Celebração de batismo de bebês gerados por um “casal” gay no Santuário do Cristo Redentor: um retrato vivo da crise de Fé na Igreja pós-conciliar.

Por Maria Clara B. Gomes – Fratres in Unum.com:  Li com perplexidade a notícia publicada no dia 1º deste mês no site do jornal O Dia, cuja manchete dizia: “Igreja abençoa filhos biológicos de Casal Gay”. Devo dizer que como mulher católica a primeira coisa que me chamou a atenção na matéria foi a foto dos dois lindos bebezinhos deitados em um rico berço acolchoado. São crianças inocentes, pensei. Que culpa teriam do grau de confusão a que chegamos nas últimas décadas?

Aos pés do Cristo Redentor, o batizado foi acompanhado por parentes, amigos e turistas. Foto: Álbum de família – Jornal O Dia.

Como bem disse o popularesco padre que as batizou: “O batismo é para todos. A Igreja não nega o batismo a ninguém. Ao contrário, é mandato de Cristo que todos sejam batizados”.

Não, não foi o fato de duas crianças inocentes terem recebido a imensa graça do Batismo que me causou tamanha perplexidade, mas todo o contexto e aparato que cercaram o evento, especialmente, o reconhecimento implícito por parte de um sacerdote católico — com alto grau de prestígio na Arquidiocese do Rio de Janeiro – do chamado “casamento gay”, além da desorientação geral dos fiéis no tange os temas da moral católica.

“O IMPORTANTE É SER FELIZ”, A VIDA ETERNA NÃO TEM PRESSA

Logo no início da matéria aparece o relato de Roberto, um dos genitores biológicos dos bebês, que, aos 20 anos, quando se reconheceu homossexual, procurou um sacerdote para se confessar e ouviu o seguinte conselho: “Você tem que ser feliz.” Como assim? Existe acaso verdadeira felicidade no pecado mortal? Nossa felicidade não mais consiste em viver para agradar a Deus, buscando, com a Sua Graça e a Intercessão da Virgem Santíssima, a vida de santidade e a fuga de todo pecado? Teria o entrevistado omitido algum conselho adicional que nos permita supor que um sacerdote católico possa ocultar um ensinamento fundamental para a salvação da alma de um fiel penitente? Infelizmente, a julgar por nossas próprias experiências, temos que admitir que conselhos ambíguos ou heterodoxos não raro são dados nos confessionários do mundo inteiro e que a teologia da “Opção Fundamental” tem grassado na formação de muitos sacerdotes. Assim, não me surpreende que um fiel católico ao confessar seu drama pessoal realmente ouça conselho tão simplista quanto espiritualmente perigoso. 

O RITO DO BATISMO

Mas, comecemos pelo início. Afinal, o que se pede no Batismo e para que serve?

No belíssimo rito tradicional do Sacramento do Batismo, após indagar o nome da criança, o sacerdote pergunta ao padrinho: “O que vens pedir à Igreja de Deus?” A resposta é uma só: “a Fé”. Ato contínuo, o ministro prossegue: “E para que te serve a Fé?” Ao que o padrinho responde: “Para ganhar a vida eterna.” Às respostas claras e objetivas do padrinho, que fala em nome da criança, o conselho sacerdotal é mais claro ainda: “Então, se queres possuir a vida eterna, tens de cumprir os mandamentos: ‘Amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento; e amarás ao teu próximo como a ti mesmo'”.

Esse diálogo impressionante nos recorda que a Fé é a porta de entrada para ganharmos a Vida Eterna, mas que esta Fé não existe desvinculada dos mandamentos de Deus. Cumprir os mandamentos e amar a Deus com todo o nosso coração, alma e entendimento, assim como amar o nosso próximo como a nós mesmos são reflexos e prova da Fé que professamos. Pelo Batismo nos tornamos Filhos de Deus e membros da Igreja. Saímos do paganismo para o cristianismo, abandonamos costumes mundanos e damos o primeiro passo em direção ao Céu. Isso significa que devemos buscar a vida conforme a Vontade de Deus, pois como batizados estamos no mundo, mas não somos do mundo.

Então, o que dizer de toda a avalanche de informações bizarras contidas na mesma matéria?

Após a revelação de Roberto sobre o conselho estapafúrdio no confessionário (ou, muito provavelmente, na “sala de reconciliação”), Marco, seu companheiro, conta que ao telefonar para a capela, a fim de marcar o batizado das crianças, uma senhorinha não estranhou em nada quando este lhe contou que os bebês eram filhos de dois pais. Sem especular o que pode ter passado pela cabeça da tal senhorinha (quem sabe até mesmo uma mudez emocional), a pergunta que não quer calar é: e o tal “curso preparatório para o Batismo, tão ferrenhamente exigido em nossas paróquias?” Existiriam locais na Arquidiocese do Rio onde se possa burlar essa fase de preparação? Se houve, será que o sacerdote ou catequista não lhes tentou alertar sobre os riscos espirituais da vivência ativa da sodomia e sua incompatibilidade na formação de crianças ou ainda o escândalo que uma celebração pública do batismo de crianças por um par gay poderia causar?

Em seguida, outra informação desvairada: os dois, “católicos praticantes”, seja lá o que isso signifique, recorreram à barriga de aluguel e à inseminação artificial. Trocando em miúdos, encomendaram óvulos de uma jovem branca de olhos azuis, que, após serem devidamente inseminados, foram transportados para a barriga de outra mulher, que gestou as crianças por 8 meses.

Antes de tudo, é preciso admitir que muitos casais heterossexuais católicos também estão recorrendo à prática da inseminação artificial, aparentemente, sem qualquer noção de que esse procedimento é intrinsecamente desordenado e contra a moral católica.

Sem entrar no mérito da compra ou venda de gametas alheios para satisfazer desejos pessoais, ainda que se trate de casais heterossexuais, a inseminação artificial desvincula o ato procriativo (aberto à possibilidade de geração de filhos) do unitivo (para o bem dos esposos), razão pela qual é incompatível com a moral católica, atentando, claramente, contra a natureza das coisas, conforme determinou o Criador em suas criaturas — e não é necessário nos delongarmos sobre a malícia de como o material genético é coletado. Em suma: atos imorais que implicariam em cometer vários pecados mortais (meio mau) para alcançar um objetivo desejado (ter um filho).

Por outro lado, existe também outro aspecto da inseminação artificial igualmente condenável. Como o processo todo é muito dispendioso, o comum é que se inseminem vários óvulos e depois se escolha os mais viáveis e perfeitos para a implantação no útero. Em geral, não mais de quatro óvulos são implantados por vez. Os embriões sobressalentes vão para o freezer por tempo indeterminado ou são simplesmente descartados. Em alguns casos são doados. Porém, por tudo o que se lê na literatura pertinente, conclui-se que o processo de inseminação artificial resulta no abandono ou assassinato de seres humanos em seu estágio inicial. Não há que amenizar essa realidade.

Mas, voltemos ao nosso tema principal. Sem dúvida, podemos nos indagar de que maneira essas crianças poderiam se beneficiar do augusto Sacramento do Batismo, visto que são inocentes e, como todas as crianças, destinatárias do Evangelho.

No entanto, a concessão do Batismo a crianças pressupõe o compromisso dos pais e padrinhos de as educarem na fé que eles devem exemplarmente professar e viver. A Igreja exige, por assim dizer, as condições mínimas para que a semente da Fé, plantada no batismo (a graça), encontre as condições para desabrochar e florescer (natureza). A graça pressupõe a natureza. Caso tais condições não existam, o Batismo deve ser postergado, evidentemente, sob pena de colocar a própria criança, em decorrência do meio que a envolve, em risco de não desfrutar da Visão Beatífica — assim entende, sabiamente, o Código de Direito Canônico, que reflete pura e simplesmente o bom senso católico.

E aí está o “x” da questão: os progressistas fazem questão de apagar essas pré-condições que são fundamentais para a própria razoabilidade do ato. Afinal, se os pais e padrinhos não vivem aquilo que vão pedir à Igreja para as suas crianças, em que consistiria a cerimônia, senão em um mero circo, uma palhaçada teatral de banal inserção de um indivíduo em uma comunidade ou círculo social?

É o completo esvaziamento do sentido sobrenatural do batismo para, ao fim, reinterpretá-lo como um rito de pacificação de consciências, atormentadas, ao fim e ao cabo, pelo peso do pecado. Pacificação que consiste em sentir-se aceito pela “comunidade”, deixando para trás aquela Igreja malévola de outrora com seu dedo em riste que acusava a malícia do pecado e exigia a mudança de vida do pecador.

O escândalo é inevitável. Doravante, muitos católicos incautos ou mal formados passarão a aceitar não apenas batizados públicos de crianças adotadas ou geradas por “casais” gays, mas, sobretudo, a ideia de que crianças podem tranquilamente ser adotadas ou criadas por duplas homossexuais e que estes têm todo o direito de se apresentar como tal nos sacramentos católicos ou até mesmo que existam “famílias diferentes”, em que a presença de um pai e uma mãe seja apenas uma dentre várias possibilidades. 

INDAGAÇÕES NECESSÁRIAS

Em vista de tamanha desorientação, cabe-nos indagar:

Quem dirá a esses rapazes que, para ganharmos a vida eterna, temos que seguir os Mandamentos, vendermos tudo [isto é, renegarmos a nós mesmos e a nossas aspirações] e seguirmos a Jesus (Mc 10, 17 -21)?

Quem lhes dirá para abandonar a prática homossexual e, com a Graça de Deus e ajuda da Virgem Maria, dos santos e anjos buscarem a castidade para almejar a vida eterna?

Quem lhes dirá que todos somos pecadores e que temos sempre que lutar contra a carne, o demônio e o mundo?

E, finalmente, quem dirá a esse pobre padre Omar Raposo, mergulhado em uma profunda crise de identidade, que se recorde do seu primeiro amor — aquele que, queremos crer, ele tinha nos tempos de seminarista – e abandone de vez as atitudes incompatíveis com a fé que diz professar, populistas e mundanas, e busque tão somente a glória de Deus e a salvação das almas?

Quem dirá aos nossos bispos que não emudeçam em face aos temas polêmicos da moral católica?

Por ora, aqui na Arquidiocese do Rio já ouvimos o suficiente sobre JMJ, paz, concórdia, unidade e fraternidade. Agora precisamos ouvir mais sobre a Fé Católica e sua bela doutrina, moral e liturgia. O momento é grave. O mundo quer nos devorar a cada dia e nos forçar a aceitar sua agenda globalista e anticatólica. Não podemos nos dar ao luxo de ignorá-lo e fugir desse embate.

Senhores bispos, os senhores são nossos pastores e mestres na Fé. Como sucessores dos Apóstolos, cabe aos senhores de maneira especialíssima a sublime tarefa de transmitir a Fé, de maneira clara, ortodoxa e constante. Cabe aos senhores falar sobre o que é necessário fazer para ganharmos a Vida Eterna e o que devemos evitar para não perdê-la.

Apresentar o ensinamento da moral católica sobre temas como sodomia, inseminação artificial, descarte de embriões, “casamento” gay, adoção de crianças por pares gays, união civil entre pessoas do mesmo sexo e aborto não é exatamente algo que atraia a simpatia do mundo. Porém, esses são temas que não podem ser omitidos em tempos de confusão.

Auxilium Christianorum, ora pro nobis!

42 Comentários to “Celebração de batismo de bebês gerados por um “casal” gay no Santuário do Cristo Redentor: um retrato vivo da crise de Fé na Igreja pós-conciliar.”

  1. O que nos resta? Se apegar ao Rosário e o Imaculado Coração de Maria. Fazer Penitência, intensificar as orações, confissão, eucaristia, sagrada escritura e amor à Verdade e fidelidade ao verdadeiro Magistério da Igreja. Tempos de grande confusão espiritual diante dos nossos olhos.
    “Detalhe isso ai é só o começo. Virgem de Fátima, socorrei nos!!!”

    • Parabéns à autora pelo excelente artigo, claro, objetivo e em conformidade com a sã doutrina. De fato, é bastante delicada a decisão em admitir ou adiar o batismo de crianças adotados por pessoas que se encontram em situação, não apenas irregular, mas de gravíssimo pecado. Como bem observa a autora, ao pedir o batismo, os pais e padrinhos assumem o compromisso de educar a criança na fé. Portanto, coloca-se a questão sobre as condições reais de alguém que vive em aberta oposição à moral cristã de transmitir a fé às crianças batizadas. Diante desse problema, alguns canonistas sérios sustentam a tese de que seria prudente adiar o batismo das crianças até a idade catequética, quando poderão fazer uma opção pessoal pela fé e receberão uma especial assistência da comunidade cristã. Outros canonistas, considerando que as crianças, absolutamente inocentes, têm o direito de receber a graça sacramental do Batismo, colocam, contudo, algumas condições: 1) que não haja celebração solene ou “pública” do batismo, a fim de que o batismo da criança não se torne uma legitimação implícita da situação dos “pais”, o que pode ser também motivo de escândalo para os fiéis; 2) que haja padrinhos e madrinhas em situação regular e com uma vida de autêntico testemunho cristão, que assumam, diante da Igreja, a grave tarefa de educar a criança na fé, suprindo o que seria a tarefa dos “pais”; 3) que na própria celebração do batismo, a criança a ser batizada seja apresentada pelos padrinhos e madrinhas, que se aproximam da pia batismal e professam a fé em nome da criança, e não pelos “pais”.

    • Isso que VC colcou acima foi de uma recente mensagem de Nossa Senhora em Anguera

  2. Que nojo……o Revmo. Pe. Omar Raposo não para de aprontar.

  3. ““O IMPORTANTE É SER FELIZ”, A VIDA ETERNA NÃO TEM PRESSA”

    Temos um Papa que diz que todos vão para o Céu em discurso. Se todos vão para o Céu, isso significa que você não precisa se preocupar com a vida eterna, pois ela está garantida. Deve ser por essa crença que sua ação se limita a pregar por “justiça social”, “acolhimento”, etc. Além disso, esse Papa é só o ápice de um pensamento que já está na Igreja desde muitas décadas.

  4. “O IMPORTANTE É SER FELIZ”, A VIDA ETERNA NÃO TEM PRESSA” Espertos : Nao devem ter pressa mesmo porque vida (morte ) eterna no inferno eh o que voces podem receber por estas e outras….

  5. Que saudades de Dom Eugenio Sales !

  6. Ao invés de ficar com esse “sorrisinho gay” no rosto, ao conferir ilicitamente um sacramento que se sabe de antemão que não será nem vivido e nem honrado, o padreco em questão deveria ter tido a coragem de perguntar: onde está a mãe dessas crianças?
    Porque essa sim é a maior perversidade que se pode cometer contra essas crianças: privá-las de uma mãe e não de um sacramento que elas mesmas poderão solicitar quando estiverem no uso da razão.
    E quando eu digo ILICITAMENTE, é porque a própria Igreja é bem clara no tocante à administração do Batismo às crianças:

    “Deve-se estar na posse segura de garantias de que tal dom se possa desenvolver, mediante uma verdadeira educação na fé e na vida cristã, de modo que o Sacramento atinja a sua total “verdade”. Essas garantias são dadas, normalmente, pelos pais ou parentes próximos, embora possam ser supridas de diversos modos na comunidade cristã. Todavia, se tais garantias não são sérias, isso poderá constituir motivo para se adiar o Sacramento, e dever-se-á mesmo negá-lo no caso de elas serem certamente inexistentes”.
    http://www.doctrinafidei.va/documents/rc_con_cfaith_doc_19801020_pastoralis_actio_po.html

    O que realmente me choca é a cumplicidade desse clero demoníaco com a agenda do inferno. Ao ver crianças sendo usadas por sodomitas como instrumento para legitimar suas uniões pecaminosas me dói no fundo da alma, porque essas crianças crescerão com profundos problemas afetivos, de personalidade e de referência por terem sido privadas das referências básicas de um pai e uma mãe.
    Qualquer pessoa que é filho de pais separados ou divorciados sabe disso, e essa é uma das razões pela qual a Igreja sempre defendeu a indissolubilidade do casamento: tendo em vista a estabilidade e o bem estar dos filhos.
    Mas pelo visto, diante dessa capitulação ao lobby gay, para esses homens perversos que hoje conduzem a Igreja, a segurança e os direitos fundamentais da criança é o que menos importa.

    • Verdade. Estas crianças terão sérios problemas no futuro, mas só saberemos mesmo no futuro, quando nos depararmos com elas já adultas. Há poucos dias me deparei num shopping com uma figura tão exótica que até hoje nem eu nem meus colegas e nem os vendedores das lojas sabíamos afirmar com segurança se era homem ou mulher. Pior, não parecia nem com homem nem com mulher, e tinha um olhar perdido, triste.
      Que Deus tenha misericórdia dessas crianças, sobretudo na fase adulta.

  7. Calma gente! Eles estão sendo coerentes com o que está pedindo o Papa Francisco, que reflitamos sobre os aspectos positivos do adultério e das relações homoeróricas, reflitamos… São Paulo e São João Batista, Rogai por nós!

  8. “Exsurge Domine”””

  9. De fato, batizar é um mandato divino, mas o popularesco Pe Omar omitiu a outra parte do mandato. “Ide, pois, ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos mandei” Mt 28,19-20.
    Cabe, agora, as famílias católicas perguntarem às autoridades eclesiásticas do Rio de Janeiro, quando forem pedir à Igreja o batismo para os seus filhos e lhes forem imposto um curso de preparação para pais e padrinhos. Diante de tal desordenamento há, de fato, necessidade de se fazer preparação para o batismo?.
    Eu aprendi que as crianças são batizadas na fé dos pais. Parece que estão confundindo fé com crença, pois fé é a adesão às verdades de Deus confirmadas pela Igreja.

    • Hoje o Batismo e os demais sacramentos são rituais para dá sorte. Vejam como tem sido propagado na mídia (do diabo) casais, sobretudo artistas, que se “casam” em várias religiões, inclusive a Católica. E em poucos meses as separações acompanhadas de escândalos propagados pela mesma mídia (do diabo) como algo normal, natural, experiências vividas e o “meu bem” de antes, vira “meus bens” disputados nos tribunais. E agora o Congresso aprovou a obrigatoriedade da guarda compartilhada, ou seja, o Estado é quem decide onde os filhos vítimas dos adultos vão dormir, fazer as refeições, etc. “Até os pássaros têm seus ninhos”, saem cedo e voltam para os mesmos ninhos, e as crianças brasileiras terão que fazer um verdadeiro labirinto em um só dia e todo dia. No futuro veremos também o resultado de tudo isso. E os operadores do direito (magistrados, promotores, advogados) comemoram a “grande conquista”, o “avanço” do progresso.

  10. Na era Bergoglio esse padre ser promovido a Bispo rapidinho… e com um cargo bem vistoso no Vaticano!

  11. Omar Raposo… não é à toa que tem esse sobrenome.

    Eis a Arquidiocese do Rio de Janeiro: minha tia faleceu há pouco mais de 4 anos e pedi na época que em sua Missa de Sétimo Dia fossem incluidos na parte musical alguns cantos gregorianos, entre eles o Dies Irae e o Kyriale próprio da Missa de Requiem. A missa não era tridentina, mas de Paulo VI para não exigir demais da paróquia em que minha tia era dizimista.

    Dias antes soube de um piti do pároco, que falou que não queria que sua paróquia fosse “refúgio de tradicionalistas”. Só “liberou” as músicas e o coral que contratei porque ela era dizimista quando viva.

    Para isso a Arquidiocese e seus representantes e párocos são exigentes, mas para essa aberração descrita na notícia é tudo às mil maravilhas.

    Quero ver esse sorrisinho amarelo no inferno.

    Eu rezo por essas criaturas mas diante disso questiono, de vez em quando, a caridade que devo ter para com essas pessoas.

  12. Calo minha boca miserável para que um ilustre santo diga por mim:

    “Tira essa batina “preta” que tu é moleque”

    (São Gregório em Clero de Elite)

  13. Como é que você sabe que eles praticam a sodomia de fato? Se eles não praticarem, eles não estão em situação de pecado.

  14. Meus caros, eu vejo essas notícias e essas fotos com lágrimas nos olhos e coração pesado, porque eu sei que o demônio sorri, solta gargalhadas enquanto essas pessoas, feito focas de circo, aplaudem os ideólogos do neo-paganismo infiltrados na Igreja para destruí-la, depois de já terem destruído o que ainda restava da civilização Católica.
    Nos escritos de Tertuliano percebe-se que os pobres, as crianças, os órfãos e as viúvas eram o alvo prioritário das ações solidárias das comunidades cristãs primitivas. Ele menciona os pobres no contexto da morte; menciona jovens pobres e órfãos, escravos que envelheceram, náufragos e prisioneiros (Apologético 39).
    De fato, no início da era cristã, as crianças se encontravam numa situação de grande vulnerabilidade. Crianças não desejadas ou nascidas fora do casamento eram simplesmente rejeitadas(Stegemann, p. 121s), o que mostra que a mentalidade do lobby abortista não tem nada de moderno. Velho paganismo de roupa nova. De acordo com este costume, amplamente difundido na Grécia e no Império Romano, as crianças eram, em grande medida, descartáveis (Stegemann, p. 121). Principalmente as meninas eram vítimas de rejeição, abandono e até assassinato, logo após o nascimento. Atualmente, com o avanço da eugenia e das técnicas de detectar o sexo da criança já nos primeios meses de gravidez, isso tornou a tarefa mais fácil em alguns países onde o aborto é legal.
    Esta realidade foi testemunhada, entre outras evidencias, por uma carta do ano 1 a.C., escrita por um trabalhador migrante egípcio para sua mulher, grávida, que ficara em casa: “(…) Se deres à luz a um menino, deixe-o viver; mas se for menina, descarte-a…” (Weber, p. 11).
    Evidentemente, muitas das crianças abandonadas morriam. Outras eram criadas para serem escravas. Os adolescentes eventualmente eram obrigados a se tornarem gladiadores e as moças eram exploradas na prostituição (Weber, p. 11). Wolfgang Stegemann acrescenta que estas crianças eram um bom investimento financeiro para pessoas abastadas, que as criavam para explorá- las mais tarde como escravos (Stegemann, p. 121). Uma prática especialmente brutal contra as crianças enjeitadas é relatada por um contemporâneo de Jesus, Sêneca, o Velho: “Mendigos profissionais recolhiam crianças abandonadas, mutilavam-nas e depois exploravam seu estado lastimável para conseguir esmolas” (Weber, p. 11).
    Os órfãos, dada a sua vulnerabilidade, eram portanto recomendados ao cuidado da comunidade cristã em muitos textos antigos (Hermas, Aristides, Justino, etc.). A sua sobrevivência fora do cristianismo praticamente era possível apenas na prostituição ou na escravidão (Georg, p. 55).
    Neste contexto, a comunidade cristã, além de sustentar e educar órfãos, providenciava novos pais para órfãos cristãos (Hamman, p. 134). Portanto, praticava-se a diaconia da adoção. Orígenes (falecido em 253/4) foi adotado por uma mulher cristã (cf. Eusébio, História Eclesiástica IV, 2, p. 197s). Também filhos de mártires foram adotados (Harnack, 185). Lactâncio (início do séc. IV) diz que os cristãos, em vista do martírio, não deveriam renunciar à fé por causa da preocupação com os filhos, porque “a esses não faltará proteção e ajuda” (Harnack, p. 185).
    Ou seja, a Igreja Primitiva protegia as crianças desse tipo de exploração e a figura do padrinho de Batismo surgiu justamente nessa época. A comunidade cristã providenciava para elas uma família adotiva composta por pai e mãe. E foi assim em todas as épocas, durante as grandes guerras, durante as grandes epidemias que dizimavam cidades inteiras.
    NUNCA a Igreja foi complacente com a criação de crianças em ambientes que seriam deletérios para sua formação física, moral e espiritual.
    Mas atualmente sob a batuta de Bergoglio estamos assistindo já a nível local toda a sorte de abominação.
    Sêneca, um contemporâneo de Jesus relatava que “Mendigos profissionais recolhiam crianças abandonadas, mutilavam-nas e depois exploravam seu estado lastimável para conseguir esmolas”.
    Hoje, sodomitas profissionais do lobby gay, com a conivência de médicos inescrupulosos e mulheres mercenárias que vendem seu útero pelo vil metal, fazem crianças “in vitro”, mutilam-nas psicologicamente ao privá-las de uma família normal e depois exploram seu estado lastimável para angariar ganhos políticos, como a aceitação de seu estilo de vida imoral e leis que irão acobertá-los em sua insanidade.
    O grande escândalo em tudo isso é que ao contrário do que faziam as primeiras comunidades cristãs, os perversos que hoje conduzem a Igreja, ao invés de proteger essas crianças, dão suas bênçãos a toda essa sorte de abominações.

    • Gercione, copiei seu comentário para publica-lo em minha timeline no facebook (fazendo menção a você) junto com o texto principal. Espero que não se importe.

  15. Estamos em “duas Igrejas”.
    A de sempre e a Modernista. Qual é a sua???

  16. É difícil olhar para os bebês da fotografia. Coitadinhos filhos de sodoma e gomorra.

  17. Diante dessas ultimas defecções da Igreja ao mundo corrrompido não há como evitar de pensar se o Anticristo já não está as nossas portas!

  18. Estes dois homens exigem que a fé Católica se vergue perante os seus caprichos pedindo a bênção da igreja para os seus atos que vão contra todas as leis de Deus, mas eles próprios não vergam um cm para fazerem a vontade de Deus.
    São incapazes de ver que as crianças que estão ali também têm direitos e direitos legítimos, dados por Deus a todas as crianças que vêm a este mundo que é o direito de terem um pai e uma mãe. Exigem que os seus “filhos” tenham uma mãe com os olhos azuis, que goze de boa saúde e provavelmente até exigiram um nível mínimo de QI da mãe por que não querem filhos estúpidos. Chegam a exigir a boa saúde das próprias crianças e caso estas nasçam com problemas ou não tenha o sexo pretendido rejeitam-na obrigando a mãe a fazer o aborto ou simplesmente desistem do negócio deixando as mãe com o filho nas mãos. Com esta atitude estes homens rejeitam qualquer imprevisto que pode ocorrer dentro das famílias que é o sofrimento de um filho nascer com deficiências graves e do fardo que esta acarreta para aqueles que estão mais próximos, até ao fim das suas vidas. Estas criaturas infestadas pelo demónio no fundo rejeitam tudo o que vem de Deus e principalmente a cruz, ambicionando já nesta terra o paraíso à custa do sacrifício dos outros. A forma utilitária e instrumental que esta gente faz da vida humana usando-a como se fossem coisas é manifestamente demoníaco. É uma loucura que um sacerdote de Cristo se torne cúmplice e destes atos detestáveis.

  19. Discordo da posição do P. Luiz Cláudio no que diz respeito às opiniões desse ou daquele canonista. A Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, que está muito acima das opiniões ou interpretações desse ou daquele canonista, já bateu martelo sobre essa questão com base naquilo que sempre ensinou a Doutrina da Igreja:

    “Santo Tomás de Aquino e, depois dele, todos os Teólogos retomam esta doutrina: a criança que é baptizada não crê por ela mesma, mediante um acto pessoal, mas mediante outros; “pela fé da Igreja que lhe é comunicada” [25]. Esta doutrina acha-se expressa também no novo Ritual do Baptismo, quando o celebrante pede aos pais, padrinhos e madrinhas para professarem a fé da Igreja, “na qual as crianças são baptizadas” [26].

    15. Entretanto, embora a Igreja esteja bem consciente da eficácia da sua fé que opera no Baptismo das crianças e da validade do Sacramento que lhes confere, ela reconhece limites à sua prática, dado que, exceptuado o caso de perigo de morte, ela não acede a que o Sacramento seja administrado sem o consentimento dos pais e a séria garantia de que a criança baptizada irá receber a educação católica [27]; ela preocupa-se, com efeito, tanto com os direitos naturais dos pais quanto com as exigências do desenvolvimento da fé na criança.

    16. É à luz da doutrina acima recordada que devem ser julgadas certas opiniões, que se exprimem nos nossos dias a respeito do Baptismo das crianças, às quais tendem a pôr em discussão a legitimidade desta prática como norma geral.

    Concretamente, a pastoral do Baptismo das crianças deverá inspirar-se em dois grandes princípios, dos quais o segundo está subordinado ao primeiro:

    1) O Baptismo, necessário para a salvação, é o sinal e o instrumento do amor preveniente de Deus, que liberta do pecado original e comunica a participação na vida divina: por si, o dom destes bens às criancinhas não deve ser diferido.

    2) Deve-se estar na posse segura de garantias de que tal dom se possa desenvolver, mediante uma verdadeira educação na fé e na vida cristã, de modo que o Sacramento atinja a sua total “verdade” [37]. Essas garantias são dadas, normalmente, pelos pais ou parentes próximos, embora possam ser supridas de diversos modos na comunidade cristã. Todavia, se tais garantias não são sérias, isso poderá constituir motivo para se adiar o Sacramento, e dever-se-á mesmo negá-lo no caso de elas serem certamente inexistentes.
    http://www.doctrinafidei.va/documents/rc_con_cfaith_doc_19801020_pastoralis_actio_po.html

    Pois bem, eu tenho um irmão aí no Brasil que vivia amasiado com sua mulher e tiveram uma filha. Quando resolveram batizar a minha sobrinha Cecília, o padre que é de uma paróquia TL disse-lhes que eles tinham que se casar primeiro no religioso se quisessem batizar a menina. Como na época eles recusaram, minha sobrinha ficou sem ser batizada por muitos anos. Quando resolveram por insistência minha, tentar novamente o batismo da Cecília ela já estava com 8 anos de idade. Dessa vez o padre exigiu que a Cecília fizesse quase 2 anos de Catecismo pra depois ser batizada. Finalmente depois de tanta oração e intercessão, tanto meu irmão acabou se casando na Igreja no ano passado como a Cecília também foi batizada. E antes que isso acontecesse ainda tiveram que participar de “curso para casamento” na paróquia.
    Ou seja, quando se trata de um casal normal eles seguem as instruções da Congregação para a Doutrina da Fé, mas atualmente quando se trata de sodomitas querendo usar a igreja como plataforma do lobby gay, não apenas abrem excessões alegando “misericórdia” como tb fazem todo esse teatro na mídia pra mostrar “o quão são misericordiosos”. Eles são é desonestos e perversos.

    • Prezada Sra. Gercione,

      De fato, o documento da Congregação da Doutrina da Fé citado acima é de suma importância, mas trata especificamente da legitimidade do batismo de crianças (o que era questionado por alguns teólogos) e do batismo de crianças cujos pais não receberam o sacramento do matrimônio. Este documento foi a resposta negativa da Congregação à prática, muito comum em certo período, de se negar o batismo a crianças cujos pais viviam em situação matrimonial irregular, condicionando o batismo da criança ao matrimônio dos pais. Se o nascimento de sua sobrinha foi posterior a este documento, então, infelizmente, o sacerdote que se recusou a batizá-la agiu arbitrariamente, a não ser que tenha verificado a situação prevista no n. 2: “Se não há garantia séria de que a criança será educada na fé, isto pode constituir motivo para se adiar o Sacramento”. Já para caso de crianças adotadas por “pares homossexuais”, não há ainda uma resposta oficial da Congregação para a Doutrina da Fé. Ainda durante o pontificado do Papa Bento XVI, foi feita uma consulta a todas as Conferências Episcopais bem como a canonistas, mas, pelo que me consta, a Santa Sé ainda não publicou um documento definitivo sobre este assunto. É por isso que me referi à opinião dos canonistas que foram consultados pela própria Santa Sé. Enfatizo: é apenas uma opinião de peritos, não uma decisão da autoridade competente. Contudo, quando a Igreja estabelece uma norma canônica para novas situações, normalmente faz analogia como uma lei já em vigor para alguma situação similar. Neste sentido, a norma acima referida afirma dois princípios fundamentais: 1) o direito da criança de receber o Batismo; 2) o dever da Igreja de verificar se há garantias reais de que a criança será educada na fé pelos pais, parentes próximos ou mesmo, de diversos modos, pela comunidade cristã. Se esta condição posta não se verifica, então, sim, adia-se o batismo. O que é absolutamente certo é que o batismo de uma criança não pode nunca ser tomado como uma legitimação tácita de uma situação irregular e pecaminosa.

  20. Se aprovam duplas homossexuais porque não a comunhão aos divorciados? É bem verdade que o Papa é o expoente, mas de modo algum é ó único ambíguo na Igreja em relação a esses assuntos. Cardeais, Bispos e muitos, muitos padres também pensam o mesmo – vide exemplo acima. Tenho um amigo que não quis se casar com uma mulher divorciada, pois não era correto aos olhos de Deus. Mas, pelo jeito, a maioria dos padres diria simplesmente que ele é um paspalho.

  21. Gercione Lima,

    Perfeito o seu texto. Por favor, se possível, elabora um artigo mais extenso dele e publique. Precisamos de informações que a Igreja modernista que está infiltrada na Igreja de sempre, não tem fundamento nenhum e estão jogando com esse falso argumento de “misericordia”.

  22. Será que dom Orani não enxerga tudo o que vem fazendo esse padre Omar?

  23. Sou do estado do Rio e também li a matéria, estava esperando o Fratres compartilhar algo sobre ela para dizer o seguinte: TUDO FOI MILIMETRICAMENTE CALCULADO!
    O padre Omar já escreve uma coluna, se não me engano, dominical no Jornal O Dia, que é claramente um periódico esquerdista e anticristão, basta lê-lo para perceber isso. Por isso, falo, sem medo de errar, que o batizado, o padre e a matéria, tudo estava acertado com antecedência, com o objetivo claro de promover o padre e promover a visão que normaliza a pederastia e a adoção de crianças por homossexuais.
    Enfim, é mais um golpe contra Igreja, promovido, infelizmente, por aquele que deveria ser guardião da fé.
    A Arquidiocese do Rio está uma bagunça, Dom Orani nada faz, está endividada, está entregue às moscas, a coisa está tão feia que sessenta seminaristas foram mandados embora do Seminário São José.

    Infelizmente, já imagino a resposta deles para toda essa bagunça na fé: Estamos em conformidade com o Papa e o Sínodo das Famílias!

    PS: um ou alguns dias depois dessa matéria que, aliás, consumiu uma página inteira do jornal e nas primeiras folhas, saiu outra matéria com a mesma dupla de homossexuais que dizia que eles passariam a lutar para que homossexuais tivessem o direito de adotar crianças.

    • O endividamento da Arquidiocese do Rio de Janeiro é proposital, isto é, as contas não são pagas para que, a título da necessidade de saldá-las, os bens da Igreja sejam vendidos. Aconteceu isso mesmo aqui em Salvador – Bahia. O Colégio Maristas, pertencente aos “Irmãos Maristas” e cujo nome oficial é “Colégio Nossa Senhora da Vitória”, viu-se em uma situação dramática. Explicando melhor, desde que o colégio passou a ser dirigido por leigos modernistas, a qualidade de ensino decaiu, a doutrina católica foi totalmente abandonada e, por fim, os dirigentes modernistas (ímpios), em conluio com os “Irmãos Maristas” disseram que precisavam vender a sede do colégio, pois estavam endividados. Vale salientar que o Colégio Maristas aqui em Salvador – Bahia, fica localizado em um bairro nobre. Consequentemente, é muito valorizado. E mais: o lindo prédio antigo (com capela, piscina, área verde, etc) foi vendido para uma construtora famosa. Claro que a empreiteira construirá um condomínio de luxo no local, auferindo grandes lucros. Contudo, a demolição do prédio foi embargada pela justiça; é que os pais de alunos e ex-alunos (muitos deles famosos e de peso na Bahia) entraram na justiça. Atualmente, o colégio funciona em um prédio modernista na Avenida Paralela, aqui mesmo na capital baiana. De colégio confessional e dedicado a Maria, por isso é “Maristas”, tornou-se uma escola orientada para a maldita e depravada “Teologia da Libertação”. Registre-se, também, que o colégio cobra uma altíssima mensalidade.Então, com ocorreu tal endividamento? Que estranho…

  24. Esse é o padre que usou a estola com a foto da Regina Casé no batismo do filho dela? Lembro que na ocasião ele fez vir a público uma declaração que não usou aquela estola no Rito Sacramental, etc… que aquela estola não era uma transgressão litúrgica, etc… e que era presente da Regina Casé e só usou depois do batismo, e mais etc… e quantos mais “et ceteras” ele quiser usar… E agora? Qual o argumento para refutar as “aparências”?

  25. O P. Luiz Cláudio apenas mencionou a opinião de alguns anonistas a esse respeito. Quanto à Congregação para a Doutrina da Fé, já vi posições diferentes sobre o mesmo tema e épocas diferentes, só não recordo agora o tema. Então, o mais seguro é recorrer não apenas à CDF mas também a outras fontes do Magistério, como os catecismos e encíclicas. O assunto é delicadíssimo. Muitos de nós aqui fomos batizados sem que nossos pais e padrinhos fossem firmes na fé ou até mesmo católicos praticantes, e isso mesmo antes ou durante da CVII. Talvez isso sempre tenha acontecido ao longo da história. A grande diferença é que em épocas passadas pecadores não afrontavam a Igreja com comportamentos bizarros na recepção dos sacramentos. Assumiam-se pecadores e não buscavam o reconhecimento de seu estado como algo natural. Imagino que para padres bem intencionados esse tema também seja um terrível drama de consciência. Penso também nos casos de crianças em situação de perigo de morte, onde o batismo é recomendado, independente da fé dos pais e padrinhos. Talvez seja isso que o P. Luiz Cláudio tenha pensado ao falar da opinião de alguns canonistas.

    De todo jeito, resta claríssimo que a celebração na capela Cristo Redentor foi escandalosa, tal como outra já ocorrida na Argentina e em outros lugares, e que esses temas nunca são abordados sob a perspectiva católica em nossas paróquias.

    Sugiro que rezemos uma dezena do nosso Terço por esse padre Omar Raposo, pedindo a Nosso Senhor que lhe dê as luzes necessárias para ser um bom padre. Talvez isso só aconteça caso ele tenha amizade com padres autenticamente católicos, mas para Deus isso é café pequeno.

  26. Essa situação infernal – a de se sermos surpreendidos cada dia por coisas cada vez mais constrangedoras -, gera um problema de consciência. Sendo a Igreja uma sociedade visível, de que maneira um simples fiel católico deve manifestar sua pertença a Igreja, visto que a defecção do clero, em todos os níveis, já denota uma situação de apostasia ‘de facto’? Por outras palavras, se não quero ter *nenhuma* comunhão com essa gente, o que devo fazer? Guardar essa decisão como algo de foro íntimo e continuar frequentando os ambientes que se acham em comunhão com esses caras? Não sei. Sei que eu não tenho a mesma religião que essa gente e não sou obrigado a ficar pajeando e rindo para os inimigos de Deus, independente de que condição forem.

  27. Notícias como essa fazem-nos tristes e felizes: tristes pelo óbvio e felizes de sabermos que Jesus está chegando para o dia do Juízo final.

  28. Mas o papa Francisco não disse que não se pode negar o batismo a ninguém?
    É claro que isso iria acontecer. E muito mais virá pela frente.

  29. E ainda tem quem nega o estado de necessidade: os cegos, os loucos, os perversos e os que filtram mosquitos e engolem camelos acham que a situação não é grave ou que a Igreja nunca esteve tão bem como hoje!

    Que será dessas crianças e que exemplo a Igreja dá a quem vê uma coisa assim? Este momento é para orar, vigiar e jejuar.

  30. Que os católicos, ainda perplexos e cada vez mais, não desprezem Dom Lefebvre ou Dom Antônio de Castro Mayer!

  31. É o Sínodo colocado em prática. Ou alguém acha que Francisco I se deu por vencido? Coisas piores estão por vir.

  32. O ponto que eu quis deixar claro aqui é que o chamado “casal do mesmo sexo”, excluiu da vida daquela criança um dos pais biológicos que estará pra sempre relacionado como parte da identidade biológica daquela criança.
    E não importa o motivo que leve dois sodomitas a querer criar ou adotar uma criança: seja porque os pais biológicos da criança morreram ou a abandonaram em um orfanato, seja porque houve um divórcio e um dos dois resolveu “sair do armário” assumindo a guarda daquela criança, seja porque hoje é possível fazer uma criança por meio das novas técnicas de reprodução assistida, a verdade que permanece é que todos esses fatores inevitavelmente resultaram em prejuízo para a criança, pois muito antes da Declaração Internacional dos Direitos das Crianças declarar que toda criança tem o direito natural a um pai e uma mãe, assim já o dizia a Igreja e o Direito Natural e se por algum infortúnio ela se vê privada desse direito, ela continua tendo todo direito a uma adoção que venha restaurar ou atenuar a perda dos pais biológicos e sobretudo o direito de saber que aquelas pessoas que a estão criando não foram a causa da privação desse direito.
    Adoção ou criação de crianças por pares homossexuais é portanto abuso infantil. É privar a criança do seu direito fundamental a um pai, a uma mãe, é privá-la do acesso a todo um histórico familiar que remonta a gerações e que faz parte de seu patrimônio genético. Isso é uma injustiça ímpar.
    Então, o que me deixa indignada é que a “igreja da misericórdia” bergogliana, que tanto fala em justiça, caridade, misericórdia, não tenha um pingo de misericórdia por essas crianças que tem seu direito fundamental violado desde o momento de sua concepção.
    Essa criança crescerá achando que a Igreja aprova a violação do seu direito natural, pois não se levantou pra defendê-lo quando podia e tinha a obrigação de fazê-lo. Foi cúmplice de uma injustiça, se calou e ainda deu aprovação tácita ao conferir-lhe um sacramento que ela não pediu, apenas para agradar os violadores do seu direito natural.

    “Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo. Mas se alguém escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar. (Mateus 18:5-6)

    João Paulo II, não cansava de repetir em seus discursos e escritos: “no caso de uma lei intrinsecamente injusta, […]nunca é lícito conformar-se com ela, nem participar numa campanha de opinião a favor de uma lei de tal natureza, nem dar-lhe a aprovação com o seu voto. (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 73).
    Mas estamos vivendo tempos bergoglianos e não paulinos.
    Hoje é sabido que aquela abominação perpetrada na Argentina por duas lésbicas batizando uma menina foi previamente combinado entre Bergoglio e Christina Kirshner, assim como é sabido que o caso das referidas lésbicas foi levado para o Sínodo da Familia também a pedido do próprio Bergoglio, conforme denunciado por Sandro Magister.

    Ou seja, ele primeiramente deu aval àquela abominaçãoo pra depois usá-la como exemplo para abrir jurisprudência dentro da Igreja.
    E daqui pra frente muitos outros casos pipocarão em igrejas do mundo inteiro, até que fiéis como aqueles da África resolvam agir com violência pra dar ponto final a esse acinte.
    Eu então eu me pergunto, afinal de quem ele está a serviço? Porque não parece ser de Cristo.
    O Cardeal Burke deixou bem claro qual é e sempre foi a posição da Igreja no tocante à exposição de crianças a essa abominação:
    https://fratresinunum.com/2014/10/10/cardeal-burke-responde-ao-discurso-do-casal-australiano-nao-escandalizem-seus-filhos-ou-netos/

    “Esta é uma questão muito delicada, e é ainda mais delicada pela agressividade da agenda homossexual. Mas é preciso abordar esse tema de maneira muito calma, serena, razoável e cheia de fé. Se as relações homossexuais são intrinsecamente desordenadas, e de fato o são – a razão nos ensina isso e também a nossa fé – então, o que significaria para os netos terem presentes em uma reunião familiar um membro da família que está vivendo [em] uma relação desordenada com outra pessoa?
    Se fosse outro tipo de relacionamento – algo que fosse profundamente desordenado e prejudicial– não exporíamos nossas crianças a esse tipo de relacionamento, à experiência direta dele. Assim, tampouco deveríamos fazê-lo no contexto de um membro da família que não apenas sofre de atração pelo mesmo sexo, mas que optou por viver essa atração,por agir de acordo com ela, cometer atos que são sempre e em todo lugar errados e maus.
    E sabemos que com o tempo, esses relacionamentos deixam a pessoa profundamente infeliz. E por isso é importante nos mantermos o mais próximos que pudermos. Mas, essa forma particular de relacionamento não deve ser imposta aos membros da família, e especialmente a crianças impressionáveis. E exorto os pais ou avós — quem quer que seja – que sejam muito, muito prudentes neste assunto e não escandalizem os seus filhos ou netos”.

    Quanto à Instrução da Congregação para a Doutrina da Fé, ali está bem clara qual sempre foi a posição da Igreja. É bem verdade que muitos de nós aqui fomos batizados sem que nossos pais e padrinhos fossem firmes na fé ou até fossem católicos relapsos, mas subtendia-se que numa família composta por pai e mãe casados na Igreja e que de certa forma mantinham fé na confissão da Igreja, seríamos educados conforme dita a fé Católica. Isso por si só se apresentava como uma garantia de que tal dom poderia se desenvolver. No caso que está sendo comentado, está mais do que claro que nem de longe existe tal garantia.
    Como disseram as lésbicas de Buenos Aires o importante pra eles é deixar claro que “somos uma família como outra qualquer” e temos todos os direitos.
    Infelizmente não temos não, pois como já dizia o Cardeal Pie de Poitiers:

    “”People can talk all they like of the Rights of Man: there are two of them that must never be forgotten. Every man is born with the right to death and the right to hell.” Cardinal Pie”

    As pessoas podem falar o que quiserem sobre os Direitos do Homem: mas há dois deles que nunca deveriam ser esquecidos. Todo homem nasce com o direito à morte e ao inferno”. Cardeal Pie.

  33. Que texto contraditório dessa senhora Maria Clara Gomes. Ela fala fala fala sobre um ponto de vista e depois diz: mas não entrando nesse mérito; ela não tem foco nesse texto… simplesmente atirou para todo lado.

    Vejamos: logo no começo ela diz que o padre faz um “reconhecimento implícito” do casamento gay. Não reconheço que ele tenha feito isso, e sim tenha realizado o batismo de duas crianças, já que o “batismo é para todos”.

    Eu que não quero entrar na questão do casamento gay, sinceramente não vou debater isso. Mas o direito ao Batismo, SIM, é de todos.

  34. Mais uma celebração da Igreja Apostólica Adocicada do Brasil…