Uma república socialista?

Dom Aloísio Roque Oppermann – Fonte: CNBB

Arcebispo Emérito de Uberaba (MG)

Se os serviços públicos são geridos por empresas particulares, ou pelo governo, é uma questão de eficiência. Não é de ideologia política. Mas não esqueçamos que os serviços públicos “gratuitos” alguém os precisa pagar. A passagem de ônibus eu posso pagar do meu bolso, diretamente para a companhia particular, que presta esse serviço. Ou eu entrego essa mesma contribuição ao governo, para que ele a administre. Não existe jantar gratuito. O socialismo sempre fascinou a mente humana, porque parece ser mais justo, e atender melhor à parte mais pobre da humanidade. Isto, precisamente, sempre foi o ponto fraco do capitalismo: não ter plano de salvação para os perdedores.  Mas o socialismo carrega consigo uma mancha execrável. Não é capaz de respeitar o que é inerente ao ser humano, que é a sua liberdade. Como não conseguirá jamais se estabelecer com a concordância dos cidadãos, precisa se impor à força. As cabeças de quem pensa, e é cioso em permanecer livre, rolam inexoravelmente. Esse regime é o mais catastrófico da história, tendo assassinado mais de 80 milhões de rebeldes. Tornou-se uma mancha na história da humanidade.

No Brasil, alegremente estamos correndo para os braços das ditaduras. Sem pejo nenhum, e sem falsete no rosto dos nossos dirigentes, temos relações diplomáticas preferenciais com nações, onde as liberdades individuais são uma quimera. As visitas oficiais a certos países, de visceral princípio socialista, são uma constante. A importação de médicos estrangeiros (não quero duvidar de sua competência profissional), tem como objetivo acostumar nossa população com as belezas do socialismo. Os gastos financeiros com doações em favor de nações mais pobres (todas socialistas), são uma constante. Os Black Blocs, quebrando com grande satisfação os Bancos, mostram que já estão infectados com esse vírus, francamente anti-livre mercado. Os que querem os serviços públicos todos gratuitos, vivem de um delírio deplorável. Tudo está sendo feito à luz do sol. Os condutores da nação terão o direito de dizer: “eu avisei”. É muito provável que entre os condenados pelos crimes do mensalão, já se encontrem aqueles que, no futuro, serão os dirigentes da Nação.

90 Comentários to “Uma república socialista?”

  1. O socialismo é um regime que vive apenas de falsas propagandas e Cuba, além de ser uma favela a ceu aberto, depois do mãos de 50 anos de comunismo, tem apenas as tecnologias de subversão das mentes para o comunismo anti cristão e de tráfico de drogas; aliás, Cuba é a menina dos olhos do PT – e de seus idiotas-uteis eleitores – dando a ele o voto para um dia sermos como em Cuba e Coreia do Norte etc, escravos, capachos de um governo materialista e ateu!

    • Porque não falámos dos milhões de americanos (livres segundo dizem), que vivem nas ruas depois de terem perdido as suas casas, num regime sem saúde, educação e preocupação pelos mais fracos? Porque não falámos dos cidadãos americanos que vão a Cuba tratar-se gratuitamente quando no seu país são empurrados para as sarjetas, só porque não tem um seguro de saúde? E está a falar de Cuba, mas esquece-se que antes do comunismo, Cuba era um bordel americano e dominado pela máfia em que os seus cidadãos viviam pior do que actualmente? Se calhar vossa excelência prefere um regime tipo Collor de Mello que roubou as poupanças das pessoas, ao contrário do Lula e Dilma, que já retiraram milhões de pessoas da miséria.

  2. a única coisa que tenho a dizer a respeito deste artigo é o seguinte: os países mais evoluídos do mundo, como a Dinamarca, Islândia, Suécia, são países com saúde, educação, apoios sociais, públicos e gratuitos. e são as maiores potências do mundo, a nível de bem estar. que adianta ter liberdade se não temos emprego, saúde e educação? de que vale a liberdade sem juma esperança de futuro? não sou socialista mas a verdade histórica é de que esses regiems massacraram ilhões, assim como os regimes capitalistas e de direita, que fizeram praticamente todas as guerras do século vinte, com milhões de mortos.

    • Sabe duma coisa, Pedro Leitão, Cuba não era um bordel americano, mas era uma das economias mais prósperas das Américas até 1958, segundo a “História Politicamente Incorreta da América Latina”. Atualize suas fontes de informação.

      Prefiro ser colonizado pelos EUA ou alguma potência européia ocidental a ser colônia da China, da Rússia, de alguma “potência islâmica”, da Coréia do Norte ou de Cuba.

      Sem emprego e sem liberdade? Isso é Cuba, a ilha prisão.

      Fidel Castro é um dos líderes mais ricos do mundo. Isso é que é igualdade, fraternidade e liberdade! Por isso é que ninguém larga o osso do ParTido. Os guardas da revolução precisam ser bem recompensados para não deixarem o sistema ruir.

      Sem emprego e com liberdade? Pelo menos dá para fugir para um lugar melhor (não dá para fazer isso em Cuba).

      Com emprego e sem liberdade? Deve ser um campo de trabalhos forçados na Coréia do Norte. É isso que você recomenda?

      Os países nórdicos, grandes exportadores de pornografia e de “direitos humanos”, afundam também na miséria moral e na burocracia totalitária, que trava a vida de qualquer país socialista e defensor do “bem-estar social”. Os serviços públicos “gratuitos” são pagos com altos tributos.

      À medida que os EUA adotaram uma cultura subvertida, esses problemas começaram a aparecer. Graças aos “democratas”, capachos socialistas, e ao maçonismo liberal.

      Mas bem melhor do que o Brasil, cá entre nós! Nossos índices de consumo de medicamentos psiquiátricos são dos mais elevados do mundo (que povo feliz!). Alcoolismo, drogas, 50.000 pessoas assassinadas por ano, outros tantos trucidados em acidentes de trânsito (o brasileiro que exige ética é o mesmo que desrespeita as leis de trânsito e a vida do próximo nas estradas e ruas), imoralidade geral, etc.

      Brasil, um País de Tolos.

    • Dinamarca, Suécia, Islândia? Países que tem um Rei ou uma rainha governando. Realmente concordo que deveríamos voltar ao Regime monárquico.

  3. Este artigo saiu na página do Facebook da CNBB, quem quiser comentar lá o link é este:

  4. Se saiu do Face da CNBB é sinal que ela ainda tem salvação (pelo menos fica a esperança). Sobre o socialismo é sempre bom lembrar que ele é bonito só para quem não o conhece. Mas o problema é que desde que a mentes satânicas da Escola de Frankfurt repensaram em socialismo/marxismo ele vem deixando de ser imposto pela força da arma para ser imposto pela sutileza de um discurso polido, ambíguo e eufemista: olha o gramcianismo ai gente!

  5. A Dilma e demais comunas estão tão confiantes na implantação do falso paraíso socialista que, contrariando a opinião pública brasileira, injetou milhares de dólares na ilha prisão de Cuba.

    Quanto ao bispo ele deveria lamentar que os criadores do Leviatã, deste Frankstein, é o próprio clero brasileiro. Não só o PT é cria da esquerda católica, como o MST, pastoral da terra e a pastoral carcerária, etc.

    São PIO X já havia alertado que a civilização cristã está aí, não precisamos ficar pensando em civilizações utópicas e onde o cristianismo mais foi presente, como na Europa, mais uma nação se torna uma antecâmara do paraíso e os socialistas estão criando o inferno na terra.

  6. Pedro Leitão, para acabar com os mitos contra Cuba antes da Revolução Comunista:

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1792

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1793

    Pedro Leitão, você não é socialista?! e o que falta para ser um? as suas palavras são de socialista. Nada no mundo é de graça rapaz. Cresce criança.

    Conta outra, rapaz!

    • Mitos? Que mitos? Aí no Brasil não passa o Canal História? Não se vendem bons livros de história ou não os pode ler nas bibliotecas gratuitamente?
      Discorda que antes da revolução cubana, Cuba era um bordel americano, antro de jogo e de prostituição ?
      E nega que Dilma e Lula retiraram milhões de brasileiros da pobreza? Enfim, é lamentável que certos ramos da Igreja fanática, sejam manipuladores do povo e a favor dos poderes políticos autoritários e que não elevem a sua voz a favor dos pobres. E é por isso que muita gente aqui não gosta do Papa Francisco. Pois… não gostam porque não conhecem a mensagem de Cristo e para além disso não conhecem a história do seu próprio país.

    • Um país tem muita pobreza , má formação intelectual e social (tinha, ao menos, valores dignos – mas tem perdido radicalmente nas últimas décadas por causa do eclipse da Igreja e do avanços da liberalização e da própria mentalidade esquerdista), problemas econômicos, um capitalismo pouco expressivo (ou um capitalismo “pária” na linguagem de Weber – aventureiro, político e especulativo, mas sem uma organização racional do capital e do trabalho, como nos países capitalistas desenvolvidos) e – por isso mesmo – extremamente exploratório; e daí pessoas como Pedro Leitão concluem que o melhor, o correto, o ideal é a implantação de um regime socialista. Se fosse só ele, até que não seria tão grave.

  7. “Isto, precisamente, sempre foi o ponto fraco do capitalismo: não ter plano de salvação para os perdedores.”

    Vossa Excelência Reverendíssima para o senhor se informar melhor e para quem realmente quer saber sobre economia:

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1781

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1770

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1787

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1763

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1750

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1743

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1743

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1738

    http://www.capitalismoparaospobres.com/

    Colocar comentários absurdos dos Pedro Leitão pode? Se pode, então espero que o Ferretti coloque o meu comentário também.

  8. Caro Pedro Leitão,

    Você está de brincadeira ou o quê? Basta ter contato com cubanos que vivem por aqui livremente após terem contraído matrimônio com brasileiras e não temporariamente como esses médicos contratados para sabermos que o sistema de saúde cubano é uma farsa. Que adianta ter tantos médicos cubanos formados a jato e as pessoas não terem medicamentos básicos? Que saúde é essa que só apresenta médicos, mas não disponibiliza os medicamentos mais básicos? Os parentes de fora enviam caixas e caixas de coisas absolutamente banais. Quem não tem parentes de fora que sofra.

    Ao contrário, uma amiga minha brasileira que morou lá nos EUA até há bem pouco tempo contava que os pobres telefonavam para os serviços de caridade perguntando “qual era a bóia do dia”. Se lhes agradava pegavam o seu carrinho e iam buscar. Sim, “excessos capitalistas”, mas que servem para ter uma noção clara da diferença.

  9. Nem sempre os serviços públicos são todos gratuitos, mesmo em regime socialista!
    As dívidas do Estado é uma prioridade indispensável.

    • É lamentável que num blog católico, se leiam tantos comentários de pessoas que estão totalmente fanatizadas por certos ramos da Igreja Católica que colocam medo nas pessoas tudo isto para favorecer os poderes, ou o capitalismo. É completamente ridículo alguns que aqui escrevem se dizerem católicos, mas no entanto falarem mal do Papa Francisco e da sua mensagem de mobilização em favor dos pobres. E nas suas mentes fanatizadas, imaginam o diabo em todos os países que não estejam sob subserviência americana (não esquecer que o Brasil esteve anos a fio debaixo de ditaduras militares apoiadas pela América), e como fanáticos que são, imaginam que o capitalismo é o novo céu na nova terra, que é um regime de liberdade e de fraternidade, em que todos são felizes. pobres coitados que não conhecem o seu próprio país, e que recusam admitir que nos últimos anos milhões saíram da pobreza, e não foi graças a Collors de Mello ou outros aldrabões. Imaginam que Cuba era um paraíso aquando da governação do lambe botas Fulgêncio Baptista, e imaginam que os seus casinos e bordéis eram se calhar não casinos e bordéis mas Igreja cheias de santidade. Graças a DEUS veio o Papo Francisco para mexer nas consciências fanáticas e alertar que o pobre é nada mais nada menos do que Cristo. Mas os fanáticos apenas querem viver numa utopia pseudo espiritual egoísta, vivendo á margem do mundo real e dos seus excluídos. E estes eu digo que as portas da Igreja estão abertas para entrar e para sair, por isso se não apoiam o Papa, RUA!

  10. Um bispo brasileiro escreveu esse texto? Glória a Deus!!!

  11. “Discorda que antes da revolução cubana, Cuba era um bordel americano, antro de jogo e de prostituição?”

    Sim, discordo. Procure saber como era Cuba antes da satânica Revolução Comunista, rapaz. Cuba não era um bordel americano; agora na ditadura comunista que Cuba se transformou em bordel, onde mulheres cubanas vão para a cama com turistas estrangeiros por uns míseros trocados.

    Procure saber melhor rapaz o que era Cuba antes da satânica Revolução Comunista.

  12. Pedro Leitão: v olha apenas pelo lado material: se diz não socialista, mas defende os satanistas do socialismo, seu comportamento tem forte cheiro de enxofre!
    Um governo serio permitiria na tv prestar um culto a Satã e ouvir suas homilias diarias, permitindo adentrar nos lares programas globalistas da Globo como os BBBs e novelas de bordel, mesmo doutras emissoras similares?
    Qual a intenção disso senão de perverter a população de origem cristã e a ateizar?
    Parece-me que v não atentou ao fato do maior prejuízo do socialismo seja: feroz perseguição à doutrina da Igreja, descristianizar e alienar a população no Marxismo Cultural, e a dominar, isso não relatou, o principal!
    Não se iluda com a Suecia, por ex.: os conflitos entre pais e filhos estão no clímax e lá já seria a terra dos zumbis, só que a mídia globalista ESCONDE.
    Informe-se melhor; se for católico com essas ideias: é o tal do jeito que o diabo mais precisa!

  13. Enquanto um bispo fala a CNBB cala. Deem fim na CNBB!

  14. Se há uma ineficiência crônica do Estado na prestação dos serviços de interesse público, a adoção duma política de privatização de empresas estatais, de transferência para os particulares da prestação de serviços públicos, e mínima intervenção estatal na economia, entre outras, isto é, ascensão do Estado mínimo, que presta os serviços essenciais, é porque há uma lógica de mercado neoliberal na economia do país, o que não significa dizer que se sanciona todas as espécies de miséria e injustiças sociais que afetam a família humana, pelo contrário!

    Pedro Leitão induz que os irmãos pertencem a supostos “ramos da Igreja fanática”, embora eu apenas conheça católicos romanos aqui. Seria a tal “Igreja fanática” mais uma criação nos intermináveis desdobramentos da revolução protestante?

    Leitão ainda acusa-os de que sejam “manipuladores do povo” e a favor dos “poderes políticos autoritários”. Para Leitão, defender uma ideologia político-econômica contrária às suas ideias significa ser literalmente “manipulador do povo”. Talvez ele julgue a si próprio o iluminado, que tem poder para julgar a consciência “manipuladora” das pessoas.

    Quanto à acusação de defesa dos “poderes políticos autoritários”, saiba que indiscutivelmente o comunismo é o maior opressor das liberdades individuais: A escravidão absoluta do povo perante o Estado arbitrário, o despotismo da classe dos governantes, dos agentes revolucionários, dizia Chesterton… Ali são “o talento e a habilidade privados dos seus estímulos, e, como consequência necessária, as riquezas estancadas na sua fonte; enfim, em lugar dessa igualdade tão sonhada, a igualdade na nudez, na indigência e na miséria.” (Leão XIII, encíclica Rerum Novarum, n. 7, Editora Paulinas).

  15. Nunca vi um católico tradicionalista criticando o Capitalismo! Qual será o motivo? A Igreja Católica Romana sempre criticou o Capitalismo e o Liberalismo Econômico por serem igualmente anti-cristãos. Aí está a razão do mal que existe em nossa sociedade: a idolatria ao dinheiro. Em um mundo governado pelos mercados financeiros só pode existir uma sociedade infernal fundamentada no egoísmo e na ganância. Infelizmente é nessa sociedade que vivemos. Enquanto alguns ilusoriamente fazem do comunismo o bode expiatório, o Papa Francisco já identificou o verdadeiro inimigo.

    • Meu amigo,
      Creio que seja o mal menor. O comunismo é essencialmente mal, na raiz é sistema que nega a existência de Deus. Ademais vai contra a lei natural nivelando todos, em tese, em igualdade mesmo sendo alguns melhores e outros piores, menos trabalhadores e outros mais trabalhadores, mais inteligentes e outros menos inteligentes.
      Já no sistema capitalista, usando o estadunidense como exemplo, embora, na sua cultura, só há vencedores e perdedores; há oportunidades para todos, ou seja, as pessoas por lá, só moram na rua se quiserem mesmo. A questão cultural vinda do pensamento protestante e alimentada por judeus avarentos incute neles que o vencedor é aquele que ganha dinheiro rapidamente, enquanto o perdedor é aquele que nunca teve muito dinheiro ou fracassou quando tinha o bastante. No mais, não falta oportunidade, pois o estado funciona. Posso garantir que mesmo para os fracassados tem de tudo por lá. E da mais alta qualidade. O melhor hospital por aqui é o hospital, em média, publico por lá. O necessário para os menos abastados, como saúde, segurança, educação e moradia não falta. Ocorre que estadunidenses tem vergonha de usarem meios públicos, que, segundo sua cultura, são para os fracassados e perdedores. A diferença também está no americano em si, pois quase sempre são insuportáveis.

      Bom lembrar-se daquilo que lutero afirmava: já estão no céu e no inferno aqueles que Deus predeterminou. Então o pecado só importa no sucesso ou fracasso de cada um. O que faz o homem se iludir com felicidades efêmeras e perder sua POBRE alma. Mas, até mesmo esse pensamento já não está mais em consenso por lá. Já vivem também a apostasia geral de suas heresias.

      Talvez o capitalismo já tenha feito muito mais estragos a fé que o comunismo em certo sentido. O capitalismo se expande mais rápido por meios imorais e impulsionados pelo dinheiro judeu, estes querem a destruição da cristandade, e os protestantes almejam ganhar muito dinheiro.

      Detalhe: pecado é muito lucrativo.

    • O senhor garante que os fracassados tem tudo nos estados unidos, inclusive saúde, educação, habitação e segurança. Mas…que tal provar isso com números? Sabe quantos milhões de pessoas moram nas ruas da américa por terem perdido a sua casa devido á ganância financeira? Ahhh, mas pela sua teoria eles só moram nas ruas porque querem. E se morrem doentes e sem tratamento por não terem seguro de saúde é apenas pela sua vontade em não serem reconhecidos como fracassados, hmmmm, mas porque será que tantos se vão tratar a Cuba?. Fala agora da segurança, e diz que toda a gente tem segurança. Muito bem, mas então explique-me porque será que milhões de pessoas são presas todos os anos? Afinal se o país dá tudo e mais alguma coisa aos pobres e oprimidos, porque será que tanta gente vai para a cadeia. Enfim. Contea o fanatismo não há nada a fazer. Felizmente, aqui na Europa sabemos bem quem é essa corja que provocou a maior parte das guerras que houveram no mundo, e temos por cá, os maiores índices de desenvolvimento, em países como a Suécia, Suiça (ordenado mínimo 10 mil reais), Dinamarca, Finlândia, França,. Alemanha, e por aí fora. E são tudo países com educação, saúde, transportes públicos. Não concordo com socialismo mas também não posso aceitar que certos ramos da Igreja, coloquem medo no povo para defender um capitalismo que exclui os menos afortunados. Infelizmente muito do clero está bem ligado ao poder financeiro, esteja ele no socialismo ou no capitalismo.

    • Pedro, garanto sim.

      Pior mesmo é o abaixo:

      Vá se acostumando, ou melhor, se preparando; pois que agora com Francisco, papa bem TL, os socialista-teólogos, por seus pensamentos de mais alto grau, estão trabalhando profundamente na desconstrução da fé católica. Tomam espaço em proporção geométrica, ocupando os cargos(pra eles: “cargos”) mais improtantes da Igreja. Esse é o típico discurso deles( seu tambem, Pedro Leitão) que arrastam muitos incautos. São como gafanhotos devorando tudo que se plantou de bom em dois milênios. Destruindo a fé até chegar a níveis de países como estes: Dinamarca, Islândia, Suécia. Países ateus e cheios de sodomia e altos números de suicídios por falta de conhecimento e perspectivas da Felicidade Verdadeira.

      Acho que o senhor está muito empolgado com a Suécia e afins. Cuidado. Lá quem governa o é príncipe deste mundo. Aquele mesmo(o demonio) que apareceu a Nosso Senhor Jesus no deserto oferecendo tudo que isso que o senhor diz ter nesses países em troca do seu Santo e Diviníssimo Sacrifício.

    • E na América não grassa a imoralidade? Não há milhões de abortos? Divórcios? Porque será que quando criticam Cuba não criticam também a América? Isso não será fanatismo ideológico?

    • O capitalismo enquanto tal não é anticristão, nem cristão, muito menos o liberalismo econômico, cujos princípios nasceram na universidade medieval sob os auspícios de teólogos católicos. Outra coisa são versões de um capitalismo selvagem e materialista que desrespeita o ser humano, como você diz, pela ganância. O capitalismo pode ser bem usado ou mal usado, como um instrumento. Já o socialismo, por princípio ateu e consequentemente anticristão, não pode jamais ser coisa boa. Além do mais, o egoísmo e a ganância no socialismo, já ouviu falar? Os funcionários dos partidos comunistas nesses regimes ditatoriais como Cuba, vivem a vida do comum dos mortais? Só um ingênuo ou alguém que tenha escusos interesses poderá acreditar nisso.

    • “Além do mais, o egoísmo e a ganância no socialismo, já ouviu falar? Os funcionários dos partidos comunistas nesses regimes ditatoriais como Cuba, vivem a vida do comum dos mortais? Só um ingênuo ou alguém que tenha escusos interesses poderá acreditar nisso.”

      Destaque para “Só um ingênuo ou alguém que tenha escusos interesses poderá acreditar nisso.”

      Aos defensores do comunismo o recado foi flexa! Parabéns, Luciano.

    • “Fala agora da segurança, e diz que toda a gente tem segurança. Muito bem, mas então explique-me porque será que milhões de pessoas são presas todos os anos? Afinal se o país dá tudo e mais alguma coisa aos pobres e oprimidos, porque será que tanta gente vai para a cadeia.”

      Exatamente porque muitos vão para cadeia que lá a população vive em segurança. Os criminosos costumam ser punidos e esse é o principal fator para a manutenção da segurança. Essa sua frase mostra muito bem seu tipo de pensamento: esquerdista, seguidor de Rousseau (o homem é bom; o sistema que o corrompe), logo, descrente do pecado original. Os EUA não são um paraíso, mas lugar nenhum o é. Se tem algum que promete, está mentindo.
      Estranho você criticar a prisão de criminosos nos EUA (assaltantes, assassinos, estupradores, traficantes) e esquecer que os países socialistas também prendem (e executam) seus criminosos. A diferença é que nestes, para ser considerado criminoso basta ser dissidente político – em alguns lugares como a China comunista, basta ser católico.
      E se gosta de números, compare o número de cubanos que fogem para os EUA com esses americanos que você alega irem receber tratamento de saúde em Cuba.

    • É a desgraça do chamado Estado neutro(hoje laicista, sem entrar no mérito da etimologia da palavra laicista) = igual estado separado da Igreja = a forma moderna de Estado que afirma possuir tudo e nada disso pertence a Deus e nem Lhe é devido – “pérola” da dicotomia declarada recentemente pelo aparente “padre” Fabio de Melo (https://fratresinunum.com/2014/01/22/fabio-de-melo-um-herege-descarado-o-sono-profundo-da-diocese-de-taubate/)-; ou seja, Estado-antiCristo.

      No sistema moderno socioeconômico dos Estados capitalistas impera a vontade da demonio-cracia. Já que a maioria está corrompida pela apostasia geral, decorre: […]imoralidade? Não há milhões de abortos? Divórcios?[…]. Embora se possa combater abertamente tais desgraças. Porém, como disse antes, penso que seja um mal menor. Sem ser ingenuo de não perceber que há aí uma tirania disfarçada.

      Entretanto no comunismo isso se impõe já no propria essencia. Caso do totalitarismo.

  16. O Brasil deixou de ser o maior país católico do mundo há anos. Senão vejamos: Elegemos uma presidente que não acredita em Deus. O vice-presidente é alto grau na maçonaria (a sinagoga de Satanás). Nota: o PT é o único partido político que defende o aborto (cultura da morte) no seu estatuto. Ontem, chegaram os médicos cubanos (milhares, sem direitos trabalhistas, com passaporte confiscado pelo governo, sem passar pela prova Revalida etc…). Amanhã virão os professores, engenheiros… O povo pratica jogos de azar toda semana (Sena, quina…). Assiste a novelas pagãs diariamente. Desrespeita o dia do Senhor (Domingo); é desidioso na freqüência das missas dominicais ou cultos evangélicos; aceita angelicamente os métodos contrários à vida (pílula do dia seguinte, preservativos, DIU…); não conhece as Escrituras; desobedece ao decálogo; pratica jogos de azar todas as semanas; retira os objetos religiosos cristãos dos tribunais; faz da oração, jejum e caridade letra morta; não recolhe o dízimo. De Terra de Santa Cruz só restou o nome.
    Preparemo-nos para a futura ditadura COMUNISTA no Brasil. Religiosos serão perseguidos, templos serão fechados, bens serão confiscados, sangue inocente correrá pelas ruas, estradas e cidades…
    Resta-nos apenas utilizar as armas espirituais: oração, jejum, penitência, eucaristia e leitura da bíblia. O que é impossível para os homens, para Deus é possível.
    Socorra-nos ó Trindade Santa que governa todo o Universo, o Céu e a Terra. Até quando pereceremos na escuridão que nos encontramos, tanto a nível material (governo ateu, corrupto e contrário aos ensinamentos do Reino), qto a nível espiritual (abandonados pelos maus pastores, como ovelhas sem pastor destinadas ao matadouro) ?

  17. Urgente: comentemos todos apoiando a matéria NO FACE DA CNBB… uma iniciativa dessas, mesmo pequena.. é um pérola! Mostremos nossa solidariedade ao bispo…

  18. Sr. Pedro Leitão,
    Os países citados por você: Suécia… são as nações campeãs de SUICÍDIO. Por quê será?
    A propósito, como você defende angelicamente CUBA, então vá viver lá e seja muito feliz… é o que lhe desejo de todo o coração!
    Nota: estranho, nunca vi um caso de um estrangeiro que solicitasse um ASILO POLÍTICO à Cuba. Seja o senhor Pedro Leitão o PRIMEIRO É ÚNICO, seu gesto ficará registrado para a HISTÓRIA. Pelo contrário, recentemente, no Brasil uma médica cubana solicitou um asilo político ao Brasil.
    Vamos lá, Sr. Pedro Leitão, seja o PRIMEIRO PORTUGUÊS a pedir o asilo político à Cuba ou a Coreia do Norte ou Vietnã ou Laos… se preciso for, lhe adianto as passagens aéreas a fim de que chegue aos seu destino o mais rápido possível. Basta apenas enviar seus dados bancários, nome completo. Detalhe: visto para entrar em Cuba pode ser requerido na Embaixada Cubana, em Brasília, no Consulado Cubano, em São Paulo. O cartão turístico cobre 30 dias, prorrogáveis por mais 30. O serviço custa R$ 45 se solicitado pessoalmente. Além do passaporte com validade mínima de seis meses, é necessário apresentar uma xerox da reserva de passagem e preencher um formulário. Não desanime com tais entraves burocráticos cubanos. Jamais deixe que o seu sonho se torne um pesadelo. Cuba te espera!

  19. Quando seminarista da diocese de Uberlândia, conheci dom Roque. Homem humilde e de conhecimento. Aliás, o predecessor dele, Dom Benedito, é, também, um homem de grande envergadura intelectual.

  20. Sr. Pedro Leitão,
    não irei polemizar com o sr. nem responderei qualquer comentário posterior seu, pois não tenho tempo para isso, mas escrevo por dever de justiça e amor à verdade.
    Não sou um conhecedor da história, porém não sou tão ignorante no assunto. Também não sou um capitalista, pois capitalismo e socialismo vieram da mesma raiz: a revolução francesa, inimiga da Igreja.
    Agora, rebato suas infundadas defesas do regime escravocrata dos assassinos irmãos Castro, pois creio que v. sa. está a falar da mesma ilha-prisão do Caribe, também conhecida como Cuba, de Santo Bispo Antônio Maria Claret.
    Para o sr. conhecer um pouco de Cuba atual e do mito Che, recomendo-lhe apenas dois livros: “Contra toda a Esperança” de Armando Valadares (encontrado em PDF na net), e “O Verdadeiro Che Guevara e os idiotas úteis que o idolatram” de Humberto Fontova (edição brasileira da editora É Realizações). Neste livro, há citações, com fontes históricas, que afirmam, e. g., que Cuba possuía o maior IDH da América Latina pouco antes de os criminosos socialistas assumirem o poder em 1959; em 1958, este país hoje destruído pelos seus ditadores sanguinolentos, possuía o 3º maior consumo proteico do ocidente; o salário médio de um trabalhador rural em Cuba, em 1958, era maior do que França, Bélgica, Dinamarca e Alemanha Ocidental. No decorrer do séc. XX, antes dos crueis Castro, Cuba recebeu mais imigrantes per capita do que qualquer país Ocidental. E outros tantos dados, com fontes, consignados no livro retro citado.
    Para não perder tempo, no livro sobre Che, vá ao capítulo com o título “O cérebro da revolução e o czar da economia”, lá há muito mais dados do que esses que lhe citei.
    Os socialistas são ótimos em propaganda com números inventados.
    Os milhões retirados da pobreza por Lula/Dilma não passam de números inventados e de pessoas extremamente endividadas (dizem que, agora, em 2014, a conta começou a chegar e eu quero ver quem vai pagar)
    De onde o sr. está é muito fácil ouvir falar dos feitos “grandiosos” dos petralhas, mas aqui a realidade é outra. Os pedintes de semáforo de hoje são os mesmos de 10, 12 anos atrás.
    Só para concluir: pergunte aos poloneses, húngaros, tchecos, eslovacos, chechenos e outros se eles querem a volta do paradisíaco socialismo; pergunte aos cubanos se desejam continuar em Cuba ou fugir de lá.
    Ah!, Fidel e Raúl estão à procura de mais mão-de-obra escrava, quem sabe o sr. queira trabalhar naquele paraíso socialista…

  21. O nobre arcebispo acerta definitivamente quando afirma que “…sempre foi o ponto fraco do capitalismo: não ter plano de salvação para os perdedores”.
    É precisamente por vivermos em uma sociedade em que os perdedores são maioria que caminharemos para a ditadura socialista.
    Sejamos claros: o capitalismo que existe hoje não é mais o capitalismo de 50, 60 anos atrás.
    Hoje não existe mais livre concorrência, mas uma mera simulação disso. Não existe mais livre-mercado porque ele foi literalmente comprado por um punhado de dinastias. Só para citar algumas, vejamos: a dinastia Rockefeller controla cerca de 90% da mídia ocidental; a dinastia Rothschild praticamente cunhou e controla este modelo insano de capitalismo selvagem que não pode produzir outra coisa senão o incremento do socialismo, ou seja, é um sistema econômico altamente produtor de “losers”; a dinastia Oppenheimer controla o fluxo de ouro e diamantes que são encontrados em abundância no continente africano.
    George Soros já investiu bilhões de dólares na Petrobrás e está comprando terras na Argentina. E tudo isso com o beneplácito da socialista Kirchner. Estima-se que ele seja o verdadeiro dono de mais 30% das grandes propriedades agrárias argentinas.
    Soros (assim como o socialista fabiano Fernando Henrique Cardoso) é um grande defensor da legalização das drogas. Será mera coincidência o Uruguai aprovar o cultivo e consumo da maconha justamente em uma época em que este sujeito está adquirindo terras por aqui?
    Esse pessoal financia ONGs, aborto, feminismo e a militância homossexual. Seguidamente contribuem sobremaneira para fundações como McArthur e Ford para as mesmas irem adiante com suas agendas globalistas anticristãs.
    Muitas dinastias contribuíram para o desenvolvimento da economia soviética e chinesa. Aliás, só foi possível o socialismo dura 70 anos nos moldes em que apresentava porque foi constantemente afagado pelas dinastias.
    Para quem é puxa-saco dos norte-americanos, me expliquem porque grande parte do parque industrial dos EUA foi para a China maoísta? Ah, lá na China o trabalho beira a escravidão e não existe justiça trabalhista.
    Capitalismo sem concorrência e sem livre mercado não é capitalismo.
    Agora façam o seguinte: estabeleçam uma demarcação étnica e confessional dessas dinastias, dos principais acionistas dos maiores bancos, etc.
    A consequência desta demarcação será o vislumbre de uma incrível “coincidência”.
    Acima citaram Mises.
    Pois bem.
    A escola austríaca é uma criação de banqueiros (http://mises.org/document/5777), (http://realcurrencies.wordpress.com/2012/02/17/how-the-money-power-created-libertarianism-and-austrian-economics/)

  22. Será que o Pedro Leitão é do “MAV” — Mobilização de Ambientes Virtuais? Entidade que o PT inventou para monitorar e interferir na internet em favor do Partido, ou faz isso de graça?

    • Nossa Cesar- foi a primeira coisa que me veio em mente! É isso mesmo!! Eles vão invadir tudo,só não esperava encontrar um perdido justamente por aqui! Kkkkkkk

  23. Um comunista safado se fazendo passar por católico.Simples assim ou se é católico ou se é um ateu comunista\socialista.Se for comunista\socialista está excomungado!!

    A Igreja Católica Apóstolica Romana excomunga todos que forem comunista\socialista.

    Fora lobos em pele de cordeiros!!

    • Fora, Leitões com pele de pururuca!

    • A medicina em Cuba realmente é a melhor do mundo. Haja vista Hugo Chávez…
      Sou a favor de todos os comunistas doentes irem tratar em Cuba. Em pouco tempo não ia sobrar nenhum…
      Por que será que Fidel consulta médicos espanhóis?

  24. Para ajudar no debate, 6 Fatos que seu Professor Esquerdista não te Contou

    1. O comunismo falhou miseravelmente

    Estima-se que os regimes comunistas ao longo do século XX tenham matado pelo menos 100 milhões de pessoas em todo mundo. Alguns podem até contestar esse número, mas precisam admitir que é impossível esconder tantas mortes varrendo tudo pra debaixo do tapete. Crimes de tamanhas proporções deixam rastros visíveis demais para serem ignorados.

    Este número inclui não só as pessoas que foram mortas pela repressão típica destes regimes totalitários mas também em consequência de suas políticas econômicas desastrosas, tais como os confiscos que resultaram na fome russa de 1921 e no Holodomor ou a coletivização forçada do campo, implementada por Mao Tse Tung que resultou na Grande Fome Chinesa e por sua vez matou cerca de 20 milhões de pessoas.

    Alguns regimes foram letais ao extremo. É o caso do Khmer Vermelho no Camboja que conseguiu exterminar nada mais, nada menos que um terço da população do país.

    O pior de tudo é que o comunismo acabou desmoronando em todos estes países e seu modelo teve que ser abandonado. Todas estas pessoas morreram em vão. Em nome de um ideal fracassado. O muro de Berlim caiu. A União Soviética não existe mais e a China mergulha de cabeça no capitalismo.

    Mas não só o velho comunismo falhou. Os novos modelos de socialismo parecem fadados ao mesmo destino. O assim chamado “socialismo do século XXI” praticado na vizinha Venezuela dá claros sinais de que não poderá se sustentar por muito tempo. O país, mesmo tendo uma das maiores reservas de petróleo do mundo é assolado hoje por escassez de todo tipo de bem imaginável, de energia elétrica à papel higiênico, passando por frango, leite e outros produtos essenciais. Tem uma das taxas de inflação mais altas do mundo e uma taxa de homicídios também entre as mais altas do mundo.

    2. A teoria de Marx foi refutada

    Karl Marx construiu toda a sua teoria em cima de uma idéia errada herdada dos economistas clássicos: A teoria do Valor Trabalho. Segundo a teoria do Valor Trabalho, o valor real de uma mercadoria era definido pela quantidade de trabalho investido na sua produção.

    Com base nisso, Marx arroga ter descoberto o conceito da Mais Valia que dizia o seguinte: Se a mercadoria vale a quantidade de trabalho investida na sua produção, para que o patrão, que não trabalha diretamente, tenha lucro, ele precisa pagar aos funcionários, um valor menor do que o trabalho que eles investiram na produção da mercadoria. Dessa forma os patrões exploram o proletariado.

    Porém Marx estava errado em vários pontos, desde o diagnóstico do problema, até a sua solução. A Teoria do Valor Trabalho foi refutada pela teoria da Utilidade Marginal, desenvolvida simultaneamente por três economistas: Stanley Jevons na Inglaterra, Leon Walras na França e Carl Menger na Áustria. Os três, ao mesmo tempo, em países diferentes e praticamente sem entrar em contato um com o outro, perceberam que o que confere valor a uma mercadoria não é o trabalho, mas a sua utilidade.
    Uma mercadoria que exigiu muito trabalho pra ser produzida não terá nenhum valor se não for útil. Portanto, é a utilidade que as pessoas conferem às mercadorias que determina seu valor. Os custos de produção, entre eles o do trabalho, é que precisa se ajustar aos preços de mercado.

    Especula-se que este desmascaramento esteja por trás da atitude de Marx de adiar a publicação dos volumes seguintes da sua obra máxima: O Capital, que só foram publicados após sua morte, por Engels.

    Outros economistas posteriores como Ludwig von Mises e Friedrich A. Hayek dariam mais detalhes sobre a inviabilidade do socialismo, explicando que dessa forma, a única maneira de medir a utilidade de um produto é através do mecanismo de oferta e demanda do livre mercado.
    Se o livre mercado é suprimido, não há o mecanismo de oferta e demanda, se não há livre equilíbrio entre oferta e demanda, a economia se torna um caos. Por isso, abolir o mercado e concentrar as decisões econômicas no estado que tenta calcular o preço das mercadorias com base no trabalho é impossível e tende ao fracasso.

    3. As previsões de Marx não se cumpriram até o presente momento

    Com base na sua ideia de Mais Valia e de exploração do proletariado, Marx previu que a situação dos trabalhadores iria se deteriorar cada vez mais. Como, segundo Marx, para garantir o lucro do patrão, o valor das mercadorias é vendido sempre acima daquilo que os trabalhadores recebem para produzi-las, o custo de vida destes aumentaria cada vez mais.
    Isso iria gerar ciclos econômicos e crises frequentes, com cada nova crise sendo pior que a anterior, até que chegaria o momento em que o capitalismo entraria em total colapso, os trabalhadores se revoltariam, fariam uma revolução e implantariam o socialismo.

    Só que nada disso aconteceu. Na verdade aconteceu o exato inverso.

    O capitalismo é marcado por crises constantes sim, mas ele sai mais forte de cada uma delas.
    A Grande Depressão foi com certeza a maior de todas as crises do capitalismo, mas isso já foi há mais de 80 anos. O capitalismo jamais passou por outra crise semelhante. Desde então é inegável que a qualidade de vida e a economia prosperaram enormemente nos países capitalistas.
    Ao contrário do que Marx previra, a qualidade de vida das classes menos favorecidas aumentou e a pobreza extrema está sendo reduzida gradualmente em todo mundo.

    Para entender a velocidade desse progresso considere as Metas do Milênio apresentadas em 2000 pela ONU. O objetivo era reduzir pela metade o número de pessoas vivendo com 1 dólar por dia até 2015. Essa meta foi atingida cinco anos mais cedo.

    4. A maioria dos países mais pobres do mundo tiveram regimes de inspiração socialista por longos anos

    Você já deve ter ouvido falar que a culpa pela fome e pela miséria no mundo é do capitalismo.
    Mas o que seu professor esquerdista não te contou é que o socialismo já foi e continua sendo, uma força extremamente influente no mundo. As idéias socialistas não vão contra o Status Quo, ela é parte do Status Quo. Ela é a parte ruim dele diga-se de passagem.

    Muitos países que você imagina serem vitimas do capitalismo já tiveram regimes de inspiração socialista. Só no continente africano: Angola, Moçambique, Benin, República do Congo, Etiópia e Somália tiveram suas economias destruídas por regimes comunistas que duraram vários anos e quase todos continuaram tendo economias bastante controladas pelo estado mesmo depois disso.

    Seu professor esquerdista também deve ter falado pouco sobre regimes de inspiração socialista na Líbia e no Iêmen. Sobre o partido Baath no Iraque e na Síria. Que países que fizeram parte da União Soviética e que mantiveram um modelo parecido, mesmo com o fim do comunismo, como é o caso do Uzbequistão, tem a maioria da sua população na miséria.

    Também não deve ter falado nada sobre como políticas socialistas devastaram o Zimbábue. Nem que a Índia, país que concentra a maioria dos miseráveis do mundo, por quase 40 anos teve uma sucessão de governos populistas, paternalistas, intervencionistas e que se inspiravam na economia soviética. Durante todo este período o país esteve completamente estagnado e só começou a crescer nos anos 90, justamente depois que o governo promoveu amplas reformas liberais, que apesar de tímidas, já conseguiram reduzir drasticamente a miséria no pais.

    5. Os países mais liberais estão entre os mais desenvolvidos ou entre os que mais rápido se desenvolvem

    Outra coisa que seu professor esquerdista não deve ter te contado, é que todos os países com IDH considerado “muito alto” são, de uma forma ou de outra, capitalistas. Aposto que você não sabia que a Nova Zelândia estava completamente quebrada nos anos 80, mas que depois de uma reforma liberal radical, conseguiu se reerguer e chegar ao posto de 6º melhor IDH do mundo. Que a Alemanha saiu dos destroços da II Guerra Mundial seguindo uma doutrina econômica chamada “ordoliberalismo”. Que os Estados Unidos, 3º melhor IDH do mundo, maior economia do mundo e país mais inovador do mundo em número de patentes, tem a liberdade de mercado e a propriedade privada como parte inseparável da sua história, da sua cultura, das suas instituições e da sua própria identidade nacional.

    Não deve saber que a carga tributária da Austrália (2º melhor país pra se viver do mundo) é de apenas 33,2% do PIB, que o Canadá foi considerado o 2º melhor país para se fazer negócios pelo Fórum Econômico Mundial, nem que Hong Kong e Singapura (13º e 18º melhores IDHs respectivamente) eram países miseráveis até bem pouco tempo atrás. Conseguiram chegar ao posto em que estão hoje em menos de 30 anos e são justamente, os dois países mais liberais do mundo.

    Nem todo país liberal é desenvolvido, mas com certeza todos eles estão no caminho. Um exemplo é o Panamá, o país da América Central que teve o 8º maior crescimento do PIB em 2012 e que está entre os que mais reduziram a pobreza nos últimos anos, ou o Peru, que apesar de ainda ser bastante pobre, também vem conseguindo reduzir drasticamente a pobreza e teve o maior crescimento do PIB da América do Sul em 2012.

    6. Distribuição de Renda pode não servir pra nada

    Os socialistas dão a entender, através de seu discurso, que a desigualdade é o grande mal do mundo. Para descreditar as políticas liberais, apontam para um “aumento da desigualdade” como se isso fosse sempre um mal e como se igualdade fosse sempre um bem.

    São incapazes de perceber que desigualdade não significa pobreza e que igualdade não significa riqueza. Um povo pode ter igualdade, mas serem todos iguais na pobreza. Da mesma forma, outro povo pode, apesar da desigualdade, garantir um nível de vida satisfatório para os mais pobres.

    A prova disso é que a desigualdade medida pelo Coeficiente GINI, revela algumas coisas bem interessantes:

    – A Etiópia é um dos países mais igualitários do mundo. É inclusive mais igualitária que a média dos países da União Européia. Outro que também está entre os mais igualitários é o Paquistão.
    Mas onde é que existe mais pobreza? No Paquistão e na Etiópia ou na União Européia?

    – O Timor Leste é mais igualitário que Espanha, Canadá e França

    – O Bangladesh, outro país que concentra massas de miseráveis é mais igualitário que Irlanda e Nova Zelândia.

    – A Índia é mais igualitária que o Japão.

    – O Malawi é mais igualitário que o Reino Unido.

    E a lista segue adiante. Os exemplos são inúmeros mas todos eles levam a uma conclusão inequívoca: Igualdade não serve pra porcaria nenhuma.

    Fontes:

    Ranking de Países por IDH (qualidade de vida)
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_%C3%8Dndice_de_Desenvolvimento_Humano

    Ranking de Países por Distribuição de Renda (Índice GINI)
    https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/rankorder/2172rank.html

    Ranking de Países por Índice de Homicídios
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_taxa_de_homic%C3%ADdio_intencional

    Países onde é mais fácil fazer negócios:
    http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200902031523_RED_77804209

    Ranking de Países por tamanho da Carga Tributária
    https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/rankorder/2221rank.html

    Ranking de Países por crescimento do PIB em 2012
    https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/rankorder/2003rank.html

    Sobre os governos socialistas na Índia e sua posterior reforma liberal:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_da_%C3%8Dndia

    Sobre as reformas liberais na Nova Zelândia:
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=692

    Países que já foram socialistas:
    Angola – http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Popular_de_Angola
    Benim – http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Popular_do_Benim
    Congo – http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Popular_do_Congo
    Etiópia – http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Democr%C3%A1tica_Popular_da_Eti%C3%B3pia
    Moçambique – http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Popular_de_Mo%C3%A7ambique
    Somália – http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Democr%C3%A1tica_da_Som%C3%A1lia
    Iêmen – http://pt.wikipedia.org/wiki/I%C3%A9men_do_Sul

    Sobre o partido socialista Baath que governou Iraque e Síria
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Baath

    Sobre os 100 milhões de mortos deixados pelo comunismo
    http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Livro_Negro_do_Comunismo

    Sobre o regime socialista que exterminou um terço da população do Camboja
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Khmer_vermelho

    Sobre a teoria da Utilidade Marginal que refutou as teorias de Marx
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_marginalista

    Gráficos mostrando a redução da miséria absoluta em todo o Mundo e quais países foram mais eficientes nisso:
    http://povertydata.worldbank.org/poverty/home

  25. O Pedro Leitão, que não mora no Brasil (“aí no Brasil”, diz ele), não sabe que o PT (perda total) considera que quem vive com mais de meio salário mínimo por mês já saiu da pobreza (!!!) e quem vive com mais de 2 salários mínimos já é considerado rico (deve ser assim em Cuba). Foi assim que os socialistas nos livraram da pobreza, fingindo que ela não existe!

    Socialismo é o que fizeram à Angola e a Moçambique: devastados por guerras, miseráveis, com ricos dirigentes. E o que fizeram a Portugal: faliu!

  26. Pedro Leitão, que adianta “saúde, educação, fim da miséria” se não há liberdade? Os presídios hoje têm tudo isso também. Até cães, ratos e muitos animais adestrados que as pessoas cuidam têm esses serviços. Por terem tudo isso, eles são melhores do que os homens livres, que trabalham honestamente para conforme o dever cristão cuidar de seus filhos e criá-los na Fé Católica tal como Deus quer?

    O socialismo é mais uma escravidão, como o capitalismo. Um homem que, depois de livrado da escravidão por Deus, voltar a ela, é como um cachorro que come o vômito, como uma porca que depois de lavada volta a se sujar na lama – a Bíblia é clara!

    A Igreja não apoia o capitalismo, pois é uma escravidão que, por ser sutil, aprisiona até pessoas mais cautelosas no vício do dinheiro e do querer mais dinheiro, desprezando os pobres para os interesses dos poderosos. É válida a esmola dos países desenvolvidos pelo capitalismo, porém eles podem fazer muito mais pelos pobres, e como os hipócritas do tempo de Jesus, não o fazem, por apego ao dinheiro e aos prazeres superficiais do dinheiro. Mas Deus se agrada é de sacrifícios sinceros, não importa o tamanho em medidas mundanas, tem que fazer falta e ser o maior que se puder, como o da viúva pobre que deu mais do que podia nesta parábola de Jesus: “Levantando Jesus os olhos, viu vários ricos que lançavam as suas oferendas no gazofilácio. Viu também uma viúva pobrezinha, que lançava duas pequenas moedas. E disse: Na verdade vos digo que esta pobre lançou mais que todos os outros. Porque todos esses fizeram a Deus oferta do que lhes sobejava; ela, porém, deu da mesma indigência tudo o que tinha para viver.” (Lucas 21, 1-4)

    O socialismo também é uma escravidão, que prende os pobres na própria pobreza, não permitindo que eles possam, de acordo com a Fé Cristã, crescer e ajuntar seu patrimônio para o sustento de sua família. Engana muitos com promessas de igualdade, mas é mentira que faz os pobres odiarem os ricos, até os ricos inocentes que cumprem os preceitos cristãos, para conseguir chegar ao poder.

    Não se iluda, Pedro Leitão; o capitalismo é escravidão e o socialismo também. A Encíclica Rerum Novarum e a Encíclica Quadragesimo Anno dão todas as orientações sociais que o cristão deve ter, não necessitando sequer ler de outras diferentes, porque diferentes desta Doutrina do Papa Leão XIII e do Papa Pio XI, são todas erradas.

    Se um estado não garante à população o livre mercado, ele abusa do poder e não respeita a liberdade dos homens. O que não se pode é ser escravo dessa liberdade econômica, para conseguir sempre mais dinheiro. A liberdade econômica de todos é fundamental e garantida por Deus, enquanto que as escravidões do socialismo e do capitalismo são proibidas e condenadas. O papa Francisco, escusando-se de repreender sobre os ideais socialistas e tocando trombetas ao ajudar os pobres, é socialista, não está seguindo a Doutrina Social da Igreja, que embora se assemelhe com o discurso socialista em certo ponto, não é socialista nem deixa de criticar e condenar o socialismo, como a Encíclica Quadragesimo Anno, enaltecendo justamente a Rerum Novarum, deixa explícito.

    Revolta-me ver que muitos católicos defendem o capitalismo só para afrontar o socialismo ou por amor ao dinheiro. Mas isto não me tira o dever de criticar e deplorar o socialismo!

    • É isso mesmo: nem à esquerda e nem à direita; para frente e para o alto!

    • Estou totalmente de acordo consigo! Capitalismo e socialismo são escravidão. O que não admito é que alguns católicos defendam aqui o capitalismo dando o exemplo da américa, quando lá em alguns sectores se vive pior do que no Brasil.

  27. Aos poucos os Bispos vão acordando do sono em berço esplêndido em que dormiam há décadas!!!!
    Sinal dos tempos???

    Quem viver…verá….

  28. Francisco de Mello e Silva, então quer dizer que para você uma pessoa que defende o livre mercado (capitalismo), como eu, tem idolatria ao dinheiro? Você conhece por acaso todos os católicos que defendem o livre mercado para fazer tal acusação? Isso é falso testemunho rapaz!

    Hoje eu sou um defensor ferrenho do capitalismo, que aliás é uma criação de teólogos católicos e não protestantes. O Brasil é um país claramente de economia quase socialista (eu disse quase. Se continuar do jeito que está, não demora muito para o país cair definitivamente no sistema socialista), e no entanto somos um país claramente imoral; não temos nenhuma moral na nossa sociedade. Os países escandinavos, mencionado por um revoltadinho mais acima, são exemplos claros de estatização e crescimento da imoralidade.

    Os países onde existem um pouco mais de liberdade econômica, os Estados Unidos, por exemplo, são os que mais tem dinheiro para financiamentos de grupos para contrapor a agenda de grupos estatizantes que querem acabar com a moral cristã.

    Que incrível, não é!

    Pergunto a você senhor Francisco de Mello e Silva: Me cite um, um único documento da Madre Igreja onde um Papa condena a excomunhão o católico que apoia o livre mercado. Só um. Olha que condenando a excomunhão ao apoiar o socialismo tem muitos.

    E sobre Francisco, que tal ler esse artigo onde mostra a contradição dele em matéria de economia:

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1762

    Ferretti, coloque o meu comentário por favor. Tem muitos aqui que não entendem nada de economia e ficam dando apenas palpites.

    • Não sei qual o conceito mais acertado para o mercado liberal depois do fim do feudalismo e pós-revolução francesa.

      Entretanto, a forma moderna de Estado afirma que possuem tudo e nada disso pertence a Deus e nem Lhe é devido – “pérola” da dicotomia declarada recentemente pelo aparente “padre” Fabio de Melo (https://fratresinunum.com/2014/01/22/fabio-de-melo-um-herege-descarado-o-sono-profundo-da-diocese-de-taubate/)-; ou seja, Estado-laico.

      Assim, Estados laicos ousam contraditar as leis de Deus garantindo “direitos” de ofendê-LO. Então, como ter um sistema político-econômico que coopere para o fim ultimo do homem?

      Apesar de tudo concorrer para a salvação do homem, até algum bem tirado das ações dos ímpios, não – posso afirmar – teremos jamais um sistema justo concebido por um Estado-laico.

      Seria possível, jovem economista?

    • Pois é..critica os países nórdicos, mas eles estão no topo dos índices na saúde, educação, alimentação e felicidade. Ahh, mas espera lá, nos estados unidos que você tanto idolatra, não há imoralidade, divórcios, abortos nem nada, pois , não há, porque lá o capitalismo é selvagem, e como tal, vivem num perfeito idílio espiritual. SANTA IGNORÂNCIA.

    • Caro Amigo, Vc precisa estudar e conhecer a doutrina social da Igreja. Leia os prinicpais documentos e encontrará a posição oficial da Igreja em relação ao capitalismo e ao liberalismo. O capitalismo e o liberalismo são condenados pela Igreja.

    • Pedro Leitão,

      […]mas eles estão no topo dos índices na saúde, educação, alimentação e felicidade[…] FELICIDADE? De mãos dadas ao mundo e ao demonio? Duvido!

      […]nos estados unidos que você tanto idolatra[…] Depois desse sofisma. Dessa calunia difamatoria. Melhor, mentira verdadeira, percebo que você não é pessoa séria.

      Então fique com sua infeliz ignorancia.

  29. Cássio, você mostrou como um verdadeiro cristão se comporta quando segue a Cristo.

    Se a Escola Austríaca de Economia foi fundado por banqueiros, isso tem alguma diferença? Muitas coisas que hoje temos para facilitar nossas vidas foram criadas que ímpios, mesmo assim não deixamos de usá-las.

    Se você tem dinheiro e for fiel a Cristo Jesus vai ser como São José de Arimateia (que era muito rico), se não for fiel a Deus vai ser como um membro da família Rothschild ou da família Rockefeller. Você escolhe.

  30. Acordou, Senhor Bispo?
    Hummm

  31. Renato Lima

    É impossível ser defensor ferrenho do capitalismo e do liberalismo econômico e católico ao mesmo tempo. Não sou eu que digo, é a Igreja. Por que? Jesus Cristo deixou isso muito claro: é impossível servir a dois senhores. A posição da Igreja é claríssima: socialismo, comunismo, capitalismo e liberalismo econômico são todos regimes anticristãos. A Igreja não excomunga capitalistas, assim conmo não excomunga adúlteros, entretanto não é a favor do Capitalismo. Leia os documentos da Igreja que contém a Doutrina Social da Igreja ( Rerum Novarum, Mater et Magistra, Populorum Progressio, etc) : em nenhum deles vc encontrará a defesa do Capitalismo e do liberalismo econômico. Muito pelo contrário!

  32. Num momento em que se discute temas pelos seus efeitos, ao invés de aprofundarem-se em suas causas, lembro do testemunho de Chesterton, especialmente em duas passagens:

    1 – “Apenas a Igreja Católica pode salvar o homem da escravidão destruidora e rebaixante de ser filho da sua época. ”

    2 – “Um homem que se torne católico fica, de repente, a ter a idade de 2.000 anos. Exprimindo-se de modo mais exato, quero dizer: só então é que se desenvolve e chega à plenitude da sua humanidade. Julga as coisas da maneira como elas movem a humanidade nas diferentes épocas e países – E NÃO SEGUNDO AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS DOS JORNAIS.”

    E penso comigo mesmo: se estamos tão distantes da mentalidade de um homem que é praticamente nosso contemporâneo, quanto mais dos gigantes de outrora…

    Anões espirituais, anões intelectuais… Sem a Misericórdia divina, quem subsistirá? Falo por mim também, estou longe, muito longe de ser perfeito. Sem falsa modéstia digo isso, Deus sabe que falo a verdade.

    Caríssimos, muitos aqui sabem disso, falo particularmente dos que tomaram conhecimento da Tradição da Igreja, Montfort, FSSPX, TFP e outros nos últimos dez anos. Não falo dos recém-chegados, e que talvez não tenham tido tempo de aprofundar-se mais nos estudos, mas sobre os mais antigos.

    Sabemos que estes eventos devem ser compreendidos no âmbito histórico e religioso que constituiu o processo de demolição da sociedade cristã, que demorou mais de mil anos para ser construída e teve o seu apogeu na plenitude da Idade Média, nos tempos de Sto Tomás de Aquino, das Universidades, do Gótico radiante (do segundo período), do equilíbrio social, dos grandes santos, do direito canônico, da Iluminura, da paz e da cristianização de praticamente toda a Europa.

    Para se compreender os eventos atuais, deve-se recordar a lenta degeneração do pensamento, da fé e da sociedade. Duns Scoto, Mestre Eckhart e Guilherme de Ockham, as heresias franciscanas, a peste negra, os progressos dos maometanos na Europa Oriental, o fortalecimento das superstições, o êxodo em direção às cidades, e a crise feudal, que marcou a gradual concentração do poder político nas mãos dos soberanos, apoiados pelo direito romano que ganhava terreno à medida que o direito canônico declinava.

    Finalmente, para terminar com as causas mais remotas, o Humanismo que – como diz o próprio nome – foi marcado pelo princípio do fim. A hora em que se iniciou a lenta apostasia social, no preciso momento em que o Teocentrismo – Deus como alfa e ômega, razão de ser da sociedade e dos indivíduos – foi gradualmente posto de lado pelo Humanismo.

    A partir deste ponto, o ariete revolucionário não apenas abalava o edifício da Fé, mas inicou o processo de demolição dos alicerces da Cristandade.

    No momento em que o Teocentrismo foi substituído pelo Humanismo (o homem no centro de tudo), inicou-se a REVOLUÇÃO.

    E qual é o objetivo final da revolução?
    Implantar a anti-cristandade sobre a terra, usando para isso o princípio antinatural do igualitarismo absoluto entre todos os homens, e a entronização do Homem no lugar de Deus.

    Primeira Revolução: processo inicial de implantação do IGUALITARISMO: os homens seriam iguais perante a religião. Não mais papas, não mais hierarquia. O crente e a bíblia bastavam para o contato direto e individual com Deus. Os homens não precisavam mais se ajudar, não mais comunhão dos santos, mas cada um se salva sem a ajuda de ninguém.
    Desta mentalidade igualitária na religião, a estrutura hierárquica deitou abaixo a Igreja, e regressando aos tempos dos Césares de Rom pagã, reduziu a hierarquia social, colocando a nobreza no topo, a burguesia pré-capitalista logo abaixo, e o povo na base. Não foi da noite para o dia, mas o esquema foi posto, e a gradual arrumação hierárquica se deu neste sentido.
    A Primeira Revolução foi a Reforma (???) ou melhor, Revolução Protestante, em 1517.

    Segunda Revolução: processo natural de implantação do IGUALITARISMO: os homens, se eram iguais diante da religião, se no contato com Deus desconheceriam qualquer hierarquia, porque se curvariam diante de outros homens?
    Desta mentalidade igualitária na política, a estrutura hierárquica deitou abaixo o rei absolutista (que nos tempos da revolução francesa havia dominado toda a nobreza e concentrado em suas mãos todo o poder, sem partilhá-lo com ninguém. Mas quem poderia socorrer o todo-poderoso rei, se sua nobreza havia se acostumado a não mais governar, mas a viver ociosamente às custas da coroa, nos palácios?). A Revolução francesa foi a implantação do IGUALITARISMO Político. Não mais reis ou nobres, mas cidadãos eleitos igualitariamente por todo o povo. Os homens IGUAIS em religião e IGUAIS em política.
    Claro que a Igreja foi particularmente defenestrada da vida social, exatamente para acelerar este processo de igualdade entre os homens.
    E como ficou então a hierarquia social?
    Burguesia e povo. O clero já havia caído muito antes, e a revolução francesa consolidou este fato. A nobreza perdeu o poder, e foi o triunfo do LIBERALISMO, que é a doutrina política e filosófica que sustenta o capitalismo.
    O capitalismo liberal, incentivado pela teologia calvinista de prosperidade como um sinal da bênção divina, livre dos antigos laços morais – como a proibição da prática da usura, condenada pela Igreja – passou a colocar o lucro acima de todas as coisas, transformando a moral em algo se possa lucrar, e ABSOLUTIZANDO a livre concorrência.
    A livre concorrência é ruim apenas quando permitida em grau absoluto, porque jamais beneficiará o melhor produto, mas o produto de quem tem mais dinheiro, mais propaganda e mais quantidade, esmagando os concorrentes menores, e criando os monopólios e trusts. E uma vez sem concorrência, a economia fica extremamente concentrada nas mãos de uma minoria, criando assim as condições para o estagio final e natural da revolução.

    Terceira Revolução: processo avançado do IGUALITARISMO: os homens foram igualados na religião, foram igualados na política, mas na realidade do dia-a-dia tal coisa não acontecia: o Capitalismo mantinha a desigualdade econômica. Desta forma, na prática os superiores seriam os endinheirados, e os inferiores seriam os pobres.
    Terceira Revolução:processo avançado do IGUALITARISMO: os homens foram igualados na religião, foram igualados na política e foram igualados na economia.
    O capitalismo entregue a si mesmo separou a moral da economia, endeusou o dinheiro como objetivo único e através da livre concorrência absoluta massacrou seus concorrentes e concentrou todo o poder econômico em suas mãos.
    O CAPITALISMO DESEJA A IGUALDADE SOCIAL E ECONÔMICA. O COMUNISMO DESEJA A MESMA IGUALDADE EM GRAU EXTREMO.
    Para o comunismo, o homem, que já foi igualado na religião e na política, deveria ser igualado na economia, então a propriedade é abolida, e a livre iniciativa também. Ninguém mais terá liberdade para trabalhar no que quiser, pois o Estado controla a economia, e o trabalhador passa a ser uma peça do sistema econômico.

    Termino com uma citação, que ao mesmo tempo é a conclusão do assunto:

    ” Da mesma forma que o capitalismo normalmente gera o socialismo, a democracia liberal gera a ditadura socialista e comunista. Porque, se todos são iguais e todos tem que ter as mesmas oportunidades, como se explica que uns sejam mais ricos que os outros? E se na democracia liberal deve haver livre concorrência política, nas eleições, essa livre concorrência política é impedida pela propaganda maciça dos candidatos mais ricos, propaganda que afoga os candidatos mais pobres. Nas eleições capitalistas vence quem tem mais propaganda, isto é, quem tem mais dinheiro. Por isso, na democracia liberal, normalmente vencem os mais ricos. No liberalismo, político ou é rico, ou vai ficar rico.
    Se a democracia liberal quer fazer a igualdade política, só se conseguirá essa igualdade política, fazendo-se a igualdade econômica: do liberalismo nasce o comunismo.
    (…)
    Como você vê,(…), não se trata de escolher entre Capitalismo e Socialismo. Nem se trata de escolher entre Liberalismo e Comunismo. Um é causa do outro, do mesmo modo como a gripe causa a pneumonia, como o câncer de pele — um carcinoma não cuidado — poderá causar um câncer interno. Nenhum câncer é bom. Entre dois males, entretanto, havendo que escolher, deve-se escolher o mal menor, aquele que dê mais possibilidade de cura, o mal que permite ainda a existência de uma certa ordem e de um certo bem.
    Assim, entre a democracia liberal e a tirania comunista, é preferível a democracia liberal, como menos má. O que não significa a aprovação de seus erros profundos, como o ideal igualitário, a liberdade de religião, a idéia de que o poder vem do povo, e etc. Do mesmo modo, entre Socialismo e Capitalismo, é preferível o Capitalismo, porque permite ainda que se tenha propriedade particular, e que se tenha liberdade econômica. Sem esquecer os males profundos do capitalismo que vão gerar o câncer mais profundo do socialismo”. FEDELI, Orlando. Economia Liberal, Capitalismo e Socialismo. Disponível na WEB em Associação Cultural Montfort.

  33. Entenderam, católicos? A raiz do capitalismo e do socialismo é o IGUALITARISMO. A verdadeira mentalidade católica deseja a DESIGUALDADE PROPORCIONADA, ou seja, que se evite o igualitarismo absoluto – que é anti-natural e impossivel de ser posto em prática e uma sociedade DESIGUAL EM EXTREMO, que concentra 100% da economia ou politica em um extrato social, e subjuga inteiramente o outro lado.
    A desigualdade proporcionada é uma sociedade altamente hierarquizada numa enorme riqueza de matizes. As Escrituras garantem que pobres sempre teremos entre nós, mas há uma diferença entre pobreza e miséria, que deve ser combatida do mesmo modo que uma riqueza absoluta (como a produzida por monopólios). Que existam os pobres, a classe média baixa, média-“média”, média-alta, e os ricos. Mas que a diferença hierarquica seja proporcionada como os degraus de uma escada, afim de que quem está no topo não caia em absoluto, e quem está na base tenha chances de subir posições.
    Por isso na Idade Média haviam papas que eram filhos de sapateiros ou filhos da nobreza que estudavam nas escolas dos mosteiros junto aos filhos dos camponeses (e geralmente eram mais medíocres que os últimos): porque haviam desigualdades proporcionadas, que permitiam ganhar posições.

  34. “Pobres em espirito são aqueles que são desapegados de tudo, ou aqueles que embora não possuam nada, também não desejam nada e vivem tranquilos confiando apenas na Providencia Divina. Pobre de espírito ou em espírito são aqueles que não possuem uma alma inchada de sabedoria mundana, mas que se abre com simplicidade à sabedoria de Deus.
    Pobre em espírito é quem voluntariamente abre mão se seus bens para poder abraçar sem obstáculos o sumo Bem, quem suporta com sabedoria e resignação a perda de todos os seus bens, quem tolera pacificamente até a opressão mais injusta e até despreza os bens que lhe foram sequestrados. Pobres em espírito são aqueles que renunciam à uma vida confortável para confortar os mais necessitados tornando-se um veículo da caridade.
    Pobre em espírito é sobretudo aquele que confia apenas em Deus e na sua Divina Providencia e que vê como fugazes as coisas presentes pois tem os olhos fixos nas mãos do seu Senhor. Pobre em espírito é aquele que não confia em suas próprias forças mas sempre recorre à bondade e à misericórdia de Deus.
    Bem aventurados os pobres em bens materiais que transformam a sua pobreza em riqueza spiritual, conformando-se à Divina Vontade e confiando apenas em Deus.
    A confiança anula a angústia já que Deus intervém sempre para socorrer aqueles que se abandonam à sua Divina Providencia tornando não apenas suportável como bem aventurada a condição daqueles que nada possuem.”

    Esse é um trecho da homilia de Don Dolindo Ruotolo sobre o Evangelho Segundo São Mateus. Naturalmente que na visão dos “cãomunistas” travestidos de Católicos essa é uma visao ideologizada da fé que visa manter os pobres debaixo da opressão dos poderosos, as mulheres escravas de pé no chão na cozinha parindo um filho atrás do outro e todos os oprimidos do mundo neutralizados.
    Eis o motivo pelo qual o Papa Pio XI os denunciou em sua enciclica Divinis Redemptoris:
    “É por isso os comunistas se esforçam por tornarem mais agudos os antagonismos que surgem entre as várias classes, da sociedade, porfiando porque a luta de classes, tão cheia, infelizmente, de ódios e de ruínas, tome o aspecto de uma guerra santa em prol do progresso da humanidade; e até mesmo, porque todas as barreiras que se opõem a essas sistemáticas violências, sejam completamente destruídas, como inimigas do gênero humano.”

    Eu não me surpreendo nem um pouco que “leitões” da vida que ainda chafurdam na lama dessa ideologia funesta tenham a pachorra de vir aqui acusar de fanáticos aqueles que defendem a pureza da Doutrina da Fé, pois foi Jesus mesmo que nos advertiu:
    _ Acautelai-vos dos homens… (Cavete autem ab hominibus – Mt 10, 17).
    Frequentemente o ser humano consegue ser pior que os demônios já que esses geralmente fogem quando invocamos o Santissimo Nome de Jesus ou reafirmamos nossa fé no Credo da Igreja. Já o ser humano obstinado no erro e cego de orgulho spiritual se torna ainda mais intransigente quando se vê desafiado por uma pessoa firme na Fé.
    Qualquer um que quiser ser fiel a Cristo e a sua Doutrina tem que estar preparado pra esse tipo de escárnio e desprezo pois “os homens retos são uma abominação para o ímpio”. (Abominantur impii eos, qui in recta via sunt – Pr 29, 27)

  35. “Eu nunca entendi porque é ganância querer manter o dinheiro que você ganhou, mas não é ganância querer tomar o dinheiro dos outros.”

    Thomas Sowell, economista

  36. Muito curioso esse tal Leitão ( como todo membro de centro acadêmico ): defende Cuba sem morar lá e, muito menos, pretende se mudar para lá…

  37. A todo maldito lobo que vier aqui em pele de cordeiro defender o socialismo\comunismo aqui vai a mais pura Doutrina da Santa Igreja Católica:

    Contra o veneno dos comunistas travestidos de “Católicos”, antídoto da Sã Doutrina neles:

    CARTA ENCÍCLICA
    DIVINIS REDEMPTORIS
    DE SUA SANTIDADE
    PAPA PIO XI SOBRE O COMUNISMO ATEU

    “8. A doutrina comunista que em nossos dias se apregoa, de modo muito mais acentuado que outros sistemas semelhantes do passado, apresenta-se sob a máscara de redenção dos humildes. E um pseudo-ideal de justiça, de igualdade e de fraternidade universal no trabalho de tal modo impregna toda a sua doutrina e toda a sua atividade dum misticismo hipócrita, que as multidões seduzidas por promessas falazes e como que estimuladas por um contágio violentíssimo lhes comunica um ardor e entusiasmo irreprimível, o que é muito mais fácil em nossos dias, em que a pouco eqüitativa repartição dos bens deste mundo dá como conseqüência a miséria anormal de muitos… […]

    Essa doutrina proclama que não há mais que uma só realidade universal, a matéria, formada por forças cegas e ocultas, que, através da sua evolução natural, se vai transformando em planta, em animal, em homem. Do mesmo modo, a sociedade humana, dizem, não é outra coisa mais do que uma aparência ou forma da matéria, que vai evolucionando, como fica dito, e por uma necessidade inelutável e um perpétuo conflito de forças, vai pendendo para a síntese final: uma sociedade sem classes. É, pois, evidente que neste sistema não há lugar sequer para a idéia de Deus; é evidente que entre espírito e matéria, entre alma e corpo não há diferença alguma; que a alma não sobrevive depois da morte, nem há outra vida depois desta. […]

    […]Além disso, os comunistas, insistindo no método dialético do seu materialismo, pretendem que o conflito, a que acima Nos referimos, o qual levará a natureza à síntese final, pode ser acelerado pelos homens. É por isso que se esforçam por tornarem mais agudos os antagonismos que surgem entre as várias classes, da sociedade, porfiando porque a luta de classes, tão cheia, infelizmente, de ódios e de ruínas, tome o aspecto de uma guerra santa em prol do progresso da humanidade; e até mesmo, porque todas as barreiras que se opõem a essas sistemáticas violências, sejam completamente destruídas, como inimigas do gênero humano. ( Vide aí “ideologia do gênero e movimentos ambientalistas, racistas, abortistas e gayzistas como desdobramentos naturais dos erros espalhados pela Russia Comunista).

    […]10. Além disso, o comunismo despoja o homem da sua liberdade na qual consiste a norma da sua vida espiritual; e ao mesmo tempo priva a pessoa humana da sua dignidade, e de todo o freio na ordem moral, com que possa resistir aos assaltos do instinto cego. E, como a pessoa humana, segundo os devaneios comunistas, não é mais do que, para assim dizermos, uma roda de toda a engrenagem, segue-se que os direitos naturais, que dela procedem, são negados ao homem indivíduo, para serem atribuídos à coletividade. Quanto às relações entre os cidadãos, uma vez que sustentam o princípio da igualdade absoluta, rejeitam toda a hierarquia e autoridade, que proceda de Deus, até mesmo a dos pais; porquanto, como asseveram, tudo quanto existe de autoridade e subordinação, tudo isso, como de primeira e única fonte, deriva da sociedade. Nem aos indivíduos se concede direito algum de propriedade sobre bens naturais ou sobre meios de produção; porquanto, dando como dão origem a outros bens, a sua posse introduz necessariamente o domínio de um sobre os outros. E é precisamente por esse motivo que afirmam que qualquer direito de propriedade privada, por ser a fonte principal da escravidão econômica, tem que ser radicalmente destruído.

    11. Além disto, como esta doutrina rejeita e repudia todo o caráter sagrado da vida humana, segue-se por natural conseqüência que para ela o matrimônio e a família é apenas uma instituição civil e artificial, fruto de um determinado sistema econômico: por conseguinte, assim como repudia os contratos matrimoniais formados por vínculos de natureza jurídico-moral, que não dependam da vontade dos indivíduos ou da coletividade, assim rejeita a sua indissolúvel perpetuidade. Em particular, para o comunismo não existe laço algum da mulher com a família e com o lar. De fato, proclamando o princípio da emancipação completa da mulher, de tal modo a retira da vida doméstica e do cuidado dos filhos que a atira para a agitação da vida pública e da produção coletiva, na mesma medida que o homem. Mais ainda: os cuidados do lar e dos filhos devolve-os à coletividade. Rouba-se enfim aos pais o direito que lhes compete de educar os filhos, o qual se considera como direito exclusivo da comunidade, e por conseguinte só em nome e por delegação dela se pode exercer.

    14. Aqui tendes, Veneráveis Irmãos, diante dos olhos do espírito, a doutrina que os comunistas bolchevistas e ateus pregam à humanidade como novo evangelho, e mensagem salvadora de redenção! Sistema cheio de erros e sofismas, igualmente oposto à revelação divina e à razão humana; sistema que, por destruir os fundamentos da sociedade, subverte a ordem social, que não reconhece a verdadeira origem, natureza e fim do Estado; que rejeita enfim e nega os direitos, a dignidade e a liberdade da pessoa humana.

    2. É este o espetáculo que atualmente com suma dor contemplamos: pela primeira vez na história estamos assistindo a uma insurreição, cuidadosamente preparada e calculadamente dirigida contra “tudo o que se chama Deus” (cfr. 2 Tess 1, 4). Efetivamente, o comunismo por sua natureza opõe-se a qualquer religião, e a razão por que a considera como o “ópio do povo”, é porque os seus dogmas e preceitos, pregando a vida eterna depois desta vida mortal, apartam os homens da realização daquele futuro paraíso, que são obrigados a conseguir na terra.

    58. Procurai, Veneráveis Irmãos, que os fiéis não se deixem enganar! O comunismo é intrinsecamente perverso e não se pode admitir em campo nenhum a colaboração com ele, da parte de quem quer que deseje salvar a civilização cristã. E, se alguns, induzidos em erro, cooperassem para a vitória do comunismo no seu país, seriam os primeiros a cair como vítimas do seu erro; e quanto mais se distinguem pela antiguidade e grandeza da sua civilização cristã as regiões aonde o comunismo consegue penetrar, tanto mais devastador lá se manifesta o ódio dos “sem-Deus”.

    http://www.vatican.va/holy_father/pius_xi/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19370319_divini-redemptoris_po.html

    Ps: um muitíssimo obrigado à católica Gercione Lima, de quem copiei e colei a maior parte desse meu comentário!!

    In Corde Jesu, semper.

  38. Caro Xará, Renato Lima!
    Assino embaixo de tudo o que vc escreveu. Até a Bíblia, na parábola dos talentos, nos serve de exemplo, onde o servo que não multiplica o talento recebido é duramente advertido (Mt 25-14).
    Entre o Capitalismo e o Socialismo, fico com o primeiro. Somente, condeno o capitalismo selvagem (sem risco). Que eu saiba, Jesus chorou pela morte do RICO LÁZARO. Aliás, Cristo tinha muitos amigos ricos que eram fieis a Ele, tais como (José de Arimatéia, Lázaro, Mateus, Zaqueu, dentre outros).
    Lamentavelmente, devo confessar que o Brasil, sob o comando dos PTralhas caminha para uma ditadura Comunista (chegada dos médicos cubanos, estatização, aumento dos impostos, bolsas disso e daquilo…).
    Acorda, povo brasileiro, antes que seja tarde demais!

    Que Santo Thomas More (Utopia) nos ajude a construir uma sociedade mais justa, fraterna e feliz, com as bênçãos do Criador, a exemplos dos primeiros cristãs:
    “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
    E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.
    E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.
    E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.
    E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar” (Atos 2:42-47).

  39. Xará Renato Assis, não existe capitalismo selvagem. Se você está se referindo aos monopólios, isso só acontece devido a INTERVENÇÃO cada vez maior do Estado: É o que temos hoje no Brasil do PT.

    Cada vez que o governo se mete na economia, mais monopólio teremos. Muitos erradamente acham que o monopólio é devido ao tal “capitalismo selvagem”, e isso é um grande equívoco.

    O Brasil não é exemplo de livre economia. O sistema brasileiro está mais parecido com o sistema econômico da Alemanha nazista (socialismo racial) do que realmente um sistema de livre mercado. Repare que no sistema nazista (socialismo racial) se permitia até empresas privadas, mas todas elas deviam prestar contas a ditadura nazista. Empresários alemães que discordassem do sistema e ideologia nazista eram mandados para os campos de concentração.

    A confusão de muitos que são contrários ao livre mercado começa neste ponto.

    • Pois, e não há país no mundo onde se note mais a intervenção do estado na economia, mas se calhar vossa excelência não sabe isso e desconhece nomes de empresas como AIG e Leman Brothers.

    • O que vc escreveu está distante anos luz daquilo que a Doutrina Social da Igreja Católica defende. Na Rerum Novarum que é o documento base da Doutrina o Papa Leão XIII garante a livre iniciativa, mas esta deve estar sob a tutela do Estado para evitar que o Capital e a Ganância se tornem predominantes sobre os interesses humanos.É incrível encontrar católicos defendendo o liberalismo econômico. O Evangelho de Cristo nos ensina a partilhar as riquezas. Qualquer economista sabe que o Capitalismo e o Liberalismo Econômico como muito bem notou Max Weber são filhos diretos do protestantismo.

  40. Francisco de Mello e Silva, José de Arimateia, e outros santos da Madre Igreja, foram muito ricos, então serviam a dois senhores?

    Não distorça a palavra de Deus tentando insinuar que Nosso Senhor condena quem apoia o capitalismo rapaz!

    Me responda senhor Francisco de Mello e Silva: Por que somente nos países onde a economia é de livre mercado, as pessoas tem dinheiro para criar instituições e enfrentar a imoralidade estatal (em todos os sentidos) de forma mais rápida e eficaz?

    Você já parou para ver que somente devido a livre competição de mercado você tem internet em casa?

    Você já parou para ver que somente devido a livre competição de mercado você tem aceso a coisas que antigamente demorariam anos para conseguir: o telefone por exemplo?

    Se eu enriquecer com o meu talento e honestidade, sendo fiel a Deus e sem me esquecer das pessoas mais necessitadas, quer dizer que eu estou servindo a dois senhores?

    ___________________________________________________________________________

    Bruno Luís Santana, vindo do professor Orlando Fideli estas palavras é mais um indicio que eu tenho que manter distancia dessa Associação Montfort.

    Falar que o livre mercado e o socialismo tem a mesma raiz é piada!

  41. Não Francisco de Mello e Silva, o capitalismo é criação de teólogos católicos, não protestantes. Veja os economistas católicos da Universidade Católica de Salamanca: Isso antes de Calvino.

    Cristo mandou olharmos para o próximo que está necessitado. E o melhor ato de caridade que você pode fazer a um necessitado, um mendigo por exemplo, é tirá-lo da situação de necessidade em que ele se encontra. Não dando comida para ele, pois ele vai continuar sendo mendigo e continuará nas ruas; isso pode ser até feito no início, mas depois partir para aquilo que eu chamo de ato de caridade verdadeiro: dando emprego para que esse mendigo saia da situação em que ele se encontra. Fazendo que esse mendigo seja responsável.

    Tirando isso, é pura demagogia politiqueira e demagoga.

    Intervenção do Estado só traz o monopólio, essa sim a base do anti-cristianismo. Pois somente empresários malandros e anti-cristãos iriam prosperar sem ter que concorrer com outros empresários cristãos honestos.

    A Madre Igreja nunca condenou ao inferno o católico que defende o capitalismo, mas condenando AO INFERNO aqueles que defende o socialismo, TEM AOS MONTES. Foi isso que te perguntei e é essa a diferença.

    Então se a Santa Igreja não condena ao inferno os capitalistas, eu tô tranquilo.

  42. Renato, A Igreja não condena os ricos, mas o sistema capitalista e o liberalismo econômico que estimulam a ganância e a competição, bem contrário ao espírito do Evangelho. As origens do capitalismo como o conhecemos está no Protestantismo, especificamente no Calvinismo. Qualquer sociólogo sabe disso. O Apóstolo Paulo nos diz que o amor ao dinheiro e as riquezas é a raiz de todos os males e o próprio Jesus nos ensinou que dificilmente um rico entrará no Reino de Deus. Por que? Porque a riqueza traz consigo o apego, a ilusão de poder, de ser melhor e superior e isso se torna em idolatria . Existem ricos não apegados e humildes que não servem a Mamon, mas são exceções como ensinou Nosso Senhor. Eu sou filho da Igreja, e como filho acato os ensinamentos da Mãe. A Igreja ensina que o Capitalismo, o Liberalismo Econômico, O Socialismo e o Comunismo são igualmente anticristãos. Eu jamais defenderei qualquer desses sistemas simplesmente pelo fato que a Igreja não aprova nenhum deles.

    • Parabéns, Francisco. No Brasil, infelizmente, existe uma geração de católicos que defende o liberalismo econômico sem saber que a doutrina social da Igreja condena esse sistema econômico. Esses “católicos” são alunos de Olavo de Carvalho, que vergonhosamente é apoiado pelo padre Paulo Ricardo. Mas, graças a São Paulo, fomos advertidos de que falsos cristãos se infiltrariam dentro da Igreja. Não há dúvida de que o liberalismo é anticristão. Nosso Senhor Jesus Cristo nasceu num estábulo por falta de caridade dos outros. O liberalismo incita à ganância e ao egoísmo.

  43. Interessante que os críticos do livre mercado sempre citam a passagem em que Nosso Senhor Jesus Cristo condena os ricos que se apegam ao dinheiro e estes não herdarão o Reino dos Céus. Esses críticos só se esquecem que entre aqueles que seguiram Jesus estavam também pessoas ricas, como São José de Arimateia.

    Sabendo que qualquer sociólogo hoje em dia defende o sistema socialista e sendo a penetração da ideologia marxista dentro da Santa Igreja uma meta dessa gente, não me interessa o que falam esses sociólogos. Agora é só ver como historiadores honestos irão te mostrar senhor Francisco de Mello e Silva que os primeiros a darem o ponta pé inicial a uma economia de livre mercado foram os teólogos católicos da Universidade Católica de Salamanca, na Espanha, antes mesmo do calvinismo.

    Livre competição no mercado não é livre desonestidade no mercado senhor Francisco de Mello e Silva: Aprenda saber a diferença.

  44. Renato, peço desculpas pela longa resposta a seus comentários, mas garanto que neste meu comentário possui mais escritos de Papas que meus.

    Começo por perguntar: você é católico ou capitalista? Porque o único ismo que devemos seguir é o Cristianismo! Não devemos seguir o capitalismo, menos ainda o socialismo, mas somente o Cristianismo, que apenas existe na Santa Igreja Católica, única Igreja de Deus!

    No momento que um socialista que se diz católico passa a pregar a doutrina do socialismo, ele deixa de pregar a Doutrina Católica; de mesma sorte, se um capitalista se diz católico e prega a doutrina do capitalismo, também não comunga com a Fé Católica em sua totalidade.

    O sufixo ismo é usado para indicar algo que é seguido por um grupo, de modo que um capitalista segue o capitalismo, isto é, o capital; um socialista segue o socialismo, o social. Mas o católico é membro da Igreja Católica, é um ramo enxertado na Videira Verdadeira que é Cristo, segue unicamente o Cristianismo, a Doutrina plenamente na Verdade revelada por Jesus Cristo.

    É verdade que nem tudo no capitalismo é errado e entra em contraste com a Doutrina de Cristo, que é a única da Igreja Católica. Por exemplo, o livre mercado e a propriedade particular, são direitos naturais que todas as pessoas livres possuem, e isto é católico; porém a doutrina socialista, com um discurso de tirar os miseráveis da situação de indigência que ricos exploradores os colocaram, também coincide com a Doutrina Católica. O problema é que o capitalismo não é só a liberdade econômica e o socialismo não é só o fim da extrema miséria dos pobres, mas ambos tem o mesmo escopo: a rebeldia a qualquer sujeição superior, até a sujeição que todos devem a Deus, o que explica o rumo de países liberais (capitalistas) como a França, os Estados Unidos, a Alemanha, a Inglaterra, e da comunista China, porque neste ponto o capitalismo encontra-se com o socialismo, levando ao igualitarismo entre todos. O que difere são os meios: o comunismo, forma extrema do socialismo, leva a irreligião através do coletivismo, dos meios sociais considerados iguais; e o capitalismo por meio do independentismo, que engana as pessoas a não serem sujeitas nem a Deus.

    Leão XIII, na Encíclica Rerum Novarum, não fala para ninguém seguir o capitalismo, mas somente o Cristianismo:
    “Quanto aos ricos e aos patrões, não devem tratar o operário como escravo, mas respeitar nele a dignidade do homem, realçada ainda pela do Cristão. O trabalho do corpo, pelo testemunho comum da razão e da filosofia cristã, longe de ser um objecto de vergonha, honra o homem, porque lhe fornece um nobre meio de sustentar a sua vida. O que é vergonhoso e desumano é usar dos homens como de vis instrumentos de lucro, e não os estimar senão na proporção do vigor dos seus braços. O Cristianismo, além disso, prescreve que se tenham em consideração os interesses espirituais do operário e o bem da sua alma. Aos patrões compete velar para que a isto seja dada plena satisfação, para que o operário não seja entregue à sedução e às solicitações corruptoras, que nada venha enfraquecer o espírito de família nem os hábitos de economia. Proíbe também aos patrões que imponham aos seus subordinados um trabalho superior às suas forças ou em desarmonia com a sua idade ou o seu sexo.”

    A parte que destaquei é justamente o que o Cristianismo diz, não o capitalismo, que não se interessa pela religião ou estabilidade moral dos trabalhadores; antes, se a religião impedir um melhor aproveitamento do trabalho, o capitalismo, em nome do dinheiro, é capaz de cercear a religião, apenas se aproveitando do trabalho realizado, o que é condenado por Leão XIII, que fala por Cristo que tanto falou sobre isso.

    O Papa Leão XIII ainda diz, com toda clareza, para os ricos:
    “Mas, entre os deveres principais do patrão, é necessário colocar, em primeiro lugar, o de dar a cada um o salário que convém. Certamente, para fixar a justa medida do salário, há numerosos pontos de vista a considerar. Duma maneira geral, recordem-se o rico e o patrão de que explorar a pobreza e a miséria e especular com a indigência, são coisas igualmente reprovadas pelas leis divinas e humanas; que cometeria um crime de clamar vingança ao céu quem defraudasse a qualquer no preço dos seus labores: «Eis que o salário, que tendes extorquido por fraude aos vossos operários, clama contra vós: e o seu clamor subiu até aos ouvidos do Deus dos Exércitos». Enfim, os ricos devem precaver-se religiosamente de todo o acto violento, toda a fraude, toda a manobra usurária que seja de natureza a atentar contra a economia do pobre, e isto mais ainda, porque este é menos apto para defender-se, e porque os seus haveres, por serem de mínima importância, revestem um carácter mais sagrado. A obediência a estas leis — pergunta-mos Nós — não bastaria, só de per si, para fazer cessar todo o antagonismo e suprimir-lhe as causas?

    Todavia a Igreja, instruída e dirigida por Jesus Cristo, eleva o seu olhar ainda para mais alto; propõe um conjunto de preceitos mais completo, porque ambiciona estreitar a união das duas classes até as unir uma à outra por laços de verdadeira amizade. Ninguém pode ter uma verdadeira compreensão da vida mortal, nem estimá-la no seu devido valor, se não se eleva à consideração da outra vida que é imortal. Suprimi esta, e imediatamente toda a forma e toda a verdadeira noção de honestidade desaparecerá; mais ainda: todo o universo se tornará um impenetrável mistério. (É o que fez o capitalismo, se preocupando só com o capital, o dinheiro, fazendo deste um deus, e ignorando o Verdadeiro e Único Deus!)

    Quando tivermos abandonado esta vida, só então começaremos a viver: esta verdade, que a mesma natureza nos ensina, é um dogma cristão sobre o qual assenta, como sobre o seu primeiro fundamento, toda a economia da religião.

    Não, Deus não nos fez para estas coisas frágeis e caducas, mas para as coisas celestes e eternas; não nos deu esta terra como nossa morada fixa, mas como lugar de exílio. Que abundeis em riquezas ou outros bens, chamados bens de fortuna, ou que estejais privados deles, isto nada importa à eterna beatitude: o uso que fizerdes deles é o que interessa.

    Pela Sua superabundante redenção, Jesus Cristo não suprimiu as aflições que formam quase toda a trama da vida mortal; fez delas estímulos de virtude e fontes de mérito, de sorte que não há homem que possa pretender as recompensas eternas, se não caminhar sobre os traços sanguinolentos de Jesus Cristo: «Se sofremos com Ele, com Ele reinaremos». Por outra parte, escolhendo Ele mesmo a cruz e os tormentos, minorou-lhes singularmente o peso e a amargura, e, a fim de nos tornar ainda mais suportável o sofrimento, ao exemplo acrescentou a Sua graça e a promessa duma recompensa sem fim: «Porque o momento tão curto e tão ligeiro das aflições, que sofremos nesta vida, produz em nós o peso eterno duma glória soberana incomparável».

    Assim, os afortunados deste mundo são advertidos de que as riquezas não os isentam da dor; que elas não são de nenhuma utilidade para a vida eterna, mas antes um obstáculo; que eles devem tremer diante das ameaças severas que Jesus Cristo profere contra os ricos; que, enfim, virá um dia em que deverão prestar a Deus, seu Juiz, rigorosíssimas contas do uso que hajam feito da sua fortuna.

    A Igreja não condena o capital, mas não dá a ele o poder e o fundamento da vida e economia humanas, como o capitalismo o dá. Longe disso. Disse Leão XIII, e Pio XI na Quadragesimo Anno, reiterou, que «de nada vale o capital sem o trabalho, nem o trabalho sem o capital». “Por conseguinte, afirmou Pio XI, é inteiramente falso atribuir ou só ao capital ou só ao trabalho o produto do concurso de ambos; e é injustíssimo que um deles, negando a eficácia do outro, se arrogue a si todos os frutos.”

    O Papa Pio XI também expôs injustiças do capital, do que é a doutrina capitalista não foge:
    “É certo que por muito tempo pôde o capital arrogar-se direitos demasiados. Todos os produtos e todos os lucros reclamava-os ele para si, deixando ao operário unicamente o bastante para restaurar e reproduzir as forças. Apregoava-se, que por fatal lei económica pertencia aos patrões acumular todo o capital, e que a mesma lei condenava e acorrentava os operários a perpétua pobreza e vida miserável. E bem verdade, que as obras nem sempre estavam de acordo com semelhantes monstruosidades dos chamados liberais de Manchester : não se pode contudo negar que para elas tendia com passo certeiro e constante o regime económico e social. Por isso não é para admirar que estas opiniões erróneas e estes postulados falsos fossem energicamente impugnados, e não só por aqueles a quem privavam do direito natural de adquirir melhor fortuna.” (Ou seja, não só os comunistas impugnavam as opiniões dos que davam ao capital poder maior que o merecido e deixavam todo o lucro com os patrões e na miséria os operários, mas a Igreja também repreende energicamente esta conduta!)

    Pio XI também mostra um princípio diretivo da economia diferente do capitalista:
    “Como não pode a unidade social basear-se na luta de classes (socialismo), assim a recta ordem da economia não pode nascer da livre concorrência de forças (capitalismo). Deste princípio como de fonte envenenada derivaram para a economia universal todos os erros da ciência económica « individualista »; olvidando esta ou ignorando, que a economia é juntamente social e moral, julgou que a autoridade pública a devia deixar em plena liberdade, visto que no mercado ou livre concorrência possuía um princípio directivo capaz de a reger muito mais perfeitamente, que qualquer inteligência criada. Ora a livre concorrência, ainda que dentro de certos limites é justa e vantajosa, não pode de modo nenhum servir de norma reguladora à vida económica. Aí estão a comprová-lo os factos desde que se puseram em prática as teorias de espírito individualista. Urge portanto sujeitar e subordinar de novo a economia a um princípio directivo, que seja seguro e eficaz. A prepotência económica, que sucedeu à livre concorrência não o pode ser; tanto mais que, indómita e violenta por natureza, precisa, para ser útil a humanidade, de ser energicamente enfreada e governada com prudência; ora não pode enfrear-se nem governar-se a si mesma. Força é portanto recorrer a princípios mais nobres e elevados : à justiça e caridade sociais. E preciso que esta justiça penetre completamente as instituições dos povos e toda a vida da sociedade; é sobretudo preciso que esse espírito de justiça manifeste a sua. eficácia constituindo uma ordem jurídica e social que informe toda a economia, e cuja alma seja a caridade.”

    Aqui Pio XI condena o com toda a certeza o capitalismo (também chamado por ele de individualismo):
    “Sabeis, veneráveis Irmãos e amados Filhos, que o Nosso Predecessor de feliz memória na sua encíclica se referia principalmente àquele sistema, em que ordinariamente uns contribuem com o capital, os outros com o trabalho para o comum exercício da economia, qual ele próprio a definiu na frase lapidar : « Nada vale o capital sem o trabalho, nem o trabalho sem o capital ».

    Foi esta espécie de economia, que Leão XIII procurou com todas as veras regular segundo as normas da justiça; donde se segue que de per si não é condenável. E realmente de sua natureza não é viciosa : só então viola a recta ordem, quando o capital escraviza aos operários ou à classe proletária com o fim e condição de que os negócios e todo o andamento económico estejam nas suas mãos e revertam em sua vantagem, desprezando a dignidade humana dos operários, a função social da economia e a própria justiça social e o bem comum.

    Verdade é que mesmo hoje não é esta a única forma de economia, que reina por toda a parte; há outra forma, que ainda abraça uma numerosa e importante fracção da humanidade, como é por exemplo a classe agrícola, na qual a maior parte do género humano ganha honradamente a sua vida. Também esta se vê a braços com estreitezas e dificuldades, às quais alude Nosso Predecessor em muitos passos da sua encíclica e Nós nesta Nossa já mais de uma vez Nos referimos. (O Papa não defende uma forma somente política e econômica, mas somente a Doutrina Cristã.)

    Mas o regime capitalista da economia, desde a publicação da « Rerum novarum », com o propagar-se da indústria alastrou em todas as direcções, de tal maneira que se infiltrou e invadiu completamente todos os outros campos da produção, cujas condições sociais e económicas afecta realmente e informa com suas vantagens, desvantagens e vícios.

    Por consequência não é só o bem dos habitantes das regiões industriais, mas o de todos os homens, que Nós procuramos, ao dirigirmos a Nossa atenção principalmente para as mudanças, que sofreu a economia capitalista desde os tempos de Leão XIII. (O Papa diz que o capitalismo só vê o bem, quase exclusivamente, das regiões industriais, pois estas criam monopólios de produção e os mais pobres são impossibilitados de concorrer, o que Pio XI lamenta mais adiante.)

    Despotismo económico

    É coisa manifesta, como nos nossos tempos não só se amontoam riquezas, mas acumula-se um poder imenso e um verdadeiro despotismo económico nas mãos de poucos, que as mais das vezes não são senhores, mas simples depositários e administradores de capitais alheios, com que negoceiam a seu talante. Este despotismo torna-se intolerável naqueles que, tendo nas suas mãos o dinheiro, são também senhores absolutos do crédito e por isso dispõem do sangue de que vive toda a economia, e manipulam de tal maneira a alma da mesma, que não pode respirar sem sua licença. Este acumular de poderio e recursos, nota característica da economia actual, é consequência lógica da concorrência desenfreada, à qual só podem sobreviver os mais fortes, isto é, ordinariamente os mais violentos competidores e que menos sofrem de escrúpulos de consciência. Por outra parte este mesmo acumular de poderio gera três espécies de luta pelo predomínio : primeiro luta-se por alcançar o predomínio económico; depois combate-se renhidamente por obter predomínio no governo da nação, a fim de poder abusar do seu nome, forças e autoridade nas lutas económicas; enfim lutam os Estados entre si, empregando cada um deles a força e influência política para promover as vantagens económicas dos seus cidadãos, ou ao contrário empregando as forças e predomínio económico para resolver as questões políticas, que surgem entre as nações.

    Funestas consequências

    As últimas consequências deste espírito individualista no campo económico são essas que vós, veneráveis Irmãos e amados Filhos, vedes e lamentais : a livre concorrência matou-se a si própria; à liberdade do mercado sucedeu o predomínio económico; à avidez do lucro seguiu-se a desenfreada ambição de predomínio; toda a economia se tornou horrendamente dura, cruel, atroz. Acrescem os danos gravíssimos originados da malfadada confusão dos empregos e atribuições da pública autoridade e da economia, quais são : primeiro e um dos mais funestos, o aviltamento da majestade do Estado, a qual do trono onde livre de partidarismos e atenta só ao bem comum e à justiça, se sentava como rainha e árbitra suprema dos negócios públicos, se vê feita escrava, entregue e acorrentada ao capricho de paixões desenfreadas; depois, no campo das relações internacionais, dois rios brotados da mesma fonte : de um lado o Nacionalismo ou Imperialismo económico, do outro o Internacionalismo ou Imperialismo internacional bancário, não menos funesto e execrável, cuja pátria é o interesse.” (A Igreja não apoia o capitalismo, e isto não a faz socialista, pois com tamanha veemência a Igreja condena o socialismo.)

    O remédio: “Visto como o regime económico moderno se baseia principalmente no capital e no trabalho, é preciso que as normas da recta razão ou da filosofia social cristã, relativas a estes dois elementos e à sua colaboração, sejam melhor conhecidas e postas em prática. Para, evitar o escolho quer do individualismo quer do socialismo, ter-se-á em conta o duplo carácter individual e social tanto do capital ou propriedade, como do trabalho. As relações mútuas de um com o outro devem ser reguladas segundo as leis de uma rigorosa justiça comutativa, apoiada na caridade cristã. A livre concorrência contida dentro de justos e razoáveis limites e mais ainda o poderio económico devem estar efectivamente sujeitos à autoridade pública, em tudo o que é da sua alçada. Enfim as públicas instituições adaptarão a sociedade inteira às exigências do bem comum, isto é, às regras da justiça; donde necessariamente resultará, que esta função tão importante da vida social, qual é a actividade económica, se encontrará por sua vez reconduzida a uma ordem sã e bem equilibrada.”

    Portanto a Igreja condena severamente tanto o socialismo como o que veio a se tornar o capitalismo, como a fala dos Papas deixa bastante claro. Do mesmo modo que defesas capitalistas são de agrado da Igreja Católica, a ponto de coincidirem (como eu já falei: livre mercado, na medida que não vire escravidão do lucro, propriedade particular, etc.), defesas socialistas também vêm de encontro com a Igreja Católica. O que, entretanto, no capitalismo não é bom, eu já mostrei o que a Igreja condena nas falas dos Papas. Agora é dever meu também lembrar o que é erro no socialismo e a Igreja, com a mesma força e diligência, lamenta e condena.

    Para isso eu transcrevo também um trecho da Encíclica Quadragesimo Anno, que sintetiza a situação, que classifica o socialismo como o comunismo mitigado porém com as mesmas destrutivas atividades e adverte os católicos para que não sejam seduzidos por esta doutrina econômica socialista:

    “O partido da violência ou comunismo

    Uma das facções seguiu uma evolução paralela à da economia capitalista, que antes descrevemos, e precipitou no comunismo, que ensina duas coisas e as procura realizar, não oculta ou solapadamente, mas à luz do dia, francamente e por todos os meios ainda os mais violentos : guerra de classes sem tréguas nem quartel e completa destruição da propriedade particular. Na prossecução destes objectivos a tudo se atreve, nada respeita; uma vez no poder, é incrível e espantoso quão bárbaro e desumano se monstra. Aí estão a atestá-lo as mortandades e ruínas de que alastrou vastíssimas regiões da Europa oriental e da Ásia; e então o ódio declarado contra a santa Igreja e contra o mesmo Deus demasiado o provam essas monstruosidades sacrílegas bem conhecidas de todo o mundo. Por isso, se bem julgamos supérfluo chamar a atenção dos filhos obedientes da Igreja para a impiedade e iniquidade do comunismo, contudo não é sem uma dor profunda, que vemos a apatia dos que parecem desprezar perigos tão iminentes, e com desleixo pasmoso deixam propagar por toda a parte doutrinas, que porão a sociedade a ferro e fogo. Sobretudo digna de censura é a inércia daqueles, que não tratam de suprimir ou mudar um estado de coisas, que, exasperando os ânimos, abre caminho à subversão e ruína completa da sociedade.

    O socialismo propriamente dito, ou mitigado

    Mais moderada é a outra facção, que conservou o nome de socialismo : porque não só professa abster-se da violência, mas abranda e limita de algum modo, embora não as suprima de todo, a luta de classes e a extinção da propriedade particular. Dir-se-ia que o socialismo, aterrado com as consequências que o comunismo deduziu de seus próprios princípios, tende para as verdades que a tradição cristã sempre solenemente ensinou, e delas em certa maneira se aproxima; porquanto é inegável que as suas revindicações concordam às vezes muitíssimo com as reclamações dos católicos que trabalham na reforma social.

    Com efeito a luta de classes, quando livre de inimizades e ódio mútuo, transforma-se pouco a pouco numa concorrência honesta, fundada no amor da justiça, que se bem não é aquela bem-aventurada paz social, por que todos suspiramos, pode e deve ser o princípio da mútua colaboração. Do mesmo modo a guerra à propriedade particular, afrouxando pouco a pouco, chega a limitar-se a ponto de já não agredir a posse do necessário à produção dos bens, mas aquele despotismo social, que a propriedade contra todo o direito se arrogou. E de facto um tal poder não pertence aos simples proprietários mas à autoridade pública. Por este caminho podem os princípios deste socialismo mitigado vir pouco a pouco a coincidir com os votos e reclamações dos que procuram reformar a sociedade segundo os princípios cristãos. Estes com razão pretendem que certos géneros de bens sejam reservados ao Estado, quando o poderio que trazem consigo é tal, que, sem perigo do mesmo Estado, não pode deixar-se em mãos dos particulares.

    Tão justos desejos e revindicações em nada se opõem à verdade cristã, e muito menos são exclusivos do socialismo. Por isso quem só por eles luta, não tem razão para declarar-se socialista.

    Mas não se vá julgar que os partidos socialistas, não filiados ainda no comunismo, professam já todos teórica e praticamente esta moderação. Em geral não renegam a luta de classes nem a abolição da propriedade, apenas a mitigam. Ora se os falsos princípios assim se mitigam e obliteram, pergunta-se, ou melhor perguntam alguns sem razão, se não será bem que também os princípios católicos se mitiguem e moderem, para sair ao encontro do socialismo e congraçar-se com ele a meio caminho? Não falta quem se deixe levar da esperança de atrair por este modo os socialistas. Esperança vã! Quem quer ser apóstolo entre os socialistas, é preciso que professe franca e lealmente toda a verdade cristã, e que de nenhum modo feche os olhos ao erro. Esforcem-se antes, se querem ser verdadeiros arautos do Evangelho, por mostrar aos socialistas, que as suas reclamações, na parte que tem de justas, se defendem muito mais vigorosamente com os princípios da fé e se promovem muito mais eficazmente com as forças da caridade.

    Contrasta com a doutrina católica

    E se o socialismo estiver realmente tão moderado no tocante à luta de classes e à propriedade particular, que já não mereça nisto a mínima censura? Terá renunciado por isso à sua natureza essencialmente anticristã? Eis uma dúvida, que a muitos traz suspensos. Muitíssimos católicos convencidos de que os princípios cristãos não podem jamais abandonar-se nem obliterar-se, volvem os olhos para esta Santa Sé e suplicam instantemente, que definamos se este socialismo repudiou de tal maneira as suas falsas doutrinas, que já se possa abraçar e quase baptizar, sem prejuízo de nenhum princípio cristão. Para lhes respondermos, como pede a Nossa paterna solicitude, declaramos : O socialismo quer se considere como doutrina, quer como facto histórico, ou como « acção », se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica; pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã.

    Com efeito : segundo a doutrina cristã o homem sociável por natureza é colocado nesta terra, para que, vivendo em sociedade e sob a autoridade ordenada por Deus, 54 cultive e desenvolva plenamente todas as suas faculdades, para louvor e glória do Criador, e pelo fiel cumprimento dos deveres da sua profissão ou vocação, qualquer que ela seja, grangeie a felicidade temporal e eterna. Ora o socialismo, ignorando por completo ou desprezando este fim sublime dos indivíduos e da sociedade, opina que o consórcio humano foi instituído só pela vantagem material que oferece. E na verdade do facto que o trabalho convenientemente organizado é muito mais produtivo que os esforços isolados, os socialistas concluem, que a actividade económica deve necessariamente revestir uma forma social. Desta necessidade segue-se, segundo eles, que os homens por amor da produção são obrigados a entregar-se e sujeitar-se completamente à sociedade. Mais : estimam tanto os bens materiais, que servem à comodidade da vida, que afirmam deverem pospor-se e mesmo sacrificar-se quaisquer outros bens superiores e em particular a liberdade às exigências de uma produção activíssima. Esta perda da dignidade humana, inevitável no sistema da produção « socializada », julgam-na bem compensada com a abundância dos bens que, produzidos socialmente, serão distribuídos pelos indivíduos, e estes poderão livremente aplicar a uma vida mais cómoda e faustosa. Em consequência a sociedade sonhada pelo socialismo não pode existir nem conceber-se sem violências manifestas; por outra parte goza de uma liberdade não menos falsa, pois carece de verdadeira autoridade social; esta não pode fundar-se nos cómodos materiais, mas provém somente de Deus Criador e fim último de todas as coisas. (55)

    Católicos e socialistas termos contraditórios

    E se este erro, como todos os mais, encerra algo de verdade, o que os Sumos Pontífices nunca negaram, funda-se contudo numa própria concepção da sociedade humana, diametralmente oposta à verdadeira doutrina católica. Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios : ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista.

    Falo de fatos, porque eu não sou nenhum estudioso no assunto, mas percebo o que acontece no mundo, e se igrejas foram fechadas pelo regime comunista em muitos países, com cristãos martirizados, muitas igrejas estão sendo fechadas e muitos cristãos largam a Religião e matam sua fé, novamente a martirizando, perdendo sua alma para o mundo, nos países desenvolvidos no capitalismo atualmente!

    Se há coisas boas que o capitalismo e o socialismo defendem, estas coisas estão orientadas para a Igreja Católica, para o Bem Supremo, que é Deus. Contudo o que não é bom no socialismo e no capitalismo, é o próprio socialismo e o próprio capitalismo em estado de sua pureza, e engana os que se aproximaram dessas doutrinas por causa do que é bom que elas também defendem, o que é muito perigoso para os ignorantes!

    Quem é católico não pode jamais ser socialista ou capitalista!

  45. José Carneiro, eu sou CATÓLICO APOSTÓLICO ROMANO. O capitalismo (livre mercado) é um sistema econômico, não uma ideologia ou doutrina.

  46. Live mercado não é livre desonestidade;

    Só existe monopólio na economia se existir interferência do estado na economia;

    Todos nós só temos acessos a mais produtos devido a livre concorrência na economia. Se não fosse isso, estaríamos em filas para comprar coisas que hoje consideramos até supérfluas.

    José Carneiro e outros que aqui estão condenando o capitalismo. Para falar de economia tem que conhecer sobre economia.

    Vou mostrar como muitos católicos que aqui condenam o livre mercado, sem saber sobre economia, são os mais desinformados. Para os críticos do capitalismo eu vou deixar uma pergunta que parece não ter nada a haver com o assunto:

    Alguém aqui já ouviu falar sobre BITCOIN?

    • Renato, isso é condenado pela Igreja. Não precisa conhecer economia para condenar o capitalismo, o socialismo ou qualquer ideologia com fins e métodos diferentes do que Cristo ensinou. Pio XI, falando pela Igreja, é claro:

      “Como não pode a unidade social basear-se na luta de classes (socialismo), assim a recta ordem da economia não pode nascer da livre concorrência de forças (capitalismo). Deste princípio como de fonte envenenada derivaram para a economia universal todos os erros da ciência económica « individualista »; olvidando esta ou ignorando, que a economia é juntamente social e moral, julgou que a autoridade pública a devia deixar em plena liberdade, visto que no mercado ou livre concorrência possuía um princípio directivo capaz de a reger muito mais perfeitamente, que qualquer inteligência criada. Ora a livre concorrência, ainda que dentro de certos limites é justa e vantajosa, não pode de modo nenhum servir de norma reguladora à vida económica. Aí estão a comprová-lo os factos desde que se puseram em prática as teorias de espírito individualista.”

      A livre concorrência capitalista não é liberdade, mas escravidão, o capitalista é escravo do capital. Existindo essa escravidão, o capitalista não é católico, que só é sujeito a Cristo e não ao dinheiro ou poder. Do mesmo jeito que um socialista é escravo, e nunca um católico.

      A Igreja apoia o livre mercado, mas livre mercado é a pura liberdade do homem, que tudo pode fazer, menos deixar-se cativar por alguma coisa que não seja por Cristo (como diz São Paulo). Católicos tem a liberdade como fundamento, mas não são capitalistas por isso; católicos são preocupados com os pobres e não veem com bons olhos a opressão destes pelos que usam mal o poder, mas não são socialistas.

      Parece que a origem do capitalismo não é anticristã como a do socialismo, não é descaradamente anticristã, quero dizer. Só que, assim como o socialismo, o fim do capitalismo é o mesmo e é anticristão. A única Doutrina, o único pensamento, a única diretriz econômica é a Cristã, isto é, a Católica, nunca a capitalista, jamais a socialista, mas somente a que a Santa Madre Igreja nos indica. Quem senta no trono do estado deve ser livre de partidarismos e atento somente à justiça e ao bem comum, como manda a Doutrina Social da Igreja, intérprete da única verdade divinamente revelada e que deve ser seguida.

      Se você apoiar o livre mercado (não porém a concorrência desleal) e a propriedade particular, você não é capitalista, mas católico, como exige a Igreja. Se passar disso em campo econômico, deixa de ser católico e é um capitalista escravo do dinheiro, ainda que não seja punível de excomunhão por não ser tão anticristão quanto o socialista, mas é, com toda certeza, alheio à integridade da Fé Católica e fora da salvação enquanto tal, como gravemente diz Jesus, que é mais fácil um camelo passar pelo buraco duma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus. Isso é gravíssimo, e pela sutileza do capitalismo pode levar até gente de boa vontade à perdição.

      Igualmente, se você for preocupado com os pobres e inconformado com a injustiça que muitas vezes eles enfrentam pela ambição de alguns poderosos, você não é um socialista, mas um católico, como pede a Igreja; contudo, parando de criticar a doutrina socialista, negligenciando os outros cuidados e revoltando-se contra qualquer hierarquia, inclusive contra a Divina e eclesiástica, está sendo escravo do socialismo, da impiedade, de preocupações mundanas e, no fim, também escravo do dinheiro e ainda da inveja dos ricos, um socialista descaradamente anticristão que incorre automaticamente em excomunhão.

  47. Leão XIII disse que «de nada vale o capital sem o trabalho, nem o trabalho sem o capital». Para se viver plenamente neste mundo, no exílio deste mundo, tanto do capital como do trabalho precisamos. E a vida neste mundo é como figura da vida do mundo que Deus preparará para nós no futuro, e esta vida é preparada para o amor que devemos ter para com Deus(uma perfeita união do eros e da ágape), que por sua vez é figura do matrimônio, como entendi de Bento XVI na Encíclica Deus Caritas Est, de modo que capital e trabalho é imagem desse amor que precisamos, do eros e da ágape, do que se necessita e do que se sacrifica, do que é possessão e do que é oblação. Um não existe sem o outro, não é pleno, não é perfeito: eros sem ágape não é amor verdadeiro, e inversamente também não é; e capital sem trabalho, com dignidade, não garante uma sobrevivência sadia no mundo, sem perigos, e vice-versa.

    Por isso a Igreja nem é socialista nem capitalista, é simplesmente Cristã, Católica, e se há coisas boas no socialismo ou no capitalismo, estas coisas não são dessas ideologias lamentáveis, mas são usadas por elas para seduzir. A Igreja Católica, não socialista, nem capitalista!

  48. Caro Renato LIma, realmente, José Carneiro está com a razão. Todos os sistemas econômicos mundiais tem sérias falhas, seja ele Socialista ou Capitalista, sob a ótica da Igreja católica apostólica romana. Vou mais além, lendo uma antiga entrevista com o papa João Paulo II, ele questionou inclusive a DEMOCRACIA (governo da maioria). Senão, vejamos: o regime democrático possui sérias falhas, pois trata-se de DITADURA DA MAIORIA. E se a maioria da população for imoral, corrupta, hipócrita e profana? Como é o caso do povo brasileiro? A exceção só serve para confirmar a regra!

    Gostaria de lhe explicar a expressão utilizada por mim: CAPITALISMO SELVAGEM: sem risco. Caso 1: vejamos o caso de Banco Panamericano, do grupo Sílvio Santos. Recentemente, devido a fraudes contábeis, maquiagem nos balanços (crime contra o sistema financeiro nacional) antes de ir à falência, seu dono fez uma visita pessoal ao Lula (palácio do planalto – Brasília) e trouxe a solução para o rombo do seu banco: Caixa Econômica Federal (banco do povo) comprou 49% de seu capital votante. Prejuízo aos cofres públicos (mais de 2 bilhões de reais). Administradores que cometeram crimes do colarinho branco estão soltos e figuram como uma das maiores fortunas do Brasil
    Caso 2: antes da intervenção federal no Banco Santos, um político famoso brasileiro foi alertado a retirar suas aplicações nessa instituição bancária.
    Caso 3: existem alguns presidentes de Bancos que não entendem nada de sistema financeiro, mas tão-somente de Lobby, marketing e vivem frequentando os corredores do Congresso Nacional e Ministérios em Brasília.
    E poderia citar inúmeros outros casos de Blindagem de autoridades, apresentadores de TV, publicitários, políticos, empresas públicas que praticam o Capitalismo Selvagem, seja no Brasil, EUA…

    Nota: O sistema capitalista tem muito a ver com a ética protestante. Aliás, a Igreja católica sempre condenou os JUROS, ao contrário dos protestantes. Tradicionalmente, a devoção católica sempre esteve acompanhada da rejeição dos assuntos mundanos, incluindo o econômico. Tais conflitos eram baseados na luta ascética – não valorização do corpo e desprendimento material.

    Por fim, quem dos Apóstolos traiu Jesus? Judas Iscariotes. Qual a sua função? Era o BANQUEIRO DE Jesus, visto que era responsável pela bolsa. E quem domina o mundo atual?
    Mas entre o Capitalismo e o Socialismo, fico com o primeiro. Entre a Democracia e a Tirania, tb fico com a primeira.

  49. José Carneiro, o capitalismo não é um dogma ou ideologia é um sistema econômico; o socialismo é sim uma ideologia e dogma pra lá de satânico.

    É comum os criticos do capitalismo acusar o sistema de ter uma concorrência desleal, o que esses criticos ao capitalismo não percebem é que o monopólio no mercado só acontece se EXISTIR A INTROMISSÃO (HOJE EM DIA CADA VEZ MAIOR) DO ESTADO NA ECONOMIA.

    Então criticos do capitalismo, em vez de criticarem o sistema econômico de livre mercado, critiquem a cada vez maior intromissão do estado na economia:

    LIVRE CONCORRÊNCIA NÃO É LIVRE DESONESTIDADE.

    Eu vou ter desenhar isso?

    Será que ninguém aqui ainda percebeu que o Estado é o maior financiador de tudo que ofende a Deus hoje em dia?

    Quem é o maior financiador de tal “casamento gay”, aborto, eutanásia, dependência financeira etc etc etc?

  50. Estranha coincidência essa, leitão, carneiro… falta o pombo e aí Lobão terá completa razão (DISCUTIR COM PETISTA É COMO JOGAR XADREZ COM POMBO.ELE VAI DERRUBAR AS PEÇAS,CAGAR NO TABULEIRO E SAIR DE PEITO ESTUFADO CANTANDO VITÓRIA). Pior ainda discutir teologia.
    O MAV (Militância em Ambientes Virtuais) pode até aprender a fazer o sinal da cruz mas continua do capeta barbudo!!!
    Quem pode me explicar o estranho mistério das fronteiras dos países comunistas que só servem para impedir que o povo fuja???
    E por que será que no feio, feio, feio USA as fronteiras servem para impedir a invasão dos estrangeiros???
    Ou por que a Escandinávia seja a recordista de suicídios pela tristeza de receber tudo do Estado e viver sem aspirações???
    Esse tal paraíso socialista não é tão bom como leitões, carneiros e pombos nos falam???
    Ou se é bom, o que esperam para ir para lá??????????
    PS.: Não falo com pombos!

    • Já que foram perguntas retóricas, o senhor sabe que a resposta é mesma das perguntas: o que houve com a monarquia, sistema de governo ideal, fracassou ou foi derrotada?

    • Amigo Sotero, a Monarquia, melhor sistema de governo democrático, foi a primeira na lista de obstáculos a serem eliminados pela maçonaria, infelizmente acabou derrotada quase que no mundo inteiro. Mas sem a menor dúvida os Países que ainda mantém esse sistema de governo são os mais estáveis, Truman, Eisenhowers, Kennedy, Nixon, Ford, Carter, Reagan, Bush (pai), Clinton, Bush e, por ultimo e o pior, Obama estiveram na presidência dos USA enquanto a rainha Elizabeth Alexandra Mary protege seu povo, espalhado pelo mundo, com altíssima aceitação e com um custo muito, mas muito menor do que nós gastamos com Sarney, Collor, Itamar, Cardozo, Lula e Dilma. Por coincidência, quase pelo mesmo período Cuba está sendo “governada” por Castro com claríssimos resultados nefastos.
      Sem a menor duvida a Monarquia é muito melhor para o povo do que uma boa democracia como a norte americana, não se compara com uma democracia fajuta como a nossa e é humilhação compara-la a qualquer povo sob o jugo comunista.
      Perdemos em 1993 a chance no plebiscito pela maléfica conjunção de maçons, comunistas e políticos oportunistas, com o domínio completo da Mídia e democraticamente não estamos certamente melhor do que estávamos em 93. Esses senhores claramente não querem o bem do povo.
      Infelizmente, o que maçons, comunistas e ricos oportunistas querem agora é destruir nossa Igreja.
      Abraços

    • Senhor Carlos, não entendi a parte “monarquia, sistema de governo democrata”?

      Se me permitirem.

    • Amigo Sotero, não democrata mas democrático (demos cratós), governo democrata é o do Obama, que só defende os interesses de parte dos norte americanos, república democrática também é a da Coreia do Norte. A confusão de monarca com ditador é parte do complô ideológico contra a Monarquia, na realidade raras vezes houve na história reis absolutos enquanto que nas monarquias constitucionais o rei exerce o poder moderador, sendo o fiel da balança em favor do reino, com moralidade e justiça. Entre Monarquia e república democrática tem a mesma diferença que existe entre as intenções de um pai com seus filhos e os escopos de uma raposa com o galinheiro que governa.

    • Tá, então Obama defende os interesses do democratas, parte da população do paí, mas ainda assim garante a segurança do Estado e seu sistema. Entretanto a monarquia tomou o golpe republicano, não me refiro a outra parte dos norte-americanos; posso dizer a exemplo do Brasil. Mas a monarquia, lá nos tempos da revolução mais remota, quem garantia o poder do monarca?

  51. Almir, de 9 fevereiro, 2014 às 9:11 am, conheço o site colocado por você do Roberto Cavalcante, que é sedevacantista, do qual não sou contra os mesmos, já que vejo os sedevacantistas como os verdadeiros militantes que mais lutam pela moral e doutrina católica hoje em dia. E os apoio. Mas o Roberto caiu no mesmo erro de muitos católicos sem noção em economia. Leia isso, e se quiser passar para ele, fique a vontade. Eu já coloquei o artigo abaixo lá no site dele:

    O mercado transforma tudo e todos em mercadoria?

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1650

    No artigo do Roberto foi induzido que o livre mercado leva a imoralidade, isso porque ele coloca uma matéria de uma mulher que abriu uma loja de “cuelcinhas”: Será verdade isso? No Brasil, que não é uma economia de livre mercado e sim cada vez mais estatizante, a imoralidade é cada vez maior: Será que o Roberto sabe que o Brasil não tem uma economia totalmente livre e sim uma economia pra lá de protecionista, muito semelhante a do período da Alemanha Nazista?

    Mas é na parte em que ele diz que empresas privadas financiam filmes de apologia ao marxismo que ele se atrapalha. Essas empresas privadas que ele cita (Credicard, White Martins, Banco Itaú, Banco Santander) realmente se encontram em um país de economia de livre mercado?; Será que o Roberto parou para pensar que essas empresas privadas só financiam imoralidades por que não tem concorrentes e então é fácil para elas se alinharem com o Governo Socialista do PT que dará privilégios para os mesmos?

    Almir, quantos regulamentos os Governos criam para os bancos,empresas de cartão de credito, empresas empresas em geral,…impedindo até que surjam concorrentes contra os mesmos?

    Depois de todas as regulamentações, leis trabalhistas, leis disso e daquilo para supostamente “ajudar o trabalhador”, você acha mesmo que surgirá novas empresas no mercado para concorrer com as existentes? As empresas privadas que já existem com certeza irão apoiar o Governo para impedir futuros concorrentes para os mesmos. Isso só prova aquilo que eu venho falando mais acima:

    SÓ EXISTE MONOPÓLIO EM UM PAÍS SE EXISTIR A INTROMISSÃO DO ESTADO (GOVERNO) NA ECONOMIA.

    E olha que o brasil e seu sistema econômico estatista é uma prova disso.

    Agora muitos sabem porque o brasileiro virou um país de funcionários público, sem nenhuma criatividade empresarial.

  52. Onde se lê:

    “Agora muitos sabem porque o brasileiro virou um país de funcionários público, sem nenhuma criatividade empresarial.”

    É: Agora muitos sabem porque o Brasil virou um país de funcionários público, sem nenhuma criatividade empresarial.

    • Renato Lima,
      A Doutrina católica é claríssima: Católico não pode ser Capitalista, Socialista ou Comunista. Você acatará a opinião da Igreja ratificada pelos Papas, ou seguirá professando seu livre exame ( de caráter protestante) sobre a questão?

  53. Francisco de Mello e Silva, você me conhece para me julgar? Que historinha é essa de me acusar de professar o tal livre exame, rapaz?!

    A Doutrina Católica é claríssima ao falar que um católico não pode ser socialista. Você precisa estudar economia primeiro Francisco. Pelo visto você e a maioria aqui não entendem nada.

    • Um católico não pode ser nem comunista nem capitalista, algo que muitos católicos esquecem depressa. Deixem de bajular os estados unidos e esqueçam essas ideias pré-formatadas pela midia de que lá existe saúde, educação, previdência para todos. Esqueçam que isso é tudo mentira. Na américa tudo está entregue ao privado e quem não tem dinheiro, não é ninguém. Milhões perderam as casas devido á ganância financeira (criticada pela Igreja), os seguros de saúde tem preços altíssimos que poucos podem ter e como tal, quando a doença bate á porta as pessoas desgraçam-se. todos os anos milhões de negros são levados a entrar na vida da marginalidade e no sistema prisional devido ao racismo e descriminação que ainda hoje existem. Estive no Brasil no ano passado e posso dizer com certeza que o sistema de previdência brasileiro é muito superior ao americano, pois aí, as pessoas descontam e sabem que vão ter uma aposentação, apoio na doença e na gravidez, enquanto na américa não há nada. E para quem diz que os estados unidos são um país de liberdade e de livre mercado, gostava que me explicassem como é que em diversas situações o governo foi buscar dinheiro ao tesouro público para intervencionar as grandes empresas como a AIG e a General Motors? Enfim..é uma tristeza. E seria bom se neste blog se falasse mais de religião e menos de política, pois independentemente do regime governativo, o mundo caminha para a imoralidade e miséria humana. Em todo o lado há abortos, casamentos gays, eutanásia e por aí fora. Em todo o lado, mesmo naqueles onde a lei não permite. A moral está no ser humano e não no regime.

  54. Francisco de Mello e Silva, agradeça ao livre mercado que ajudou a propagar a internet que você usa, rapaz:

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1800