Papa: “Chamam-me de comunista, mas é Jesus que ama os pobres”.

Por Gian Guido Vecchi – Corriere della Sera | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com:  “Vamos repetir juntos do fundo do coração: nenhuma família sem-teto! Nenhum camponês sem-terra! Nenhum trabalhador sem direitos! Nenhuma pessoa sem a dignidade que dá o trabalho”. Na antiga sala do Sínodo está falando Francisco, “continuem com a vossa luta, caros irmãos e irmãs, faz bem a todos nós”, e a cena é sem precedentes.

Cento e cinquenta pessoas de oitenta países representando os “movimentos populares” do mundo inteiro, aqueles do Fórum Social, chegaram ao Vaticano para uma conferência sobre “Terra, teto e trabalho, as últimas chagas do planeta.

“Terra, teto e trabalho. É estranho, mas se eu falo disso, o Papa é um comunista”, sorri Francisco. “Não se compreende que o amor pelos pobres é o centro do Evangelho. Terra, casa e trabalho, aquilo para o qual vocês lutam, são direitos sagrados. Exigir tais coisas, de fato, não é algo estranho, é a doutrina social da Igreja”.

Muitos movimentos nasceram na América Latina, Bergoglio os conhece bem e seu discurso em espanhol parece ser o traço de uma encíclica social: “Vocês vieram trazer à presença de Deus, da Igreja e dos povos, uma realidade muitas vezes relegada ao silêncio: os pobres não apenas sofrem injustiça, mas também lutam contra ela”.

Desde seus tempos como cardeal em Buenos Aires, ele costumava ir ao encontro dos catadores de lixo vestidos de trapos, que à noite vasculhavam os depósitos de lixo, conversava com eles oferecendo-lhes seu chá de erva mate, os ajudava. O seu advogado na época, Juan Grabois, é um dos organizadores do encontro. Na platéia, como líder histórico dos “cocaleros”, senta-se o presidente boliviano, Evo Morales, que o Papa recebe durante a noite. Estão lá os “sem-terra” brasileiros [representados pelo sr. João Pedro Stédile, cujo “bem” que fazem ao povo brasileiro deve ser a luta armada, com inúmeras mortes no campo brasileiro, o vilipêndio da propriedade privada…, enfim, o crime!], os “indignados” da Espanha. Da Itália veio também a rede “Genuíno Clandestino ” e Leoncavallo, histórico centro social de Milão que elogia o Papa por ter “trazido o cristianismo de volta às suas origens.”

No geral, “aqui estão catadores de lixo, recicladores, vendedores ambulantes, alfaiates, artesãos, pescadores, camponeses, trabalhadores da construção, mineiros, trabalhadores, membros de cooperativas de todos os tipos e pessoas que realizam trabalhos mais comuns ” define o Papa: “Hoje eu quero unir a minha voz à deles e acompanhá-los em sua luta”. Enfrentar o escândalo da pobreza “não é uma ideologia”, diz Francisco, tem tudo a ver com a “solidariedade” que “em sentido profundo” significa “fazer história” e “lutar contra as causas estruturais da desigualdade”, fazer frente  “aos efeitos destrutivos do império do dinheiro”. Os pobres “não esperam de braços cruzados a ajuda de ONGs ou planos assistenciais”, articula: “Ponham os pés na lama e as mãos na carne. Tenham cheiro de bairro, de povo, de luta”.  Assim o Papa dispara sobre as falhas de “um sistema econômico centrado no deus do dinheiro”, da “grilagem”, da “pilhagem da natureza”, o “crime” da fome, da miséria daqueles que estão nas ruas e são chamados de “sem-teto”, o “excedente” da mão de obra. “Em geral, por trás de um eufemismo tem um delito”.

Francisco rejeita as “estratégias” para “cativar” os pobres e o assistencialismo. Os Movimentos “expressam a necessidade urgente de revitalizar as nossas democracias. É necessário que hajam “novas formas de participação” [no Brasil, ao menos o Congresso vetou tais iniciativas “novas” que, sob roupagem democrática, são, na realidade, totalitárias], de construir “com coragem, mas também inteligência, tenacidade, mas sem fanatismo, paixão, mas sem violência”.  A todos o Papa então presenteia com rosários feitos por artesãos e catadores de lixo. A indiferença: “O mundo se esqueceu de Deus Pai, tornou-se órfão porque O jogaram para um canto. Mas existem os movimentos populares, o “mundo melhor” esperado pelos pobres e pelos jóvens: “Que o vento se transforme em um furacão de esperança. Este é o meu desejo. “
Anúncios
Tags:

31 Comentários to “Papa: “Chamam-me de comunista, mas é Jesus que ama os pobres”.”

  1. To pensando seriamente em não acreditar no que li… Miserere nobis!

  2. O centro do evangelho é o amor pelos pobres? Pois eu sempre ache que era o amor a Deus.

  3. Jesus amava os pobres ou os pecadores? Não há maior pobre do que aquele que é pecador. Jesus veio para salvar os pecadores e não os pobres.

    • Parabéns, Anderson! Meu Deus, é só ler o evangelho que vemos isso! Jesus veio ao encontro dos pecadores, fossem eles pobres ou ricos.

  4. Eu não sou católico mas acompanho com bastante apreensão os ataques que a Igreja vem sofrendo há tempos. Sei também que ela, a Igreja, é a principal inimiga do comunismo, sendo, também, a última esperança de defesa contra tal ideologia. Com essa nova do Papa Francisco, acho que um dos lados está com a vitória praticamente assegurada.

  5. Francisco está magoado com a derrota política que sofreu das próprias ovelhas que ele queria tosquiar e assar.
    Mais do que magoado, o Papa está visivelmente despeitado, furioso.
    Ele não é burro (estou dizendo que NÃO é) e sabe que suas palavras atingem diretamente seu alvo preferido: o conservadorismo católico.
    Parafraseando Gustavo Corção, em preciosa gravação de sua voz, Francisco Primeiro tornou-se o homem mais desmoralizado da face da terra.

    • Finalmente ele mostrou sua verdadeira face. Acabou o piedoso e humilde, Francisco o Abominável chegou! Precisamos rezar muito, mas muito mesmo, tudo o que La Salette falou está se cumprindo…

  6. Enquanto isso, centenas de fiéis ligados à tradição lotaram as igrejas de Roma semana passada, não merecendo de Bergoglio sequer uma simples aparição, ao final da missa pontifical em São Pedro. No máximo, uma mensagem escrita pelo terceiro secretário..

  7. “Terra, teto e trabalho” não são “as últimas chagas do planeta” (quem dera!). São-na o pecado. Ou ao menos era o que ensinava uma belíssima doutrina vivente em civilização antiga, ora quase olvidada pelos anais da História Universal, a que se chamava “a Cristandade”.

    “Terra, teto e trabalho” são elementos intrínsecos à contingência humana, uma vez expulsos do Paraíso por culpa que não se apaga, senão pela misericordiosa graça do Senhor. Longe da posição de exigi-la, pela misericórdia imploramos, vermezinhos que somos sob o Sol redentor.

    Fossem “terra, teto e trabalho” a missão impingida pelo anúncio evangélico, teologia e filosofia poderiam ser reduzidas a disciplinas introdutórias à economia financeira, que ensina a lidar com a escassez, a maximizar lucros e a multiplicar bens materiais. Em vez de peregrinar a São Pedro, peregrinássemos a Zurique.

    E pensar que tanta esperança se nutriu por um pontificado que, entre seus primórdios, condenava o intuito de reduzir a Igreja a mera “ONG piedosa”, recobrando até a substância sobrenatural do Inimigo…

    Outrossim, receber como se nada fosse o “líder dos cocaleiros” (cuja produção é notoriamente excedente em relação ao consumo interno de folha de coca, e alimenta o mercado da morte em toda a América Latina — só no Brasil, são 60 mil cadáveres ao ano) é uma irresponsabilidade política assombrosa a quem também é Chefe de Estado, afinal. Que é que se quer, aprovando a “luta” de tais sujeitos?

  8. E eu não disse que é o próprio “PT da Igreja”? Aliás, me corrijo, não é o “PT da Igreja”, é o PT NA Igreja.

  9. Estamos todos muito bem informados qual é a verdadeira agenda destes movimentos populares: além do “teto”, da “terra” vem de brinde a “emancipação” da mulher, a pedagogia paulo freire, o controle de natalidade, o aborto, a ideologia do gênero e, por conseguinte, o casamento gay, a adoção de crianças por casais (?!) homossexuais e demais horrores. No âmbito “eclesial” – que palavrinha pedante e ridícula! – leva-se de brinde a missa dos quilombos, a liturgia chinelinho-havaiana, pandeiro, atabaque, paramentos (?) sujos e grotescos e toda sorte de heresia e perversão doutrinal e moral de q os fieis católicos fugiram, aos milhares milhões em toda a América Latina. Pra onde eles fugiram? Para os braços dos edires macedos, das bispas sônias, dos davis mirandas e demais representantes do velho e sorridente diabo.

  10. Perdoem-me a audácia, mas essas não são palavras de um católico.

    Tenho dúvidas acerca da renúncia de Bento XVI e por comportamentos e palavras como a de Francisco estou com 50% de certeza, ou de dúvida, se Bergoglio realmente é um Papa legítimo.

    Li algures que a Beata Catarina Emmerich teve uma visão acerca de um tempo na Igreja no qual ninguém saberia quem realmente seria o Papa. Temo que estejamos vivendo esse tempo…

  11. Ao longo de dois mil anos tudo que a Igreja fez foi dar de comer a quem tem fome, vestir quem está nu e instruir os ignorantes. Os primeiros hospitais e sanatórios do mundo foram criados pela Igreja. As primeiras universidades do mundo foram criadas pela Igreja. De dentro do povo católico nasceram as SANTAS CASAS DE MISERICÓRDIA. A Igreja forjou a santidade de homens e mulheres extraordinários como São Francisco de Assis, São Vicente de Paula, São Martinho de Tours, São Bernardo de Claraval. Santos que renunciaram ao mundo para abraçar a causa de Cristo e o serviço aos pobres e doentes. Com o regime de suserania e vassalagem a Igreja amparou e protegeu o camponês que deixou de ser um mero escravo do senhor de terras para ser um servo da gleba que, embora preso a um pacto de vassalagem, era livre para ter seus bens e seus animais.
    Em todos estes tempos a Igreja nunca pregou o conceito de “luta” como método para fazer “justiça social”.
    Pelo contrário.
    Pregou a OBEDIÊNCIA e SUBMISSÃO dos trabalhadores para com seus patrões;
    A CARIDADE dos homens de negócio para com os desempregados;
    A GRATIDÃO dos pobres para com seus benfeitores;
    A PACIÊNCIA dos doentes diante das enfermidades;
    A Igreja não prega a luta nem busca terra, teto e trabalho. Quem busca isto é Karl Marx.
    A Igreja busca o Reino de Deus e Sua Justiça. Importa buscar antes a Justiça de Deus, pois com ela tudo o mais será dado por acréscimo (Mateus 6,33).

    “Tirai-lhe o talento e dai ao que tem dez, pois aquele que tem em abundância lhe será dado mais ainda, mas ao que não tem, lhe será tirado até aquilo que julga ter. Quanto a este servo inútil, jogai-o nas trevas exteriores. Ali haverá choro e ranger de dentes. “(Mateus 25,28-30)

    Santidade, Jesus nunca foi marxista… nem a Igreja.

  12. Quem diria que um dia veríamos isso, o “papa” incentivando a luta de classes… é o fim do mundo e da Igreja.
    Para Bergoglio, o Evangelho é luta contra a desigualdade social e a Doutrina Social da Igreja é o grande documento que incentiva tal luta.
    Pelo jeito, ele leu a Marx, a Lênin, a Gramsci… mas esqueceu de ler os seus predecessores, que com tanta veemência combaterem o demoníaco comunismo.
    A astúcia de Bergoglio não pode vir de Deus!

  13. É a coisa mais assustadora que li em minha vida. Um papa se reunindo com MST, vila Campesina, “movimentos sociais” e dizendo essas… Meu Deus…

    É inacreditável.

  14. Citando apenas Bento XVI, que ainda vive e, portanto,
    nem mesmo poderão dizer que se trata de
    “magistério morto”:

    Ele explica que a maior marca dos fariseus
    não era nem mesmo o fato de serem “apegados à letra”
    por fora e totalmente hipócritas por dentro (ou seja:
    sepulcros caiados).
    Isso é apenas consequência de seu maior erro:
    Terem apostatado da verdadeira fé.

    Assim, o maior erro cometido pelos fariseus e mestres da lei
    daquele tempo, segundo Bento, foi o de ensinar
    que o Reino de Deus se realiza ainda nesse mundo,
    e que o Messias seria alguém que traria força e
    poder (nesse mundo) ao povo de Israel.

    Vemos nas Escrituras que os discípulos
    estavam muito contaminados com essa ideia
    propagada pelos fariseus e mestres da lei
    (especialmente o estava Judas),
    e foi muito trabalhoso
    para Nosso Senhor mostrar-lhes que o Reino
    que Ele tinha a oferecer não era um reino terreno,
    mas antes um Reino na Eternidade.

    E, com essas palavras,
    Bento XVI faz uma comparação entre os Fariseus
    daquele tempo e o clero comunista dos nossos dias:

    Ambos prometem um reino de Deus terreno,
    mas se esqueceram da Salvação
    (e, portanto, apostaram da Verdadeira Fé)!

  15. Agora que este Papa foi descobrir a “lei da gravidade”. Puxa! Vinte séculos de cristianismo. A Santa Igreja, vem nestes longos séculos, ensinando por todos os quadrantes da terra. O exemplo belíssimo da conformidade com a vontade Santíssima de Deus. “Pobres sempre tereis convosco”. Disse o Divino Mestre. Ele mesmo nos deu exemplo. Vivendo em pobreza, sem nunca mandar os Apóstolos invadir terras alheias, incentivando jamais alguém assumir à força o Império Romano, a discórdia, entre ricos e pobres. Engraçado! O Papa Leão XIII nunca foi chamado de revolucionário. No entanto; ele escreveu uma Encíclica, sublinhando a possibilidade de haver harmonia pacífica entre patrões e empregados. Os orfanatos, os hospitais, as casa de caridades povoaram a terra toda. São Vicente de Paula. Dedicou toda a sua vida ajudando os pobres. São João Bosco. Tirou centenas de jovens das ruas; educou, ensinou, trabalhou a sua vida toda em benefício da pobreza. Alguém, sabe por acaso me informar? A razão que estes grande benfeitores da humanidade, não são lembrados mais nesta nova mentalidade modernistas? Será que alguém pode me informar? A causa que ninguém cita a miséria que o pobre povo vive nos países comunista. Cuba, China, Rússia… Ninguém fala um “A”. Ué! Dois pesos e duas medidas. Uma pergunta fica no ar? Será que este… Tem realmente amor aos pobres…Ou é outra coisa?
    Joelson Ribeiro Ramos.

  16. TL.

  17. No dia 31 de mayo de 2010 o escritor Argentino Antonio Caponnetto escrevia um artigo longo desmascarando o então Cardeal Arcebispo de Buenos Aires Mario Jorge Bergoglio por ocasião do lançamento de seu livro O JESUITA.
    A feroz crítica de Antônio Caponetto ao Cardeal nos ajudam a entender a mentalidade do homem que hoje ocupa a Cátedra de São Pedro. Visto que Simão continua insistindo em não se tornar Pedro, acredito que as críticas de Caponetto são mais do que atuais e é a perfeita chave pra entender essa rendição e lua-de-mel com os piores inimigos da Igreja e da Doutrina Cristã. Tomei a liberdade de traduzir apenas alguns trechos e mais abaixo deixo o original em espanhol:

    “A IGREJA ADÚLTERA”

    Nós, temos que dizer claramente, não cremos que Bergoglio seja comunista ou peronista, nada em particular. Em suas opções temporais devemos aplicar-lhe o que Dom Quixote usou para repreender a má conduta de Sancho: “nisto se vê que és um vilão, que és capaz de gritar viva quem vencer”. Toda essa exibição, este colaboracionismo marxista não brota tanto de uma séria convicção ideológica, mas de uma atitude vil. Se amanhã as coisas derem uma outra volta, poderíamos ouvi-lo cantar Giovinezza com sotaque piemontês.

    O seu problema é mais fundo, mais grave, mais profundo; e é o mais difícil para que o bom Deus o perdoe. É o escândalo do Pastor que se torna mercenário, cuja semelhança maldita e réproba atraiu a sentença de Nosso Senhor Jesus Cristo com as palavras de vida eterna (cfr. João, 10, 11-13). “Oh Mercenário ! Grita Santo Agostinho, em seu comentário sobre o Evangelho de São João, viste o lobo se aproximando e fugiste. Fugiste porque calaste e calaste porque teve medo.

    Por certo seu caso não é um caso isolado. Neste momento na Argentina, temos o cabeça de um grupo de pastores que têm todos comportamento semelhante, e cuja explicação definitiva encontramos no Apocalipse, quando se protesta contra a Igreja prostituída fornicando com os poderosos da terra e sendo infiel ao Divino Esposo.

    Mas deixemos a meditação dos Novíssimos por enquanto e vamos nos ater ao tópico do qual vínhamos falando.

    A Igreja foi colocada no banco dos réus por seus piores inimigos. Os liberais e marxistas insistem em afirmar que, durante aqueles anos difíceis da luta contra a guerrilha, a hierarquia Católica se calou, tornando-se assim cúmplice de algum modo, com as condutas ilegítimas que cometeram as forças armadas. A resposta dessa hierarquia acusada -Bergoglio sendo o primeiro deles- foi tão frágil quanto dolorosa. Pois que consistiu, por um lado, em recordar os seus documentos em favor dos direitos humanos, emitidas durante o período turbulento (p 141.); e, por outro, apontar feridos, citando um martirológico “católico” composto por personagens de inequívoca filiação ou conexão terrorista.

    Sim, ao responder recordando textos pró- direitohumanistas focou a questão exatamente onde não deveria, ou seja, no núcleo da mitologia inimiga, convalidándo-a indiretamente; ao atribuir como vítimas ou testemunhas da igreja aqueles que tinham sido cúmplices da escalada subversiva, chegando até mesmo a pedir para eles a beatificação e com isso semeou confusão e potencial engano em
    limites excruciantes pelo escândalo envolvido.

    Com efeito, que tipo de igreja é esta que, para se defender das acusações de ter se associado à luta contra a Revolução Comunista, reabilita os ideólogos e terroristas que eram parte ativa do bando comunista, prestando-lhes honras profusamente e reivindicando para eles lugares nos altares ao lado dos santos? Que classe de pastores são estes que para se livrar da acusação de cumplicidade com a repressão militar, afirmam ter levantado a mesma bandeira dos direitos humanos que acenavam as bandas subversivas como se fosse uma divisa de sua ficção ideológica? Que tipo de coerência, em suma, podem exibir esses bispos que hoje não hesitam em contemporizar com os Montoneros e erpianos que hoje viraram funcionários públicos, mas que não hesitou no passado em violar o dever fundamental que tinham de falar claramente aos homens de armas, para que não delinquissem ou pecassem ou para que se fosse pra lutar, que o fizessem segundo critérios cristãos? Que confiança podem inspirar esses oficiais da igreja, cheios de duplicidade, medrosos, acomodados e heterodoxos?

    Não; não saiu bonita do banco dos réus esta Igreja irreconhecível. Acusada pelos perversos de “ser a ditadura”, quando deveria ter sido de fato se aquela tivesse existido visando o bem comum da pátria, só conseguiu se livrar do peso incômodo da pior maneira possível, reduzindo sua natureza salvífica a uma divisão interna entre direita e esquerda, em que os expoentes da primeira seriam os culpados e os membros da esquerda seriam as vozes proféticas dos direitos sagrados do homem.

    Por isso, abandonou à sua própria sorte o Padre Christian von Wernich, ultrajado e preso por falsas acusações sem precedentes. Por isso, entregou ao escárnio público Monsenhor Baseotto. Por isso não tem uma só palavra de apoio para as centenas de militares encarcerados arbitrariamente pela tirania Kirchner. Por isso nega qualquer reconhecimento ao martírio de Genta e Sacheri, mas anda pronta pra canonizar Angelelli, Pironio, os palotinos ou as freiras francesas. Por isso não se pode contar com ela para que nos templos se renda a devida honra à memória dos caídos em batalha contra os comunistas, mas entregam ao Rabinato e à Maçonaria tanto a Catedral Metropolitana como a Basílica de Luján.

    Esta é a igreja pela qual chorou o então cardeal Ratzinger, quando fazia a Via Crucis naquela última Sexta-feira Santa do Pontificado de João Paulo II, dizendo que nela a cizânia havia prevalecido sobre o trigo. E é essa a igreja pela qual nos também choramos com um pranto sentido. Porque acreditem ou não _ e já não importa_ não nos causa a menor alegria em ter que denunciar Bergoglio. Só Deus sabe a dor indescritível que isso significa, pois queríamos ter um bom mestre a quem servir, e não um mercenário a quem desmascarar. Um príncipe a quem render nossa vassalagem e não um lobo de quem devemos tomar prudente distância.

    TRADUZIDO DO ORIGINAL

    LA IGLESIA ADÚLTERA
    Por Antonio Caponnetto

    Nosotros, digámoslo claramente, no creemos que Bergoglio sea comunista, ni peronista, ni nada en particular. En sus opciones temporales debe aplicársele lo que Don Quijote utilizó para zaherir la inconducta de Sancho: “en esto se nota que eres villano, en que eres capaz de gritar ¡viva quien vence!” Toda esta exhibición de colaboracionismo marxista no brota tanto de un convencimiento ideológico serio, sino de una actitud villana. Si mañana se dieran vuelta las cosas, podríamos escucharlo cantar Giovinezza con acento piamontés.

    Su problema es más hondo, más grave, más profundo; más difícil de que el buen Dios se lo perdone. Es el escándalo del Pastor que se vuelve mercenario, cuya semblanza maldita y reprobación consiguiente ha trazado y sentenciado Nuestro Señor Jesucristo con palabras de vida eterna (cfr. San Juan, 10, 11-13). “Oh mercenario! —grita San Agustín en su Comentario al Evangelio de San Juan—, viste venir al lobo y has huido. Has huido porque has callado, y has callado porque has temido”.

    No es, por cierto, el suyo, un caso aislado. Es en este momento, en la Argentina, la cabeza de un conjunto de pastores que tienen similar conducta, y cuya última explicación encontramos en el Apocalipsis, cuando se protesta a la iglesia ramerizada, fornicando con los poderosos de la tierra y siendo infiel al Divino Esposo.

    Pero dejemos las honduras de los Novísimos y ciñámonos al tema del que veníamos hablando.

    La Iglesia ha sido puesta en el banquillo de los acusados por sus peores enemigos. Liberales y marxistas insisten en sostener que, durante aquellos difíciles años de la lucha contra la guerrilla, la Jerarquía calló, cohonestando así, de algún modo, las conductas ilegítimas que habrían cometido las Fuerzas Armadas. La respuesta de la acusada Jerarquía —Bergoglio el primero— fue tan frágil cuanto penosa. Pues consistió, por un lado, en recordar sus documentos a favor de los derechos humanos, emitidos durante la convulsa época (pág. 141); y por otro, en señalarse como damnificada, reivindicando un martirologio “católico” compuesto por personajes de inequívoca filiación o conexión terrorista.

    Si al responder con el recuerdo de textos pro derechohumanistas centraba la cuestión exactamente donde no debía hacerlo, esto es, en el núcleo de la mitología enemiga, convalidándola indirectamente; al atribuirse como víctimas propias o como testigos eclesiales a quienes habían sido cómplices de la escalada subversiva, pidiendo incluso la beatificación para ellos, sembraba la confusión y potenciaba el engaño hasta límites dolorosísimos por el escándalo que comporta.

    En efecto, ¿qué clase de Iglesia es ésta que, para defenderse de las acusaciones de haber estado asociada a la lucha contra la Revolución Comunista, rehabilita el tener caídos o ideólogos del bando de la misma, los homenajea efusivamente y los reclama en los altares y en el santoral? ¿Qué clase de pastores son éstos que para levantar el cargo de la complicidad con la represión castrense, aducen haber izado la misma bandera de los derechos humanos que enarbolaron como divisa nuclear de su ficción ideológica las bandas subversivas? ¿Qué clase de coherencia, en suma, pueden exhibir los obispos que hoy no trepidan en contemporizar con los montoneros y erpianos devenidos en funcionarios públicos, como no vacilaron ayer en incumplir el deber irrenunciable que tenían de hablarles claro a los hombres de armas, sea para que no delinquieran ni pecaran, o para que combatieran con cristianos criterios? ¿Qué confianza pueden inspirarnos estos funcionarios eclesiales llenos de movimientos dúplices, medrosos, acomodaticios y heterodoxos?

    No; no ha salido airosa del banquillo esta irreconocible Iglesia. Acusada por los protervos de “ser la dictadura”, cuando debió serlo si aquella hubiera existido y en aras del bien común de la patria, sólo atina a sacarse el incómodo sayo de encima del peor modo posible: reduciendo su naturaleza salvífica a un internismo de derechas e izquierdas, en el que los exponentes de las primeras habrían sido culpables y las segundas constituirían proféticas voces demandantes de los sacros derechos del hombre.

    Por eso ha abandonado a su suerte al Padre Christian von Wernich, ultrajado y preso mediante falsías inauditas. Por eso consintió el escarnio público de Monseñor Baseotto. Por eso no tiene una palabra ni un gesto de apoyo para los centenares de militares encarcelados arbitrariamente por la tiranía kirchnerista. Por eso niega todo reconocimiento de beatitud martirial a Genta y a Sacheri, mas anda pronta en canonizar a Angelelli, Pironio, los palotinos o las monjas francesas. Por eso no puede contarse con ella para que en los templos se rinda honores públicos a la memoria de los caídos en el combate contra los rojos, pero entrega al rabinato y a la masonería la mismísima Catedral Metropolitana o la Basílica de Luján.

    Esta es la iglesia por la que lloró el entonces Cardenal Ratzinger, cuando en el Via Crucis del último Viernes Santo del pontificado de Juan Pablo II, dijo de ella que la cizaña prevalecía sobre el trigo. Y es la iglesia por la que lloramos nosotros, con llanto sostenido. Porque se nos crea o no —ya nada importa— no nos causa la menor gracia tener que denunciar a Bergoglio. Sólo Dios sabe el dolor indecible que esto significa. Ya quisiéramos tener un buen señor al que servir, y no un mercenario al que desenmascarar. Un Príncipe al que rendirle nuestro vasallaje, y no un lobo del que tomar prudente distancia.

    • Ele vai dizer que você não precisa amargar sua vida com renúncias como as pessoas dos tempos antigos fizeram, quando não tinham noção da bondade de Deus. Ele dirá que basta amar a Deus. Ele vai pregar o amor livre e dilacerar os laços familiares. Ele vai desprezar tudo o que é santo e vai ridicularizar todas as graças da Igreja com diabólica zombaria. Ele vai condenar a humildade e promover dogmas orgulhosos e terríveis. Ele vai derrubaro que Deus ensinou no Antigo e no Novo Testamento, e vai dizer que não existe PECADO. Logo irá declarar que a estrada para o inferno é o caminho para o céu. = Santa Hildegard 1098-1179. Nossa tristeza etá apenas começando, temos um logo caminho pela frente.Mãe de Deus tende piedade de nós.

  18. Comentário removido a pedido do autor.

    • Sinceramente, não vejo nada no discurso do Papa Francisco que venha a ser diferente ou contrariar aquilo que está na Doutrina Social da Igreja. Só que quando se publica uma encíclica ou um simples discurso do Papa, por exemplo, com um aspecto mais social logo a mídia, os movimentos sociais e políticos apenas colhem os pontos que lhes são interessantes. Mas quem realmente conhece a Doutrina Social da Igreja?

      E o problema é justamente este: não conhecermos esta doutrina ou esperarmos que a Doutrina Social da Igreja seja capaz de dar respostas a todos os problemas ou de propor algum modelo de sociedade pré-estabelecido. O compromisso dos católicos com esta doutrina deixa muito a desejar, e aí, alguns outros, sejam leigos ou do clero, ou simples oportunistas agem em prol de si mesmos ou do “movimento” ao qual pertencem e se afastam do ensinamento desta doutrina de construir uma sociedade pautada no bem comum, como se agissem por ela guiados. Já na década de 70, na Carta Apóstolica Octogesima Adveniens, o beato Papa Paulo VI esclarece que “perante situações, assim tão diversificadas, torna-se-nos difícil tanto o pronunciar uma palavra única, como o propor uma solução que tenha um valor universal. Mas, isso não é ambição nossa, nem mesmo a nossa missão. É às comunidades cristãs que cabe analisar, com objetividade, a situação própria do seu país e procurar iluminá-la, com a luz das palavras inalteráveis do Evangelho (…) A essas comunidades cristãs incumbe discernir, com a ajuda do Espírito Santo em comunhão com os bispos responsáveis e em diálogo com os outros irmãos cristãos e com todos os homens de boa vontade – as opções e os compromissos que convém tomar, para realizar as transformações sociais, políticas e econômicas que se apresentam como necessárias e urgentes, em não poucos casos.” Mas como comunidades cristãs nós estamos cada vez mais nos afastando deste papel de discernir sobre estas questões, deixando-as nas mãos deste ditos “movimentos sociais”, enquanto deveríamos, como cristãos, sermos mediadores concretos das soluções a serem aplicadas em nossa sociedade e “tomar a sério a política, nos seus diversos níveis – local, regional, nacional e mundial -, é afirmar o dever do homem, de todos os homens de reconhecerem a realidade concreta e o valor da liberdade de escolha que lhes é proporcionada para procurarem realizar juntos o bem da cidade, da nação e da humanidade. A política é uma maneira exigente – não a única – de viver o compromisso cristão ao serviço dos outros”

      É lamentável, mas a palavra da Igreja já não se reveste com igual autoridade perante aos próprios católicos, muito menos perante aos que não são católicos e a outros que a reconhecem como uma mera “associação” como as outras.

      Sábios serão aqueles capazes de reconhecer, senão pelo aspecto de vista religioso (os não católicos) ao menos de um ponto de vista mais humano, a Igreja como instituição distinta pela seriedade e capacidade de definir um consenso ético das questões sociais prioritárias do nosso cotidiano, como também sobre o ordenamento da sociedade e da vida. A Doutrina Social da Igreja propõe categoricamente a transformação de uma sociedade individualista em uma sociedade personalista, capaz de reconhecer no outro a dignidade pessoal que reivindica pra si, uma sociedade compromissada com a vida de todos, inclusive e especialmente, com os mais pobres.

      Historicamente, assuntos como trabalho, capital, propriedade, mercado, etc, já são tratados pela Igreja há bastante tempo. Podemos considerar que a doutrina social da Igreja começou a surgir de forma mais sistemática a partir da Encíclica Rerum Novarum em 1891. São listados nela os erros que provocam o mal social e ela exclui o socialismo como remédio deste mal, além de se contrapor à luta de classes como meio central para a mudança social, e ainda trata sobre o trabalho e a propriedade. 40 anos mais tarde, Pio XI publicou a encíclica Quadragesimo anno, que além de reafirmar alguns princípios anteriores, acrescenta novos, como a subsidiariedade nas relações entre o Estado e o setor privado, a valorização da sociedade civil, da família, das associações e dos grupos e da necessidade das “hierarquias” superiores da sociedade ajudarem as menores. Sem com isso que o Estado interfira no corpo social e na sociedade civil além do necessário. É muito importante ressaltar que esse princípio se opõe, além de outras coisas, às formas assistencialismo e de presença desnecessária e injustificada do Estado e do aparelho estatal no meio da sociedade. Já em 1991 São João Paulo II na Centesimus annus, afirma que “ao intervir diretamente, irresponsabilizando a sociedade, o Estado assistencial provoca a perda de energias humanas e o aumento exagerado do setor estatal, dominando mais por lógicas burocráticas do que pela preocupação de servir os usuários com um acréscimo enorme de despesas.”

      Temos também o Papa João XXIII com a encíclica Mater et Magistra – 1961, em que destaca as noções de comunidade e socialização e colaboração da Igreja com todos os homens na construção da sua dignidade. O mesmo papa na encíclica Pacem in terris -1963 destaca o tema da paz, e dirige pela primeira vez uma encíclica para além dos católicos a todas as pessoas de boa
      vontade, convocando a “tarefa de recompor as relações da convivência na verdade, na justiça, no amor, na liberdade”. Temos a Constituição Gaudium et Spes de 1965, que aborda
      os temas da vida sob o aspecto econômico e social, da cultura, do matrimônio e da família, da comunidade política e da paz. O Beato Paulo VI trouxe a encíclica Populorum Progressio e
      instituiu a Pontifícia Comissão Justiça e Paz; e em 1971, publicou a Carta apostólica
      Octogésima adveniens, destacando a sociedade pós-industrial e assuntos relacionados à urbanização, desemprego, emigração etc. E por aí vai… temos outros inúmeros documentos.

      O que Francisco trás talvez seja um linguajar pastoral mais simples e mais próximo. Mas que neste caso, ainda, não tem se afastado da doutrina da Igreja. Vejo às vezes muito alarde por pouca coisa… Coisa da mídia que tenta atribuir a ele uma imagem de ruptura com a Igreja e que parece que estamos aceitando.

  19. “Francisco, o abominável”? Essa boa, Sousa.

  20. O Papa não se diferencia muito de um militante do PT.

  21. Esse o grave equívoco da TdL, priorizar o pobre em detrimento de Jesus. Erro epistemológico GRAVÍSSIMO.

    Não se fazem papas como antigamente.

    Final dos Tempos!

  22. O comunismo (TL) diz que os homens fizeram tudo: História, Evangelho e Magistério.
    Que não houve sobrenatural e que o Magistério de um (Pedro) ou de poucos
    era instrumento de dominação (ditadura)
    e que inspiração infalível do Espírito Santo é balela.
    Se você acredita nisso, não tem jeito, jamais será Católico,
    porque Deus não passará de um idiota na sua mão.
    Se não tem Fé no contrário, não conhece a Deus dominando a História como a sua vida
    e os seus próprios interesses e, então, a verdadeira Missa não lhe colocará dentro da História de Jesus
    e no face-a-face com Deus.
    Esta é a diferença do Católico de sempre para a fé marxista que se diz católica.
    Para eles, Deus descansou,
    para o verdadeiro Católico os dias de Jesus não se acabaram
    e só se repetiram na História.
    Eles costumam negar, mas se você for ler um livro de Boff, por exemplo,
    verá tudo isso com todas as letras.
    Para eles, tudo não passou de fenômeno humano
    diluído na evolução humana (o magistério “vivo” dos homens).
    É loucura crer na Cruz a ponto de continuá-la,
    o Católico reconhece e São Paulo mesmo o disse,
    mas acrescentou que para ele e para o Católico a Cruz é glória de Deus
    e só o Católico crê crucificado com o Cristo.
    Espera contra tudo e todos e fica desfigurado, mas permanece confiante.
    E não se faz de vítima.

  23. Ao presentear com rosários o Papa convida os movimentos sociais centrar suas lutas e inspirações a partir da oração. O presente do Papa não é só para agradar, tem um significado: rezem. Lutem e rezem. Os pobres sofrem injustiças sim, e todas as pessoas tem direito sim à terra, casa e profissão. Guerras antigas conquistaram terras que se tornaram heranças. Essas terras tomadas pela guerra num certo tempo poderiam ser de algumas famílias pobres hoje. Portanto, se foi legítimo tomar pela guerra antes as terras que hoje pertencem a muitos latifundiários, porque não seria lícito tomá-las de novo como fazem o MST? A Revista Forbes publica que Lula teria 2 bilhões de dólares nos paraísos fiscais. Ora, essa fortuna foi tomada. Nada mais lícito que no futuro alguém a peça de volta O deus dinheiro deve ser combatido, a nova idolatria hoje é o dinheiro.

  24. Me tirem uma simples dúvida.
    Pode um Papa que condena o Comunismo,vir outro Papa e abraçar a causa companheiros?
    Se a Igreja condena,porque então trata-la como irmã?
    Esta ficando difícil defender a Igreja…
    Mas resistirei fiel ao que a Igreja ensina.