Ratzinger: minha renúncia é válida. Fazer especulações é absurdo.

IHU – “Não existe a menor dúvida sobre a a validez da minha renúncia ao ministério petrino” e “as especulações” a respeito são “simplesmente absurdas”. Joseph Ratzinger não se viu obrigado a renunciar, não o fêz por pressões ou conspirações: sua renúncia é válida, e hoje na Igreja não existe nenhuma “diarquia”, nenhum governo duplo. Há um Papa reinante no pleno uso das suas funções, Francisco, e um emérito que tem como “único e último objetivo” rezar por seu sucessor.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada por Vatican Insider, 26-02-2014. A tradução é de IHU On-Line.

Desde o mosteiro “Mater Ecclesiae”, dentro dos muros vaticanos,o Papa emérito Bento XVI nega as interpretações do seu gesto histórico de um ano atrás, feitas em diferentes meios e sítios recentemente.

Ele fez isto respondendo pessoalmente a uma carta com algumas perguntas que enviamos há alguns dias, após termos lido alguns comentários na imprensa italiana e internacional sobre sua renúncia. De forma sintética mas muito precisa,Ratzinger respondeu e desmentiu os presumidos contextos secretos da sua renúncia além de pedir que não se dêem sigificados impróprios para o uso do hábito branco.

No último dia 16 de fevereiro, quem escreve estas linhas, enviou ao Papa emérito uma mensagem com algumas perguntas específicas em relação com estas interpretações. Dois dias depois chegou a resposta. “Não existe a menor dúvida – escreve Ratzinger na carta – sobre a validez da minha renúncia ao ministério petrino. Única condição da validez é a plena liberdade da decisão. As especulações sobre a invalidez da renúncia são simplesmente absurdas”.

Na carta que nos enviou, o Papa emérito respondeu também algumas perguntas sobre o significado do hábito branco e do nome papal. “Manter o hábito branco e o nome Bento – nos escreveu – é uma coisa simplesmente prática. No momento da renúncia não havia outros hábitos à disposição. Além disso, uso o hábito branco de forma claramente diferente do Papa. Também aqui trata-se de especulações sem o mínimo fundamento”.

Há poucas semanas, o teólogo suíço Hans Küng citou algumas palavras sobre Francisco que Bento XVI escreveu numa carta. Palavras que, igualmente, não deixam lugar para interpretações: “Eu estou agradecido de poder estar unido por uma grande identidade de visão e por uma amizade de coração com o Papa Francisco. Hoje, vejo como minha única e última tarefa apoiar seu Pontificado na oração”.

Houve quem, na rede, tratou de questionar a autenticidade da citação ou a instrumentalizou. Por isto pedimos ao Papa que confirmasse o escrito: “O prof. Küng citou literal e corretamente as palavras da minha carta endereçada a ele”, precisou, antes de concluir com a esperança de ter respondido “de maneira clara e suficiente” as perguntas que lhe enviáramos.

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35 Comentários to “Ratzinger: minha renúncia é válida. Fazer especulações é absurdo.”

  1. “Ah-rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr” (choro), o neném nasceu!

    Annuntio vobis gaudium magnum;
    Habemus Papam:
    Eminentissimum ac reverendissimum Dominum, Dominum Bergoglio Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem Bergoglio,
    Qui sibi nomen imposuit Francisco I

  2. “Eu estou agradecido de poder estar unido por uma grande identidade de visão e por uma amizade de coração com o Papa Francisco. Hoje, vejo como minha única e última tarefa apoiar seu Pontificado na oração”.

    É, parece que os defensores de Bento XVI aqui, os tradicionalistas que são mais tradicionalistas que a própia Tradição, não vão gostar muito dessa declaração. Ou então vão taxar Bento XVI de modernista, herege ou qualquer coisa que o valha.

    Sinceramente, fico muito descontente com as afirmações que se faz aqui contra o Papa Francisco (mais pelos comentaristas do que pelo conteúdo do blog em si). Não percebem que, mais que tudo, o que Francisco tem proposto para a Igreja é um programa de conversão? Essa é a grande riqueza e beleza da exortação Evangelii Gaudium: nos impulsionar a uma conversão sincera de coração que (re)acenda o desejo de evangelizar. Retomar o primeiro amor para fazer um anúncio vibrante do Evangelho.

    Amo muitíssimo o papa emérito Bento XVI, e seu pontificado trouxe a luz coisas importantes: a reforma da reforma litúrgica, o combate ao relativismo, dentre outras coisas.

    Aqueles que contrapõem Francisco a Bento XVI, me parece, não experimentaram aquilo que sua Santidade, Bento XVI, afirmou: antes de ser uma aceitação de uma ideia, de um sistema d epensamento, o cristianismo é um encontro com uma Pessoa que é capaz de mudar a vida, o coração, por completo, e a partir daí reformular nossa visão de mundo. Muitos que se dizem seguidores fiéis de Bento XVI e da Tradição parecem com aqueles que vivem da letra e não do Espírito. Cuidado para não coar o mosquito e engolir o camelo do farisaísmo!

    Viva sua Santidade, o papa emérito Bento XVI!
    Viva o Papa Francisco!

    • “Tradicionalista”? Não! Somos Católicos. Iguais aos mesmos Católicos dos dois mil anos de história. Quanto a você, não vou tacha-lo de “modernistas”. Apenas lembro que todos os Católicos têm as mesmas raízes em Cristo; Lá, de dois mil anos. Dois mil anos? Seria Ele tradicionalista?

    • Pois é, o Cristianismo é um encontro com uma Pessoa que é capaz de mudar a vida, o coração e o mundo por completo; é um encontro com Jesus! Com Jesus, morto e ressuscitado por nós, não um encontro com Bergoglio, não com Bento XVI, não com Pio XII: Com Jesus! De Pedro a Pio XII, o Filho de Deus vivo foi anunciado por toda a Igreja, sem medo até das maiores perseguições e dos mais difíceis martírios, e como cresceu e se espalhou a fé no Senhor Jesus Cristo, quantas almas foram salvas, quantos santos foram elevados aos altares!

      Mas, o que Francisco faz, o que a Evangelii gaudium propõe, já é seguido há 50 anos e mostrou ser um desastre, uma abominação que apagou a fé de milhões de pessoas, fazendo elas pecarem e muitíssimas apostatarem. Está aos olhos de todos! O Jesus, como o dos protestantes, levantado como bandeira pelo Vaticano II, não é o Jesus Cristo que salva, que liberta, que quebra as cadeias da alma, que a Igreja de Deus, conforme a ordenação do próprio Deus feito carne e com a moção do Espírito do mesmo e único Deus, sempre anunciou aos quatro cantos da terra, convertendo muitos ao Evangelho!

      Justamente, todos devem tomar cuidado e se apartar do fermento dos fariseus! Tocar trombetas ao dar esmolas, escusar-se de falar a verdade para agradar aos poderosos, ficar sempre no primeiro lugar no templo (isto é, tocar no Santíssimo para mostrar que adora mais, cantar o que é simplesmente popular para atrair atenções volantes e buscar glórias mundanas, pular ou dançar nas celebrações para ser mais visto, mudar o que é imutável para se adequar às modas), estar sempre buscando aplausos e amizades com o que é do mundo, é farisaísmo, bem como mostrar somente a lei escrita e esconder a graça.

      Livrai, Senhor, Vossa Igreja da hipocrisia dos que a cercam!

    • Talvez daqui a uns mesinhos o papa Francisco ache que o seu fabuloso ministerio não esta a dar frutos e abdique tambem e haja outro conclave e teremos o papa Inacio I , e dai a uns mesinhos , por outra razao sobrenatural ou uma unha encravada da mão direita o papa Inacio tambem tenha que abdicar por não conseguir escrever exortaçoes apostolicas! e tenhamos que eleger o papa Tome I e …assim.. teremos uma nova congregaçao religiosa ! os expapas todos em fila vestidos de branco num monasterio que lindo , sobe estas pedras edificamos a igreja !
      Ora tenha juizo sô Danilo Bezerra

  3. O Papa Emérito podia ser mais discreto, menos loquaz e mais escondido do mundo – agora que renunciou ao ministério petrino.

    • Ora, mais discreto do que ele é, diria que é quase impossível. O que ele não é, e nunca foi, é indelicado. O jornalista perguntou e ele, preocupado com a ambiguidade de gestos que levantam poeira, deu uma singela resposta, só isso. Batina branca (note-se: e ele a usa sem a faixa com o escudo e sem aquela pequena capa sobre os ombros que é sinal de jurisdição) até simples padres podem usar, especialmente em climas quentes. Digo mais, até melhor seria que usassem antes que roupas “à paisana”. O nome de Papa emérito, creio já ter dito isso aqui, não é problema algum, pois Papa é sinônimo de Bispo de Roma (com tudo o que isso implica, logicamente). Assim como um Bispo fica emérito e conserva o título da sua diocese, também o Papa quis assim. Se as imagens, como recordava o professor De Mattei, dão a impressão de haver uma diarquia, coube a Bento XVI desfazer qualquer impressão equivocada. O que ele fez de modo brilhante e direto.
      Alguns citaram exemplos aqui de alguns papas do passado que renunciaram em situações completamente diferentes. Um teria “voltado” a ser cardeal etc. São coisas que teriam difícil aplicação prática hoje. O então Cardeal Ratzinger era cardeal da ordem dos bispos e possuía o título de uma Igreja suburbicária de Roma (a de Velletri), além da Igreja de Óstia por ser então também o decano do Sacro Colégio. Ambos os títulos estão hoje ocupados. Fazer o quê? Destituir os cardeais que os ocupam? Não teria o menor sentido. Ele não tem mais lugar entre os cardeais. Ele escolheu uma vida de retiro e oração, como aliás Pietro da Morrone fez (embora eu tenha dúvidas de que aquele tenha realmente escolhido isso, mas enfim), aquilo que um homem que vai completar 87 anos pode fazer, ensinando-nos que sempre podemos e devemos rezar pela Igreja.
      Ah, mas porque antes, há 600 anos, não “havia o título de Papa emérito, ele voltou a ser o que era antes etc”…, claro, nem havia tampouco o título de Bispo emérito, nem os cardeais deixavam de votar aos 80 anos nem nada disso.

  4. Este homem foi um grande papa!
    Bento XVI continua espetacular.

  5. Até entendo os questionamentos dos tradicionalistas acerca de doutrina, pois tratam de realidades permanentes. O problema – que vejo desde a polêmica com De Mattei – é que eles estão dando pitaco até em questões acidentais, que não comportam imutabilidade. Vide comentário acima.

  6. Não é necessário ironia pra se tratar de uma questão tão séria. Todos os questionamentos são mais do que pertinentes diante dessa situação ímpar na história da Igreja e dos fatos que a precederam.
    Estamos diante de um Pontificado da “descontinuidade” onde o teor de todos os pronunciamentos, entrevistas e escolhas do atual Pontífice estão em claro contraste com o anterior. O que aconteceu nos meses que precederam à renúncia de Bento XVI fazem eco ao que dizia Monsenhor Lefebvre durante os primeiros anos da revolução Conciliar:

    “Há duas «Romas» que combatem entre si. É absolutamente certo que há uma profunda divisão entre elas. Devemos rezar muito, porque o Papa está envolvido no centro de uma tormenta e já não comanda. É uma situação muito grave. Algumas congregações ordenam uma coisa, outras o contrário”.

    No trem do Modernismo pós-conciliar, Ratzinger foi um vagão que começou a descarrilar e foi preciso que colocassem a locomotiva Bergoglio para chamá-lo de volta aos eixos.
    Sua orquestrada renúncia, obediência e total silêncio diante da destruição de tudo aquilo que ele vinha restaurando até recentemente é um sinal claro dessa “chamada nos eixos”. É preciso ser muito cego pra não ver isso.
    Quanto ao fato de Bento XVI continuar usando todos os sinais visíveis do Papado e até ter sido agraciado com esse título inaudito na história da Igreja de “Papa Emérito” eu vejo aí algo que não surgiu “nem da vontade da carne, nem da vontade do homem”, mas da Providência Divina que nunca abandonará a Igreja visível.
    Lembrem-se que Jesus estabeleceu sua Igreja sobre uma rocha única que é Pedro e nunca deu primado de honra nem a Paulo ou a nenhum outro Apóstolo.
    Nas trevas dessa selva religiosa em que vivemos a única certeza que podemos ter é que o Vigário de Cristo, o Papa, sucessor de Pedro também chamado «Cefas» é um só.
    “Papa Emérito” ou Primado de Honra é criação mundana pra subverter a ordem estabelecida pelo próprio Cristo e o fato de um herege como Hans Kung sair da sepultura pra fazer esclarecimentos em nome de Bento XVI só vem agravar minhas suspeitas de que algo muito podre está por trás desses esclarecimentos.

    • Gercione Lima:
      Também acho; penso que pode estar certa!

    • Concordo em “gênero, número e grau” com vc Georcione Lima.

    • Melhor comentário o seu, Gercione Lima

    • Jovem senhora Gercione,

      “Esperem só até eu ganhar minha bola quadrada!”(Kiko).

      [Papa Emérito” ou Primado de Honra é criação mundana pra subverter a ordem estabelecida pelo próprio Cristo e o fato de um herege como Hans Kung sair da sepultura pra fazer esclarecimentos em nome de Bento XVI só vem agravar minhas suspeitas de que algo muito podre está por trás desses esclarecimentos.]

      Algo muito podre está acontecendo? Certamente que sim. Por mistérios sobrenaturais, independente da verdadeira historia.

      Acho que o apanhado da vida de Ratzinger como ator do vaticano II descredencia a suas suspeitas de que ele seria a resistência contra o modernismo.Talvez tenha sido mais colaborador para perdurar os erros do VII. Do contrário, houve muitas oportunidades para renunciar ante as pressões dos modernistas. E poderia fazê-lo bem antes de ser escolhido papa.

      Ratzinger foi o especialista em teologia no processo de implantação do VII.

      Da implantação do vii, atuou na fase “moderada” da transição do período pós concilio.

      Considero-o a pessoa que mais conhece toda a fase pré conciliar e pos conciliar. Os atos ilicitos do vaticano II e da Igreja. A historia, ele a conhece por testemunho e causa. Ou seja, é um arquivo vivo.

      Se algo está errado? Sim, está. O próprio contexto o diz. Esse instituto, “Santidade Emérita”, só pode ter sido inventada pelo próprio perito, Bento XVI. E, pior, abre precedente para os modernistas terem agora, por desculpa, a implantação de nova constituição da Igreja visível, contrariando sua fundação divina. Venham os modernistas impor períodos de transição, ou seja, muitas santidades eméritas? O que querem eles? Papas eleitos por períodos pré estabelecidos?

      Quando, muito antes do vaticano II, se cogitou aposentar-se de Jesus, tirar férias de Jesus, ter um dia de descanso de Jesus, como acontece agora em quase todas as paróquias do Brasil, era rechaçado duramente, pela própria consciência dos ordenados e pela Santa Igreja. Loucura para a Igreja Militante?

      Entendo o porquê dos militares e guerreiros, em vários tempos e lugares, das sociedades odiarem os políticos de suas tribos, impérios, agremiações…estados. Pois estes últimos que agiam por interesses próprios, concupiscência, enquanto aqueles travavam as verdadeiras batalhas e guerras. Infelizmente, assim estão os membros da Igreja, politizado, interesseiros… poucos os militantes da fé autentica.

      Esclarecendo que não sou sedevacantista, mas, não há possibilidade de termos dois papas. Se Francisco é papa, então basta. Se ele é o inicio efetivo e pratico do modernismo fundamentalista, ainda é papa, então temos que enfrentar a situação. Antes Bento XVI, o moderado, que dava o verniz do tom sacro para vii? Não sei.

      Sua renuncia diz algo podre sim, mas não acho que seja o que suspeita. Porém, na pratica, não muda o fato da violenta situação em que estamos sendo provados. Ainda Deus nos permite essa graça.

      Sob outro enfoque, o período moderado do Vaticano II foi a fase em que se aplicou a tática de fazer o fiel esquecer a verdadeira doutrina católica. Os antigos, incautos, caíram no encantamento laxo da nova evangelização. Os mais jovens e os neófitos a aprenderam(heresias das mais diversas).

      Hodiernamente, estamos no período da anarquia teológica. Todos parecem autossuficientes. É implantação efetiva do modernismo. Período iniciado por ocasião da eleição do Papa Francisco.

      Penso que supõe que por coação Bento XVI teve que agir desta forma. Mas, seria galhofa aquela tese do artigo aqui colocado [https://fratresinunum.com/2014/02/21/nos-e-os-dois-papas-o-que-esta-realmente-acontecendo-na-igreja/#comments]. Cada ponto daquele texto é tão fraco que seriamos muito ingênuos para deles se chegar a uma conclusão verdadeira que ele insinua.

      “Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho”.

      “A teologia da história em São Boaventura”

      Se tiver tempo ou interesse leia e me explique.

      Bento XVI, como Papa, foi um teólogo. E precisávamos de um Papa.

  7. Alguns esclarecimentos aumentam ainda mais as dúvidas,…quer pelas respostas (falta de hábitos no momento da renúncia) quer pela ausência dos originais (perguntas e respostas, e carta do “teólogo” Kung), quer pela própria iniciativa tão fora de propósito!

  8. Sou forçoso a concordar com a Gercione LIma qdo postou:
    “o fato de um herege como Hans Kung sair da sepultura pra fazer esclarecimentos em nome de Bento XVI só vem agravar minhas suspeitas de que algo muito podre está por trás desses esclarecimentos”.

    Há, sim, algo de podre no reino da Dinamarca, como diria William Shakespeare, em Hamlet.

    Vou um pouco mais além sobre as duas Santidades Bento XVI e Francisco:
    – Uma Santidade será o “bispo de branco” (3º Segredo de Fátima”)
    – Enquanto que a outra Santidade será o “Petrus Romanus” que, segundo a profecia de São Malaquias, seria o último papa.
    Quem viver, verá!

  9. Ou seja, para a Gercione Bento continua sendo “papa”, ainda que o próprio tenha dito com todas as letras tudo o que disse.; Em que planeta esta moça mora, meu Deus do céu?

  10. O fato de Bento XVI pensar que sua renúncia seja válida não significa que seja de fato. Creio que as dúvidas sobre isso são legítimas. Deixar a mente aberta não faz mal.

    De fato é uma situação impar na história e precisamos ler os sinais da Providência. Um papa que “renuncia” e continua agindo como papa, roupa de papa, títulos de papa, residência de papa, e tudo isso porque não havia uma batina preta disponível?!?! De outro lado um papa que em certo sentido se esforça por negar sua condição. Se a renúncia foi inválida, sem dúvida isso tudo é muito providencial, sejam quais forem as razões de cada um.

    A história de Tornielli também não está muito confiável. Sem ver a carta fica difícil. Não é possível que Bento XVI tenha argumentado que decidiu ser Sua Santidade, o Papa Emérito, só porque não tinha uma batina preta por perto, coisa que ele poderia facilmente conseguir, principalmente porque a renúncia foi decidida muito tempo antes. E a questão não é nem a batina, porque os bispos podem usar batina branca, isso é comum nas Filipinas, por exemplo. Bastava ele colocar um solideo e uma faixa roxa. Podia pegar emprestado com o arcebispo Genswin, enquanto não conseguia uma pra ele. Dá pra acreditar nessa justificativa?

  11. Tivesse ele renunciado por pressões ele diria? Evidente que não. Ratzinger tem motivos de sobre para não admitir isso. Logo não é isento no assunto.

    • …é isto ai Rafael,se o Papa Bento XVI falar o que aconteceu e acontece eles matam ele.
      Não sei como ninguém percebe isto,parece até que o Papa Bento XVI vive num paraíso de rosas e belas praias afrodisiacas,o Papa Bento XVI está sozinho,ele tem que tomar cuidado com o que fala,não vai ser por causa de uma entrevista que ele vai entregar todo o jogo.

  12. Sinceramente, sempre pensei que um homem tão inteligente, sobretudo muito sério, resposável, consciencioso, como Bento XVI, pudesse fazer algo de tão ingente responsabilidade sem ter certeza absoluta da sua legitimidade e validade.
    Mas também sempre pensei que o título de Papa Emérito não é só inusitado mas também impróprio e até ambíguo. Penso que não haveria nenhum incoveniente em ser chamado “Bispo Emérito de Roma”. Acho também que ao renunciar um cargo, faz-se mister renunciar outrossim todos os sinais do mesmo.
    Imaginem se o Papa Francisco fizer o mesmo e assim por diante!!!…

  13. Porque muitos aqui contrapõem Francisco a Bento, como se cada um deles tivesse doutrina diferente, quando isso não é verdade?
    Francisco e Bento aceitam o ecumenismo conciliar e o praticam.
    Francisco e Bento aceitam a colegialidade episcopal e ambos já a puseram em prática.
    Francisco e Bento aceitam a liberdade religiosa, ao invés da tolerância religiosa, porque só a verdade tem direitos, e não as falsas religiões.
    Francisco e Bento são absolutamente seguros acerca da reforma litúrgica. Mesmo as críticas de Bento XVI nunca foram contra a Reforma em si, mas quanto a sua aplicação.

    Eles têm a mesma doutrina, costumavam divergir de opinião, porque um tinha uma visão liberal conservadora, e o outro tem uma visão liberal mais progressista.

    Um vinha de carroça, o outro vem a jato, mas ambos em direção ao mesmo fim: a consolidação e legitimidade da religião nova, criando para isso uma tradição nova, uma liturgia nova, dogmas novos e disciplinas novas.

    E Bento XVI, quando cardeal chegou a reconhecer que a Gaudium et Spes era de fato um Anti-Syllabus, sendo que o Syllabus exprimia doutrina vinculante aos católicos. E ele enquanto papa fomentou a Gaudium et Spes que ele mesmo reconhecia romper com a Tradição.

    De forma que NÃO ENTENDO a dificuldade. Eu tive esperanças de melhoria real no início do pontificado de Bento XVI, mas à medida que eu percebi que ele mesmo alimentava o monstro, não conseguindo se impor e nem mesmo restaurar o Sacro Colégio e o episcopado, então percebi que na verdade a intenção NUNCA foi essa. Como bom hegeliano, ele queria a tese e a antítese sempre lado a lado, então jamais foi desejo de Bento XVI eliminar os progressistas, porque precisava deles como um contrapeso no barco conciliar. Quando um lado vai muito pra direita, o outro lado faz peso para reverter a tendência. Agora o barco saiu da extrema direita para a extrema esquerda. E eu não quero fazer parte deste barco conciliar. Eu quero que ele fure e afunde de vez, porque Pedro não pode ficar em dois barcos ao mesmo tempo. Pedro precisa ficar no barco da Igreja, e para isso ele tem que sair do barco da religião conciliar.

    E repito: “Chico” (Francisco) e Bento em essência crêem na doutrina do concílio. Isso não nos serve, qual é a dificuldade em admitir que Bento renunciou e não têm mais autoridade efetiva? Ele mesmo se depôs, e continua trazendo indiretamente prejuizo, quando confunde os católicos ou alimenta com sua existência teorias de conspiração. Eu creio que se houve uma, ele foi agente ativo no processo, tanto quanto os progressistas…

    • Bruno, depois de seu comentário não há mais nada para comentar. Aliás, o Ferreti deveria postar este comentário no site pois é uma das análises mais lúcidas e precisas que eu já li até hoje sobre a situação atual da Igreja. Que Deus nos proteja!

  14. Bento XVI cala a boca dos católicos tradicionais que já estavam prontos para criar a teoria da conspiração de que Bento XVI ainda comandava a Igreja por trás dos bastidores.

    Até quando os católicos tradicionais ficarão nessa cegueira?

  15. Um verdadeiro soco no estômago dos especuladores “de sempre”.
    Eu amo esse cara!
    Bento XVI e Francisco são os melhores presentes que a Igreja poderia receber de Deus.
    Plena continuidade do ministério de Pedro.
    Glória a Deus!

  16. Padre Élcio, não vejo problema em os Papas renunciarem…não vejo do porquê de um Papa já quase sem conseguir falar e andar ainda ser o REINANTE.

  17. O que o Modernismo produziu na Igreja! Tal a confusão que até atinge os conservadores e tradicionalistas, que perplexos desdobram-se em “neos” cada qual arvorando estarem com a razão. Estes não se debatem nas águas turvas em virtude dos ensinamentos antigos, que defendem, mas pelo caos estabelecido pelo Modernismo. Ou seja, até os defensores da integridade da Tradição são fulminados pelos raios das “novas idéias”. Compreensível. Ser Papa Emérito ou não, é uma forma que não altera o conteúdo. A canônica renúncia de Bento XVI, portanto regular, não gerou a existência de dois Papas, ou que um é ilegítimo e outro legítimo. É uma situação quase inaudita. Somente isso. Um impôs uma diretriz de acordo com sua posição doutrinária. Outro uma outra. Somente isso. Mas a luz foi apagada pelos modernistas e até os tradicionalistas (e conservadores) naturalmente apalpam no escuro com especulações, algumas vezes tentando, de boa vontade, encaixar os fatos com as mensagens de Fátima. Mas as mensagens são mistérios que vemos com clareza depois do seu desenrolar. O que o Modernismo produziu na Igreja!

    • Quando os Papas fazem figuras destas ! o que farão os bispos! e os Padres ! e os leigos ! e os nao crentes! e os apostatas e os satanicos!

      Descemos muito nas escala dos nerdantais nos ultimos anos !

      La de cima O Senhor infelizmente dirá outra vez eu não criei esta gente tal como disse nos tempos de noe e de sodoma e gomorra temos que destruir esta porcaria que se formou !
      Mas esses tinham a desculpa de nao ter 2000 anos de cristianismo em cima!
      cumpre-se a profecia de Nosso Senhor seremos julgados com maior rigor que sodoma e Gomorra porque estes não viram as obras do salvador e dos santos em 2000 anos!
      Esperemos pelo castigo que se aproxima , valha-nos Nossa Senhora!

  18. Eu disse isso aqui uma vez, logo após a renúncia pra lá de suspeita de Bento XVI e torno a repetir: enquanto Bento XVI estiver vivo, “PRA MIM” ele é o Cabeça Visível da Igreja porque assim foi determinado por Cristo. Foi o próprio Cristo que determinou que sua Igreja Visível estaria fundada sobre uma pedra que é Pedro e seus sucessores. Pedro não tem vontade própria, pois foi o próprio Cristo que lhe disse:

    “Em verdade, em verdade te digo: Quando eras mais moço, cingias-te e andavas por onde querias; mas quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres.
    João 21:18

    Essa cabeça visível é uma só e não duas. Não existe “Papa Emérito”. Nunca existiu! A Igreja é uma monarquia e não um Parlamento com Chefe de Governo e Chefe de Estado onde um governa e o outro é figura decorativa. Se isso é difícil pra alguns compreender, paciência!
    Santo Agostinho – quando fala da Cidade de Deus que é a Igreja – a compara com um ser vivo onde a cabeça ou cérebro é que comanda todo o corpo vivo, como um governo.
    Se não tem um cérebro ou se não se sabe onde ele está, a cidade fica sem governo e o coração e todas as outras partes do corpo entram em colapso. Ela então perde sua alma. E, sem alma, uma cidade morre ou desaparece por falta de identidade. Essa decadência começa com a desordem, com a confusão, os conflitos internos e a desconfiança que o inimigo semeia entre seus moradores.
    Quando a cidade é dividida ela se torna como um reino dividido que não se sustenta de pé e assim inevitavelmente se tornará não mais uma cidade ou metrópole mas sim uma Necrópolis, lugar de mortos e de mortos-vivos. Algo muito semelhante ao que aconteceu com muitas paróquias e comunidades religiosas depois do Vaticano II: “Eis que a vossa casa vos ficará deserta”.
    O mais grave, no entanto, é quando essa cidade tem um corpo bicéfalo, com duas cabeças, não se sabendo qual delas pensa, qual delas governa, qual orienta e qual obedece. Com duas cabeças, a figura do governo dessa cidade se torna monstruosa, como Ortros, o cão mitológico mais feroz da mitologia grega.
    Ao ler recentemente uma crônica sobre mitologia grega aprendi que Ortros não pensava, apenas mordia e vigiava o rebanho. Analogia perfeita para os Bispos modernistas que perderam a inteligência e não fazem outra coisa senão dominar os fiéis pela falsa obediência e morder o rebanho confiado aos seus cuidados.
    Ortros era considerado o cão de guarda mais feroz da antiguidade e, para aumentar a sua periculosidade, esse cão bicéfalo tinha um irmão igualmente maligno chamado, Cérbero, o cão que guardava as portas do inferno ( Hades) não impedindo a entrada e sim a saída.
    Conta a lenda que quando alguém chegava no inferno, Cérbero fazia festa, era uma criatura adorável. Mas quando a pessoa queria ir embora, ele a impedia; tornando-se um cão feroz e aterrorizante. Outra perfeita analogia para os modernistas infiltrados na Igreja que fazem festa quando mais almas abraçam suas heresias, mas logo logo mostram os dentes quando alguém tenta voltar pra Tradição da Igreja e a Doutrina de sempre!
    Cérbero e Ortros, o cão bicéfalo, tinham uma irmã, a Hidra, também de muitas cabeças. Quando se cortava uma delas, logo nasciam duas outras.
    A Hidra era tão venenosa que, apenas com seu hálito, ela matava os homens. A Hidra inspirou o dragão de “sete cabeças e dez chifres” mencionado no Apocalipse de “João” (Ap. 12:3-4 e 15-6) pois tanto ela como os outros monstros bicéfalos da mitologia representam tudo o que o ser humano tem de mau, de defeituoso, de desnaturado, seus vícios e paixões desordenadas como a sodomia institucionalizada dos nossos dias, o ateísmo militante, o infanticídio e agora pra piorar, a Cidade de Deus entre os homens que é a Igreja aparentemente com duas cabeças.
    “Aparentemente” porque sendo a Igreja de constituição Divina, ela não pode ter duas cabeças! Por mais que o Inimigo tente mostrar como natural aquilo que por si só é monstruoso, aqueles que conservam o amor à verdade distinguem logo o que procede de Deus e o que procede do Maligno.
    A mensagem mitológica foi bem entendida pelos estudiosos do comportamento humano: enquanto não nos livrarmos da Hidra, nada de bom poderemos esperar da humanidade. E, enquanto não nos livrarmos de Cérbero e de Ortros, a cidade de Deus não poderá ser restaurada entre os homens.

  19. Amiga Gercione,

    Do seu “PRA MIM”, vou complicar mais um pouco:

    Bento XVI afirma que não é papa e isso contradiz a senhora.

    Entretanto, da boca de Francisco, pouco ou nunca se ouviu dizer, ele mesmo, que é papa. No agir, sempre, mesmo nos atos de autoridade, o faz com bispo de Roma e isso vem corroborar com a senhora.

    Então, teologicamente – quem subestime Francisco nesse quesito abra o olho -, ele próprio, também pense como o seu “PRA MIM”.

    Diante dos serviços prestados por Bento XVI à Igreja, acharam meritório dar-lhe o tratamento que tem. É questão de consideração e sensibilidade a sua pessoa…questão humanitária.

    Então, o “para mim” (eu, Sotero):

    Gostaria muito de conseguir uma imagem do então Papa Bento XVI em que estava estampado em seus olhos uma profunda tristeza, que mais me parecia espiritual, grave doença da alma…se não me engano foi em outubro de 2012 em uma solenidade na Praça de São Pedro. E digo, já vi gente assim: tristeza espiritual. O corpo responde como se fosse uma doença física e tal como um tratamento de câncer, definha.

    Continuando o “para mim”, outra questão, como ficaria se o reinado de Francisco fosse curto e Bento XVI estiver vivo? Com certeza teríamos outro conclave.

    Não tenho dúvidas. O verdadeiro Papa é Francisco.

    O antecessor de Francisco, Bento XVI, está como morto em sentido místico.

    Lembro-me das historias da minha vovó:

    “Nos tempos de ascese e espiritualidade elevadas, os grandes místicos diziam que o papa elevava um religioso a cardeal só de coração, ou seja, enxergava nele virtudes tão perfeitas que o tornava bispo com todos os sinais sacramentais e direitos do posto somente pela vontade de alma. Claro, a doutrina católica não ensina isso, mas naquelas épocas ninguém ousava contestar algo assim, tamanho o grau místico daqueles monges.”

  20. Sotero, eu estou me sentindo como aquele prior do Mosteiro Beneditino que disse ” a essa altura da minha vida, não posso mais aconselhar os demais a dedicar os anos mais produtivos de suas vidas remendando um edifício que não tem fundações sólidas”.
    Há 40 anos atrás quando Paulo VI lançou o Novus Ordo e praticamente suprimiu a tradição litúrgica de quase 2000 anos em todo o orbe Católico quase todo mundo embarcou na onda porque era o “Papa” que estava promulgando a novidade.
    Apesar do rastro de destruição deixado por essa mudança, apesar de todos os sinais que mostravam que esse era um caminho duvidoso, apesar de toda a perseguição aos que resistiram, o povo Católico se jogou de cabeça na aventura e só agora, quase 50 anos depois é que alguns começam a acordar pra realidade.
    Olhando pra trás, para aqueles anos de revolução cultural e sexual eu vejo que a maioria do povo embarcou porque no fundo queriam uma Igreja menos rigorosa, uma liturgia mais relaxada, uma fé mais comprometida com o mundo e menos com o Evangelho. Em suma, a apostasia generalizada já estava em curso.
    Nesses 50 anos de Vaticano II já fomos submetidos a todo tipo de experimento: comunhão na mão, ministros extraordinários da Eucaristia, Diáconos casados, coroinhas-meninas, protestantismo pentecostal nas missas…etc. Eles vão jogando uma bolinha de barro na parede pra ver se cola. Se colar eles seguem adiante.
    O único pilar que ainda continuava intocado era o Papado. Tivemos um Pontificado longo com João Paulo II e mesmo assim a instituição já estava sob ataque por parte de hereges como Leonardo Boff e Hans Kung.
    Hans Kung que muitos achavam que estava na sepultura, estava na verdade muito ativo na Alemanha movimentado os quinta-colunas da Conferencia Episcopal Alemã contra Ratzinger, que pra eles, deveria ser um “Papa de transição” que não faria muitos estragos.
    Isso explica a reação violenta dos Bispos alemães contra a anulação das excomunhões dos Bispos da SSPX e o surto de reportagens contra o Bispo Williamson, (que por sua vez, numa clara tentativa de minar qualquer acordo entre a Santa Sé e a SSPX, vivia metendo os pés pelas mãos dando entrevistas inconvenientes).
    O fato é que a Alemanha pra se redimir de seu complexo de culpa passou uma lei em 1994 que pune qualquer um que ouse negar o Holocausto. Portanto, a possibilidade do Governo alemão revogar a “Kirchenteuer”, ou seja a taxa do Imposto de Renda paga à Igreja era algo que tirava o sono desses Bispos.
    O Cardeal Kasper era um desses Judas que com medo de perder o dinheiro preferia vender o Papa. Hermann Haering, um outro teólogo alemão da laia do Hans Kung disse literalmente naquela época que o Papa deveria renunciar “para o bem da Igreja”.
    Já o Bispo Werner Thissen de Hamburgo, declarava à imprensa que o levantamento das excomunhões levou a uma perda da confiança no Papa.
    Christoph Schoenborn, de Viena foi outro que condenou abertamente a atitude do Papa e Gerhard Mueller que era o Bispo da cidade do Papa, Regensburg, deixou claro que ainda que a situação dos Bispos da SSPX fosse regularizada, eles não seriam bem-vindos em sua Diocese.
    No dia 26 de janeiro de 2009, Rachel Danadio escrevia um artigo no New York Times entitulado “Pra sanar um Cisma, o Papa corre o risco de criar outro” onde o Cardeal Kasper minava claramente a autoridade do Papa. Pra piorar a situação veio o Vatileaks, vieram as acusações injustas de acobardamento de casos de pedofilia, veio o lobby gay, a espionagem no Vaticano, as intrigas da Cúria e os problemas com o Banco do Vaticano.
    Agora querem me convencer que diante desse cenário, Ratzinger “renunciou” por livre e espontânea vontade porque já estava velho e com problemas de saúde. Isso é um insulto à minha inteligência.
    Se renunciou de verdade, não tem essa de Papa Emérito, não tem essa de estar participando de Consistórios ou dando entrevistas.
    Eu não posso dizer que sei o que se passa atrás daqueles muros do Vaticano, mas não há nada oculto que não venha a ser descoberto. É só uma questão de tempo!
    Mas como eu acredito que não estarei mais viva quando esse enigma for decifrado, por hora prefiro ficar com minha consciência e não engolir mais essa novidade que é uma Igreja Parlamentar com um chefe de Estado e outro decorativo ou com “Primado de honra”.
    Como o Prior beneditino eu digo: quem quiser ficar nesse improviso que criaram, que fique. Mas não me obriguem a sair da casa antiga e segura que é o que a Tradição da Igreja sempre ensinou.

  21. Nisso concordo com Gercione. Um dos fatos principais da renúncia de Bento XVI foi a iminência da condenação da FSPX. Pode até ser que ele pretendesse que a FSPX ficasse híbrida, mais conciliar, mas resistia na idéia de condenação. Deve ter sofrido muito por isso. A impressão que deu é que ele ficou enrolando para não condenar, embora as gigantescas pressões. A verdade é que a dado momento, e parece há muitos anos, Bento XVI largou parte de sua carga conciliar, e nesta viagem muito habilidosamente agiu fazendo até que o Sistema perdesse o seu controle. A volta da Missa Tridentina tem um significado enorme para a causa da Tradição porque os Católicos sequer a conheciam mais.

  22. Olá Gercione Lima, nossa irmã em Cristo,

    Dou graças pelos seus comentários…
    Creio que o Bispo vestido de branco (da mensagem de Fátima aos pastorinhos)
    é o Santo Padre Bento XVI…
    Depois do Bispo de Roma Francisco, não haverá mais nenhum…
    Agradeço a outros comentadores que defendem a verdadeira doutrina da Igreja…