Curtas do Sínodo.

Pressão kasperiana

Da coluna de hoje de Marco Tossatti: “Nestas horas, e desde ontem, está em ato uma ação de pressão por parte dos partidários da linha Kasper nos Circuli Minores, para mover a opinião dos bispos indecisos ou contrários, mas talvez manobráveis​​ […], tendo em conta a votação de sábado do relatório final do Sínodo. Kasper disse em entrevista que espera formar uma maioria favorável. E os membros da “coluna Kasper” estão trabalhando nesse sentido. Nos pequenos grupos, tem sido notado que quando um dos kasperianos se ausenta por algum motivo, é imediatamente substituído por outro. O Cardeal Marx foi ouvido, comentando em voz alta que para ele é incompreensível como os Padres sinodais sejam mais ligados à tradição que o Papa. É razoável supor que os discursos na Aula não tenham sido publicados porque seria mais difícil, posteriormente, explicar as mudanças de orientação, devido à “persuasão moral” realizada neste momento”.

Continua o vaticanista do La Stampa: “Os bispos, apesar de muitos deles privadamente verem os mecanismos, expressarem sentimentos não idílicos à Secretaria do Sínodo que os organiza e gerencia, e serem contra a linha imposta, estão cientes de um estilo de governo que pune implacavelmente aqueles que não podem, ou não foram rápidos ou críveis o bastante ao se alinhar ao novo estilo. Confirmam-no os casos de Burke, Piacenza, Canizares, Morga, entre os mais notórios. E os bispos vêem que aqueles que há alguns anos abanavam o rabo teologicamente diante de Bento XVI, encontraram em Francesco as honras aspiradas.”

“Tendencioso e incompleto”

Assim o Cardeal George Pell qualificou o relatório preliminar do Sínodo. Para o purpurado australiano, o documento é um resumo “incompleto” do que foi discutido no Sínodo e precisa ser “melhorado e corrigido”.

75%

Segundo Pell, três quartos dos participantes do sínodo que intervieram após a divulgação da relatio citaram problemas do texto. “A questão da Comunhão para divorciados recasados é só a ponta do iceberg”, disse ao The Tablet. “Ao procurarem ser misericordiosos, alguns querem abrir o ensinamento da Igreja sobre o casamento, divórcio, uniões civis, homossexualidade, em uma direção radicalmente liberalizante, cujos frutos nós vemos em outras tradições cristãs”, concluiu o responsável pelas finanças do Vaticano.

Até Dolan

Da matéria da AP: ‹‹ O Cardeal americano Timothy Dolan disse que seu compatriota, o cardeal linha dura Raymond Burke, refletiu o ponto de vista de “muitas pessoas ao dizer que este documento é um rascunho bruto que precisa de revisões maiores. Penso que ele tem razão; ele retomou o que sentem muitos bispos, inclusive eu, de que são necessárias algumas correções maiores”, disse Dolan ao programa CBS This Morning. ››

Pergunte a ele

Questionado na conferência de imprensa após a divulgação do Relatório, o Cardeal Peter Erdo, relator geral, apontou Dom Bruno Forte, Arcebispo de Chieti-Vasti e secretário especial do Sínodo, como autor do polêmico trecho sobre os homossexuais: “Pergunte a ele, o autor deve saber do que está falando”.

“La sinodalidad soy yo”

Segundo a Associated Press, o porta-voz da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, SJ, declarou que se lembrava de um único discurso sobre o homossexualismo, de um total de 265 intervenções dos bispos durante os debates.

Piadista

Da matéria de Aleteia: “O arcebispo de Chieti-Vasto, Bruno Forte, disse que o trabalho ainda está em curso, o documento foi um exercício de sinodalidade, como foi pedido pelo Papa Francisco […] O arcebispo comentou que durante as colocações e intervenções se sentia o espírito do Concílio Vaticano II”. Percebe-se claramente!

12 Comentários to “Curtas do Sínodo.”

  1. “O Cardeal Marx foi ouvido, comentando em voz alta, que para ele é incompreensível como os Padres sinodais sejam mais ligados à tradição que o Papa.’ Por acaso o Papa e a Tradição são antagônicos? O (mau) cheiro de heresia exala forte. E que se cumpram as Escrituras: Não os temais, pois; porque nada há de escondido que não venha à luz, nada de secreto que não se venha a saber. (Mt X, 26)

  2. Que confusão. Que humilhação. Levantai-vos, Senhor, por que pareceis dormir?!

  3. Não. Sem sombra de dúvida o documento não foi um exercício de sinodalidade, mas foi sem dúvida um exercicio de kasperianidade e abandono da fé e da verdade.
    E eu eminência acho incompreensível pressupor o que o senhor afirmou, e até mesmo crer que papado e Tradição se opõem ou que o primeiro está acima do segundo.
    O senhor erra pois o papado deve ser o primero a declarar-se fiel e obediente à Tradição. Seus colegas sinodais estão certos, é o senhor que erra por inocência…ou malícia?

  4. “O Cardeal Marx foi ouvido, comentando em voz alta que para ele é incompreensível como os Padres sinodais sejam mais ligados à tradição que o Papa.”

    Isso explica muita coisa desde Pio XII… O tempo cada vez mais dando razão a Dom Antônio e Dom Lefebvre.

    Que Dom Fellay abra o olho ou o tempo também dará razão a Dom Willianson, se é que isso já não está acontecendo.

  5. Nós precisamos rezar muito, para que estes cardeais que ainda conserva a parte tradicional da Igreja. Sejam firmes, corajosos e tenha têmpera para enfrentar esta enxurrada de heresias destes hereges ou modernistas. Eu acredito, com a força da graça de Deus. Eles conseguirão inverter este quadro montado pelos modernistas; ou inimigos da Santa Igreja. Se eu pudesse falar para cada um destes cardeais, que estão contra esta montagem dos inimigo da Santa Igreja. Eu diria: Rezam muito, batalham publicamente, para desmontar todo este trama, que está sendo feito para apunhalar o coração da Santa Igreja. Não tenham medo de dizer a verdade. Os maus progredem devido a covardia dos bons. Deus vai recompensar infinitamente a Têmpera dos corajosos. Hoje, a mentira tem tanta repercussão na mídia. Devido as pessoas que estão com a verdade, terem medo de dizer as coisa as claras; ou porque a voz dos bons é sufocada pela a imprensa comprometida com o erro.
    Joelson Ribeiro Ramos.

  6. Exercício de sinodalidade ?!?!?! O que é isso? Um neologismo para “ações demoníacas”?

  7. “O Cardeal Marx foi ouvido, comentando em voz alta, que para ele é incompreensível como os Padres sinodais sejam mais ligados à tradição que o Papa.’ O Papa não é a Igreja. E apesar dele, a Igreja vai permanecer, como sempre permaneceu, diante da promessa de Cristo de que nem as portas do inferno vão prevalecer sobre ela. Eu creio nisso. Mas, admito que um anti-papa em tempos de internet, em tempos de relativismo…com ctz terá um poder bem mais destruidor que os anteriores, mas ainda assim…estou na barca de Pedro, ela protegerei, mesmo fraca, mesmo sendo a mais insignificante fiel, e dela não saio. E acredito que todos vcs. E graças a Deus sabemos de muitos padres, bispos, cardeais, que tbm não vão abandoná-la aos lobos. Só me entristeço pelas pessoas de fé fraca que vão se perder graças a estes lobos, que preferem se unir aos inimigos do que incentivar seus fieis a nadarem contra a corrente.

  8. “Exercício de sinodalidade” Há !! agora já percebi. Este confusão todo era apenas um exercício daqueles que os bombeiros fazem quando simulam acidentes, por forma a melhorar as reações em caso de uma situação real. Ufa !! Agora já estou mais aliviado, definitivamente agora já estou com os sentidos mais aguçados para as tramoias que virão com o próximo e real sínodo.

  9. Como Paulo VI, Francisco se esconde (será…?) atrás de seus prepostos.

    Tudo fica mais claro, mais desgastante e mais triste quando se faz a seguinte permuta: onde se lê “Kasper” leia-se “Francisco”. É manifesto q Kasper tem o apoio “amplo, geral e irrestrito” de Francisco. Sem o peso da autoridade e do prestígio do Papa, Kasper & Cia não estariam aí “sambando na cara” dos católicos (perdoem a expressão, mas não encontro outra menos frenética, apoquentada e febril).

  10. De novo esse tal “espírito do Concílio”? Ninguém ainda expulsou essa entidade não??

    • Sancte Michael Archangele, defende nos in proelio, contra nequitiam et insidias diaboli esto praesidium. Imperet illi Deus, supplices deprecamur: tuque, Princeps militiae caelestis, Satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina virtute, in infernum detrude. Amen.
      Até mesmo antes da abolição desta oração do rito ordinário da missa este “espírito maligno que anda pelo mundo para perder as almas” dava seu ar da desgraça no mundo.
      Rezemos.

  11. Oremos pois o momento é tão crítico que até cardeais como Dolan, Muller e Pell estão alarmados diante de tal blasfêmia.Vejamos em caso da maioria dos bispos rejeitaram este documento se Francisco manterá o ëspírito de colegialidade