“Não é Francisco”: o livro de Socci sobre o Papa agita o Vaticano.

Por Libero Quotidiano | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: “A Joseph Ratzinger, um gigante da esperança”. É com essa declaração de fé e de pertença que se inicia o livro “Não é Francisco” do intelectual católico e colaborador do jornal Libero, Antonio Socci, publicado pela editora Mondadori e disponível nas livrarias a partir do dia 03 de outubro. Dedicado também aos cristãos perseguidos no Iraque, o livro já levantou polêmica antes mesmo de ter chegado às livrarias. Nada que Socci não quisesse. O objetivo, escreve ele, é levantar questões sobre pontos “tão desestabilizadores e ‘proibidos’ pelo mainstream que todos evitam dizer em público”. Não são palavras exageradas. “Quais são, na verdade- pergunta Socci-, os motivos até agora desconhecidos da renúncia histórica de Bento XVI ao papado? Alguém o forçou a se afastar? Mas, acima de tudo, foi uma renúncia verdadeira? Por que não voltou então a ser apenas um cardeal, mas permaneceu como ‘Papa Emérito'”? Socci também aborda outra questão perturbadora: se, durante o Conclave que elegeu Bergoglio foram violados – como parece – as normas da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis.  A jornalista argentina Elisabetta Piqué, de fato, revelou que Bergoglio foi eleito na quinta votação do dia 13 de março (a sexta no total), com uma série de procedimentos que teriam violado as disposições da Constituição Apostólica, que tornavam assim “nula e sem efeito a própria eleição”. Questões graves que merecem explicações aprofundadas. Aqui, os leitores do Libero encontrarão trechos grátis tomados a partir da premissa do livro, onde Socci relata sua decepção por um papa, Francisco, que ele também tinha acolhido “com os braços abertos, como era a coisa certa a ser feita, considerando que o Papa foi legitimamente eleito.”

nonina_560x280Eu admito ter sido um dos muitos que acolheram Bergoglio –  no 13 de março de 2013 – com os braços escancarados, como era a coisa certa a ser feita, considerando que o Papa foi legitimamente eleito. E também por causa de uma série de amigos comuns (que me são muito caros), que me levaram a alimentar esperanças benevolentes pelo novo Pontífice. Cheguei a lhes comunicar com muita convicção que, entre outras coisas, ele poderia contar com as minhas orações e da minha família, e com a oferta de nossas cruzes cotidianas para o cumprimento da sua elevada missão.

Me agradava o seu estilo desapegado. Os jornais o apresentavam como o bispo que rodava por Buenos  Aires em transporte público, que morava em um apartamento modesto ao invés do palácio episcopal, que frequentava pobres bairros de periferia como um bom pai ansioso em levar aos mais desafortunados a carícia do Nazareno.

Tudo isso poderia ser uma tremenda lufada de ar fresco para o Vaticano e para toda a Igreja.

Apoiei Papa Francisco no que pude durante meses, como jornalista, na imprensa. Ele me parecia um apóstolo do confessionário, devoto de Nossa Senhora. Eu o defendi das críticas prematuras de alguns tradicionalistas e até hoje ainda continuo a achar absurdas certas polêmicas daqueles que tomam como pretexto as declarações do Papa Francisco para, na realidade, atacar o Concílio Vaticano II, Joseph Ratzinger e João Paulo II, ( …) que nenhuma responsabilidade têm pelas escolhas de Bergoglio.

A partir deste ponto de vista, me considero bem satisfeito por estar entre aqueles que Roberto De Mattei considera “os mais ferozes defensores do Concílio Vaticano II.”

Assim como o Papa Bento XVI (como João Paulo II e Paulo VI), estou convencido de que o Concílio foi um evento muito valioso. Mas sim o verdadeiro Concílio, aquele que está nos documentos e faz parte do Magistério da Igreja. Outra coisa (oposta) é o Concílio “virtual”, construído pelos meios de comunicação, ou aquele, por exemplo, que é teorizado por historiadores progressistas. (…)

Sustentar hoje que as declarações de Bergoglio a Scalfari (por exemplo), no final das contas, estão em continuidade com o Papa Bento XVI, João Paulo II e Paulo VI, ou seja, que Bergoglio “encarna a essência do Concílio Vaticano II” (De Mattei ), é um absurdo. (…).

Infelizmente, hoje eu sou um dos muitos desiludidos (um sentimento que está se espalhando cada vez mais entre os católicos, embora não publicado nos jornais). (…).

Vários cardeais haviam votado em Bergoglio com a esperança de que ele iria continuar o trabalho de renovação e purificação realizada pelo Papa Bento XVI, esperava-se que ele irrompesse na Cúria do Vaticano e (metaforicamente) a demolisse quase como pelo fogo de João Batista. Em vez disso, temos que admitir que, infelizmente, pouco ou nada foi feito (apenas algumas remoções e, em alguns casos, até mesmo injustas).

Não há problema que tenha escolhido viver na residência de ‘Santa Marta’, isso também poderia ser um sinal positivo, apesar de estar muito longe de ser apenas uma pobre cela monástica . Em um dos meus livros, eu havia chegado a sonhar com um Papa que iria viver numa paróquia do município. De qualquer modo, eu apreciei a mensagem.

Mas, depois tem o problema que é o governo dessa coisa complexa que é o Vaticano e, por exemplo, o IOR, que alguém propôs que fosse fechado, já que não está bem clara a sua utilidade para a Igreja, mas que Bergoglio até agora não fechou. Muito pelo contrário! Segundo os observadores mais informados, Bergoglio multiplicou departamentos, burocracias e despesas. (…)

Esperávamos uma onda de rigor moral contra a “sujeira” (também no âmbito eclesiástico) denunciada e combatida pelo grande Joseph Ratzinger. Mas como deveríamos interpretar o sinal dado ao mundo de frouxidão e rendição aos novos costumes sexuais da sociedade e da quebra de princípios morais e das famílias?

Como interpretar a recusa do Papa Bergoglio de se opor às questões éticas, como fizeram seus antecessores heroicamente, ou também apenas “julgar”, ou seja combater a revolução cultural dos relacionamentos afetivos que destroem qualquer relacionamento sério e deixa tantos cada vez mais solitários, infelizes e escravos dos instintos? São Paulo disse: “O homem espiritual julga todas as coisas” (1 Co 2:15), e não “quem sou eu para julgar?”.

E por que não se opor à cultura da morte que não reconhece nada de sagrado no ser humano ou à onda de anti-cristianismo e anti-humanismo que, sob diferentes bandeiras, agora permeiam o mundo? (…).

Era para ter confrontado aqueles que na Igreja jogam às urtigas a reta doutrina Católica e que, das cátedras mais poderosas, demolem o coração da fé. Ao  invés, o que se viu foi cacetadas nos bons católicos, aqueles mais ortodoxos que vivem verdadeiramente na pobreza, castidade, oração e caridade.

De fato, o Papa Bergoglio só ataca aqueles que usam “uma linguagem completamente ortodoxa” porque essa não corresponde ao Evangelho (Gaudium Evangelii n. 41). Algo jamais visto ou ouvido falar em toda a  história da Igreja.

Isso para não dizer quando o próprio Bergoglio se aventura em suas desconcertantes afirmações, do tipo “se alguém não peca então ainda não é um homem”, uma tese surpreendente em que nem se dá por conta de estar negando a humanidade de Jesus e Maria, que foram isentos do pecado, e por causa disso são os modelos do ideal supremo para o homem e a mulher.

Ou quando ele erroneamente atribuiu a São Paulo a frase “Eu me glorio dos meus pecados” (Homilia em Santa Marta, 04 de setembro de 2014), algo enorme sobre o qual o site do Vaticano www.news.va chegou mesmo a elaborar um título: “Por que vangloriar-se dos pecados”. Evidentemente, que tanto no  Vaticano, como em Santa Marta, em particular, se desconhece o que São Tomás de Aquino diz: “É pecado mortal quando alguém se vangloria de coisas que ofendem a glória de Deus”.

Esperava-se que ele socorresse as vítimas mais indefesas e desarmadas nas periferias mais remotas do mundo, ao invés, eu me recordo -com dor- que o Papa Bergoglio obstinadamente evitou levantar a voz, no verão de 2014, em prol dos cristãos massacrados pelo Califado Islâmico no Norte do Iraque, limitando-se apenas a fazer algumas declarações, sem jamais proferir um discurso vibrante (como aqueles que ele fez quando se tratava de temas politicamente corretos [nota do Fratres: como em Lampedusa]) ou um vigoroso apelo à comunidade internacional para que interviesse e desarmasse os carnífices e protegesse os indefesos massacrados.

Jamais esse Papa se voltou contra o mundo islâmico que, geralmente, humilha toda minoria, nunca uma reação contra o terrorismo islâmico, jamais pediu explicitamente uma “intervenção humanitária” (concebida especialmente por João Paulo II) que desarmasse, mesmo pela força, os carnífices e impedisse os massacres como lhe imploravam os bispos do Iraque.

E quantos patriarcas gritaram alto para que suas próprias comunidades fossem defendidas pela força do massacre iminente e fizeram uma crítica explícita à relutância do Papa pedindo-lhe para “usar sua influência de forma mais ousada na defesa dos cristãos iraquianos”.

Mas Bergoglio foi cauteloso e reticente, fazendo de tudo para não se expor. Será que estamos realmente seguros que, de frente à tragédia dos cristãos (e outras minorias) no Iraque ele não poderia assumir um comportamento mais decisivos como de seus antecessores ou como ele faz quando se trata de outras questões? (…).

Não vi sequer uma obra de verdadeira sensibilização de toda a Igreja, que mobilizasse todos à oração, que prescrevesse vigílias, novenas, jejum (estas são as armas dos cristãos) e um grande auxílio humanitário. Que contra-indicações poderiam haver para isso? Não existem, realmente.

Era necessário que se desse conforto e ajuda concreta a tantos cristãos perseguidos, humilhados, presos, mortos, massacrados, mas o papa Bergoglio, ao invés, continuou a confiar num diálogo sem condições e sem precauções, expondo-se a incidentes dolorosos como aquele de 8 de Junho de 2014, quando convidou para rezar no Vaticano, entre outros, um imã,  que ali, no solo banhado pelo sangue de tantos mártires cristãos, ignorando os discursos previamente acertados, invocou Alah para que ajude os muçulmanos a esmagar os infiéis (“dá-nos a vitória sobre os incrédulos”). (…).

Era necessário que se dissesse pelo menos uma palavra de conforto em defesa das jovens mães – como Meriam ou Asia Bibi – condenadas à morte em regimes islâmicos por sua fé cristã, ou, pelo menos se podia pedir que se orasse [publicamente] por elas, algo que o Papa Francisco nunca fez. Ele nem sequer respondeu ao apelo que lhe foi enviado por Asia Bibi, enquanto escreveu pessoalmente uma longa mensagem de saudação aos muçulmanos que jejuavam pelo o Ramadã desejando-lhes que esse possa trazê-los “abundantes frutos espirituais”. (…).

Depois viemos a descobrir que na época em que Bento XVI pronunciou o famoso discurso de Regensburg (aquele que entrou para a história por ter irritado os muçulmanos), o porta-voz do então Cardeal Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires, criticou publicamente o papa Ratzinger. Newsweek publicou suas palavras, sob o título: “A Arquidiocese de Buenos Aires contra Bento XVI.”

O tal porta-voz depois de algum tempo foi dispensado de suas funções, mas muitos se perguntam se e quando houve um repúdio público do que foi dito pelo bispo Bergoglio e seu apoio aberto ao discurso de Ratzinger em Regensburg. (…).

À luz desses fatos, explica-se o comportamento do atual Papa Francisco para com o Islã e os islamitas do Califado do Iraque (carrascos de cristãos e outras minorias).

Bergoglio, sempre tão crítico com os católicos, não se opõe jamais nem menos contra o lobby secularista sobre temas como vida, sexo, gênero, enfim, os princípios não-negociáveis que o Papa Bento identificou como os pilares da “ditadura do relativismo”. (…).

Era e é necessário acender uma luz para uma geração que foi jogada na escuridão do niilismo, que já não consegue sequer distinguir o bem do mal, porque lhes foi ensinado que tal distinção não existe e que todo mundo pode fazer o que quiser. Infelizmente, papa Bergoglio corre o risco de deixar-se levar por essa trágica corrente já que foi ele mesmo que disse que “cada um tem sua própria idéia do bem e do mal” e “nós devemos incitá-lo a proceder em direção ao que ele pensa que seja bom.”

Havia e há a necessidade de anunciar Cristo, nossa esperança e verdadeira felicidade na vida, a uma geração que não sabe nem menos quem é Jesus e que não sabe o que fazer da sua juventude e existência. E ela corre o risco de ser enganada ao ouvir do Papa Bergoglio que “o proselitismo é um absurdo solene” e que ele não tem “nenhuma intenção” de converter os seus interlocutores.

É claro que ele tem razão quando lembra que o cristianismo é comunicado “por atração”, mas o zelo missionário nos foi testemunhado pelos santos e “proselitismo” é o mandamento de Jesus aos seus apóstolos: “Ide, portanto, fazei discípulos entre todas as nações , batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado “(Mt 28,19-20).

Não é possível esquecer o preceito evangélico que indica a verdadeira, a grande tarefa da vida, apenas para receber os aplausos dos ricos, poderosos esnobes e anti-católicos do jornal La Repubblica, o que faz com que agora muitos se alegrem ao dizer que finalmente que temos um Papa “scalfariano.”

Há uma grande necessidade de levar a carícia do Nazareno a quem está sozinho, doente, sofrendo ou no desespero e é muito doloroso ver “cancelada” de última hora a visita do Papa ao hospital Gemelli com pessoas doentes esperando sob o sol (cujas feridas são as chagas de Cristo), enquanto ele facilmente encontra horas para se dedicar a Scalfari, ou para telefonar a Maradona  ou Marco Pannella e ir pessoalmente a Caserta apenas para se encontrar com o amigo pastor protestante. (…)

Bergoglio – de acordo com seus fãs  mais ardorosos – seria um revolucionário que visa subverter a Igreja Católica, eliminando os dogmas da fé e jogando às urtigas séculos de magistério.

O que significaria tudo isso? Se for verdade, a Igreja estaria à beira de uma explosão dramática. É assim mesmo? Vai negá-lo Padre Bergoglio? Quer tomar de volta aquela estrada, onde um dia, um jovem (ele mesmo o disse certa vez e me comoveu), encontrou os olhos de Jesus? Vai querer buscar novamente aquele olhar e Nele encontrar todos nós?

Antonio Socci

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38 Comentários to ““Não é Francisco”: o livro de Socci sobre o Papa agita o Vaticano.”

  1. Isso aí cheira a sedevacantismo prático ou técnico. Essas questões pouco a pouco conduzem à apostasia, à grande apostasia, prevista por São Paulo na sua Epístola. Negar o Papa e afastar-se dele, sem negar os outros artigos de fé, é a grande tentação, a grande apostasia. O espírito que formula todas essas questões, que devemos discernir, segundo o método Inaciano, se é ou não bom, pra não dizer se é ou não de Deus, é o mesmo espírito que levou os fariseus a rejeitarem a Jesus Cristo. Era Deus e Homem verdadeiro o Cristo que eles tinham certeza que não era o Filho de Deus. De forma semelhante, é Papa quem é julgado não ser o Sucessor de Pedro. Enganaram-se os judeus, enganam-se os sedevacantistas, ou os que estão no caminho de se tornarem também.

  2. Parece-me que Socci leu meus pensamentos.

  3. Quando sai a versão em português?

  4. Parece-me que a medida da paciencia com o papa Francisco teria transbordado e A Socci pode ser o expert em Vaticano como pioneiro a questionar-lhe abertamente certos comportamentos e palavras, considerados muitos diferentes dos antecessores – alguns aparentariam até contraditórios – a cada dia vão se ajuntando e poderiam ser a expressão dos descontentes, que agora principiam a externar de forma mais patente e oficial os supostos desacertos, como que estaria aderindo a teorias modernistas e a grupos de esquerda, como à TL.
    Será que a assessoria do papa Francisco tentaria se defender de A Socci ou silenciaria em virtude de não ter de como o contradizer?
    Pelo menos, a quantidade de tradicionais descontentes com certas atitudes do papa Francisco não é pequena, nada desprezível – pelo menos na net.

  5. Não compartilho em absoluto da tese de Socci, autor por quem tenho grande estima e cujos livros sempre me edificam. Francisco é o Papa, ainda que eu sofra por isto.

    Por outro lado, compartilho de certa decepção com o rumo que o pontificado tomou. Também saudei a possibilidade de mudança de foco, sobretudo da grande imprensa. Pensava que, deixando as páginas dos escândalos criados e difundidos em abundância, a Santa Sé poderia se concentrar na reforma dos costumes internos, na promoção de uma urgente renovação espiritual e na propagação da fé católica.

    Qual surpresa! Passados quase dois anos o que vemos?

    A mesma cúria, acrescida de elementos ainda piores. De certa forma, aumentou-se a burocracia e encareceu-se ainda mais o sistema, sem mencionar os expurgos ocorridos e prometidos.

    Como chamar renovação espiritual ao mandato escandaloso exercido por Brás de Aviz em nome do Papa sobre os Franciscanos da Imaculada? Penso que sobre esta matéria o Papa e os interventores terão de prestar mais contas a Deus que no caso de Dom Livieres.

    E de propagação da fé católica o que se vê, senão o que já se via no passado? Zelosos padres e bispos nadando contra a corrente do indiferentismo dominante e na contramão de um Papa que não quer fazer prosélitos.

    Eis aí porque não posso mais escrever. Minhas palavras escandalizariam os paroquianos. Prefiro que eles vivam sem isto e na expectativa de que seja um pontificado curto e substituído por um reformador ao estilo de São Gregório Magno.

    Que Deus se apiede de nós.

    Um padre.

  6. Infelizmente, não gostaria de dizer isso, mas o autor do livro está CORRETÍSSIMO!!!!!! E espero, que este material que outrora, poderia servir como uma acusação, se torne um alerta, um farol pra a realidade que nos cerca.

  7. Sinto a sinceridade e a dor transparecerem nestas linhas… Socci colocou para fora muito daquilo que os fiéis guardam amargamente em seu âmago! Ao ler o artigo, sinto como aquele papa descrito no romance Windswept House, de Malachy Martin, o qual, no meio de seu liberalismo e suas reformas catastróficas, pergunta a um sacerdote se ele estava fazendo a vontade de Deus, quando este lhe responde na lata: “Não, Vossa Santidade está a cumprir a vontade do Diabo”.

    Vale recordar que o autor em questão morreu afirmando saber o teor completo do Terceiro Segredo de Fátima!

  8. Então, onde é que eu compro?

  9. Um livro de conteúdo explosivo e que eu espero que cause sim agitação em todo orbe. Tudo o que está acontecendo hoje no trono de São Pedro e diante de nossos olhos é um verdadeiro absurdo. Imaginem só um encontro de Assis, que por si já é um escândalo, dirigido pelo Papa Francisco?

  10. Meu Deus! Meu Deus!
    Foi o apanhado mais perfeito dos feitos do atual Pontífice. Profundo, abalador, profético!
    Palmas pra Antonio Socci!
    Grande Antonio Socci! católico, fiel a ortodoxia, discípulo de Bento XVI desde que era Ratzinguer, profundamente crente nas aparições de Fátima e também de Medjugorge! Suas palavras fortes, dolorosas, verdadeiras, respeitosas mas também corajosas, merecem todo nosso respeito e atenção… e até divulgação.

  11. Padre, não posso clicar na mãozinha de concordância apenas por causa da parte em que diz “Não compartilho em absoluto da tese de Socci”.
    Embora se refira provavelmente a questão da validade da eleição, sobre isso seria preciso conhecer bem o livro pra se saber se merece ou não nossa discordância. No mais, pelo que voce diz, acho que compartilha e muito com o pensamento de Socci.
    Quanto a seus paroquianos, voce não deve considerá-lo incapazes de entender. Pior que se escandalizar com a verdade, é ignorá-la.

    • Perfeito, Tereza! A graça nos abençoa com discernimento e fortaleza na Fé. Deus deseja provar nosso sim à Verdade, nosso amor a Ele e nossa obediência à Sua vontade? Que nos entreguemos confiantes, então, às mais duras provas e tribulações. Nosso Senhor nos afirmou: ” Eu sou a Verdade, o caminho e a Vida”. Esconder a Verdade dos fiéis, é conduzi-los para longe do Senhor, padre.
      Salve Maria!

  12. Onde está Santo Atanásio para relembrar em assombro o que deve fazer o Santo Padre?

    Tes presvies tis Theotokou, Soter sosón Imás!
    (Pela intercessão da Mãe de Deus, oh Salvador salvai-nos!)

  13. Há quem tivesse acesso há relativamente pouco tempo ao Segredo de Fátima. E não me refiro àquele papelinho que está em exposição no Santuário de Fátima até final deste mês…

    Recordem-se as palavras do Cardeal Bertone em Fátima, há precisamente um ano:

    « É impressionante, neste lugar, ver como o coração dos três Pastorinhos bate em uníssono com o coração da Igreja, como amam o Papa, cujos sofrimentos tinham pressentido naquele misterioso cortejo do chamado Segredo de Fátima! Lá estava a Igreja inteira com o Papa à frente e os bispos, com os sacerdotes, religiosos e religiosas, com os leigos e leigas, homens e mulheres de todas as condições sociais e graus de cultura… subindo uma montanha escarpada no cimo da qual se erguia uma grande Cruz. Um cortejo que acaba em martírio, mas o sangue derramado é recolhido pelo Céu e transformado em refrigério para a humanidade. (Fátima, 12 de Outubro 2013)

    (…) O que apaixonou o Papa Bento XVI foi ver a Igreja entender-se como uma comunhão, e ao mesmo tempo capaz de falar para o mundo, para o coração e inteligência com a clareza de doutrina e com elevação de pensamento.

    Bento XVI foi um reformador das consciências e do clero, que entregou o ministério petrino como o Senhor o inspirou, depois de uma intensa meditação e uma oração e, especialmente, depois de uma trajectória pontilhada com fortes projectos pastorais e com o sofrimento.

    Ele estava profundamente triste pelos males que desfiguram o rosto da Igreja e por isso adoptou uma nova legislação, relativa à decisão com o fenómeno vergonhoso de pedofilia entre o clero.

    Não há imagem mais bonita que a fotografia dois dois Papas, em oração diante da imagem da Virgem Maria, Nossa Senhora de Fátima, em Fátima no Ano Sacerdotal em 2010 – o Papa Bento XVI, e em Roma, na frente da mesma imagem no Ano da Fé – o Papa Francisco. Isto serve para colocar toda a Igreja em estado de penitência e purificação. Parece-me que devemos começar a partir de Fátima» (Discurso de despedida de Dom Bertone, diante de Francisco)

    Papa bento XVI, 11 de Maio de 2010, a caminho de Fátima:

    «[No Segredo], indicam-se realidades do futuro da Igreja que se desenvolvem e se mostram paulatinamente. Por isso, é verdade que além do momento indicado na visão, fala-se, vê-se, a necessidade de uma paixão da Igreja, que naturalmente se reflecte na pessoa do Papa; mas o Papa está para a Igreja e, assim, são sofrimentos da Igreja que se anunciam.

    O Senhor nos disse que a Igreja seria sempre sofredora, de diversos modos, até o fim do mundo. O importante é que a mensagem, a resposta de Fátima, não vai substancialmente na direção de devoções particulares, mas precisamente na resposta fundamental, ou seja, a conversão permanente, a penitência, a oração, e as três virtudes teologais: fé, esperança e caridade. Deste modo, vemos que a resposta verdadeira e fundamental que a Igreja deve dar, que nós, cada pessoa, devemos dar nesta situação. A novidade que podemos descobrir hoje, nesta mensagem, reside também no fato que os ataques ao Papa e à Igreja vêm não só de fora, mas que os sofrimentos da Igreja vêm justamente do interior da Igreja, do pecado que existe na Igreja.

    Também isso sempre foi sabido, mas hoje o vemos de um modo realmente terrificante: que a maior perseguição da Igreja não vem de inimigos externos, mas nasce do pecado na Igreja, e que a Igreja, portanto, tem uma profunda necessidade de re-aprender a penitência, de aceitar a purificação, de aprender por um lado o perdão, mas também a necessidade de justiça. O perdão não substitui a justiça. Em uma palavra, devemos re-aprender precisamente estas coisas essenciais: a conversão, a oração, a penitência e as virtudes teologais. A

    ssim respondemos que somos realistas ao esperar que o mal ataca sempre; ataca do interior e do exterior, mas que também as forças do bem estão presentes e que, no final, o Senhor é mais forte do que o mal, e Nossa Senhora é para nós a garantia visível, materna, da bondade de Deus, que é sempre a última palavra na história».

  14. Só o Gérson não se engana…

  15. “Não compartilho em absoluto da tese de Socci, autor por quem tenho grande estima e cujos livros sempre me edificam. Francisco é o Papa, ainda que eu sofra por isto.”

    Concordo com isto, alegar ou defender a tese de que Francisco não seria Papa legitimo é fazer o jogo dos revolucionários, fico com a posição do prof. de Mattei.

  16. Teresa,

    Diz com razão que não se conhece o conteúdo do livro. Conheço, entretanto, a tese de Socci; ele a vem desenvolvendo em vários artigos. No livro ele a apresenta acompanhada de uma série de atitudes e palavras do Sumo Pontífice que serviriam para confirmá-la. Há um erro de lógica aí e o espaço não me permite esmiuçá-lo.

    Também tem razão quando diz que eu compartilho de muitos pensamentos de Socci. De muitos, mas não de todos. Não certamente de seu sedevacantismo prático, tendo em vista que Bento XVI reafirma a validade de sua renúncia, nem de seu “dubium” sobre a eleição de Francisco. Não estou de acordo ainda com suas posições sobre Medjugorje, por exemplo.

    Sobre meus paroquianos, sinceramente tenho algo mais importante para dar-lhes que minhas desiluções com as atitudes do Papa. E neste campo temos de ser bastante prudentes, pois Nosso Senhor não admitiria qualquer sublevação indevida em relação a Seu Vigário. Deixo que outros instituídos por Ele como Príncipes na sua Igreja assumam missão tão terrível.

    Reze por mim, pois sofro ao pedir a Deus que encurte um pontificado.

    Um padre.

    • Padre, o Espírito Santo está lhe revelando a verdade, lembre-se do que Nossa Senhora falou: Roma se perderá e se converterá na sede do Anticristo;
      Não há o que dizer, o que está acontecendo é o próprio Apocalipse, o que Deus tinha falado e a Igreja deve passar pelo martírio, quantos videntes verdadeiros de Nossa Senhora já falaram que a Igreja teria que ser martirizada como Cristo e ressucitaria depois? Se nós realmente temos fé, não devemos ter medo mas pedir a Deus por misericórdia e que ele nos prepare para o pior que ainda nem chegou(reinado do Anticristo), não podemos fugir do que Nossa Senhora falou, leia La Salette e Akita, aparições aprovadas pela Igreja. Já está na hora da máscara cair, reze a Deus e peça ao Espírito Santo para te mostrar a verdade como ela é, e não como o mundo vê. Peça ao Espírito Santo para te fortalecer e te dar força para lutar na grande batalha contra o mal que já se aproxima rapidamente. Nossa Igreja está sendo crucificada por dentro e o ato máximo deles será perverter a nossa completamente e finalmente fundar o que todos tememos.
      Acredito que o Espírito Santo já está realizando esta obra que fez em Paulo, mostrar a verdade mesmo que doa. Reze Padre e não tenha medo, assume a cruz de Cristo e não se intitule apenas como um Padre, mas com orgulho diga sou um Apóstolo de Cristo e defendo a Santa e Imaculada Virgem Maria junto com todos os dogmas a tradição da igreja!
      Não tenha medo, Deus já promete: “E às portas do Inferno não prevalacerão contra a Igreja”! Sim, nós somos o exército da Imaculada e devemos assumir nossa responsabilidade como cavaleiros dela!

  17. Tereza, Socci não deve crer em Medjugorje, que reconhece o Papa, e é o único lugar hoje no mendo onde se reza e se jejua, e acontecem conversões e milagres extraordinários a um número bem expressivo. Medjugorje atingiu já mais de 300 milhões de pessoas dentro e fora do Catolicismo. Já são 33 anos que Medjugorje é um grande auxílio à Igreja. Quem crê Medjugorje não tem como não crer o Papa Francisco, por isso, se Socci não crê em Francisco, logicamente não crê mais Medjugorje.

    • Não é tão lógico, assim. Leia mais sobre Socci e verá que ele acredita sim, e muito, em Medjugorje. Pelo que sei recebeu até um milagre de lá. Mas isso não o está impedindo de ter dúvidas sobre a questão do Papa e nem de fazer uma crítica respeitosa e bem fundamentada às atitudes e palavras dele, como aliás muitos santos fizeram no seu tempo.
      E, diga-se de passagem, Medjugorje não apoia nem condena nada. Se ainda não tenho uma posição definida sobre Medjugorje, isto é, se não sou convictamente crente nessa manifestação, é exatamente por isso. Nossa Senhora não diz nada sobre a crise da Igreja mas apenas sobre condutas individuais. Isso está me impedindo de crer totalmente. Contudo, “quem sou eu pra julgar?” Nem julgo Nossa Senhora, nem Socci.

  18. Eu acho que a gente está mal acostumado.

    O século XX teve montes de papas santos. Depois do Concílio Vaticano II, na verdade só tivemos um papado, o da “dobradinha” São João Paulo II + Raztinger. João Paulo fez algumas bobagens, como todo ser humano e todo santo (algumas das quais me afetaram pessoalmente de forma muito negativa), mas acredito que sua santidade esteja fora de questão. Então a gente acha que o “normal” é que os papas sejam santos e “infalíveis” o tempo todo.

    Quem estuda História de Igreja sabe que pouquissimos papas foram canonizados, especialmente no segundo milênio. E vários, se não a maioria, fizeram e disseram imensas bobagens. O papa Libério excomungou Santo Atanásio!!! O que não tinha atá agora era a Internet, que nos permite ver as bobagens papais em tempo real.

    Simplesmente voltamos ao “normal”. Não há que se desesperar por isso. Papas raramente são santos.

    Mas é claro que precisamos sempre repetir: Sancte Athanasius, ora pro nobis!

  19. Tomemos cuidado, muito cuidado com os discursos Sedevacantistas travestidos de ortodoxia Católica.

    Mas tomemos mais cuidado ainda, com discursos relativistas travestidos de caridade. Eu ainda acredito que o Papa Emérito Bento XVI, sabe o que fez e o que está acontecendo.

  20. Com referência ao Kasper e aos demais bispos alemães: basta lembrar que esses são os mesmos que resolveram negar a comunhão aos católicos que não estejam pagando a “church tax”. Engraçado que eles não se lembrem da “misericórdia” nesse caso…

    Mais engraçado ainda que os únicos bispos alemães a defender a fé de sempre sejam os “expatriados” Ratzinger e Muller.

  21. Essa tentativa apaixonada de tentar salvar o Concílio mas parece com a tal síndrome de Estocolmo. Acordem católicos, essa racha que esses liberais preterem fazer só servira para leva-los há uma falsa resistência. http://4.bp.blogspot.com/-_VqYqZGCkHo/TlpvwbYG_tI/AAAAAAAAEtQ/_pUEfZR448w/s1600/S%25C3%258DNDROME%2BDE%2BESTOCOLMO%2B41.jpg

  22. Senhores, volto com o meu comentário. Eu sou um católico, rezo o terço e ofereço ao Santo Padre todas as vezes. Comecei a rezar mais ainda, quando aos poucos, fui acumulando situações no mínimo intrigantes da parte de Francisco. Primeiro impacto que ocorreu foi quando ele ( Francisco ) se dirigiu ao Liturgista Monsenhor Guido Marini, logo após o conclave, i disse que : “o carnaval já tinha acabado”..( se referindo aos paramentos belos e litúrgicos dos Papas anteriores ). Ora, este viés de que “tudo” tem que ser simples e pobre, não condiz com a liturgia da igreja, porque? São Francisco nos dá a resposta: “a mim nada, a Deus, tudo do melhor”…O Santo de Pieltreltina, Padre Pio vivia na simplicidade com seu surrado hábito e clausura…mas quando ia celebrar o SANTO SACRIFÍCIO, vestia sua melhor casula romana. Daqui uns tempos vão querer extinguir também o pálio, o ostensório, o incenso, por que são ” ícones sagrados e de ostentação”…Bem a gosto dos marxistas e teologia da libertação. O problema meus caros, é que a igreja no seu corpo eclesial esqueceu da doutrina e só pensa na pastoral…E Jesus disse: “Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”…e disse mais: ” Pobre sempre tereis entre vós!”…Até aí, irão dizer que são questões apenas de ícones, simbologia…se fosse apenas, menos triste. Mas, no campo doutrinal? Esperemos pelo sínodo. Ora, se Jesus já disse que: “…se uma mulher casada for rejeitada e se unir a outro…isto é adultério ( vive e versa ). Mas os “cardeais modernos de plantão”, vão dizer que hoje tem que se entender o evangelho a luz dos tempos, das necessidades ( humanas ) atuais. Jesus é ALFA e ÔMEGA! “Não se muda um J se quer desta letra”… ” Céus e terras passarão mas minha palavra não passará”…Falta ao Vaticano e seu prelado, acabar definitivamente com o politicamente correto e fazer como Jesus disse :” Sim, sim, não, não..o que passa disso vem do maligno”. Mas nada disso é surpresa para quem no mínimo, já sabe sobre os acontecimentos de Fátima. A advertência maior das aparições foi esta: “UMA CONFUSÃO DIABÓLICA” Que o seu Imaculado Coração Triunfe! Regina Coeli Letare Aleluia!

  23. É hoje que começa o Sínodo? Os próximos dias serão interessantíssimos.

  24. Victor

    Concordo plenamente com Socci. Ele inicialmente também ficou muito agradado com os gestos do novo Papa, mas depois vieram as grandes perplexidades em relação a certas afirmações do Papa Francisco, por exemplo, no que diz respeito aos homossexuais e a questões morais fundamentais. Além disso, Já Jesus advertiu no Evangelho para este perigo: Ai de vós se todos os homens disserem bem de vós. Assim faziam com os falsos profetas (cf. Lc 6,26). E de facto, é preocupante ver como muitos políticos de Portugal, grande inimigos de Cristo e da Sua Igreja, elogiam muito este Papa. Eles que aprovaram recentemente a liberalização do aborto, as “uniões de facto”, o casamentos entre homossexuais e outras barbaridades semelhantes.
    Rezemos e tenhamos esperança. As profecias têm de se cumprir. “Por fim o meu Imaculado Coração triunfará”, disse Nossa Senhora em Fátima.

  25. Somente uma sugestão, isso só visando algum alívio mesmo que superficial e ilusório.
    Bem, o Missale Romanum usado pelos tradicionalistas, Fraternidade(s), IBP, Moto, Resistência, etc; não é o de 62?
    Então? Que tal inserir lá na segunda parte da liturgia da Sexta Feira Santa, nas orações, algo como:

    “Oremos pela conversão do Sumo Pontífice”.

    Espero ter ajudado.

  26. S.r Antônio Socci, talvez, quem sabe, talvez, uma pista, fosse início de ajuda em entender tantos absurdos: as regras do misterioso fundador da Societas Iesu. Não as regras de discernimento dos espíritos; refiro-me às regras pessoais, a serem lidas todos os dias, à noite, antes de dormir. Trata-se de regras pessoais que o grande Santo, posto que sombrio, Fundador dos Jesuítas, elaborara somente para si. Depois de percorrer com os olhos essas regras (regras e olhos inacianos), aquele Sacerdote piedosíssimo rezava uma Ave Maria e dormia o sono dos justos. Constam de um apêndice, da correspondência de Santo Inácio, editada pela Loyola, I ou II volume, se me não falha a memória. Que regras, s.r Antônio Socci.

  27. Não há negação ao Papa. O que há são dúvidas sobre a renúncia de Bento XVI, a eleição de Bergolio e ainda de suas atitudes.

  28. Belas palavras, padre. Rezarei, sem dúvida.
    Na verdade acho que Bento XVI está no Vaticano como Jesus Cristo na cruz. Acho que Bento saiu de cena como Ele, deixando-se imolar pra salvar a Igreja justo quando todos que o amavam esperavam que ele fosse virar a mesa e consertar tudo. E se assim foi, não teria sido tirado do posto, mas teria se entregado ao exílio, ou a cruz, livremente, pra concretizar uma missão maior.

    Respeito sua posição em relação aos seus paroquianos, deve ser a certa, eu é que não sei o que digo.

    Mas quanto a posição de Socci sobre Medjugorje… seria tão bom que fosse certa, que as manifestações de Medjugorje sejam realmente do céu! Acho que nunca precisamos tanto. Se Nossa Senhora veio antes, agora mais do que nunca precisamos dela. As vezes acho Medjugorje um engodo, mas as vezes me parece o único caminho na crise atual.
    Sua bênção.

  29. “1. Nunca contradigas a alguém, nem com razão, nem sem razão, nem ao superior, nem ao igual, nem ao inferior; mas abraça sempre o que os outros aprovam, sem te escusar, embora o possa fazer com todo o direito.
    2. Pratica a obediência cega em todas as coisas, tanto grandes como pequenas e ínfimas e pensa que fizeste voto disso.
    3. Nunca pares o olhar nos defeitos de outrem, mas estejas sempre pronto para o desculpar. Ao contrário, estejas sempre pronto para acusar-te a ti próprio. Mais ainda: deseja que todos te conheçam por dentro e por fora.
    4. Não fales, não respondas, não medites, não andes, nada faças, enfim, sem antes pensares se aquilo agrada a Deus e serve para exemplo e edificação do próximo.
    5. Conserva, em toda a parte, a liberdade de espírito; não faças acepção de pessoas perante quem quer que seja; procura reter sempre a liberdade de espírito diante dos casos mais opostos. Não a percas ante obstáculo algum. Neste ponto não desistas nunca.
    6. Não sejas comunicativo e familiar com todos indiferentemente, mas julga com discernimento para quem ele te move e impele. Não te esqueças de olhar com atenção quais as moções que mais te inclinam para este ou aquele.
    7. Exercita-te continuamente nos exercícios espirituais, considerando e atuando: deseja ser tido por estulto e insensato aos olhos dos homens, para seres fiel e sábio perante teu Senhor Jesus Cristo, para assim, desprezando todo o mais, ganhares a Ele. Amém.
    A estes atos te aplicarás de manhã e à noite; e quando te fores deitar, depois de leres isto, recita um miserere e uma ave-maria” (Cartas de Santo Inácio de Loyola, volume 2, p. 149, Edições Loyola, São Paulo Brasil, 1990).

  30. Tenho pelo A. Socci muita admiração, sobretudo pela grande coragem com que enfrentou o Card.
    Bertoni na defesa das verdades sobre a Mensagem de Fátima. Contudo, causa-me muita surpresa o teor dessas palavras:
    “Eu o defendi (Bergoglio) das críticas prematuras de alguns tradicionalistas e até hoje ainda continuo a achar absurdas certas polêmicas daqueles que tomam como pretexto as declarações do Papa Francisco para, na realidade, atacar o Concílio Vaticano II, Joseph Ratzinger e João Paulo II, ( …)”

    Apesar de não conhecer o inteiro teor do seu novo livro, tenho que discordar do A. Socci, pelo menos na parte em que ele começa defendendo o CV II.
    Ora, não há como dissociar as atitudes do papa Francisco do espírito do CV II. Trata-se de duas realidades intrinsecamente unidas. Uma resulta da outra.
    Aliás, o papa Francisco nada mais é que o fruto extremado do espírito do CV II.
    O papa Francisco é o filho muito bem amado do CV II.
    É inegável que as atitudes nada ortodoxa do papa Francisco estão em perfeita harmonia com o espírito do Concílio na sua forma mais radical, de tal forma que aquelas diretrizes do CV II aplicadas por JP II e B. XVI, outrora tão criticadas, tornaram-se agora “fichinhas”.
    Pelo menos esses dois últimos pontífices protegeram aqueles que zelavam pela obediência à sã doutrina. Já o papa Francisco, ao contrário, premia os que seguem a heterodoxia e pune severamente os que teimam seguir a ortodoxia católica. Trata-se aqui de fatos incontestáveis.
    Ora, não tivesse existido o CV II, não haveria espaço na Igreja para surgir tantos males pontuais e muito menos um papa com um perfil tão reprovável tal qual está sendo apontado pelo próprio Socci.
    Logo, não há como ignorar que o cerne do problema esteja, não na pessoa do papa Francisco em si, mas sim nas diretrizes pastorais do CV II que dão sustentabilidade ao seu pontificado.
    Particularmente, estou convencido de que enquanto não se corrigir o erro na sua raiz, continuarão surgindo padres, bispos, cardeais e até papas totalmente desviados da verdade de sempre, porém convencidíssimos de que estão apenas obedecendo aquilo que ordena a Igreja, de modo que, quem ousar discordar, será acusado de estar sendo contra o papa e contra a Igreja.
    Disso não podemos nos iludir.

  31. Tenho acompanhado os artigos de socci e compartilho com ele As mesmas dúvidas, com a diferença de que tais duvidas comecei a ter desde o momento da renúncia, tendo-se agravado em 13.03.13. Dai em diante, cada vez mais fui me dando conta da dramaticidade do momento e, ao contrário dele, não pude seguir os amigos, que a mim também diziam para confiar no “eleito”‘, na sua bondade, na lufada de ar fresco , etc, coisa que nunca consegui. Chocou-me em particular vEr naquele trágico dia no balcão ninguém menos que o Card. C H e, depois, o restante das atitudes e palavras…. Também não consigo acreditar, como Socci, com tanta certeza, nas mensagens da Gospa, o que e nada diminui para mim a importância de suas denúncias e gostaria de ler o livro. Quanto ao CVII, foi manipulado pelos progressistas, mas ainda poderia ser bem interpretado, dentro de certos limites, aplicando-se a hermenêutica da continuidade, que expressa o desejo da maioria dos padres então reunidos. Foi o que fez o grande Papa BXVI, que lutou para recolocar a Igreja no caminho certo, sem romper a unidade. Por que na História da Igreja houve sempre momentos difíceis, gente infiltrada e papas nem sempre santos, mesmo com a missa “de sempre” e com os melhores missais e catecismos. Então, não considero honesto colocar todas a mazelas da Igreja nos ombros do Concílio. Nem comparar bergoglio, de forma alguma, a JPII e BXVI. Também queria que a missa ainda fosse em latim com canto gregoriano, etc., mas acho que não se pode perder de vista que isso não impediria que houvesse muitos desvios, como’ de fato, houve. Mas como agora, creio que nunca, em tempo álbum. Assistimos agora a manifestação quase total do Mistério da Iniquidade. Virgem Santa, ora pro nobis!

  32. Acredito que o título do livro de Socci faz menção ao fato de que o Papa Francisco não é o “bispo vestido de branco” do Terceiro Segredo de Fátima, e não necessariamente uma defesa do sedevacantismo. Para Socci, há dois Papas. Isso é um fato. A Igreja está bicéfala, pois Bento XVI adotou o título de Papa Emérito e não abandonou a vida pública.

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