“El Padrecito” correndo pela coroa imperecível.

Por Tim Brady – The Remnant | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com – Os Raramuri são uma tribo de americanos nativos que habitam uma região montanhosa extremamente escarpada na parte ocidental de Chihuahua, na República do México. As pessoas de fora da tribo habitualmente os chamam de “Tarahumara” e as montanhas que eles habitam são chamadas de “Sierra Tarahumara.” Uma parte integrante da cultura dos Raramuri consiste em correr. Para os Tarahumara, a corrida é mais do que simplesmente um esporte, embora certamente o seja. Para eles, ela também está entrelaçada com suas crenças e cerimônias religiosas indígenas.

Padre Michael Rodríguez.

Padre Michael Rodríguez.

Os Tarahumara não são nativos dessas montanhas. Nos tempos pré-colombianos eles habitavam as áreas menos inóspitas e mais férteis que se estendiam pelas planícies a leste dessas montanhas. Pressões por parte de colonizadores europeus e mestiços que se mudaram para essas áreas forçaram os Raramuri a adentrar essas regiões atuais, e eles se adaptaram bastante bem. Em grande parte eles dependem da agricultura de subsistência para sobreviver. A seca e a fome que lhe acompanha são um cenário familiar para esse povo.

Eles não costumam viver em cidades, ou até mesmo em pequenos vilarejos; preferem viver em “ranchitos”, que consistem em algumas poucas famílias vivendo bem próximas umas das outras. Em geral, esses ranchitos estão localizados em áreas tão remotas e tão íngremes que só podem ser alcançados a pé sobre trilhas estreitas não recomendadas para os fracos de coração. Essas trilhas frequentemente são quase verticais ou serpenteiam ao longo da beira de precipícios muito acima dos 300 metros. A própria natureza de suas condições de vida faz com que os Tarahumara sejam excelentes corredores.

Essas montanhas estão entre as mais íngremes e inacessíveis do mundo. Do século XVI até o início do século XX, praticamente as únicas pessoas que penetraram nessa área foram os europeus que queriam explorar as suas riquezas minerais e a madeira. Os exploradores de madeira ocupavam as regiões mais altas, ao passo que aqueles que visavam a extração de minério desciam ao pé dos desfiladeiros, que, geralmente, têm mais de mil e seiscentos metros de profundidade. Assim, não raro se encontram pequenos vilarejos na parte inferior dos desfiladeiros, que, de outra forma, não teriam motivo para estarem ali. Esses vilarejos são quase que exclusivamente habitados por mestizos – mexicanos de herança mista indígena e europeia. Os Tarahumara vivem em seus ranchitos isolados nas montanhas adjacentes. Eles descem até as aldeias mestiças maiores para fazer transações comerciais ou resolver outros assuntos.

O que foi dito acima é o resumo mais breve sobre esse povo fascinante e essa região do mundo igualmente fascinante. Muita coisa foi escrita sobre esses tópicos para os mais interessados. Um livro que aborda de maneira excelente esse tópico de corrida, na medida em que ela está relacionada aos Raramuri, é o Born to Run, de Christopher McDougall.

Com o passar do tempo, os não Raramuri (a quem os Raramuri chamam de “Chabochi”) começaram a compreender a habilidade de correr dessas pessoas. O México efetivamente enviou dois deles para as Olimpíadas de 1928, a fim de competir na maratona. Certamente, uma maratona de 40.000 metros ao longo de uma pista relativamente plana e sem acidentes é café pequeno para os Raramuri, que habitualmente correm durante dias sobre trilhas que a maior parte de nós preferiria não caminhar, enquanto chutam uma bola de madeira. A história conta que os seus treinadores mexicanos se esqueceram de dizer aos corredores Tarahumara sobre a distância da maratona, de modo que quando a maratona estava terminando, eles ainda estavam se aquecendo e ficaram surpresos ao tomar conhecimento que a corrida tinha acabado.

O fenômeno das ultramaratonas ganhou alguma popularidade nas últimas décadas. Elas são corridas que podem se prolongar por oitenta a cento e sessenta quilômetros ou mais. O esporte da ultramaratona e a tribo dos Raramuri são uma combinação perfeita, e esse fato não se perdeu em muitos dos ultramaratonistas pioneiros. O livro Born to Run trata exatamente desse tópico. Uma das competições mais famosas, conhecida como ultramaratona “Caballo Blanco”, surgiu dessa combinação perfeita na aldeia ao sopé do desfiladeiro de Urique, Chihuahua, bem no interior da região dos Raramuri. “Caballo Blanco” é o nome dado pela população local a Micah True, um ultramaratonista pioneiro, que migrou para essa região e aprimorou suas habilidades de corrida entre os Raramuri, chegando a adquirir a confiança deles – o que não foi tarefa fácil para um Chabochi.

Em 27 de março de 2012 o Sr. True foi encontrado morto em uma trilha no Deserto de Gila, no Novo México, tendo falecido enquanto praticava o seu passatempo favorito. Essa ultramaratona é dedicada à memória do Sr. True, o “Caballo Blanco” (Cavalo Branco)

Um pouco mais ao norte, do outro lado do Rio Grande, na cidade fronteiriça de El Paso, Texas, uma outra pessoa estava ficando interessada no esporte de corrida de longa distância. Essa pessoa é o intrépido sacerdote católico Padre Michael Rodriguez, da Diocese de El Paso.

Padre Rodriguez tende a conduzir todos os compromissos que assume com excelência, inclusive seu sacerdócio. Ele não é do tipo que se contenta em poupar esforços e fazer menos do que o seu melhor nas atividades que assume. Em certo sentido, a sua abordagem em relação à corrida é semelhante a dos Raramuri, uma vez que parece haver claramente um aspecto espiritual nela, além do seu amor à competição e ao desafio de seus limites. Para este observador parece que se pode ouvir São Paulo, que comparou o seu tempo na terra à “corrida pela coroa imperecível.”

Padre Rodriguez já competiu em muitas maratonas em vários lugares do país e também em outros países. Um de seus objetivos é correr uma maratona em cada estado dos EUA, e ele está indo bem rumo à realização desse objetivo. Era muito natural que, mais cedo ou mais tarde, o padre decidisse tentar uma ultramaratona. A competição que ele escolheu foi a ultramaratona Caballo Blanco, em Urique, precisamente um ano após o falecimento do homônimo.

Como já passei um tempo considerável naquela área em minha própria vida, fui convidado pelo padre a acompanhá-lo nessa pequena aventura, e tive o privilégio e a emoção de fazê-lo.

Medindo em linha reta, Urique não é tão longe de nossa cidade natal, El Paso, porém, a distância é enganadora, devido à natureza da área. Os últimos cento e sessenta quilômetros da viagem levam tanto quanto os primeiros quinhentos e sessenta.

O restante dessa discussão lida somente de maneira tangencial com a maratona em si. A história mais significativa aqui é a de um padre católico diocesano que celebra exclusivamente a Missa Tradicional em Latim e o impacto imediato que esse padre e essa Missa exercem em uma população remota, que, embora essa Missa esteja em sua corrente sanguínea, nunca teve a oportunidade de testemunhá-la, exceto os mais idosos dentre eles.

O primeiro dia de nossa viagem foi tão fácil quanto qualquer viagem semelhante em nosso próprio país e tivemos que pernoitar na cidadezinha de Cuauhtemoc, no sopé da Sierra Tarahumara. Na manhã seguinte embarcamos em um trem com destino à Bahuichivo, o local de saltar para descer o desfiladeiro habitado pela aldeia de Urique. De Bahuichivo pegamos um ônibus – que anteriormente fora um ônibus escolar americano – para a aldeia de Cerocahui, em si mesma muito bonita e rica em termos históricos. Os europeus chegaram pela primeira vez aqui em 1679 e no ano seguinte uma missão jesuíta foi estabelecida, uma missão ainda em funcionamento.

Dominando Cerocahui encontra-se a impressionante igreja de missão São Francisco Xavier, construída em 1680. Hospedamo-nos na casa de cômodos da missão local, do outro lado da estrada, e o padre Rodríguez caminhou até a missão para pedir permissão ao padre local para celebrar o Santo Sacrifício na igreja naquela mesma noite e na manhã seguinte. Só podemos supor quanto tempo se passou desde que a Missa para a qual aquela igreja fora construída e a qual inúmeros sacerdotes dedicaram suas vidas foi celebrada naquele lugar. Além do padre, eu era o único outro mortal que assistia a missa naquela primeira noite. Como qualquer pessoa familiarizada com a Missa poderia esperar, ela foi incrivelmente bela, e foi comovente ver essa Missa sendo celebrada nessa igreja particular.

Na manhã seguinte, o padre local entrou em algum momento no meio da Missa e assistiu essa Missa estranha mais por curiosidade, até que saiu tão subitamente como entrou. Após a Missa, pegamos nossos pertences e seguimos pela estrada suja que conduz à beira do desfiladeiro, e de lá da muralha do penhasco descemos para Urique, num percurso vertical de mil e oitocentos metros abaixo. Pegar carona é uma maneira muito comum de viajar nessa região e rapidamente pegamos uma carona por todo o trajeto que leva à Urique ao longo dessa estrada escassamente transitada.

Essa estrada estreita é serpenteada por um pinheiral até que de repente emerge a própria beira de um enorme desfiladeiro, que seria equivalente ao nosso próprio Grand Canyon, aparentemente dando vista para o mundo inteiro, ou, no mínimo, toda a parte ocidental de Chihuahua. Essa estrada para Urique é traiçoeira. A descida é esculpida na encosta de penhascos que descem uns mil e seiscentos metros de alto a baixo. Há certos trechos que só comportam um veículo em trânsito muito lento. No mês anterior o prefeito de Urique e seu companheiro deram uma guinada para o lado de um dos piores precipícios, despencando diretamente uns 300 metros para encontrar seus juízos particulares. Faz uns vinte anos desde minha última passagem por essa estrada, e o que na época fora uma experiência de tirar o fôlego agora era uma provação assustadora – um tributo à humilhante força da idade.

Após chegar a Urique, nosso benfeitor nos deixou bem em frente da igreja católica local, que, no estilo típico de qualquer país outrora católico, fica no centro da cidade. Pessoalmente, fiquei contente de sair da beira de um precipício com nada além de um mísero pedaço de chão ao meu redor. Ao sair do veículo, o homem de batina foi avistado; e logo estávamos na casa de um desconhecido, sentados em cadeiras confortáveis e bebendo chá. Alguns garotos carregaram a nossa bagagem. A partir daquele momento, ficamos em casa de família, e podíamos ver a igreja local bem do lado de fora da porta da frente.

Não há padre algum designado para a aldeia de Urique. Talvez eles tenham a Missa uma vez ao mês, quando um dos padres de Cerocahui vem à cidade. Depois de nos acomodarmos, as mulheres de nosso novo lar, juntamente com suas amigas, abriram a igreja e nos pusemos a limpá-la… deslocando a mesa para a sua posição correta para a celebração da Missa autêntica e fazendo o melhor que podíamos para tornar aquela igreja humilde e poeirenta em uma igreja apresentável. Naquela noite o padre conduziu uma linda Hora Santa com a Benção do Santíssimo, pois já tinha celebrado a Missa mais cedo em Cerocahui. A Hora Santa contou com a presença somente de mulheres. As missas católicas no México, e, mais particularmente, em locais turbulentos e confusos como esse, são predominantemente assuntos femininos. Poucos homens se dão ao trabalho de ir à missa na rara ocasião em que um padre calha de chegar. Em seguida a notícia se espalhou.

Na manhã seguinte, o dia anterior à corrida, o padre celebrou a sua primeira Missa em Urique, e dessa vez havia um número maior de fiéis e alguns homens conosco. Outra Hora Santa foi rezada naquela noite, e agora ela contava com a presença de alguns Raramuri, bem como alguns estrangeiros, que estavam lá para a corrida.

A Ultramaratona Caballo Blanco começa antes do amanhecer e termina na escuridão da noite. No dia de corrida, às 4h, os sinos da igreja repicaram e o padre Rodriguez celebrou o Santo Sacrifício da Missa antes de sair e correr pelas estradas e trilhas acidentadas durante doze horas e oitenta quilômetros. Naquela manhã a igreja estava ainda mais cheia. Visivelmente, mais homens estavam presentes — eram os aldeões, os Raramuri, visitantes e competidores que estavam lá para a corrida. Isso foi algo gratificante e sublime de se ver.

A corrida começa quase em frente à igreja com os participantes inicialmente partindo em direção ao sul. Depois de dar uma volta atravessando as montanhas em direção ao sul, eles retornam pela cidade em direção norte. A terceira volta os traz de novo à cidade, mais uma vez em direção ao sul, para concluir mais uma volta nessa direção, embora de maneira diferente. Finalmente, os que terminam, o fazem em frente à igreja. Assim, os expectadores podem ver os corredores no início, no fim e em dois pontos intermediários da corrida.

“El Padrecito” (uma expressão carinhosa que significa “o padrezinho”) havia conquistado muitos admiradores nos dias anteriores à corrida. Quando me sentei em uma mureta de pedras em frente à igreja junto com alguns dos homens locais para bater papo e aguardar El Padrecito passar pela cidade em um dos circuitos, um dos homens, em um momento muito comovente e com um tom de voz muito sério, olhou nos meus olhos e disse: “Vamos sequestrar ESTE padre e mantê-lo aqui para que ele nos dê ESTA missa” (a ênfase foi dele). Os outros homens balançaram a cabeça e resmungaram, como os homens costumam fazer quando concordam com alguma coisa.

Em cada uma das vezes que ele passou pela cidade, ouvia-se gritos de estímulo para El Padrecito, e horas mais tarde ele terminou a corrida; não foi o primeiro nem o último. Ele não ganhou a corrida, embora tenha dado o melhor de si. Porém, ele efetivamente ganhou corações, e igualmente almas, simplesmente fazendo as mesmas coisas que os padres haviam feito nesses desfiladeiros alcantilados por séculos antes dele. Ele trouxe vida nova para Urique e para aquela igrejinha, mesmo que por poucos dias. Felizmente para os seus paroquianos no Texas, os homens não estavam falando a sério ao ameaçarem sequestrar o padre Rodriguez, embora, suspeito bastante que ele não teria ficado muito decepcionado se eles o fizessem.

No dia seguinte ao da corrida, um pouco antes da partida, o padre celebrou a sua última Missa em Urique – a mais participada de todas, discretamente usando uma bengala para ajudar suas pernas cansadas e doloridas ao se levantar das posições de genuflexão.

Esse é um fenômeno que tenho tido o privilégio de testemunhar com alguma frequência ao longo desses anos – essa reação de fiéis católicos, que foram privados do catolicismo autêntico, da liturgia verdadeira e imutável da Igreja que lhes pertence. Os povoados isolados e perdidos no fundo de gargantas profundas são bem mais privados desse tesouro que legitimamente lhes pertence do que os católicos nos desfiladeiros das metrópoles, cidades grandes, pequenas cidades ou subúrbios dos países mais “desenvolvidos”. A reação que tenho testemunhado nesses diversos lugares é notavelmente semelhante e não varia de país para país, de dialeto para dialeto. É sutil e profunda. Nem ela está limitada à pessoa ou à personalidade de um único padre. Tenho testemunhado essa reação a alguns padres fiéis e ortodoxos em vários lugares.

Ao mesmo tempo, existem aquelas comunidades de católicos aqui e acolá em todo o mundo que desfrutam do grande benefício de uma dieta regular e permanente de catolicismo autêntico. Compreensivelmente percebe-se certa complacência nessas comunidades, embora o amor subjacente ao catolicismo autêntico esteja definitivamente vivo e a complacência não os defina de jeito algum. O mais comovente é testemunhar essa reação quando essa benção incomparável é levada a um local habitado por católicos famintos da Fé, que frequentemente não percebem o tamanho da sua penúria até receberem alimento sólido.

A Santa Madre Igreja está passando por momentos difíceis, e embora estejamos arrependidos, provavelmente, também o mereçamos. Talvez também sejamos ou tenhamos sido complacentes. Pensávamos talvez que algo tão magnífico fosse inacessível. Agora conhecemos melhor. Longe de sermos superiores de qualquer modo, nós, que desfrutamos desta grande graça do catolicismo autêntico, temos a respectiva obrigação ainda maior de promovê-la e compartilhá-la de qualquer maneira que nos seja mais possível. Além dessa pessoa relativamente rara que nasceu na graça do catolicismo autêntico, muitos de nós devemos esse privilégio, no sentido natural, a padres altruístas e a outras pessoas que simplesmente chegaram antes de nós. Esse é o maior dos tesouros e não pertence a um grupo, mas a todos os católicos.

É essa reação universal de católicos sinceros ao catolicismo autêntico que também nos deveria encher de ânimo. Isso não significa dizer que todos os outrora católicos sinceros reajam universalmente, particularmente na mesma velocidade, mas que muitos efetivamente reagem quase imediatamente, e outros precisam de mais tempo. A universalidade se refere ao efeito entre as culturas e entre as linhas socioeconômicas.

Não somos os únicos a perceber essa reação universal, mas também aqueles que se encontram em cargos de autoridade dentro do Corpo Místico. Se temos a pretensão de nos considerarmos católicos, não temos outra alternativa a não ser rezarmos por esses homens e fazermos o possível para ajudá-los a compreender a situação nesse evento raro em que se mostram dispostos a considerar o assunto. Porque embora eles percebam essa reação, parece que muitos deles, tendo sido formados fortemente com ideias avessas ao catolicismo autêntico, não têm base contextual onde possam colocar o que percebem. É impossível saber que parte deles realmente despreza o catolicismo autêntico, embora de tempos em tempos esse ódio se torne óbvio.

Esses homens não merecem o nosso ódio, o que apenas poria em perigo as nossas próprias almas, em vez disso, eles merecem a nossa compaixão, e, sim, a nossa afeição filial. Porque esses homens escolheram o lado perdedor em uma guerra terrível e alguma coisa, embora de maneira subliminar, certamente, deve lhes dizer isso, por mais que sejam contrários a aceitar os fatos. A partir daquele padre que teve contato com a Missa Verdadeira em sua própria igreja, em Cerocahui, até o Santo Padre, em Roma, esses homens, nenhum dos quais é ignorante, em algum nível percebem que essa estrutura inovadora que criaram e tentaram escorar simplesmente não é adequada, e o catolicismo que eles prefeririam considerar fora de moda não irá embora. Simples assim.

É por esse mesmo motivo que eles precisam se recusar a dar paridade ao catolicismo autêntico extraordinário. Eles devem manter algum tipo de tampa nele na vã esperança de que ao fazê-lo, essa versão “nova e melhorada” ao final crie asas por si mesma. Eles parecem perceber que devido às suas rédeas o catolicismo autêntico confunde os simuladores.

A minha opinião, que todos podem rejeitar, é que esta crise na Igreja de Cristo é tão profunda e tão grave que, por fim, qualquer solução será de natureza sobrenatural, de uma maneira que nenhum de nós é capaz de prever. Nesse meio tempo, seguindo os exemplos de São Paulo, do Padrecito e de tantos outros bons sacerdotes que tivemos antes de nós, fazemos simplesmente o nosso melhor para correr pela coroa imperecível da melhor maneira que pudermos, ajudando os outros ao longo do caminho quando surgir a oportunidade, e criando a oportunidade onde pudermos.

8 Comentários to ““El Padrecito” correndo pela coroa imperecível.”

  1. Comovente relato. Pena que, ao menos aqui em SP – região secularizada – as missas na forma tradicional (nem na forma ordinária) não atraiam tanto.

  2. Maravilhoso!!!! Há quanto tempo não lia no Fratres artigos sobre o Pe. Michael Rodriguez. Foi surpreendente e me deixou imensamente feliz! Imaginem, tanto tempo sem notícias e depois ler tudo isso!
    Fratres, sem palavras… sem palavras. Muitíssimo obrigada. Que o Senhor nosso Deus, sob o santíssimo manto sagrado da Virgem Mãe, proteja e acompanhe sempre este querido “padrecito”.

  3. Lendo, quase ofegante, este longo e inspirador texto e a história quase sobrenatural do abençoado ” Padrecito “, finalmente eu creio ter entendido o Papa Francisco e sua escatológica ” periferia existencial “.

    AMDG

  4. No interior do Nordeste há muitas cidades pequenas que só têm uma, duas ou três missas por mês, e mesmo assim com muitos abusos litúrgicos, pois fazem parte de paróquias que abrangem mais de uma cidade, e os padres só costumam celebrar duas ou três missas por semana, e repito, cheias de abusos. Outras cidades maiores têm padres somente para elas, mas possuem apenas duas ou três missas durante a semana e chego a pensar que são missas sacrílegas ou inválidas pelas invenções que colocam no meio das celebrações.

    Enfim, a situação por aqui é lamentável, e sempre que tiver ocasião devo lembrar para quem puder nos ajudar saiba a nossa situação e faça o possível por nós do interior do Nordeste.

    Muitas pessoas continuam fiéis à Igreja, mesmo sem terem acesso à Igreja e sim ao simulacro de Igreja da TL e da RCC, mas também não poucos são os que já se perdem, que aumentam dia após dia, seduzidos pelos protestantes que abrem uma nova seita em cada esquina. É muito triste ver que, se nada for feito, o Nordeste ficará daqui a alguns anos como o Rio de Janeiro, onde as seitas já avançaram tanto que são maioria da população de muitas cidades.

    Tenho certeza que se algum Padre da FSSPX, do IBP, da FSSP ou de qualquer instituto tradicional, ou mesmo um que siga o missal de Paulo VI sem cometer abusos (porque nossa situação é tão grave que não podemos negar a ajuda que venha de alguém bem intencionado, inclusive dos neoconservadores) se fixar aqui, a reação das pessoas será muito boa, tão esperançosa ou mais que a da relatada no artigo.

    Rezem pelo Nordeste!

  5. Como é bom ler os posts sobre o Pe Michael. Esses dias estava lembrando dele e de como já fazia um certo tempo que não aparecia um post sobre esse grande sacerdote de Deus.

    Fiquem com Deus.

  6. Agora imaginem aqui no Brasil, um sacerdote tradicional celebrando a Santa Missa numa aldeia indígena, o CIMI pira!
    E foi essa Missa que salvou tantos catequizados de S. José de Anchieta…
    “Vamos sequestrar ESTE padre e mantê-lo aqui para que ele nos dê ESTA missa”: Confesso que já imaginei fazer isso algumas vezes hehe

  7. Este texto merece ser impresso em um opúsculo (livrinho) ou em formato de folder e ser distribuido para as pessoas na saída das missas novas. Peço autorização para o dono do blog para reproduzí-lo.