Cardeal insta o Papa Francisco a excluir questões polêmicas do próximo Sínodo para a Família.

Por Sarah Macdonald – The Catholic Herald, 18 de novembro de 2014 | Tradução: Fabiano Rollim – Fratres in Unum.com: O Cardeal Raymond Burke instou o Papa Francisco a retirar da pauta do próximo Sínodo dos Bispos as questões sobre Comunhão para divorciados recasados, coabitação e uniões de pessoas do mesmo sexo.

Cardeal Burke.

Cardeal Burke.

Dirigindo-se a mais de 300 delegados em uma conferência sobre família e casamento organizada pela Catholic Voice em Limerick, Irlanda, em 15 de novembro, o cardeal americano disse que essas questões distraíram o trabalho do sínodo em sua primeira sessão de outubro. Alertando que Satanás está a semear confusão e erro sobre o matrimônio, o cardeal, patrono dos Cavaleiros de Malta, disse: “Mesmo dentro da Igreja há aqueles que obscureceriam a verdade da indissolubilidade do matrimônio em nome da misericórdia.” Ex-arcebispo de St. Louis, hoje com 66 anos, o cardeal recomendou, em vez disso, que o sínodo do próximo ano dedique-se a promover o ensinamento da Igreja sobre o casamento.

Ele também descartou qualquer relaxamento da restrição da Comunhão para divorciados recasados sem que seu casamento original tenha sido declarado nulo. “Não sou capaz de compreender como — se o casamento é indissolúvel e alguém está vivendo em um estado que contradiz esta indissolubilidade matrimonial — a pessoa possa ser admitida à Sagrada Comunhão,” disse.

Ele pediu aos fiéis católicos que escrevam ao Papa Francisco, ao Vaticano e aos líderes da Igreja na Irlanda para manifestar suas opiniões sobre o assunto.

Atacando “a chamada mentalidade contraceptiva”, alertou que esta é “anti-vida” e culpou-a pela “devastação que é diariamente forjada em nosso mundo pela indústria multimilionária da pornografia” e pela “agenda homossexual incrivelmente agressiva”, a qual disse só poder resultar na “profunda infelicidade e até mesmo desespero daqueles afetados por ela.”

O cardeal disse ter sido levado às lágrimas pelas tentativas de se introduzir “a dita teoria de gênero” nas escolas. Alertou que tal teoria é “iníqua” e que expor crianças a tal “pensamento corrompido” não pode ser permitido. Disse que “a sociedade passou dos limites em sua afronta a Deus e Sua lei ao dar o nome de casamento a uniões entre pessoas do mesmo sexo.” Sob aplausos, disse recusar-se a usar o termo “casamento tradicional” para designar o casamento entre um homem e uma mulher. “Minha resposta é — existe algum outro tipo de casamento? Temo que ao usar aquela terminologia estejamos dando a impressão de que pensamos existirem outros tipos de casamento; bem, não pensamos.”

Falando diante da assembleia para a RTE News, o Cardeal Burke disse que recusaria a Comunhão para um político católico que votasse a favor de casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Em seu discurso de abertura para a conferência, o Bispo Brendan Leahy, de Limerick, disse que a família precisa ser redescoberta como o agente essencial da evangelização. Entretanto, referiu-se à mensagem final do sínodo de outubro para lembrar aos delegados da conferência que “as pessoas precisam ser aceitas nas circunstâncias concretas da vida.”

9 Comentários to “Cardeal insta o Papa Francisco a excluir questões polêmicas do próximo Sínodo para a Família.”

  1. Posso estar enganado, mas que eu me lembre eu nunca vi alguém do Clero falar tão justa e claramente. O que a Providência nos reserva. Dos Estados Unidos, tão moderno, vem a voz clara da Tradição. Novamente parabéns Cardeal Burke. CONGRATULATIONS CARDEAL BURKE!

  2. Está em minhas orações Sr. Cardeal. Que Deus Nosso Senhor o conduza a verdadeira luta em prol da Santa Igreja.

  3. Sem dúvida alguma “As portas do Inferno não prevaleceram contra Ela”; a Santa Igreja de Cristo permanece Una, Santa, Católica e Apostólica. No tempo e no espaço, não presa a uma organização, um organograma meramente sediado na Cidade de Roma. Não podemos esquecer que Nosso Senhor, reconheceu a igreja oficial judaica e que foram os membros daquela igreja, ora oficial, que O condenou a morte. Desta forma, não é letra, a norma que dá validade, mas sim os princípios. Princípios, os quais, têm sua origem e seu fim no Único Senhor, Aquele que fora rejeitado pelos construtores, tornando-se a pedra angular. Aos agentes, ou ministros validamente ordenados cabe a TRANSMISSÃO FIEL E INTACTA daquilo que receberam, e assim como disse o Apóstolo São Paulo: “Transmiti, aquilo que recebi”. Portanto, o primado de Pedro, permanece sob o Olhar do Bom e Único Pastor. Cristo a Cabeça da Igreja. Aos ministros cabe a guarda fiel e transmissão fidei digna aos fiéis, havendo qualquer tipo de dúvida, confusão, ambiguidade; deve-ser voltar ao ponto de início e dali sanar toda controvérsia. Assim, caríssimos podemos nos acalmar, pois aquele que permanecer fiel até o fim, este será coroado. Por mais confusas que se apresentem, voltemos ao início, vamos ao princípio e lá encontraremos a VERDADE INCRIADA, que não se aplica às comodidades da carne, do mundo e do demônio.

  4. “Sob aplausos, disse recusar-se a usar o termo “casamento tradicional” “: de fato, o primeiro passo para a derrota total é adotar a terminologia do inimigo.

  5. É um conforto ouvir as palavras sempre tão claras do Cardeal Burke.

    Fiquem com Deus.

  6. Eu penso que Deus permitiu Bergoglio ser Papa para punir e alertar a Igreja. Bergoglio é o caminho que Deus escolheu para despertar a Igreja, para fazer disparar todos os alarmes vermelhos e, com isso, no próximo Conclave a Igreja será surpreendida com um Papa glorioso que limpará a Igreja da apostasia que tomou conta dela.

  7. Um dos problemas da igreja e dos conservadores, é a adoção da linguagem do relativismo. isto sucede com bastante frequência. E já alguém disse, quem controla a linguagem controla o mundo.
    Em relação ao papa Francisco, ele com bastante frequência utiliza uma linguagem progressista, de esquerda, e até com expressões queridas à maçonaria. A teoria do gradualismo, não é mais do que uma ideia maçónica. Muito, muito cuidado com esta teoria.

  8. Não sei porque os tradicionalistas de todo o mundo, não começam a organizar-se e a fazerem seminários e congressos sobre a atual situação da igreja. E com coragem falar sobre o vaticano ii. há muito para discutir. vaticano ii foi ou não desvirtuado, pelos teólogos progressistas alemães , holandeses e franceses que participaram nele. Houve ou não por intermédio deles uma intervenção ativa da maçonaria e dos partidos comunistas, houve ou não um diálogo com a união soviética sobre o conteúdo de alguns textos, houve ou não negociações secretas com os protestantes. Queremos saber a verdade, Putin e os serviços secretos russos e americanos sabem a resposta a tudo isto. Haja coragem. E isto são verdades que podem incomodar muita gente. Quem tem coragem de falar?!