2013-2014: Motus in fine velocior.

Por Roberto de Mattei – Corrispondenza Romana, 11 de fevereiro de 2014 | Tradução: Fratres in Unum.com * – O dia 11 de fevereiro de 2013 é uma data que já entrou para a história. Naquele dia, Bento XVI comunicou sua decisão de renunciar ao pontificado a uma assembleia de cardeais atônitos. O anúncio foi acolhido “como um raio em céu sereno”, conforme as palavras dirigidas ao Papa pelo Cardeal decano Angelo Sodano, e a imagem de um raio que, no mesmo dia, atingiu a Basílica de São Pedro girou pelo mundo.

PapasVA abdicação ocorreu no dia 28 de fevereiro, mas, antes, Bento XVI comunicou que queria ficar no Vaticano como Papa emérito, fato jamais ocorrido e ainda mais surpreendente que a renúncia ao pontificado. No mês transcorrido entre o anúncio da abdicação e o conclave, aberto aos 12 de março, foi preparada a eleição do novo Pontífice, por mais que tenha aparecido aos olhos do mundo como inesperada. Mais que a identidade do eleito, o argentino Jorge Mario Bergoglio, desconcertou o nome por ele escolhido, Francisco, como se quisesse representar um unicum, e desconcertou ainda o seu primeiro discurso, em que, depois de um coloquial “boa tarde”, ele se apresentou como “Bispo de Roma”, título que corresponde ao Papa, mas só depois dos de Vigário de Cristo e de sucessor de Pedro, os quais aquele pressupõe.

A fotografia dos dois Papas que rezavam juntos, no dia 23 de março em Castelgandolfo, oferecendo a imagem de uma inédita “diarquia” pontifícia, aumentou a confusão daqueles dias. Mas era só o começo. Veio a entrevista a bordo do avião, na volta do Rio de Janeiro, aos 28 de julho de 2013, com as palavras “quem sou eu para julgar?” destinadas a utilizar-se para justificar qualquer transgressão. Seguiram as entrevistas do Papa Francisco ao diretor da revista “Civiltà Cattolica”, em setembro, e ao fundador do diário “La Repubblica”, em outubro, que tiveram, na mídia, um impacto superior ao da sua primeira encíclica, Lumen fidei. Foi dito que as entrevistas não eram atos de magistério, mas tudo o que desde então vem acontecendo na Igreja, deriva, sobretudo, daquelas entrevistas, que tiveram um caráter magisterial de fato, se não o tiveram de princípio.

O desentendimento entre o Cardeal Ludwig Müller, Prefeito da Congregação para a Fé, e o Cardeal Arcebispo de Tegucigalpa, Oscar Rodríguez Maradiaga, coordenador dos conselheiros para as reformas do Papa Francisco, levou a confusão a um ponto culminante. A doutrina tradicional, segundo Maradiaga, não é suficiente para oferecer « respostas para o mundo de hoje». Ela será mantida, mas há «desafios pastorais» adaptados aos tempos, aos quais não se pode responder «com o autoritarismo e o moralismo» porque essa «não é a nova evangelização».

Às declarações do Cardeal Maradiaga seguiram-se os resultados da sondagem acerca da pastoral familiar, promovida pelo Papa com vistas ao Sínodo dos Bispos, a realizar-se de 5 a 19 de outubro próximo. O SIR (Serviço de Informação Religiosa) divulgou uma síntese das primeiras respostas provenientes da Europa central. Para os Bispos belgas, suíços, luxemburgueses e alemães, a fé católica é rígida demais e não corresponde às exigências dos fiéis. A Igreja deveria aceitar as convivências pré-matrimoniais, reconhecer os casamentos homossexuais e as uniões de fato, admitir o controle da natalidade e a contracepção, abençoar as segundas núpcias dos divorciados e permitir-lhes a recepção dos sacramentos. Se esse for o caminho que se deseja percorrer, é o momento de dizer que se trata de um caminho em direção ao cisma e à heresia, porque se negaria a fé divina e natural, que, em seus mandamentos, não só afirma a indissolubilidade do matrimônio, mas também proíbe os atos sexuais fora dele, ainda mais se praticados contra a natureza. A Igreja acolhe todos os que se arrependem dos próprios erros e pecados, e se propõem abandonar situações de desordem moral em que se encontram, mas não pode legitimar, de forma alguma, o status de pecador. De nada valeria afirmar que essa mudança diria respeito apenas à prática pastoral e não à doutrina. Se faltar a correspondência entra a prática e a doutrina, isso quer dizer que a prática se faz doutrina, como, aliás, vem acontecendo, infelizmente, do Concílio Vaticano II em diante.

A Igreja deve dar respostas novas e “no compasso dos tempos”? De um modo bem diferente se comportaram os grandes reformadores na história da Igreja, como São Pedro Damião e São Gregório Magno [N. do T.: Deveria ser lido aqui, por razão da data, São Gregório VII], que no século XI, deveriam ter legitimado a simonia e o nicolaísmo dos padres para não tornar a Igreja estranha à realidade do seu tempo, mas que, em vez disso, denunciaram essas pragas com palavras ardentes, pondo em marcha uma reforma dos costumes e a restauração da reta doutrina.

É o espírito intransigente e sem comprometimentos dos santos que está hoje dramaticamente ausente. Seria urgente uma acies ordinata, um exército em ordem de batalha, que, empunhando as armas do Evangelho, anunciasse uma palavra de vida a um mundo moderno que morre, e não que lhe abraçasse o cadáver. Os jesuítas ofereceram à Igreja, entre o Concílio de Trento e a Revolução Francesa, esse núcleo de combatentes. Hoje sofrem eles a decadência de todas as ordens religiosas e se, entre elas, alguma por acaso aparecer rica de promessas, é inexplicavelmente suprimida. O caso dos Franciscanos da Imaculada, que explodiu a partir de julho, trouxe a lume uma contradição evidente entre os contínuos apelos do Papa Francisco à misericórdia e o bastão confiado ao comissário Fidenzio Volpi para aniquilar um dos poucos institutos religiosos que hoje florescem.

O paradoxo não acaba aqui. Nunca como no primeiro ano de pontificado do Papa Francisco, a Igreja renunciou a um dos seus divinos atributos, o da justiça, para apresentar-se ao mundo misericordiosa e bendizente, porém nunca também como neste ano, a Igreja foi objeto dos violentos ataques da parte do mundo para o qual estende a mão.

O casamento homossexual, reivindicado por todas as grandes organizações internacionais e por quase todos os governos ocidentais, contradiz frontalmente não só a fé da Igreja, mas a própria lei natural e divina, inscrita no coração de cada homem. As grandes mobilizações de massa, ocorridas principalmente na França, com as Manif pour tous, o que são senão a reação da consciência de um povo a uma legislação iníqua e contra a natureza? Mas os lobbies imorais não se dão por satisfeitos. O que os impulsiona não é tanto a afirmação dos supostos direitos homossexuais, quanto a negação dos direitos humanos dos cristãos. Christianos esse non licet (N. do T.: Não é lícito que os cristãos existam) – o grito blasfemo que foi o de Nero e o de Voltaire ecoa hoje no mundo, enquanto Jorge Mario Bergoglio foi eleito homem do ano pelas revistas mundanas.

Os fatos sucedem-se sempre mais. A sentença latina motus in fine velocior é comumente usada para indicar a passagem mais veloz do tempo ao término de um período histórico. A multiplicação dos eventos abrevia, com efeito, o curso do tempo, que, em si mesmo, não existe fora das coisas que fluem. O tempo, diz Aristóteles, é a medida do movimento (Física, IV, 219 b). Nós o definimos de forma mais precisa como a duração das realidades mutáveis. Deus é eterno precisamente porque é imutável: todo movimento tem n’Ele a sua causa, mas nada n’Ele muda. Quanto mais nos afastamos de Deus, mais cresce o caos, produzido pela mudança.

O dia 11 de fevereiro marcou o início de uma aceleração do tempo, consequência de um movimento que se está fazendo vertiginoso. Vivemos uma hora histórica que não é necessariamente o fim dos tempos, mas é certamente o ocaso de uma civilização e o fim de uma época na vida da Igreja. Se, ao concluir-se esta época, o clero e o laicato católico não assumirem até o fim as suas responsabilidades, verificar-se-á inevitavelmente o destino que a vidente de Fátima viu desvelar-se ante os seus próprios olhos:

« E vimos numa luz imensa que é Deus: “algo semelhante a como se veem as pessoas num espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fora de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trêmulo com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas e várias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal na mão, neles recolhiam o sangue dos Mártires e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus ».

A dramática visão de 13 de maio deveria ser mais que suficiente para mover-nos a meditar, orar e agir. A cidade já está em ruínas e os soldados inimigos estão às portas. Quem ama a Igreja, defenda-a, para apressar o triunfo do Coração Imaculado de Maria.

* Nosso agradecimento a um gentil e generoso amigo por nos fornecer sua tradução

18 Comentários to “2013-2014: Motus in fine velocior.”

  1. Os 2 últimos post, este do Prof. R. de Mattei e a carta de Dom Bertrand, constituem ambos libelos contundentes, embora prudentes e respeitosos, acerca de inacreditáveis palavras, atos e condutas provenientes da Sé de Pedro, que escandalizam e desorientam os fiéis.

  2. “nunca também como neste ano, a Igreja foi objeto dos violentos ataques da parte do mundo para o qual estende a mão.”

    Discordo. Os ataques sempre estiveram aí, perpetrados pelos mesmos sujeitos, quando não foram piores em tempos recentes, independente da mão estendida da Igreja, que jamais se recolherá quando houver pecadores arrependidos, ou do contrário deixaria de ser Igreja.

  3. Essa nova noção de misericórdia sem verdade, justiça, conversão e a clara exposição da Doutrina de Fé é um cavalo de tróia do CVII e do “São João XXIII”, porque afinal em nome dela se promove toda espécie de estranheza à fé Católica e se classifica a Doutrina como antiquada, obscura, inimiga das liberdades e oposta ao amor inclusivista de Deus. Francisco fez superabundar essa noção de misericórdia por meio de suas entrevistas ambíguas. Por fim, dando poder para um homem feito o Cardeal Maradiaga S. Santidade só terceirizou a destruição da Igreja. Nossa Senhora do Santíssimo Rosário-Rogai por nós.

  4. «A doutrina tradicional, segundo Maradiaga, não é suficiente para oferecer « respostas para o mundo de hoje». Ela será mantida, mas há «desafios pastorais» adaptados aos tempos, aos quais não se pode responder «com o autoritarismo e o moralismo» porque essa «não é a nova evangelização».

    Aqui está o pensamento central no qual marxistas travestidos de clérigos como esse Maradiaga insistiräo muito e que muda radicalmente o conceito de evangelizaçäo e da missäo dada por Cristo aos Apóstolos. A Doutrina Tradicional da Igreja é ideologizada e não pode ser “instrumentalizada” pra resistir ao avanço dessa “nova pseudo-evangelização”. Ela será mantida porque não pode ser destruída. Todavia será totalmente adulterada ou apropriada pra dar lugar a novos conceitos.
    Ao falar de esperança, podem ter certeza que não se referem à virtude teologal da esperança ou um além que se encontra com a morte, mas uma esperança que só se pode ter na luta, uma esperança que se forma a cada dia.Por isso, entre um militante marxista crente e outro não crente näo existe diferença alguma na prática diária. Até ateus se salvam…não foi o que disse Bergoglio? Para esses pérfidos näo há nenhuma necessidade de crer no além .
    Sobre o tema pecado, também já se mostram notavelmente desbloqueados e desideologizados. Daí a avalanche de pecados sexuais entre membros do clero. No mais, se uma pessoa é pederasta, pedófilo, pecador público, mas tem bom coração…etc, quem sou eu pra julgar? Ter bom coração aqui é estar engajado na luta por “justiça social”.
    Com referência à oraçäo, já não se sentem bem recitando as orações ideologizadas da Igreja. Daí a necessidade de inventarem ou adulterarem as orações ideologizadas da Igreja. Precisam inventar suas próprias como o famigerado frei de Belo Horizonte.
    Quanto à Eucaristia, quantos deles ainda acreditam na Presença Real ou na Encarnação do Verbo?
    Por estes exemplos já é evidente que a reinterpretaçäo da fé, que propugnam, näo é uma simples reformulação do perene conteúdo da fé, mais adaptado às condiçöes ou capacidades de compreensäo do povo-pobre-oprimido.
    Simplesmente väo mudando, alterando ou negando todo o conteúdo tradicional de nossa Fé. Utilizam o mesmo material de expressäo da Teologia clássica, mas lhe injetam outro sentido, causando confusões e perplexidades nos incautos.
    Caridade, conversão, salvação, libertação, graça,profecia ,homem novo, palavra de Deus, pecado , solidariedade, fraternidade, dignidade, dualismo, unidade da história…etc, tudo isso recebe um sentido qualitativamente diverso em sua reformulação da fé. No que ainda tem razäo não há originalidade e no que säo originais näo aparecem razöes.
    A “catequese” ou o ensinar ser Católico simplesmente não existe mais no vocabulário desses impostores, pois afirmam que os pobres são os construtores da Igreja ; e que por isso é necessário rompermos o esquema manipulador de ir para evangelizar o povo como se a Igreja fosse a dona da verdade pois o povo é evangelizado quando ele mesmo começa a evangelizar-se.
    A Conversäo que pedem é a conversão ao povo e não a conversão do povo a Deus.
    Converter-se segundo esses energúmenos é situar-se na práxis subversiva dos pobres que se fazem responsáveis por construir uma nova terra. “Assumir a prática subversiva dos explorados que procuram construir uma terra nova, viver a experiência da conversäo evangélica, é encontrar uma nova identidade humana e cristä “. (Gustavo Gutierrez, Teologia de la Liberación, Ediçöes Sigueme, Salamanca 1974, p. 268).
    Falando desse falso conceito de “evangelização” Dom Boaventura Klopenburg denunciava:

    “Só Deus sabe o que já inventaram em nome do povo, da criatividade e, claro, da práxis libertadora para esta desautorizada reapropriaçäo da Liturgia. A Eucaristia deixou de ser, para eles, o Sacrifício e o Banquete do Senhor, para transformar-se em meio de conscientizaçäo, em instrumento de luta revolucionária, em ocasiäo de arengas políticas. Dai, que nada os impeça de burlar todas as normas de celebraçäo e de elaborar, à sua vontade, oraçöes, fórmulas e cânticos, que destróem o sentido sagrado da Liturgia e a converte em ato de protesto e convite à revolta. Esta Eucaristia, assim profanada, já näo edifica a comunidade dos irmäos, mas incita o comício dos camaradas “.

    Eu que já vivi tudo isso ao vivo e a cores na década de 80 no Brasil, não pensei que iria viver pra ver o triunfo do Marxismo disfarçado de teologia bem no coração da Sé Apostólica. Concordo em tudo com o artigo do Prof. De Mattei. Só nos resta rezar e vigiar porque eles não prevalecerão.

  5. Sim. “A cidade já está em ruínas e os soldados inimigos estão às portas. Quem ama a Igreja, defenda-a, para apressar o triunfo do Coração Imaculado de Maria.” Disse tudo!

  6. Fratres;
    Diante de uma situação eclesial, no mínimo “tétrica e terrificante”, comecei a falar algumas coisas que causaram espanto em minha casa.
    Estarrecida, minha esposa pede para postar meu “desabafo”. Após pensar e perceber que não há nada de “ácido”, para ser moderado, eis o que tanto causou estarrecimento:
    Ahhh que saudades de Bento XVI !!!
    Nunca pensei que poderia dizer isso, mas diante de tudo que estamos assistindo, assombrados, creio que nem mesmo os escândalos do Bertoni & Cia seriam tão terríveis quanto o que assistimos…
    Ainda que tivesse sido um dos “peritti”, nada mais a fazer senão gritar:
    “Volta, Bento XVI !!!”
    Ahhh…
    “Bento, eu era feliz e não sabia”

    • Eu nunca torci pelo final do pontificado de Bento XVI, apesar de ter compreendido o real perigo que este mesmo pontificado representava de maneira específica para os católicos que entendiam o real valor da Igreja em toda a sua história e na totalidade de sua Doutrina.
      A Fé Católica é como água puríssima; é uma bênção dada a nós por Deus para que aprendamos a Sua vontade e transmitamos fielmente o que aprendemos, pois foi assim que nossos pais fizeram, e tem sido assim desde os apóstolos.
      Com Bento XVI tínhamos um papa revolucionário aos moldes conservadores. Mas diante de tanta decadência, a tentação de “unir forças” era constante, mas sob essa aparente coligação, muito mais estava em jogo: a tentação de trair a Cristo.
      Por mais que pareça um contracenso falar em trair a Cristo, ao se referir em unir-se juridicamente ao papa, todos aqui bem sabe que não é a pessoa de Bento XVI, mas as suas idéias equivocadas e seus procedimentos baseados em sua concepção moderníssima de Fé, baseada na filosofia moderna que envenenou as almas no Concílio.
      A Igreja não precisa de nós, mas nós precisamos da Igreja. Não somos grande coisa, mas se conhecemos o catecismo e aprendemos com tantos exemplos do passado que se deve amar a Deus e a colocar a Sua vontade antes de qualquer coisa, não podemos, não devemos, não queremos fazer algo diferente.
      Deus tem direitos. E se todos cruzam os braços e deixam seus direitos serem desrespeitados, então para que serviu Sua Paixão?
      Não somos procuradores de Deus, mas se entendemos que isso não nos exime da grave responsabilidade que constitui o sermos batizados, então em sã consciência devemos resistir a tudo o que não signifique a prática da justiça.
      Justiça é dar a cada um o que lhe é devido. O que se deve dar a Deus, portanto? Migalhas? Caim não deu a Deus o que tinha de melhor, não se esforçou por dar a Deus algo melhor, poderia ter feito melhor, poderia ter ao menos DESEJADO dar um sacrifício melhor…
      Na vida podemos contemporizar com tudo. Podemos – e creio que seja até bom – ser flexíveis, podemos ceder em muitas coisas. Porque afinal de contas não somos perfeitos, somos passíveis de nos enganar, ou de tomar atitudes inapropriadas, de maneira que, em meio a tantos enganos, temos uma certa liberdade para refazermos as coisas.
      Mas os caminhos do Senhor, esses foram traçados por Ele mesmo para que nós o atravessemos, e não para buscarmos atalhos.
      Por isso está escrito em Isaías, LV: “Porque os Meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os Meus caminhos os vossos caminhos”.
      E o profeta Ezequias ajunta:” sustai vossos passos e escutai; informai-vos sobre os caminhos de outrora, vede qual a senda da salvação; segui-a, e encontrareis a quietude para vossas almas”. O que são os caminhos de outrora senão os caminhos de ontem? Queremos paz? Pois sejamos católicos como eram nossos antepassados, não nas falhas, mas nas virtudes. Aprendamos com a experiência passada, evitemos os mal, busquemos o bem.
      De maneira alguma estou contente com o atual pontificado: ao contrário, foi para mim um dia de grande dor ter constatado a indigência em que nos encontramos, quando anunciaram Bergoglio como papa. Mas um prolongamento do pontificado de Bento XVI seria a ruína de muitos mais, o que não é de todo ruim, porque é nestes momentos de fidelidade que se revelam os corações. Mas bastou a mudança de pontificado – coisa normalíssima na vida da Igreja – para que se tornasse evidente o engodo que constituiria colocar vinhos novos em odres velhos.
      Creio que o melhor a se fazer por amor à Igreja é rezar muito pelo nosso pobre clero, e mantermo-nos distantes deles a todo custo, porque o liberalismo é uma doença contagiosa, e impregnou a muitos homens altos e irrepreensíveis. Quanto mais nós, um monte de carne e sangue?
      Sejamos pacientes e penitentes. E se não podemos levar esta cruz com alegria, que ao menos levemo-na com serenidade.

  7. O Prof. De Mattei sempre muito preciso.

    Agradeço ao tradutor.

    Fiquem com Deus.

  8. Durante muito tempo, eu não consegui entender o que motivou a renúncia do Papa Bento XVI. Sabia que Sua Santidade queria que o cardeal Angelo Scola fosse eleito e pensei que havia renunciado para tentar influenciar em sua sucessão. A vitória do cardeal Bergoglio foi uma derrota pessoal do papa Bento XVI.
    Dito isso, e conhecedor de outras profecias – as de São Francisco de Assis e São João Bosco – arrisco-me a dizer que acredito que o papa Bento XVI é “bispo vestido de branco” visto pela irmã Lúcia. Ele está consciente de que irá para o martírio. Ocorre que a profecia de São João Bosco nos dá a esperança de que ele será imediatamente sucedido por outro pontífice, o qual guiará a barca de Pedro ate o triunfo do Imaculado Coração de Nossa Senhora. O brasão do cardeal Angelo Scola é justamente uma barca em direção ao Sol.
    Como um católico brasileiro, que está bem distante desses acontecimentos. só me resta, em minha pequenez, rezar pelo papa Bento XVI. Agora está claro que Sua Santidade renunciou para impedir a apostasia da Igreja e lutar pela verdade imutável dos Evangelhos. Posso estar enganado, porém penso que estamos nos aproximando do cisma profetizado por São Francisco de Assis, o qual é confirmado pela passagem contida em Zacarias, 11:16: “Estou pronto a suscitar nesta terra um pastor que não terá cuidado das ovelhas que perecem, não buscará as que se desgarram, não curará a que for ferida, nem alimentará a sã; mas comerá a carne das melhores e lhes arrancará as unhas”.
    Creio que estamos testemunhando a profecia de Zacarias, que foi repetida por São Francisco de Assis.

  9. Gravíssima situação se alastra neste pontificado, pois temos um Sumo Pontífice que escandaliza mil e mil vezes os fiéis católicos, dia após dia. Para essa situação, o próprio Nosso Senhor, Deus e Homem verdadeiro, já deu uma resposta: “Quem escandaliza um destes pequeninos que creem em mim, melhor seria para ele pendurar uma pedra de moinho no pescoço, e ser jogado no fundo do mar. Ai do mundo por causa dos escândalos! É inevitável que aconteçam escândalos, mas ai do homem que causa escândalo!”. (São Mateus XVIII, 6-7). Oração, penitência e culto interior e exterior ao Imaculado Coração de Maria, pelo Papa e por nós todos, pois, caso estes dias de trevas e confusão não sejam abreviados, quem subsistirá? Miserere nobis, Domine. Miserere nobis.

  10. No evangelho diz-se que aquele que não ouve a Igreja deve ser considerado como um publicano ou um pagão. Em uma de suas cartas São Paulo qualifica a Igreja como coluna e fundamento da verdade. Mas parece que hoje alguns membros da Igreja docente já não a consideram como o fundamento de toda a verdade e se consideram anatematizados se não ouvem os ‘fiéis’. Uma total inversão de valores. São os pastores que ficam que nem baratas tontas tentando compreender os ‘sinais dos tempos’. São os pastores que promiscuíram a Igreja adaptando-a ao mundo moderno e permitindo que o mundanismo se instaurasse em seu interior, não tomando nenhuma medida ou medidas insatisfatórias para cessar o mal no interior da Igreja (o principal afetado: a liturgia). Foram os pastores que transformaram a Igreja docente numa Igreja dialogante, que todo mundo tem algo a dizer e arrogantemente se consideram no direito de dizê-lo, mesmo contrariando o magistério. Este também refém dessa nova postura, renunciando a pronunciar-se de maneira clara e concisa para uma verborragia ambígua e interminável. Exemplo é a última exortação apostólica de Francisco, que um grande cardeal teve a coragem de informar que não tinha a intenção de fazer parte do magistério papal…

    Sim, é verdade que faltam santos a se levantarem em meio a essa apostasia escandalosa que assola a Igreja. Não que esses não existam… Existem sim… É que se eles ousam levantar a voz, seriam transformados em Marcel Lefebvre e Antonio de Castro Mayer. Pois se há algo mais cruel e impiedoso – mil vezes pior que a inquisição – esse é o modernismo que controla a Igreja e que atropela a todos que representam ameaça contra seu projeto de Igreja… Os Franciscanos da Imaculada que o digam.

    Aproveito para recomendar esse artigo da revista catolicismo:

    A confusão das línguas.

    http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/DF71F5D5-F03D-3577-1051D9588D5E1D41/mes/Janeiro2014

  11. Dessa “nova evangelização” (que ensina a apostasia) e desse Sínodo só sairão porcarias, pode crer.

    “Bento, eu era feliz e não sabia”. (2)

  12. Diz Dom Henrique Soares, bispo auxiliar de Aracaju: “A igreja não é nossa é de Cristo”. Eis meus irmãos, eis o que deve nos confortar e encher nossos corações de santa esperança. A santa Mãe Igreja já passou por tantas perseguições, administrações desastrosas de certos pastores, heresias entre seus filhos, pastores que se tornaram verdadeiros lobos e etc. Mas, em tudo isto, ela permaneceu intrépida, como a Virgem Dolorosa aos pés da cruz. Permaneceu formosa e bela, porque nada e ninguém pode destruí-la, porque sua força e graça não estava e nem está nos homens, mas em Deus e naquele que nós cantamos: “Vós sois a alma da Igreja”. Por isso, este tempo é de assombro. É de medo. De decepção. De revolta. Então o que nos resta? O que resta fazer os filhos verdadeiros da fé católica? Rezar. Rezar, fazer penitência, jejuns e mortificações, para que este tempo sombrio que paira sobre a Mãe Igreja, se desfaça-se e brilhe sobre ela e seus filhos a luz da glória de Deus.

  13. Quanta falta faz a Santíssima Inquisição para excomungar esses hereges modernistas e marxistas!!

  14. Li, gostei e estou recomendando a todos a leitura do excelente artigo, do professor Roberto de Mattei. Todavia, só discordo de uma coisa: “vivemos uma hora histórica que não é necessariamente o fim dos tempos”. Penso que estamos, sim, vivendo o fim dos tempos que não representa o fim do mundo. Os Sinais dos Tempos estão em toda a parte. Aliás, Deus nos mostrou a legitimidade de pensar no futuro (Jo 16,3). O papa Paulo VI, em 31-dez-75, falava da necessidade de uma “santa futurologia”, que nos permita discernir os “sinais dos tempos” (Mt 16,3; Lc 12,56; Vat. II AA 14; LG 4; PO, 9 etc).Todos esses perigos e ataques foram mostrados como um “complô” para acabar com a Fé, a Integridade Moral, a Unidade da Igreja. Em síntese: os maiores ataques estarão centrados em dois pontos chaves: a Eucaristia e o Papa. Evidentemente, é impossível estabelecer uma cronologia precisa dos acontecimentos finais (Mt 24, 35-42), visto que Deus não revela nunca “o dia e a hora”; a atual profecia (Pe. Gobbi, Fátima, Lourdes, La Salette, Akita, Mediugórie, São Malaquias….) os videntes veem simultaneamente muitos acontecimentos que realmente não se sucedem dessa maneira; os apóstolos falavam ao mesmo tempo da destruição de Jerusalém e do fim do mundo…(Mt 23,39). “Deus não fornece datas (Mt 24, 35); além disso, há uma grande pluralidade de circunstâncias e multiplicidade de acontecimentos revelados simultaneamente (Mt 24…). Por tudo isso, requer-se um esforço de síntese pessoal, muitos já o tentaram (Paul Bauchard, Patrick de lubier, dentre outros). O profeta, às vezes, vê em separado o que sucede simultaneamente e, outras vezes, ao contrário, é como se visse “filmes superpostos”, cuja ubicação no tempo e no espaço dificilmente ele compreende. Nosso Senhor nos mostra com os Sinais dos Tempos a urgência da Mensagem, a necessidade de “não perder tempo”, pois logo será demasiado tarde; pois os acontecimentos que se aproximam sucederão um depois do outro com grande velocidade; “Deus abreviará esses dias, caso contrário ninguém sobreviveria” (Mt 24,22), será a “pressura temporum” – a abreviação dos tempos. Deus continua e continuará enviando avisos e sinais para o mundo, pois não poder permitir que este caia no abismo sem fazer todo o possível para salvá-lo, embora os “eruditos” e os “sábios deste mundo” rechacem e condenem os Avisos de Deus, suas Obras Providenciais, o Sinais que Ele envia repetidamente à humanidade. Outros acreditam, mas por medo escondem sua fé e não dão testemunho.

    A CRISE NA IGREJA
    As “dores do parto” apenas começaram, antes que a Igreja renasça para uma nova era de santidade, terá que passar por etapas dolorosas e difíceis. Deus mostrou, antes de tudo, a crise da Igreja: “Minha casa está em ruínas, mas o pior está por vir”, disse, a “apostasia” (2Tes 2,3) atual (135.000 sacerdotes abandonaram o ministério nos últimos anos, mais 300.000 religiosas que, depois do Concílio, também saíram – Ap 13,7); obscurecimento da Igreja (1Tm 4,1 e 2Tm 3,1), da fé e da claridade; “Nos últimos dias virão momentos difíceis… tu, porém, persevera no que aprendeste e no que acreditaste” (2Tm 3, 1-14). “Virá um tempo em que os homens não suportarão a sã doutrina, mas arrastados por suas próprias paixões, rodear-se-ão de uma porção de mestres, pelo prurido de ouvir novidades; apartarão seu ouvido da verdade e se voltarão para as fábulas” (2Tm 4, 3-4). Deus deu a entender que os sofrimentos apenas começaram (Mt 24, 11-21); que virão dias de obscuridade (Mt 24, 29; Ap 6,12; 8,12 e 16,10); que em alguns países a Igreja está morrendo, perto da putrefação (Ap 3,10); que assim como em outros tempos, os “mercadores do Templo” a transformaram em covil de bandidos. Refere-se ao racionalismo de alguns teólogos (Ap 3,2 e 1Tm 4,1), que destroem a fé, negam a Divindade de Cristo, Sua Ressurreição e, em consequência, a Presença Real do Corpo de Cristo na Eucaristia, posto que, segundo eles, o Corpo de Cristo não ressuscitou, a ressurreição seria apenas simbólica, representaria apenas a eterna vida espiritual, não a converteram-na em “negócio humano”, são os “traficantes” do Templo, que trocam a verdade pela mentira, “negociam” a verdade… Nosso Senhor nos adverte sobre a maçonaria mundial e da maçonaria eclesiástica (Ap 13); da “filosofia medíocre” dos eruditos de hoje, intelectuais influenciados pelo racionalismo ateu (1Cor 1,19), que negarão as manifestações atuais de orientais, seitas, espiritismo, ocultismo, satanismo etc (Ap 9,13 e 16,12); do “relativismo” e relaxamento da moral (Ap 17,1), da violência (patrocinada, por exemplo, por algumas teologias da libertação – Ap 6,3). Com muita ênfase, Deus mostra a ela a gravidade da atual negação dos carismas, da recusa dos “profetas” (Ap 11,7) e das “Obras Providenciais” que Ele está realizando no mundo como um extremo esforço para salvá-lo. Aqueles que não entram no Reino nem deixam que os outros entrem, pela incredulidade que os leva a perseguir todos os mensageiros de Deus; negam as Aparições e se opõem a elas, negam a profecia, os milagres… citando Santa Teresa de Ávila, que essas pessoas “veem somente o diabo por tado a parte”, em vez de ver a Deus… Como nos tempos de Cristo, atribuem ao demônio as obras de Deus e pecam contra o Espírito Santo, ao qual se opõem destruindo os carismas e graças providenciais para a hora atual.

    OS ATAQUES CONTRA O PAPA
    Antes de chegar à luta contra a Eucaristia, o Senhor nos mostra que os ataques principais serão contra o Papa, que é o que “detém a rebeldia” (2Tes 2, 6.7; 2Pd 3,3); por isso, buscar-se-á afastar os cristãos da fidelidade ao Papa, solapar a sinceridade do amor por ele, negar-lhe a adesão que tradicionalmente lhe têm os católicos; suprimi-lo, para que o “espírito de rebeldia” se libere por todo o mundo…

    No fim, o “bispo vestido de branco” deverá ser sacrificado!

  15. Pessoal,
    Vejam se alguém pode traduzir este artigo do Socci está sendo muito discutido.
    http://www.antoniosocci.com/2014/02/chi-ha-spinto-papa-benedetto-a-mollare-e-perche/
    Abraço

  16. Eu disse na primeira postagem e repito textualmente:

    ” Pois se há algo mais cruel e impiedoso – mil vezes pior que a inquisição – esse é o modernismo que controla a Igreja e que atropela a todos que representam ameaça contra seu projeto de Igreja”

    E não foi o que aconteceu? Roberto de Mattei acaba de ser removido da Rádio Maria pelo Pe. Livio. E parece que o motivo da remoção foi esse artigo.

    http://www.corrispondenzaromana.it/padre-livio-rimuove-roberto-de-mattei-da-radio-maria/

  17. Aqui esta mais ou menos a tradução de como a igreja conciliar persegue quem não se torna um herege modernista.Dialogar somente com hereges, ateus e pagãos mas com católicos de verdade é perseguição!!

    Profundo nojo dessa igreja conciliar!!

    http://www.corrispondenzaromana.it/padre-livio-rimuove-roberto-de-mattei-da-radio-maria/

    Em 13 de fevereiro , Padre Livio Fanzaga , diretor da Rádio Maria , fechou o livro ” raízes cristãs ” que o prof. Roberto de Mattei levou em 17 fevereiro de 2010, a cada terceira quarta-feira do mês na Rádio Maria . A razão para a medida é o artigo de mesmo de Mattei 2013-2014 . Motus , a fim velocior (clique aqui) apareceu no ” Jogo Romana ” em 12 de fevereiro . Abaixo está a correspondência entre pai Livio e Roberto de Mattei .

    13 de fevereiro de 2014 – Padre Livio Fanzaga prof . Roberto de Mattei

    Caro Professor Roberto De Mattei ,

    Eu li o seu artigo recente ” Motus , a fim velocior ” e eu percebi como é cada vez mais enfatizando sua posição crítica em relação ao pontificado do Papa Francis . Eu estou muito triste e eu desejei que ela iria colocar seu grande preparação cultural ao serviço do Sucessor de Pedro.

    Você entende , meu caro Professor , que a sua posição é incompatível com a presença da Rádio Maria , que prevê, em seus princípios orientadores , a adesão não só ao Magistério da Igreja, mas também de apoio para o trabalho pastoral do Sumo Pontífice .

    Com pesar e dever de consciência , eu tenho que suspender seu programa mensal , e obrigado, também em nome dos ouvintes , por seus esforços , como voluntário , em busca das raízes cristãs da Europa .

    Caro Professor , se sua atitude para com o pontificado atual fosse para mudar e se tornar mais positiva , não haveria dificuldade que você pode retomar sua transmissão.

    cordialmente

    Padre Livio Fanzaga (diretor)

    13 de fevereiro de 2014 – pai Roberto de Mattei Livio Fanzaga

    Querido Pai Livio ,

    Com um e-mail de 13 de Fevereiro Ela anunciou que tinha decidido deixar de transmitir ” raízes cristãs ” Rádio Maria , porque seria “cada vez mais enfatizando a” minha ” posição crítica em relação ao pontificado do Papa Francis “. ” Sua posição – ele escreve – é incompatível com a presença da Rádio Maria , que prevê, em seus princípios orientadores , a adesão não só ao Magistério da Igreja, mas também de apoio para o trabalho pastoral do Sumo Pontífice . ”

    Primeiro de tudo , obrigado pelo convite que você me deu, há quatro anos, para liderar o programa ” raízes cristãs ” da Rádio Maria . Desde então, o 15 de janeiro de cada terceira quarta-feira do mês, eu tentei fazer um trabalho melhor do que eu tinha sido confiada , desenvolvendo temas de defesa histórico, apologético, moral e espiritual da Igreja e Civilização Cristã . Agradeço também a você por me dar defendeu publicamente quando , devido a alguns programas que eu foi violentamente atacado pela imprensa secular. Todas as minhas atividades e meu ministério tem sido e continua a serviço da Igreja e do Romano Pontífice, a quem dediquei meu último Vigário volume de Cristo. O Papado entre normalidade e exceção. A devoção ao Papado é uma parte essencial da minha vida espiritual.

    A doutrina católica ensina-nos , no entanto, que o Papa é infalível apenas sob certas condições e que podem cometer erros, por exemplo, no domínio da política eclesiástica , escolhas estratégicas , e até mesmo a ação pastoral do Magistério ordinário . Neste caso, não é um pecado, mas um dever de consciência para um rimarcarlo Católica, desde que o faça com todo o respeito e amor que é devido ao Sumo Pontífice . Assim fizeram os santos , que deve ser o nosso modo de vida.

    A Igreja permite esta liberdade de crítica aos seus filhos e que não o pecado, com a devida reverência , ele destaca as deficiências da hierarquia eclesiástica . Falha em vez são silenciosos, por covardia ou conformidade. O drama da Igreja de hoje encontra-se no medo de padres e bispos , que formam a pars eLecta da Igreja, para denunciar a crise terrível , para traçar as causas , propor soluções.

    Reli o artigo, que é a razão da minha partida, e eu não acho que haja nada desrespeitoso do Pontífice reinante, mas apenas algumas considerações históricas , e não teológica , movido pelo puro amor à Verdade. Eu também não expliquei as minhas preocupações sobre a situação atual da Igreja na minha transmissão mensal da Rádio Maria , mas em informações da agência diretamente para mim .

    Querido Pai Livio , no âmbito da sua liberdade de sua licença da emissora, mas teria sido melhor se eu tivesse feito sem motivos , ao invés de indicar qualquer motivo tão fraco, e se você me permitir , improcedente . Ela não sai bem deste incidente e lamento -o sinceramente . O evento de movimento está ficando mais rápido e mais cedo ou mais tarde você também vai envolver o vórtice e da Rádio Maria , forçando-a a assumir , de uma forma ou de outra, as posições que você pode estar sob as esquivas ilusão . Eles são , no entanto, momentos em que você tem que tomar partido. Quanto a mim vou continuar a exercer a minha liberdade dos cristãos para defender a fé que recebi com meu batismo , e que é o meu bem mais acarinhados. Que o Espírito Santo ajuda-me a nunca ceder a qualquer pressão ou bajulação , nunca deixam de dizer a verdade e colocar o mais forte quanto maior é o silêncio de quem deve ser a posição .

    Com deleite devoto

    Roberto de Mattei

    14 fev 2014 – Padre Livio Fanzaga Roberto de Mattei

    Caro Professor ,

    obrigado pela sua resposta calma . Seu artigo, foi apontada com preocupação por alguns de que o ouvinte segue. Algumas decisões são feitas com sofrimento. E ‘ a minha firme convicção de que a Igreja pode sair do trabalho hoje após a Madonna eo Papa como Bento XVI nos ensina , é mais do que nunca a hora da oração .

    Com valorização Padre Livio