No Purgatório.

Por Mons. Ascânio Brandão

Quando levamos nossos mortos queridos à sepultura, costumamos dizer: descansaram!… Sim, descansaram das fadigas e lutas desta vida que é um combate no dizer expressivo de Jó: “militia est vita hominis super terram – a vida do homem neste mundo é um combate. Porém, descansaram já no seio de Deus? Estão já no eterno repouso no céu? Ai! é tão grande a fragilidade humana, que bem poucos, raríssimos, são os que deixam esta vida e entram logo no céu. Os mortos entram, sim, na paz do Senhor, mas na paz da justiça, geralmente na paz da expiação do purgatório. O purgatório é o lugar da paz. Lá habita a doce paz dos eleitos, dos que resignados e cheios de amor e de dor cumprem a sentença e se purificam à espera do céu. Já se chamou ao purgatório, e com razão, o vestíbulo do paraíso. É o pórtico da eternidade bem-aventurada.

Sim, nossos mortos descansaram, mas sofrem, e sofrem muito mais do que tudo quanto padeceram nesta vida… Não digamos comodamente: estão no céu! estão no céu!. Com isto padecem as almas do purgatório. A Igreja, pelas lições impressionantes da sua liturgia quer que associemos ao pensamento da morte o da eternidade. E diz o prefácio da Missa dos defuntos: se a condição da nossa morte nos entristece, console-nos a promessa da imortalidade futura.

E depois, quantas vezes gemendo sobre nós, clama: Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno! Dai-lhes o descanso eterno! Implora misericórdia para nossa pobre alma, lembra o juízo tremendo de Deus, e quer nos aliviar nas chamas expiadoras do purgatório. Nunca meditemos na morte sem meditarmos no purgatório. É este o sentido da liturgia nos funerais.

Estas preces tocantes e belas, estes ritos impressionantes e cheios de majestade, lembram-nos a nossa dignidade de cristãos, a dignidade de nosso corpo, sacrário de uma alma imortal e templo do Espírito Santo, destinado a ressuscitar um dia e comparecer no tribunal do juízo. Lembram-nos a triste condição de uma pobre alma ao comparecer diante de Deus, e implora misericórdia ao Juíz dos vivos e dos mortos. Sim, não podemos, como cristãos e filhos da Igreja, separar o pensamento da morte do da eternidade. E como sabemos qual é a justiça de Deus, não deixaremos de considerar que após a morte, aí vem o purgatório para quase todos nós, e que lá na expiação, há muitas almas queridas pelas quais somos obrigados a orar por dever de justiça e de caridade. Eis, pois, repito, o sentido da meditação da morte e da liturgia dos mortos. Não é um pensamento de morte, não estão vendo? É ao invés um pensamento de vida. Vita mutatur non tollitur, diz o prefácio dos defuntos. A vida não foi tirada, nem desapareceu, mudou-se apenas. De terrena passou a ser eterna. Eis como o cristão pensa na morte.

É certo, diz um autor, a ingratidão não pode existir no purgatório. Aquelas benditas almas hão de proteger e socorrer os que as aliviam nesta vida com seus sufrágios…

São Filipe Neri era devotíssimo das almas e cheio de caridade, nunca deixou de socorrê-las em toda sua vida. Muitas vezes lhe apareceram para lhe testemunhar uma gratidão profunda. Depois da morte do santo, um dos seus confrades o viu na glória do céu, cercado de uma multidão de bem-aventurados no esplendor da glória eterna. – Que corte é esta que vos cerca? pergunta o padre. – São as almas que livrei do purgatório e que salvei. Vieram me acompanhar na glória. (…) Na morte e depois da morte, seremos recompensados pelo que tivermos feito em sufrágio da benditas almas do purgatório. (…) A pobre criatura humana tão miserável nem sempre ao deixar a terra, é bastante pura e santa e merece a presença do Senhor, a visão beatífica. E também como há de ser condenada às chamas eternas a alma que, embora não tivesse pago a dívida dos seus enormes pecados na penitência desta vida, não é, todavia, merecedora do castigo eterno? Há de entrar no Céu? Não. Lá só se encontram os santos e os puros de coração. E que pureza angélica requer a divina justiça para o céu! Há, então, de ser condenada ao inferno? Oh!, também, não. A misericórdia divina jamais o permitiria. Faltas veniais, imperfeições, falta de penitência dos pecados graves, tudo isto, é bem verdade, exige castigo e sem a penitência não se há de entrar no céu. Porém, a justiça e a misericórdia divina se uniram – Justitia et pax osculatae sunt. – O pecado será castigado, a dívida exigida pela justiça será paga até o último seitil, mas a infinita misericórdia há de salvar a pobre alma culpada, há de lhe abrir um dia as portas do céu.

Existe um purgatório! Não é consoladora e racional a doutrina da Igreja neste dogma?

Sobre o Purgatório, há só dois pontos, perfeita e claramente definidos pela Igreja, e que, portanto, constituem objeto de nossa Fé: 1) – Existe um lugar de purificação temporária para as almas justificadas que saem desta vida sem completa penitência dos seus pecados. 2) Os sufrágios dos fiéis e especialmente o santo Sacrifício da Missa são úteis às almas.

Já nos primeiros séculos, segundo o testemunho de Tertuliano e dos Santos Padres e os monumentos, os cristãos, sufragavam os mortos com orações, e pelo santo Sacrifício da Missa celebrado sobre as sepulturas. Nas inscrições, nos epitáfios se encontram nas catacumbas belas preces pelos mortos. No Século IV em 302, Santa Perpétua nos conta uma visão do Purgatório. Diz ela:

“Estávamos em oração na prisão, depois da sentença que nos condenava a sermos expostas às feras, e de repente chamei por Demócrito. Era um meu irmão segundo a carne. Morrera com um câncer na face. A lembrança da sua triste sorte me afligia. Fiquei admirada de me ter vindo à lembrança este irmão e me pus a rezar por ele com todo fervor, gemendo diante de Deus. Na noite seguinte, tive uma visão na qual vi Demócrito sair de um lugar tenebroso no qual se acham muitas pessoas. Estava abatido e pálido, com a úlcera que o levou à sepultura. Tinha uma grande sede. Junto de mim estava uma bacia com água, mas ele em vão tentava beber e não conseguia. Conheci que meu irmão estava sofrendo e era preciso rezar por ele. Pedi por ele a noite com muitas lágrimas, para que fosse libertado. Alguns dias depois tive outra visão, na qual Demócrito me apareceu todo brando, brilhante e belo, e se inclinou e bebeu à vontade a água que antes não pôde tirar. Conheci por isto que estava livre do suplício”.

Eis um belo trecho que vem provar a antigüidade da crença do purgatório.

Santo Agostinho reconhece a autenticidade das Atas de Santa Perpétua e nota que o irmãozinho da Santa deveria ter cometido alguma falta depois do batismo. (…).

Vemos tantos entes queridos que deixaram esta vida, é verdade, em boas disposições, mas como eram culpados de certas faltas e não haviam feito uma penitência devida, receamos às vezes pela sua salvação. Todavia nos diz o coração que não podiam se perder. Eram bons, tinham qualidades apriciáveis, foram talvez caridosos e fizeram algum bem nesta vida. Admitir que esteja no céu depois de tantas faltas e defeitos e ausência de penitência, não o podemos. Dizer que estejam condenados, é muito duro, e, apesar de tudo, como poderiam ter se perdido almas tão caridosas e boas e que fizeram algum bem neste mundo? A idéia do purgatório se impõe necessariamente à nossa razão ou, antes, se impõe à nossa fé. (…).

Havemos de chorar nossos mortos e a religião não nos pode proibir as lágrimas tão justas, quando sentimos nosso coração ferido pelo golpe duro da saudade. Todavia, havemos de chorar cristãmente nossos defuntos queridos. É mister lembrar-nos deles mais com orações e sufrágios do que com lágrimas estéreis. O pensamento do purgatório é um consolo. Sabemos que podemos ainda auxiliar, valer e socorrer nossos entes queridos. É bem possível que padeçam no purgatório.

A Religião de Nosso Senhor Jesus Cristo não proíbe que choremos os nossos mortos queridos. Podemos, pois, render a estes o tributo de nossas lágrimas e de nossa saudades. Com esta pobre natureza, como ficarmos insensíveis ante a morte de um ente extremecido? Como nos custa ver arrebatados pela morte os entes com quem convivemos, nosso pai, nossa mãe, nosso filho, nosso irmão, nosso amigo… A religião, se bem que nos ensine a ser fortes na dor e a meditar  na Paixão de Jesus Cristo, não nos veda aquelas lágrimas e saudades. Ela não tem o estoicismo pagão, estúpido e anti-natural. Pois, Jesus não chorou na sepultura de Lázaro? Não choraram, na Paixão, Maria Madalena e as Santas mulheres? A religião nos permite chorar do mesmo modo os nossos mortos. Quer apenas que o façamos, não como os pagãos, desesperados e desiludidos, mas como quem tem esperança na vida eterna e crê na imortalidade. Choremos a separação dolorosa, mas com a doce esperança de que, um dia, numa pátria melhor, onde não haverá nem luto, nem dor, ou sofrimento de qualquer espécie, nem separação, tornaremos a ver todos aqueles que amamos aqui na terra. Como esta esperança consola! O cristão não deve dizer com desespero, ante o cadéver gelado de um ente querido: – “Nunca mais te verei”, “Adeus para sempre!” Não! Embora em pranto, suas palavras devem ser estas: – “Até ao céu! Lá nos tornaremos a ver e seremos para sempre felizes”.

O dogma do purgatório, tão em harmonia com nosso coração, nos diz que podemos ainda ajudar nossos mortos queridos para podermos dizer-lhes: até o céu!.

Deus revelou muitas vezes à Bem-avemturada Ana Taigi a sorte das almas do purgatório. Ela pedia continuamente pelas pobres almas, num misterioso sol que sempre lhe aparecia. Foi Ana Taigi uma grande mística do século XIX. Em 30 de maio de 1920, S. S. Bento XV declarava bem-aventurada a humilde e pobre mãe de família, que durante tanto tempo chamou a admiração de Roma e do mundo com tantos prodígios sobrenaturais. A beata Ana Taigi, romana de nascimento, via os acontecimentos futuros e a sorte dos mortos.

Um homem, conhecido de Ana, morreu, e ela o viu nas chamas do purgatório, salvo do inferno pela divina Misericórdia, porque socorreu um pobre que o importunava muito pedindo esmola. Viu um conde cuja vida se passou em delícias e divertimentos, mas que na hora da morte teve um grande arrependimento e se salvou, mas deveria sofrer no purgatório tormentos incríveis tanto tempo quanto passou neste mundo sem se preocupar com a penitência e com a salvação eterna.

Viu homens de grande virtude sofrendo porque se deixaram levar pela vaidade e amor próprio, muito apegados aos elogios e à amizade dos grandes da terra.

Um dia Nosso Senhor lhe disse: levanta-te e reza, meu Vigário na terra está na hora de vir me prestar contas. Ana Taigi sufragou a alma do Papa e depois o viu como um rubi ainda não de todo brilhante, pois, lhe faltava se purificar mais.

Faleceu em Roma o cardeal Dória, que deixou grande fortuna, e naturalmente celebraram-se por sua alma centenas de Missas. Foi revelado à beata Ana Taigi que as missas celebradas por alma do cardeal eram aproveitadas para as almas dos pobrezinhos abandonados e que não tinham quem mandasse celebrar por eles.

Via-se assim a divina Justiça que não olha a riqueza nem as possibilidades dos ricos em arranjar sufrágios, com descuido às vezes neste mundo da verdadeira penitência.

Viu Ana no purgatório um sacerdote muito estimado por suas virtudes e sobretudo pelas brilhantes pregações que fazia e o tornavam admirado de todos. Sofria muito este pobre padre. Foi revelado à beata Ana que ele expiava a falta de procurar com muito empenho a fama de bom pregador e um pouco de vaidade ao pregar a palavra de Deus, sobretudo nas complacências com os elogios.

Viu dois religiosos muito santos no purgatório, em sofrimentos duros. Um deles expiava o seu apego ao próprio juízo e pouca submissão ao modo de ver de outros, e outro a dissipação, a falta de recolhimento e piedade no exercício do ministério sacerdotal.

Enfim, a beata Ana trouxe com a sua bela e impressionante mensagem do sobrenatural no século XIX, muitas luzes sobre o purgatório e impressionantes lições da Justiça de Deus, e também não há dúvida, da Misericórdia que salva tantas almas pelas chamas expiadoras do purgatório.

Publicado originalmente no dia de Finados de 2011.

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11 Comentários to “No Purgatório.”

  1. Isto sim é catolicismo. Parabéns. Leiam “Preparação para a Morte” de Santo Afonso Maria de Ligório, em especial, dos tópicos 61 a 101. E façam a Penitência dos Finados que retira uma alma querida do Purgatório.

  2. Estou lendo a obra: “Tenhamos compaixão das Pobres Almas do Purgatório” ( do Monsenhor Ascânio Brandão). Trata-se de um verdadeiro catecismo sobre o Purgatório: A Justiça e a Misericórdia Divina!. Recomendo a todos a sua leitura. A obra é publicada pela livraria da Divina (www.misericordiadivina.com.br).
    Encerro com as palavras de Santo Anselmo:
    “Depois da morte a menor das penas que nos esperam é maior do que tudo que se possa padecer neste mundo. As menores faltas são punidas severamente”.

  3. “A maior parte de homens, qdo morre, vai para o purgatório. Um número tb muito gde vai para o inferno. Somente um pequeno número de almas vai diretamente ao paraíso. No purgatório há muitos níveis: os mais baixos estão mais próximos ao inferno, enquanto aqueles elevados se aproximam gradualmente do paraíso. Há muitas almas no purgatório e, entre elas, tb de pessoas consagradas a Deus. Rezai por elas, ao menos sete Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória e o Credo. As almas do purgatório esperam vossas orações e vossos sacrifícios” (Nossa Senhora Rainha da Paz).

  4. Os padres modernistas dizem não só que os mortos já estão no Céu, mas que ainda já ressuscitaram!!! Na Missa em que fui hoje, nada de Purgatório, muito menos de Inferno…, mas sim um monte de gente que nem esperou o dia do Juízo Final, pois estavam com tanta pressa que já ressuscitaram com o corpo glorioso… Nesse sentido, muitos que hoje estão visitando os cemitérios não sabem que os túmulos estão vazios :-) O padre, depois de ter feito a lambança na homilia, tentou corrigir: “Alguns dizem que já ressuscitamos com o corpo glorioso imediatamente após a morte outros dizem que tem de esperar um pouco”. Ele só esqueceu de avisar que esses “alguns que dizem que já ressuscitamos com o corpo glorioso imediatamente após a morte” são os heréticos. A comemoração dos fiéis defuntos foi totalmente deturpada… Creio que essa é uma das comemorações cujo sentido foi mais desviado pelos modernistas… Um outro padre, por exemplo, disse que nós, quando rezamos, não ajudamos as pessoas já falecidas, mas sim pedimos que elas nos ajudem, porque elas não precisam mais de nossas orações… Parece, então, que a Igreja celebra a festa de Todos os Santos duas vezes: uma vez comemorando TODOS OS SANTOS CANONIZADOS e outra comemorando TODOS OS SANTOS QUE NÃO FORAM CANONIZADOS. O que é uma dedução lógica do pensamento desse pessoal: se todos estão na bem-aventurança eterna, não precisam de nossas orações, mas nós que precisamos das deles. Só para deixar claro: sou totalmente contra os modernistas e tudo o que disse é uma crítica aos mesmos.

  5. “O purgatório é o lugar da paz. Lá habita a doce paz dos eleitos…” Paz e eleitos só existem no Céu. O cristão deve viver buscando o Céu e não se contentando com o Purgatório, lugar de sofrimento e desolação consigo mesmo, por ter perdido tempo nesta vida com outras coisas, embora não se tenha rompido com Deus. Essa mentalidade de Purgatório como lugar bom se encaixa muito bem com o catolicismo “total flex” dos dias de hoje, em que se pensa que a Misericórdia de Deus é infinita, e por isso não há problemas em pecar e ir para o Purgatório porque depois “Deus perdoa”. E a Dor causada ao Coração de Deus pelos pecados cometidos, especialmente os dos sacerdotes?

  6. Eu simplesmente amei esta catequese. Como eu poderia fazer para comprar outros escritos sobre esta ANA TAIGI?

  7. Excelente post. A beata Ana Taigi foi uma grande mística. Ela viu Napoleão no Inferno. No blog A Aparição de Nossa Senhora em La Salette, do Luiz Dufaur, há vários post sobre as visões místicas dessa grande beata.

  8. Caros fraternos, paz e bem!
    Como os Novíssimos (Céu, Inferno e Purgatório) são negligenciados nos sermões da Igreja nos dias de hoje. Madre Francisca do Santíssimo Sacramento, uma santa religiosa carmelita de Pampeluna, viu dois Papas, Cardeais, Arcebispos e Bispos, Cônegos e Padres, além de religiosos no Purgatório. Até alguns santos foram purificados no Purgatório, como por exemplo de S. Cláudio de La Colombiere, diretor espiritual de Santa Margarida Maria Alacoque. Santa Lutgarda viu o grande e virtuoso Papa Inocêncio III nas chamas do Purgatório. São Francisco de Sales tinha muito medo destas canonizações rápidas dos admiradores. Dizia ele: “imaginando que depois de minha morte irei direto para o Céu me farão sofre no Purgatório. Santa Teresa escreveu no prefácio do LIvro das Fundações: “Pelo amor de Deus, eu peço a cada pessoa que ler este meu livro, uma Ave-Maria, a fim de que me ajude a sair do Purgatório…”. O piedoso e admirável fundador das Conferências de São Vicente de Paulo, Frederico Ozanam, deixou no seu testamento estas linhas: “Não vos deixeis levar por aqueles que vos disserem: ele está no Céu! Rezai sempre por aquele que muito vos ama, mas que muito pecou. Com auxílio de vossas orações eu deixarei a Terra com menos temor”. Santo Agostinho pediu orações pela alma de Santa Mônica, sua mãe e de Patrício, seu pai, a todos os leitores de suas CONFISSÕES. Assim falaram Santos hoje canonizados.
    Como é necessário ser muito santo (em vida, é claro!) para entrar no Céu.
    Vamos, pois, examinar nossa consciência e a Lei de Deus, evitando as menores faltas.
    É a minha opinião, salvo melhor julgamento.
    Saudações cristãs!

  9. Nossa, eu acredito que tem algo de errado neste catecismo. Muito, mas muito errado mesmo.
    Pelo que eu aprendi a maioria dos homens, a grande maioria mesmo, vai para o Inferno, alguns para o purgatório e apenas os santos ingressam direto no céu.

    “Alguém lhe perguntou: “Senhor, são poucos os homens que se salvam?” Ele respondeu: 24 “Procurai entrar pela porta estreita; porque, digo-vos, muitos procurarão entrar e não o conseguirão. 25 Quando o pai de família tiver entrado e fechado a porta, e vós, de fora, começardes a bater à porta, dizendo: ‘Senhor, Senhor, abre-nos’, ele responderá: ‘Digo-vos que não sei de onde sois’. 26 Direis então: ‘Comemos e bebemos contigo e tu ensinaste em nossas praças’. 27 Ele, porém, vos dirá: ‘Não sei de onde sois; apartai-vos de mim todos vós que sois malfeitores’. 28 Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac, Jacó e todos os profetas no Reino de Deus, e vós serdes lançados para fora. 29 Virão do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e sentar-se-ão à mesa no Reino de Deus. 30 Há últimos que serão os primeiros, e há primeiros que serão os últimos”.

    Segundo a aparição de São Leonardo Porto para o seu arcebispo, que ninguém está obrigado a acreditar, ele disse que no momento que morreu, se não me engano 3 mil morreram no mesmo instante, e que só ele e mais dois entraram no céu, outros 3 foram para o purgatório e o resto foi para o Inferno. E isto em uma época que as pessoas eram praticamente como anjos comparadas com as de hoje em dia.

    A grande maioria das pessoas vai para o Inferno pois morre sem aceitar inteiramente Jesus para que este possa transformá-la, os que vão para o purgatório aceitaram Jesus mas precisam pagar a penitência para estar diante dele e os santos vão direto para o céu pois já pagaram a sua penitência em vida. (Praticamente todos os santos passaram por grande sofrimento em vida)

  10. O Purgatório é conhecido como o vestíbulo do paraíso, pois é o pórtico da eternidade bem-aventuarada. São três motivos que nos levam ao Purgatório:
    Primeiro, pelos pecados veniais não remidos neste mundo;
    Segundo, pelas inclinações viciosas deixadas em nossa Alma imortal (“hábito” de pecar);
    Terceiro, pela pena temporal devida a todo pecado mortal ou venial cometido depois do batismo e não expiado nesta vida.

    A Igreja padecente (almas do Purgatório) sofrem as mesmas penas do Inferno quanto ao sofrimento, segundo Santo Tomás de Aquino e Santo Agostinho, porém temporárias (minutos, horas, dias, meses, anos, séculos e milênios). Limite máximo: as penas expiatórias não irão além do último Juízo no fim do mundo (Santo Agostinho, Cidade de Deus). Nota: os minutos além desta vida corrrespondem séculos para os que padecem naquelas chamas expiatórias. Há duas penas principais no Purgatório: a pena do DANO (separação de Deus) e a pena do Sentido (tormento do fogo).
    O Purgatório já foi chamado o OItavo Sacramento do fogo, isto é, o sacramento da Misericórdia na outra vida. Por fim, a Igreja oferece do dia 1º ao dia 08 de novembro indulgências plenárias em favor dos falecidos, desde que cumpridas os pré-requisitos (confissão, eucaristia, oração pelo Papa…).Não bastam lágrimas, flores, coroas, homenagens póstumas: tudo isso é consolo para os vivos e não alivia o sofrimento dos mortos, dizia Santo Agostinho. É obrigação de todos os cristãos socorrer os falecidos, por inúmeros motivos:
    1º) Em razão do parentesco e do sangue (pais, filhos, irmãos…);
    2º) Por gratidão, aos nossos benfeitores;
    3º) Por Justiça e por Caridade.

    Em razão disso, podemos oferecer Missas, Orações, Indulgências, sacrifícios, Santa Comunhão, esmolas, atos heróicos, Via Sacra, Rosário, visitas ao cemitério, água benta… na intenção das Almas do Purgatório, principalmente das almas mais abandonadas, dos esquecidos.
    Então, mãos à obra!

  11. Uma senhora disse um padre disse que o purgatório era como um salão de beleza que você passa para chegar mais bonito no céu. E uma outro disse que não existia inferno e que ninguém nunca tinha voltado para dizer como era. Coisas da heresia modernista católica. Estou transcrevendo para estas senhoras as palavras de Santa faustina Kowalska para lhes entregar o quão horripilante é o purgatório, quanto mais o inferno.