Um testemunho que não será ouvido no Sínodo dos Bispos.

Rompendo o Silêncio: Redefinição do Casamento prejudica mulheres como eu — e nossos filhos.

Janna Darnelle é uma mãe, escritora e ativista contra a redefinição do casamento. Ela monitora e presta assistência a outras famílias atingidas pela homossexualidade. 

Por Janna Darnelle – The Witherspoon Institute | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com – Cada vez que mais um Estado redefine o casamento, o noticiário fica repleto de histórias felizes de casais de gays e lésbicas e suas novas famílias. Mas, por trás desses grandes sorrisos e fotografias ensolaradas, estão outras muito mais dolorosas. Elas permanecem secretas, trancadas no armário escuro e são suprimidas. Aqueles que ousam falar são silenciados em nome do “casamento igualitário”.

Mas eu me recuso a permanecer em silêncio.

Eu represento uma das histórias reais que são mantidas nas sombras. Eu, pessoalmente, senti a dor e devastação provocada pela propaganda que destrói famílias naturais.

O Divórcio 

No outono de 2007, meu marido de quase 10 anos me revelou que ele era gay e queria o divórcio. Em um instante, o mundo que eu tinha conhecido e amado, a vida que tínhamos construído juntos, foi despedaçada.

Eu tentei convencê-lo a ficar, se agarrar ao que tínhamos e lutar para salvar nosso casamento. Mas a minha voz, meus desejos, minhas necessidades e as dos nossos dois filhos pequenos não mais tinham alguma importância para ele. Nós nos tornamos descartáveis porque ele tinha abraçado um pequeno mundo que havia se transformado em sua inteira identidade. Ser gay passava por cima de compromisso, votos, responsabilidade, fé, paternidade, casamento, amizades e da comunidade. Tudo isso foi jogado para o ar por causa de sua nova identidade.

Por mais que eu tentasse salvar nosso casamento, não havia como frear o meu marido. Nosso divórcio não foi finalizado através de mediação amigável ou de advogados. Não, ele percorreu todo o caminho do litígio judicial. Meu marido queria a guarda primária dos nossos filhos. Todo o seu caso pode ser definido em uma sentença: “Eu sou gay e mereço meus direitos”. E funcionou: o juiz deu-lhe praticamente tudo o que ele queria. Em um determinado ponto, ele até disse ao meu marido: “Se você tivesse pedido mais, eu teria lhe dado”.

Eu realmente acredito que o juiz estava legislando da cátedra de juiz, desprezando os fatos do nosso caso em particular e usando-nos — usando os nossos filhos — para ajudar a influenciar processos futuros. Em nossa sociedade, os cidadãos LGBT são vistos como vítimas marginalizadas que devem ser protegidas a todo custo, mesmo que isso signifique prejudicar os direitos dos outros. Ao ignorar a injustiça cometida contra mim e meus filhos, o juiz parecia achar que ele estava corrigindo uma injustiça maior.

Meu marido nos abandonou para ir viver com o seu amante gay. Eles ganham mais dinheiro do que eu. Há dois deles e apenas uma só de mim. Mesmo assim, o juiz acreditava que eles eram a vítimas. Não importava o que eu dissesse ou fizesse, eu não tive a chance de salvar nossas crianças de serem tratadas como duas malas empurradas num vai e vém entre uma casa e a outra.

Uma nova “família gay” construída sobre as ruínas da minha. 

Meu ex-marido e seu parceiro resolveram se casar. A primeira cerimônia aconteceu antes mesmo que o nosso Estado tivesse aprovado o casamento gay. Depois que a lei foi aprovada, eles decidiram repetir a performance. Em ambos os casos, os meus filhos foram forçados — contra a minha vontade e a deles — a participar. Na segunda cerimônia, com mais de vinte casais, estações de TV locais e jornais estavam lá para documentar os primeiros casamentos gays oficializados em nosso Estado. O USA Today fez uma sessão de fotos com meu ex-marido, seu novo parceiro, meus filhos e até mesmo os avós. Eu não fui notificada de que isso estava acontecendo, nem me foi dada voz para me opor ao uso dos meus filhos como peças de propaganda na promoção do “casamento do mesmo sexo” na mídia.

Na ocasião da primeira cerimônia, o casamento gay ainda não tinha sido legalizado em nosso Estado, em nossa nação ou em nossa igreja. E o novo casamento do meu ex-marido, como a maioria das relações homem-homem, é um “relacionamento aberto” não-exclusivo. Isso envia uma mensagem clara para os nossos filhos: o que você sente passa por cima de todas as leis, promessas e autoridades superiores. Você pode fazer o que quiser, quando quiser e pouco importa quem você irá ferir ao longo do caminho.

Após fotos de nossos filhos serem publicadas, uma enxurrada de comentários e mensagens apareceram. Comentaristas exclamavam o quão bela era essa família gay e cumprimentavam o meu ex-marido e seu novo parceiro pela família que “eles haviam criado”. Mas está faltando uma pessoa crucial naquelas fotografias: a mãe e a esposa abandonada. Essa “família gay” não poderia existir sem mim.

Não há uma família gay que exista neste mundo que tenha sido criada naturalmente.

Toda família gay só pode existir através da manipulação da natureza. Por trás da fachada de muitas famílias felizes chefiadas por casais do mesmo sexo, nós vemos relacionamentos que foram construídos através da destruição de outros. Essas famílias representam alianças desfeitas, amores abandonados e responsabilidades esmagadas. Elas são construídas sobre traição, mentiras e feridas profundas.

E isso também é verdade para casais do mesmo sexo que usam tecnologias de reprodução assistida: como a barriga de aluguel ou doação de esperma para se ter filhos. Tais procedimentos exploram e mercantilizam homens e mulheres pelo seu potencial reprodutivo, tratam crianças como produtos a serem comprados e vendidos e propositadamente negam a essas crianças um relacionamento com um ou ambos os pais biológicos. Plenitude e equilíbrio não podem ser encontrados em tais famílias porque algo fundamental estará sempre faltando. Eu sou o elo que falta. Mas eu sou real e eu represento centenas e milhares de cônjuges que foram traídos e rejeitados.

Se o meu marido tivesse escolhido ficar, eu sei que as coisas não teriam sido fáceis. Mas é isso que o casamento realmente significa: fazer um voto e escolher ser fiel a esse compromisso, dia após dia. Na saúde e na doença, nos bons e maus momentos, os cônjuges devem optar por colocar a outra pessoa em primeiro lugar, amá-la, mesmo quando é difícil.

Um bom casamento não depende apenas do desejo sexual, que pode ir e vir e muitas vezes está fora de nosso controle. Ele depende da escolha de amar, honrar e ser fiel a uma única pessoa esquecendo todas as outras. É comum que os cônjuges se sintam atraídos por outras pessoas, geralmente do sexo oposto, mas pode acontecer às vezes de ser outra pessoa do mesmo sexo. Cônjuges que valorizam o casamento não agem sob  impulsos. Para os que se sentem atraídos por pessoas do mesmo sexo, permanecer fiel ao cônjuge do sexo oposto não é uma traição à sua verdadeira identidade. Pelo contrário, é uma decisão de não se permitir ser governado por suas paixões. Quando uma pessoa está determinada a permanecer fiel aos seus votos, conscientemente se esforçando para lembrar, honrar e reviver o amor que tinham por seus esposos quando eles decidiram se casar, isso só demonstra profundidade e força de caráter.

Meus filhos merecem melhor 

Nossos dois filhos pequenos foram deliberadamente e intencionalmente empurrados para um mundo de conflitos e crenças, estilos de vida e valores contraditórios, tudo em nome dos “direitos dos homossexuais”. Seu pai mudou-se para o apartamento de seu novo parceiro, que está em um condomínio habitado por dezesseis homens gays. Um dos homens tem um prostituto de 19 anos de idade, que está sempre lá “prestando-lhe serviço”. Outro homem, que funciona como a figura paterna dessa comunidade, é um homem de mais de sessenta anos que mantém um parceiro na casa dos vinte. Meus filhos são levados para festas gay onde eles são as únicas crianças e onde apenas bebidas alcoólicas são servidas. Eles são levados para jogos de beisebol transgender, eventos que levantam fundos para  direitos dos homossexuais e festivais de cinema LGBT.

Ambos os meus filhos enfrentam problemas de identidade, assim como outras crianças. No entanto, há ainda outros problemas mais profundos que eles terão que enfrentar como resultado direto das ações diretas de meu ex-marido. Meu filho é agora um adolescente em fase de amadurecimento e ele está muito interessado em garotas. Mas como ele vai aprender a lidar com esse interesse se ele está cercado por homens que buscam gratificação sexual com outros homens? Como ele vai aprender a tratar as meninas com respeito e cuidado quando seu próprio pai as rejeita e as desvaloriza? Como ele vai abraçar sua masculinidade em desenvolvimento sem o exemplo de autêntica masculinidade que é ver seu pai tratando sua esposa e família com amor, honrando os votos matrimoniais, mesmo quando é difícil?

Minha filha também sofre. Ela precisa de um pai que a incentive a abraçar sua feminilidade e beleza, mas essas qualidades são distorcidas e parodiadas no mundo de seu pai. Seu pai usa maquiagem feminina e artefatos de bondage para o Halloween. Muitas vezes ela é exposta a homens vestidos como mulheres. As paredes do condomínio onde seu pai vive estão decoradas com grandes fotos emolduradas de mulheres em posições provocantes. O que a minha pequena filha passará a acreditar sobre sua própria feminilidade e beleza? Seu pai deveria proteger sua sexualidade. Em vez disso, ele a está deformando.

Sem a orientação de ambos, mãe e pai, como os meus filhos poderão navegar nas ondas de suas identidades e sexualidade em desenvolvimento? Eu sofro ao ver como meus filhos vivem esse conflito, desesperadamente tentando fazer sentido em seu mundo.

Meus filhos e eu sofremos grandes perdas por causa da decisão do meu ex-marido ao se assumir como um homem gay e jogar fora sua vida junto com a nossa. O tempo está revelando a profundidade dessas feridas, mas eu não vou permitir que isso destrua a mim ou aos meus filhos. Eu me recuso a perder a minha fé e esperança. Eu hoje acredito com muito mais paixão no poder do casamento entre um homem e uma mulher do que no dia em que eu me casei. Deve existir uma outra alternativa para aquelas pessoas que sofrem com a atração pelo mesmo sexo. Destruição não é a única opção — não pode ser. Nossas crianças merecem o melhor de nós.

Esse tipo de devastação nunca deveria acontecer com outra criança ou cônjuge. Por favor, rogo-lhes: defendam o casamento entre um homem e uma mulher. Nós devemos assumir uma posição na defesa do casamento e das vidas preciosas que um casamento cria.

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10 Comentários to “Um testemunho que não será ouvido no Sínodo dos Bispos.”

  1. Eu também dou um testemunho parecido pois quando meu pai entrou para a maçonaria, eu tinha uns 14 anos, depois disto ele se tornou uma pessoa totalmente destrutiva, fez da vida de minha mãe um inferno até ela adoecer de câncer e morrer em 2002 (minha mãe me dizia que ela o merecia por ter assinado o formulário de inscrição da Loja Maçonica por mais que não entendesse bulhufas). Quando eu estava no colegial procurei entender o que se passava e uma pessoa muito querida me deu o livro História Secreta do Brasil de Gustavo Barroso e foi a primeira vez que conheci o Bode Preto da maçonaria, hermafrodita que queria a destruição das famílias pela liberdade sexual.

    Eu acusava ao meu pai que naquelas reuniões secretas que ele participava estava o homossexualismo – há 15 anos defender homossexualismo era algo absurdo ao contrário de hoje. Ele me dizia que não que a maçonaria defendia a família. Passado os anos ele defende com unhas e dentes o divórcio e as práticas homossexuais. e se tem uma coisa que ele não suporta em mim é que não saio com mulher ou ao menos com homem.

    Hoje entendo, Padre Pio e São Maximiliano Maria Kolbe me auxiliam:

    http://escritosdesaomaximilianomariakolbe.blogspot.com.br/2014/09/religiosos-membros-da-maconaria.html

  2. Que tragédia tornou-se a vida desta senhora e de seus filhos! Coitadas dessas crianças! Vítimas desse pai imponderado, imprudente,negligente. Esse homem nunca amou verdadeiramente seus filhos. Os filhos são os bens de mais preciosos, mais valiosos que Nosso Senhor nos agracia no matrimônio. Como um pai pode magoar desse jeito sua esposa e seu filhos? Como pôde ficar cego desse jeito? Ele simplesmente trocou a família inteira, me perdoem a expressão, por um órgão copulador.
    Realmente, acho difícil isto ser dito no Sínodo!

  3. Só nos resta esperar pela intervenção Divina. Nada podemos esperar dos seres humanos corrompidos, e cegos pelo Demônio, apropriando das mentes de autoridades civis e religiosos; uma das piores possessões; a possessões intelectual.
    A purificação vira em breve!
    Salve Jesus e Maria!

  4. Fiquei com falta de ar de ler um artigo tão doloroso como este. Só Deus mesmo para salvar a humanidade, que voluntariamente e de cambulhada pula no poço e puxa inocentes junto.

  5. Cresci sem o amparo do meu pai e sei como isso afeta a visão de nós mesmas, da nossa feminilidade.
    Quando tinha 10 anos meus pais se separaram, então resolvi que não precisava dele: minha mãe seria mãe e pai e, na falta dela, eu seria o “homem da casa”.
    Por muito tempo tive horror ao casamento, submissão e achava que essa era só uma forma de mais cedo ou mais tarde, a mulher ser traída, abandonada e fazer com que os filhos sofram. Passei a adolescência resolvendo tudo no grito e com violência para mostrar a minha “masculinidade”, não tinha consciência de que aquilo era só uma maneira de mostrar que precisava de proteção, precisava de mais que uma mãe pra me defender.
    Hoje, graças a curas que Deus tem feito em mim e ao bom exemplo que tenho de amigos que vivem santamente o matrimônio já consigo vislumbrar um futuro diferente do que viveu minha mãe, apesar de ainda lutar contra tudo que aprendi durante esses anos.
    Infelizmente existem casos mais graves, como dessa senhora. Os filhos não somente sofrem a falta do pai, mas a presença de uma família verdadeira e cristã. Têm um pai que não se contenta em não dar bom exemplo, mas se esforça para que os filhos tenham uma péssima perspetiva.

  6. … o juiz deu-lhe praticamente tudo o que ele queria. Em um determinado ponto, ele até disse ao meu marido: “Se você tivesse pedido mais, eu teria lhe dado”.
    Dentre outras, a frase do texto acima à leitura fez-me lembrar de alguns juízes “politicamente corretos” que infestam nosso STF ao julgarem os mensaleiros do PT, de políticos presos transformados em presos políticos, bem verdade que hoje em dia as mentes estão tão ideologizadas e descristianizadas que converteram praticamente tudo errado como sendo o certo.
    Dessa forma, os 10 Mandamentos das Leis de Deus têm sido substituídos como pelo “Decálogo de Lênin”, cujo 1º mandamento ordena: “Corrompa a juventude e dê-lhe toda a liberdade sexual”, seguindo os outros na mesma direção obtusa, tal qual o satanismo atual doutrina via ideologias niilistas, como as comuno-marxistas; infelizmente seus defensores postados no poder para executarem seus macabros planos por cristãos subvertidos por muitos dos religiosos, como aqui no Brasil, pelos das esquerdistas TL e da idem CNBB.
    Aliás, a comuno-presidente-candidata à reeleição Dilma e o PT são aliados do Hamas, do ISIS, das FARC etc., odeiam a Deus, sua Igreja e os católicos, mas ela pede seus votos para se reeleger; querem dar-lhe a corda para depois serem enforcados?

  7. Tenho, infelizmente, em minha família um caso extremamente semelhante a esse (exceto, talvez, por esse inusitado “condomínio gay”).

    Posso testemunhar que o que essa senhora relata é exatamente o que se passa com a minha parente. É um caso tristíssimo e a dor e a destruição provocada por essa “assunção de identidade” – tão ignorada ou escondida pela mídia politicamente correta – são indescritíveis.

  8. Talvez devêssemos enviar esse testemunho – o original em inglês – para
    aqueles e-mails que sempre são disponibilizados aqui (CDF, Assinatura Apostólica,
    etc). Quem sabe se algumas centenas de pessoas enviassem, alguém possa
    ao menos ver do que se trata.
    Também seria bom padronizar o título do e-mail.

  9. Um um caso parecido na minha família. O marido de uma tia tinha casos homossexuais, quando ela descobriu e viu que ele não tinha intenção de mudar o deixou. Resultado: ele morreu de Aids, mas pela graça de Deus minha tia foi poupada. Será que esses bispos não estão vendo a dor que toda esse destruição causa?

  10. O pecado é de seu marido e não seu. Com certeza num futuro próximo ele vai sofrer as consequencias da sua traição não só em relação a você, mas em relação á Deus.
    Deus acolhe a todos, mas a=partir deste encontro, há uma mudança de vida. Vá e não peques mais…