João XXIII, «o Papa da docilidade do espírito»; João Paulo II, «o Papa da família». Aprendamos a «não nos escandalizarmos das chagas de Cristo».

Por Iacopo Scaramuzzi – La Stampa | Tradução: Fratres in Unum.com – Em seu discurso durante a missa solene de canonização de seus predecessores, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco recordou a memória do Papa João Paulo II como o “Papa da família” e do Papa João XXIII como o papa “da docilidade de espírito”. O Papa Bergoglio concluiu sua homilia desejando que Wojtyla e Roncalli “intercedam pela Igreja, de modo que  durante estes dois anos de caminho sinodal, ele seja dócil ao Espírito Santo no serviço pastoral à família. Que ambos nos ensinem a não nos escandalizarmos das chagas de Cristo, para entrarmos no mistério da misericórdia divina, que sempre espera e sempre perdoa, porque sempre ama“.

10176047_665173540215459_4247118054939211804_n“No centro deste domingo, que encerra a oitava da Páscoa, e que João Paulo II quis dedicar à Misericórdia Divina, estão as chagas gloriosas de Cristo ressuscitado”, disse o Papa. “Ele já as ensinou da primeira vez que apareceu aos apóstolos na mesma tarde do primeiro dia da semana, o dia da ressurreição. Porém, Tomé não estava presente naquela tarde; e, quando os outros apóstolos lhe disseram que tinham visto o Senhor, ele respondeu que enquanto não visse e tocasse aquelas chagas, não acreditaria. Oito dias mais tarde, Jesus apareceu outra vez no cenáculo, no meio dos discípulos, e Tomé também estava com eles; aproximou-se dele e o convidou a tocar suas chagas. Então, aquele homem sincero, habituado a verificar pessoalmente as coisas, ajoelhou-se diante de Jesus e disse: “Meu Senhor e meu Deus ” (Jo 20: 28). As chagas de Jesus são um escândalo para a fé, mas também são a comprovação da fé. Por isso, no corpo de Cristo ressuscitado as chagas não desaparecem, permanecem, porque essas chagas são o sinal permanente do amor de Deus por nós, e são essenciais para acreditar em Deus. Não para acreditar que Deus existe, mas sim acreditar que Deus é amor, misericórdia e fidelidade. São Pedro, citando Isaías, escreve aos cristãos: “pelas suas chagas fomos curados” (1 Pedro 2:24; cf Is 53: 5).

“São João XXIII e São João Paulo II tiveram a coragem de olhar para as chagas de Jesus – recordou o Papa-, de tocar suas mãos chagadas e seu lado traspassado. Não se envergonharam da carne de Cristo, não se escandalizaram dele, da sua cruz; não se envergonharam da carne do irmão (cf. Is 58,7), porque viam Jesus em cada pessoa que sofria. Eram dois homens fortes, cheios de “parresia” do Espírito Santo, e deram testemunho perante a Igreja e o mundo da bondade de Deus e da sua misericórdia. Foram padres, bispos e papas do século XX. Conheceram suas tragédias, mas não se deixaram abater. Neles, Deus foi mais forte; foi mais forte a fé em Jesus Cristo, o Redentor do homem e Senhor da história; neles foi mais forte a misericórdia de Deus que se manifesta nessas cinco chagas; mais forte a proximidade materna de Maria. Nesses homens contemplativos das chagas de Cristo e testemunhas da sua misericórdia havia “uma esperança viva”, com uma “alegria inefável e radiante” (1 P 1,3.8 ). A esperança e a alegria que Cristo Ressuscitado dá a seus discípulos, de que nada nem ninguém pode privá-los. A esperança e a alegria pascal, purificadas no cadinho da humilhação, do esvaziamento, da proximidade com os pecadores até o extremo, até a náusea por causa da amargura daquele cálice. Esta é a esperança e a alegria que os dois santos papas receberam como um dom do Senhor ressuscitado, e que, por sua vez, deram abundantemente ao Povo de Deus, recebendo dele um reconhecimento eterno. Esta esperança e alegria estavam presentes na primeira comunidade dos crentes em Jerusalém, conforme narrado nos Atos dos Apóstolos (cf. 2,42-47). É uma comunidade em que a essência do Evangelho é vivida, isto é, o amor, a misericórdia, a simplicidade e a fraternidade.”

E esta é a imagem da Igreja que o Concílio Vaticano II teve diante de si – enfatizou Bergoglio. João XXIII e João Paulo II colaboraram com o Espírito Santo para restaurar e atualizar a Igreja de acordo com sua fisionomia original, a fisionomia que lhe foi dada pelos santos ao longo dos séculos. Não nos esqueçamos de que são precisamente os santos que levam a Igreja adiante e a fazem crescer. Na convocação do Concílio, João XXIII mostrou uma docilidade delicada ao Espírito Santo, deixou-se conduzir e foi um pastor para a Igreja, um guia-guiado. Esse foi o seu grande serviço à Igreja; foi o Papa da docilidade ao Espírito.”

Nesse serviço ao Povo de Deus, explicou o Papa Francisco, “João Paulo II foi o Papa da família. Ele próprio disse certa vez que gostaria de ser recordado dessa forma, como o Papa da família. Eu gostaria de enfatizar agora que estamos vivendo um caminho sinodal sobre a família e com as famílias, um caminho que ele, lá do Céu, certamente acompanha e sustenta. Que estes dois novos santos pastores do Povo de Deus intercedam pela Igreja, de modo que durante estes dois anos de caminho sinodal, eu seja dócil ao Espírito Santo no serviço pastoral à família. Que ambos – concluiu – nos ensinem a não nos escandalizarmos das chagas de Cristo, a entrarmos no mistério da misericórdia divina, que sempre espera e sempre perdoa, porque sempre ama“.

Ao concluir a Missa de canonização em que declarou santos João Paulo II e João XXIII, o Papa Francisco rezou o Regina Caeli, a oração mariana correspondente ao tempo de Páscoa, e enfatizou que os dois pontífices amaram a Virgem Maria como verdadeiros filhos: “E agora – concluiu o Papa, depois de agradecer a todos presentes, dirigimo-nos em oração à Virgem Maria, que São João XXIII e São João Paulo II amaram como seus verdadeiros filhos.”

Tags:

70 Comentários to “João XXIII, «o Papa da docilidade do espírito»; João Paulo II, «o Papa da família». Aprendamos a «não nos escandalizarmos das chagas de Cristo».”

  1. O panegírico de João Paulo II e João XXIII é o elogio do seu programa do pontificado bergoliano. É o elogio de si próprio … A mim essa papa não engana.

  2. Quando Nosso Senhor estava na cruz, chagado, arrasado, sangrando…é o único e mesmo Jesus da Glória, do Monte Tabor, da Ressurreição, etc. Não devemos nos escandalizar da Igreja e de suas chagas também.

    É a mesma Igreja de Sto Tomás de Aquino, da Idade Média, do amor à Maria, das cruzadas, dos milagres e testemunhos. É a mesma Igreja! Mas hoje, ela vive o seu calvário e devemos subir o Calvário da Igreja, pois somos membros dela.

  3. Está explicado, O Papa Francisco usará João Paulo II e João XXIII (penso que como mero pretexto) para aprovar no próxima Sínodo um escândalo contra a prática católica nas famílias e na disciplina dos sacramentos. Quem viver verá! E não estou dizendo que João Paulo II e João XXIII disseram ou escreveram algo para legitimar Francisco nas suas ideias, mas serão torcidos e retorcidos para os projetos de Francisco.

  4. Cumpridores das profecias biblicas de Deus e do evangelho de Cristo.!

  5. Caros fraternos, paz e bem!

    Sobre o Concílio Vaticano II, o santo padre o papa emérito Bento XVI, no seu último discurso de despedida (14/02/13), fez uma avaliação perfeita do Concílio Vaticano II (1962 a 1965), tais como:
    “Há muita interpretação distorcida das reuniões da igreja na época, influenciada pela Mídia, que resultaram em muitas das “calamidades” que afligem a igreja católica nos dias atuais. Isso se seguiu a “muitas calamidades, tantos problemas, a vários tormentos. Seminários fecharam, conventos fecharam, a liturgia foi banalizada”. Pelos frutos, se conhece a árvore, disse Jesus!

    Todavia, devemos respeitar o papa Francisco pela sua dignidade, e não pelo seu saber. Quando alguém é um verdadeiro consagrado por Deus, ele é iluminado pelo Espírito Santo. Qto aos outros, é preciso que se tenha uma caridade sobrenatural e que se reze por eles. Obedecer salva sempre. Ainda quando não é bem perfeito o conselho que se recebe. O respeito ao Sumo Pontífice é sempre sinal de boa formação cristã. Ai dos religiosos que perdem sua chama apostólica, disse Jesus. Mas ai também de quem acha que lhe é licito desprezá-los. Porque são eles que consagram e distribuem o Pão verdadeiro que desce do Céu. Aquele contato os torna santos como um cálice consagrado, mesmo se não são santos. Eles terão que responder a Deus por isso. Aliás, o Criador tem toda a Eternidade para punir os maus (seja no Inferno ou no Purgatório).

    Pessoal, não sejamos mais intransigentes do que o Nosso Senhor, que por ordem deles (sacerdotes) deixa o Céu, e desce para ser elevado por suas mãos. Se eles são cegos, se são surdos, se tem a alma paralítica e o pensamento doente, se são leprosos por muitas culpas em contraste com a sua missão, se são Lázaros em seu sepulcro, vamos clamar a Jesus para que os cure e ressuscite. Salvar uma alma é predestinar a própria alma ao Céu. Mas, salvar uma alma sacerdotal é salvar um grande número de almas, visto que todo sacerdote santo é uma rede que arrasta almas para Deus. E quem cair nessa rede é uma luz que se acrescentará à nossa eterna coroa da justiça.

    Não tenho dúvidas que o papa João Paulo II, o GRANDE, é Santo! Era auxiliado por Bento XVI (congregação da doutrina da fé), denunciou a Teologia da Libertação, comprovou a realização de dois milagres para almejar a honra dos altares…

    Já com relação à suposta santidade do papa João XXIII tenho sérias dúvidas. Explico: além de fumar muito diariamente, não falava bem o latim, tinha ligações com a maçonaria, bem como censurou os Videntes de Fátima…Senão, vejamos:
    No discurso de abertura do II Concílio do Vaticano (11 de outubro de 1962), encontramos estas palavras do papa João XXIII: «Parece-nos que devemos discordar desses profetas da desgraça, que anunciam acontecimentos sempre infaustos, como se estivesse iminente o fim do mundo»

    Para o alívio de todos, não constitui dogma de fé a proclamação de santidade pelo papa. E o papa não é infalível nessa questão.

    Enfim, estamos vivendo os Sinais dos Tempos: quanto aos dois papas (Bento XVI e Francisco), um será o Papa que caminha sobre uma cidade em ruínas (profecia de N. Sra de Fátima – 3ª Parte), enquanto que o outro será o Papa que cumprirá a profecia de S. Malaquias.

    A última tábua de salvação da humanidade é recorrer a Misericórdia Divina (Santa Faustina).

    Essa é a minha opinião.

    Saudações cristãs a todos!

    • “Aquele que ousasse afirmar que o Pontífice teria errado nesta ou naquela canonização, e que este ou aquele santo por ele canonizado não deveria ser honrado com culto de dulia, qualificaríamos, senão como herético, entretanto como temerário; como causador de escândalo a toda a Igreja; como injuriador dos santos como favorecedor dos hereges que negam a autoridade da Igreja na canonização dos santos; como tendo sabor de heresia, uma vez que ele abriria caminho para que os infiéis ridicularizassem os fiéis; como defensor de uma preposição errônea e como sujeito a penas gravíssimas.” (Papa Bento XIV – De Servorum Dei Beatificatione)

    • O populacho apenas seguiu as ordens dos sacerdotes na hora de escolher Barrabás e condenar Cristo.
      Isso é fato; não é condenação aos sacerdotes, nem argumento para rejeitar ao que falam; mas é prova de que não são infalíveis e de que a obediência cega não perdoa a tudo: “O sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos”.

    • Pois é… Apenas resta saber, se aplicando à risca TODOS os ditames do “De Servorum Dei Beatificatione Et Beatorum Canonizatione”, de Sua Santidade, o Papa Bento XIV, João XXIII e João Paulo II, teriam alguma chance de algum dia ainda vir a ser canonizados…

    • Seu Renato, de onde você tirou que a Igreja não é infalivel quando canoniza um santo?

  6. “… João XXIII e João Paulo II colaboraram com o Espírito Santo para restaurar e atualizar a Igreja de acordo com sua fisionomia original, a fisionomia que lhe foi dada pelos santos ao longo dos séculos.”

    O número das disparidades protagonizadas e ou suscitadas por estes dois pontífices que da forma mais radical possível se antagonizam com a fisionomia original da Igreja e com a trajetória dos santos ao longo dos séculos é tão vasto, mas tão vasto que por si só já mostra a inverossimilhança de uma declaração como esta e simplesmente descredibiliza por completo a canonização deles. Chega a ser estarrecedor a que tipo de atitude desesperada a Igreja Conciliar é capaz de chegar, para, numa vã tentativa, buscar inutilmente brecar a gradual, porém crescente reação em todo o mundo, aos deletérios frutos do concílio vaticano II e o retorno à Santa Missa de Sempre. Sabem por que alguém como ele é capaz de proferir uma declaração como esta, tão incompatível com a realidade dos fatos, tão suscetível de cair por terra perante uma análise objetiva da realidade ? Muito simples, é porque esta pessoa busca alicerçar esta declaração na prerrogativa de que, por obediência, ninguém questione, este tipo de absurdeza. Esta pessoa espera contar com o fato de que, quem quer que se manifeste contrário a esta flagrante distorção da realidade, seja alvo de todo um batalhão de “defensores da obediência”. Aqueles que, comodamente, se resignam ao cínico posicionamento de “antes errar com o papa do que acertar sem ele”. Acontece que ninguém aqui pretende acertar sem o papa, pois o que queremos é nada mais que justamente nos mantermos fiéis a todo o acerto do papado ao longo de sua trajetória multi-secular. Mas se o cerne da questão é se alinhar à fisionomia original da Igreja… Se alinhar à fisionomia que lhe foi dada pelos santos ao longo dos séculos, que não escape aos olhos de cada um o quanto o próprio Bergoglio, por si mesmo, tem se alinhado (ou se distanciado) de tudo isso…

    • Sim, a Igreja “conciliar” é que está desesperada…

    • Rodrigo Cardoso, VOCÊ DISSE que já foi aluno da escola do professor Raimundo(Filipe Aquino) filhinho da mentira daqueles que “rezam na língua das cobras”( espero que o senhor não pense que seja ofensa, porque é mais que isso, é acusação mesmo – fato grave) e afirmou antes que pertenceu aquela seita(cn), portanto neto do pai da confusão, deve pensar um pouco antes de vir aqui infernizar, pra sua alegria, e querer dar lição de doutrina sem saber nada a respeito dela.

      Então volta lá pra sua escolinha, fica beijando o anel do grande “Gamaliel”, Jonas Abib, seu papa, e peça aos falsos doutores da lei de lá para te ensinar a sair do infantilismo…Claro! Você deve ter uns doze anos.

      Quase me esqueci, peça ao seu “padre”, Fabio de Melo, para te consolar, não se desespere, por saber que é neto dos filhos da mentira.

      E vou te dizer mais:

      1. O Papa que está aí é legitimo;
      2. As canonizações foram ilegítimas;
      3. Os três são papas são legítimos;
      5. Todos eles pecaram gravemente;
      4. E santa Sé não está vacante.

      Mas, segundo suas falácias, na escolinha, que antes frequentou (tenho certeza que não foi por lá que aprendeu essas técnicas), a mentira é clara pra quem conhece o catolicismo autentico.

      Então, de certo, você foi dar umas pinçadas pela internet para conseguir levantar algumas controvérsias e argumentações, no estilo do copia e cola, quando colocou algumas questões na caixa de pesquisa do google e encontrou os resultados:

      [https://www.google.com.br/search?q=gamaliel&ie=utf-8&oe=utf-8&aq=t&rls=org.mozilla:pt-BR:official&client=firefox-a&channel=fflb&gfe_rd=cr&ei=ibFhU_OvBqXQ8gegxIGACQ#channel=fflb&q=coletanea+doutrinaria+contra+os+falsos+tradicionalistas&rls=org.mozilla:pt-BR:official]

      Entre eles, o primeiro: Coletânea doutrinária contra os falsos tradicionalistas
      (http://www.tradicaoemfococomroma.com/2012/10/coletanea-doutrinaria-contra-os.html)

      Seu empenho conseguiu ofendê-los, pois o senhor foi muito leviano ao se valer deles para tentar fazer-se de conhecedor magno da verdade.

      Outra coisa, você, Rodrigo R.(R. Soares) Cardoso, disse que a história da salvação, agora, se divide em antes de vaticano II e depois de vaticano II. O que aconteceu com o “Antes de Cristo e Depois de Cristo”?

  7. Diogo Lins,

    Essa declaração cabe quando se respeita o devido processo de canonização, certo? Acho que com JPII e João XXIII não se deu assim. Desta forma, há muita possibilidade de haver falhas…

    • É muito estranho canonizarem dois papas num dia só. João Paulo II sim apesar de suas falhas e erros pode ter ficado um tempo pequeno no purgatório, mas acabou virando santo. Mas, a dúvida vem perante a João XIII, afinal somos pequenos para entender se realmente ele foi canonizado. Mas concordo que tempos difíceis e confusões podem despontar depois dessas canonizações. Agora a pergunta fica, porque não canonizam Pio XII, Padre Libério e outros santos do mundo? Se for por falta de milagre tem alguma coisa errada, aquele Padre viveu o que pregou. Minha dúvida se deu quanto a visita do atual a Catedral de Nossa Senhora Aparecida, ele não parecia estar gostando de ficar lá, a fisionomia séria na verdade parecia ter raiva. Vi isso quando estava lá num telão que estavam exibindo para as pessoas verem. Foi muito estranho aquela situação, quando saiu da Igreja cumprimentou os que estavam de fora esperando, mas dentro da Igreja sua face parecia ter raiva e ódio, e quando estava de frente para a imagem de Nossa Senhora aparecida o mesmo semblante, nenhuma lágrima tinha escorrido, nada. Só estou mencionando isso porque achei estranho e me veio a cabeça agora esta situação. Enfim, rezo para que a 3ª guerra mencionada nas aparições de Nossa Senhora em La Salette e em Fátima não aconteça, pois tudo que está indicando que ela está prestes a acontecer. Rezemos pessoal, se rezarmos talvez Deus possa mudar o rumo das coisas, é a nossa única alternativa. Pois o demônio gosta do barulho do mundo e Deus do silêncio dos corações. Percebam que vários santos ficaram no silêncio e sem fazer barulho pelo mundo, acredito que esta é a fórmula que colocou eles no céu.

      Rezemos muito.

    • A canonização é infalivel por causa de um processo ou por que é um ato do supremo magisterio do papa? O papa precisa de processo para ser infalivel? Ou ele é infalivel por promessa de Jesus Cristo e assistencia do Espirito Santo? (depois reclamam quando são chamados neopelagianos) E se alguém, que não papa (por exemplo, o sr. Fellay), fizer o processo direitinho, do jeito que vocês querem — consegue canonizar infalivelmente alguém?

    • Então, por qual motivo existia processo? Por que os santos anteriores ao processo foram retirados do calendário litúrgico?

  8. Está ficando muito complicado.Um pequeno comentário: que a mídia mundial é, sistematicamente, um caminho de desumanização, opressão, mentira, controle dos povos, ódio à Vida e ao que é Divino, parece-me óbvio. O que acho estranho, estranhíssimo, é que Pastores que leem, raciocinam, estão na posse de informações conjunturais importantíssimas, sigam linhas de expressão pública( por Encíclicas, Alocuções, Entrevistas, etc) sempre usando formulações que , sendo ambíguas, permitem distorções que caminham, todas, numa mesma direção ” desconstrutiva”. Pio X , Pio XI, Pio XII conseguiam não falar assim.
    Quem lê o Sillabus, por exemplo, encontra todo um texto e contexto claro e coerente. Pode até ter algum erro( não digo que tenha), não é formalmente infalível em todos os seus pontos, mas é claro, decidido, definido, quase imune a interpretações inadequadas. Da´-me uma impressão forte, fortíssima, que pelo menos alguns Prelados, inclusive de Roma, QUERIAM que ocorressem as distorções, que estavam articulados com todo um procedimento, sistemático, de criação de um NOVO MODELO de compreensão e ensino na Igreja, e um modelo que é intensamente próximo das ambiguidades, omissões, heresias, que são implantadas hoje no mundo, através das Nações Unidas, dos governos do EUA,de Bilderberg, Trilateral, da mídia, dos grandes bancos, outras ” igrejas de Satanás”.Estando se procurando fazer crer que hoje é a época do ” rompimento de paradigmas” ( somente dos ” maus”…), acho que postar estes meus talvez absurdos paranoicos contribui para ” o espírito das coisas” . Ou não.

    • Não sei se o Syllabus é “quase imune a interpretações inadequadas”. Quem conhece um pouco da historia da Igreja no seculo XIX sabe que, logo depois de publicado, o Syllabus desencadeou a edição de uma pletora de obras, contrapostas entre si, sobre qual seria, não apenas a sua verdadeira interpretação, como também o seu grau de autoridade e o grau de assentimento que exigia (infalivel? não infalivel?). Até porque se tratava de uma coleção de trechos extraídos de alocuções papais, que deveriam ser tomadas no seu contexto original.

  9. Os frutos do Vaticano II estão aí para quem os quiser ver.

    Pense-se, no entanto, à guisa de contraponto, nos frutos do Concílio de Trento – cuja história e posteridade já estão muito bem estudadas e escritas: uma longa fileira de Santos, a reforma efetiva e prudente da disciplina da Igreja em todas as esferas, o grande surto missionário nos cinco continentes, expansão esta coroada pelo martírio de tantos heróis da fé, fundação de novos institutos de vida consagrada, fundação de Universidades, Escolas, e Orfanatos (em que a pobreza, a inocência e a infância eram respeitadas e não vilipendiadas por um bando de psicopatas desocupados – observadas, naturalmente, nesta crítica, as devidas exceções que também hoje não hão de faltar).

    Nem se venha dizer q os nossos tempos são piores pq o “mundo” está pior; o mundo sempre foi *este* mundo q está aí, inimigo do evangelho e da Igreja. Nosso Senhor Jesus Cristo, aliás, não predisse a apostasia do mundo, mas a apostasia dos cristãos. O problema que aflige os meios eclesiásticos e desorientou aqueles q devem governar a Igreja com prudência e sabedoria consiste precipuamente nesta tentativa, frustra e abominável, de fazer um conluio adulterino da Esposa do Cordeiro com o mundo que “jaz sob o poder do maligno”.

    Eis a via sinistra que se manifestou claramente, e a cada dia com maior clareza, desde a morte do servo de Deus, o Papa Pio XII.

  10. Se devemos considerar João Paulo II como santo, devemos sustentar sua doutrina como impecável, até nos menores detalhes. Com efeito, o grau heroico da virtude de fé implica uma docilidade sem falhas a todo o espírito do magistério, que se expressa através de todo o ensinamento dos doutores, e não somente à letra dos ensinamentos do magistério infalível e ao menor dominador comum dos dogmas obrigatórios.
    Se João Paulo II é realmente santo, os fiéis católicos devem reconhecer que a Igreja católica e as comunidades ortodoxas são Igrejas irmãs, responsáveis juntas da salvaguarda da única Igreja de Deus. Eles devem então reprovar o exemplo de Josaphat Kuncewicz, arcebispo de Polotsk (1580-1623). Convertido da ortodoxia, este publicou em 1617 uma Defesa da unidade da Igreja, na qual ele incriminava os ortodoxos por dilacerar a unidade da Igreja de Deus, e foi por isso que ele excitou o ódio desses cismáticos que o martirizaram.
    Se João Paulo II é realmente santo, os fiéis católicos devem reconhecer os anglicanos como irmãos e irmãs em Cristo, e expressar esse reconhecimento pela oração comum. Eles devem então incriminar também o exemplo de Edmund Campion (1540-1581), que se recusou a rezar com o ministro anglicano, no momento de seu martírio.
    Se João Paulo II é realmente santo, os fiéis católicos devem considerar que o que divide os católicos e os protestantes – ou seja, a realidade do santo sacrifício propiciatório da Missa, a realidade da mediação universal da Santíssima Virgem Maria, a realidade do sacerdócio católico, a realidade do primado de jurisdição do bispo de Roma – é pouco em relação ao que pode uni-los. Eles devem então incriminar o exemplo do capuchinho Fidèle de Sigmaringen (1578- 622) , que foi martirizado pelos reformadores protestantes, junto dos quais ele tinha sido enviado em missão, e que compôs uma Disputatio contra os ministros protestantes, sobre o tema do santo sacrifício da Missa.
    Se João Paulo II é realmente santo, os fiéis católicos devem reconhecer o valor do testemunho religioso do povo judeu. Eles devem então censurar o exemplo de Pierre d’Arbues (1440-1485), grande inquisidor de Aragão, que foi martirizado pelos judeus por ódio à fé católica.
    Se João Paulo II é realmente santo, os fiéis católicos devem reconhecer que após a ressurreição final, Deus ficará contente com os muçulmanos e que os muçulmanos ficarão contentes com Ele. Eles devem então incriminar o exemplo do capuchinho Joseph de Léonessa (1556-1612), que lutou em Constantinopla junto dos cristãos reduzidos à escravidão pelos adeptos do Islã: esse zelo lhe valeu ser acusado junto do sultão por ter ultrajado a religião muçulmana e lhe aplicaram o suplício da forca: aí ele ficou suspenso a uma corrente por três dias, com uma mão e um pé perfurados por um gancho. Os fiéis católicos também deveriam reprovar o exemplo de Pedro de Mavimène, morto em 715 após ter sido supliciado durante três dias por ter insultado Maomé e o Islã.
    Se João Paulo II é realmente santo, os fiéis católicos devem reconhecer que os chefes de Estado não pode se arrogar o direito de impedir a profissão pública de uma religião falsa[6]. Eles devem então reprovar o exemplo do rei da França, Luís IX, que limitou o tanto quanto ele pôde o exercício público das religiões não cristãs.
    Se A sentença de canonização envolve três realidades derivadas logicamente uma da outra: a) que o servo de Deus goza da visão beatífica no Céu; b) que ele mereceu alcançar essa glória por sua união com Deus e pelas virtudes heroicas que praticou, as quais são um exemplo para os fiéis; c) que a Igreja deve prestar culto ao santo e pedir sua intercessão, agradecendo a Deus pelo benefício de sua vida; Alguém poderia citar uma virtude heróica de João Paulo II (com exceção de aceitar com resignação uma doença ou viajar bastastante)???
    Não estamos a afirmar que João Paulo II e João XXIII não estejam no céu, longe disso, pois quantos que não foram canonizados e lá estão? Esse julgamento não pertence a ninguém a não ser ao Único Santo ne sentido estrito da palavra, Deus. Assim como não podemos afirmar (junto com a Igreja), que Hitler esteja no inferno.
    E João XXII foi “um papa bom” ou “Um bom Papa?”
    O foco central não é a canonização desses santos, isso para a Igreja Conciliar é “pano de fundo”, diria irrelevante.
    Querem, fazer crer a todos que a árvore do Concílio Vaticano II dá bons frutos e abrir-se a porteira para todas as dessacralizações sob esta bandeira. Eles estão debaixo de uma árvore e frutos podres caem sobre suas cabeças, mas, juram que esses frutos não são dessa árvore (Vaticano II). Dias piores virão. A Igreja Humana de Cristo está Humanamente acabada, apostatada. E nada humanamente falando reverterá ou mitigará esta situação. Resta-nos aguardar as próximas etapas escatológicas que faltam: O Anti-Cristo e o Triunfo do Coração Imaculado da Virgem.

    • «Se devemos considerar João Paulo II como santo, devemos sustentar sua doutrina como impecável, até nos menores detalhes.» De onde você tirou isso? Até aí, São Vicente Ferrer apoiou o antipapa de Avinhão, Santo Tomás Morus propôs o fim da propriedade privada em sua Utopia, e mesmo Santo Tomás de Aquino, o Doutor Comum e Universal, não reconhecia a Imaculada Conceição da Virgem Maria, que depois viria a ser definida como dogma da Fé. Considerar alguém como santo não significa reconhecer a impecabilidade de sua vida e da sua doutrina — até onde sei, a doutrina catolica é que somente são impecaveis Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Mãe Maria Santissima. Quando leio comentarios como o do Sebastião, impossivel não concordar com o juizo que o papa Francisco faz sobre esses supostos tradicionalistas: é gente que se julga uma elite, mas no fundo o seu problema é de pouco conhecimento.

  11. Os atos de canonização não podem ser aceitos senão com uma fé geral e eclesiástica e não com fé divina. O fiel não faz, sem dúvida, um ato de fé especial na canonização, mas crê nela mediante um ato de fé geral. Ato pelo qual ele aceita no seu conjunto o culto da Igreja. — Se no conjunto dos santos apresenta-se por vezes um “falso” santo […] o culto relativo que lhe é prestado reverte finalmente a Deus. Um rei é honrado através de um falso embaixador. Deus também mediante um falso santo.
    E Santo Tomás não era infalibilista “extremista” como muitos querem nesta ocasião distorcer a seu bel-prazer.
    O Padre Ols bem destaca a precisão dos termos empregados por Santo Tomás. Ao falar de matéria de fé, ele diz “é certo que é impossível” que a Igreja erre; nas canonizações, apenas “pie credendum est”, expressão sempre usada por Santo Tomás quando “não existe nem pode existir [matéria] para um ensinamento infalível por carecer de base na Revelação”.
    Trata-se então de adotar, em face das canonizações, a mesma atitude assumida diante dos ensinamentos doutrinários do Magistério ordinário não revestidos do carisma da infalibilidade: dá-se-lhes um assentimento religioso, por provirem de pastores assistidos pelo Espírito Santo, mas admite-se a possibilidade de um ou outro erro ocasional, até que a doutrina ensinada não seja definida de modo extraordinário ou que se torne patente que é uma doutrina que foi ensinada sempre, em todo lugar e por todos. Em caso de haver razões graves para se inferir que o ensinamento é contrário à Tradição, o fiel é autorizado a suspender seu assentimento interior e, por vezes, seu silêncio exterior obsequioso, para exprimir suas reservas.
    No atual estado do desenvolvimento do Magistério a respeito do objeto secundário da infalibilidade (verdades não reveladas necessárias para que o depósito da fé revelado possa ser preservado na sua integridade, explicado convenientemente e defendido eficazmente), nada impede de se proceder da mesma maneira diante de canonizações controvertidas.

    • Agora ser catolico apostolico romano é ser “infalibilista extremista”… Döllinger, Lutero e Voltaire não diriam nada diferente.

  12. Acredito que as últimas canonizações depois do Concílio sejam muito duvidosas.
    Apesar de termos grandes santos que foram ” canonizados” pelos Papas Conciliares, ainda sim restam dúvidas enormes! Para se canonizar não é necessário só milagres… precisa-se de um ponto importantíssimo que são a ” Heroicidade das Virtudes”.
    Cito um exemplo bem anterior ao Concílio:
    Todos sabem do grande homem e religioso que foi Dom Prosper Guerangè. Todos sabem do seu enorme trabalho na reforma Beneditina na França e de seus incontáveis exemplos e ensinos sobre a Sagrada Liturgia. Não é de se negar, que esse homem é Santo! Porém, nunca Dom Guerangè foi canonizado! Encontrou-se um pequeno desvio em seus ensinos sobre a Doutrina da Graça ,que se afastavam da doutrina sobre a Graça de Santo Tomás, logo a doutrina da Igreja. Só esse fato já foi suficiente para o processo de canonização ser cancelado. Vejam um ponto importantíssimo que a Igreja jamais desprezaria antes do Concílio que era ver se aquele Santo (a) tinha Heroicidade de Virtudes.
    Hoje em dia depois do CVII esse ponto não é mais essencial…basta ser bonzinho ou “ser milagreiro”.
    Não nego aqui que um Padre Anchieta ou um Padre Pio sejam Santos! Mas duvido muito que Padre Anchieta e Padre Pio recebam no Céus a dois homens que fizeram de tudo para destruir a Igreja Cristo.
    O legado de João XXIII foi o Concílio. A vida de João Paulo II foi por em prática o CVII. É impossível de se acreditar que esses homens que pecaram fortemente na Doutrina sejam Santos. Se Bento XVI ou Francisco os reconhecem como Santos é para seu bem prazer e continuidade da doutrina do concílio.
    Repito as palavras de um Padre que caem muito bem diante de tanta aberração que vemos depois do CVII :
    “João XXIII e João Paulo II não foram canonizados pela Igreja Católica! ”

    Ps: Não sou e nem acredito no Sedevacantismo, mas….!

    • Daniel, se você fosse sedevacantista, o mal seria maior, mas pelo menos você seria mais coerente.

  13. Diogo Lins estas são palavras de sabedoria. Isto que o Papa Bento XVI disse é a pura Verdade.

  14. A prova quem nem o clero acredita na santificação do:

    1-) João XXIII: porque se fosse assim iriam seguir o seu missal, mas não, somos nós que pedimos a sua utilização e levamos a porta na cara.

    2-) JPII: o clero ao invés de abandonar a teologia da libertação preferiu abandonar a batina, os confessionários, a musica gregoriana e fazer agitação social ecológica.

  15. FRATRES;
    Desculpem-me a sinceridade, mas estão espantados com quê?
    Esses dois Papas são os modelos da neo-igreja, sorridente, de bem com a vida, amiga de todos e que a todos acolhe, exceto aqueles que ainda persistem em permanecer naquela “velha” Igreja, aquela anterior ao “cãociílio das maravilhas”, aquela “velha” Igreja, fundada por nosso Senhor Jesus Cristo, testemunhada pelo sangue dos Mártires, defendida pelos Confessores, espalhada por todo o mundo pelos Missionários e seus apostolados.
    Interessante. Os frutos falam por si.
    Basta olharmos aquela “velha” Igreja, de mais de dois mil anos, aquela mesma que Mons. Lefebvre e Dom Antônio tiveram a coragem de defendê-la até suas mortes.
    Aquela “velha” Igreja que deu tantos testemunhos santos ao mundo, pessoas que podemos considerar modelos, como os grandes santos Agostinho, Tomás de Aquino, Boaventura, Alberto Magno, uma Igreja que teve e ainda tem vocações.
    Uma Igreja cujos Santos são Testemunhas e Modelos, os quais tiveram a clareza e simplicidade de vida à mostra de todos.
    Santos que foram canonizados por amor de seu povo e pelo exemplo de piedade e vida exemplar que deram.
    Santos cujo maior milagre não foram decretos ou ofícios, mas que o grande e mais importante milagre foi seguir tudo aquilo que Nosso Senhor Jesus Cristo nos deixou por meio de Sua Santa Igreja e, como disse Ele: “não mudar nem um iota da Lei!”.
    Ele, Nosso Senhor Jesus Cristo, Aquele que fundou a Igreja Católica, aquela “velha” Igreja, de mais de dois mil anos, que hoje os hereges e apóstatas tentam deixá-la nas sombras, criando novos heróis e novos modelos, tão doces e açucarados como a casinha daquela velhinha bondosa que levara Joãozinho e Maria a ficar se alimentando de docinhos no meio da floresta mágica….
    Diante de tantas doçuras, sorrisos e alegrias, ainda prefiro aquela “velha” atitude de piedade e seriedade dos que contemplaram a vitória da Cruz!
    Que diante desse sucesso dos hereges e dos apóstatas, Nosso Senhor tenha piedade de nós, e abrevie este tempo de purificação pelo qual temos a tristeza de passar e ver nossa Mãe, a Santa Igreja, sendo aviltada e esculachada publicamente.
    Senhores, menos risadinhas e ternurinhas, mais piedade e mais testemunho!
    Queremos ver Jesus!
    Viva Cristo Rei!

  16. Renato Assis, não creio que alguém aqui desrespeita a dignidade de papa que Francisco foi investido, nem mesmo o saber dele, que apesar de explicitamente errado, a caridade cristã nos impõe a considerá-la para, o quanto pudermos, corrigi-lo. É porque se respeita essa dignidade, que muitos aqui publicamente, arriscando sua reputação, discordam de Francisco e tentam corrigir seus erros, para que ninguém seja arrastado ao erro por ele.

    É Mandamento da Lei de Deus honrar os pais e os legítimos superiores, caindo em gravíssimo pecado desonrar os pais ou os pastores da Igreja. No entanto, há situações que alguns pais e, mais lamentável ainda, alguns pastores da Igreja se afastam da verdade e abusam de sua dignidade, cobrando obediência a atitudes arbitrárias e contrárias à Lei de Deus. Nestes casos, é dever nosso não obedecê-los, e, respeitosamente, considerando sempre a dignidade dos nossos superiores, tentar corrigi-los.

    Um exemplo do Antigo Testamento é Jônatas e sua traição a seu pai o rei Saul. Para Saul, Jônatas o traía, porque quando Saul armava ciladas para matar Davi, Jônatas avisava e prevenia Davi sobre o perigo. Mas quem traía sua dignidade de rei e de pai, era o próprio rei Saul, que desobedecia as coisas de Deus para fazer o que o espírito maligno que o atormentava mandava fazer. Cometia pecado Jônatas desobedecendo e traindo seu pai? Não, só para nós se fôssemos como fariseus e condenássemos a ação de Jônatas, não considerando que mais vale obedecer a Deus que a Saul!

    Mas Francisco, como nosso papa, faz praticamente o mesmo que o rei Saul, e embora não mande matar seu rival, o persegue, afinal o que é aquilo com os Franciscanos da Imaculada, e o desprezo pelas insígnias papais, e o rebaixamento dos mais conservadores em dicastérios importantes e a promoção de progressistas em extremo próximos de heresias, e a fala ambígua, que flerta com patentes heresias, como no caso dos recasados? Mais vale obedecer a Deus, ou a Francisco? Se você, Renato Assis, fosse Jônatas, obedeceria a Saul, que queria matar Davi e mandava que Jônatas o matasse, ou obedeceria a Deus, avisando a Davi que Saul esperava matá-lo?

    Mas ninguém aqui desrespeita a dignidade de pastor da Igreja que Francisco tem, assim como Davi respeitava e até protegia a unção de Saul como rei de Israel. Nenhum fiel quer que Francisco seja deposto, como Davi não queria que Saul fosse morto por um súdito.

    No Novo Testamento, Jesus é ainda mais claro, não se deve obedecer a parentes ou a superiores contrários à vontade de Deus. Eis o que diz Nosso Senhor, e creio que Suas palavras tem mais poder que as ações de Jônatas e Davi: “Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, entre a nora e a sogra, e os inimigos do homem serão as pessoas de sua própria casa. Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho mais que a mim, não é digno de mim.” (Mateus 10, 34-37)

    O que o Senhor Jesus diz sobre os pais, diz também sobre os superiores hierárquicos fora da família.

    Jesus diz para desrespeitar os nossos pais e superiores e desobedecer a Lei Divina? Não! Diz que devemos obedecer primeiro a Deus, porque Deus não erra, enquanto os nossos juízos são falhos. Se nossos pais erram e pedem que também erremos, não lhes devemos obediência em seus erros e sim resistência, mas isto não nos tira o dever de respeitá-los e de honrá-los, e tirando eles do erro, honramos a eles.

    – Mas, ah, olha como os tradicionalistas são bonzinhos e obedientes a Deus, como se eles não tivessem pecados – dizem hipócrita e ironicamente os que nos veem falar e não concordam conosco. Ora, hipócritas seríamos se não reconhecêssemos nossos erros e julgássemos os outros sem antes nos julgarmos, ou se reconhecêssemos os erros que cometemos e ainda víssemos o erros dos outros nos prejudicando e prejudicando os outros e nos calássemos diante de tal mal. Aí além dos nossos pecados já cometidos, pecaríamos por omissão e por arriscar a nossa salvação temerariamente.

    Devemos resistir aqueles que além de não se salvarem, fecham as portas àqueles que querem se salvar e não encontram a salvação porque a porta está fechada. Se um Padre santo é capaz de formar muitos santos, um padre que não quer se salvar, é capaz de fazer com que muitos não se salvem!

    Temos a obrigação de rezar e fazer algo para que os erros, nossos e dos outros, não nos impeçam de alcançar a salvação, pois até do Purgatório somos obrigados a querer fugir; que se dirá do inferno?

    Eu vejo, como qualquer pessoa que saiba o que está acontecendo na Igreja e no mundo, o mal que Francisco e os que ainda promovem o concílio Vaticano II fazem orientando segundo o mundo a vida dos católicos. E se a autoridade da Igreja na época de interpretação do concílio permitiu essa ruptura óbvia que muitos, quase todos, padres e bispos implantaram na Igreja, e se a mesma autoridade só se preocupou em punir aqueles que resistiram desde o começo ao erro que foi o concílio, é porque também tem parte na obra. Falo, sim, de João XXIII, de Paulo VI, de João Paulo II e até de Bento de XVI em vários pontos, porque se eles romperam, e não há o que duvidar, com o que os Pontífices Romanos faziam antes do concílio com os hereges, e puniram os que permaneciam fiéis à Igreja de antes do concílio e de sempre, e não fazer nada ou quase nada com os que adulteravam e aviltavam a Igreja, eles têm sua parte de culpa! Rezemos.

    É claro que eles não fizeram tudo para a ruína da Igreja. Não duvido que João Paulo II, ou João XXIII ou Paulo VI estejam no Céu, intercedendo por nós, depois de cumpridas as penas pelo que fizeram que foi errado e não foi pago no mundo, porque Deus é misericordioso. Porém canonizar esses papas para canonizar o concílio, fugindo da prudência que exige a Mãe Igreja? Um papa não pode falar infalivelmente a seu bel prazer, uma fala arbitrária não pode ser tomada como infalível, porque a infalibilidade papal exige disposições e que não contrarie a Tradição e a Doutrina Sagrada. Do mesmo modo, uma canonização não pode ser arbitrária, sem considerar o que pede a prudência da Igreja.

    Um casamento, entre pessoas que não sabem o que fazem e não estão livremente se casando, é nulo porque nunca houve, mesmo sendo o casamento indissolúvel. Canonizar, permitindo o culto a uma pessoa a toda a Igreja universal, feita arbitrariamente, não pode ser parte do Magistério infalível da Igreja, mesmo que o canonizado esteja no Céu, como uma fala temerária do papa também não pode ser parte desse Magistério.

    Paulo VI reabriu os processos de canonização de vários santos, que ele tirou do calendário canônico, mesmo sendo mártires como São Simão de Trento. Ora, um não mártir canonizado, sem se ter considerado todo processo necessário de canonização, pode, num futuro, ser levantado e reaberto seu processo de canonização, e sem o escândalo de faltar com justiça a um mártir, que tenha sido o que for em vida, é modelo a ser seguido e para ser cultuado, pelo martírio por amor a Deus e a Igreja de Deus.

    Não digo nada como se fosse eu o dono da verdade, mas como que em busca da verdade e que acha que está se não certo, próximo de estar certo neste julgamento. Por isso, se eu erro, que alguém, com a verdade ou que esteja mais próximo da verdade que eu, me corrija, por favor.

  17. O que vai ter de papólatras conciliares beijando alcorão e dizendo que alá é o mesmo Deus deles.

    Amém… Axé… Awere… Aleluia ( como costuma dizer os conciliares da “igreja” dos pobres)!!

    VIVA “SÃO” JOÃO PAULO II,”SANTO” PADROEIRO DO ISLÃ E DA MAÇÔNARIA COM SEUS PANTÃO DE ASSIS!!

    É targi-cômico o que ocorre na “igreja” conciliar!!

  18. Diogo Lins, um casamento, entre pessoas que não sabem o que fazem e não estão livremente se casando, é nulo porque nunca houve, mesmo sendo o casamento indissolúvel. Canonizar arbitrariamente, permitindo o culto a uma pessoa a toda a Igreja universal, não pode ser parte do Magistério infalível da Igreja, mesmo que o canonizado esteja no Céu, como uma fala temerária do papa também não pode ser parte desse Magistério, porque faltam as disposições que fazem a fala do papa infalível. Faltando também as prescrições para uma canonização, essa canonização sem as prescrições regulamentares, não é infalível, apesar de poder ser, porém sem garantia de que é.

    Paulo VI reabriu os processos de canonização de vários santos, que ele tirou do calendário canônico, mesmo sendo mártires como São Simão de Trento. Ora, um não mártir canonizado, sem se ter considerado todo processo necessário de canonização, pode, num futuro, ser levantado e reaberto seu processo de canonização, e pode ser sem o escândalo de faltar com justiça a um mártir, que tenha sido o que for em vida, é modelo a ser seguido e para ser cultuado, pelo martírio por amor a Deus e à Igreja de Deus.

    • De fato, para que o matrimonio seja válido, é necessario que seja um ato consciente e livremente querido. Mas desde quando o processo é necessario para a validade do ato de canonização? O papa, livremente, ao exercer seu supremo magisterio infalivel, pode fazer preceder seu ato de um processo, ou mesmo de consulta a bispos ou teologos, ou mesmo não consultar ninguém nem fazer processo nenhum. Ele é o PAPA, entendeu? É engraçado como essa gente se irrita quando Francisco se chama a si mesmo “bispo de Roma” e também quando ele resolve agir como PAPA, fazendo algo que só um PAPA pode fazer. Dão mais valor à tiara do que àquilo que ela significa…

  19. “… João XXIII e João Paulo II colaboraram com o Espírito Santo para restaurar e atualizar a Igreja de acordo com sua fisionomia original, a fisionomia que lhe foi dada pelos santos ao longo dos séculos.”
    Seria interessante recordar o que fizeram os dois Papas recém-canonizados para atualizar (aggiornar) a Igreja:
    João XXIII introduziu o ecumenismo, sendo nesse assunto o primeiro Papa a falar de forma diferente dos seus antecessores (os quais sempre condenaram o ecumenismo). Desobedeceu Nossa Senhora, deixando de publicar o Terceiro Segredo de Fátima. Censurou a irmã Lúcia, proibindo-a de falar, a não ser com expressa permissão da Santa Sé. Desacreditou publicamente os três pastorinhos, taxando-os de “profetas de desgraças”. Chamou os teólogoso condenados por Pio XII para serem os teólogos do Concílio Vaticano II. Deu início na Igreja a uma revolução que alegrou enormemente os inimigos dela. Escreveu a “Pacem in Terris”, pela qual recebeu dos soviéticos o prêmio Balzan da Paz. Além disso, aceitou fazer o pacto de Metz, pelo qual se comprometia a não criticar o comunismo durante o Concílio Vaticano II. Por ocasião de sua morte (e mesmo antes dela), foi grandemente elogiado e apoiado pela maçonaria.
    João Paulo II levou o ecumenismo mais longe, fazendo os dois encontros de Assis, que muito favoreceram o indiferentismo religioso entre os católicos. No primeiro desses encontros, permitiu que os pagãos fizessem orações a seus falsos deuses num local cristão. Também permitiu que uma estátua de Buda fosse colocada sobre um Sacrário. Para não ofender os protestantes, não quis que uma imagem da Ssma. Virgem Maria entrasse no recinto. Ele também beijou o Corão e declarou São João Batista padroeiro do Islã.
    Depois de João Paulo II, os católicos nunca mais creram fortemente no dogma “fora da Igreja nao há salvação”, e aumentou o número de católicos passando para as seitas protestantes.
    Segundo os critérios antigos, esses fortes pontos negativos já deporiam contra a “santidade” dos dois Pontífices e seriam suficientes para deter os processos de canonização de ambos.
    Mas, com o aggiornamento pós-conciliar, o conceito de santidade também mudou (o que é espantoso). Ser santo agora é estar aberto a novidades, aberto ao mundo e ao homem, enquanto antigamente a Igreja se opunha a novidades muitas vezes só pelo fato de serem novidades. E os fatos negativos não são mais levados em consideração nas vidas dos candidados à canonização.
    Daí não admira termos esses dois Papas declarados como santos.
    Não se quer com isso dizer que eles não estejam no céu. Deus é o Supremo Juíz de cada um, e só Ele conhece o os corações e as intenções desses dois Pontífices, principalmente na hora suprema de passarem para a outra vida. E, claro, Deus é misericórdioso para os que se arrependem dos seus pecados, também para os Papas.
    Mas, canonizar João XXIII e João Paulo II sem dizer em que eles erraram, é simplesmente canonizar seus erros. E isso é muito perigoso.

  20. RENATO ASSIS!
    Parabéns! Concordo com você!

    Gostei de tudo que voce escreveu. Também considero que devemos respeitar os Papas! Se eles erram…..como todos os humanos, o fazem também,…….cabe-nos, o r a r por eles, para que DEUS os ilumine! Murmurar, acusar, sem dar soluções, sem enviar as críticas, diretamente, para os acusados…….NÂO adianta, nada!
    “Nosotros” não temos autoridade eclesial, nem espiritual, para mudarmos n a d a na IGREJA!

    É pretensão, criticar Papas, viver pecaminosamente no desrespeito e nas criticas acirradas à IGREJA CATOLICA, às Comunidades Leigas, aos Movimentos Eclesiais ( RCC. TV CNOVA e etc !) e…ter coragem de comungar,…..de rezar o Rosario Mariano (será que rezam????….), frequentar as Santas Missas,……e viver……. com a pena afiada e a linguinha afiadíssima, a mente especializada em……acusar os erros dos Papas, dos Religiosos em geral, e da IGREJA!!! Só vêem os erros,…..os acertos não vêeem, não divulgam……..!!!
    Isso, para mim, é……….”cuspir no prato em que comem”!!!!!!….

    Que atitude feia…..!

    Oremos. Vigiemos. Convertamo-nos. Confiemos em JESUS,nosso DEUS, que nos disse, no LIVRO SAGRADO, que ” o inferno não prevaleceria contra as Portas da Sua IGREJA”!!!!

    Lembremo-nos de que ao desejar “reformar” a IGREJA CATOLICA, apos criticar suas Autoridades e falar mal, etc e tal….MARTINHO LUTERO, esfacelou o CORPO MISTICO DE CRISTO, dando grande Tristeza ao SENHOR JESUS, ao criar o…….PROTESTANTISMO……..!!!!

    LUZBEL, ou LUCIFER, ao criticar DEUS-PAI, e ao desejar “reformar””a Corte CELESTE, querendo tomar o Lugar de DEUS,………criticando, “malhando”,murmurando, se revoltando pela desobediencia…..caiu, espetacularmente,……, junto com outros infelizes seres, que o acompanharam no seu atrevimento, e maluquice ,e hoje, povoam o INFERNO, atentam todo mundo,….perderam o Céu!!!….para sempre!!!
    CUIDADO, pois! O “espírito” de acusação, de deboche…..NÃO vem do ESPIRITO SANTO!!! NUNCA!

    Quando observarmos algum erro de alguma Autoridade Religiosa, o que devemos fazer é……orar muiito pela conversão da pessoa,pois a ORAÇAO tem Poder! Amém! E, ou….escrever para o criticado, e mostrar-lhe o suposto erro, e,…….indicar-lhe a solução para o problema!!!! Fica mais honesto assim, menos pecaminoso….talvez!!!

    MARANATHA!

  21. E,…..completando: faltou o “exemplo” de JUDAS! Quando resolveu “agir” por conta própria,….quando “julgou” o SENHOR…..talvez,mentalmente O tivesse censurado…….o que foi que se apoderou dele?……o espirito do mal! a rebeldia! a coragem para trair! e,…..o resto todo mundo sabe…..!!

    É fácil a solução do problema angustiante dos “julgadores” da IGREJA CATOLICA…………Se a consideram eivada de erros, se a criticam muiito e as Suas Autoridades Sacerdotais,…….é fácil resolver isso: s a i a m da IGREJA CATOLICA APOSTOLICA ROMANA!

    Saiam! e….procurem “outra” melhor!!!!! verão o que irão “achar” …..fora DELA!
    Quem “cospe no prato em que come”……deve sair da Mesa! Simples, assim!

    MARANATHA!

    • Sua posição está indo contra as autoridades atuais da Igreja (logo, você faz aquilo que você condena). Enquanto você manda as pessoas irem embora por causa das críticas que elas fazem, as autoridades atuais dizem que as portas tem que ficarem abertas para todos, inclusive aos não-católicos, inclusive pessoas cuja vida pública é oposta e ostentada contra a doutrina católica – SEM QUALQUER COMENTÁRIO À NECESSIDADE DE CONVERSÃO (COM MUDANÇA DE VIDA). Se não há conversão, o muçulmano permanece muçulmano, o ateu permanece ateu, o protestante permanece protestante, o católico que é um pecador público (amasiado, ou comunista, ou adepto do “orgulho gay”) permanece assim; o que é uma óbvia negação dos ensinamentos da Igreja Católica. Ou será que para você, ostentar um comportamento contrário à doutrina católica e querer que a doutrina mude e passe a concordar com esse comportamento não é criticar (no mínimo)? Será que é porque você não alcança o que significa crítica?
      Sabe qual o seu problema? A livre interpretação tão em voga nos dias de hoje; falar as conclusões (sem ponderação, reflexão e busca de elementos para formulá-las) como se fosse doutrina imutável. Não duvido de suas boas intenções, mas sua fala é o retrato (ou melhor, um dos retratos, já que agora temos vários) do quão o católico está desorientado (e não, não estou dizendo que você não tenha conselheiros – provável até que tenha).

  22. “Os mais maliciosos inimigos tem enchido de amargura a Igreja, esposa do Cordeiro Imaculado, tem-lhe dado a beber absinto, tem posto suas mãos ímpias sobre tudo o que para Ela é mais sagrado. Onde foram estabelecidas a Sé do Beatíssimo Pedro e a Cátedra da Verdade como Luz para as Nações, eles tem erguido o Trono da Abominação e da Impiedade, de sorte que, ferido o Pastor, possa dispersar-se o rebanho.
    Ó invencível Príncipe, ajuda o povo de Deus contra a perversidade dos espíritos que lhes atacam e dai-lhes a vitória. Amém.
    indulgência de 500 dias (Leão XIII, Motu proprio, 25 de setembro de 1.888; S.P.Ap., 4 de maio de 1.934)ACTA SANCTA SEDIS 23 (ASS 23 – 1890-91) –PÁGINAS 743 A 746

  23. E faltou o exemplo de São Paulo, que censurou publicamente o primeiro Papa, São Pedro, por um erro que este estava cometendo. Fez um juízo sobre o Papa, e não em pensamento, mas em palavras que foram e estão escritas na Bíblia: a conduta de São Pedro – a conduta do Papa – era censurável quando ele evitava os não-circuncidados, dando a impressão de que para salvar nossas almas deveríamos nos tornar judeus, submetendo-nos à Lei ritual mosaica. Assim, o juízo de São Paulo sobre o Papa era conforme a verdade. São Paulo não tinha o poder de decretar nada para a Igreja Universal e nem tentou fazer tal coisa. Mas, podia convencer o Papa de que este estava errado ao apoiar a atitude dos judaizantes. Mais do que isso. São Pedro estava dando escândalo ao apoiá-los. E, por isso, São Paulo resistiu-lhe “na cara”. A decisão certa São Pedro a tomou no primeiro Concílio da Igreja.
    Vem daí a doutrina de Santo Tomás, ao dizer que o inferior pode repreender o superior se este cai manifestamente em erro. E se esse superior for o Papa, maior ainda é nossa obrigação de denunciá-lo, sem perder de vista o respeito filial por aquele que na Terra é o Vigário de Cristo e nosso pai comum.

    • E isso não impediu São Pedro Apostolo de ser canonizado (ainda que sem processo!).

    • E certamente se São Pedro tivesse teimado e permanecido no erro, não ouvindo São Paulo, e se não tivesse morrido numa cruz, martirizado, pode ter certeza que nosso primeiro Papa seria tão exemplar como o primeiro rei de Israel, Saul, e não teria sido canonizado, não pela Igreja de Cristo.

  24. Essa foi boa: esses Judas abrem mais chagas no Corpo de Cristo que é a Igreja e ainda nos dizem: “Aprendamos a «não nos escandalizarmos das chagas de Cristo». Ou seja: Vão se acostumando e não se escandalizem porque ainda vem mais! Comunhão pra divorciados, Batismo de cria gay de laboratório, sacerdotes casados? Faz parte das chagas de Cristo, mas que os novos “santos” nos ensinem a não nos escandalizarmos com isso, para entrarmos no mistério da misericórdia divina, que sempre espera e sempre perdoa, porque sempre ama“.
    Pra mim esse mistério tem outro nome: o mistério da iniquidade.

    • Esse “Aprendamos a não nos escandalizarmos das chagas de Cristo” realmente pode dar margens a uma nova doutrina em que o pecado público não será mais censurado ou condenado, e que para justificar isso se invocará “misericórdia”. Quem discordar estará “se escandalizando por causa das chagas de Cristo”, estará se considerando elite, etc e etc – ou seja, nem cristão será mais, pois segundo a própria Bíblia a cruz escandaliza quem não é cristão.
      Como nenhuma liberalização absoluta é de fato absoluta, daí vão surgir novos pecados que não poderão ser relevados; a discordância dessa nova misericórdia (que dispensa arrependimento) parece ser um deles.
      Espero que esse Papa tenha bastante clareza dos caminhos que for seguir.

  25. Rodrigo R. Pedroso, Francisco é o papa, não é Deus para decidir o que é certo ou errado por si. Nem Deus contradiz Deus, como Francisco ou qualquer papa pode? João Paulo II contrariou a Doutrina da Igreja sobre muitos aspectos. Ora, São Pio X falava por Deus e nunca contrariou ou desrespeitou os outros Papas que falavam por Deus. João Paulo II, diz-se, também falava por Deus, afinal foi papa, mas como contrariou muitas falas de São Pio X, de Leão XIII, de Pio XI? Deus contraria Deus? São necessárias várias condições para que uma fala do papa seja infalível, e uma delas é que seja a fala de Deus, que não contrarie o que Deus revelou aos Seus santos. Ora, para que o papa canonize alguém, é necessário que se prove sob todos os pontos sua santidade extraordinária.

    Num casamento inválido, a bênção da Igreja é dada, porém é evidente que não tem validade. Numa canonização fora das condições de infalibilidade do papa e da Igreja – como hoje mais do que nunca é comum essa falibilidade do senso dos “católicos” e sobretudo do clero “católico” – um homem pode ser canonizado, sendo autorizado o culto a ele por toda a Igreja, porém ele pode não ser um santo digno dos altares, mas tão somente um pecador como a maioria que foi salvo mais pela misericórdia divina e arrependimento, diferente dos santos que devem ser canonizados, que fizeram grandiosíssimas obras ou grandiosíssimos exemplos de arrependimento.

    Se um papa fala temerariamente sobre algo que lhe parece bom mas não prova definitivamente que este algo é bom, o que o papa falou não pode ser infalível, logo não é obrigado que todos aceitem. Uma canonização onde o apelo popular é mais importante que a santidade em si, e que passa por cima de muitos pontos do processo, para na verdade canonizar um concílio que se mostrou desastroso, errado, em alguns pontos até mentiroso, não pode ser parte do Magistério infalível, mas movido por paixões mundanas, o que também ninguém é obrigado a aceitar!

    Se a história fosse outra, se o concílio Vaticano II tivesse dado bons frutos e feito a Igreja crescer e mais gente se salvar, poderíamos dizer que foi um concílio iluminado pelo Espírito Santo, Espírito de Verdade que não deixa lugar para erro, e se João Paulo II e João XXIII fossem modelos desse concílio maravilhoso dos sonhos de todos, não haveria qualquer objeção às canonizações que certamente seguiriam todas as condições que exige a Igreja, porque obviamente, pelos efeitos, se provaria a veracidade da santidade extraordinária deles. Porém, as coisas se deram ao contrário, o concílio destruiu a Igreja em muitos lugares, a negligência dos papas que realmente foram modelos do concílio, mas do concílio desastroso, acobertou a desgraçada ação de muitos hereges, enquanto perseguia e punia defensores da autêntica Fé Católica, o que somente um pensamento arbitrário, ideológico, mundano e muito distante da prudência da Igreja e portanto um pensamento que virou um ato não infalível, explica tais canonizações, que além de seu escopo não santo, fugiu de muitos pontos do processo! Peço que pondere a situação.

    Não duvido que esses papas estejam no Céu, mas duvido do culto que merecem, que não pode ser comparado ao que merecem os santos que se mostraram de fato extraordinários. Todos os que estão no Céu são santos e dignos de veneração, seja pelo martírio, seja pela vida inteiramente dedicada a Deus, seja ainda pelo Purgatório, mas culto de dulia só aos santos extraordinários, pelo que fizeram em vida para o crescimento da Igreja e para a glorificação maior do nome de Deus!

    • «para que o papa canonize alguém, é necessário que se prove sob todos os pontos sua santidade extraordinária»

      Seu Carneiro, o senhor considera possivel que algum processo possa PROVAR “sob todos os pontos” a santidade extraordinaria? Carissimo, não há processo algum no mundo que possa “provar sob todos os pontos” que alguém esteja no céu. Isso pertence à ordem sobrenatural e acreditar que isso seja possivel por meios naturais é erro PELAGIANO. O processo canonico não existe para “provar” a santidade de ninguém (se fosse assim, a santidade já estaria provada ou não, independentemente de atos posteriores do papa); o processo existe para fornecer elementos para o papa formar o seu juizo e é prerrogativa do papa considerar se os elementos que tem para constituir seu juizo são suficientes ou não. O sr. Fellay, por exemplo, pode montar um processinho canonico do jeito que o senhor gosta, mesmo assim não conseguirá provar a santidade de ninguém (aliás, eles já têm Marcel Lefèbvre por santo, sem necessidade de processo).

      «ele pode não ser um santo digno dos altares, mas tão somente um pecador como a maioria que foi salvo mais pela misericórdia divina». Outro erro PELAGIANO: todos os santos foram salvos e tornaram-se santos “mais pela misericordia divina”. Santa Terezinha do Menino Jesus dizia que o Senhor havia sido mais misericordiosa com ela do que com outros santos, pois a ela impediu até mesmo que pecasse gravemente. Ninguém é santo por seus proprios meritos; pelo contrario, a propria capacidade de merecer é graça de Deus: a graça opera e o homem apenas coopera.

    • Rodrigo R. Pedroso, releia meu comentário e entenda todo o contexto em que foi escrito. Quando disse que é necessário que se prove sob todos os pontos a santidade extraordinária de alguém para a canonização, é óbvio que só o possível pode ser provado, pelos feitos de quem foi santo. Dizer que sou pelagiano por ter a necessidade de se provar a santidade extraordinária de alguém para acreditar em sua santidade – quando a nova igreja, que contraria a inveterada Igreja de Cristo, é explicitamente falível – é dizer que todo o processo de canonização era pelagiano antes do concílio.

      Se não houvesse a necessidade de prova de que todo santo canonizado foi realmente santo extraordinário, todo mundo seria canonizado e seria como se no Céu todo mundo fosse igual, como se não tivesse hierarquia, o que é evidentemente falso, pois diz o Senhor: “Outra [parte da semente, que é a Palavra de Deus] caiu em terra boa e deu fruto, cresceu e desenvolveu-se; um grão rendeu trinta, outro sessenta e outro cem” (Marcos 4, 8). Porque em uns a Palavra deu mais fruto que em outros, uns fizeram mais que outros, e o “Justo Juiz de Deus retribuirá a cada um segundo suas obras” (Romanos 2, 6).

      Quanto a Dom Lefebvre, duvido que alguém o cultue como um santo canonizado, pois ele ainda não foi canonizado e ainda não teve sua santidade extraordinária comprovada.

      Já sua acusação de erro pelagiano é fundada em eu dizer que uns precisam mais da misericórdia divina. Ora, eu disse: “um homem pode ser canonizado [hoje sem as garantias de infalibilidade], sendo autorizado o culto a ele por toda a Igreja, porém ele pode não ser um santo digno dos altares [por causa da falta de garantias de infalibilidade na igreja moderna], mas tão somente um pecador como a maioria que foi salvo mais pela misericórdia divina e arrependimento, diferente dos santos que devem ser canonizados, que fizeram grandiosíssimas obras ou grandiosíssimos exemplos de arrependimento.”

      Você não considera todas as minhas palavras, Rodrigo R. Pedroso. Eu não disse que os santos se salvaram sem a misericórdia divina. Naquele comentário, eu disse que João XXIII e João Paulo II foram diferentes dos santos que devem ser canonizados, porque nem um dos dois fizeram grandiosíssimas obras ou deixaram grandiosíssimos exemplos de arrependimento. O culto de dulia deve ser dado a quem deixou grandiosíssimos exemplos, não apenas bons exemplos, mas extraordinários exemplos. Vai dizer que Santo Agostinho foi canonizado sem ter dado exemplo de arrependimento pelo pecado e sem a sua extraordinária obra? Será São Dimas não deu um grandiosíssimo exemplo de arrependimento, confessando que merecia morrer na cruz, diferente de Jesus inocente? Disse São Dimas: “Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes, mas este [Jesus] não fez mal algum.” (Lucas 23, 41)

      Quando João Paulo II reconheceu publicamente que errou em desobedecer publicamente aos outros Sumos Pontífices que condenaram com veemência o ecumenismo, a liberdade religiosa, as mudanças litúrgicas etc.? Não pode, portanto, ser comparado a São Dimas, considerando que o que a Igreja sempre condenou foi feito por João Paulo II como bom e para ser seguido pela Igreja.

      Eu não disse que sem a misericórdia divina alguém pode se salvar, mas que alguém canonizado sem a igreja moderna, pelos processos modernos de canonização falíveis, garantir a infalibilidade à razão, pode ser somente um santo ordinário, salvo mais pela misericórdia divina que por seu testemunho, diferente dos santos dignos de culto, salvos pela misericórdia divina e canonizados mais por suas grandiosíssimas e extraordinárias obras, para que sirvam de exemplo.

      Se, contudo, o processo de canonização de João Paulo II fosse como a prudência da Igreja exige, como era antes do concílio, e ele fosse canonizado, não haveria o que discutir, porque então teríamos a garantia da infalibilidade da Igreja. Mas nunca alguém que contrariou a Doutrina da Igreja publicamente, nunca foi mártir e jamais se retratou, seria canonizado, tal como a Igreja pede.

      Agora pelagianismo e presunção é desobedecer publicamente à Igreja e canonizar arbitrariamente alguém para favorecer a sua inclinação pessoal, como a de querer tornar infalível um concílio que destruiu a Igreja em tantos lugares do mundo, abrindo mão que a Igreja sempre exigiu.

    • Quis dizer no começo do 4° parágrafo do meu comentário anterior: Já sua outra acusação de erro pelagiano…

      E completando o último parágrafo: Agora pelagianismo e presunção é desobedecer publicamente à Igreja e canonizar arbitrariamente alguém para favorecer a sua inclinação pessoal, como a de querer tornar infalível um concílio que destruiu a Igreja em tantos lugares do mundo, abrindo mão do que a Igreja sempre exigiu. É pelagianismo e presunção achar que desobedecendo ao que a Igreja sempre ordenou e mostrou ser o caminho da salvação, pode alguém se salvar sem ser inocente: São erros e heresias condenadas pela Igreja desde o começo mas que fazem, talvez alguns inconscientemente, os defensores do concílio Vaticano II.

  26. Rodrigo R. Pedroso,
    Antes de te solicitar o abaixo, reflita sobre esta:

    “Satanás em seu golpe de mestre vai destruir a Igreja pela via da obediência” (IH! Se o Papa falou, se o Bispo falou, se o padre Marcelo Rossi e Fábio falaram….vamos acatar…sem mesmo contestar ou argumentar…seria falta de respeito…pecado de desobediência…)

    Gentileza não ficar fazendo inferências a outrem retirando textos fora dos contextos, tal qual exímio protestante.

    a) Você disse: “E isso não impediu São Pedro Apostolo de ser canonizado (ainda que sem processo!).

    Acaso não saibas (pelo citada), O Papa Urbano VIII (1623-1644), reservou o processo das causas de beatificação e canonização à Santa Sé e se instituíram os dois tipos de canonizações: Primeiro, as “canonizações formais”, por serem objeto de uma sentença formal, após um longo processo de estudo da vida do candidato, e as “canonizações equipolentes”,
    ou equivalentes, cuja sentença limita-se a confirmar o caráter imemorial do culto prestado pelo povo fiel a um servo de Deus e a preceituá-lo para toda a Igreja.

    b) Mas desde quando o processo é necessário para a validade do ato de canonização?
    Uma vez que a Revelação pública encerrou-se com a morte do último Apóstolo e que a Igreja “não goza do carisma da inspiração”, ela não pode agregar novas verdades ao depósito da fé, por isso, o processo. Acaso consideras o Papa um Monarca? Não foi prometido a Pedro nem a impecabilidade e nem outorgado a ele adulterar o “depositum fidei”. Ele é servo do Senhor. Ainda mais quando o artigo é apenas “pie credendum est”, expressão sempre usada por Santo Tomás quando “não existe nem pode existir [matéria] para um ensinamento infalível por carecer de base na Revelação”.

    c) “Agora ser católico apostólico romano é ser “infalibilista extremista”… Döllinger, Lutero e Voltaire não diriam nada diferente.
    Novamente texto fora do contexto. Não me darei ao trabalho de te responder a esta “ironia”. Leia o post e seu conteúdo antes de postar “seu achismo”.

    d) “Quando leio comentários como o do Sebastião, impossível não concordar com o juízo que o papa
    Francisco faz sobre esses supostos tradicionalistas: é gente que se julga uma elite, mas no fundo o seu problema é de pouco conhecimento”.

    Fica patente seu péssimo juízo (creia-me não só seu, mas de toda a Igreja do Concílio), contra os “tradicionalistas”.
    Seria possível um católico não ser tradicionalista visto que é da tradição apostólica que tem sua origem?
    Católico e tradicionalista, cara amigo, são simplesmente pleonasmo.
    Seria porventura o conhecimento da doutrina que faz desses “católicos tradicionalistas”, que não se vergam às novidades e reconhecem a verdadeira voz do pastor, que os faz “rotulados pejorativamente”?

    Deixo-te uma pergunta, visto vangloriar-se em um expoente teólogo conciliar estando acima dos “tradicionalistas” (embora sem saber o que venha a ser isso):
    O católico que se negasse prestar culto a um santo canonizado por Vaticano II, ou seja, que negasse a infalibilidade de uma canonização poderia ser considerado como herético?
    Gentileza embasar resposta em argumento e não em “exteriorizações emotivas” ou “achismos de moda”.
    Um católico tem respaldo de 2000 anos e não modismos passageiros.

    • Sr. Fidesratio2014

      Antes de ler minha resposta, reflita sobre esta frase:

      «Satanás pode se disfarçar sob a capa de todas as virtudes, até mesmo sob a capa da caridade (ou sob a capa da “Tradição”, acrescento eu), mas jamais sob a capa da obediencia».

      Vamos lá:

      «Gentileza não ficar fazendo inferências a outrem retirando textos fora dos contextos, tal qual exímio protestante

      Se eu descontextualizei alguma coisa, você pode muito bem e facilmente recontextualizar. Quem gosta de descontextualizar citações são os supostos tradicionalistas, que inclusive fazem isso para atacar os documentos do Concilio. E não entendi a referencia aos padres Marcelo Rossi e Fabio. Qual o contexto? Você é fã desses padres?

      «Acaso não saibas (pelo citada), O Papa Urbano VIII (1623-1644), reservou o processo das causas de beatificação e canonização à Santa Sé e se instituíram os dois tipos de canonizações: Primeiro, as “canonizações formais”, por serem objeto de uma sentença formal, após um longo processo de estudo da vida do candidato, e as “canonizações equipolentes”, ou equivalentes, cuja sentença limita-se a confirmar o caráter imemorial do culto prestado pelo povo fiel a um servo de Deus e a preceituá-lo para toda a Igreja

      Explique isso a seus amigos ditos “tradicionalistas”: eles é que não sabem que processo de canonização é coisa relativamente recente na Igreja. E acham, inclusive, que o papa é infalivel por causa do processo, e não por ser papa.

      «Mas desde quando o processo é necessário para a validade do ato de canonização?
      Uma vez que a Revelação pública encerrou-se com a morte do último Apóstolo e que a Igreja “não goza do carisma da inspiração”, ela não pode agregar novas verdades ao depósito da fé, por isso, o processo. Acaso consideras o Papa um Monarca? Não foi prometido a Pedro nem a impecabilidade e nem outorgado a ele adulterar o “depositum fidei”. Ele é servo do Senhor. Ainda mais quando o artigo é apenas “pie credendum est”, expressão sempre usada por Santo Tomás quando “não existe nem pode existir [matéria] para um ensinamento infalível por carecer de base na Revelação”

      E de onde você tirou que a canonização de um santo agrega uma nova verdade ao deposito da Fé? Se for assim como você diz, nem com processo o papa poderia canonizar um santo, pois, como você mesmo disse, a Revelação pública encerrou-se com a morte do ultimo Apostolo.

      «Novamente texto fora do contexto. Não me darei ao trabalho de te responder a esta “ironia”

      Não se dará ao trabalho simplesmente porque não tem como responder. Efetivamente, a atual posição da FSSPX sobre a infalibilidade pontificia na canonização dos santos é a mesma de Döllinger, Voltaire e Lutero.

      «Fica patente seu péssimo juízo (creia-me não só seu, mas de toda a Igreja do Concílio), contra os “tradicionalistas”. Seria possível um católico não ser tradicionalista visto que é da tradição apostólica que tem sua origem?»

      Ninguém está pondo em questão aqui a Tradição Apostolica, fonte da Revelação Divina. O ponto é que não se pode confundir a Tradição Apostolica com tradições eclesiais particulares, surgidas ao longo dos seculos. Ou você acha que os Apostolos rezavam a missa em latim?

      Aliás, é por pura ignorancia que os ditos “tradicionalistas” confundem a Tradição Apostolica com essas tradições eclesiais particulares. O que confirma a tese do papa: julgam-se uma elite, mas o seu problema no fundo é de falta de conhecimento.

      «O católico que se negasse prestar culto a um santo canonizado por Vaticano II, ou seja, que negasse a infalibilidade de uma canonização poderia ser considerado como herético

      O Vaticano II canonizou algum santo? Bom, se você se refere às canonizações feitas pelo papa Francisco, quem se recusa a aceitá-las é na melhor das hipoteses um dissidente e está com certeza proximo da heresia (na medida em que põe em duvida a canonização e o culto de todos os santos). Se recusa ao Pontifice Romano o direito de canonizar os santos, pode incorrer em cisma, na medida em que se comporta como se o papa não fosse o chefe da Igreja.

  27. Depois de ler todos os comentários acima. Apenas vou ratificar, a opinião de alguns corajoso que tiveram a coragem de dizer com clareza: Mais ou menos isto: “Como pode uma pessoa que fizeram tantos males a Santa Igreja. Serem colocadas como modelo para os católicos venerarem? As estatísticas estão aí. São centenas de milhões de fiéis que abandonaram a Santa Igreja no governo de Papa João Paulo II, O Papa João XXIII. Convocou o Concílio Vaticano II. Que foi a maior tragédia do século XX. Não quero citar os escândalos públicos e ofensivo à Santa Igreja. Que já foi sobejamente citado pelos comentaristas acimas. Só para ratificar alguns: Encontro ecumênico de Assis, religiosidade de Lutero, o papa beijando o alcorão, centenas de seminários fechados, formação de padres pedófilos em todo o mundo… Qualquer pessoa que tem a cabeça no lugar. Chega a seguinte conclusão: Uma pessoas que praticou tantos absurdos, não pode ser modelo de alguém seguir. Para não citar o processo de canonização que é feito depois do concílio vaticano II. Foi mudado a sua fórmula primitiva.
    Joelson Ribeiro Ramos.

    • O Concilio Vaticano II foi a maior tragedia do seculo? Deixe os judeus saberem disso…

    • “O Concilio Vaticano II foi a maior tragedia do seculo? Deixe os judeus saberem disso…”

      Não fossem seus outros comentários eu pensaria que isso é uma ironia…

  28. Eu, MARIANA,……NÂO aconselhei a ninguém sair da IGREJA CATOLICA!!!! NUNCA faria isso! Amém!
    DEUS me livre de aconselhar isso, para Catolicos,….. tão obedientes e fiéis, que amam a IGREJA e JESUS!

    DEUS me livre de fazer tal coisa! Amém!

    O que eu disse é que: se criticam tanto a IGREJA CATOLICA, aonde dizem ter sido Batizados, ……se acham as suas Autoridades Eclesiais tãaaaao erradas, assim……..porque permanecem nela?……….Hein?????….. Foi isso que eu questionei.

    Se não acatam as Autoridades da IGREJA, acham-se tãaaaaao mais sábios, até mesmo, que os Papas……..então?….. que fazem na IGREJA CATOLICA APOSTOLICA ROMANA, em “contradição” com aqueles, quem tem o Poder Espiritual, que lhes foi dado pelo ESPIRITO SANTO?????…..

    Se, não estão satisfeitos……..porque ficam?…… Então…..,.podem sair…..!!!!

    Sair,….. para procurar uma outra”igrejinha”, ou “religião” que os agrade mais,…….que não tenha pessoas erradas,…pessoas que cometam desacertos…..!!! Só que ,……longe de JESUS NÂO há felicidade…..!!!
    É,um caso a refletir, antes de agir,…..!!!

    Quem vive “malhando ” todos os Papas, Padres, Cardeais, Bispos etc…..já está em discordancia, em “separação” com o CORPO MISTICO DE CRISTO, porque IGREJA, somos todos nós!..
    Esse “festival” de acusações e críticas,…..NÂO vem do ESPIRITO SANTO! Acordem!
    Não é essa a nossa missâo ( de ovelhas e carneiros do Rebanho de CRISTO !!)

    Foi isso que eu disse! Mas, isso NÂO È conselho para as pessoas deixarem o Catolicismo, deixarem a VERDADEIRA RELIGIÃO! NÂO! Não é isso! o sentido é outro.

    O que dá para notar, é que esses e essas “murmuradores” contra nossa IGREJA CATOLICA APOSTOLICA ROMANA….estão um pouco……”separados”, estão em “desobediencia”, devido às MURMURAÇÔES, ao JULGAMENTO DO PROXIMO CONSAGRADO E ORDENADO,devido à inúmeras críticas que fazem a todos, desde aos mais altos escalões da IGREJA ( os PAPAS) até às Comunidades Leigas, à TVS Catolicas, etc…..ninguém, n i n g u é m escapa aos olhos , que só vêeem erros!!!

    Então……..o que fazem, dentro da IGREJA que consideram cheia de erros?????….Hã?,

    Se, estão se sentindo tãaaao incomodados assim…….só lhes resta uma opção: sair!

    Porque,……transformar a IGREJA, para ElA ser como querem os seus, e suas,….. “julgadores” e “julgadoras”…………NÂO é possível, para nós! Não poderão , NUNCA!

    Sómente JESUS DE NAZARÈ pode, junto com o DIVINO PAI ETERNO e o ESPIRITO SANTO……só ELE, DEUS, pode RENOVAR a Sua IGREJA! Amém!

    Esses/essas “julgadores” ,…….devem é correr para o CONFESSIONARIO, e confessar esse pecado de ir contra as determinações da IGREJA, etc e tal! essa “mania” de “malhar” os CONSAGRADOS de DEUS!!!

    Esse “espírito” de crítica acirrada, de acusação, de deboche…..esses dedinhos apontados para o CLERO….. só pode ter um “inspirador”, trevoso, ….e, isso é um perigo , para a Salvação de qualquer Alma!
    Toda AVALIAÇÂO que só mostra os Erros…..é inválida…é TENDENCIOSA….!!!
    E, tem mais: qualquer erro que Papas e outras Autoridades Eclesiais fizerem…….SERÂO ELES A RESPONDEREM PERANTE O TRIBUNAL DE CRISTO!!!! “Nosotros’ não seremos culpados, por seus erros! A responsabilidade é deles, e não nossa! Não somos os DIRIGENTES ESPIRITUAIS da IGREJA CATOLICA APOSTOLICA ROMANA!!!!!….. OK?

    Aos pecadores, mortais…..que quiserem permanecer NELA, na verdadeira IGREJA, A IGREJA CATOLICA APOSTOLICA ROMANA,………só lhes cabe…….ORAR! REZAR! INTERCEDER!
    LOUVAR! AGRADECER! SUPLICAR! Amém! ALELUIAAA!

    MARANATHA!

    • Fique tranquila, Mariana. Esses tais, na pratica, já saíram da Igreja e montaram sua propria “igrejinha” em seus fundos de quintal. “Igrejinha” que, apesar de continuar usando o nome da Igreja de onde saíram, tem até seu proprio direito canonico — no qual foi reprovada a sentença do papa Francisco que canonizou São João XXIII e São João Paulo II.

    • Eu acharia que você age de má fé ao dizer que as pessoas que criticam ações pontuais estão ““malhando ” todos os Papas, Padres, Cardeais, Bispos”, mas devido à sua interpretação do que é dito aqui, sua maneira de escrever, e em afirmar que não mandou ninguém sair mas que esse pessoal tem mais é que sair, concluo que seu problema é com o domínio da linguagem e com a capacidade de ler e entender os textos mesmo.

  29. Rodrigo Pedroso
    O fato de São Pedro ser santo não transformou em verdade o erro que ele antes defendia. O erro continuou erro, e São Pedro o abandonou, seguindo o conselho de São Paulo.

    • E eu falei outra coisa? Do mesmo modo, o fato de serem santos João XXIII e João Paulo II não transforma em acertos eventuais erros que eles tenham cometido.

  30. Rodrigo R. Pedroso,

    Sua forma de contra-argumentar é típica da “Igreja Conciiar”. Distorcendo assunto entre vertentes outras para retirar o foco do cerne da questão. Ninguém aqui postou sobre “se” João XXIII ou “se” João Paulo II estejam “salvos” ou não! Até mesmo sobre Hitler (caso extremo de antagonismo), a Igreja não pode se pronunciar se este esteja no inferno. Até mesmo Judas (com verdade implícita nas escrituras), a Igreja evita ao máximo (por temerária audácia), a propalar sobre sua condenação. Quantos milhares de cristãos estão nos céus! Mas, a todos, Deus deu a graça da santificação “ordinária” (e nem todos se salvarão) e somente a alguns, Deus (Santo Tomás o afirma), concebeu o dom de “Virtudes Extraordinárias” para modelo e fazer resplandecer Sua Grande misericórdia. Não disse o apóstolo que Deus escolhe o mais abjeto e fracos entre os homens para melhor fazer brilhar a sua gloria? Quais as virtudes (heróicas ou não heroicas) foram legadas por João XXIII ou e João Paulo II? Apenas uma citada me satisfaria. E Paulo VI para o final do ano na operação “CANONIZA CONCÍLIO’?

    Não te culpo em parte, por ser ignorante (desconhecedor) do que postas. De pronto se revela a sua grande ira e “Inquietação de consciência” (e da Igreja Conciliar, não a Católica Apostólica Romana). Citas A Fraternidade Sacerdotal São Pio X, Dom Fellay e “Santo Dom Lefebvre”,quando nada sobre tais fora postado. Por representarem a Igreja Imaculada e Imutável de Cristo, te tornam pedra de tropeço?

    Quanta preocupação e ódio àquela das únicas instituições que lutam para preservar a Veradeira Igreja de Cristo. Será que não cabem estas do Salvador, para eles:”18 Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. 19 Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia”.(João 15, 18-19)????

    Quanta má vontade para àqueles que pregam a ortodoxia. Quantos aplausos àqueles que veneram o mundo e seu príncipe já julgado. Quantas loas midiáticas às autoridades atuais da Igreja. Não se pode cair um lenço do Papa no chão, que todos os veículos de imprensa estão de prontidão. O Papa eleito personalidade do ano pela comunidade Gay, uma revista (ao estilo CONTIGO) dedicada exclusivamente ao Papa dos pobres.Mas, “11 Porquanto os pobres sempre os tendes convosco; a mim, porém, nem sempre me tendes”.Mateus, 26. (não vá fazer inferência que eu seja contra erradicação da pobreza, por favor).
    Essa não foi a medida dada por Cristo a seus discípulos para medirem o grau de união com Ele? Na medida que o Mundo vos aplaudir, mais longe de mim estarão (sendo sucinto).

    Se puderes postar: Um ÚNICO bom fruto desses 50 anos de Vaticano II, eu agradeceria, senão, para você especificamente foi citado esta: “Esta é a melhor resposta àqueles que querem inocentar o Concílio dos abusos que se lhe seguiram. Estão sob a árvore, os maus frutos lhes caem na cabeça e querem negar que procedem daquela árvore”.

    Eu posso afirmar com toda a certeza e provar com todos os dados estatísticos, morais, religiosos e destrutivos a APOSTASIA da Igreja do Concílio e ir mais além: O Concílio Vaticano II é a ANTI-IGREJA.

    Creio ser vossa senhoria, daqueles que serão ou estão sendo usados (inocentemente ou comodamente) sob a tutela e bandeira da obediência. E como havia dito o “seu” mencionado “Santo Lefebvre”: ” O golpe de mestre de satanás é levar a destruição e ruína da Igreja pela via da obediência”

    • «Sua forma de contra-argumentar é típica da “Igreja Conciiar”. Distorcendo assunto entre vertentes outras para retirar o foco do cerne da questão. Ninguém aqui postou sobre “se” João XXIII ou “se” João Paulo II estejam “salvos” ou não! Até mesmo sobre Hitler (caso extremo de antagonismo), a Igreja não pode se pronunciar se este esteja no inferno. Até mesmo Judas (com verdade implícita nas escrituras), a Igreja evita ao máximo (por temerária audácia), a propalar sobre sua condenação. Quantos milhares de cristãos estão nos céus! Mas, a todos, Deus deu a graça da santificação “ordinária” (e nem todos se salvarão) e somente a alguns, Deus (Santo Tomás o afirma), concebeu o dom de “Virtudes Extraordinárias” para modelo e fazer resplandecer Sua Grande misericórdia. Não disse o apóstolo que Deus escolhe o mais abjeto e fracos entre os homens para melhor fazer brilhar a sua gloria? Quais as virtudes (heróicas ou não heroicas) foram legadas por João XXIII ou e João Paulo II? Apenas uma citada me satisfaria. E Paulo VI para o final do ano na operação “CANONIZA CONCÍLIO»

      Primeiro me diga quais foram as virtudes heróicas da Princesa Isabel, a quem alguns supostos tradicionalistas pretendem canonizar.

      «Não te culpo em parte, por ser ignorante (desconhecedor) do que postas. De pronto se revela a sua grande ira e “Inquietação de consciência” (e da Igreja Conciliar, não a Católica Apostólica Romana). Citas A Fraternidade Sacerdotal São Pio X, Dom Fellay e “Santo Dom Lefebvre”,quando nada sobre tais fora postado. Por representarem a Igreja Imaculada e Imutável de Cristo, te tornam pedra de tropeço?»

      Não tenho ira ou inquietação alguma, antes pelo contrario. Acharia até cômicas algumas atitudes de vocês, se não fossem tragicas, como essa de achar que a FSSPX, em lugar do papa, “representa a Igreja imaculada e imutavel de Cristo”.

      «Quanta preocupação e ódio àquela das únicas instituições que lutam para preservar a Veradeira Igreja de Cristo.»

      Instituição? Desde quando a FSSPX é instituição? Só se for de direito secular, pois reconhecimento canonico ela não tem.

      E deixe pra lá: odio é uma homenagem que vocês não merecem e que vai contra meu compromisso de cristão. Pelo contrario, amo todos vocês. Aproveito para mandar um abraço para dom Fellay. Só não peço a benção, porque antes espero que ele se reconcilie com a Santa Sé.

      «Essa não foi a medida dada por Cristo a seus discípulos para medirem o grau de união com Ele? Na medida que o Mundo vos aplaudir, mais longe de mim estarão (sendo sucinto)

      E quando a Igreja gozava de alto prestigio na Idade Media ou na corte de Constantino, ela estaria longe do Cristo? Olha os lefebvristas fazendo coro com Leonardo Boff…

      «Se puderes postar: Um ÚNICO bom fruto desses 50 anos de Vaticano II, eu agradeceria, senão, para você especificamente foi citado esta: “Esta é a melhor resposta àqueles que querem inocentar o Concílio dos abusos que se lhe seguiram. Estão sob a árvore, os maus frutos lhes caem na cabeça e querem negar que procedem daquela árvore”

      Bom, eu posso falar é de mim: eu me tornei catolico depois do Vaticano II.

      «Eu posso afirmar com toda a certeza e provar com todos os dados estatísticos, morais, religiosos e destrutivos a APOSTASIA da Igreja do Concílio e ir mais além: O Concílio Vaticano II é a ANTI-IGREJA.

      Fanfarronice não é prova.

      «Creio ser vossa senhoria, daqueles que serão ou estão sendo usados (inocentemente ou comodamente) sob a tutela e bandeira da obediência. E como havia dito o “seu” mencionado “Santo Lefebvre”: ” O golpe de mestre de satanás é levar a destruição e ruína da Igreja pela via da obediência”»

      Ai, ai, ai. E vocês querem salvar a Igreja da destruição sob a bandeira da desobediencia? É isso? Faz muito sentido…

  31. Seu Carneiro. O senhor conseguiu provar uma coisa: que não sabe o que é pelagianismo. E, por essa ignorancia, cai no erro pelagiano, ao achar que a santidade pode ser “provada” por um processo ou que um santo precisou menos da misericordia divina que outros homens… Vá estudar antes de dar opiniões sobre assuntos serios, porque o senhor revela ignorar a propria Fé que supõe defender.

    • “E, por essa ignorancia, cai no erro pelagiano, ao achar que a santidade pode ser “provada” por um processo ou que um santo precisou menos da misericordia divina que outros homens…”

      Mas então, por qual motivo existia o processo? É coisa de cismático perguntar o porquê de o que era já não ser mais?

      Santo é quem está no Céu, ok. Antigamente a Igreja buscava que, além disso, o canonizado apresentasse outras condições além de estar no Céu. Mudou de posição? (perguntar se mudou de posição é coisa de cismático? Não estou negando que a Igreja não possa mudar de posição nesse caso). Se a resposta for sim, mudaram a função, a prática e o fim da canonização, sem anunciar (e não, não me refiro ao processo). É normal que cause impactos e controvérsias, e a simples crítica dessa postura não é “negação do primado petrino” – sugerir ou afirmar que é não passa de tentativa de calar quem está incomodando (além de falsa acusação).

  32. Rodrigo R. Pedroso,
    Vede que outrens acima reclamam de sua fuga do assunto com textos fora de contexto. Má vontade de leitura ou dificuldade de compreensão? Ambiguidade é característica do Vaticano II. Uma característica sua também? Está explicado grande amigo. Você mesmo o disse: “Bom, eu posso falar é de mim: eu me tornei catolico depois do Vaticano II” (o que deve dispensá-lo de crer na doutrina e tradições da Igreja antes do mesmo, já que particiona-a em duas eras e fica com a mais conveniente?). Explicado seu grande desconhecimento da doutrina católica, visto que a árvore com frutos podres do Vaticano II, foi a que te alimentou. Quanto aos deboches e ironias:”fanfarronice”,”desobediência”, desculpo-o pela emotividade desconexa e exteriorizada na defesa do indefensável. Não é culpa sua. O Vaticano II não se sustenta de per si quando são apurados os seu benefícios (salvo sua conversão, que já é algo, mas não justificável pela apostatação de milhões). Quanto aos malefícios, até mesmo a Igreja via Bento XVI (papa emérito?), já os descortinava e tentava se escusar pela interpretação errada (“hermenêutica”) que alguns estavam fazendo na sua aplicação.
    E antes que esqueça, agradeço esta que me enviou para reflexão:”«Satanás pode se disfarçar sob a capa de todas as virtudes, até mesmo sob a capa da caridade (ou sob a capa da “Tradição”, acrescento eu), mas jamais sob a capa da obediencia». Creio que tenhas o direito de acrescentar (tradição) ou que te convém. O sentido é que é essencial. Satanás não é obediente, disseste-o bem. O sentido é esse: Satanás, usando a hierarquia e suas disposições que serão acatadas com obediência pelos fiéis (tementes de incorrer em alguma sanção e/ou tementes de sair de uma zona de conforto), usará esse método mais eficaz para difusão de seus enganos. Pela obediência extrema (“servilísmo”). Peca-se contra a a obediência por esse caminho, o “servilismo”.

    “Não considereis que estais obrigados, mas a que estais obrigados, se é ao bem ou ao mal”.
    (Santo Agostinho)

    Certamente, queremos e devemos obedecer . Sermos os mais obedientes à Igreja. E a tudo que
    sempre ensinou, sempre quis, mas não a homens que trabalham na destruição da
    Igreja no Interior da Igreja. O Inimigo está no Interior da Igreja. O Papa Paulo VI constatou: “a fumaça de Satanás entrou por alguma fresta na Igreja”. O Papa Pio X anunciou-o. La Salette anunciou-o. Fátima anunciou-o. Tudo foi anunciado publicamente. Sabia-se que o Inimigo se Ia Introduzir no interior da Igreja. Pois bem, ele lá está! Lá está!

    São Vicente de Lérins conhecia o impacto das heresias e deu uma regra de conduta ainda sempre boa após dois mil anos: “Que fará então o cristão católico se alguma parcela da Igreja acaba por desligar-se da comunhão, da fé universal? Que outro partido tomar senão preferir ao membro grangrenado e corrompido o corpo em seu conjunto que é são? E se algum contágio novo se esforça por envenenar, não mais uma pequena parte da Igreja, mas a Igreja inteira duma só vez, então seu grande cuidado será apegar-se à antigüidade, que evidentemente não pode mais ser seduzida por nenhuma novidade perigosa.”

    Nas ladainhas das Rogações, a Igreja nos faz dizer: “Nós vos suplicamos, Senhor, manter na vossa santa religião o Soberano Pontífice e todas as ordens da hierarquia eclesiástica”. Isto quer bem dizer que uma tal desgraça pode suceder.

    Na Igreja não há nenhum direito, nenhuma jurisdição que possa impor a um cristão uma diminuição de sua fé. Todo o fiel pode e deve resistir, apoiado no catecismo de sua infância, a quem quer que atentar contra a sua fé. Se ele se encontra em presença duma ordem que a põe em perigo de corrupção, a desobediência é um dever imperioso.

    Como declara Pio XII, “por vezes se ignora, como se não existisse, a obrigação que têm todos os fiéis de fugir mesmo daqueles erros que se aproximam mais ou menos da heresia” (Humani Generis, de 12-8-1950, nº 18).

    Prezado,
    Por teres declarado ser convertido após o Vaticano II (a Anti-Igreja), presume-se sejas um jovem. E nessa idade pueril, ainda deves estar bebendo o leite espiritual. Quando chegares a ser homem adulto na fé, estarei disposto a mais delonga contigo. No momento acho oportuno interromper tergiversação, pois o alimento (espiritual) necessário a te ser administrado, ainda não estás apto a sorver. És jovem. Tendes tempo. Sejais humilde. Ouça mais. O sábio escuta.

    Despeço-me desejando-te crescimento no conhecimento da verdadeira doutrina que professas. Deus te abençoe sempre.

    E embora não suportes, despeço-me em latim, língua oficial da Igreja: Salve Sancta Parens!

    • Sr. Sebastião

      «Vede que outrens acima reclamam de sua fuga do assunto com textos fora de contexto. Má vontade de leitura ou dificuldade de compreensão?»

      “Outrem” é pronome indefinido invariável. Não tem plural. E “vede”, dirigido a mim, que sou felizmente um só, não pode ser o imperativo plural do verbo “ver”, mas apenas o imperativo singular do verbo “vedar”. Não é porque o senhor domina o idioma de Virgílio que está autorizado a espancar o de Camões. E, se escrever em português correto, talvez colabore para que eu possa melhorar a minha modesta capacidade de leitura e compreensão.

      «Você mesmo o disse: “Bom, eu posso falar é de mim: eu me tornei catolico depois do Vaticano II” (o que deve dispensá-lo de crer na doutrina e tradições da Igreja antes do mesmo, já que particiona-a em duas eras e fica com a mais conveniente?).»

      É impressionante a capacidade que vocês têm de tirar conclusões sem conexão alguma com as supostas premissas. São os reis do “non sequitur”. Quem particiona a doutrina da Igreja em duas eras são vocês. Eu, muito pelo contrario, sou pela continuidade, como já tive varias vezes a ocasião de repetir.

      «Quanto aos deboches e ironias:”fanfarronice”,”desobediência”, desculpo-o pela emotividade desconexa e exteriorizada na defesa do indefensável.»

      Eu só vejo emotividade desconexa e exteriorizada nos ataques histéricos que vocês fazem ao Vaticano II. E não faço mais que dar relevo à comicidade involuntária dessa histeria. Perdão se eu o fiz rir de si mesmo.

      «Nas ladainhas das Rogações, a Igreja nos faz dizer: “Nós vos suplicamos, Senhor, manter na vossa santa religião o Soberano Pontífice e todas as ordens da hierarquia eclesiástica”. Isto quer bem dizer que uma tal desgraça pode suceder.»

      E não duvido. Ocorre que o Soberano Pontífice, com a perda da fé, perde também o cargo. Controvérsias teológicas à parte, ser católico é condicio sine qua non (reparou o purismo no “condicio” com “c” na ultima silaba?) para ser papa. Se o papa perde a fé, papa deixa de ser.

      «Todo o fiel pode e deve resistir, apoiado no catecismo de sua infância, a quem quer que atentar contra a sua fé.»

      Catecismo é catecismo, não é obra de teologia. E as questões teológicas são, evidentemente, mais complexas e sutis do que nos apresenta o catecismo das crianças. Além disso, o catecismo das crianças não contém tudo o que a Igreja ensina, nem deve ser usado para se fazer livre-exame, como os protestantes fazem com a Bíblia.

      «Como declara Pio XII, “por vezes se ignora, como se não existisse, a obrigação que têm todos os fiéis de fugir mesmo daqueles erros que se aproximam mais ou menos da heresia” (Humani Generis, de 12-8-1950, nº 18).»

      O mesmo Pio XII, na mesma encíclica, ensinou o seguinte:

      «20. Nem se deve crer que os ensinamentos das encíclicas não exijam, por si, assentimento, sob alegação de que os sumos pontífices não exercem nelas o supremo poder de seu magistério. Entretanto, tais ensinamentos provêm do magistério ordinário, para o qual valem também aquelas palavras: “Quem vos ouve a mim ouve” (Lc 10, 16)».
      http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_12081950_humani-generis_po.html

      E já que é pra citar Pio XII (não que eu seja um grande defensor da reforma litúrgica, mas a citação da Mediator Dei vem a propósito):

      «56. Como, em verdade, nenhum católico fiel pode rejeitar as fórmulas da doutrina cristã compostas e decretadas com grande vantagem em época mais recente da Igreja, inspirada e dirigida pelo Espírito Santo, para voltar às antigas fórmulas dos primeiros concílios, ou repudiar as leis vigentes para voltar às prescrições das antigas fontes do direito canônico; assim, quando se trata da sagrada liturgia, não estaria animado de zelo reto e inteligente aquele que quisesse voltar aos antigos ritos e usos, recusando as recentes normas introduzidas por disposição da divina Providência e por mudança de circunstâncias.»
      http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_20111947_mediator-dei_po.html

      «Por teres declarado ser convertido após o Vaticano II (a Anti-Igreja), presume-se sejas um jovem. E nessa idade pueril, ainda deves estar bebendo o leite espiritual. Quando chegares a ser homem adulto na fé, estarei disposto a mais delonga contigo.»

      Que engraçado! Me chama de criança, mas se comporta como um moleque que toca a campainha da casa da vizinha e sai correndo. Não fuja do debate, não. E se sou pueril, poderia dizer que você, por sua vez, é… senil?

  33. Rodrigo R. Pedroso,
    Abrindo um precedente (quebrando minha promessa) por justa causa, segue postagem do Fratres para um melhor ensinamento didático para dissipar as trevas de sua inteligência e dos promotores do Vaticano II (Anti-Igreja). Como Deus é bom! Parece que para te iluminar, dando sequência ao nosso assunto, eis que surge (coincidência) para teu proveito:
    ——-
    O que é exatamente um tradicionalista?
    —-
    https://fratresinunum.com/2014/05/05/o-que-e-exatamente-um-tradicionalista/
    Salve sancta Parens!

  34. Sr. Sotero Sales

    «Rodrigo Cardoso, VOCÊ DISSE que já foi aluno da escola do professor Raimundo(Filipe Aquino) filhinho da mentira daqueles que “rezam na língua das cobras”( espero que o senhor não pense que seja ofensa, porque é mais que isso, é acusação mesmo – fato grave) e afirmou antes que pertenceu aquela seita(cn), portanto neto do pai da confusão, deve pensar um pouco antes de vir aqui infernizar, pra sua alegria, e querer dar lição de doutrina sem saber nada a respeito dela

    A boca fala do que o coração está cheio, já disse Nosso Senhor. Pra seu governo, meu sobrenome é Pedroso e não Cardoso. Nunca pertenci à Comunidade Canção Nova (o que não seria a priori desdouro algum). Também nunca fui da Renovação Carismatica. Posso afirmar que aprendi alguma coisa com o prof. Filipe Aquino, catequista a quem muito respeito, como aprendi até com o sr. Orlando Fedeli (coisa que tive oportunidade de dizê-la na presença dele, quando ele ainda vivia).

    «Quase me esqueci, peça ao seu “padre”, Fabio de Melo, para te consolar, não se desespere, por saber que é neto dos filhos da mentira.»

    O sr. Fabio de Melo não é meu padre. E não sei o que ele tem a ver nessa discussão. O curioso é que em outra postagem citei um ex-aluno do prof. Fedeli como um fruto da pregação supostamente tradicionalista — já que vocês são tão preocupados com “frutos”. O dono do blogue sumariamente censurou o comentario, justificando que era citado um terceiro “alheio ao assunto da postagem”. Pelo que se vê, dois pesos, duas medidas…

    «E vou te dizer mais:
    1. O Papa que está aí é legitimo;
    2. As canonizações foram ilegítimas;
    3. Os três são papas são legítimos;
    5. Todos eles pecaram gravemente;
    4. E santa Sé não está vacante

    Não me diga! Simplesmente falar é facil, quero ver o senhor provar que as canonizações foram ilegitimas.

  35. Sr. André

    «“E, por essa ignorancia, cai no erro pelagiano, ao achar que a santidade pode ser “provada” por um processo ou que um santo precisou menos da misericordia divina que outros homens…”
    Mas então, por qual motivo existia o processo?»

    Eu já respondi à sua pergunta aqui:
    https://fratresinunum.com/2014/04/28/joao-xxiii-o-papa-da-docilidade-do-espirito-joao-paulo-ii-o-papa-da-familia-aprendamos-a-nao-nos-escandalizarmos-das-chagas-de-cristo/#comment-89446

    «É coisa de cismático perguntar o porquê de o que era já não ser mais?»

    Não, não é. Coisa de cismatico é se comportar como se o papa não fosse o chefe da Igreja (não se submetendo às sentenças definitivas e irreformaveis dele, por exemplo).

    «Santo é quem está no Céu, ok. Antigamente a Igreja buscava que, além disso, o canonizado apresentasse outras condições além de estar no Céu. Mudou de posição?»

    Não, não mudou de posição. O objeto da infalibilidade na canonização de um santo é o que o canonizado está na gloria de Deus e pode ser venerado como tal e interceder por nós. Cito alguns trabalhos teologicos de antes do Vaticano II:

    «Outro exemplo, mais familiar, tira-se da canonização dos santos. Ensinam, unanimes, os teologos hodiernos que o papa quando canoniza é infalivel. Impossivel, portanto, que eleve à gloria dos altares uma alma que esteja, na realidade, sepultada no inferno.» (Pe. Teixeira-Leite PENIDO, O Misterio da Igreja, Petropolis, 1956. p. 290).

    «Ecclesia infallibilis est in canonizatione sanctorum.
    Canonizatio est ultima et definitiva sententia R. Pontificis qua aliquis homo aeterna gloria frui declaratur ejusque cultus omnibus fidelibus permittitur et praescribitur (saltem eo sensu, quod omnes fideles teneantur eum habere sanctum et cultu publico dignum). (…) Infallibilitatem vindicamus Ecclesiae saltem pro canonizatione, et quidem quoad id quod in recto affirmatur, nimirum canonizatum gloriae caelestis esse participem et cultu sanctorum dignum. De historicis virtutis heroicae testimoniis vel miraculis Ecclesia non vult authentice judicare; haec sunt condicio et occasio, non objectum definitionis.» (Pe. Joseph MORS, Institutiones Theologiae Fundamentalis, Petropolis, 1943, tomus II, thesis 17, n. 222, p. 155).

    Vou me abster de traduzir, uma vez que o sr. Sebastião, sabe-se lá por que fantasia, acha que eu não “suporto” o latim. Assim, convido o sr. Sebastião para que traduza o texto acima, tendo assim oportunidade de comprovar o seu notavel conhecimento da lingua de Virgilio.

  36. Rodrigo R. Pedroso,
    E tens como profexô (professor) o Sr. Felepe de Aquino…Explicado! Digno é o mesmo de grandes considerações e elogios e várias áreas. Mas, em ortodoxia católica…ressalvas são cabíveis.
    Aulas sobre a flor do lácio/Camões, creio, não seja possível administrar-te. Faço adaptações (outrens/de per si/vede), para que pueris como ti tragam (não do verbo trazer) com maior sofreguidão a mensagem exposta.

    Leste o post recente: “O que é exatamente um tradicionalista”? https://fratresinunum.com/2014/05/05/o-que-e-exatamente-um-tradicionalista/ . Não percebi nenhuma opinião exposta sobre o tema. Aguardo. Ou me basta seu silêncio.Ele (silêncio), fala mais.
    ´–

    Quanto ao texto acima -em latim que odeias junto com toda a Igreja Conciliar e embora não admitas-, te esclareço devido precoce intelecto (e apelando somente às implícitas verdades do catecismo):

    a) A canonização não goza do carisma da infalibilidade. Não define nenhuma verdade revelada e, por isso, na linguagem teológica, é uma proclamação “non immediate de fide”, não faz parte daquilo que Santo Tomás chama “hiis quae ad fidem pertinent” (aquilo que pertence à fé), traduzindo para ti);

    b) Tampouco tem um nexo tão intimo com alguma verdade revelada de molde a transformar a canonização numa verdade implícita e indiretamente revelada. Se a canonização em si não é de fide, menos ainda o será a declaração de que tal pessoa é um bem-aventurado do Céu. Ficaria no plano da “fé eclesiástica”; mas acontece que a assistência do Espírito Santo prometida por Nosso Senhor à sua Igreja é restrita a um exercício muito precisamente delimitado, o qual exclui que a canonização seja equivalente a uma definição dogmática. O fato de ser dito e repetido que a canonização deve ser assimilada a um “fato dogmático” não é um argumento válido: aquilo que é gratuitamente asseverado, pode ser gratuitamente negado;

    Dado que o Magistério oficial NÃO se pronunciou de modo DEFINITIVO sobre a falibilidade ou infalibilidade das canonizações e que há uma certa divergência entre os teólogos, a melhor atitude que os fiéis podem tomar, até que a Igreja se pronuncie, é a de seguir a solução de senso comum proposta por Santo Tomás de Aquino, o Doutor Angélico.

    Tratando da questão “Sobre se todos os santos canonizados estão na glória ou há algum deles no Inferno”, o Doutor Angélico responde que é certo ser impossível que a Igreja erre em matéria de fé, mas que É POSSÍVEL que Ela erre no julgamento de fatos particulares, por causa de testemunhas falsas. A canonização, prossegue o santo, encontra-se “a meio caminho” entre os dois casos precedentes, dado que a honra tributada aos santos é de certa maneira uma profissão de fé (na verdade que as pessoas que morrem na amizade de Deus gozam da glória eterna). Por isso, deve crer-se piamente, pie credendum est, que tampouco nesses casos erra o juízo da Igreja.

    A precisão dos termos empregados por Santo Tomás deve ser atentada (NÃO É ATENTADO, certo?). Ao falar de matéria de fé, ele diz “é certo que é impossível” que a Igreja erre; nas canonizações, apenas “pie credendum est”, expressão sempre usada por Santo Tomás quando “não existe nem pode existir [matéria] para um ensinamento infalível por carecer de base na Revelação”.

    No que concerne à virtude sobrenatural da fé, a Teologia distingue entre as verdades reveladas por Deus, cujo assentimento funda-se diretamente sobre a fé na autoridade da Palavra de Deus— doutrinas de fide credenda (FÉ)— e as verdades propostas pela Igreja como irreformáveis, ainda que não reveladas, cujo assentimento funda-se na fé da assistência do Espírito Santo ao Magistério e na doutrina católica da infalibilidade do Magistério — doutrinas de fide tenenda (CRENÇA).

    Trata-se então de adotar, em face das canonizações, a mesma atitude assumida diante dos ensinamentos doutrinários do Magistério ordinário NÃO revestidos do carisma da infalibilidade: dá-se-lhes um assentimento religioso, por provirem de pastores assistidos pelo Espírito Santo, mas admite-se a possibilidade de um ou outro erro ocasional, até que a doutrina ensinada não seja definida de modo extraordinário ou que se torne patente que é uma doutrina que foi ensinada sempre, em todo lugar e por todos. Em caso de haver razões graves para se inferir que o ensinamento é contrário à Tradição, o FIEL é autorizado a SUSPENDER seu assentimento interior e, por vezes, seu silêncio exterior obsequioso, para exprimir suas reservas.

    No atual estado do desenvolvimento do Magistério a respeito do objeto secundário da infalibilidade (verdades não reveladas necessárias para que o depósito da fé revelado possa ser preservado na sua integridade, explicado convenientemente e defendido eficazmente), nada impede de se proceder da mesma maneira diante de canonizações controvertidas.

    Ainda quanto ao texto postado por ti, destaque a este:”De historicis virtutis heroicae testimoniis vel miraculis Ecclesia non vult authentice judicare”, pergunta: Qual (is) virtude (s) heróica (s) praticadas por Joao XXII e João Paulo II e Paulo VI (final do ano) propostas como modelo a serem seguidas pelos fiéis?

    Aguardo como resposta, uma ao menos de qualquer um dos tres, (se possível for).

    Antes que faça inferências (típico de ti e dos que lidam com ambiguidades fruto do Vaticano II), não está se tratando aqui que estejam ou não no céu, Deus somente o sabe.

    Finalizando, meu nobre e pequeno infante (em todos os sentidos?), responda-me a esta (face exposto acima), para ter pequeno vislumbre de sua virtude arguta:

    O católico que se negasse prestar culto a um santo canonizado por Vaticano II, ou seja, que negasse a infalibilidade de uma canonização poderia ser considerado como herético?

    Aguardo que sejas direto e preciso e sem rodeios fantasiosos em suas respostas. Dispenso falsas peripécias com o vernáculo e ironias e deboches embutidos, embora sabendo lidar com tais.

    Grato.

    • Sr. Fidesratio2014

      «Faço adaptações (outrens/de per si/vede), para que pueris como ti tragam (não do verbo trazer) com maior sofreguidão a mensagem exposta. (…) Quanto ao texto acima -em latim que odeias junto com toda a Igreja Conciliar e embora não admitas. (…) Ainda quanto ao texto postado por ti, destaque a este:”De historicis virtutis heroicae testimoniis vel miraculis Ecclesia non vult authentice judicare”, pergunta: Qual (is) virtude (s) heróica (s) praticadas por Joao XXII e João Paulo II e Paulo VI (final do ano) propostas como modelo a serem seguidas pelos fiéis?»

      Se o senhor traduzir o trecho latino que transcrevi acima terá ipsa responsa quaesita. Aliás, pela identidade de estilo (ou pela idêntica falta dele) e pelo teor de suas palavras acima, posso concluir que o senhor e o Sebastião são a mesma pessoa. Pois bem, já que o senhor gosta tanto de latim, traduza o trecho que novamente transcrevo:

      «Ecclesia infallibilis est in canonizatione sanctorum.
      Canonizatio est ultima et definitiva sententia R. Pontificis qua aliquis homo aeterna gloria frui declaratur ejusque cultus omnibus fidelibus permittitur et praescribitur (saltem eo sensu, quod omnes fideles teneantur eum habere sanctum et cultu publico dignum). (…) Infallibilitatem vindicamus Ecclesiae saltem pro canonizatione, et quidem quoad id quod in recto affirmatur, nimirum canonizatum gloriae caelestis esse participem et cultu sanctorum dignum. De historicis virtutis heroicae testimoniis vel miraculis Ecclesia non vult authentice judicare; haec sunt condicio et occasio, non objectum definitionis.» (Pe. Joseph MORS, Institutiones Theologiae Fundamentalis, Petropolis, 1943, tomus II, thesis 17, n. 222, p. 155).

      Traduzindo o trecho acima, o senhor terá a resposta para a pergunta que destaquei. No aguardo da tradução, deixarei a resposta ao restante de seu prolixo comentário para mais tarde (tenho mais o que fazer, entende?). Só advirto que, mesmo retornando, não me darei ao trabalho de refutar seriamente afirmações gratuitas desacompanhadas de provas ou fontes bibliográficas — alegata et non probata est non alegata. Não posso ter com a refutação de seus pretensos argumentos mais cuidado que o senhor teve ao formulá-los. Também não vou tornar a responder questões já respondidas anteriormente, como essa aqui:

      O católico que se negasse prestar culto a um santo canonizado por Vaticano II, ou seja, que negasse a infalibilidade de uma canonização poderia ser considerado como herético?

      O senhor trate de procurar onde eu respondi isso, porque como já é grandinho não precisa mais de babá.

      E, finalmente, confesso que odeio mesmo o latim. Estudei a língua dos antigos romanos e leio habitualmente textos latinos unicamente por puro masoquismo.