A Crise “Williamson” do Papa Bergoglio.

Por Enrico – Messa in Latino, 20 de outubro de 2014 | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: Este mês de outubro pode ser considerado até agora como um mensis horribilis (mês horrível) para o Papa Francisco.

O Pontífice hosanado e bajulado por todo o sistema de mídia internacional, e ainda com mais entusiasmo por aqueles comentaristas que estão muito longe de serem chamados católicos (Scalfari – editor do jornal La Repubblica é um exemplo), foi obrigado a engolir sua primeira decepção naquele que é seu terreno favorito, o das relações públicas: ele não ganhou o Prêmio Nobel da Paz (cujo comitê já havia recusado reconhecer os méritos de João Paulo II, não obstante suas iniciativas contra as guerras do Golfo, e também por causa de seus ensinamentos sobre a contracepção). Isso deveria soar como um motivo de alívio; no entanto, não é assim para um homem que se preocupa muito com a construção de seu próprio estilo pessoal  e de como esse estilo se refletirá nos meios de comunicação, assim como gestos que estejam em harmonia com o sentimento comum. Tudo indica que ele chegou bem perto de obter o cobiçado prêmio, mas os suecos querem “ver o camelo antes” e esperam que Bergoglio concretize suas promessas de subverter a moral sexual da Igreja. Até agora só acenos, mas isso ele ainda não foi capaz de cumprir.

O segundo aborrecimento, ainda nesse mesmo mês, foi a publicação do livro de Antonio Socci, “Non é Francesco”. Certamente que esse livro não assusta Bergoglio (e nem convence o leitor de bom senso) no que diz respeito à parte daquele ensaio que se dedica às minúcias dos procedimentos para demonstrar a nulidade da eleição. Mas a parte da crítica cerrada ao modo de conduzir a barca de Pedro e em particular o exame dos muitos pontos de ruptura com seus predecessores, representa um pesado “J’accuse” que Bergoglio entende que isso já não é mais de competência exclusiva de “franjas isoladas” (mesmo porque Socci nunca foi um tradicionalista). O livro está na categoria de textos sobre religião e é um best-seller na Itália (não obstante o ostracismo das Editoras Paulinas que se recusam a vendê-lo em suas livrarias). Isto nos leva a intuir que nem todos formam o seu juízo só na base do número de deficientes que abraçaram o Papa em seus passeios e eventos.

Mas a verdadeira débâcle foi o Sínodo. Do ponto de vista da catequese, foi feito um dano irreparável ao Catolicismo com a publicação daquela primeira Relatio, pois conseguiram passar a mensagem de que agora todos podem fazer o que lhes é cômodo com as bênçãos da Igreja; e, de fato, a política italiana, sempre atenta aos ares que sopram do Vaticano, se encontra agora na urgência de regular as uniões civis entre homossexuais; algo que a bem poucos interessava até o mês passado. O Cardeal Napier falou de dano irremediável no sentido de que agora os bois já escaparam pela porteira aberta, e qualquer documento magisterial que tente reuni-los novamente no futuro encontrará dificuldade. E assim, sob este ponto de vista, a estratégia subversiva de Bergoglio (o homem que prefere jogar fora milhares de anos de doutrina sem argumentar em um corpo de encíclicas, mas com piadinhas em entrevistas) atingiu seu objetivo.

Tudo isso, no entanto, lhe custou um preço incalculável. O Papa perdeu a confiança do seu ‘parlamento’. Publicamente, abertamente, em alta voz alta, e até mesmo com veemência. E uma vez que, apesar de todo o seu discurso retórico sobre colegialidade e liberdade de expressão, ficou bem claro para todos que ele agiu de modo manipulativo para impor sua agenda, assim como todo mundo também sabe que o primeiro texto da Relatio foi combinado com ele, a revolta sequer respeitou a convenção hipócrita de acusar apenas os executores. Os cardeais acusaram na face, logo a ele, o mandante e não apenas os “capangas”, de ter causado grave dano à Igreja (Cardeal Burke), ou de precisar reler o Catecismo (Arcebispo de Kiev). Alguns, como Müller, Ruini e Burke, ainda evitaram saudá-lo, como foi relatado por todos os jornais de hoje. E, finalmente, como não ver uma indireta dirigida ao Papa, nesta frase de uma das comissões do sínodo (Italicus B): “Nós não estamos à procura de um populismo fácil que a tudo silencia e abafa”… (reação dura do círculo italiano moderado pelo cardeal Bagnasco, com o arcebispo Fisichella como relator: não ao “fácil populismo que tudo abafa”, a Igreja não deve ter medo de “expressar um juízo”, com muitas citações de Ezequiel sobre Deus que pede para que se “advirtam” os “malvados”).

Mas não é só. O erro de Bergoglio foi atacar um tema em particular, a família, que foi a mensagem central daquele Papa que moldou o modo de sentir dos católicos que vivem nos tempos de hoje: João Paulo II. Isso causou uma reação ultrajada que vai muito além, muito mais profundo do que teria acontecido, trocando em miúdos, com os temas do ecumenismo e liturgia. Se para os afastados e tíbios pode até ser bem vinda uma certa frouxidão moral, para os Católicos militantes (de cujas fileiras saem, evidentemente, os vocacionados e, portanto, aqueles que contam e contarão na Igreja) isso certamente não agrada, principalmente se tal relaxamento custar o preço de terem que renegar tudo o que lhes foi incutido nas últimas décadas.

Permanecem, portanto, ao lado de Francisco só o clero envelhecido, particularmente o clero da Alemanha, que são expressão de uma Igreja em ruínas, sustentada apenas pela enorme riqueza da Kirchensteur (imposto para entidades religiosas). Desta vez, até mesmo os  franceses se juntaram aos conservadores e o eixo do Reno, que tanto dano causou no Concílio Vaticano II, já não existe mais. Os sul-americanos (que sempre foram alimentados pela Igreja alemã e, portanto, poluídos há décadas por posições progressistas como a teologia da libertação) também estão com Bergoglio. Mas os norte-americanos, acostumados à luta política em favor da moral familiar, para não falar da África e da Ásia, muito conservadores sobre estas questões, estão em pé de guerra. Um caso especial é a Polônia, que agora vê Bergoglio como o anti-Wojtyla e treme de indignação; exacerbada, entre outras coisas, pelo fato de que nestes dias se marca o trigésimo aniversário do martírio do Padre Popieluzko nas mãos dos comunistas, enquanto que ao mesmo tempo, os ex-comunistas no Governo Polonês usam frases de Bergoglio para atacar o Episcopado daquele país e alavancar sua agenda sobre gênero e a legalização do incesto.

Uma rebelião dessa natureza, não em tom de represália, sugere uma considerável inquietação latente. Sabemos que o Papa Bergoglio, por trás da fachada que mostram na televisão, é humanamente desagradável pelos seus modos tirânicos. Ele próprio confessa que este lado de sua personalidade foi um defeito desde o início de sua carreira como Superior jesuíta. Talvez queriam alguém de pulso para reorganizar a Cúria, depois daquele santo homem, Bento XVI, que não tinha muita capacidade administrativa.  Mas o que se conta é que nos Sacros Palácios até os empregados se escondem nos elevadores, quando ouvem dizer que Bergoglio está chegando, para evitar repreensões e reprimendas. E isto na Cúria; porque nas Conferências Episcopais nacionais, basta ver as humilhações infligidas ao Cardeal Bagnasco ou a nomeação de um ultra progressista, odiado por quase todos os bispos norte-americanos, para a sede de Chicago sem pedir opinião de ninguém e aí se tem uma ideia do verdadeiro sentimento que boa parte dos  “irmãos no Episcopado” nutre contra ele.

Até mesmo as exibições de pauperismo do novo Pontífice não deixam de causar constrangimento entre os bispos, forçando-os a ter que fazer demonstrações semelhantes.

Papa Bergoglio é um guerreiro e um jesuíta astuto que não se deixará abater. Isso podemos ver a partir de sua reação muscular: no discurso final do Sínodo, denunciou “momentos de desolação, de tensão e de tentações” (será que alguma vez já se usou tais expressões, ao se mencionar uma assembléia da Igreja?) ao se referir, em primeiro lugar, ao “endurecimento hostil, isto é,  o desejo de querer se fechar no que está escrito (a letra) e não se deixar surpreender por Deus, pelo Deus das surpresas (o espírito), dentro da lei, dentro da certeza daquilo que conhecemos e não daquilo que ainda temos de aprender e alcançar. Desde os tempos de Jesus, existe a tentação dos fanáticos, dos escrupulosos, dos primorosos, dos considerados nos dias de hoje como – tradicionalistas e também os intelectualistas”. No mesmo discurso, ele descobriu que não é apenas o Bispo de Roma, como habitualmente gostava de se definir, mas sim o Papa, recordando a este propósito as suas prerrogativas canônicas como “Pastor e Doutor supremo de todos os fiéis” dotado “da potestade ordinária que é suprema, plena, imediata e universal na Igreja”. Uma mensagem claríssima para recordar quem é que manda. Em sua homilia de ontem, também reiterou suas intenções, citando, entre todas as frases do recém-beatificado Paulo VI, coincidentemente, apenas essa:  “perscrutando atentamente os sinais dos tempos, procuramos adaptar os meios e os métodos… às crescentes necessidades dos dias de hoje e às condições de mudança da sociedade”.

Mas, objetivamente, como escrevem até mesmo aqueles comentaristas que lhe são mais simpáticos, o resultado do Sínodo prefigura “um outono precoce e fresco de uma liderança que não consegue passar nem pelo teste dos votos para levar adiante a sua revolução de outubro”. Papa Bergoglio perdeu sua aura, não para o mundo secular, onde continua alta sua popularidade e nem provavelmente entre milhares de pessoas comuns que sentem aquela onda de calor até quando alguém lhes diz ‘bom apetite’. Mas não são esses que decidem o caminho da Igreja.

E assim como para o Papa Ratzinger o caso Williamson representou o momento decisivo do início do declínio de seu poder sobre o corpo eclesial (a rebelião aberta de muitos setores da Igreja contra ele, lamentada em sua Carta aos Bispos), do mesmo modo, os fatos desses dias provocaram uma análoga (e justificada) rebelião que tem toda a aparência de um ponto de freada deste pontificado.

Dado o programa revelado pelo próprio Papa Bergoglio, seríamos hipócritas se disséssemos que isso nos desagrada.

Tags:

17 Comentários to “A Crise “Williamson” do Papa Bergoglio.”

  1. Discordo que a chamada “crise Willianson” foi o início do fim para Bento XVI, já que ele era malquisto pelos modernistas mais radicais desde quando Prefeito do antigo Santo Ofício. A tal rebelião não foi mais que um sintoma de algo que já existia e que precisava de um pretexto para se tornar pública.

    Dom Willianson teve a coragem de falar sobre o tema mais caro ao “politicamente correto” no mundo: o holocausto judeu. Muitos por essas bandas não sabem que questionar essa verdade oficial é crime de opinião em diversos países da Europa no melhor estilo stalinista!

    Para mim, a “crise Willianson” só demonstrou o quanto o o clero modernista é escravo do politicamente correto judaico-maçon e Bento XVI, que infelizmente baixou a cabeça para esses inimigos de Cristo mais de uma vez, não se mostrou diferente nesse caso. O pior de tudo é que até Dom Fellay abaixou a cabeça e se livrou do antigo colega de forma desabonadora!

    • Bento XVI não “baixou a cabeça” para ninguém. Ele deixou o ES de Deus orientar seus passos. Sabemos que a Bíblia não falha – e ele sabe muito mais. E tudo que está escrito tem que acontecer. Até hoje ele está acorrentado. Mas, como bem sabemos, na hora certa ele fará aquilo que JESUS definir. Aguardemos com esperança e tranquilidade. Orando muito para que ele tenha forças para seguir em frente na batalha. Muitas vezes o silêncio e a retirada é a melhor estratégia numa luta. Se não fosse isto, não teríamos, hoje, – tão claramente manifestadas – estas divisões. Deus abençoe a todos!

  2. Linguagem ácida e precisa para um bispo igualmente ácido como Bergoglio. Infelizmente, só não vejo com tanta esperança o caso do Sínodo, Bergoglio é astuto e já deu seu recado aos seus opositores: quem manda sou eu, quem não me obedece vai para a geladeira. E apesar de o documento do Sínodo não ter atingido os 2/3 nos seus pontos mais polêmicos, ainda assim atingiu a maioria. Ter dividido o Sínodo em duas etapas foi muito astuto, assim se poderia ver quem é contra e quem é a favor das mudanças e, assim, já tomar as devidas providências para o verdadeiro Sínodo que ocorrerá no próximo ano, como, por exemplo, afastar os mais conservadores, mudar o estilo de votação deixando de ser de 2/3 passando para maioria simples ou, até mesmo, impondo a sua vontade, já que ele, como lembrou em sua homilia de encerramento do Sínodo, é o “Pastor Supremo”.

    Tenho de concordar com o autor do artigo, graças ao Bom Deus, os verdadeiros católicos estão acordando e se revoltando contra as heresias que o clero de satanás quer implantar na Santa Igreja de Deus.

  3. Os Bispos são sempre muito ciosos de não falarem mal uns dos outros publicamente; se, entre si, em suas reuniões, a temperatura até aumente, em público tudo é apresentado como unânime e pacífico. O fato de Cardeais e Bispos demonstrarem o seu descontentamento contra o atual Papa é um excelente sinal. Ele está cansando a Igreja com seu personalismo, com esse achar-se “eu sou o bom”, “eu descobri a pólvora”. Francisco parece desconhecer, ou desprezar, não só as intrincadas convenções da Cúria Romana, sem a qual não se faz nada na Igreja, mas também todos e quaisquer “bons modos” eclesiásticos no geral. Nem mesmo o antigo “promoveatur ut amoveatur” é respeitado. Dizer q Francisco é tosco por ser jesuíta é mais que injusto. Pois é certo que os antigos jesuítas, rigorosos e de boa cepa, não governaram a Companhia desse jeito canhestro e autoritário. E isto simplesmente pq gente educada costuma ter bons modos e fidalguia. O problema é Bergoglio mesmo. Essa falta de resiliência, essa obstinação que chega a ser inescrupulosa (como se viu nas manobras do Sínodo), o desdém persecutório com que trata pessoas q lhe ferem os gostos, as idiossincrasias e os brios, tudo isso demonstra à saciedade – perdoem-me dizê-lo – muito mau espírito e mesmo defeito de caráter. Peçamos que Deus dê conta dele. É o q nos resta humildemente suplicar.

  4. É preciso saber diferenciar assuntos que envolvem diretamente a Doutrina Católica
    (e quanto a essas por nada se deve ceder) de outros assuntos que,
    por mais relevantes que sejam, não envolvem Doutrina.

    Negar o holocausto judeu seria tese a ser sustentada
    (discretamente, em documentos acadêmicos)
    por algum bom historiador, se fosse o caso.

    Mas isso ser sustentando por um Bispo católico, causando estardalhaço,
    diante da mídia manipuladora e difamadora de nossos tempos?
    Com qual propósito?

    Não pretendo aqui defender ninguém,
    nem desmerecer totalmente o trabalho de Dom Williansom,
    mas é preciso reconhecer que, para dizer apenas pouco
    e o evidente, esse bispo foi, no mínimo, muito imprudente
    e infeliz em seu proceder.

    E a consequência de sua imprudência foi um maior descrédito
    de Bento XVI (e da FSSPX) diante do mundo:
    Se a coisa já era difícil, ficou pior, porque chamou a atenção
    de uma grande e hipócrita mídia
    “defensa dos pobres e oprimidos”
    que está sempre a postos para difamar quem quer que seja,
    e por qualquer motivo que apareça, apenas a troco
    de “ibope” (verdadeira meretriz).
    E se esse alguém for “ultratradicionalista” então,
    eles difariam até de graça (como fizeram com
    Dom Rogério Livieres)…

    E esse “deslize” da FSSPX, obviamente, foi
    impiedosamente utilizado pelos modernistas ao seu favor.

    Acontece que a prudência deve falar
    mais alto que a simples indignação
    diante de possíveis injustiças e falsidades disseminadas
    por aí. É preciso sempre evitar escândalos
    e estardalhaços (exceto, é claro, ao custo da Doutrina).

    E quem nos ensinou isso (sobre a prudência) foi o próprio Cristo:

    “Logo que chegaram a Cafarnaum, aqueles que cobravam
    o imposto da didracma aproximaram-se de Pedro e lhe perguntaram:
    Teu mestre não paga a didracma?

    Paga sim, respondeu Pedro.
    Mas quando chegaram à casa, Jesus preveniu-o, dizendo:
    Que te parece, Simão? Os reis da terra,
    de quem recebem os tributos ou os impostos?
    De seus filhos ou dos estrangeiros?
    Pedro respondeu: Dos estrangeiros. Jesus replicou:
    Os filhos, então, ESTÃO ISENTOS (da dracma).

    MAS NÃO CONVÉM ESCANDALIZÁ-LOS. Vai ao mar, lança o anzol,
    e ao primeiro peixe que pegares abrirás a boca e encontrarás um estatere.
    Toma-o e dá-o por mim e por ti”.

  5. No texto, observa-se algumas características da personalidade do Bergoglio, muito parecidas com a da dilma, a presidentE: um comportamento mal educado com os próximos, é um deles. Centralização do poder e o uso de “testas de ferro” para testar as reações frente as tentativas dos avanços “modernistas”, são outras semelhanças.

  6. No meu simples modo de pensar, creio que quem saiu fortalecido dessa primeira etapa de discussões foi justamente Francisco. Diferente dos sempre austeros e apegados aos protocolos papas europeus, ditou logo o seu modo de agir: falem à vontade, falem abertamente. E preferiu silenciar durante as discussões.
    Quer atitude mais ousada que esta? Eu diria que Francisco é mais preparado para o improviso que qualquer outro Papa da era moderna. Não tem receio de ouvir o contraditório. E sabe agir, negociar, dar liberdade para que todos se expressem! E tem o tempo a seu favor, enquanto isso os mais apressados falam e escrevem aos ventos, seja de um lado ou outro!

    E alguém tem dúvida de que ao final Francisco triunfará?
    Triunfará porque deu liberdade a todos para expor suas ideias e debatê-las, sejam os mais ‘conservadores’ ou mais ‘liberais’. Logo, ao final, ninguém poderá reclamar que algo foi imposto, não foi debatido. E se preciso for, usará das faculdades papais!

    Agora, contentar a todos não será possível, nem Cristo conseguiu isto! E certamente Ele não tem esse objetivo! Ademais, as mudanças administrativas e em postos chaves lembradas no texto, Francisco tem autoridade pra colocar quem Ele quiser, e não adianta espernear. A politicagem na Igreja faz mal, especialmente aquela ligada às nomeações e sucessões, e Ele já deixou claro que não tolerará isto, quer gostemos ou não! E por fim, acho que Francisco é um moderado, e isto é bom!!!

    • Ao ler o seu post, Francisco, tive a medonha e enjoativa sensação de estar com Alice, no País das Maravilhas.

    • Santiago,
      Respeito sua opinião, só não concordo com esse medo exacerbado que de um modo geral percebo entre os mais tradicionais. Não há motivos para isto, afinal Cristo nunca abandonará a sua Igreja!

  7. Bebendo do próprio veneno, Bergoglio? E você, colégio episcopal, está com saudades de Bento XVI, que tanto boicotou? Se Bergoglio destruirá a moral católica, então, que pelo menos, coloque pimenta no chicote e dê muitas chibatadas nesse clero corrupto e amaldiçoado.

  8. como voces odeiam ao santo padre, meu Deus. Voces estao perto dos fariseos, odiariam a mesmo Senhor Jesuscrissto. Padre Manuel Monroy lopez

    • Não odeio ninguém, Padre Manuel. Nem me coloco como os fariseus. Ao contrário. Oro muito para que o Papa Francisco se dê conta das manobras do maligno e direcione a Santa Igreja para os caminhos que Cristo nos deixou na Sua Palavra que é a Bíblia. Quando eu (estou somente me referindo a mim, mas creio que a maioria dos que aqui comentam também sejam assim) falo que o Papa está orientando a Igreja para longe das leis de Deus eu não estou mentindo nem inventando, já que as leis de Deus estão escritas e “nada nem ninguém” pode mudá-la. Abrir a Santa Eucaristia para recasados (que nem passar pelo Confessionário não podem, pq se manteriam em pecado) é um erro e vai contra tudo que encontramos no nosso Catecismo. Ou eu creio no Catecismo da Igreja (na Bíblia também, já que ele é todo orientado por ela) ou eu saio fora desta Igreja e me engajo numa outra que me permita fazer tudo aquilo que eu quero… E digo aqui “eu quero” porque não é exatamente aquilo que a Palavra ensina. “Não separe o homem o que Deus uniu”. Temos a Nulidade do casamento, para quando isto é necessário – e então poderá haver outro casamento sob as bênçãos de Deus. Então, usemos as ferramentas que temos ao nosso dispor e que não vão contra o que sempre pregamos. Não podemos mudar o que Deus nos ensinou para se adaptar ao mundo. O mundo que deve se adaptar ao que Jesus nos ensina diariamente. Se isto acontecesse, não estaríamos conversando a este respeito porque TODOS seguiriam a lei de Deus e viveríamos no Reino de Deus aqui mesmo. Mas, Deus é JUSTO. E esta justiça acompanha sempre a misericórdia. Basta lermos na Bíblia e vermos que sempre que Deus usou de misericórdia com seu povo, ele usou de justiça contra quem não o respeitava…
      Deus o abençoe! Vou orar pelo senhor diariamente para que se dê conta do que está acontecendo e que possa preparar a todas a suas ovelhas para que não se dispersem.

    • Revmo. Padre Manuel Monroy lopez,

      Já que criticar o Santo Padre é sinal de ódio, pergunto a V.Sa.:

      – São Paulo odiava São Pedro? Afinal, o último dos Apóstolos repreendeu o Príncipe dos Apóstolos.

      Aproveitando sua visita a este blog, pergunto:

      1) O senhor está seguindo a ORDEM do vaticano de substituir a expressão “por todos” para “por muitos” na Oração Eucarística?

      2) O senhor tem orientado seus fieis a serem mais moderados na parte da Missa, no Sinal Paz/Canto da Paz, conforme a recomendação do Vaticano?
      http://www.montfort.org.br/vaticano-tenta-moderar-abraco-da-paz-na-missa-de-paulo-vi/

      Explique-nos. Obrigado pela atenção.

  9. Aproveitando o motivo da reportagem, seria interessante que o FIU noticiasse em destaque a seguinte enquete sobre o conceito de família e promovida pela Câmara dos Deputados: http://www2.camara.leg.br/agencia-app/votarEnquete/enquete/101CE64E-8EC3-436C-BB4A-457EBC94DF4E

    Precisamos votar em peso e divulgar a todos os nossos conhecidos.

    Conforme o exemplo de S José,
    Nos SS Corações de Jesus e Maria.

  10. Caro Francisco Cardoso, você diz:
    “E alguém tem dúvida de que ao final Francisco triunfará?”
    Pois eu digo: EU NÃO TENHO NENHUMA DÚVIDA DE QUE, AO FINAL, FRANCISCO FRACASSARÁ!
    Ora, é notório que aquilo que o papa Francisco pretende fazer é manifestamente contrário à fé da Igreja. Isso quem está dizendo não são apenas simples leigos, mas principalmente alguns grandes cardeais e valorosos bispos que se levantaram contra o abuso de poder do papa reinante.
    O papa é um servo de Cristo e da Igreja e, por isso, merece todo o respeito. Ele está lá para defender a fé católica e não para destruí-la. Ele não é detentor de nenhum poder absoluto, ao ponto de querer mudar, a seu gosto, o evangelho e a sã doutrina da Igreja. Ao contrário, ele tem por dever de ofício a obrigação de ser fiel a Cristo e à sua Igreja. Ele tem a missão petrina de confirmar a fé do rebanho a ele confiado. E confirmar a fé significa guardar, sem vacilar, as verdades de Cristo defendidas e ensinadas pelos papas anteriores. Não tem que inventar absolutamente nada.
    Com efeito, as verdades de Cristo são imutáveis. E é o próprio Jesus quem afirma isso: “passarão céus e terra, mas as minhas palavras jamais passarão.”
    Portanto, as verdades de Cristo não são meras massas de modelar para serem moldadas aos sabores dos ventos do mundo. Quem assim procede, seja papa, bispo, padre, teólogo, não está servindo a Cristo nem à Igreja, mas a si mesmo e ao mundo.
    Agora, O QUE EU NÃO DUVIDO DE JEITO NENHUM, e considero louco quem o faz, é da eficácia plena da promessa eterna feita por Jesus Cristo a respeito da sua Igreja: “as portas dos infernos nunca prevalecerão contra ela”.
    Portanto, não se iluda, pois o triunfo do papa Francisco significa, irremediavelmente, um triunfo das portas dos infernos contra a Igreja, visto que ele quer destruir os fundamentos do matrimônio e, de quebra, banalizar de vez a já tão combalida sacralidade da eucaristia. Não se iluda, quem mais deseja isso é o príncipe desse mundo.
    E mais, não se pode afirmar que o papa Francisco tem o tempo a seu favor, pois o tempo pertence a Deus. Bastará um simples sopro de Deus para que os planos dos infiéis sejam desfeitos totalmente.
    Ainda que o papa Francisco se utilize das mais sofisticadas artimanhas humanas e consiga “aprovar” o que deseja, ele estará fadado ao fracasso, pois estará atingindo de cheio o próprio evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, o que seria um verdadeiro escândalo, considerando o cargo que ele ocupa.
    E sobre os escândalos falou Cristo: “É inevitável que haja escândalos, mas ai daquele que os cometem. Melhor que não tivesse nascido.”
    Nesse sentido, a insistir nesse gravíssimo erro, o “triunfo” do papa será, na verdade, um grande fracasso, pois bem sabemos o triste fim que está reservado para aqueles que traem a Jesus Cristo.
    O papa passará, mas a Igreja continuará até que Cristo volte.

    • “O papa passará, mas a Igreja continuará até que Cristo volte”.

      Está certíssimo!
      Mas então, porque tamanho medo???

  11. Enquanto o papa Francisco segue firme no seu objetivo de destruir a Igreja católica. (Objeto este iniciado por João XXIII passando por Paulo VI João Paulo II e Bento XVI), devemos rezar para que Deus abrevie o quanto antes este péssimo pontificado.