Summorum Pontificum no Brasil: Missa na Catedral de Santo Amaro, SP.

2- Festa da Conversao de Sao Paulo

14 Comentários to “Summorum Pontificum no Brasil: Missa na Catedral de Santo Amaro, SP.”

  1. Quando assisto a Santa Missa de Sempre, em uma igreja “legalizada” canonicamente, por assim dizer, sinto sim a alegria de poder contemplar o legítimo sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, na cruz.
    Mas também sinto forte angústia, pois como queria que assim fosse todos os dias! Queria que as pessoas amassem a missa tridentina, como eu amo, e como grandes santos, mártires, beatos, e papas, amaram.
    Quando participo da Missa de Sempre, sinto a verdadeira presença de Nosso Senhor, na Hóstia consagrada, como se o visse, sangrando, diante do altar, sinto a presença dos Santos e dos Anjos, adorando a Nosso Senhor Eucarístico, junto á mim.
    Como se o preciosíssimo sangue das chagas de Jesus, lavasse-me de minhas falhas.
    Sem dúvida, esta é a verdadeira Missa, aprovada pelos Santos apóstolos, pelos mártires, pelos santos, pelos doutores da igreja, por todos os Santos padres, por Jesus e pela sua Santa Mãe, Nossa Senhora.

  2. UMA DÚVIDA, irmãos: fui numa missa Tridentina aqui na minha cidade e queria tirar uma dúvida com vocês. O padre rezou muito, mas muito rápido mesmo! Não foi o latim que os papas Francisco, Bento e João Paulo II usavam nas missas, pausados, enfim, uma leitura em velocidade natural.

    Ainda que ela fosse rezada em Português seria possível de se compreender, dada a velocidade com que o padre falava. Isso é normal?

    Outra questão: o padre fez toda consagração em voz baixa. Porque essa opção e não em voz alta, para que todos escutem esse momento?

    Por favor, publiquem minhas dúvidas. Obrigado!

    • Caríssimo amigo, Junior, o fato de o sacerdote, ter rezado tão rapidamente não tem absolutamente nada a ver com a com regras da liturgia da Santa Missa, foi erro do próprio sacerdote.
      E quanto á consagração em voz baixa, o Sacrossanto Concílio de Trento determinou que assim fosse, para deixar bem claro que a Consagração da Hóstia é exclusivamente sacerdotal, portanto, não deve ter a participação de leigos.

    • Prezado Junior, talvez o padre não tenha pronunciado tão rapido assim, mas você não conseguiu acompanhar porque ainda não està habituado ao latim. Dom Lefebvre pedia aos padres que não ultrapassassem 25 minutos na celebração de uma missa lida. De qualquer forma, mesmo que você não tenha acompanhado simultaneamente com o padre, você recebeu todas as graças às quais sua alma estava preparada. Acompanhar e “entender” a missa que o padre celebra palavra por palavra simultaneamente é um habito falacioso desenvolvido depois de 69 porque se preconizava o sacerdocio dos fiéis e até mesmo uma “concelebração” do fiel com o sacerdote!!! Imagina como seria desesperador para nossos irmãos surdos ou cegos ou ainda analfabetos se essa tal simultaneidade concelebrativa fosse necessària. Os ministros sagrados são deputados ao culto para cumprir todas as funções liturgicas pelos fiéis presentes na igreja. Por exemplo, quando o diàcono bate no peito no momento do Confiteor, você não precisa fazê-lo porque ele està batendo por você e por todos os presentes na igreja. A sua intenção de estar ali e adorar Nosso Senhor Jesus Cristo que se dà em sacrificio jà lhe alcança todas as graças a que sua alma està disposta.

  3. Olá Junior.
    Não sou “expert” em Missa Tridentina, mas posso lhe afirmar que JP.II e B.XVI nunca rezaram esta Missa (pelo menos não publicamente). Talvez o latim que vc tenha ouvido deva ter sido em uma Missa de P.VI.
    Quanto a trechos que são rezados em silêncio: tais orações são previstas no Missal de J.XXIII – o Missal da Missa Tridentina – para que assim sejam rezadas (em silêncio).
    Já quanto a velocidade da oração, como novato em latim e Missas Tridentinas, também não acho muito legal que sejam ditas tão rápido, pois queria acompanhar e viver tudo. No entanto, acredito que seja questão de adaptação e (mais) frequencia a este Rito para se acostumar a isto. Eu só assisti a três Missas Tridentinas em toda minha vida – aqui no interior do Ceará ela não existe – e notei que a cada uma consegui assistir melhor que a outra.
    Espero ter ajudado.

  4. Uma missa tridentina na catedral da diocese do bispo Dom Fernando Figueiredo e do padre Marcelo Rossi é uma surpresa e tanto. Uma grata surpresa. Tomara que não seja uma mera ocasião para contentar os críticos da linha pastoral dos dois sacerdotes.

  5. Junior, eu conheci e ajudei muitas missas de um sacerdote que chegava a concluir a celebração (sem sermão) em 25 minutos, mas nunca vi nada demais nisso.

  6. Marcelo SS: Parabéns pelo comentario/aula.
    Marcelo JD: Justiça seja feita: Ja assisti a Missa Tridentina em 3 paróquias da Diocese.

  7. Quando é que vão lembrar da Serra Gaucha? Caxias do Sul e outras cidades da serra vivem no mais absoluto abandono. Acho que por aqui ninguem nem sabe que existe a Tradição Católica, eles sabem muito é da Tradição Gaucha.
    E já que falaram em rapidez das missas, acho que aqui é record, noutro dia cheguei 4 minutos atrasada e já estava no ofertório. Era missa de semana, se fosse de domingo estaria na homilia.

  8. Quando me refiro ao latim de João Paulo II, Bento e Francisco, me refiro ao latim usado na Missa Nova, aos vídeos das missas disponíveis na Internet.

    Irmãos, me desculpem, mas não sou louco! Sim, foi extremamente rápido, pelo menos se comparado ao ritmo das falas em latim na Missa Nova. Sei que mesmo não entendendo, mesmo não acompanhando recebi todas as graças, mas a questão que coloquei – e já agradeço pelas respostas é:

    1- Por que o “dominus vobiscum” ou o “Pater Noster” rezado por Bento XVI na Missa Nova é muito mais LENTO, ou seja, é proferido no ritmo que costumeiramente lemos algo em Português em público, enquanto o latim usado pelo padre na missa Tridentina foi, sim, muito mais RÁPIDO?

    2- A Missa Nova é rezada em um latim “mais lento” ao passo que a Tridentina é em um latim normal (muito, mas muito mais “rápido”)?

    Obrigado por todos e me desculpem pelos questionamentos. Só quero entender melhor.

    • Junior, já fui em muitas missas tridentinas e isso é uma coisa que sempre noto: a rapidez com que as orações são feitas, quase que correndo. Eu particularmente não vejo necessidade de tanta pressa. Talvez alguns sacerdotes pensem que por boa parte do povo não conhecer o latim pode-se correr. Eu que tenho algum conhecimento do latim gosto de ir acompanhando no missal e ir respodendo as partes do povo, mas nem sempre é possível pois até o povo por ver o padre “correndo” “corre” também nas orações. Por ex: o “suscípiat Dóminus…” e Confíteor nem sempre consigo acompanhar porque o povo reza correndo também.
      Agora, tentando responder as suas perguntas:
      1- Até onde sei, as únicas regras nas rubricas do rito tridentino com relação a velocidade das orações é na consagração, que pede para que seja feita pausadamente. O restante, com exceção do que é cantado, deve ser feito em uma velocidade normal. Penso que cabe o bom senso do sacerdote, e isso também vale para o novo ordo.
      2- Acredito que não exista essa regra. O latim de ambas as missas em tese é o mesmo. A única coisa que conheço nesse sentido com relação a missa nova está no nº 32 das IGMR: ” A natureza das partes “presidenciais” exige que sejam proferidas em voz alta e distinta e por todos atentamente escutadas”. Por essa rubrica subentende-se que o povo deve entender o que padre está falando, mas não conheço rubrica semelhante no missal de 1962.

  9. Junior, pelo que pude compreender é bem provável que você tenha assistido à Santa Missa rezada… Na Santa Missa cantada as orações em latim (como no exemplo dado por você “Dominus vobiscum” e Pater Noster”) são cantadas praticamente da mesma forma que você se recorda de ver o Papa Bento XVI pronunciando-as…

  10. Obrigado pela oportunidade, Fratres, e aos irmãos pela ajuda!

  11. Infelizmente na minha região não tem nem a missa nova rezada direito… Só com um milagre para o Summorum Pontificum ser aplicado por aqui, que eu peço todo dia!