Intervenção nos Franciscanos da Imaculada: Papa encontra um casal inesperado e sugere fim da intervenção para breve.

Por Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com – No domingo, 6 de abril, o Papa Francisco celebrou uma missa na paróquia romana de San Gregorio Magno alla Magliana. O que ele não esperava era que o pároco lhe apresentasse um casal, último nome Manelli, do qual seis de seus nove filhos são membros dos Franciscanos da Imaculada (dois filhos) e Irmãs (quatro filhas) da Imaculada.

Sandro Magister relata:

Em uma conversa com o papa, o casal Pio e Annamaria [Manelli] – o pintor do ícone [de Salus Populi Romani, presenteado ao papa] –  lhe disse:

“Santo Padre, temos nove filhos, seis dos quais são consagrados dentre os Franciscanos da Imaculada. Imploramos que o senhor os tire da sepultura.”

Ao que o papa Francisco – que na homilia havia dito que Jesus remove não somente Lázaro, mas todos dos sepulcros – sorriu, um pouco surpreso, os acariciou e disse-lhes: “Breve, breve.”

Não se sabe ainda o que esse “breve” pode significar. Os mais otimistas esperam por um iminente e pacífico fim da intervenção.

16 Comentários to “Intervenção nos Franciscanos da Imaculada: Papa encontra um casal inesperado e sugere fim da intervenção para breve.”

  1. Serviu-nos a “acessibilidade” do Papa Francisco, tão exaltada pelos progressistas que desejam o fim do caráter monárquico do Papado. Este casal matou a vontade de todo tradicionalista: parar o Papa e perguntar-lhe face a face. Chamaram Francisco “na chincha”, como se diz na minha região!

  2. Muito interessante.
    Vamos ver o que o santo tempo da Páscoa nos reserva.

  3. Resta saber o que lhes vai ser imposto…

  4. Qualquer anúncio de um fim dessa vergonhosa intervenção nos FI deveria ser feita de maneira oficial. O Papa teve o azar de encontrar um casal, pais de seis filhos consagrados nesse instituto religioso, que lhes implorou que os retirasse da sepultura.

    Uma pessoa só se vê na condição de implorar uma coisa a outrem quando teve seu pedido negado por diversas vezes. Nesse período todo dessa intervenção stalinista não houve sequer uma sinalização de que pudesse indicar que a intervenção estaria no fim ou que teria data para terminar. Nem sequer o motivo da intervenção está claro, quanto menos o que os religiosos poderiam e deveriam fazer para ter suas situações novamente normalizadas.

    E vejam que os pais reconhecem que os religiosos foram colocados no sepulcro. Só quem habita em tal local é quem está morto. Longe de ser uma intervenção em favor da edificação de um instituo religioso, é a ingerência de um poder paralelo na Igreja exercendo seu domínio para assassinar uma das ordens religiosas mais belas surgidas depois do CV II. Pouco importa se há outros religiosos que já ultrapassaram em muito a linha da mais vergonhosa apostasia. Demonstrou um pouco de fidelidade ao magistério e à Tradição, esse poder paralelo não pensa duas vezes em se intrometer para destruir o que foi edificado com muito sacrifício, renúncia e fidelidade à Igreja.

    Na Igreja de Bergoglio vemos duas lésbicas se beijando na boca num templo católico consagrado exclusivamente para se render homenagem a Deus. Já religiosos fiéis são jogados no sepulcro por tão simplesmente demonstrarem apego e fidelidade a uma certa prática de catolicismo pré-conciliar (quantas vezes nesse primeiro ano não vimos discurso de desprezo em relação a isso por parte de Francisco?) embora se mantenham fiéis em tudo aquilo que o CV II ensinou, embora se esforcem por interpretá-lo de acordo com a Tradição.

    Essa resposta, ao meu parecer, não sinaliza coisa alguma de que a crise possa se resolver brevemente, sendo o instituto restabelecido em todo o seu direito. Que outra resposta o Papa poderia dar? O “breve, breve” foi uma das respostas mais constrangidas e triviais que se poderia dar. Ou alguém pensa que o Papa diria que intervenção continuaria até o instituto ser destruído completamente?

    Creio que os FI só poderão voltar a normalidade caso cada um dos religiosos se ajoelhem diante de uma foto de Annibale Bugnini e façam um juramento de irrestrita e profunda fidelidade (canina) ao NOM, preferindo-o a missa de sempre, celebrando-o regularmente, enquanto a ‘forma extraordinária’ só deve ser celebrada ocasionalmente, como nos domingos e dias santos. E isso equivale a jamais criticá-la ou apontar-lhe os defeitos.

    Também só poderão voltar a normalidade caso abandonem essa intolerância dogmática que os religiosos insistiam em possuir. Que coisa mais retrógrada afirmar que a Igreja é a única verdadeira e que possui a verdade absoluta, sem necessidade de qualquer complementaridade por parte de seitas judaicas, protestantes ou islâmicas… ou o que é pior, de jornalistas ateus… Serão obrigados a reconhecer que o ensino da Igreja deve ser feito do modo mais simples possível, de modo que o dogma não seja mais reconhecido, para que outras ‘comunidades cristãs’ também possa se sentir acolhidas. Também deverão reconhecer que o ensino deve ser feito mediante o diálogo, o que significa o convencimento “de que o outro tem algo de bom para dizer”, mas isso não quer dizer “renunciar às próprias ideias e tradições, mas à pretensão de que sejam únicas e absolutas”
    http://www.vatican.va/holy_father/francesco/messages/communications/documents/papa-francesco_20140124_messaggio-comunicazioni-sociali_po.html

    É esse o caminho para a normalização do instituto. Beber o veneno que vem destruindo a vida da Igreja há quase 50 anos.

    O caminho da fidelidade não é uma alternativa para os progressistas.

  5. BREVE= só o próximo Papa vai resolver.

  6. O Papa Francisco é o maior propagandista dos Franciscanos da Imaculada perseguindo-os.

  7. Sim, sim, vai terminar em breve.
    Vai esmagar o que resta daquela congregação, outrora séria…

  8. Essa intervenção injustificada recai direta e abruptamente contra o Motu Proprio Summorum Pontificum, mitigando sua autoridade enquanto espécie normativa da Igreja Universal, a juízo da mera arbitrariedade do exercício de seu munus papal. Cabe-nos agora propor o próprio Papa acrescentar uma ressalva na parte final do art. 2º do Summorum Pontificum, in verbis: “Para tal celebração segundo um ou outro Missal, o sacerdote não necessita de qualquer autorização da Sé Apostólica nem do seu Ordinário” – exceto se o Papa quiser restringi-lo, ex officio ou a requerimento, a qualquer tempo, para sacerdotes ou institutos religiosos da Igreja Universal. Dessa decisão dispensa-se justificação e não admite-se recurso.

    A propósito, Francisco reconheceu que pôs os Franciscanos da Imaculada na sepultura…
    Parabéns ao casal Pio e Annamaria!

  9. Dois pesos e duas medidas.

  10. Ventre abençoado desta mãe.

  11. Querem saber o que esse papa irá fazer em favor dos infelizes franciscanos da Imaculada? nada…a sua aparente “acessibilidade” vale apenas para aquilo que ele realmente quer. Bergoglio odeia a Santa Missa Tradicional, inclusive demonstrou isso claramente quando arcebispo de Buenos Aires. Agora, forçado a demonstrar certa tolerância, espera apenas a morte de Bento XVI para bani-la novamente. Escrevam o que eu digo.

  12. Em breve, em breve… Bela evasiva. Será que devemos esperar quando Jesus voltar em Glória?. Então teríamos certeza absoluta. Ou será que irão fazer proposta idêntica àquela de Antíoco aos mártires judeus?

  13. O Espírito Santo nos assiste.Só que Ele muito estranho, e algumas vezes não fala, nem age, através do Porta Voz oficial, mas através de humildes leigos. Como Ele é muito sábio e experiente, acho que o método vai funcionar. E em breve ( sem ironia).

  14. E olhem que Bento XVI ainda é vivo.

  15. “Breve” não define prazos nem termos ad quem. Tenho também o pressentimento de que o Paspa fará algum absurdo assim que Bento XVI partir…e pode ser a supressão da Missa Tradicional e de congregações tradicionais. O tempo dirá.

  16. Nossa Senhora do Bom Sucesso não fez profecias sobre os Franciscanos da Imaculada? Ou estou enganada?