Comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé sobre encontro entre Cardeal Muller e Dom Fellay.

Por Vatican Information Service | Tradução: Fratres in Unum.com – Na manhã de terça-feira, 23 de setembro, das 11 às 13 horas, ocorreu um encontro cordial nos escritórios da Congregação para a Doutrina da Fé entre o Cardeal Gerhard Ludwig Muller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e Sua Excelência Dom Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade São Pio X. Participaram também suas Excelências: Dom Luis Francisco Ladaria Ferrer, SJ, secretário da mesma congregação, Joseph Augustine Di Noia, OP, secretário adjunto, e Guido Pozzo, secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, juntamente com dois assistentes da Fraternidade, Revmo. Niklaus Pfluger e Rev. Alain-Marc Nély.

Durante o encontro, vários problemas de natureza doutrinal e canônica foram examinados, e decidiu-se proceder gradualmente e dentro de um período de tempo razável, a fim de superar as dificuldades com vistas a uma esperada plena reconciliação.

16 Comentários to “Comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé sobre encontro entre Cardeal Muller e Dom Fellay.”

  1. Vai começar a lenta demolição. Será um ponto aqui, outro ali e no fim vão os dedos. A se confirmar o que em acontecido na conhecida política da Santa Sé.

  2. Creio que a FSPX deva usar a mesma tática dos progressistas os quais destrói a igreja de dentro para fora, o combate deve ser de dentro da igreja claro sem cair nas armadilhas que terão nessa batalha, o que devemos fazer é Rezar e muito porque essa batalha não será fácil.

    • Quem dera, amigo! Quem dera as coisas funcionassem assim. Veja como está a Administração Apostólica, por exemplo.

    • Neto, Nosso Senhor nos ensinou outra tática: ele disse “seja vosso sim, sim, e vosso não, não. O que passar disso provêm do Maligno”. Usar da tática serpentina e traiçoeira dos perversos só nos faria igual a eles… A Fé não é alvo de barganha, nem a Santa Sé nem a FSSPX têm autoridade para fazer da Fé Católica um instrumento de troca. Se os dois lados crêem e desejam a mesma coisa, então já estão unidos; mas se há duas crenças auto-excludentes que impossiblitam um dos campos de unir-se ao outro sob pena de deixar de ser o que é, então que cada um fique na sua, e que o lado errado regresse à Fé. Se você crê que a causa da Tradição é má, e que da Tradição não têm a boa e pura doutrina católica, reze para que a Tradição se converta à igreja conciliar. Mas se for o contrário, não deseje que se reunam os católicos que querem conservar fielmente o depósito sem nenhuma mistura que induza ao erro ou ao pecado com o clero que aderiu a uma fé que há sessenta anos atrás teria sido condenada com todo o rigor possível. A esmagadora maioria do clero atual mudou. Eles precisam sentar e refletir para onde estão indo, e cabe a eles voltar a caminhar pelos caminhos de outrora. Uma composição da Tradição com a igreja conciliar que se empenha em alterar esta mesma Tradição em nome da humanidade só trará uma abominação, uma monstruosidade sobrenatural, pois não se pode servir a dois senhores. Ou se serve a Deus, ou se serve ao mundo. Ou se proclama a primazia de Deus, e de sua única Igreja, ou se faz ecumenismo com o intuito de ser amigo das religiões falsas. Ou se adora a Deus na Missa de Sempre, ou se reserva a ele um culto afastado “no todo e nos detalhes” da concepção de Missa, tal qual expresso no concílio infalível e dogmático de Trento. Reze pelas conversões e não por uniões externas, porque a verdadeira união acontece quando todos querem e desejam as mesmas coisas.

  3. Vamos itencificar nossa oração, desde já.

  4. Que isso? Acordo não existe! Isso tudo ´falácia… Intriga da “oposição”… [ironic mode]

  5. Eduardo, segundo alguns a lenta demolição já está acontecendo ao ponto de sacerdotes abandonarem a FSSPX e criarem a União Sacerdotal Marcel Lefebvre, semelhante a que existia em Campos/RJ antes do acordo.

    Ainda estou tentando entender essa crise na FSSPX, pois não se trata somente de um pequeno grupo de insatisfeitos, mas algumas comunidades a estão abandonando e juntando forças com a recém criada União Sacerdotal. Já tive a oportunidade de conversar com um sacerdote dessa União e ele discorreu sobre o assunto com muita caridade para com os antigos colegas.

    Repito: ainda estou tentando entender o que se passa e não formei um juízo definitivo sobre a crise entre os continuadores da obra de Dom Lefebvre, mas o que chama a atenção é a quantidade de adesões à chamada “Resistência”.

    • Estou do lado da “Resistência”, porque eles me inspiram confiança, e porque eu entendi sem nenhum prazer que a questão é simples: um dos lados deve ceder e aderir ao outro. Com a União Sacerdotal D. Lefebvre, este ponto está claramente definido. Não há o que se negociar: ou se vai pro lado da igreja conciliar da maneira correta, de peito aberto, aceitando tudo o que a igreja conciliar manda, ou a igreja conciliar deixa de lado as doutrinas modernas e a missa nova, e vêm sofrer conosco neste vale de lágrimas, porque agora o mundo ama o papa e deixa a igreja mais ou menos em paz. E estar em paz com o mundo é sinal de perdição.

  6. A Igreja é de Deus, penso que a FSSPX não deve temer estar oficialmente e de direito dentro da Igreja, que na realidade de fato já está, pois penso que a FSSPX terá de lutar por dentro para maior eficácia e não por fora, mesmo com as dificuldades que virão.

    • Caro instrutor: se você mesmo disse que a FSSPX na realidade já está na Igreja, você percebe que há uma redundância em dizer que ela precisa estar “dentro”?
      Se ela está na Igreja, o assunto morreu. O resto, os detalhes burocráticos, jurídicos, canônicos, tudo é muito bom, mas tudo é supérfluo.
      Se a FSSPX estivesse fora da Igreja, isso seria terrível. Mas se você admite que ela está na Igreja, então o problema real, o verdadeiro problema, o problema que põe em risco a salvação das almas (o estar fora da Igreja) acabou!

      Agora se você quer que a FSSPX esteja em comunhão com quem cultiva um hibrido de catolicismo com liberalismo, então estamos falando de outro problema, porque a esmagadora maioria do clero atual não entende a Fé como a FSSPX entende. Não crê no que a FSSPX crê. Não QUER o que a FSSPX deseja para a Igreja.

      Se você deseja casar com a intenção primeira de ter filhos, e após isso para seu mútuo conforto, e se sua noiva manifesta a intenção contrária de contrair nupcias, com a intenção de satisfazer a carne e sem interesse em procriar, você contrairia matrimônio sem acertar primeiro estes ponteiros? Como sua união seria de acordo com a vontade de Deus, se os dois lados divergem a respeito de fazer o que é certo?
      Normal seria consertar a situação persuadindo a noiva a seguir o que se espera de um casamento, e obedecer a Lei Divina antes que a carne e as preocupações mundanas. Depois disso, então vocês estariam prontos para casar-se.

      Pois então, se você admite o princípio que a FSSPX já é católica, não deseje que troquemos tapinhas nas costas e abraços com a igreja conciliar até que todos nós queiramos exatamente as mesmas coisas. Deus é Deus, uma união artificial de dois polos que se repelem vai enganar apenas a nós mesmos, e anestesiar nossas consciências. Deus merece um engodo destes?

      Alguém poderia objetar: “e se os dois lados cedessem em algo?”, eu objetaria de volta: ceder na Fé? No ato do acordo, anunciar que fará vista grossa para a Missa Nova? Ou fingir que o ecumenismo praticado atual é o ecumenismo de Pio XI que exigia a união das ovelhas desgarradas ao único redil que é a Igreja Católica? Ou admitir a colegialidade papal? Sim, porque se é para admitir que Pedro é menos do que o colégio apostólico, devemos pedir perdão não apenas aos conciliares, mas também aos gregos e aos orientais que se dizem ortodoxos. Nós podemos ceder quando se trata de algo que é nosso. A Doutrina Cristã não é nossa, não podemos fazer compromissos em cima do que não nos pertence, não vamos fazer uma rifa com o carro do vizinho, a menos que ele solicite, não é?

    • Perdão, escrevi com pressa, o texto está repleto de erros e falta de concordância…

  7. Conforme anotado pelo Pe. Claude Barthe (http://rorate-caeli.blogspot.com/2014/09/understanding-vatican-statement-sspx.html), interessantemente o comunicado não fala em “plena comunhão”, utilizando a expressão “plena reconciliação”.

    Seria um reconhecimento implícito (e absolutamente justo) de que a plena comunhão já existe?

    Rezemos. A Fraternidade é importante demais para a Igreja e merece, neste momento, ser sustentada por nossas orações.

  8. Não é a SSPX precisa de nossas orações NESTE CASO, mas Roma. Quem é culpado por a SSPX não ter jurisdição NÃO é Roma, que trata modernistas como Católicos.

    A SSPX continuará a condenar os erros do Vaticano II e da Missa Nova.

  9. Eu sinceramente não sei em que mundo vivem certos Católicos que postam por aqui pra se esquecer tão facilmente a cronologia de destruição que assolou a Igreja desde que Bergoglio substituiu Ratzinger no comando da Barca de Pedro!
    Vamos lá refrescar a memória: o que aconteceu com os Franciscanos da Imaculada? E toda essa reabilitação de teólogos heréticos? E essa aproximação com a ala mais modernista do clero? E a defesa do lobby gay? E a perseguição aberta a padres, Bispos e até cardeais mais conservadores?
    Diante de tudo isso, o que os leva a pensar que esse Pontífice e a corte modernista que o rodeia tem em mente alguma coisa positiva pra SSPX?
    O processo de “de-ratzingeramento” anda a todo vapor na Roma Modernista. Não bastou terem afastado Bento XVI, agora é necessário afastar também seus mais íntimos colaboradores e desfazer tudo que foi feito em seu pontificado.
    E entre essas coisas está em jogo até o levantamento das excomunhões e o Summorum Pontificum. O que as autoridades em Roma estão armando é uma tremenda cilada:
    “Tudo isto te darei, se, prostrado, adorares o bezerro de ouro do Concilio Vaticano II”.
    Como a posição da FSSPX será a de sempre: “adorarás ao Senhor Deus e só a ele servirá”, então se preparem para o capítulo seguinte dessa novela! A sentença virá a cavalo e bem justificada: são cismáticos mesmo, se recusam a aceitar a mão estendida do Papa e por isso a excomunhão continua válida.
    Não pensem vocês que os padres e Bispos da SSPX não estão conscientes disso, todavia como já disse várias vezes Dom Galarreta e também os demais Bispos da Fraternidade:

    “Outra inquietação que se escuta. Se a Virgem disse em La Salette que Roma se tornará a Sede do Anticristo, porque então ainda ir lá? Roma está dominada pelo modernismo e com essa heresia não se pode discutir, não se pode pretender convertê-la pela força dos argumentos. Buscar aliança com a Roma revolucionária é cometer um erro semelhante aos acordos que fizeram alguns Papas com as repúblicas nascidas da revolução. Não se pode pactuar com um inimigo que busca nossa total extinção.
    Queridos fiéis, esta é uma maneira humana de pensar que vai contra a fé. Jesus Cristo construiu a Igreja sobre o Papa: Tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha igreja”. A promessa de Cristo sobre a infefectibilidade da Igreja é também uma promessa sobre o Papado, de maneira que mais cedo ou mais tarde, Pedro terá que se converter e confirmar seus irmãos ( Lucas 22,32). Não havia nenhuma necessidade de dobrar-se ao sistema republicano, mas o Papa não é opcional. Temos que ficar atentos com o que se passa com ele, pois não haverá verdadeira solução para a crise na Igreja enquanto essa não sair de Roma”.

  10. Caro Allan,

    Primeiramente, parabéns pelo teu trabalho de defesa da fé católica (já razoavelmente conhecido do público em geral)

    Penso que a FSSPX precisa sim de nossas orações, seja para ser reconhecida dentro dos limites visíveis da Cidade de Deus (o que representará um bem enorme – gigantesco – para todos os que defendemos a Tradição) quanto para não ceder em suas críticas ao estado atual de coisas (o que é sempre uma tentação).

    Quanto a rezar por Roma… Bem, para mim este termo não significa nada. Sei que ele é muito usado dentro da FSSPX, mas parece-me daqueles cuja generalidade acaba por não dizer coisa alguma acerca do que se refere. Seria o Papa? A Cúria? A alta hierarquia católica? Todos os que estão em plena comunhão”? As estruturas eclesiásticas posteriores ao CVII? Tudo isto junto e mais alguma coisa?

    Então, se me permite, rezarei pela FSSPX e pelo Papa.

    Um forte abraço,

    Alexandre.

    PS. parece-me que houve um equívoco em tua frase “Quem é culpado por a SSPX não ter jurisdição NÃO é Roma”. Foi isto mesmo o que você quis dizer?