Confusão em massa*: porque nem todas as Missas válidas são iguais.

Por Robert J. Siscoe – The Remnant | Tradução: Alexandre Semedo – Fratres in Unum.com – Alguma vez você já se questionou sobre como responder àqueles que igualam a eficácia da Missa Tradicional e a do Novus Ordo, direcionando a discussão para o âmbito da validade de ambas? Tais pessoas afirmam que qualquer Missa válida é uma renovação do Sacrifício de Nosso Senhor no Calvário, cujo valor é infinito, e, então, concluem que, sendo a Missa válida, ela também é de valor infinito, e, portanto, sempre eficaz para aqueles que freqüentam. Eles podem até admitir que uma Missa celebrada escandalosamente terá um efeito negativo sobre a disposição subjetiva dos presentes, o que poderia, talvez, diminuir a quantidade de graça que recebem; mas insistirão (ou pelo menos implicarão) que nem os abusos litúrgicos, nem um indigno sacerdote, nem orações aguadas ou música profana, por si só, diminuirão a eficácia da Missa ou os frutos dela derivados. 

A resposta para a pergunta acima (como a Missa Tradicional é mais eficaz do que o Novus Ordo?) é encontrada na distinção entre o valor intrínseco e extrínseco da Missa. Antes de aprofundar este assunto, vamos relembrar os quatro fins da missa. O Catecismo de São Pio X os explica da seguinte forma:  

“O Sacrifício da Missa é oferecido a Deus por quatro finalidades: (1) para homenageá-lo corretamente, e por isso é chamado Latrêutico; (2) Para agradecer a Ele por Seus favores, e por isso é chamado Eucarístico; (3) Para aplacá-lo, dar-lhe a devida satisfação pelos nossos pecados, e para ajudar as almas do Purgatório, e por isso é chamado Propiciatório; (4) Para obter todas as graças necessárias para nós, e por isso é chamado Impetratório.” 

Valores intrínseco e extrínseco. 

Ao considerar a eficácia da Missa, devemos distinguir entre o valor intrínseco e o extrínseco. O valor intrínseco refere-se ao poder eficaz do próprio Sacrifício. Como a Missa é essencialmente idêntica ao Sacrifício de Cristo no Calvário, de valor infinito, o valor intrínseco de qualquer Missa é, em si, infinito. Em Fundamentals of Catholic Dogma, lemos: 

“O valor intrínseco da Missa, ou seja, sua dignidade peculiar e o poder eficaz intrínseco a ela (in actu primo) é infinito, devido à dignidade infinita do Dom do Sacrifício, e à dignidade infinita do Sacrificante primário”. (1) 

Com relação ao valor extrínseco da Missa, é preciso fazer uma distinção entre o valor extrínseco quanto a Deus (a quem ela é oferecida), e o valor extrínseco em relação ao homem (por quem ela é oferecida). Uma vez que Deus é um ser infinito, e, portanto, capaz de receber um ato infinito, a adoração (fim latrêutico) e a ação de graças (fim eucarístico) oferecidas a Deus em virtude do sacrifício são em si infinitas. (2) Mas, uma vez que o homem é uma criatura finita, incapaz de receber efeitos infinitos, os efeitos da Missa em relação ao homem – que são chamados de “os frutos da Missa” – são limitados. 

Em seu magnífico livro, The Holy Sacrifice of the Mass, o Padre Nicholas Gihr escreveu: “Se considerarmos o Sacrifício eucarístico em si … bem como os tesouros inescrutáveis ​​aí encerrados … perceberemos como a Santa Missa possui um valor absolutamente infinito” e, em seguida, um pouco mais adiante acrescentou: 

“Mas é diferente quando o Sacrifício Eucarístico é considerado em sua relação com o homem. A partir deste ponto de vista, a Missa tem como objetivo a aquisição de nossas salvação e santificação, e é, portanto, um meio de graça, ou melhor, uma fonte de graça, trazendo-nos as riquezas das bênçãos celestiais. (…) Os frutos que o Sacrifício da Missa nos obtém de Deus são apenas finitos, ou seja, limitados a um determinado número e a uma medida determinada… O Sacrifício da Missa, portanto, no que diz respeito ao homem, só pode ter uma eficácia restrita e em seus frutos é susceptível apenas de aplicação limitada. “(3) 

O mesmo autor prossegue explicando que a eficácia limitada “não reside na essência ou o valor do Sacrifício, uma vez que este possui um poder infinito para produzir todos os efeitos”. Pelo contrário, “a razão última e decisiva da aplicação mais ou menos abundante das graças deste sacrifício é a vontade mesma de Cristo, em outras palavras, deve ser buscada na determinação positiva de Deus”. (4) Ele explica que, ainda que a própria Missa seja uma fonte infinita de graças, quando se trata de “distribuição de Seus dons, Deus requer a nossa cooperação”. (5) 

Os Frutos da Missa 

O fruto que deriva de uma determinada Missa a um indivíduo não se baseia apenas em sua piedade pessoal ou em sua devoção, que são apenas alguns dos fatores que determinam a quantidade de graça que se recebe. Há outros fatores também que têm um certo peso sobre a eficácia de uma determinada Missa, como a santidade do sacerdote, a glória externa dada a Deus pelo rito, e até mesmo a santidade geral da Igreja em seus membros numa determinada época. Estes fatores externos afetam a quantidade de graça que uma pessoa recebe, de tal forma que se pode obter mais fruto da assistência devota de uma determinada Missa do que de uma assistência igualmente devota, porém de uma Missa diferente. 

A santidade da Igreja 

Um fator determinante da eficácia da Missa é a santidade geral da Igreja em seus membros em um determinado momento histórico, incluindo a dos bispos e a do papa reinante. Em relação a este ponto, a velha Enciclopédia Católica diz que “a grandeza e a extensão deste serviço eclesiástico depende da maior ou menor santidade do papa reinante, dos bispos, do clero e de todo o mundo, e, por isso, em tempos de decadência eclesiástica e frouxidão moral (especialmente na corte papal e entre o episcopado) os frutos da Missa, resultantes da atividade sacrifical da Igreja, pode, em determinadas circunstâncias, ser muito pequeno “. (6) 

Em relação a este mesmo ponto, Pe. Gihr escreveu: “Mas uma vez que a santidade da Igreja consiste na santidade de seus membros, tal santidade não é sempre e invariavelmente a mesma, mas maior em um período do que em outro; portanto, o sacrifício da Igreja também é ora mais, ora menos agradável a Deus e proveitoso para o homem “. (7) 

Uma vez que este fator é baseado na condição moral da Igreja como um todo, ele terá um efeito igual em todas as Missas celebradas em um dado momento da história. Os próximos vários fatores, no entanto, são baseadas em circunstâncias específicas, que têm um efeito direto sobre a eficácia de Missas individualmente consideradas. 

O Sacerdote. 

Santo Tomás explicou que os frutos que derivam de uma determinada Missa se ​​baseiam, em parte, na santidade do sacerdote celebrante que intercede pelos fiéis, “e, neste sentido, não há dúvida de que a Missa é tanto mais frutífera quanto melhor for o sacerdote”. (8) 

A missa celebrada por um sacerdote irreverentemente indigno, ou pior ainda, por um que viola as rubricas, será menos eficaz e, portanto, produzirá menos frutos do que uma celebrada por um sacerdote santo, que a reza com devoção e que segue as rubricas com precisão. Assim, como o Pe. Gihr observou, “os fiéis são, desta forma, guiados por um são instinto quando preferem assistir a uma Missa, celebrada em suas intenções, por um sacerdote reto e santo, em vez de por um indigno…” (9) São Boaventura disse que “é mais lucrativo ouvir a missa de um bom sacerdote do que de um que seja indiferente “. 

O Cardeal Bona ( + 1674) explicou este ponto desta forma: 

“Quanto mais santo e agradável a Deus um sacerdote é, tanto mais aceitáveis são as suas orações e oferendas; e, quanto maior a sua devoção, maior o benefício a ser obtido a partir de sua Missa. Pois, assim como outras obras boas realizadas por um homem piedoso ganham mérito em proporção ao zelo e devoção com que são realizadas, do mesmo modo a Santa Missa é mais ou menos rentável, tanto para o sacerdote que a diz quanto para as pessoas por quem é dita, conforme ela é celebrada com mais ou menos fervor”. 

O Rito. 

Outro fator determinante da eficácia de uma Missa é o grau de glória externa dada a Deus. Neste aspecto, nem todos os ritos são iguais; tampouco uma Missa rezada tem a mesma eficácia que uma Missa solene. Sobre este ponto, o Pe. Gihr escreveu:

“A Igreja não só oferece o Sacrifício, mas, além disso, une à sua oferta várias orações e cerimônias. Os ritos do Sacrifício são realizados em nome da Igreja e, portanto, fortemente movem Deus a transmitir Seus favores e a estender Sua generosidade para com os vivos e os mortos. Por causa da variedade das fórmulas da Missa, a eficácia impetratória do Sacrifício pode ser aumentada… também a natureza das orações da Missa (e até mesmo a natureza de todo o seu rito) exerce consequentemente uma influência sobre a medida e a natureza dos frutos do Sacrifício. Disto seguem várias conseqüências interessantes. Por exemplo, por parte da Igreja, uma missa solene celebrada tem maior valor e eficácia do que meramente uma Missa rezada (…) Em uma Missa Solene, seu aspecto é mais rico e mais brilhante do que em uma Missa rezada; pois uma celebração solene da Igreja, a fim de elevar a dignidade do sacrifício, manifesta maior pompa, e Deus é mais glorificado por ela. (…) Esta celebração maior e mais solene do sacrifício é mais agradável a Deus e, portanto, é pensada para melhor movê-lO a nos conceder, em Sua misericórdia, os favores que imploramos — ou seja, para conferir maior eficácia às petições e súplicas da Igreja. “(10) 

Mesmo a decora tem um efeito sobre os frutos da Missa, na medida em que contribui ou prejudica a glória externa de Deus. Como o Pe. Ripperger, FSSP, explicou em seu artigo sobre este tema: “Se usarmos objetos que não são apropriados à majestade e à natureza excelsa do Santo Sacrifício da Missa, nós podemos realmente diminuir seu mérito extrínseco. Coisas feias agradam menos a Deus e, portanto, têm méritos menores “. (11) 

O Novus Ordo Missae 

Se, como o Pe. Gihr observou acima, “a natureza das orações da Missa (e até mesmo a natureza de todo o seu rito)” têm um efeito sobre os frutos da Missa, isto não representa bom presságio para o Novus Ordo, que, para usar as palavras do Cardeal Ottaviani, “representa, tanto em seu todo quanto em seus detalhes, um surpreendente afastamento da teologia católica da Missa tal como foi formulada na Sessão XXII do Concílio de Trento”, e “tem todas as possibilidades de satisfazer o mais modernista dos protestantes “. (12) 

Quando consideramos o naufrágio litúrgico que é o Novus Ordo Missae e a maneira escandalosa em que a Missa é muitas vezes celebrada, é de se admirar que a Igreja esteja na condição em que está hoje? Recordemos as palavras estranhas e até mesmo sinistras utilizadas por Paulo VI quando ele introduziu a Missa Nova para o mundo em novembro de 1969. Em palavras que, sem dúvida, causaram ​​ansiedade a muitos, o Papa disse: 

“Nós lhes pedimos, uma vez mais, que mudem suas mentes quanto ao novo rito da Missa. Este novo rito será introduzido em nossa celebração do Santo Sacrifício a partir de domingo próximo, que é o primeiro do Advento… uma mudança em uma venerável tradição que já dura séculos. Isso é algo que afeta o nosso patrimônio religioso hereditário, que parecia desfrutar do privilégio de ser intocável e definitivamente estabelecido… Esta alteração afetará as cerimônias da Missa. Devemos tomar consciência, talvez com algum sentimento de aborrecimento, que as cerimônias no altar já não serão realizadas com as mesmas palavras e gestos a que estávamos acostumados… Temos de nos preparar para um inconvenitente multifacetado. É o tipo de transtorno causado por cada novidade que irrompe em nossos hábitos. Devemos observar que pessoas piedosas são as mais perturbadas, porque elas têm sua própria maneira respeitável de ouvir missa, e vão se sentir abaladas em seus pensamentos habituais e obrigadas a seguir os dos outros. Mesmo sacerdotes podem sentir algum incômodo a esse respeito… Temos que nos preparar. Esta novidade não é pouca coisa. Não devemos deixar-nos surpreender pela natureza, ou mesmo o incômodo, das formas externas (da Missa)… Vamos perder uma grande parte de algo que é artística e espirirualmente estupendo e incomparável: o canto gregoriano. Temos motivos de fato para pesar, razão quase para espanto“. (13) 

É, portanto, uma surpresa que uma Missa descrita pelo próprio Papa que a publicou como sendo um “inconvenitente multifacetado” e um “incômodo”, e que causaria “o sentimento de aborrecimento”, “arrependendimento” e “perplexidade”, tenha diminuído em muito valor extrínseco do rito, e, portanto, redundado em desastre para a Igreja? Quase 30 anos depois, o Cardeal Ratzinger escreveu: “Estou convencido de que a crise na Igreja que estamos vivendo hoje é, em grande medida, fruto da desintegração da liturgia.” (14) 

Muitas pessoas de pensamentos claros previram, desde o início, o desastre que resultaria do Novus Ordo. No exame crítico da Missa Nova (mais tarde conhecida como a Intervenção Ottaviani), que foi escrito por doze teólogos romanos e assinado pelos cardeais Ottaviani e Bacci (que o apresentaram a Paulo VI), lemos: 

“Abandonar uma tradição litúrgica que por quatro séculos foi tanto o sinal e o penhor da unidade de culto, e substituí-la por outra (que não pode deixar de ser um sinal de divisão em virtude das inúmeras liberdades implicitamente nela autorizadas, e que está repleta de insinuações ou de erros manifestos contra a integridade da religião católica) é, sentimo-nos em consciência obrigados a proclamar, um erro incalculável”. 

Eles observaram, ainda, que “tem sido sempre o caso de que, quando uma lei cuja intenção era proporcionar o bem dos indivíduos revela-se, pelo contrário, prejudicial, os súditos têm o direito, ou melhor, o dever, de pedir com confiança filial sua revogação”.

Infelizmente, a “lei” nunca foi revogada e a Igreja pagou o preço, como o próprio Cardeal Ratzinger observou em 1997. 

Conclusão 

O Catecismo de São Pio X explicou a diferença entre o Sacrifício do Calvário e do Sacrifício da Missa como se segue: “Na Cruz, Jesus Cristo ofereceu a si mesmo, derramando Seu sangue e adquirindo méritos para nós; enquanto que, em nossos altares, Ele se sacrifica sem derramamento de Seu sangue, e aplica em nosso favor os frutos da Sua paixão e morte.” Mas, como vimos, os frutos da Missa (os méritos aplicados a nós na Missa) são finitos em sua aplicação e dependem de muitos fatores: a santidade do sacerdote e a maneira em que ele diz a Missa terão um efeito sobre os frutos dela; o rito e até mesmo a decora terão um efeito sobre a quantidade de graças que se recebe, uma vez que quanto maior for a solenidade, a beleza e a grandeza da celebração, maior será a glória dada a Deus e, consequentemente, maiores serão as graças que Ele derrama sobre aqueles que assistem. 

Por essa razão, vale a pena o esforço extra para participar da Missa Tradicional, que Pe. Faber chamava de “a coisa mais linda deste lado do céu”, e evitar, a todo custo, o Novus Ordo Missae, a que o próprio Cardeal Ratzinger referiu como “uma invenção, um produto banal do instante”. (15)

* O título do artigo em inglês, Mass Confusion: Why All Valid Masses Are Not Equal, faz um trocadilho com o termo “Mass”, que em inglês significa Missa, para significar também uma “grande confusão”, ou “confusão em massa”, como traduzimos acima.

* * *  

Notas de rodapé:

1) Fundamental of Catholic Dogma, Ott, TAN, pg 414

2) Ibid
3) Holy Sacrifice of the Mass (Becktold Printing and Book Mfg Co, 1902), pg 137-138

4) Ibid. p. 138-139 

5) Ibid. p. 139

6) Catholic Encyclopedia, Vol. X (1913) p. 19

7) Holy Sacrifice of the Mass (Becktold Printing and Book Mfg Co, 1902), p. 144

8) Summa, St. Thomas, Pt III, Q 82, A.6

9) Holy Sacrifice of the Mass (Becktold Printing and Book Mfg Co, 1902), p. 147

10) Ibid p. 144-145

11) The Merits of a Mass, Fr. Ripperger, Latin Mass Magazine,

12) Ottaviani Intervention

13) Paul VI, General Audience, November 26, 1969

14) Milestones, Ratzinger, 1997

15) The Reform of the Roman Liturgy, by (Msgr Gamber, Introduction to the French edition

24 Comentários to “Confusão em massa*: porque nem todas as Missas válidas são iguais.”

  1. No livro de dom Chautard, A Alma de Todo Apostolado, ele faz menção a uma santa que com uma ave maria converteu 300 hereges a verdadeira fé. Então, por exemplo, se os méritos de um Cura d´Ars convertem, e o trabalho apostólico do clero modernista fazem com que os católicos procurem as outras religiões, quando os hereges modernistas trabalham pelo ecumenismo e pela conversão dos católicos ao espiritismo e ao protestantismo, se pode dizer que os atuais padres progressistas não trabalham e sim atrapalham, sabotam todo o sacrifício feito por Cristo na sua Paixão.

  2. Há na minha cidade,as MISSAS DE CURA! Penso que DEUS,se ELE quiser…pode curar qualquer pessoa ,de qualquer coisa, em cada MISSA celebrada com amor,fé e respeito,adoração! não é só nas chamadas MISSAS DE CURA que isso se realiza…Não aprecio guitarras estridentes nos acompanhamentos das musicas,nem arranjos do tipo pagode,samba nos Cânticos.. e, nem “ministros de música”,cantando na Missa,com “trinados” de sambistas ou entonações de cantores sertanejos….! Detesto ouvir música “protestante” nas MISSAS! Tudo isso,…tenho que aguentar em minha Capital querida…é o jeito…Não se deve lamentar…e sim louvar a Deus pela mortificação, de ter que ouvir tudo isso…Aleluia!

  3. Fica parecendo um sádico cinismo de Papa Paulo VI descrever o Novus Ordo com tais palavras e ainda forçar sua aceitação.
    De qualquer forma, hoje fica mais que a impressão de que o pastor se voltou contra o rebanho.
    O rito novo de fato não expressa a fé católica de forma conveniente- causando assim detrimento enquanto que um ato de profissão de fé; depreciou a beleza estética, moral e espiritual- como disse Regine Pernoud, os padres confundiram a pobreza com o sórdidoL e busca-se uma exaltação mais romântica que católica da pessoa de Deus. Dessa forma o que resta para se contemplar de divino e que proveito tirar de algo que aos olhos do corpo e da alma se tornou tão humano e alheio ao divino?!
    Novus Ordo tem problema de DNA, é um prejuízo por si só, mesmo que a estética voltasse, a essência, as rubricas e as orações ainda deixariam a desejar.

  4. Questão bem complexa. Os fiéis católicos principalmente no Brasil podemos dizer que ainda são “burros” na fé que professa. Não conhecem muito da teologia moral, dogmática , normas litúrgicas e de Bíblia ai que a coisa complica.

    Já os protestantes “dão um banho” nessa questão, é tradição que quase todos, principalmente os jovens participem de um curso de doutrina e bíblia, chamada “escola dominical”.

    As paroquias deveriam intensificar a doutrinação de seus fiéis, até mesmo o curso de crisma. A CNBB deveria fazer alguma cartilha doutrinária unificada aprovada por professores doutores em teologia católica. Enfim, são muitas falhas ainda existentes na Igreja Romana no Brasil. Quando chegamos nos interiores ai que a ignorância doutrinal e litúrgica impera.

    Outro fator é a formação dos futuros padres. Até pouco tempo em Recife , a formação “superior” era feita através de um Instituto que nem faculdade era, com professores padres muitas vezes sem ter nem uma pós-graduação. A filosofia era de 2 anos e a teologia de 4 anos. Graças que o novo arcebispo colocou todos para estudarem numa Universidade Católica , onde estudam o curso de bacharelado em Filosofia (3 anos) e Teologia (4 anos).

    • Sonha, Jeff!!! Doutrinação pela CNBB?!?!?! Só se for na maldita Teologia da Libertação!!!!!!!!!!!!!!

    • A única maneira de fazer a CNBB colaborar com a Doutrina é extingui-la.

    • Jeff ,a cnbb faz livrinhos de instrução onde se diz que a Confissão é uma pratica medieval e sem ela “os fiéis estão nais abertos à Palavra de Deus” ….não servem a Deus….

    • Dependendo do que era dado no curso de filosofia dos dois anos e do que os seminaristas aprendem atualmente nos 3 anos na faculdade católica (em geral, católica só no nome), a situação pode ter piorado. Não afirmo porque não conheço, mas é perfeitamente possível. Soube que no Rio de Janeiro, nos tempos de D. Eugênio Sales ele chegou a proibir a formação dos seminaristas na PUC porque era um ambiente ruim para a formação deles e não se ensinava filosofia católica.

  5. “Há outros fatores também que têm um certo peso sobre a eficácia de uma determinada Missa, como a santidade do sacerdote, a glória externa dada a Deus pelo rito, e até mesmo a santidade geral da Igreja em seus membros numa determinada época.”

    Então, mesmo uma missa tridentina pode sofrer demérito. Cai-se na mesma, pois 1) a santidade de um sacerdote não decorre do fato de ele celebrar segundo a forma extraordinária; 2) há distinções entre as formas de missa na forma antiga – pontifical, solene, cantada, rezada – sendo esta última muitíssimo frequente no meio tradicionalista; 3) a mera constatação da presença de mais atos de piedade entre o público tradicional não equivale a maior santidade.

  6. O texto é tautológico. Falha no seu objetivo de convencer um católico da forma ordinária a migrar para a extraordinária, pois faz um juízo de valor subjetivo ao definir o Novus Ordo como deficiente – ponto pacífico apenas entre os tradicionalistas. Logo, serve apenas para justificar o modus vivendi de quem já adotou a prática, mas acaba reforçando a intenção de quem frequenta o rito de acordo com o missal paulino, uma vez que os mesmos acidentes no mérito da celebração são vistos em uma e outra forma do rito romano.

  7. Preferir uma à outra é uma consideração razoável mas deixar de ir à Missa no Domingo porque a Missa será celebrada no rito novo é legítimo?

  8. Aqui na minha cidade sempre que vai haver a santa Missa Tridentina nossos amigos avisam uma semana antes. Pena que é mais ou menos só uma vez no mês, mas é uma alegria. Cada vez a igreja fica mais lotada e interessante é que a maioria são jovens. Morro de “inveja” de quem mora em cidades onde há missas Tridentinas diárias, várias vezes ao dia. Porém tenho fé que aos poucos a situação por aqui também vai melhorar pois o Senhor Deus está atraindo muitos para a Santa Missa de sempre.

  9. Alguém disse: “A CNBB deveria fazer alguma cartilha doutrinária unificada aprovada por professores doutores em teologia católica.”

    DEUS NOS LIVRE!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  10. É preferível ir a missa no rio tridentino, sem dúvida. Quem conhece sabe disso. Mas não deixo nem deixarei de ir na missa no Rio de Paulo VI, pois minha alma precisa comungar. Simples assim!

    Sei que é difícil ir na missa em algumas paróquias cuja celebração lembra um culto protestante – eu sofro isso na pele!-, mas não devemos deixar de ir por isso. Vá, se comporte, vá de véu, etc. Comungue de joelhos e na boca mas vá!

    A Igreja precisa de você, Católico da tradição!

  11. “O Sacrifício da Missa é oferecido a Deus por quatro finalidades: (1) para homenageá-lo corretamente, e por isso é chamado Latrêutico.
    Então não precisa ser cientista espacial pra constatar que missa antropocêntrica é ofensiva a Deus porque contraria abertamente o Primeiro Mandamento que compreende os deveres de crer em Deus, esperar n’Ele, amá-Lo sobre todas as coisas, adorá-Lo como nosso supremo Criador e Senhor e render-Lhe o culto devido.

    (2) Para agradecer a Ele por Seus favores, e por isso é chamado Eucarístico;

    Isso está bem claro no Salmo 116: “Mas como poderei retribuir ao Senhor por tudo o que ele me tem dado? Erguerei o cálice da salvação, invocando o nome do Senhor. Cumprirei os meus votos para com o Senhor, na presença de todo o seu povo.(Salmos 116:14). Um velho ditado já diz tudo: “quem não sabe rezar xinga Deus”. Espetáculos profanos com coreografias sacrílegas e musiquinha vulgar ao invés de agradecimento são um insulto a Deus. Portanto, certas “missas” de missa só tem o nome e ainda quando usam o termo “eucaristia” não passa de mera usurpação.

    (3) Para aplacá-lo, dar-lhe a devida satisfação pelos nossos pecados, e para ajudar as almas do Purgatório, e por isso é chamado Propiciatório;

    Alguém consegue me explicar como pode ser chamado de Sacrifício Propiciatório certos espetáculos profanos onde o único pecado citado é o “pecado social” ou ambiental? Onde almas do Purgatório não são citadas porque estão na “mansão dos mortos”, certamente no maior conforto sem nenhuma necessidade de sacrifícios em sua intenção?

    (4) Para obter todas as graças necessárias para nós, e por isso é chamado Impetratório.”

    Jesus disse claramente: “Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons”.
    Então basta ver as “graças” obtidas com o número de Católicos que se bandearam para o protestantismo, pentecostalismo, seitas orientais e até ateísmo militante, depois que essa Missa Nova com as devidas “aculturações” foi aprovada e comparar com as estatísticas anteriores.

    Independente da santidade do sacerdote e até mesmo da santidade geral da Igreja em seus membros numa determinada época, o rito antigo se sustentava por si só porque atendia às quatro finalidades pela qual a Santa Missa foi instituída. A árvore boa sempre produziu frutos bons e os que apodreciam caíam sozinhos antes que pudessem contaminar os demais.
    Eu sempre digo àqueles sacerdotes que são OBRIGADOS, mesmo contra todos os conflitos de consciência, a celebrar o Novus Ordo: já que o próprio Pontífice comparou a Igreja a um hospital de campanha…desses armados em barracas em áreas de guerra, celebrem como se estivessem em zona de guerra, se atendo apenas aos quatro elementos essenciais: fórmula, matéria e intenção e ignorem os “acidentes”.
    Bergoglio disse: “A Igreja de hoje pode comparar-se com um “hospital de campanha”; precisamos curar as feridas… Há muitas pessoas feridas, por problemas materiais, por escândalos, inclusive na Igreja… Gente ferida pelas ilusões do mundo… Misericórdia significa, acima de tudo curar as feridas….”
    Infelizmente, pra ele essa misericórdia não se aplica aos médicos que Jesus instituiu para curar feridas pois muitos sacerdotes obrigados por seus Bispos a celebrar um rito protestantizado, são os primeiros feridos em sua consciência.
    Pois está escrito: “ ‘Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersas.”
    Conheço muitos sacerdotes que vivem esse drama de consciência, mas nem por isso devem deixar de suplicar pelo pão nosso de cada dia, aquele pão que alimenta para a vida eterna, aquele pão que por virtude da sua fé, da matéria apropriada, fórmula correta e reta intenção se tornarão verdadeiramente Corpo e Sangue de Cristo.
    Afinal, “e qual de entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente?
    Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem”? ( Mateus 7,9).
    Quanto aos fiéis que têm a graça de poder optar entre um rito e o outro não há nem como discutir. Quem começa a participar do rito tradicional, simplesmente não consegue ficar um minuto acompanhando Novus Ordo. Com o passar do tempo tudo parece precário, enfadonho, incompleto, deficiente. Simplesmente não dá pra comparar.
    E aos que perguntam se deixar de ir à Missa no Domingo porque a Missa será celebrada no rito novo é legítimo eu digo: examinem por vocês mesmos se a missa que você frequenta atende às quatro finalidades acima descritas. Se caso contrário, não passa de um espetáculo profano onde o padre brinca de animador de comunidade só porque encontra platéia, agora sou eu que pergunto: e desde quando participar de espetáculo sacrílego cumpre o preceito dominical?

  12. Republicou isso em APOLOGÉTICA CATÓLICAe comentado:
    Finalmente uma explicação teológica rasoável sobre o motivo de dois ritos da Missa não terem o mesmo valor.

  13. Gostaria de dizer, para os navegantes desavisados,que o autor do texto não afirma que não se deve ir ao Novus Ordo aos domingos de forma alguma. Há gente que pensa assim; talvez o autor do texto pense; mas, o texto EM SI não chega a tal conclusão.

    O que se afirma é que, tendo-se em vista todo o argumento colocado, um fiel católico deve se esforçar ao máximo para frequentar apenas celebrações de acordo com o Rito de São Pio V, evitando, TANTO QUANTO POSSA, o rito novo.

    Isto é o que o texto diz; o resto são ilações um tanto quanto apressadas.

    Abs.

  14. Artigos assim que ajudam o Triunfo do Imaculado Coração. A que está ligado tal triunfo? À Piedade em geral, mas em primeiro lugar para com Deus, porque Simeão profetizou que o Imaculado seria atravessado ao meio de tanta dor, exatamente, por sua Piedade ao Pé da Cruz, mas também para revelar o segredo guardado nos outros corações, seja piedade ou seja dureza. Hoje, com este artigo, revimos junto com os anjos a Piedade que devemos ter na assistência da Santa Missa. O Doloroso e Imaculado nos ajude e mova os corações de seus filhos. Amém.

  15. CONCLUSÃO:

    …….não se pode aceitar a nova Missa.

    Do CONSIDERAÇÕES SOBRE O “ORDO MISSAE” DE PAULO VI, de autoria de A. V. X. da Silveira pagina 168

    Este estudo foi enviado a Paulo VI.

    Até hoje não se pronunciou o Vaticano.

  16. “Fica parecendo um sádico cinismo de Papa Paulo VI descrever o Novus Ordo com tais palavras e ainda forçar sua aceitação.”

    Só retificaria o “Fica parecendo” por ÉEEEEE….

    Logo mais canonizado…..M I S E R I C Ó R D I A !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Noutro comentarista diz que o Bispo de Recife fez bem em mandar os seminaristas para uma “Universidade Católica”, isso é rir ou pra chorar….por favor…
    Ou esperar uma doutrina pura da CNBB é querer colher figos de espinheiros….
    Até que se faça uma limpeza lá, com soda cáustica, para limpar os vestígios de um diabo chamado “teologia” da maldição que está na gênesis da CNBB continuaremos com os famosíssimos subsídios ( palavra detestável????) dos aloprados padrecos tucunzados, freirocas no mesmo estilo, e algumas múmias episcopais que insistem em querer fazer dar frutos uma árvore que há pelo menos 40 anos só produziu espinhos e venenos…

    Por favor, leiam “O CONCÍLIO VATICANO II”, uma história nunca contada do professor de Mattei, contra os FATOS HISTÓRICOS, REGISTRADOS, FUNDAMENTADOS, não há argumentos…. O tsunâmi que antecedeu o Concílio no subterrâneo da Igreja e aflorou durante e no Concílio com fraquíssima resistência de poucos não poderia ter causado estragos maiores…

  17. ROBSON-DF! Excelente explicação! Concordo totalmente com seu correto Comentário.

  18. “Pelos frutos conhecereis a árvore.” a santa missa dá dois tipos de frutos, os visíveis e os invisíveis, sobre os invisíveis será difícil de falar mas dos visíveis é mais fácil de discernir. A santa missa é algo de sobrenatural tão poderoso que os efeitos da sua ausência ou da sua aplicação podem-se medir através dos acontecimentos no mundo. A Missa Tradicional ajudou multidões de santos a nascerem e a santificarem-se, o número de vocações ao sacerdócio sempre foi suficiente para alimentar os leigos com o alimento espiritual, deste facto confirma a história. Mas o que aconteceu depois da adopção do Novus Ordo? As vocações escasseiam, cada vez mais leigos católicos comportam-se como ateus, a cada geração que passa menor é a reverencia e respeito pelas coisas de Deus, chegando a acontecer que ao fim de duas gerações, de avós católicos os netos se declarem como ateus.
    Um outros fruto da Missa Tradicional é o ódio que esta gera nos católicos progressistas, por um lado dizem que as missas são todas iguais mas rejeitam a Missa Tradicional e todos aqueles que a admirem. Quando falam desta, mais parecem endemoninhados e serem exorcizados, de tal é forma como tecem mentiras e imprecações contra a Missa Tradicional. Mas no entanto não reagem da mesma forma em relação à missa do do Novus Ordo e às “missas” dos protestantes, antes pelo contrário rasgam elogios à forma como os protestantes vivem a sua fé, vazia de sobrenatural. Mas porque esta reacção? Porque a Missa Tradicional dá frutos que a missa do Novus Ordo não dá. Satanás o pai da mentira e instigador destas reacções fica mais feliz, como uma farsa de missa do que como a Missa Tradicional,porque a uma farsa, permite-lhe passear-se nas nossas cidades, vilas campos e nossa casa sem qualquer incomodo. Eu pessoalmente não tenho qualquer dúvida que a Missa Tradicional é diferente da missa do Novus Ordo, ou melhor a Missa Tradicional é a missa por excelência a outra não passa de uma experiência com maus resultados.

  19. Será que tudo, tudinho,… que teve a assinatura do Papa PAULO VI…foi realmente lido por ele…? será?.
    é fácil condenar…quando se está longe…não se viu…. não se conhece os “porquês” de uma situação pessoal…momentânea….Fácil é apontar…condenar…etc,…e tal….Penso que só DEUS pode e tem Conhecimentos Próprios para julgar seus filhos e filhas!!! Só DEUS é O J U I Z!!
    Considero uma temeridade, ficar “julgando” os Papas….Hum!….ÌÌÌÌÌÌÌ….íiiiHHHHH! íh! Nossa!……. Ah! meu DEUS! Iluminai-nos na humildade, na caridade, no silencio, na FÈ ,na Unidade e no amor,SENHOR!
    AMÈM!!!!

  20. A Unicap é dirigida pelos jesuítas, companheiros do Papa. Estão, pois, em sintonia na formação dos novos padres.