Ter uma fé clara…

… segundo o Credo da Igreja, frequentemente é rotulado como fundamentalismo. Enquanto o relativismo, isto é, deixar-se levar pra lá e pra cá por qualquer vento de doutrina, parece ser o único comportamento à altura dos tempos atuais. Vai-se construindo uma ditadura do relativismo que não reconhece nada como definitivo e que deixa como última medida só o próprio eu e suas vontades.

Nós, pelo contrário, possuímos uma outra medida: o Filho de Deus, o verdadeiro homem. É ele a medida do verdadeiro humanismo. “Adulta” não é uma fé que segue as ondas da moda e a última novidade; adulta e madura é uma fé profundamente radicada na amizade com Cristo. É essa amizade que nos abre a tudo aquilo que é bom e nos dá o critério para discernir entre verdadeiro e falso, entre engano e verdade. É esta fé adulta que devemos amadurecer e é para esta fé que devemos guiar o rebanho de Cristo. E é esta fé — só esta fé — que cria unidade e se realiza na caridade. São Paulo nos oferece a este propósito — em contraste com as contínuas peripécias daqueles que são como crianças sacudidas pelo balanço das ondas — uma bela palavra: fazer a verdade na caridade, como fórmula fundamental da existência cristã. Em Cristo coincidem verdade e caridade. Na medida em que nos aproximamos de Cristo, também na nossa vida, verdade e caridade se fundem. A caridade sem verdade seria cega; a verdade sem a caridade seria como um címbalo que retine” (1 Cor 13, 1). […]

Joseph Ratzinger, homilia da Missa Pro Eligendo Pontifice, 18 de abril 2005 

Fonte: Il Timone | Tradução: Gercione Lima

9 comentários sobre “Ter uma fé clara…

  1. Saudade de quando, da Sé de Pedro, podíamos esperar uma palavra que confortasse. Tenho, infelizmente, a sensação de que, hoje, quanto mais esperamos, mais indefinição, imprecisão e ambiguidade é o que temos. Que o Senhor abrevie o sofrimento de Sua Igreja.

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  2. A conhecida DITADURA DO RELATIVISMO sobre que tanto insistiu o saudoso Bento XVI e suas nefastas consequencias, geradora do POLITICAMENTE CORRETO se encaixa certinho na sentença de Marx: “NADA HÁ DE DEFINITIVO, ABSOLUTO OU SAGRADO, ou seja, uma igreja mutante, identificada com “i” minúsculo que em nada difere das igrejas “ordodoxas” e do relativismo protestante, das quantas e tantas que se encontram por aí nas esquinas.
    Nesses criterios dos liberalistas kasperianos associados, seria mais uma seita dentre dezenas de milhares, á escolha do cliente!

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    1. O Pe Elcio Murucci é um dos poucos sacerdotes que comentam atualmente. Os demais escafederam-se com as trapalhadas de Bergolio.

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