Foto da semana.

beato

Beato Martin Martinez Pascual, padre executado durante a Guerra Civil Espanhola aos 25 anos de idade. Ordenado em 15 de junho de 1935, ao eclodir a perseguição religiosa pelos comunistas, Martinez Pascual viveu escondido em casa de amigos e até em uma caverna. Ao saber que seu pai havia sido preso, apresentou-se voluntariamente aos algozes em agosto de 1936, com pouco mais de um ano de sacerdócio. Foi preso e, a caminho do cemitério em um caminhão, morto juntamente com 5 sacerdotes e 9 leigos. Enquanto todos foram assassinados pelas costas, quando lhe perguntaram se gostaria de não olhar para os rifles durante a sua execução, respondeu que não. Tudo o que ele queria era abençoar aqueles que o matariam e rezar a Deus para que os perdoasse pela sua morte. Seu único crime era o de ser sacerdote do Altíssimo. Então, perguntaram-lhe se gostaria de dizer algo. Martín respondeu: “Quero somente dar-vos a minha benção para que Deus não leve em conta a loucura que cometereis”.

E então bradou: “Viva Cristo Rei!”

Instantes antes de ser morto, ele sorriu para o fotógrafo que tirou esta última foto. Em seus olhos, se pode ver a coragem e a alegria de um padre fiel.

* * *

Oração pelos Sacerdotes

Onipotente e Eterno Deus, voltai o vosso olhar ao Vosso Filho, e por amor Dele, Sumo e Eterno Sacerdote, tende misericórdia dos vossos sacerdotes. Lembrai-vos, ó Deus misericordiosíssimo, que eles não são mais que homens fracos e frágeis. Acendei neles a graça de sua vocação, infundida pela imposição das mãos episcopais. Mantende-os próximos a Vós, a fim de que o inimigo não prevaleça sobre eles e a fim de que nunca cometam o mínimo ato indigno de sua sublime vocação.

Ó Jesus, peço-Vos pelos Vossos sacerdotes fiéis e fervorosos; pelos Vossos sacerdotes infiéis e mornos; pelos Vossos sacerdotes que labutam em sua pátria ou no exterior, em distantes campos de missão; pelos Vossos sacerdotes tentados; pelos Vossos sacerdotes solitários e desolados; pelos Vossos sacerdotes jovens; pelos Vossos sacerdotes moribundos; pelas almas dos Vossos sacerdotes no purgatório.

Mas, sobretudo, recomendo a Vós aqueles sacerdotes que me são caros; o padre que me batizou; os padres que me absolveram de meus pecados; os padres cujas Missas assisti e que me deram o Vosso Corpo e Sangue na Sagrada Comunhão; os padres que me ensinaram e instruíram, me ajudaram e encorajaram; todos os sacerdotes de quem sou, de alguma forma, devedor, particularmente o Padre … (mencione o nome). Ó Jesus, guardai-os abundantemente no tempo e na eternidade.

Fonte: Lord, make me a Saint.

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Nesta festa de Cristo Rei, remetemos nossos leitores ao post: “A todos os homens se estendem o domínio de nosso Redentor”.

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24 Comentários to “Foto da semana.”

  1. Coragem e serenidade de um verdadeiro santo. E a alegria de ser recebido na pátria celestial.

    Que vergonha para nós, que fazemos caretas diante dos menores desconfortos e contrariedades!

  2. Belíssima foto
    Viva Martin Pascual!

  3. Que exemplo para todos nós. E para todos aqueles que lutam para defender a sua fé. Católica Apostólica Romana. Devemos perder a nossa vida; para ganhar uma eternidade feliz para sempre. Todos aqueles que vendem a sua fé por uma bagatela deste mundo. Deveria seguir o exemplo deste herói da fé. Devemos amar a Deus sobre todas as coisas. Quanta covardia vemos nos dias de hoje. Pessoas consagradas a Deus. Se vendem por uma bagatela de cargo mais elevado, ou por não ser diferente dos outros. Vamos rezar sempre, para que possamos ganhar esta graça especial. Nunca vender a nossa alma por nenhum prazer deste mundo. Um dia; quando chegarmos ao céu, com a graça de Deus. Possamos dizer: Valeu a pena, sofrer um pouco por um céu infinitamente feliz.
    Joelson Ribeiro Ramos.

  4. “É gloriosa diante do Senhora a morte dos Santos, seus amigos!”(cf.Salmos). Que morte mais linda essa a do Beato Mártir Martin Martinez Pascual, não tanto pela valentia em encarar de frente a seus algoses, mas pela cristianíssima e inabalável resolução de configurar-se a Cristo e ao Proto Mártir Santo Estêvão:
    morre perdoando a seus inimigos, morre rezando por eles. Ele foi muito mais Caridoso que valente! Um verdadeiro Bergogliano, um Ratzingueriano autêntico, embora doutras épocas. Não foi a valentia monfortiniana ou pliniana que moveu o Beato Martin, mas a Caridade de Jesus Cristo, que hoje podemos encontrar na alma e no coração de Ratzinger e Bergoglio. Valentes todos são: comunistas, traficantes, etc., mas plenos de Caridade só os Cristãos! Um Beato que obedeceu (a seus algoses) até o fim! Não temamos a obediência! Obediência total e incondicional ao Papa Francisco, esse é o exemplo deste grande Mártir! Beato Martin Martinez, ora pro nobis Deum.

    • Que obediência é essa a que você se refere? O beato foi obediente a DEUS. Ele morreu por obediência a DEUS! Se ele fosse obediente aos algozes, aos invés de se entregar à morte teria se aliado a eles!
      Beato Martin rogai por nós!

  5. Esse sim é “maaaacho”, não esses covardes e afeminados que só procuram os holofotes.

  6. Ouça isto, CNBB:
    Eis a Igreja que eu sigo!
    Eis a fé que professo!
    Eis quem são os verdadeiros pastores do rebanho!
    Viva Cristo Rei !!!!!

  7. Que exemplo edificante! Como precisamos de santos sacerdotes para colocar as almas no caminho do céu.

    VIVA CRISTO REI!

    Fiquem com Deus.

  8. Que esse exemplo sirva para nós leigos especialmente aos clérigos. ” Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.”
    Mateus 10:32

  9. Dai-nos santos sacerdotes, Senhor! E que pela intercessão do Beato Pe. Martin Pascual o comunismo seja desterrado das fileiras sagradas, e seja pisado e cuspido por todos os ministros do Altíssimo.

  10. Morreu por aquilo que acreditava. Os de hoje preferem morrer a ter que acreditar naquilo que a Igreja sempre ensinou. Não é a toa que o Cardeal Pie de Poitiers disse num sermão de Natal em 1871:

    “Não é a nossa era, uma era de vidas perdidas, de homens teleguiados? Vocês me perguntam por que? Porque Cristo desapareceu. Onde quer que as pessoas se tornam verdadeiros cristãos, aí homens podem ser encontrados em grande número, em todos os lugares e sempre. Mas se o Cristianismo murcha, os homens murcham.
    Olhe bem de perto, eles não são mais homens, mas sombras de homens. Assim, o que você ouve por todos os lados é que o mundo está definhando por falta de homens, nações estão perecendo por falta de homens, porque homens de verdade se tornaram uma raridade. Eu acredito: não existem homens onde não existe caráter, não existe caráter onde não existe princípios, doutrina, convicção. E não pode existir posições firmes, doutrina, princípios onde não existe fé religiosa e consequentemente ausência de religião na sociedade.
    Façam o que quiserem mas somente em Deus e de Deus vocês obterão homens de verdade.”

    Viva Cristo Rei! Verdadeiro Homem, Verdadeiro Deus.

  11. Viva Cristo Rei, sem a menor dúvida mas sem esquecer que quem assassinou o beato Martin assim como outros milhares de católicos foram os comunistas! Essa ideologia demoníaca continua até hoje com seu plano de domínio do mundo que só pode acontecer se destruir a Igreja Católica. Que Deus nos proteja e que Nossa Senhora nos ajude a santificar a Igreja do seu Filho!

  12. Bendito seja Deus nos seus Santos e nos seus anjos!

    É nítido observar que existe algo de diferente no olho desse rapaz. O olhar é diferente. Que os exemplos dos Santos nos fortaleçam e nos encoraje a encontrar consolo no céu. Em esperar o céu. Em desejar o céu. Em se violentar pelo céu. Em conquistar o céu com nossa luta diária contra o pecado, contra o homem-velho em nós, contra essa sociedade maçônia-satãnista-protestantizada, contra um mundo que “jaz no maligno”…

  13. Caro Ragioniere, foi exatamente por ter obedecido a Deus, que ele se submeteu aos algoses. Foi a obediência a Deus que fez ele obedecer a seus algoses, assim como foi a obediência ao Pai que fez Jesus se submeter a seus algoses e morrer na Cruz. A obediência o configurou a Cristo. Jesus Cristo que por causa (obediência) do Pai obedeceu até o fim a seus algoses, não se aliou a eles para os obedecer, simplesmente sofreu o martírio nas mãos deles, assim como esse Beato.

    • De novo esse absurdo? Pare de torturar a lógica e o sentido das palavras! Ele não obedeceu aos algozes. E, por causa disso, foi morto por eles. Se tivesse obedecido aos seus algozes, teria abandonado o sacerdócio, se tornado comunista e ateu, e continuaria vivo (por quanto tempo, não se sabe). Tudo o que ele fez foi não obedecer, e isso lhe custou a vida.
      Quando ocorre um homicídio, você considera que a vítima obedeceu ao assassino, morrendo?

  14. Caro André, a Primeira Carta de São João, magnificamente comentada por Santo Agostinho, aconselho a leitura, afirma que não podemos aceitar a Deus e ao mesmo tempo odiar a nosso próximo. Não estamos torturando a lógica, ao nos inspirar em Santo Agostinho. Por Vontade do Pai Jesus submete-se (entrega-se) aos seus algoses. Não só os obedece, mas os AMA sem cessar com amor infinito! Quanto mais os algoses O afligem, com maior força ainda os AMA, e reza pela salvação dos mesmos algoses que O maceram com os flagelos e com a coroa de espinhos. Isso é de Fé!

    • Gerson,
      Você não se inspirou em santo Agostinho para afirmar que “não odiar” é igual a “obedecer”. Também não se inspirou nele para afirmar que “amar” é igual a “obedecer” e que “odiar” é igual a “desobedecer”. Sim, você está torturando a lógica e modificando o sentido correto das palavras, transformando em sinônimo aquilo que não é sinônimo. Seu objetivo eu não sei, mas que você está errando, está. Aconselho refletir sobre o sentido correto da linguagem e – quem sabe – até o uso de um dicionário, antes de tentar interpretar as palavras da Bíblia, dos escritos dos santos e suas hagiografias, sem entender o que está escrito lá.

  15. Caro André, peço olhar uma das muitas citações do Livro “Quem é Deus?”, de Santo Agostinho, e tire suas próprias conclusões práticas. Infelizmente será uma citação fora do contexto, mas serve para explicitar o que gostaríamos de dizer. Obedecer é ato de amor sim, e só terá méritos a obediência feita por amor a Deus. A desobediência é falta de amor sim, é o limite ao amor, à obediência. Publicarei no site Nossa Senhora de Medjugorje uma série de Capítulos desse Livro de Santo Agostinho. O texto é grave, mas muito interessante e importante.
    Do Livro “Quem é Deus” – “Primeira Carta de São João, Comentada por Santo Agostinho”
    O texto a seguir é do Tratado V, vertido do latim pelo Pe. José A. Rodrigues Amado, Professor do Seminário de Coimbra, edição de 1959.
    “O que comete o pecado é filho do diabo, porque o diabo peca desde o princípio.
    O diabo (já o dissemos) não criou nem gerou ninguém. Os que o imitam, em certo modo nascem dele.
    O Filho de Deus apareceu para destruir as obras do diabo. Veio para destruir o pecado aquele que não tem pecado.
    João prossegue: Todo o que nasceu de Deus não comete o pecado, porque a semente de Deus permanece nele. Não pode pecar, porque nasceu de Deus.
    Refere-se a determinado pecado que o homem nascido de Deus não pode cometer . Esse pecado é de tal ordem, que, quem o comete, consolida os outros pecados, e quem o não comete, é desatado dos outros pecados.
    Que pecado é esse? Transgredir o mandamento. Que mandamento? Este: dou-vos um mandamento novo, que vos ameis uns aos outros (João 13,34).
    Este mandamento de Cristo chama-se caridade. Por ela são destruídos os pecados. Quem a não pratica, está em pecado grave, e tem em si a raiz de todos os pecados. ” (do livro citado pgs.: 87-88).
    Santo Agostinho afirma categoricamente que quem não pratica a Caridade está em pecado grave.

    • Esse texto que você trouxe do livro “Quem é Deus” em nada confirma suas afirmações.a respeito de obediência.

      “Obedecer é ato de amor sim, e só terá méritos a obediência feita por amor a Deus. A desobediência é falta de amor sim, é o limite ao amor, à obediência.”

      Como se conclui isso a partir do texto que você trouxe?
      Você disse que o beato Martin Martinez Pascual obedeceu aos seus assassinos. Mas a ordem que ele havia recebido (tanto ele como todos os católicos que viviam debaixo de governos revolucionários comunistas) era a de abandonar o Catolicismo. Essa era a ordem dos seus algozes, e essa era a ordem que ele não obedeceu. E por causo disso ele foi assassinado. Ele preferiu obedecer a Deus (que nos mandou guardar a fé) do que obedecer aos seus assassinos (que lhe mandaram abandonar a fé). É inacreditável que você não consiga entender isso!

  16. Caro André C. A., o Beato Matin Martinez ” entregou-se como uma ovelha nas mãos do tosquiador”(cf. Is.), ato semelhante ao de Jesus Cristo. Obedecer e entregar-se é ato de Caridade, pois foi por Caridade que Jesus se entregou nas mãos dos seus inimigos. Cito mais outro texto de Santo Agostinho que muito bem se acomoda ao martírio do Beato, pondo em relevo o motivo do martírio, que não foi só amor a Deus, mas ao próximo também, e os próximos desse Beato eram seus algoses, que ele os amou segundo as reflexões de Agostinho. O Beato estava profundamente radicalizado na Caridade, diria : um perfeito Bergogliano, pois a substância ou essência da doutrina ou espiritualidade de um e de outro é a mesma. A submissão do Beato a seus inimigos, o que equivale a uma obediência, só pode ser considerada em relação a Cristo, ou seja, se ele teve ou não a intenção de se configurar a Cristo, o que tudo indica que sim. Ora, Jesus Cristo podia não obedecer (não submeter-se) a seus algoses. Ele podia pedir ao Pai doze Legiões de Anjos, mas não pediu. Ao não pedir defesa, ao não querer usar de legítima defesa, e Ele tinha poder para isso, se entrega livremente nas mãos de seus inimigos e faz, por assim dizer, tudo aquilo que lhes mandam fazer. Lhe mandam dar as mãos para as atar e Ele obedece. Lhe mandam para a prisão e Ele obedece. Lhe mandam para Caifás e depois para Pilatos e Ele obedece. Lhe mandam flagelar e depois coroar de espinhos e Ele obedece. Lhe mandam carregar a cruz e Ele obedece. Lhe mandam deitar no madeiro e estender as mãos e os pés para os cravar com os pregos e Ele obedece. Por fim Ele diz: “Pai, perdoa-lhes, pois eles não sabem o que fazem!” Só por esse prisma poderemos comparar os atos do Beato com os atos de Jesus Cristo, e identificar as ações do Beato com as de Cristo. Repito, Jesus podia desobedecer, pois era é é Deus Onipotente, mas não quis desobedecer, não quis usar de sua Onipotência para aniquilar todos os seus inimigos ou submetê-los à escravidão com todo o Poder e força. É por isso que se diz que Ele “deu a vida por nós”. Deu porque sendo mais valente que milhões de Sansões não quis usar da força para matar a todos os seus inimigos, como Sansão matou os seus. O texto a seguir trás como subtitulo: “AS OVELHAS DO SENHOR”. Aproveite bem:

    Do Livro “Quem é Deus”, de Santo Agostinho, comentário da Primeira Carta de São João, vertido do latim pelo Pe. José A. Rodrigues Amado – Coimbra – 1959.

    “Vamos por em relevo a Caridade. Outra coisa não faz a presente Carta.
    Depois da ressurreição, o Senhor fez a Pedro esta pergunta simples: Amas-Me? E, como se não bastasse fazer-lha uma só vez, fez-lha segunda e terceira vez.
    À terceira vez, Pedro revelou certo enfado, como se o Senhor não acreditasse nele, ou ignorasse o que se passava no seu íntimo, pois persistiu em perguntar-lhe o mesmo por três vezes.
    O amor confessou três vezes o que o temor tinha negado outras tantas (Cf. João 21,15 a 17). Pedro ama pois o Senhor.
    Que lhe dará? Não terá ficado apreensivo, repetindo o pensamento do Salmo: Que retribuirei ao Senhor por todas as coisas que me retribui?
    Quem o exprimiu no salmo tinha presente a multidão dos dons que Deus lhe concedia, e procurava alguma coisa com que lhe retribuísse, mas não a encontrava.
    Decerto se quiseres retribuir a Deus, tens de retribuir-lhe o que dele recebeste.
    Que encontrou o Salmista para retribuir? O que dele tinha recebido: Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do Senhor (Salmo 115, 12 e 13).
    De quem veio o cálice da salvação? Daquele a quem desejava retribuir.
    Receber o cálice da salvação e invocar o nome do Senhor é impregnar-se de caridade. É saciar-se dela a ponto de não odiar o irmão. Mais: a ponto de estar resolvido a dar a vida por ele. É a caridade perfeita.
    Foi assim a caridade do Senhor. morreu por todos. Orou pelos que o crucificaram exclamando: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem (Luc. 23,34).
    Se ninguém mais assim procedesse, ele não seria mestre por falta de discípulos. Mas os discípulos imitaram-no, praticaram assim a caridade.
    Estêvão, quando o apedrejaram, bradou de joelhos em terra: Senhor, não lhes imputes este pecado (Act. 7,59).
    Amava os que o matavam, e oferecia a vida por eles.
    Ouvi também o apóstolo Paulo: De muito boa vontade sacrificarei tudo o que é meu, e me sacrificarei a mim mesmo pelas vossas almas. (2ª Cor. 12,15).
    Estêvão orava pelos algozes quando morria às mãos deles, e na comitiva estava o Apóstolo.
    A caridade perfeita dispõe a morrer pelos irmãos. mas ela é perfeita logo ao nascer? Não: nasce e vai-se aperfeiçoando. Alimenta-se, e assim se robustece.
    Quando chegar à perfeição brada: A minha vida é Cristo, e morrer é lucro. Mas se viver ainda na carne, posso trabalhar com fruto. Assim não sei o que escolher. Vejo-me aliciado por dois lados. Desejo ser desatado da carne e estar com Cristo, e isso é melhor para mim, e desejo permanecer na carne, porque isso é mais proveitoso para vós (Filip. 1, 21 a 24).”
    Daqui a alguns dias iremos postar os melhores Capítulos desse Livro no site Nossa Senhora de Medjugorje.

  17. A história do Beato Martin Martinez Pascual e de tantas outras pessoas que entregam sua vida em obediência a Deus, resume-se numa só palavra…., FÉ.

  18. Caro André, será que agora, com essa citação desenrolamos o que tínhamos enrolado? Veja:
    “5. « Escuta, filho » (Pr 1,8). A obediência é, antes de tudo, uma atitude filial. É aquele tipo particular de escuta que só mesmo o filho pode prestar ao pai, por está iluminado pela certeza de que o pai só pode ter coisas boas a dizer e a dar ao filho; uma escuta embebida naquela confiança que permite ao filho acolher a vontade do pai, certo de que esta será para o bem.

    Isto é imensamente mais verdadeiro em relação a Deus. Com efeito, nós atingimos a nossa plenitude somente na medida em que nos inserimos no desígnio com que Ele nos concebeu em seu amor de Pai. A obediência é, portanto, o único caminho de que dispõe a pessoa humana – ser inteligente e livre – para realizar-se plenamente. Quando diz “não” a Deus a pessoa humana compromete o projeto divino e diminui-se a si mesma, destinando-se ao fracasso.

    A obediência a Deus é caminho de crescimento e, por isso mesmo, de liberdade da pessoa, uma vez que permite acolher um projeto ou uma vontade diferente da própria que não só não mortifica ou diminui, mas que funda os alicerces da dignidade humana. Ao mesmo tempo, a liberdade é, em si, um caminho de obediência, pois é obedecendo como filho ao plano do Pai que a pessoa que crê realiza o seu ser livre. È claro que, una tal obediência exige de reconhecer-se como filho e de alegrar-se em ser filho, posto que somente um filho e uma filha podem entregar-se livremente nas mãos do Pai, exatamente como o Filho Jesus, que se abandonou nas mãos do Pai. E se, durante a sua paixão, entregou-se também a Judas, aos sumos-sacerdotes, aos seus flageladores, à multidão hostil e aos que o crucificaram, Ele só o fez porque estava absolutamente certo de que tudo encontrava um significado na fidelidade total ao desígnio de salvação querido pelo Pai, a quem – como recorda são Bernardo – « não foi a morte que agradou, mas sim a vontade d’Aquele que, espontaneamente, morria ».11(Nota 11 – S. Bernardo – De Errore Abelardi 8,21; PL 182 1070 A).(A Serviço da Autoridade e da Obediência – Da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica).