Cinco cardeais respondem em um livro as propostas de Kasper sobre a comunhão aos divorciados.

IHU – Não virá a luz antes do dia 07 de outubro, mas já é esperado com expectativa: intitula-se Remaining in the Truth of Christ: Marriage and Communion in the Catholic Church [Permanecendo na Verdade de Cristo: o matrimônio e a Comunhão na Igreja católica], que será publicado em inglês pela prestigiada editora católica Ignatius Press, e constitui uma nova prova da profundidade do debate aberto pelo cardeal Walter Kasper, em fevereiro do ano passado, ao voltar a propor que algumas pessoas divorciadas e que voltaram a se casar no civil possam aproximar-se do sacramento da Comunhão.

A reportagem é publicada por Religión en Libertad, 04-09-2014. A tradução é do Cepat.

Essas propostas estão incorporadas ao documento de trabalho do Sínodo da Família que irá ocorrer no Vaticano em 2014, o qual disparou todos os alarmes e abriu um profundo debate.

O cardeal Gerhard Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, que em outubro de 2013 escreveu uma argumentação completa a favor da doutrina da Igreja a partir do Osservatore Romano, continuou essa defesa em um livro-entrevista intitulado La esperanza de la familia.

Do mesmo modo, oito teólogos, sete deles dominicanos, tornaram conhecido o escrito de um grande projeto doutrinal assinalando os perigos e incoerências que implicaria dar a comunhão a pessoas que vivem maritalmente com quem não é realmente seu cônjuge perante a Deus.

E agora chega Remaining in the Truth of Christ: Marriage and Communion in the Catholic Church, escrito pelo agostiniano Robert Dorado, OSA, como “resposta em profundidade”, como explica o editorial de cinco cardeais e outros quatro professores “à proposta do cardeal Kasper em relação ao casamento, o segundo matrimônio civil e a recepção da Eucaristia”.

Cinco cardeais

Os cinco cardeais são, além do citado Gerhard Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé: Raymond Leo Burke, perfeito da Signatura Apostólica; Walter Brandmüller, presidente emérito do Comitê Pontifício de Ciências Históricas; Carlo Caffarra, arcebispo de Bolonha e um dos teólogos mais próximos a São João Paulo II em questões de moral e família; e Velasio De Paolis, presidente emérito da Prefeitura de Assuntos Econômicos da Santa Sé.

Cinco “pesos pesados” do colégio cardinalício que unem seus estudos aos dos especialistas Robert Dodaro, John Rist, Paul Mankowski e o arcebispo Cyril Vasil, este dois últimos jesuítas.

Além de fundamentar-se no magistério bimilenário da Igreja, o livro recorre à fontes bíblicas e aos primeiros escritos cristãos sobre o matrimônio, e mostra, como antecipa Ignatius Press, “como a permanente fidelidade da Igreja à verdade sobre o matrimônio é o fundamento irrevogável de sua misericórdia em sua pastoral com as pessoas em segundo matrimônio”.

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12 Comentários to “Cinco cardeais respondem em um livro as propostas de Kasper sobre a comunhão aos divorciados.”

  1. Os “teólogos”, os “cardeais” decidem o futuro na vida eterna das pessoas sem conhecimento a situação particular de cada casal unido ou separado.Em outubro de 2008, pela proposição 40 havia uma luz no túnel, mas eles autoritária e friamente pretendem quebrar essa lâmpada; Revejam pois a proposição do Sínodo da Palavra em 2008:
    Segundo a Tradição da Igreja católica, esses não podem ser admitidos à Santa Comunhão, encontrando-se em condições de objetivo contraste com a Palavra do Senhor que reportou o matrimônio ao valor originário da indissolubilidade (cf. CCC 1640), testemunhado por seu dom esponsal sobre a cruz e participado pelos batizados através da graça do sacramento. Os divorciados recasados todavia pertencem à Igreja, que os acolhe e acompanha com especial atenção, para que cultivem um estilo cristão de vida através da participação na Santa Missa, porém sem receber a Santa Comunhão. A escuta da Palavra de Deus, a Adoração Eucarística, a oração, a participação na vida comunitária, o diálogo confidente com um sacerdote ou um mestre de vida espiritual, a dedicação à caridade vivida, as obras de penitência, o empenho educativo para os filhos. Se depois não vem reconhecida a nulidade do vínculo matrimonial e se dão condições objetivas que de fato tornem a convivência irreversível, a Igreja os encoraja a empenhar-se a viver a sua relação segundo as exigências da lei de Deus, transformando-a em uma amizade leal e sólida; assim podendo retornar à mesa eucarística, com as atenções previstas pela provada prática eclesial, mas se evite de abençoar estas relações para que entre os fiéis não surjam confusões acerca do valor do matrimônio.
    Reflitam com mais amor ao próximo que, sem teologias, é mais do Evangelho!
    Antônio Ierárdi Neto.

  2. Veja só Critiquei o Cardeal Muller varias vezes mas vai ser um dos cardeais que vai salvar o Sinodo ja tenho mais confiança nele que no propio papa

  3. Graças a Deus que ainda existem Cardeais valentes,que defendem a doutrina da Igreja. São o trigo do Senhor! São uma luz no fundo do túnel!
    Mas e os outros? Será que o que desejam é realmente um relaxamento geral, uma facilitação geral, em relação a tudo aquilo que a Santa Igreja tem duramente defendido durante dois milênios? Querem contemporizar com o mal?

  4. Os capítulos do livro serão:
    1. The Argument in Brief
    Robert Dodaro, O.S.A.
    2. Dominical Teaching on Divorce and Remarriage: The Biblical Data
    Paul Mankowski, S.J.
    3. Divorce and Remarriage in the Early Church: Some Historical and Cultural Reflections
    John M. Rist
    4. Separation, Divorce, Dissolution of the Bond, and Remarriage: Theological and Practical Approaches of the Orthodox Churches
    Archbishop Cyril Vasil’, S.J.
    5. Unity and Indissolubility of Marriage: From the Middle Ages to the Council of Trent
    Walter Cardinal Brandmüller
    6. Testimony to the Power of Grace: On the Indissolubility of Marriage and the Debate concerning the Civilly Remarried and the Sacraments
    Gerhard Ludwig Cardinal Müller
    7. Sacramental Ontology and the Indissolubility of Marriage
    Carlo Cardinal Caffarra
    8. The Divorced and Civilly Remarried and the Sacraments of the Eucharist and Penance
    Velasio Cardinal De Paolis, C.S.
    9. The Canonical Nullity of the Marriage Process as the Search for the Truth
    Raymond Leo Cardinal Burke
    (fonte: http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1350864?sp=y)
    Esse livro parece que está muito bom! Espero que alguma editora católica brasileira não se demore a traduzi-lo para o português. Fiquei impressionado em ver dois jesuítas entre os autores…

  5. Tudo em nome de uma misericórdia falseada e enganadora que se atreve a bater de frente a tudo que Nosso Senhor Jesus Cristo deixou bem claro, sem nem uma sombrinha de dúvida.
    http://catolicosribeiraopreto.com/divorcio-e-comunhao-uma-virada-doutrinal-em-vista/#more-13122

  6. Excelente! De vez em quando uma boa notícia. Graças a Deus; Esse livro promete. Vejamos quando aparecerá por aqui. Sugiro humildemente sua abordagem no curso para Bispos promovido anualmente por benemérita iniciativa da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

  7. Boa notícia. É doutrina revelada pelo Espírito Santo que não devem receber a sagrada comunhão os que estão em estado de pecado grave, pois se comungarem, comerão e beberão a própria condenação. E está em pecado grave de adultério quem se une a novo cônjuge enquanto está vivo o primeiro, de um casamento válido. Espera-se que os estudos dos Cardeais acima mencionados reafirmem com vigor essa verdade e tenham peso definitivo nas discussões dos próximo Sínodo. Discussões que nem deveriam acontecer sobre um assunto doutrinal tão sério e já definitivo por palavra do Senhor na Escritura e repetido pela Igreja através dos séculos. E queira Deus o Santo Padre Francisco não abuse do seu poder pretendendo mudar coisa já estabelecida de modo tão claro.
    Porém, devemos ficar em alerta. Algo de ruim promete vir desse Sínodo (os padres modernistas já dão pulos de alegria há muito tempo quando tocam nesse assunto). A proposta traiçoeira do LOBO Cardeal Kasper de usar o argumento da misericórdia para dar a comunhão aos divorciados em estado de adultério pode ser mera tática para desviar a atenção dos católicos, enquanto se prepara às escondidas a verdadeira revolução: abolir o celibato obrigatório para os padres. Isso já foi denunciado em um artigo publicado aqui no Fratres há algum tempo. Depois, não se falou mais no assunto, mas tal hipótese não pode ser descartada. A malícia de modernistas como o LOBO Kasper não tem limite. É necessário mostrar nossa oposição a uma tal armadilha, pois ela ameaça desfigurar o sacerdócio católico (apesar das encíclicas “Sacra Virginitas”, de Pio XII, e “Sacerdotalis Coelibatus” de Paulo VI). Escrevamos aos nossos Bispos também sobre isso, pois eles participarão do Sínodo. Exponhamos as razões pelas quais não desejamos a mudança da disciplina atual. Sejam nossos padres imitadores de Cristo, renunciando a si mesmos e sejam virgens, seguindo de perto o Cordeiro, como diz o Apocalipse.

  8. Para que Kasper quer divórcio se as atuais diretrizes do processo de nulidade matrimonial já estabeleceu, na prática o mesmo???????

    São João Paulo II??? É sério isso??

  9. Graças a Deus !! Alguém tem que parar este “grande teólogo” !!!!!

  10. Cinco cardeais num colégio de mais de 100…
    Quanta hipocrisia…
    Quanto medo de não agradar ao mundo…
    Quanta omissão em assunto tão grave…
    Os do nosso Brasil…É melhor nem falar para não pecar..rs
    É mais cômodo está de bem com o mundo do que zelar pela VERDADE…

  11. O que eu tenho a dizer, entre milhares de argumentos à respeito: \o/ !!!

  12. O sacramento do Matrimonio foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, como todos os outros. Modifica-lo é ir contra Cristo. Que jamais um Papa ouse fazê-lo.

    Que um louco faça um “rap” desafiando Cristo, dirigindo-se a Ele por meio de sua imagem, O Cristo Redentor; como fez tal cinestra¹ outra dia, e o clero local tenha se mantido omisso, é uma coisa, e esta coisa, já é muito grave, e, no devido tempo de Deus, terá seu castigo. Mas outra coisa é modificar um sacramento. Dom Muller, ainda que seja pro vaticano II, é coerente a certos aspectos de fé. Tal como os papas pós-conciliares que mantiveram a doutrina moral da Igreja, pelo menos na formalidade, intacta(ao menos até Bento XVI). Não acredito que o Papa Francisco cometa um gravíssimo erro de fé: ir contra um sacramento, é insurgir-se contra Cristo.

    1. Minhas notas:
    Este cineasta, no seu primeiro filme, Tropa de Elite – Missão Dada é Missão Cumprida; antecipado na internet antes mesmo de ser lançado no cinema e ganhou muita notoriedade, a principio, por este motivo(divulgação na internet antes do lançamento no cinema), ante aos empolgados comentários a respeito do filme por meus colegas de serviço, resolvi assistir a este filme. Não me enganei. Logo vi o porquê dos murmurinhos jubilosos dos colegas protestantes. Pois capitão Nascimento, personagem do filme; “alter ego” de Padilha, justificou sua raivinha acerca da motivação de sua ação em enfrentar a realidade das favelas do morro do Rio de Janeiro, que, a pretexto da vinda do Papa ao Brasil(na época, o Papa Bento XVI) com uma fala do tipo “Bota na conta do papa”, insinuando, no pano de fundo que o Papa era a razão dos males daquelas operações, considerado por capitão Nascimento como inúteis, devido ineficácia de um Papa no mundo. Fatos que enxerguei ao assistir o filme: uma critica velada e ostensiva ao catolicismo. Não me engano quanto estes tipos de gente. Sempre querem injetar veneno acatólico no povo por meio de filmecos hipnotizantes.