Papa faz uma forte e silenciosa declaração anti-aborto.

Kkottongnae (Rádio Vaticano) – O Papa Francisco, em geral, evita pronunciar-se sobre temas como o aborto, argumentando que a doutrina da Igreja para a santificação da vida é bastante clara e conhecida e, por isso, ele prefere enfatizar outros aspectos do ensinamento da Igreja.

No entanto, o Papa fez, neste sábado, um forte pronunciamento, apesar de silencioso, contra o aborto, ao reter-se em oração diante de um monumento para crianças que jamais viram a luz do mundo. O local faz parte da comunidade dedicada aos cuidados de pessoas com deficiências genéticas que, frequentemente, são utilizadas para justificar os abortos.

O Papa baixou a cabeça em oração diante das centenas de cruzes brancas do monumento e conversou com um ativista anti-aborto que não tem nem os braços e nem as pernas. (R.B)

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16 Comentários to “Papa faz uma forte e silenciosa declaração anti-aborto.”

  1. Mas esse não é o mesmo Bergoglio que disse em entrevista: “Não podemos insistir somente sobre questões ligadas ao aborto, ao casamento homossexual e uso dos métodos contraceptivos. Isto não é possível”?
    Por outro lado, desculpe-me o autor do artigo mas dizer que o Papa fez, neste sábado, “um forte pronunciamento, apesar de silencioso,” contra o aborto é um insulto à inteligência de qualquer um.
    Da próxima vez que eu passar em frente a uma clínica de aborto eu também vou fazer “um forte pronunciamento, apesar de silencioso.”

  2. Nem todo pronunciamento precisa de palavras, por mais contraditório que isso pareça.. As vezes, o mais forte discurso é realizado calando-se.
    Se isso não fosse verdade, que força teria a oração silenciosa, a contemplação?
    Concordo que Francisco precisa ser mais incisivo nesses assuntos, porém de certa forma, vejo muita má vontade com o papa…

  3. Faço minhas as palavras de Gercione: “dizer que o Papa fez, neste sábado, “um forte pronunciamento, apesar de silencioso,” contra o aborto é um insulto à inteligência de qualquer um”.

  4. É isso o que dá, não ter o Primado de Jurisdição,instituído pelo próprio JESUS CRISTO, e não,pelos simples humanos …!
    Governando na.horizontalidade a Igreja,e não na Verticalidade, eleito pela Lei Canonica,…o que se poderia esperar a mais,de Dom Bergoglio? Oremos pela Igreja Católica, e, por ele também! Amém.

  5. “um forte pronunciamento, apesar de silencioso,”
    Esse é o verdadeiro católico liberal.

  6. Quando esteve no Brasil o Papa (cuidado, ele não gosta de ser chamado assim) fez, tambem, um pronunciamento tão silencioso que acabou ajudando a Dilma a aprovar o aborto. O que devem ter pensado estas crianças no Limbo diante de tal atitude? O impressionante é que para outras coisas o Papa não é silencioso: ex. quando recebeu o pessoal do MST.

  7. Evidentemente, o título parece ser irônico… Afinal, Francisco APENAS estava cumprindo um roteiro previamente estabelecido, e cabia-lhe, ao menos, por imposição do bom senso, recitar algumas preces perante o monumento para as crianças ali sepultadas, segundo o costume: Preces silenciosas… tal como o genocídio silencioso do aborto. Mas isso não é nada… O que preocupa o pontífice parece ser realmente o desemprego dos jovens!

  8. Sinceramente, não sei nem se isso foi uma declaração e se foi anti-aborto, quanto mais se foi forte!
    Silencioso, aí eu concordo.

  9. A sensibilidade atual valoriza muito os gestos. É sim um discurso silencioso que grita forte.

  10. O silêncio da Cruz fala tudo.
    O silêncio do Papa Francisco disse muito.

  11. Gritos silenciosos talvez sejam estridentes aos ouvidos de Deus. O que ” gritou” o eleito Bispo de Roma, CALADO diante de tantos cadáveres inocentes? Terá gritado: como é triste que tenha sido necessário, para a instalação duma sociedade de bem estar terrestre, matar tantas pessoas? Ou terá sido: que desperdício! com melhor planejamento, talvez meia tonelada de bons cosméticos poderiam ter sido produzida a partir de tecidos tão tenros! Os Bispos existem para pastorear Deus, e dizer-lhe, ” em silêncio”, coisas? O Santo Silêncio que os Filhos de Deus, em REAL recolhimento, devem guardar, é este, o de uma FIGURA PÚBLICA com um SILÊNCIO PÚBLICO?As regras são as mesmas, para o humilde cobrador de impostos que, ajoelhado, diz que não é digno, se arrepende contritamente, e para O CHEFE DA IGREJA UNIVERSAL, CATÓLICA, EM APARIÇÃO OFICIAL PÚBLICA? O que é ” silêncio cúmplice”? Quererá dizer alguma coisa ” quem cala, consente”?Quem somos nós para julgar?Mas, principalmente, quem são aqueles que foram investidos, sacerdotalmente, para Ministros do Sacramento da Penitência e, portanto, para JULGAREM EM NOME DE DEUS?A quem foi dito para clamar, oportuna e inoportunamente? Aos últimos dos últimos, que somos nós, ou aos Príncipes, especialmente os Príncipes da Igreja?O que estará gritando, silenciosamente, CADA UMA daquelas cruzes brancas, às quais TAPARAM AS BOCAS antes que pudessem dizer ” mamãe”? Eu acredito que, aqui, neste lugar onde somos Um como Irmãos, um de nós responderá o que estão clamando as pedras do deserto. Espero estar vivo para lê-lo.

    • Maldoso este comentário… Todo o mundo entendeu a mensagem, que foi clara e contundente. Falso testemunho é pecado mortal! Insinuar que o Papa Francisco apoia, tolera ou é reticente diante da questão do aborto é dar falso testemunho.

      E se você quer saber, acho que os católicos que discordam, desaprovam e difamam publicamente o Papa Francisco, têm 3 escolhas:
      1)Continuarem a ser católicos, declarando-o anti-papa;
      2)Oficializarem o cisma que já professam em seus textos, elegendo um novo Papa (e vemos que não faltariam candidatos!);
      3)Pedir perdão a Deus, respeitar a hierarquia e honrar a autoridade constituída – quer creiam pelo Espírito Santo, quer creiam pelos cardeais reunidos no conclave.
      Se creem em Deus, deveriam crer que Ele está no controle, que nada acontece sem a sua permissão, que no final a sua vontade se cumprirá. O que sustentou a Igreja Católica por todos estes séculos foi a submissão a autoridade papal e o respeito à figura do pontífice. Vejo que isto esta acabando. Isto sim, é um grande perigo para o catolicismo.

  12. Segundo o meu velho dicionário, pronunciar é exprimir verbalmente, proferir, articular, recitar, etc, exatamente o contrário de calar-se, omitir-se, etc. Não dá, pois, para concordar com os aplausos à atitude do Vigário de Cristo.

  13. Bem, se este conceituado veículo diz que o silêncio é uma “forte” declaração contra o aborto, quem sou eu para desdizê-lo?

    Mas, ainda acho que seria muito melhor se ao silêncio acrescentasse vivas e diretas palavras contra o assassinato.

    Aí sim, teríamos uma declaração evidentemente forte em todos os sentidos.