Roberto de Mattei no Instituto do Bom Pastor e em Congresso da FSSPX.

Na última sexta-feira, 9 de janeiro, o Prof. Roberto De Mattei ministrou uma conferência no seminário do IBP em Courtalain, França, sobre Sínodo das Famílias, a Cúria Romana e o Concílio Vaticano II, conforme noticiado pela página oficial do instituto no facebook.

IBP

O Prof. De Mattei está na França e falou também no congresso da revista Courrier de Rome, que é organizado pela FSSPX e que ocorreu em Paris de sexta até ontem, sob o seguinte tema: “1914 – 2014, a reforma da Igreja segundo São Pio X e segundo o Vaticano II”. Especificamente, o Prof. De Mattei tratará da “liberdade religiosa e da separação da Igreja e do Estado”.

27 Responses to “Roberto de Mattei no Instituto do Bom Pastor e em Congresso da FSSPX.”

  1. Ué, Roberto De Mattei no IBP? Como assim?

    O mundo dá voltas… Vocês se recordam que, de acordo com a “pregação” de Alberto Zucchi, no Jantar de Natal Montfort 2013, foi PECADO MORTAL ter assistido à palestra sobre o Concílio Vaticano II que o Professor De Mattei deu aqui São Paulo no Club Homs?

    Nessas circunstâncias, ficam algumas perguntas, entre tantas outras, para o AMBÍGUO Alberto, autor de “IPCO – Os Zumbis voltam à cena”:

    1. Também o IBP está promovendo uma seita?

    2. Seguindo sua lógica, Alberto, o “valente”, vai escrever em protesto ao Padre Laguérie, censurando-o pelo gravíssimo erro de promover uma seita com esse convite do IBP ao De Mattei?

    3. Os membros do IBP – padres e seminaristas – que assistiram a essa conferência também cometeram, objetivamente, um pecado mortal mais grave que o de ir a um cinema pornográfico (sic!)?

    Com a palavra, o “Seu” Alberto, que, aliás, já deveria ter percebido, há muito tempo, que quanto mais fala, mais se condena.

    Em seu afã de destruir aqueles que considera seus “inimigos”, continua ele a descer a ladeira de presepada em presepada…

    Sem dúvida, o tradirromântico e sectário Alberto Zucchi ajudaria mais o IBP, se assinasse seus cheques calado, isto é, sem que sua mão esquerda soubesse o que dá a direita (Cf. S. Mateus 6, 3).

    Feliz 2015 a todos!

    Guilherme Chenta

    Cf. O Instituto do Bom Pastor e o Concílio Vaticano II. http://guilhermechenta.com/2014/05/27/o-instituto-do-bom-pastor-e-o-concilio-vaticano-ii/

    Cf. Montfort-Zucchi: tradirromantismo, sectarismo e AMBIGUIDADE. http://guilhermechenta.com/2014/12/23/montfort-zucchi-tradirromantismo-sectarismo-e-ambiguidade/

  2. É rir para não chorar! kkkkkk!!!! Tadinho do Seu Zucchi.

  3. Já que o negócio é o ataque, ninguém lembrou do Monsenhor de Santa Maria Maggiore, o Padre João Clá que está de plenos amores pela esquerda católica, e que tanto fez desviar almas que seriam da Tradição?

  4. O verdadeiro legado Montfort foi de Alberto Zucchi. Guilherme Chenta vivia enganado. Com efeito, o Sr. Orlando Fedeli era uma pessoa controversa. Realizou algumas coisas boas e desafortunadamente cometeu muitos erros. Um dos seus defeitos era a transformação ao gosto dos acontecimentos. Foi homem de Plínio Correa de Oliveira, sendo um membro típico da TFP. Criticava Dom Mayer, especialmente atribuindo ao Prelado uma ação tíbia no Concílio Vaticano II. Depois rompeu com o Doutor Plínio. Afinou-se com Dom Mayer. Foi amigo dos padres de Campos, inclusive Dom Rifan. Depois se afastou. Aproximou-se da FSSPX, depois rompeu. Foi sedevacantista, depois ajoelhou-se aos pés de João Paulo II, e foi ardoroso defensor de Bento XVI. Criticou a Ecclesia Dei. Depois aceitou-a aderindo inclusive ao IBP. Foi monarquista depois andava com gente que defendia a República. Acolhia seus alunos. Depois rompia com eles acusando-os de traidores (tal qual foi acusado Chenta pelo Zucchi).Era ardoroso devoto de Nossa Senhora de Fátima. Com a queda do comunismo chegou a questionar a veracidade da aparição de Fátima. Depois voltou a ser devoto de Fátima. Ensinava que não se devia assistir a Missa Moderna inteira, que para comungar somente deveria entrar depois da Consagração. Depois disse que isso era um absurdo, que o certo era assistir a Missa Moderna inteira para comungar. Il Professore era mobile! Alberto Zucchi somente está realizando o que seu mestre legou. A aproximação recente da Montfort com o clero progressista é uma evidência do gosto pela transformação. Não por menos Zucchi refutou Chenta colocando o Fedeli no meio. Não se surpreendam se um dia Roberto De Mattei receber um convite de Zucchi para fazer uma palestra na Montfort. Nem De Mattei deve se surpreender.

    • Thomas, como você prova tudo isso que falou sobre o Professor Fedeli? Qual a prova, por exemplo, de que ele foi sedevacantista?

      Outra coisa que digo é que você não pode criticar as pessoas porque elas mudam. Isso é normal. Afinal, não somos infalíveis. Criticar alguém simplesmente porque ela mudou é algo muito leviano (para retomar o que Aécio dizia à Dilma na campanha).

    • Adrian. A crítica não é porque a pessoa muda, já que a beleza da conversão também é uma mudança. A crítica é porquê se muda. Você não criticaria Dom Arns que na mocidade criticou o socialismo e depois aliou-se ao socialismo? Você não criticaria Mussolini que na mocidade foi socialista e depois converteu-se em um direitista fajuto? Você não criticaria Tristão de Athaide, conservador convicto, que abandonou seus pares e adotou o progressismo? Enfim, você não vê erro no anjo de luz que se transformou em anjo das trevas? Preciso provar que Orlando Fedeli serviu a Plínio Correa de Oliveira? Preciso provar que ele foi da TFP? Como qualquer membro da TFP ele criticava Dom Mayer e repetia que o leão rompante do brasão do bispo era banguela porque não mordeu no Concílio Vaticano II. Depois… bem depois fizeram implante na boca do leão. Existe na internet fotos do Professor Orlando dando aulas em Campos depois da ruptura da TFP. É mais do que público que ele recebia em São Paulo o Dom Rifan. E existe foto de Orlando Fedeli recebendo o Padre Scmidberger em São Paulo, então o superior da FSSPX. Já se denunciou que Orlando Fedeli mostrava a foto de João Paulo II à beira da piscina, e foi dito que o Sr. Orlando comentava que quem assim agia não podia ser papa. Foi denunciado que o Sr. Orlando disse nos idos da década de 80 que aceitar a Ecclesia Dei era aceitar o papa. A dúvida quanto à Fátima foi dita publicamente em reunião na sede da Montfort. No You Tube há vídeo que OF condena a prática de se assistir parcialmente a Missa Moderna, que tal costume advinha da TFP. O Dr. Cícero Harada teve boas relações com OF. Cícero Harada foi nomeado presidente da Comissão de Defesa da República e da Democracia na OAB.

    • Desculpe, Thomas, mas você não apresentou nenhuma prova, mas apenas seu testemunho pessoal, e não há motivo para eu acreditar em você, inclusive porque vc fala escondido sob um pseudônimo.

  5. Todos são passíveis de erro, até porque, é só lembrar do papa rotineiramente, pois até ele erra.

    Agora, colocar o Alberto no pau de arara desta forma é no mínimo falta de humildade.
    Mas oh, vejamos só, temos uma exceção: o Guilherme sim é infalível.

  6. Roberto de Mattei no IBP, Roberto de Mattei na FSSPX… Só observo… Só observo… Antigamente as posições eram mais claras, hoje em dia se transita aqui e acolá com muita desenvoltura… Algo mudou? O panorama está melhor do que há anos atrás?

  7. Estou aguardando, ainda, a crítica construtiva do Sr. Alberto Zucchi ao Concílio Vaticano II dirigida ao IBP.

    • Você tem razão, Watchman! Onde está o artigo do corajoso Alberto Zucchi no site Montfort criticando as palestras que Mons. Guido Pozzo deu no IBP e que o Chenta traduziu??

      Estamos aguardando!

    • E eu ainda estou aguardando a resposta dele ao Chenta depois da sova que tomou…

  8. Bruno Luís Santana , compartilho de sua preocupação. Dom Lefebvre sempre foi claríssimo e hoje vemos Dom Fellay em companhias estranhas e agora essa palestras de um conservador.

    Sinceramente, acho que a FSSPX sob Dom Fellay se tornará uma comunidade “Ecclesiae Dei” em no máximo 10 anos. A diferença da FSSPX hoje para a Adm. Apostólica (a qual pertenço) é que nesta as coisas começaram a mudar anos depois (já chegou até a “cestinha de dízimo” à moda modernista/protestante na paróquia onde estou) do “reconhecimento” e na FSSPX as mudanças estão sendo feitas antes.

    Por essas e por outras surgiu a União Sacerdotal Marcel Lefebvre, mas não vou me estender muito.

  9. Guilherme Chenta está precisando de um abraço.

  10. Caro Adrian. De que adianta assinar pelo prenome ou pelo pseudônimo? Respeitosamente digo que assinar Adrian ou Thomas Morus dá no mesmo. Quem é o Adrian? Foi aluno do Sr. Fedeli? Foi da Montfort? De outra forma, Adrian, não é verdade que eu dei apenas meu depoimento pessoal. Todo mundo sabe que OF foi o maior recrutador da TFP, portanto que ele serviu a PCO. Aliás, Adrian, leia o primeiro informativo da Montfort. Ali OF diz que foi da TFP e que foi enganado. Ora, somente poderia se sentir enganado se tivesse depositado confiança no Doutor Plínio. Existe carta de ruptura dos padres de Campos com OF. A ruptura foi dolorosa, se você não sabe. Os padres reclamavam que OF estabeleceu uma Gestapo para espioná-los. Sabe como é, os padres estavam afinando-se com o Vaticano (como se fossem somente eles. É, o mundo dá voltas…). Posso até conseguir a messiva. Mas não fosse a falta de tempo, e ainda mais, a compreensão que este forum não é para polêmicas extensas, até procuraria. OF, o monarquista, não teve qualquer escrúpulo em mencionar a participação do Dr. Cícero Harada, o guardião da República, no seu site. O evento Fátima foi de conhecimento de todos os seguidores da Montfort, inclusive Sr. Alberto Zucchi. Aliás, Adrian, se você quer mesmo confirmar estas questões basta indagar ao Sr. Alberto Zucchi. Não foi você que se pôs como juiz. Faça ocorrer as provas. Todavia, a despeito do estabelecimento deste tribunal particular, renovo meus respeitos, até porque somente posso considerá-lo sincero católico.

  11. Guilherme, não vejo caridade em suas palavras, desculpe ter que dizê-lo, mas só vejo difamação.
    É por isso que não dou crédito em tudo que diz.
    Quando errar (e vai errar) saberá do que estou falando. Pelo que você conta, você também já foi “Judas Malhado”…mas parece que sua vida é uma vingança eterna.
    Chorando constantemente com palavras, e ódio nada relativo.

    Pelo contrário. É evidente em suas palavras a atitude de quem “morde” por revolta meramente PESSOAL a pretexto de IBP e Missa Nova, isto sim é subverter a realidade, Guilherme..ou devo dizer: “Futuro Presidente” de uma associação?

    Picuinhas pessoais são picuinhas pessoais.
    Não se trata de heresias para se “refutar” publicamente como se estivéssemos discutindo os dogmas de Nossa Senhora perante o mundo moderno. Mas não. Se trata apenas de uma “rixa” que ao invés de resolver fora da internet, lava roupa suja, e haja roupa suja lavada, na internet.

    • Caro Juliano (se é que você se chama “Juliano” mesmo),

      Já me deparei não sei quantas vezes com “argumentações” como a sua. Você, escondido, me ataca em nível pessoal de forma gratuita, mas você ABSOLUTAMENTE não trata do que apontei a respeito do “tradirromantismo”. Sua tática é a mesma tática sectária de Alberto Zucchi.

      Ademais, você nem se dá conta de que é contraditório, pois, deixando de lado a discussão de ideias, você veio A PÚBLICO NA INTERNET, para, ESCONDIDO, me atacar em nível pessoal. Você deveria ter sido coerente e ter, ao menos, me contatado privadamente, para lavar essa suposta roupa suja que você veio aqui lavar; aqui você só tratou de minha pessoa, e nem um pouco de ideias.

      Seu discurso de bom moço é falso e sua sorte aqui é justamente a de estar protegido pelo anonimato.

      Se você quer mesmo participar da discussão sobre o tradirromantismo, você deve deixar de lado os ataques pessoais gratuitos e começar a ESTUDAR. Caso contrário, sem conhecimento da questão, é melhor mesmo você ficar calado.

      Aguardando uma participação inteligente e FRANCA de sua parte (isto, é sem anonimato), despeço-me.

      Até mais,

      Guilherme

      Cf. Debate com a tradirromântica Montfort-Zucchi: http://guilhermechenta.com/2014/07/10/debate-com-eder-moreira-sobre-instituto-do-bom-pastor/

  12. Aliás, haveria a verdadeira caridade nesta discussão toda, se houvesse honestidade intelectual e se não se substituísse o debate de ideias por ataques pessoais gratuitos, como você fez agora, Juliano.

    Mais uma vez, deixo o convite: http://guilhermechenta.com/2014/07/10/debate-com-eder-moreira-sobre-instituto-do-bom-pastor/

  13. Guilherme,
    Você me acusa de estar deixando de lado a discussão das ideias. Interessante…
    Mas quais idéias Guilherme? Ah, sim….as suas idéias, que são como que faísca de alguém que está queimando de ódio.

    Reconheça Guilherme, não é a toa, não mesmo, que não há um só “post” ou “comentário” em seu site ou aqui que você não cite este “tradir…” (me engasguei), ou mesmo o nome “Alberto”.
    (Reflexo de seu ódio insaciável)

    Deverias estar preocupado com isto, a começar pela sua fé que creio eu que não é pequena pra se perder assim…com faíscas!

    Não vê você que com estas atitudes apenas ajuda a destruir o trabalho de seu querido professor (site)?
    Não vê você que com isto, o “pré” leitor do site Montfort que busca um estudo da religião, tendo acesso a qualquer referência “Montfort” acaba por chegar até você?!
    Sim, você e suas acusações, que infelizmente (eles) acabam o associando como fruto de uma árvore que de fato não dá bons frutos – isto é o que eles pensam – quando pelo contrário, foi um fruto que caiu mais cedo e apodreceu sobre a terra.

    Em relação aos “ataques” pessoais gratuitos, pense HONESTAMENTE se sou eu que venho emanando ataques pessoais…gratuitos!?

    Não, não tenho o que debater. Nem do que me justificar.

    Não é porque a Igreja é fundada sobre uma pedra que seus fiéis devem possuir um coração do mesmo minério. Ao contrário, se for para ser minério comece pela água, com a humildade de reconhecer suas (e minhas) limitações.

    • Caro Juliano (ou “Juliano”),

      Seria muito mais fácil responder a você, se eu soubesse quem você é. Em todo caso, digo que você tem um discurso contraditório muito parecido com o de uma parcela dos atuais frequentadores da Montfort-Zucchi. Esses, depois de constatarem que o Alberto não tem condições de sustentar, com argumentos, suas posições tradirromânticas e suas atitudes sectárias, enveredaram pela seguinte linha: o Alberto errou, mas o Guilherme não deveria expor e discutir os erros do Alberto em público
      ou, como você mesmo disse, Juliano, colocá-lo no “pau de arara”.

      Acontece que isso também JÁ foi respondido no “Debate com a tradirromântica Montfort-Zucchi sobre o Instituto do Bom Pastor”. Por isso, não vou perder tempo, para responder acusações já respondidas. Fique com a resposta pública que já dei no texto de encerramento do debate com a Montfort-Zucchi.

      No mais, só tenho a lhe dizer duas coisas:

      Primeira: seja coerente com o que você mesmo diz e não volte aqui para lavar MINHA roupa que VOCÊ julga que está suja; volte aqui para discutir se o tradirromantismo é verdadeiro ou falso, e não para dizer que ajo movido por qualquer vício, DEIXANDO SIM DE LADO O DEBATE CENTRAL. Não subverta a realidade, trocando a discussão sobre o tradirromantismo por uma discussão sobre os motivos de Guilherme nesse debate. Siga o conselho de São Tomás: não importa quem diz, mas o que diz.

      Segunda: saiba que sempre estarei disposto a conversar, se você estiver disposto a entender o que está sendo discutido; você erra muito, ao dizer que estamos tratando de MINHAS ideias.

      Até qualquer dia,

      Guilherme

      POR QUE DEBATER COM A TRADIRROMÂNTICA MONTFORT-ZUCCHI?

      Em meio a minha resistência ao tradirromantismo da Montfort-Zucchi, tomei conselho com uma série de pessoas. Uma delas foi um sacerdote – que não é da FSSPX ou da “Resistência” ou de Campos ou mesmo ligado à TFP. Esse padre procurou me explicar que não adiantava nada eu tentar provar o óbvio para o Alberto, porque ele claramente sofre de algo que a psicologia classifica de “dissonância cognitiva”.

      A dissonância cognitiva de Alberto Zucchi caracteriza-se pelo conflito entre a posição tradicionalista dele (segundo a qual o Vaticano II está em ruptura com a Tradição) e seu desejo de aceitação pela hierarquia eclesiástica (segundo a qual há uma perfeita continuidade doutrinária entre o Vaticano II e a Tradição).

      Chegando à meia idade, o Alberto resolveu esse conflito por meio de uma distorção da realidade que harmonizou o que os Papas, especialmente Bento XVI, têm ensinado sobre o Concílio com suas próprias posições teóricas anti-Vaticano II, construídas desde o início de sua adolescência na TFP, da qual ele saiu já adulto, depois de rasgar a fotografia de Dona Lucília que ele levava em sua carteira.
      Nessa conversa, eu expliquei a esse sacerdote que eu – naquele momento em que já tinha tentado dialogar privadamente com o Alberto desde 2011 – tinha plena consciência de que não poderia fazê-lo enxergar nada que fosse na contramão de seu tradirromantismo, embora eu não conhecesse ainda o nome científico do fenômeno psicológico que eu vinha observando nele já há algum tempo, a saber, a tal da “dissonância cognitiva”. Dessa forma, expliquei a esse sacerdote que meus propósitos eram o de esclarecer o público externo sobre a loucura tradirromântica da Montfort-Zucchi e o de tentar ajudar meus amigos que lá permaneceram.

      Pontuei, nesse sentido, que meu objetivo era o de deixar uma vacina pronta e ao alcance de todos, e não o de bancar o Oswaldo Cruz com uma campanha de vacinação forçada, a qual só geraria revolta (Ref. Revolta da Vacina, 1904).

      Com efeito, expliquei a esse sacerdote que, por causa de minha experiência na Montfort-Zucchi, eu já estava plenamente consciente de que a cura contra o tradirromantismo requer a cooperação do doente, pois ser um tradicionalista romântico faz cessar, em nível psicológico, o desconforto que é a realidade de autoridades eclesiásticas exigindo de você – que procura ser um católico fiel à doutrina e submisso ao Papa – o abandono de suas posições teóricas sobre o Vaticano II, para aderir à “hermenêutica da reforma na continuidade”. Mais até: minha experiência no grupo do Alberto permitiu-me constatar como o tradirromantismo faz aquelas pessoas acreditarem deliciosamente que têm a posição perfeita, pois são anti-Vaticano II e são os católicos verdadeiramente fiéis a Bento XVI, que, de acordo com a realidade paralela do tradirromantismo, também seria anti-Vaticano II.

      Além disso, expliquei a esse sacerdote que esse debate público tinha também a função de deixar disponível uma segunda vacina, que seria contra o sectarismo da Montfort-Zucchi. Com efeito, esse debate permitiu deixar claro que Alberto Zucchi se vale de métodos sectários na condução do grupo cuja liderança ele assumiu após a morte do Prof. Orlando Fedeli. Para dizer o mínimo, e de forma resumida, a inteligência não tem vez na Montfort-Zucchi: a seus frequentadores é continuamente apresentada uma visão distorcida da realidade eclesiástica de nossos dias, a qual coloca a minoritária Montfort-Zucchi em posição de destaque, ao mesmo tempo em que a discordância dessa visão é punida com uma expulsão desonrosa.

      Nesse sentido de sufocamento da inteligência, é bastante grave o fato de sequer ser explicado corretamente aos demais membros qual foi o real conflito de ideias que, de acordo com o parecer do guru disléxico, ensejou a necessidade de banimento. Em vez de se dizer com franqueza a verdadeira causa da controvérsia intelectual, os demais participantes do grupo são incitados ao ódio contra o elemento divergente por meio da invenção de uma calúnia qualquer.

      No meu caso, a principal calúnia foi a de que eu abdiquei de minhas objeções a Plínio Correa de Oliveira e de que tornei um defensor da TFP; também inventaram, entre outras coisas, que eu estava me colocando contra o apostolado dos padres do IBP. Acrescento que essas calúnias, no melhor estilo Goebbels – minta, minta, minta, que algo fica –, foram repetidas ad nauseam, por mais que eu as tenha negado tantas e tantas vezes.

      Dessa forma, nessas circunstâncias de sectarismo irracional, por meio deste debate público, ficou claro o motivo real de minha divergência com Alberto Zucchi, a saber, minha não aceitação de seu tradirromantismo; ficou claro que ele não tem argumentos, para sustentar suas crenças; e ficou claro que ele recorreu a expedientes desonestos, para me assassinar entre parte de meus antigos amigos, para que eu não exercesse qualquer influência subversiva à ideologia tradirromântica. Por isso, por meio desta discussão pública, fica disponível também uma vacina contra o sectarismo da Montfort-Zucchi.

      […]

      Por fim, a todos os leitores desta polêmica, declaro que, não sem bastante esforço, fiz minha parte: denunciei o delírio tradirromântico como delírio e o sectarismo zucchiano como sectarismo. Evitei a “queima de arquivo”, para contribuir com a elaboração de vacinas contra esses dois vírus.

      Essas vacinas agora estão aí para quem quiser tomá-las por meio de uma análise isenta e objetiva dos argumentos que foram apresentados. Inclusive por uma questão de tempo, não posso fazer muito mais do que isso, para ajudar as atuais e as futuras vítimas do tradirromantismo sectário da Montfort-Zucchi.

      Àqueles que desejam julgar minha consciência e me acusar gratuita e preconceituosamente de que debati por vaidade, etc., etc. e etc., cabe-me apenas deixar, desde já, o meu perdão e manifestar que sempre estarei disponível, para conversar de forma racional e civilizada,sem sectarismo.

      Cf. Montfort-Zucchi: tradirromantismo, sectarismo e ambiguidade:

      http://guilhermechenta.com/2014/12/23/montfort-zucchi-tradirromantismo-sectarismo-e-ambiguidade/

  14. Levei várias negativadas. Não me importo. Faz parte. Mas o que eu disse é pura verdade. Os céus sabem. Todavia, não gostei do comentário do Leandro Gouveia. Parece-me que faltou caridade em relação ao Guilherme. Aquelas não são palavras. Se o Leandro discorda do Guilherme que o faça com argumentos e não com ofensa. E o Juliano se está realmente cioso da caridade que critique as indevidas palavras do Leandro. Assim manteríamos o nível católico, tão permanente neste forum. Afinal, este forum não está no nível de taberna de piratas com cantorias até altas horas da noite.

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