Lombardi sobre a santidade de Roncalli e Wojtyla: negá-la significaria…

No final da tarde de terça-feira, dia 22 de abril, o Padre Federico Lombardi se reuniu com jornalistas na sala reservada à imprensa internacional. – A dupla canonização do domingo dia 27 de abril recorda a importância do Concílio Vaticano II como um período fundamental para o caminho da Igreja dos nossos dias –Negar a santidade de João XXIII e João Paulo II, significaria acreditar que eles estão no inferno, o que é algo realmente muito difícil depois das investigações acuradíssimas feitas pela Igreja. 

Por Giuseppe Rusconi – Rossoporpora.org, 22 de abril de 2014| Tradução: Fratres in Unum.com –  Quando o Padre Lombardi vem à sala de Imprensa Internacional é sempre uma festa, visto que os jornalistas credenciados geralmente não economizam nas perguntas de todo tipo a respeito do assunto em discussão (confiram artigo “Imprensa Internacional: Padre Lombardi sobre Papa Francisco” do dia 25 de abril de 2013 nesse site,  título  “Papa Francesco”). E o Diretor de imprensa do Vaticano tenta sempre responder com honestidade, amabilidade, dentro dos limites do que se sabe, muitas vezes, salpicando tudo com uma pitada de humor que nunca é demais.

federico-lombardi-300x350Desta vez, novamente ao falar sobre a próxima canonização do Papa João XXIII e João Paulo II, deu as respostas que melhor esclarecem o evento. Basicamente, quando ele apontou o motivo do evento explicou: “porque nós estamos no cinquentenário do Concílio Vaticano II” e, portanto, há uma razão precisa para render culto universal ao Papa Roncalli que deu início ao Concílio e ao Papa Wojtyla que dele participou, buscando, em seguida, já como Papa,  inspirar-se no mesmo e aplicá-lo à toda Igreja. Em suma “é preciso fazer com que a Igreja que continua sua jornada, volte a se inspirar no Concílio” pois há “uma intenção de relançar o Concílio como um elemento fundamental na vida da Igreja.”

Padre Lombardi  evocou também as as etapas usuais dos processos de canonização : “no nosso caso , é verdade que – sob a decisão legítima do Papa Francisco, assim como foi requerido pela Postulação e pela Diocese de Bergamo – João XXIII foi dispensado da exigência de um segundo milagre (normalmente necessário para passar do estágio de beatificação à canonização). E também é verdade que – por uma decisão legítima de Bento XVI — João Paulo II também foi dispensado dos cinco anos necessários após a morte para se dar início ao processo e além do mais o Papa polonês foi privilegiado com um processo rápido no estilo “fast track”. Todavia — observou o Pe. Lombardi –- a investigação foi feita de forma acurada e aprofundada: só os tempos é que foram reduzidos”. Quando uma pessoa, inclusive um Papa, é declarada como santo, não é que se queira entender com isso que ela viveu uma vida perfeita. O porta-voz do Vaticano sublinhou ainda: isso significa que tal pessoa viveu de maneira extraordinária (ou seja, muito além do ordinário) as virtudes cristãs. Mas, por exemplo, num Pontificado longo como o do Papa Wojtyla, é evidente que pode haver também momentos em que a avaliação pode ser diferenciada. De resto, no tocante à canonização dos Papas, as opiniões são diferentes: há também aqueles que não as consideram adequadas (“Andreotti uma vez me disse a mesma coisa”). Nem sempre um grande Papa se torna necessariamente um santo para a Igreja. Como testemunha disso temos os exemplos dos Papas Bento XV e Pio XI (“Se vê que esse último não inspirou tanta devoção como João XXIII e João Paulo II”).

Mas – perguntamos então – um Católico, pode em sã consciência negar a santidade de João XXIII e João Paulo II? “Para negar a santidade, se deverá pressupor que eles se encontram no inferno”. E isso parece muito difícil, considerando as investigações acuradíssimas por parte da Igreja. E um católico — insistimos — pode ser cético sobre a santidade dos dois Papas? “A Igreja tem tantos santos… alguns podem especialmente gostar mais de São Francisco, enquanto outros não… e essa é a beleza da variedade de caminhos para se alcançar a salvação… Cada um pode ter simpatia por um santo em particular, que oferece um caminho próprio e diferente do oferecido por outro… Ninguém está forçando o católico a dizer que ele tem que gostar de todos os santos de uma forma indiferenciada… há tantos caminhos da salvação!”

Sobre João Paulo II, respondendo depois a uma pergunta “sobre ele  ter sido um fenômeno midiático”, Padre Lombardi observou que um Papa deve comunicar-se com vigor, deve proclamar o Evangelho: “O Papa Wojtyla costumava dizer as coisas que ele queria dizer, honestamente, com coragem e não porque deveria agradar a mídia!”

42 Comentários to “Lombardi sobre a santidade de Roncalli e Wojtyla: negá-la significaria…”

  1. É melhor ler isso, do que ser analfabeto (ou seria melhor ser analfabeto?). Descanonizem todos os santos anteriores ao Concílio Vaticano II, eles não se inspiraram no concílio, a Igreja estava infectada do mofo conservador da Tradição.

  2. Pronto…acabou-se o purgatório!

  3. Ele poderia copiar a virtude de um Santo, São Pio X, e ser claro e objetivo em um assunto tão importante em vez de, com todo respeito, tergiversar.

    Coisas desse tipo acabam por dar razão, ou ao menos fazem parar para pensar sobre os que consideram que as mudanças nas normas de canonização em 1983 tornaram as mesmas discutíveis no que tange à Infalibilidade Pontifícia, embora mesmo as normas anteriores nunca foram explicitamente ensinadas como tal por nenhum Papa.

    Estou bastante confuso com tudo isso. São Pio X, rogai por nós!

  4. Que estupidez do Pe. Lombardi! O que se nega é que eles tenham virtudes heroicas. Não é necessário ter virtudes heroicas para se salvar, mas para ser canonizado deveria ser. Alguém pode viver mal e se arrepender no último minuto e ser salvo. Mas aí se o papa canoniza essa pessoa, zomba do processo. Essas canonizações, especialmente a de João XXIII, são uma ridicularização do processo de canonização.

    O problema é que a definição de santidade e de virtude mudaram. Qualquer um pode ser canonizado agora – até Paulo VI, o sabotador de Pio XII, expulso do Vaticano por Pacelli.

  5. Quando eu li “negar a santidade de João XXIII e João Paulo II, significaria acreditar que eles estão no inferno”, eu pensei cá comigo: puseram uma pá de cal na Doutrina Católica sobre o Purgatório.
    Parafraseando Bergoglio na Evangelii Gaudium:
    “De resto, não creio que se deve esperar do Magistério Papal uma palavra definitiva ou completa sobre questões que dizem respeito à Igreja e ao Mundo”.

    “Del resto, ha rilevato papa Francesco, “non credo neppure che si debba attendere dal magistero papale una parola definitiva o completa su tutte le questioni che riguardano la Chiesa e il mondo”.
    (“Evangelii gaudium” )

  6. Achei estranha essa inferência do padre Lombardi. Não se entusiasmar com uma determinada canonização ou duvidar de sua necessidade não tem nada a ver com negar a santidade pessoal dessa pessoa (ou seja, que ela morreu em estado de graça e verdadeiramente contrita de seus pecados e que portanto esteja salva) e acreditar que sua alma esteja no Inferno. Uma coisa não tem absolutamente a ver com a outra. Pela doutrina católica, se alguém morre em estado de graça ou com uma contrição perfeita o caminho será o Céu, ainda que faça uma paradinha no Purgatório.

    A questão da canonização tem a ver com virtudes heróicas e exemplo a ser seguido (embora seja bem verdade que muitos santos viveram vidas dissolutas e só na último minuto deram testemunho firme de fé, como no caso de São Dimas).

    Neste caso, conforme ele fala claramente, o Concílio aparece como o ponto de referência para as canonizações.

  7. Eu fico com outra Santa Polonesa, Santa Faustina Kowalska que diz em seu diário ter visto muitas freiras no inferno por não observar um mandamento da Lei de Deus.

    Santa Faustina Kowalska também diz que Lucifer promove e muito as falsas religiões do budismo e do islamismo e o JPII beijou o corão, não pediu desculpas públicas por tal escandalo – simples penitencia de um membro do clero são invalidas se não fizesse publicamente.

    Outra coisa é que o Papa Bento XVI deveria respeitar as normas processuais de um processo de canonização e o fez as pressas, portanto é inválido. Por que este processo não vem a tona? Porque denunciaríamos suas ilicitudes e irregularidades.

    No mais a intrevista do Prof. De Mattei publicada em posts anteriores faz a devida venia sobre estas canonizações.

  8. Da mihi virtutes, caetera tole (parafraseando S.João Bosco, bem toscamente, “dê-me as virtudes, joga fora o resto”).
    Vai adiantar atacar os papas que foram canonizados agora? O processo de canonização e tudo que ao redor se foi, sempre vai ficar esta dúvida…alguém vai pagar se mau fez neste processo.
    Santos erram, mas não pecam nas decisões maiores de suas vidas…
    Agora, S.João XXIII foi aclamado por Dom Mayer, em diversas cartas e documentos antes do concílio e no início dele….depois, que coisa foi…
    Foi mentira? Foi “cavalo de tróia”?…Deus o sabe…Tinham maus, sim, mas todos??? (Deus o sabe).
    S. João Paulo II beijou o alcorão…certo (caetera tole)…Mas divulgou uma devoção a Nossa Senhora que imprimiu em seu brasão papal a sua história e entrega de vida, reteve o avanço da imoralidade com sua firmeza sobre estes temas morais, atacou o comunismo em sua raiz e ajudou a queda da cortina de ferro…(virtutes).

    Fique com o que é bom, ensine o que é bom, joga fora o resto….

    É como o caso que a Gercione disse em outro post que aqui discordo, por conta deste tema…”os padres são bi-ritualistas, mas são tão bons padres, e eu gosto muito deles”…São bi-ritualistas por que querem? Ou porque para se manterem intra-enclesia, para conseguirem um apostolado e uma resistência intra-muros, aceitam o que se têm…
    Ou vcs. acham que o povo vai entender que da noite-para-o-dia o rito da Santa Missa mudem em todo orbe. Que os papas aclamados pelo povo fiel sejam chamados de hereges e apóstatas?
    Eles, o clero da época, fizeram isso em menos de 5 anos naqueles fatídicos anos 60 e 70. De repente ninguém mais sabia o que era “Dominum vobiscum”…mas agora, a vontade não é concordante?
    O que fazer com o povo fiel que desta nossas celeumas nada sabem?
    O que vamos fazer? Abandonar os seus? Acabar com a Missa deles ou ao menos tratá-los e “arreglar” seus caminhos?

    Pega-se o melhor, ajuda-se quem quer o melhor, abandona-se o resto…
    Deus nos ajude a manter a fé até o final dos tempos…

  9. FRATRES;
    Sempre digo: coisas piores, muito piores, virão…
    Alguém aqui se lembra da Mensagem da Virgem Santíssima em la Salette?
    Ahhhhhhhhhhhhh…
    Como tudo que fora Católico, naquela “velha” Igreja, que agora, dia a dia fica mais e mais nas sombras do passado, jogadas ao esquecimento e ao desprezo…
    Kyrie Eleison!
    Nossa Senhora de la Salette, rogai por nós! Rogai pelo que ainda resta da Igreja…

  10. É tanta besteira e tanta falácia, que nem merece ser refutado. Talvez os leitores do blog se vejam finalmente livres das minhas postagens um pouco mais longas , pois estou sob forte efeito de calmantes. Não que as longas postagens – as vezes necessárias para podermos desmentir as mentiras dos embusteiros – acrescentem algo para pessoas tão ou mais capazes do que eu, cujo conhecimento é limitadíssimo (não se trata de falsa modéstia). Mas gostaria muito de refutar essa última parte em negrito desse mentiroso. É simplesmente uma mentira o que ele disse. Embusteiro, mentiroso.

    Mas deixemos com está, pois estou me sentindo muito cansado.

    Um abraço aos amigos dos fratres

  11. “Mas gostaria muito de refutar essa última parte em negrito desse mentiroso”

    Mas minha força mental não permite.

  12. Lucas Janusckiewicz Coletta,

    Onde Santa Faustina fala sobre o budismo e islamismo? Porque li o seu Diário inteiro e ela não faz alusão a isso. Poderia me indicar a referência?

  13. Gercione,

    Esqueceu de trazudir a palavra “tutte le questione”.. todas as questões, o que leva outro significado da tradução feita por você. Dizer que que o Papa não tem resposta à questões do mundo é diferente dizer que o Papa não tem resposta a todas as questões do mundo.

    Cuidado com a tradução e a interpretação, caríssima!

  14. Mesmo um santo não é infalível em questão de decisões pessoais em sua vida. Querer canonizar alguém e depois negar a filosofia de vida e investida de resquícios de déspotas esclarecidos e protestantes em questões Eclesiais é errado, tal como aconteceu com o Vaticano II do Papa João XXIII. Para que não sabe conheça na historia a modernização do déspotas esclarecidos que promoveram na Igreja foi um desastre. Hoje vemos as consequências da laicização e secularização da Igreja. Alguns padres e religiosos não se vestem como alguém do clero, mas como pessoas comuns…e assim são confundidos como pessoas comuns. Na liturgia da missa nova a comunhão é em pé, nas mãos e sem necessária reverência antes da comunhão entre outros desvios, como dizia São Paulo: “Quem come e bebe sem distinguir o corpo e sangue do Senhor, come e bebe a própria condenação ” A eucaristia foi reduzida a um alimento espiritual a presença do Senhor em corpo e alma não é clara o sentido sacrifical da missa foi substituído por um antropocentrismo litúrgico.
    Se estão no ceu ou no inferno não sei mas ainda sou católico, não estou excomungado por duvidar e não depende disto a minha salvação.

  15. “Em seguida, haverá uma grande tribulação, porque o ensino cristão será pervertido por um falso ensino. E se esses dias não tivessem sido abreviados, ou seja, através do ensino da verdadeira doutrina, ninguém poderia ser salvo, o que significa que todos seriam convertidos à falsa doutrina.”
    [Comentário de São Tomás de Aquino ao Evangelho de São Mateus – Cap.24,22 ]

    “A todos quanto agora sentem sede da verdade, dizemo-lhes: ide a São Tomás de Aquino” (PAPA PIO XI, ENC. STUDIORUM DUCEM).
    Papa Pio XI, como bem ilustra o artigo, não inspirou tanta devoção como João XXIII e João Paulo II, mas nos deixou a via certa de São Tomás de Aquino que nos ensina que não pode haver contradição entre a fé e a razão.
    Então a minha opinião a respeito desse assunto é a mesma do Prof. Roberto de Mattei:

    “L’infallibilità delle canonizzazioni è una tesi maggioritaria tra i teologi, ma non è un dogma di fede, e può essere legittimamente tenuta l’opinione contraria. È invece dogma di fede che non può esservi contraddizione tra la fede e la ragione. Un’analisi oggettivamente razionale dei fatti dimostra la mancanza di eroicità di virtù di Papa Roncalli. Se, per fideismo, dovessi negare ciò che impone la ragione, reciderei i fondamenti razionali della mia fede. Mantengo dunque, in coscienza, i miei dubbi e le mie perplessità sulla canonizzazione di Giovanni XXIII.”

    Traduzindo: “A infalibilidade das canonizações é uma tese majoritária entre os teólogos, mas não é um Dogma de Fé e é possível ter uma opinião legitimamente contrária. Ao invés é dogma de fé que não pode existir contradição entre fé e razão. Uma análise objetivamente racional dos fatos demonstra a falta de heroísmo de virtudes no Papa Roncalli. Se por “fideísmo” eu tivesse que negar aquilo que me impõe a razão, estaria rescindindo os fundamentos racionais da minha fé. Mantenho portanto, em sã consciência, as minhas dúvidas e a minha perplexidade sobre a canonização de João XXIII”

    e no meu caso, o mesmo se aplica a João Paulo II, Josemaría Escrivá de Balaguer e Madre Teresa de Calcutá. Todos eles canonizados com processos rápidos e irregulares pra atender uma determinada agenda política.
    Como bem vaticinou o Papa Leão XIII em seu Exorcismo completo:

    “Os mais maliciosos inimigos tem enchido de amargura a Igreja, esposa do Cordeiro Imaculado, tem-lhe dado a beber absinto, tem posto suas mãos ímpias sobre tudo o que para Ela é mais sagrado”:

    A Sagrada Liturgia, Os Sacramentos, a Sã Doutrina, o Papado e agora até mesmo as Canonizações.
    Nada escapa das mãos ímpias dos Modernistas! “Onde foram estabelecidas a Sé do Beatíssimo Pedro e a Cátedra da Verdade como Luz para as Nações, eles tem erguido o Trono da Abominação e da Impiedade, de sorte que, ferido o Pastor, possa dispersar-se o rebanho.”

    Só nos resta rezar e implorar:

    Ó invencível Príncipe, ajuda o povo de Deus contra a perversidade dos espíritos que lhes atacam e dai-lhes a vitória. Amém.

  16. Então quer dizer que agora viramos protestantes, onde quem não é santo é danado (pra eles todo aquele que é salvo é santo).

  17. Padre Lombardi. Ser santo e ser salvo são coisas diferentes. Eu não sou santo, mas se eu morrer não significa que eu estou condenado.
    Até onde eu soube a Igreja não erra quando canoniza, mas e se o PROCESSO FOR FALHO? A dispensa do segundo milagre para João XXIII, a pressão popular em gritar “santo súbito” para JPII, a malícia de supervalorizar o CVII pondo-o como quase como uma graça santificante e causa de nossa redenção e o afrouxamento dos processos de canonização de forma geral, e certas atitudes de ambos os papas(beijo no corão, os encontros de Assis por parte de JPII, e o silêncio suspeitamente omisso de João XXIII em relação ao comunismo, que até onde soube se sacramentou com o pacto Vaticano-Moscou assinado em Metz na França, por exemplo) levam a colocar ao menos em dúvida não o poder de canonização e a infalibildade das canonizações, mas sim da qualidade do processo.
    Padre Lombardi pode dizer o que for, mas não é mistério a frouxidão de critérios e a contaminação ideológia e de ego da Igreja pós-CVII para tudo, incluindo os processos de canonização.
    Então, não se trata de má vontade somente, mas os dois papas cometeram atos que testemunham contra a santidade deles em vida, mas isso não implica dizer que ambos estão condenados ao inferno. O porta-voz parece se referir à um conceito diferente do que se refere sentido clássico que possibilita a canonização, sem falar de deixou escapar aquela admiração paranóica em relação ao CVII.

  18. As explicações do Pe. Lombardi são piores do que a não explicação. Uma coisa me chamou a atenção: a clareza em dizer que canonizar esses novos Santos é canonizar o Concílio, para bom entendedor meia palavra basta. A Igreja “conciliar” sabe que os dias estão contados e agiram no desespero.

    Por favor, vocês que são mais bem esclarecidos me digam: o Papa João XXIII fez alguma coisa que os inimigos da Igreja tenha desaprovado? O João Paulo II ao menos sofreu um atentado, lutou contra o Comunismo e o aborto, a TL na Igreja, etc. Mas e o João XXIII??

    Por favor, me digam.

  19. Ricardo, eu simplesmente não vejo onde e nem como a tradução de “todas as questões” ou “as questões” possam levar a um outro significado:

    De resto, não creio que se deve esperar do Magistério Papal uma palavra definitiva ou completa sobre questões que dizem respeito à Igreja e ao Mundo”… ou “De resto, não creio que se deve esperar do Magistério Papal uma palavra definitiva ou completa sobre TODAS as questões que dizem respeito à Igreja e ao Mundo”.
    Usei a frase em caráter de citação, parafraseando o que Bergoglio disse na Evangelii Gaudium, mesmo porque se fosse pra traduzir ao pé da letra a frase ficaria assim:

    “Del resto, ha rilevato papa Francesco, “non credo neppure che si debba attendere dal magistero papale una parola definitiva o completa su tutte le questioni che riguardano la Chiesa e il mondo”.
    (“Evangelii gaudium” )

    De resto, “relevou, enfatizou, sublinhou”( escolha o verbo que você achar melhor) Papa Francisco, “não creio (NEPPURE) nem mesmo que se deva esperar do Magistério Papal uma palavra definitiva ou completa sobre todas as questões que dizem respeito à Igreja e ao mundo”.

    O significado está mais do que claro: não devemos esperar do Magistério de Bergoglio palavras definitivas ou completas sobre AS QUESTÕES ou TODAS AS QUESTÕES que dizem respeito à Igreja e ao mundo.
    Se houve uma interpretação diferente desse significado, essa ficou a seu critério que escolheu ver pelo em ovo e me acusar de má-fé, quando eu vejo claramente que a má fé está em seu comentário. Se eu postei o original em italiano e a fonte de onde foi retirado, isso é prova mais do que clara que não usei nenhuma má-fé ao traduzir a citação.

  20. Lombardi, é feio mentir. E você mente muito mal. Talvez o Lombardi do Silvio Santos fosse mais indicado para ocupar o seu cargo aí na Santa Sé. Pena que ele já morreu.

  21. Sem entrar no mérito, apenas uma observação: Lucas Janusckiewicz Coletta, em sua mensagem acima declarou: “Outra coisa é que o Papa Bento XVI deveria respeitar as normas processuais de um processo de canonização e o fez as pressas, portanto é inválido. Por que este processo não vem a tona? Porque denunciaríamos suas ilicitudes e irregularidades.”
    Me desculpe, mas creio que um papa tem o direito de abdicar de certas normas processuais… Afinal, Ele é o supremo pastor e, além de deter o poder executivo, detém também o legislativo e o jucidiário…

    Não vou afirmar que apoio esta decisão de Bento XVI, mas dizer que esta atitude dele torna o processo inválido é absurdo.

    O papa tem o pleno direito de fazê-lo. Seja que papa for.

    • Lembre que o Papa tem um poder-dever administrativo absoluto, tendo jurisdição universal sobre todas as Igrejas locais, mas não ARBITRÁRIO, uma vez que seus poderes limitam-se diante da finalidade declarada por Jesus Cristo, Senhor da Igreja, do seu ofício. Portanto, se qualquer Papa substitui as virtudes heróicas por quaisquer outros parâmetros questionáveis (V.g.: Aclamação popular) ou via concepção de virtudes heróicas na teologia heterodoxa contemporânea para declarar uma santidade, pode provocar a nulidade da canonização por vício material no processo, associados ao próprio mérito do ato declaratório de santidade.

  22. Penso que seja bastante temerária a posição atual do Estado do Vaticano em queimar etapas do longo processo de canonização. Em Minas Gerais damos o nome de passar a carroça na frente dos bois.
    A título de exemplo, LOURDES (vidente: Bernadete) teve que esperar 33 anos e FÁTIMA (videntes: Lúcia, Francisco e Jacinta) 13 anos para confirmação da veracidade de suas aparições.

    Pior. No caso do suposto “são” João XXIII dispensou-se inclusive a comprovação do segundo milagre. O Vaticano II foi uma tragédia para a Igreja (aboliu a oração do Pequeno Exorcismo de São Miguel Arcanjo logo após as missas, fuga de vocações, fechamento de conventos e seminários… e pelos frutos se conhece a árvore (Jesus).
    Mas, quem manda pode e quem não manda obedece.

    Uma pergunta ao porta-voz do Vaticano: Aboliu-se o PURGATÓRIO ?!?

    Em qual seminário jesuíta o porta-voz do Vaticano estudou? Atualize-se, pe. Lombardi.

    Como está fraca a formação dos religiosos pelo mundo afora. Excluíram-se os Novíssimos da Teologia.
    Hoje, falecendo um indivíduo, somente vai para o Céu (os religiosos) ou para o Inferno (os demais). Lembre-se padre Lombardi há muitas almas de religiosos no Purgatório e Inferno (segundo inúmeros santos reconhecidos oficialmente pela Igreja). Mais:

    Segundo o exorcista-chefe do Vaticano, padre Gabriele Amorth:
    “O demônio está instalado no coração da Igreja”.
    E de acordo com Amorth, as evidência são irrefutáveis. Ele ainda disse que, na alta hierarquia Católica, “há cardeais que não acreditam em Jesus e bispos que estão ligados ao demônio”.

    Por fim, gostaria de compartilhar com vocês a minha preocupação com o setor de Imprensa da Igreja (seja a sala de imprensa do Vaticano ou CNBB ou Diocese local), a seguir demonstrado:

    Veja o caso inusitado de uma denúncia de pedofilia praticada supostamente por um sacerdote de Araguari-MG.

    Veja a nota do Bispo local:

    NOTA AO PÚBLICO

    “A Diocese de Uberlândia, na pessoa do seu Bispo Diocesano, Dom Paulo Francisco Machado, vem apresentar nota ao público em geral, com relação aos fatos envolvendo a prisão do Padre XXX, na cidade de Araguari, nesta Diocese, e que tomou as devidas providencias determinadas pelas leis da Igreja Católica, afastando-o de imediato das suas funções sacerdotais”.

    Veja o absurdo que o bispo escreveu:

    “Declaramos ainda que a Igreja não é responsável por atos particulares de seus membros. Reitera que aquele que infringir a Lei Moral e Cível, sendo maior de idade, é que deve assumir integralmente todas as conseqüências legais de suas ações perante as leis do Estado Brasileiro e da Igreja Católica. Ao clérigo culpado, e tão somente a ele, deve ser imputado o comportamento reprovável que viola não somente o Direito Penal Brasileiro, mas também as leis Eclesiásticas”…

    Nosso comentário:

    O bispo não pode se eximir de sua culpa perante a sociedade local, por atos praticados por seus sacerdotes vinculados. Senão, vejamos:
    – Em regra, há denúncias arquivadas pela diocese (omissão dolosa);
    – Decisões equivocadas: transferência do suposto pedófilo de uma cidade para outro município;
    – Falta de cooperação com as autoridades legais para apuração do delito praticado;
    – Negligência do bispo no acompanhamento pessoal do vocacionado furante o tempo de seminário (mínimo 7 anos: 3 na filosofia e 4 na teologia);
    – Falta de governo na Igreja local cometendo graves erros de juízo;
    – Não colocar em prática as normas do direito canônico ao enfrentar os casos de abuso de jovens e crianças;
    – Vida dupla do religioso (com conhecimento do bispo);
    – Falta de cumprimento dos votos proferidos (castidade, pobreza e obediência): o povo de Deus espera justamente que os consagrados sejam realmente pastores e não lobos, verdadeiros homens de Deus, que sejam santos, que vivam com simplicidade, que procurem todos os dias a conversão pessoal. Numa palavra segundo a expressão de Santo Agostinho, sois bispos; contudo estais chamados a ser com eles seguidores de Cristo (cf. Discurso 340, 1).

    Moral da história: no caso comprovado de pedofilia praticado ou não por religiosos, é cabível Indenização Material e Moral. Não há exceção nessa regra jurídica, Senhor bispo de Uberlândia!

    Nota: A prisão do suposto pedófilo o padre XXX se deu no mesmo dia em que o Papa Francisco anunciou os integrantes da comissão que vai aconselhá-lo sobre como lidar com casos de pedofilia.

    • É bem isso. Eu sempre achei que à Igreja não cabe punir esse tipo de coisa, mas a punição cabe é à sociedade organizada, ao poder público. O que cabe a Igreja é fechar a fábrica dos pedófilos, e responsabilizar-se diante de toda a sociedade pela qualidade das pessoas que ordena e que permite se apresentarem como seus representantes.

  23. Salve Maria!

    Extraí o trecho a seguir de um livro muito interessante, do Padre Álvaro Calderon, um teólogo argentino que lançou os questionamentos transcritos abaixo. O nome da obra é “A Candeia Debaixo do Alqueire – Questão Disputada sobre a Autoridade Doutrinal do Magistério Eclesiástico a Partir do Concílio Vaticano II”
    Deixo patente que as reflexões aí lançadas não refletem o posicionamento esposado por minha pessoa (comungo com a opinião dos também respeitáveis Roberto de Matei e de Monsenhor Brunero Gherardini sobre o tema).
    Boa leitura e reflexão a respeito do tema, tão pertinente nos dias atuais.
    In Corde Jesu, Semper
    Dionisio

    Sobre as canonizações no pós-Concílio
    (…)
    “Com o Concílio, as sentenças de canonização perdem qualquer consistência, porque os Papas renunciaram a selá-las com sua autoridade, por três motivos principais: a inversão democrática do “sensus fidei”, o princípio de colegialidade e o subjetivismo doutrinal. Estes novos princípios conciliares se traduziram logo em reformas substanciais dos processos de canonização.
    Como a Lumen Gentium declara que o ministério hierárquico deve subordinar-se ao sensus fidei do Povo de Deus, a nova Hierarquia se considera obrigada a canonizar aqueles cristãos que alcancem fama de santidade, sem julgar-se com o direito a desatender e, menos ainda, reprimir a estimação popular por motivos doutrinais, considerados sempre discutíveis. Isso levará, com a reforma de João Paulo II, ao desaparecimento prático do exigente processo de “não culto” de Urbano VIII, substituído por uma simples “inspeção ocular” do bispo.
    O princípio da colegialidade imporá a modificação principal do ponto de vista processual, começada por Paulo VI e completada por João Paulo II: “Nós pensamos também, à luz do ensinamento sobre a colegialidade do Concílio Vaticano II, que convém verdadeiramente associar mais os bispos à Sé Apostólica no estudo das causas dos santos”. A introdução das causas e a instrução dos processos sobre os escritos, virtudes e milagres, que antes se faziam por autoridade apostólica, agora se levam a efeito sob a autoridade das conferências episcopais. A Congregação para as Causas dos Santos já não intervém no lugar de origem, mas recebe algumas atas onde se refere tudo o que foi feito pelos bispos, o estuda e o apresenta para a aprovação do Papa.
    Em razão do subjetivismo, o exame dos escritos sofreu uma mudança muito indicativa. Por um lado, já não é levado a efeito pelos teólogos eleitos pela Congregação Romana, mas por aqueles escolhidos pelas Conferências Episcopais. E, por outro lado, o exame não se faz sobre todos os escritos, mas somente sobre os escritos publicados. Esta restrição, que poderia surpreender, tem sentido na dinâmica do “diálogo”. Só os escritos oferecidos à comunidade têm de respeitar as fórmulas do sentir comum unificadas pelo magistério, o que chamamos “dogmas”, enquanto os escritos privados são livre expressão da experiência de fé pessoal e serão julgados depois, ao se considerarem as virtudes.
    Acrescente-se a tudo isso a abreviação de todos os prazos, a simplificação de todos os processos, a redução das exigências, o desprezo das precauções. A partir do Concílio, os novos teólogos pluralistas consideram válido qualquer pensamento, por mais heterodoxo que pareça, enquanto se julgue como fruto de uma experiência de fé autêntica. A Hierarquia, por seu lado, declara-se incompetente quanto à teologia, pois diz possuir a primazia da autoridade, mas não a da ciência. Se as próprias Congregações Romanas tanto perderam de sua ortodoxia e prudência, o que não se deve esperar dos tribunais montados pelas Conferências Episcopais? Hoje em Roma são “servos de Deus” os que há alguns anos teriam sido condenados por suspeita de heresia, e na Argentina se abrem processos de “martírio” para bispos marxistas e frades guerrilheiros.
    Como é evidente, as novas sentenças de canonização não podem ser consideradas do mesmo modo que as anteriores ao Vaticano II, nem em si mesmas, nem em sua finalidade.
    Consideradas em si mesma, o mínimo que se pode dizer é que perderam totalmente seu caráter “extraordinário”.
    Em primeiro lugar, deixaram de ser um acontecimento extraordinário na vida da Igreja. Segundo o Index ac Status Causarum, publicado pela Congregação ára as Causas dos Santos, em dezembro de 2000, desde Clemente VIII (1594), até Pio XII, inclusive (1958), a S. C. dos Ritos canonizou 215 santos, pouco maid e um a cada dois anos. Pio XII canonizou 33 santos em seus 19 anos de pontificado. Paulo VI fez três canonizações antes da primeira simplificação do processo (na primeira canonizou os 22 mártires de Uganda) e 18 nos oito anos seguintes (entre os quais, 40 mártires ingleses), 81 santos canonizados, no total.
    Com João Paulo II a frequência aumentou consideravelmente. Em seus primeiros dez anos de pontificado, de 1978 a 1988, canonizou 254 beatos (entre os quais os 103 mártires da Coreia) e beatificou 300 servos de Deus, a maioria deles mártires (60 do século XX). Em 1999, os canonizados por este Papa somavam 295 e os beatificados 934. Nos últimos anos de seu pontificado, as canonizações se aceleraram ainda mais. O Padre Pio de Pietrelcina foi o santo nº 462 de João Paulo II.
    Evidentemente as novas canonizações estão bem longe de constituir um ato do magistério pontifício extraordinário. Antes o Papa enviava seus ministros para julgar in situ, sob sua própria autoridade, os fatos relativos à vida do possível santo. Hoje, Roma, em respeito à colegialidade, só confirma o que se julgou sob a autoridade ordinária dos bispos. É patente que, ao declarar a autenticidade de um fato que não tenta ver com seus próprios olhos, o Papa não está assumindo plena responsabilidade de tal declaração.
    O mesmo conceito de santidade perdeu seu caráter extraordinário. Como o demonstram tantos processos incoados, hoje basta ter sido um “cristão autêntico” e contar com certa publicidade para empreender com confiança o caminho para os altares.
    Consideradas em sua finalidade, as canonizações, é preciso dizê-lo, passaram a ser um dos instrumentos não menores da pastoral maquiavélica inaugurada pelo Vaticano II. Como assinalamos mais acima, ao tirar o fundamento de um rigoroso juízo de ortodoxia doutrinal, tudo o mais perde consistência: não há situação humana em que, com um pouco de imaginação, não se possam descobrir aspectos heróicos; nem há personalidade em que, com um poço de publicidade, não se encontrem milagres. Depois da brutal simplificação dos processos sob João Paulo II, a Congregação para as Causas dos Santos transformou-se numa fábrica de santos em série para as necessidades pastorais do momento, sendo a principal de todas, o aureolar de santidade – com uma caricatura de santidade – a obra do Concílio.”
    Fonte: A Candeia Debaixo do Alqueire – Questão Disputada sobre a Autoridade Doutrinal do Magistério Eclesiástico a Partir do Concílio Vaticano II, Pe. Álvaro Calderón, publicada em conjunto entre as Edições Mosteiro da Santa Cruz e o Instituto Brasileiro de Filosofia e de Estudos Tomistas, 1ª Edição, Rio de Janeiro, 2009.
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  24. Gercione,

    Não disse que foi má-fé, isso seria julgar sua intenção. Eu disse “cuidado com a tradução” pois gera outra interpretação. Só arrumei sua tradução, que estava incompleta. Pra mim muda completamente o sentido da frase sim. Abraço e fique com Deus.

  25. Renato Assis: não é nenhum absurdo o que o Bispo Diocesano de Uberlândia disse. Ou melhor, pode ser absurdo para nós leigos, mas essa tem sido a resposta padrão de todos os Bispos cujos subordinados foram flagrados em casos de pederastia:

    “Declaramos ainda que a Igreja não é responsável por atos particulares de seus membros. Ao clérigo culpado, e tão somente a ele, deve ser imputado o comportamento reprovável que viola não somente o Direito Penal mas também as leis Eclesiásticas”…

    Essa foi a mesma resposta que Dom Muller deu à imprensa ao ser acusado de acobertar os crimes de pederastia do Padre Kramer e ainda ameaçou com processos de calúnia e difamação contra aqueles que insistiam em chamá-lo à responsabilidade.

  26. Então porque não foi canonizado o Papa Pio IX no centenário do Concilio Vaticano I?

  27. Será que sou tão analfabeto em catecismo por aqui? Negar uma canonização implica em jogar a pessoa no inferno? Como um padre do calibre do Pe. Lombardi pode argumentar de forma tão infantil?? Isso só me faz ter mais certeza que o Vaticano não tem mais a noção correta do que significa uma canonização…

  28. FRATRES;
    Mas tanta confusão para quê?
    Afinal essa é a neo-igreja, a igreja do cãocílio das maravilhas, a igreja do “tudo é possível”, a igreja da abertura, dos sorrisos, dos beicinhos…
    Essa neo-igreja não tem compromissos com doutrina, afinal a doutrina é um monte de ensinamentos de várias pessoas, todas reprimidas e repressoras, que ensinam a reprimir, a excluir e a rejeitar aquilo de bom de o “cara lá de cima” nos deu, afinal, “Deus é Dez!”, e o “sonho de Deus é que todos sejam um!”, por isso podemos beijar o Corão, receber a marca da deusa shiva e tudo o mais, inclusive, deixar que outros “irmãos” usem os altares para fazer os sacrifícios deles ao buda…
    FRATRES, nessa neo-igreja todos tem vez e voz, exceto aqueles que querem ficar apegados àquela “velha” Igreja, aquela que foi fundada por Jesus.
    Na neo-igreja, todos são bem-vindos, podendo-se batizar nas catedrais filhos de novos tipos de casais, e até podem dar “selinhos”, porque são “tutti buona gente!”…
    Ahhhhhhhhhhhhhhhhh…
    Eles se tornaram cômicos, infelizmente, pois se ridicularizam a si mesmos, pena que eles lançam pérolas aos porcos, além de se deliciarem no lamaçal da heresia, da apostasia e da ignomínia…
    Aquela Igreja, tida por muitos como “velha”, “antiquada” e “ultrapassada”, aquela que rezava de costas e ninguém entendia, como ensinou o Grande Liturgo de Uberaba (R.I.P.), aquela “velha” Igreja que santificou a tantos, que deu ao Mundo Ocidental os valores que ainda parecem persistir, apesar do empenho de muitos (inclusive, e especialmente, muitos bispos da neo-igreja), tentar arrancar.
    Devemos, neste momento ver com lástima essa “triste noite” na alma de nossa Igreja. Rezemos para que este tempo seja o mais breve possível, para que em pouco tempo, nós, filhos da Igreja Católica, possamos ver de novo em nossos Altares o Santo Sacrifício da Cruz, e o Cristo Rei triunfando sobre a Sua Santa Igreja, que se levantará, qual a Fênix, dessas cinzas às quais querem os inimigos da Verdade relegá-la.
    Cristo venceu a morte e o pecado.
    Vencerá as heresias e as apostasias!
    Lembremo-nos de Santo Atanásio que sozinho permaneceu firme na Santa Fé Católica. A mesma Fé quesses apóstatas romanos querem novamente, e com exacerbado, porém, discreto furor, destruir.
    Chamará às contas esses falsos pastores, da Roma Apóstata, e que serão definitivamente lançados no fogo do inferno, onde junto ao “espírito conciliar” arderão eternamente, na companhia de todos os “seus irmãos separados” (agora reunidos), Lutero, Calvino e todos aqueles que perseguiram a Igreja de Deus!
    Seu maior tormento será ver o Triunfo do Coração Imaculado de Maria!
    Rezemos, para que Nosso Senhor tenha misericórdia de nós!
    Senhor, pela Vossa dolorosa Paixão, tende piedade de nós!
    Nossa Senhora de la Salette, rogai por nós!
    Santo Atanásio, rogai por nós!

  29. Penso que a Lúcia, de Fátima será canonizada em 2017 (data do centenário das aparições de Fátima- 1917).

  30. “Negar a santidade de João XXIII e João Paulo II, significaria acreditar que eles estão no inferno, o que é algo realmente muito difícil depois das investigações acuradíssimas feitas pela Igreja.” As afirmações do Pe. Lombardi traduzem uma tremenda piada de mau gosto. Na doutrina tradicional da Igreja alguém é proclamado santo de maneira muito mais rigorosa depois de ter levado toda uma vida de santidade o que não é o caso dos dois papas em questão. Maiores detalhes no link: http://www.fsspx.com.br/carta-aos-amigos-e-benfeitores-n-82/ .

  31. Os argumentos para tentar justificar essas canonizações são tão irracionais quanto ao modo de administrar a Igreja atualmente.

    Se outros papas não forem canonizados, isso os atira ao inferno? Que falta de lógica!!!

    Notem como essa “igreja” surgiu com o “concílio” (parece não ter havido outro). A opção desses ignaros é ou concílio Vaticano II ou nada. Virou mesmo uma seita protestante (se pensarem assim).

  32. Meu Deus a que ponto chegamos!! Quanta estupidez da parta do alto escalão da Igreja. O que esse senhor afirmou foi que o Concílio Vaticano II aposentou o PURGATÓRIO ? Para ir para o Céu agora basta viver no “espírito” do concílio V.II senão você automaticamente vai para o inferno???

  33. Apenas transcrevo, a seguir, para ponderação dos leitores do blog, o número 1732 do Diário de Santa Faustina: “Quando estava rezando pela Polônia, ouvi estas palavras – Amo a Polônia de maneira especial e, se ela for obediente à Minha vontade, Eu a elevarei em poder e santidade. Dela sairá a centelha que preparará o mundo para a minha vinda derradeira.” Interprete, pois, cada um como quiser…

  34. O que está acontecendo com a Igreja, agora foi abolido o Purgatório? Na história da Igreja, videndes e visões já profetizaram que haveriam padres, bispos, papas no purgatório e até mesmo no inferno. Que bom que todos fossem diretamente para o Céu, mas é assim que se dá?

  35. As declarações do Padre Frederico Lombardi são mesmo de causar pasmo. Com efeito, ele afirmou que há uma “razão precisa” para a Igreja render culto universal a ambos: “porque estamos no cinqüentenário do Concílio Vaticano II” e há “uma intenção de relançar o Concílio como um elemento fundamental na vida da Igreja”. Ora, salta aos olhos que estas razões não são suficientes para promover as canonizações. Pois o Papa Pio IX promoveu o Concílio Vaticano I (1869-1870), que definiu o dogma da infalibilidade papal através da Constituição Dogmática Pastor Aeternus, e não foi até hoje canonizado, em que pese sua heróica virtude. E o Concílio de Trento (1545-1563), de grande alcance para a doutrina da fé e a disciplina eclesiástica, não teve nenhum dos quatro papas que o presidiram elevado à honra dos altares.
    Tenta-se agora fazer uma espécie de “canonização” do Concílio Vaticano II, que é geralmente considerado como meramente pastoral, sendo calamitosos os seus frutos, como se pode facilmente constatar, considerando as estatísticas que indicam a saída de milhares de sacerdotes, religiosos e freiras, a diminuição da fé, a corrupção dos costumes nos fiéis, a penetração do comunismo e do socialismo na Igreja etc.
    No encontro com os jornalistas, o vaticanista Giuseppe Rusconi perguntou ao Padre Lombardi se “um católico pode, em sã consciência, negar a santidade de João XXIII e João Paulo II?” E depois Rusconi insistiu: “pode um católico ser cético sobre a santidade dos dois Papas?”
    Não vou me deter nas respostas dadas pelo Padre Lombardi e já comentadas por outros leitores. Sem entrar em complicadas questões teológicas sobre a infalibilidade nas canonizações, vou apresentar uma resposta direta às perguntas do jornalista, que, entretanto, não foi dada pelo sacerdote.
    Sim, um católico pode, em sã consciência, negar a santidade de João XXIII e João Paulo II. Isto porque os pontificados deles trouxeram gravíssimos danos para a Santa Igreja, a salvação das almas e a sobrevivência da Civilização Cristã. Vou recordar apenas um fato.
    O Papa João XXIII decidiu, para obter de Moscou a vinda de observadores da Igreja Ortodoxa, impor que o Vaticano II não condenasse o comunismo. Ora, como mostrou o prof. Plinio Corrêa de Oliveira no seu livro Revolução e Contra-Revolução (Parte III, c. III), tal silêncio sobre o comunismo – esta recusa em condenar o pior inimigo da Igreja –, foi “uma das maiores calamidades, se não a maior, da História da Igreja”. Por causa desta atitude, a partir daí o comunismo e o socialismo penetraram de maneira avassaladora dentro da Igreja. Portanto, João XXIII, responsável por tais calamidades, não foi um santo.