ (rasa, ridícula, monótona, burra, fria, escandalosa e chata), todo esse desmando, breguice e tergiversação, tudo isso me tirou do comodismo em que me achava, quase alheio a tudo que dizia respeito à Santa Igreja.

    Gratias tibi, Deus.

  34. O artigo é muito bom e mostra que por amor à justiça devemos resistir à degenerecência do poder seja espiritual, seja temporal. Entretanto, há um lapso quanto ao que se lê na perícope abaixo:

    “A Inglaterra possui apenas um outro santo bispo, John Fisher, cujo amor e lealdade para com a Santa Sé não excedia o de Grossateste. Certamente, se este tivesse vivido nos dias de John Fisher, não teria hesitado em dar, como ele, a vida pela Sé Apostólica. Mas também é certo que, se John Fisher tivesse vivido no século XIII, sob o pontificado de Inocêncio IV, teria resistido aos abusos do poder papal.”

    1º. A Inglaterra possui vários outros santos bispos, dentre os quais cabe citar São Thomás Becket, Arcebispo de Cantuária e Primaz da Inglaterra, martirizado por não aceitar os desmandos do poder temporal na pessoa do rei Henrique II, seu algoz. Seu exemplo deveria ser seguido pelos nossos bispos e pela CNBB que tudo fazem em subserviência ao Estado, cada vez mais invasivo e escravizante.

    2º. Não concordo com o termo “abusos” usado para qualificar a ação do poder papal, mas o melhor seria desvirtuamento. Porque nesse caso o poder do papa, que deveria garantir antes de tudo a incolumidade da Fé e da Moral, da Verdade e da Justiça, foi usado contra si mesmo desvirtuando ou desnaturando a ação.

  35. Alessandro, você falou e disse! Obediência de conveniência. Esse tipo de Católico liberal tá a fim de soltar a franga geral e usar como respaldo as opiniões de um Papa liberal.
    Essa foi a artimanha do demônio: colocar liberais/modernistas em postos de autoridade pra que esses, fazendo uso indevido do dever de obediência, forçassem os fiéis Católicos a apostatar da Fé tradicional e aceitar calados seus desmandos e loucuras.
    É a famosa obediência a serviço do erro. Onde estavam esses padres e bispos liberais quando o Papa João Paulo II emitiu o Motu proprio Ecclesia Dei aflicta no qual pede aos Bispos que se associem a ele em sua vontade de atender aos féis ligados ao rito tridentino mediante uma ampla e generosa aplicação das diretivas, emanadas pela Santa Sé?
    Um desses Bispos que nunca obedeceu ao pedido do Papa João Paulo II foi justamente o ex Arcebispo de Buenos Aires: Jorge Bergoglio. Não só nunca obedeceu como também perseguiu padres que sequer faziam parte de sua diocese, além de forçar centenas de fiéis e seminaristas a buscar a SSPX na Argentina.
    O Motu proprio diz em seu artigo 5 §1 que onde houver um grupo de fiéis aderentes de maneira estável, à forma extraordinária, o pároco acolha o seu pedido de celebrar a Santa Missa segundo o Missal de 1962.
    Quantos desses párocos que vem aqui rasgar as vestes e gritar “OBEDIENCIA” obedeceram ao que manda tanto o Ecclesia Dei Aflicta de João Paulo II como o recente Summorum Pontificum de Bento XVI?
    E os demais documentos do Vaticano II que estabelecem que o uso de leigos no serviço do altar deve se dar apenas em circunstâncias extraordinárias? Me parece que os ministros leigos de extraordinários viraram ordinários. E a comunhão na mão? E o uso do latim? Tudo abolido por desobediência aberta e rebeldia declarada.
    Mas a desobediência aberta desses “católicos liberais” é de fazer inveja ao demônio!
    Quando recentemente o Papa Bento XVI decidiu fechar definitivamente as portas dos seminários e ordens religiosas àqueles candidatos que apresentam tendências homossexuais ou radicais que apóiam a chamada cultura gay”, inteiras associações de sacerdotes liberais como a New Ways Ministry e outras na Europa consideraram as normas “inaplicáveis e perigosas”.
    O documento do Papa Bento XVI diz que “o simples desejo de ser padre não é suficiente, e não existe o direito à ordenação”, advertindo os bispos a aplicar as normas de discernimento para o acesso ao seminário e verificar, após a admissão, “que eles tenham a maturidade afetiva” indispensável.
    Será que alguém aí pode me dizer quantos Bispos obedeceram esse documento? O atual Papa com certeza fez ouvidos moucos, pois não só deu uma de desentendido e nomeou para um cargo alto o sodomita Monsenhor Ricca como também disse pra escândalo dos fiéis:
    _“Se uma pessoa é gay, procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu, por caridade, para julgá-la?”
    O que eu estou percebendo é que esses padres liberais e modernistas, esses acrobatas de altar, estão adorando a novidade de ter carta branca pra transformar suas paróquias numa “casa-de-mãe-joana” sem ter que responder a ninguém.
    Casais que vivem numa situação de adultério permanente e público estão soltando foguetes porque poderão ser admitidos aos santos sacramentos sem que lhes seja exigido nenhum sacrificio, nenhuma mudança de vida. Afinal o Papa Bergoglio já disse que ” porque as pessoas se casam sem maturidade ou porque socialmente devem se casar, a questão da anulação do casamento deve ser revisada”.
    E sodomitas como Elton John agora respiram aliviados já que o Papa, a autoridade suprema da Igreja Católica ja disse: “O problema não é ter essa tendência. Não! Devemos ser como irmãos. O problema é fazer lobby, o lobby dos avaros, o lobby dos políticos, o lobby dos maçons, tantos lobbies. Esse é o o pior problema.”.
    E pra aqueles que querem continuar sendo Católicos, crendo e seguindo tudo que a Igreja sempre ensinou, esses Católicos que agora são rotulados de pelagianos, restauracionistas e “ideólogos da fé justamente por quem ao se referir aos homossexuais disse “quem sou eu pra julgá-los”… ah esses precisam ser constantemente lembrados quem manda agora nesse latifúndio:
    _Obedeçam ao Papa! “Roma locuta, causa finita”

    • carissima gercione,concordo com vc em tudo, e o moto proprio do papa bento totalmente desprezado.aqui na minha cidade os catolicos que eles dizem de tradicionais, ou seja que aman a sagrada liturgia celebrada dignamente, uso do veu na igreja, usam roupas descentes, tem o olhar na tradicao da igreja, amam muito a igreja, e sua doutrina, e rezam muito, estao proibidos de dar catequese, e assumir qualquer trabalho na igreja pelo bispo.

  36. Em primeiro lugar, quero dizer que represento apenas a minha pouco esclarecida opinião. Logo, acrescento: vale a pena, para entender o que é o Papado, refletir sobre a missa “in coena Dominis”, na quinta-feira Santa: o Senhor diz, diante do espanto dos discípulos aos quais lavava os pés: “Sabeis o que vos fiz, eu que sou Mestre e Senhor? Dou-vos este exemplo para que assim façais também.”
    O Papado é um serviço, como bem disse o bispo Grossateste, e como tal, deve estar subordinado à intenção de quem o instituiu, sem abusar de sua legítima autoridade — o que a tornaria ilegítima.
    O Papa tem autoridade para nos instruir e guiar em matéria de Doutrina, Fé e Moral, e eu creio (junto com todos aqui) que esta autoridade é infalível.
    Mas, ao contrário de alguns católicos, penso ser o Papa um homem — por melhores que sejam seu coração e suas intenções, é um homem, e não um Anjo. Pode falhar em suas decisões cotidianas, em questões administrativas, pode se aliar às pessoas erradas dentro de uma Cúria que está manifestamente dividida entre os que são leais ao Papado e os que querem usar o Papa para seus fins pessoais, se este se mostrar possível de enganar. Mesmo quando as decisões são ininteligíveis, podem dever-se a inocência ou à falta de melhor opção.
    Um exemplo: quando S.S. Bento XVI nomeou Gerhard Müller para a Congregação da Doutrina da Fé, fiquei escandalizado. “O homem da TL!!!!”, etc. Müller teria sido nomeado (imagino eu) porque Bento XVI podia confiar nele e porque era uma nomeação que poderia ser feita sem despertar muita atenção. Afinal, ele estava tentando uma aproximação com a FSSPX, e tinha que “dar uma prenda” aos reformistas. Mas só vim a conceber as coisas deste modo muito depois. Até aí, Bento XVI já tinha sido traído por uma boa parte da Cúria, incluindo aí seu mordomo pessoal, no vergonhoso caso do Vatileaks.
    Quantos vazamentos de informações sigilosas ocorreram no pontificado de S.S. Francisco?
    Zero.
    Isto somente pode significar uma coisa: Bento XVI estava “do lado errado” da mentalidade que hoje, infelizmente, tem mais influência na Cúria; e Francisco (nem que seja só por não ser Bento XVI), é percebido como alguém que está “do lado certo”. E isto não é bom para o Papado, e nem é bom para o Papa. Não se pode ser católico escolhendo da doutrina só a parte fácil. Não se pode ser católico escolhendo seletivamente a qual Papa se deve lealdade. MAS também não se pode ser católico obedecendo o Papa naquilo que extrapola sua autoridade.
    O Papa NÃO é o autor da Fé: é seu mais fiel depositário e guardião, o pastor de toda a Igreja e o guia de todos os Católicos. Mas ele não pode conduzir o rebanho ao precipício; ele não pode dizer que (cito de memória) “os bons ateus podem se salvar também”, A NÃO SER que ele tenha tentado dizer o mesmo que Santa Edith Stein: “Quem busca a Verdade, saiba ou não, busca a Deus”, à luz das palavras de Cristo: ” E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá.” (Lc 11,9). Mas, além de o contexto não favorecer esta interpretação, me pergunto se não teria sido muito mais simples dizer diretamente (naquele jeito direto que ele tem, às vezes): “Sim, os ateus justos podem se converter e, assim, serem salvos, pois quem busca honestamente a Verdade, busca honestamente a Deus, e o acabará encontrando”.
    Rezemos todos pelo Papa Francisco, para que ele possa ser o fiel depositário da Fé e da Verdade que seu cargo exige que seja, e que ele possa, como Pedro, “confirmar os irmãos na fé” e “apascentar o rebanho do Senhor”

  37. O QUE HÁ DE DURAS CENSURAS DIRECIONADAS ÀS MULTIDÕES VIA BLOGS CONTRA O PAPA FRANCISCO…
    O errado é saírem blogs afora sutil ou rigidamente censurando o papa Francisco, como tenho visto, para as multidões, como temos nos deparado; dever-se-ia fazer uma representação, dirigir-se diretamente a ele e expor-lhe as dúvidas, aí sim; todavia, não o vilipendiar em discurso público em blogs – ações normais de protestantes entre si – como fazem até hoje com o saudoso Papa Paulo VI que muitos supostos católicos delatam que tivera complacência ou adesão com certas teorias modernistas de alguns (infiltrados) no Vaticano II, na Evangelii Nuntiandi, explicou o que é a verdadeira libertação:
    “Acerca da libertação que a evangelização anuncia e se esforça por atuar, é necessário dizer antes o seguinte: ela não pode ser limitada à simples e restrita dimensão econômica, política, social e cultural; mas deve ter em vista o homem todo, integralmente, com todas as suas dimensões, incluindo a sua abertura para o absoluto, mesmo o absoluto de Deus… Mais ainda: a Igreja tem a firme convicção de que toda a libertação temporal, toda a libertação política, mesmo que ela porventura se esforçasse por encontrar numa ou noutra página do Antigo ou do Novo Testamento a própria justificação, … encerra em si mesma o gérmen da sua própria negação e desvia-se do ideal que se propõe, por isso mesmo que as suas motivações profundas não são as da justiça na caridade, e porque o impulso que a arrasta não tem dimensão verdadeiramente espiritual e a sua última finalidade não é a salvação e a beatitude em Deus.
    Há infinitas diferenças entre alguém casualmente errar e dialogar com ele acerca de suposto erro; outra é sair por aí delatando logo o S Padre às multidões…
    O qual no Conclave anterior por pouco não fôra eleito…

  38. ” Quem obedece ,não peca!! ”………….. Basta!

  39. Parabéns ao Fratres pelo belíssimo texto!

    No entanto, querer, como alguns, associar o texto com uma justificação a uma “resistência” ao atual Pontífice, é absurda. Aqui não se trata da resistência a um Papa por abusos de poder, por nepotismo, ou beneficiamento de indivíduos. Trata-se da discordância de um Papa muito santo, muito simples e acolhedor, por causa de uma ênfase pastoral dele. Nada na doutrina foi alterada, e, mesmo na prática pastoral, nenhuma norma oficial foi modificada, o que, se acontecesse, viria possivelmente só após o próximo Sínodo.

    Tudo o que ele tem feito, em termos pastorais, está em plena sintonia com o que o que Concílio Vaticano II estabeleceu e em sintonia com os Papas que vieram desde o Concílio. Claro, cada Papa tem seu estilo, sua visão pastoral.

    Claro que qualquer um pode discordar de uma ênfase pastoral. Embora goste muito de quase tudo o que ele falou, tenho pequenas discordâncias de ênfase, certas coisas eu não teria falado da mesma forma, por causa das manipulações de mídia.

    Mas, de modo geral, está sendo um grande Papa. Ele conseguiu a primeira conquista. A sociedade olha para a Igreja com olhos mais favoráveis. Isto é um passo importante para a conversão. Receber elogios de grandes discordantes da Igreja não tem nada de errado. Jesus Cristo também recebe elogios até hoje, de pessoas que não creem no que Ele disse.

    É claro que existe um trabalho muito grande a ser feito, para que a mensagem de Cristo se torne realidade na vida das pessoas e da sociedade. E nem tudo serão flores.

  40. Caros fraternos, paz e bem!

    A desobediência já levou muitos para o Inferno!
    O Santo Padre o Papa é o pai espiritual, não somente dos católicos, mas de todos os homens e mulheres. Devemos respeitar os ministros de Deus pela sua dignidade, e não pelo seu saber. Quando alguém é um verdadeiro sacerdote, ele é iluminado por Deus. Qto aos outros, é preciso que se tenha uma caridade sobrenatural e que se reze por eles. Obedecer salva sempre. Ainda quando não é bem perfeito o conselho que se recebe. O respeito ao “ungido por Deus” (seja ele sacerdote, bispo ou papa) é sempre sinal de boa formação cristã. Ai dos sacerdotes que perdem sua chama apostólica, disse Jesus. Mas ai também de quem acha que lhe é licito desprezá-los. Porque são eles que consagram e distribuem o Pão verdadeiro que desce do Céu. Aquele contato os torna santos como um cálice consagrado, mesmo se não são santos. Eles terão que responder a Deus por isso. Não sejamos mais intransigentes do que o Nosso Senhor, que por ordem deles (sacerdotes, bispos ou papa) deixa o Paraíso Celeste, e desce para ser elevado por suas mãos. Se eles são cegos, se são surdos, se tem a alma paralítica e o pensamento doente, se são leprosos por muitas culpas em contraste com a sua missão, se são Lázaros em seu sepulcro, vamos clamar a Jesus para que os cure e ressuscite. Salvar uma alma é predestinar a própria alma ao Céu. Mas, salvar uma alma de um religioso é salvar um grande número de almas, visto que todo papa santo é uma rede que arrasta almas para Deus. E quem cair nessa rede é uma luz que se acrescentará à nossa eterna coroa da justiça.
    É a minha opinião, doa a quem doer e custe o que custar. Que o nosso sim, seja sim e o nosso não, seja não; pois o que passa disto, vem do Maligno (Mt 5, 37).
    Quem tem ouvidos, ouça!
    Fraternalmente,

    Renato e família.
    BH-MG

    • “Vamos! Aprontemos-nos para combater os ímpios anomeus. Se eles se indignarem com a designação de ímpios, fujam da impiedade e eu retiro o nome; renunciem aos pensamentos incrédulos e eu desistirei do apelativo injurioso. Se, porém, eles pelas obras profanam a fé e não se escondem, cobertos de vergonha, debaixo da terra, por que se irritam contra nós, que condenamos com palavras o que eles manifestam com ações?” (São João Crisóstomo, Da incomprensibilidade de Deus, Homilia 2. Ed. Paulus, p. 33)

      Abraços Tradicionais!!

      “É a minha opinião, doa a quem doer e custe o que custar. Que o nosso sim, seja sim e o nosso não, seja não; pois o que passa disto, vem do Maligno (Mt 5, 37).
      Quem tem ouvidos, ouça!
      Fraternalmente,”

      Faço minhas, as suas palavras!!!
      Que o Sr.Mario Jorge Bergoglio faça das palavras dele seja sim e o não dele seja não.
      E que ele seja Pai dos católicos (as) e não do mundo.O mundo jaz no maligno e nós católicos estamos no mundo mas não somos do mundo.

      Abraços Tradicionais,
      In Corde Jesu, semper.

  41. REGRAS podem ser mudadas, mas não intempestivamente, de súbito..sem que se cumpram todo o regramento já fixado para mudanças..!!! Isso engloba desde o uso dos Paramentos, das posiçoes físicas de destaque nas Cerimonias as quais deem ser obedecidas nos RITUAIS RELIGIOSOS, nas CONFERENCIAS, nos PRONUNCIAMENTOS, os quais não interferem na DOUTRINA.
    Se, existe um CERIMONIAL proprio, no VATICANO( o qual não é a penas o Centro TEOLOGICO de nossa IGREJA, mas é tambpém um…ESTADO!!!), CERIMONIAL este já disposto, ele deve ser………………o b e d e c i d o!!!!! obedecido, como forma de….H U M I L D A D E legítima!
    Burlar, desprestigiar, desprezar o CERIMONIAL RELIGIOSO, banalizando-o, desprezando roupas, Paramentos Liturgicos, calçados,…..ocupar o lugar de fundo na sala de audiencias …etc etc e tal……….. Usar um…’crucifixo” estranhíssimo, et etc N Â O é prova de humildade, não! é sim, prova de…..ORGULHO!!!! Não vestir a camisa do que se reprenta….falta de “perfil” para o Cargo….desobediencia explícita! mau exemplo!, por que… o Papa não representa a si mesmo!!! O Papa, representa….JESUS! CRISTO, na TERRA!!! e, JESUS sempre foi….OBEDIENTE! SE ÊLE viesse aqui agora, com certeza obedeceria ao RITUAl, ao CERIMONIAL DO VATICANO, pois DEUS é HUMILDE! e,….é CATOLICO, sim! (he..he..he..!!!)
    DESOBEDECER essas Regras Cerimoniais e Liturgicas….demonstra indignidade imcompativel com o Cargo, e até mesmo…com JESUS CRISTO! É uma pena…. Se D.BERGOGLIO não se achava competente para assumir tal CARGO,…porque aceitou ser eleito?????….não era obrigado a aceitar a escolha, que foi só de seus….companheiros……ao que parece…..!!!!!

    MARANATHA!!!

  42. Àqueles que exigem ou defendem uma obediência cega ou incondicional ao atual papa, uma pergunta:

    Vocês tiveram essa mesma postura diante do papa Bento XVI? Cumpriram à risca suas determinações?

  43. Dois lemas:
    1. ORA ET LABORA (SÃO BENTO)
    2. ORAI E VIGIAI (NSJC)

  44. Realmente como alguns citam aqui, as críticas não são contra o papado, e sim contra os atos. palavras do papa reinante. Nosso Senhor disse a São Pedro:”Apascenta as minhas ovelhas.”João 21:17-18; façamos questão de lembrar que perguntou por 3 vezes, e nas 3 vezes fez questão de dizer “minhas ovelhas”, logo somos do Senhor do rebanho e não dos administradores, pastores. Quanto ao perigo dos “falsos” pastores, Nosso Senhor mesmo nos previne em João, 10, 12. Creio que não importa qual o nome, sua origem de nacionalidade, ou ainda família religiosa, conservador ou modernista; mas se fala em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. São Paulo adverte a São Pedro, e este aceita e volta ao caminho com humildade, não perdendo o primado. Seja qual for o bispo de Roma, ele dever ser sempre o vigário de Cristo, aquele que faz as vezes do principal, portanto nunca poderá ir de contra ao seu Senhor. Deus é Pai, Deus é Bom, Deus é Caridade, é Misericórdia, mas é Justo. Ele bem sabe o quanto realmente o amamos e verdadeiramente fazemos o que Ele quer. Não se pode agradar ao mundo e a Deus. Infelizmente transformaram a Santa Igreja em um palanque diplomático, onde se pretender agradar a todos, sem se importar com a Vontade de Deus. “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.”
    Mateus 5:37

  45. “O Santo Padre o Papa é o pai espiritual, não somente dos católicos, mas de todos os homens e mulheres”.

    De que Catecismo você tirou isso?

  46. “de um total de 267 (incluindo Francisco), ou seja, mais de 10% de “Suas Santidades” foram consideradas falsos pastores”.
    Apenas um comentário: 0% dos 267 papas (incluindo Francisco) foram considerados falsos pastores.
    O número de anti-papas não faz e nunca fez parte da secussão apostólica. Ou seja: nenhum dos 267 papas é falso pastor. Os anti-papas assim o foram considerados por justamente se oporem ao papa verdadeiro que reinava na época.
    Desobedecer a um anti-papa não só é um direito, mas um dever de todo o católico, pois um anti-papa não é pastor de ninguém que se diga católico. Francisco não é um anti-papa. Ele é o Supremo Pastor da Igreja Universal. Mesmo que se chame apenas de “bispo de Roma”. Quando aceitou a eleição se tornou o papa reinante. Um anti-papa seria alguém eleito indevidamente enquanto o papa atual legitimamento escolhido (Francisco) ainda estivesse reinando.

  47. Seguindo o raciocínio do que foi dito atrás, podemos então dizer:
    Todo o Cristão Católico:
    1 – Deve obediência a Deus, Uno e Trino.
    2 – Deve obedecer antes a Deus que aos homens.
    3 – Deve opor-se a tudo o que está contra o que Deus mandou.
    4 – Deve opor-se a tudo o que desagrada a Deus.
    5 – Deve obediência à Tradição da Igreja de Cristo.
    6 – Deve opor-se a tudo o que rompe com a Tradição da Igreja de Cristo.

    Porque Jesus Cristo disse:
    – … quem não ajunta, separa.
    – Quem não está Comigo está contra Mim.

    O problema é mais profundo do que muitos pensam.
    Não se trata de desobedecer ao Papa, qualquer que ele seja.
    Trata-se de ser e fazer o que é agradável a Deus e resistir a tudo o que Lhe é desagradável.
    Se para isso tivermos que desobedecer ao Papa, desobedeça-se ao Papa sempre que ele desobedece a Deus.

    Mas não basta desobedecer ao Papa.
    É necessário juntar à desobediência a reparação do mal praticado (ou dito).
    É portanto nossa obrigação rezar pelo Papa :

    – Para que ele… ajunte e não separe.
    – Para que ele… seja por Cristo e não contra Cristo.

  48. Não vou aqui entrar no mérito sobre o papa Francisco. Ainda não me sinto em condições reais de saber para que lado ele segue. Pois em declarações oficiais, como em homilias, discursos, e especialmente na Encíclica Lumen Fidei (que pode ter sido escrita por Bento XVI, mas foi publicada sob Francisco) não vi nada que fosse contra a fé. Pelo contrário. Acho a Lumen Fidei um sopro de ar em uma Igreja esquecida do que é realmente a fé! Mas concordo que Francisco é uma péssima entrevista em se tratando e Igreja católica. Tremo sempre que fico sabendo que será divulgada uma nova entrevista do papa,
    Quero apenas lembrar que Francisco não é dono da Verdade. É servo dEla. Jesus Cristo, a única Verdade deve ser o norte do católico. Pedro não pode definir o que é a Verdade. Pedro deve apenas ser a Testemunha da Verdade. Se Pedro em alguma decisão, atitude ou declaração for digno de resistência, em prol da Verdade, que se resista a ele.
    “O servo não é maior que o Senhor”

  49. Cara Gercione Lima (20 outubro, 2013 às 8:33 am),

    Respondendo a sua indagação:

    “De que Catecismo você tirou isso?” Que o Santo Padre o Papa é o pai espiritual, não somente dos católicos, mas de todos os homens e mulheres”

    Resposta: das palavras de Nossa Senhora, “ipses litteris” (não alterei uma vírgula).

    PS.: .Agora me responda: você é judia, ou protestante, pois católica apostólica romana não é. Qualquer catequizando da primeira eucaristia tem pleno conhecimento disso, como também Jesus não veio somente para os judeus, mas para toda a humanidade decaída após a DESOBEDIÊNCIA DE ADÃO E EVA (comendo do fruto proibido da árvore do conhecimento do bem e do mal). Sugiro que estude mais a doutrina da Igreja católica,pois a ignorância religiosa é atrevida! Se persistir sua dúvida primária, converse com um sacerdote, bispo ou o próprio moderador deste site sobre seu comentário incauto.

  50. Caro João Paulo Segundo de Mello,

    O episódio citado com maestria por vc (São Paulo adverte a São Pedro, e este aceita e volta ao caminho com humildade, não perdendo o primado) difere totalmente da posição arrogante do bispo inglês acima:
    “como filho obediente eu desobedeço, contradigo e rebelo-me…”

    Tal resposta, digo e repito, me faz recordar a revolta de Lúcifer: ” Não servirei!” (Jer 2, 20). Fico com o brado de São Miguel: “Quem como Deus”. Ao invés de acolher a tese defendida por este bispo inglês, prefiro a obediência AMPLA, GERAL E IRRESTRITA ao sucessor de Pedro, a exemplo de Maria. Penso que é melhor errar com o Papa que desobedecê-lo. Obedecer salva sempre!

    Jesus nos deixou os passos para correção fraternas (Mt 18, 15-18):

    “Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão;
    Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.”

    Diga-me, então: quem possui as chaves: o bispo inglês Robert Grossateste ou o ‘Vicarius Filii Dei”?