Como é duro escapar da inquisição do exército vermelho dos bergoglianos.

Por Antonio Socci | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: A furiosa “Inquisição progressista”, que nesses últimos dias se desencadeou contra Vittorio Messori, põe à vista uma grotesca intolerância que é o retrato da temporada bergogliana.

Eis o que aconteceu. No dia 24 de dezembro passado, Vittorio Messori assinou um comentário pacatíssimo, no Corriere della Sera, onde, com muito respeito, ao lado de elogios para com o Papa argentino, expôs algumas “perplexidades” sobre alguns de seus gestos e declarações. Dessa forma, o escritor deu voz a um desconforto que no mundo católico é cada vez mais vasto, ainda que não seja divulgado pela mídia secularista que anda muito ocupada em dar hosanas a Bergoglio todos os dias com um comportamento bajulador que chega ao ridículo “culto de personalidade”.

Muitos bispos e cardeais também estão enjoados desse personalismo exagerado e suspeito por parte dos eternos inimigos da Igreja, os quais, de fato, colocam Bergoglio acima da Igreja.

Muitos católicos estão abismados com essa busca ansiosa por aplausos a qualquer custo por parte do Papa Bergoglio, que não se ocupa dos cristãos perseguidos e massacrados, mas, digamos, depois de ter telefonado amorosamente a Pannella, também repetiu a dose com Benigni (citando-o de forma inadequada na missa em São Pedro) e ontem também chegou a intervir na cura do médico de Gino Strada.

No mundo católico circulam piadas sarcásticas sobre essa mundaneidade espiritual. Ao contrário, Messori evitou qualquer polêmica e toda aspereza. Nem sequer chegou a mencionar o traumático Consistório de fevereiro e o Sínodo de outubro, que viu pela primeira vez um papa dar apoio e sustentar, por trás dos bastidores, as teses heterodoxas de Kasper (bloqueadas por enquanto pela sublevação da maioria dos bispos e cardeais).

Ratzinger. Messori chegou mesmo a escrever isso – de qualquer modo -, o “Papa Emérito” deu “a aprovação plena às atividades de Francisco”, o que é verdade se com isso se entende que Bento XVI declarou o reconhecimento hierárquico a Francisco, mas temos que levar em conta que o Papa Bento jamais proferiu uma só palavra de adesão ao conteúdo do magistério de Bergoglio, ao contrário, em cada declaração pública nestes dois anos, Ratzinger confirmou o conteúdo de seu Pontificado que Bergoglio contradiz nos pontos mais importantes. As considerações de Messori foram pacatas e respeitosas. Mas para os inquisidores bergoglianos pouco importa. Basta demonstrar qualquer simples “perplexidade” para se tornar – aos olhos deles – suspeitos de sabotagem, de complô sombrio para acabar finalmente no Index dos livros proibidos. O cato-bergoglianismo defende o ecumenismo mais incondicional com protestantes ou ortodoxos, quer o diálogo com todos, secularistas, os maçons, os comunistas cubanos ou chineses, anti-globalistas*, islâmicos, e até mesmo com os terroristas do Estado Islâmico (como foi teorizado pelo próprio Bergoglio), mas nenhum diálogo com os católicos “ratzingerianos” ou – como ele mesmo chamou no Sínodo – “tradicionalistas”(isto é, fiéis ao Magistério de todos os tempos). Aqueles são “espancados”.

Então, em rajadas, eles alvejaram Messori. O primeiro a fazê-lo foi Luigi Alici, ex-presidente da Ação Católica – por assim dizer – martiniano, o qual definiu o artigo de Messori como “um exercício insuportável de jornalismo oblíquo” . Alici condena “escritores e jornalistas” que fazem comentários críticos sobre a “pessoa chamada para liderar a Igreja” (ou seja sobre a escolha de papa Bergoglio),  enquanto defende que o que deve ser “dessacralizado” é o próprio papado enquanto tal. De fato, ele elogia a ”obra providencial de dessacralização da figura do papa” que Francisco conduz “de maneira extraordinária”.

Na verdade, a doutrina católica diz exatamente o oposto de Alici: a sacralidade é própria do ofício papal (a “figura do papa”), não da pessoa, falível e pecadora, que, por sua vez, ocupa-o

Outro que chegou a se desencadear contra Messori foi Leonardo Boff, um dos nomes-símbolo da Teologia da Libertação na América do Sul. Boff exaltou Bergoglio e atacou, depois de Messori, o seu “amado Joseph Ratzinger” e “os outros Papas anteriores”. Boff é um ex-frade que em 1984 recebeu uma sentença negativa da Congregação para a Doutrina da Fé, presidida por Joseph Ratzinger. Em 1992, após várias advertências de João Paulo II, abandonou o hábito religioso. Suas posições impregnadas de marxismo (e agora também de new age) fizeram dele um líder anti-globalista. No dia 17 de dezembro, tornou-se público que o Papa Bergoglio ligou para ele solicitando seus livros, que servirão para preparar sua próxima encíclica sobre questões sociais e ecológicas (os conteúdos serão aqueles ouvidos no discurso papal no Centro Leoncavallo e outros centros sociais).

Boff diz: “O Papa pertence à teologia da libertação na versão argentina” . Ele acrescenta: “O Papa criticou a doutrina social da Igreja, ele a considera abstrata e não muito clara na distinção que deve ser nítida entre quem são os opressores e os oprimidos”. Apesar de ter deixado o hábito religioso, Boff diz: “eu celebro, eu faço batizados, casamentos, todos os sacramentos quando não há um padre. Os bispos sabem disso e me dizem, vá em frente. Eu me sinto bem, nesta veste de leigo”. E ninguém tem nada a dizer no Vaticano de Bergoglio, que também cancelou a suspensão “a divinis” dada por João Paulo II a Miguel D’Escoto, ministro sandinista que ainda hoje exalta Fidel Castro (isso explica o colapso desastroso de pertença à Igreja na América Latina: com pastores assim…). Finalmente, devemos mencionar o incrível ‘apelo’ intitulado “Não aos ataques contra o Papa Francisco” (Como? Com amordaçamento? Com a prisão dos dissidentes? Com a deportação para a Sibéria?).

O texto, com um abaixo-assinado da fina flor do cato-progressismo histórico, de Don Paolo Farinella a Alex Zanotelli, Don Santoro delle “Piagge” a Don Luigi Ciotti e das “Comunidades de  Base”, lança-se de cabeça contra o artigo de Messori, definindo-o como um “ataque direcionado e frontal”, “uma verdadeira declaração de guerra”, até mesmo “uma ameaça de caráter mafioso”. É engraçada esta conversão ultrapapalina do velho mundo da contestação. E esta vontade de censura? Não foi exatamente o cato-progressismo que se desencadeou na crítica contra os antecessores de Bergoglio? De resto, uma reação tão furiosa de intolerância contra Messori se fez notar até mesmo nos ambientes da corte bergogliana. E o diretor da revista Avvenire [ndr: da Conferência Episcopal Italiana] anteontem criou uma página inteira para demonstrar seu zelo ultra-bergogliano e condenar o pacato artigo do mais famoso escritor católico italiano, como se tratasse de um herege perigoso. Algo jamais visto, se recordamos o obséquio com o qual Avvenire sempre tratou certos clérigos que atacavam duramente Papa Wojtyla e Ratzinger.

O Conclave. É bem conhecida a reverência de Avvenire pelo cardeal Martini, que, nos seus últimos anos, divulgou críticas bem duras ao Pontificado de Ratzinger. Mas o “papa conservador” era humilde, aberto, com ele havia liberdade e tolerância. Em vez disso, o atual “número um” em palavras faz louvores  à “parresia”, mas, em seguida, de fato não suporta críticas e tem um estilo de comando sul-americano, que produz um clima de terror na Cúria. Resta então a pergunta de como é que um representante da “teologia da libertação”, como definido por Boff (agora consultor de Bergoglio), conseguiu conquistar o papado. A resposta está em um conclave apressado e confuso (provavelmente com algumas violações das regras, portanto, com uma possível nulidade da eleição). O Colégio Cardinalício mais conservador que se pode recordar foi persuadido a votar em um papa em continuidade com João Paulo II e Bento XVI quando, na verdade, estava votando no candidato da esquerda cato-progressista. Hoje muitos cardeais estão consternados. E tudo parece surreal. No Natal, trezentos dançarinos de tango alegremente se exibiram para o aniversário de Bergoglio no adro da Basílica de São Pedro, enquanto no mundo se intensifica o massacre dos cristãos.

Antonio Socci

30 Comentários to “Como é duro escapar da inquisição do exército vermelho dos bergoglianos.”

  1. Perguntar não ofende: são válidos esses sacramentos ministrados por um socialista confesso como o Genésio Boff?

  2. Bento XVI declarou sua “intenção de voto” quando mencionou os tais “grandes cardeais” que celebram o rito de sempre. Todo mundo sabe que ele estava falando de Burke, e essa importantíssima declaração condensa tudo: a desaprovação à desmontagem do Papado, empreendida por Francisco – o amargo –, e a única direção a ser seguida para minorar o esfacelamento final da Igreja, que é voltar à Tradição.

    Quanto a Francisco, a única arma que temos contra ele é a oração. “deposuit potentes de sede et exaltavit humiles”.

  3. Quem sabe…sabe!…conhece bem…!!!
    Parabéns!
    Excelente artigo! Muito esclarecedor…Ótimo!

  4. Caro Santiago:

    Rezar é o principal.

    Contudo, há algumas coisas mais que podemos fazer, com respeito e prudência, em relação aos rumos deste pontificado. Um bom exemplo é a atual campanha do IPCO, “Filial Súplica”, dirigida ao Papa Francisco.

    http://ipco.org.br/ipco/noticias/filial-suplica-ao-papa-francisco-repercute-nordeste-brasileiro

    Não podemos de forma alguma é ficar parados. Como disse Francisco: que haya lio!

  5. A beata Jacinta de Fátima não suportaria ler todos estes comentários contra o Papa, ela que prometeu depois da morte continuar a rezar muito por todos os sacerdotes (Memórias I,3.ª pag.128). Durante a sua estadia em Lisboa Jacinta disse “A desobediência dos Padres e dos religiosos aos seus superiores e ao Santo Padre ofende muito a Nosso Senhor” (in Francisco e Jacinta de Fátima, duas estrelas na noite do mundo por Jean- François de Louvencourt pag. 129).
    Que os beatos de Fátima interceda, por todos aqueles que participam nestes comentários que ofendem muito Nosso Senhor.

    • Teresa G.
      E Deus, não estará ofendido com o papa por ele estar a escolher o lado do inimigo? Se o papa escolhe o lado do inimigo, será que Deus ficará ofendido rejeitarmos seguir o mesmo caminho? Será ofensa a Deus escolher a Sua doutrina que a Igreja ensinou sempre?
      Que os beatos de Fátima interceda, por todos aqueles que por ignorância ou maldade participam na obra do inimigo porque ofendem muito Nosso Senhor.

    • Prezada Teresa G.

      Vc usaria melhor o seu tempo procurando se esclarecer sobre o verdadeiro sentido da obediência religiosa em vez de constituiu-se porta-voz de Jacinta e de Jesus Cristo. Melhor conselho: reze o terço e nos inclua em suas orações.

    • Quem era o Papa na época da beata Jacinta?
      Pio X?
      Na época dela isto que ela falou faz total sentido. Será que o papa Francisco se fosse padre na época de Pio X o respeitaria?

  6. Realmente, estamos vivendo os TEMPOS FINAIS!!!

    Senão, vejamos:
    Conheço pessoalmente o ex-frade franciscano Leonardo Boff (pseudônimo de Genézio Darci Boff), pois estudei na mesma Província dos frades franciscanos da Imaculada Conceição. Pior. Era do conhecimento de todos superiores (do campus do Instituto Teológico Franciscano, em Petrópolis-RJ), que ele vivia amasiadamente numa casa isolada com a Sra Marcia Maria Monteiro de Miranda (companheira? Esposa? Amante? Secretária?)

    E onde ficavam os votos de CASTIDADE, OBEDIÊNCIA e POBREZA?!?

    Em virtude disso tudo, decidi-me afastar da minha vocação religiosa e abandonar definitivamente Ordem dos Frandes Menores-OFM, idealizada pelo santo diácono Francisco de Assis.

    Verdadeiramente, é lamentável como também DIABÓLICO o papa Francisco consultar o teólogo e escritor brasileiro Leonardo Boff para escrever sua nova encíclica, a qual terá o meio ambiente como tema principal. “Mutatis mutandis”, seria a mesma coisa, por ex, a Santíssima Trindade consultar Satanás sobre seus decretos para o mundo. Algo TERATOLÓGICO, SURREAL e DESCABIDO.

    Vivemos, pois, as páginas do Apocalipse, o último livro da Sagrada Escritura. As profecias estão se cumprindo (apostasia, rumores de guerras, calamidades…).

    Que Deus tenha compaixão de Sua Igreja, pois terá que passar novamente pela Sua Paixão, Morte e Ressurreição para ganhar o Reino Celeste.

    Muita coisa virá à tona até 2017, ano do centenário de Fátima.

    Dias difíceis virão para a humanidade, por isso sugiro a todos a consagração ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria.

    “No fim, o Meu Imaculado coração triunfará” (N.S. Fátima, 1917).

  7. Teresa, de fato a beata Jacinta de Fátima não suportaria ler todos estes comentários contra o Papa, especialmente naquela época que se sabia exatamente quem era o Papa e nem se sonhava que o próprio Papa pudesse achincalhar o ministério petrino como se faz atualmente.
    No tocante ao momento atual, a questão é saber qual dos dois? Porque na mensagen do Terceiro Segredo de Fátima que concerne ao futuro, ou seja, para os nossos tempos, me parece que nem os videntes de Fátima sabiam quem era:

    “E vimos n’uma luz emensa que é Deus: “algo semelhante a como se vêem as pessoas n’um espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”.

  8. Boff podia ao menos revelar quem são os bispos que permitem que sua pajelança seja realizada.

  9. Há um equívoco no artigo de Antonio Socci. Bento XVI preparou o cardeal Angelo Scola para sucedê-lo. Ele tirou Scola do Patriarcado de Veneza e o nomeou Arcebispo de Milão para mantê-lo perto de Roma. A eleição de Bergoglio foi uma derrota que a maioria dos cardeais impôs ao Papa Emérito Bento XVI. Quem votou em Bergoglio o fez para se vingar de Ratzinger e do Summorum Pontificum.
    Ninguém foi induzido a erro nesse conclave. O passado de Bergoglio na Argentina é bastante conhecido. O que se podia esperar de um cardeal que celebrava a Hannukah com seus amigos judeus e, ao mesmo tempo, boicotava a celebração da missa tridentina em Buenos Aires?

  10. Imaginem vocês que o papa Francisco proferiu um discurso diante de uma delegação da “igreja” luterana onde anuncia que em 2017 (ano do CENTENÁRIO das Aparições de FÁTIMA) pela primeira vez os católicos juntamente com os luteranos irão comemorar os 500 anos da “reforma” protestante de Lutero… Isso mesmo, COMEMORAR!

    Ora, será que a Beata Jacinta de Fátima se ofenderia mais com os lamentos dos católicos perplexos que comentam neste blog que com tamanho disparate anunciado da boca do pontífice?

    • José,

      Podia indicar-me por favor as fontes dessa notícia? A confirmar-se, é uma notícia gravíssima, loucura total.. nem tenho palavras para descrever tamanha aberração!

    • Só Deus pode detê-lo. Humilhemo-nos e peçamos que o faça.

  11. Cara Teresa G. ,
    o que dizer de um papa que aparentemente aprova isto:

    http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/01/papa-francisco-e-tema-de-escola-de-samba-do-carnaval-argentino.html

    Se Nosso Senhor disse a irmã Lúcia de Fátima que estava triste e ofendido com o carnaval Lisboeta de 1940 o que dirá desse em que a figura papal e outros simbolos da Igreja são usados numa festa satânica?

  12. Teresa G!
    Naquele tempo…da Jacinta,um Papa não desmentia na RADIO VATICANO, o MILAGRE DA MULTIPLICACÃO DE PÃES E PEIXES, como BERGOGLIO o fez públicamente em 11.08.2013 (gravação pública,que qualquer cristão pode ouvir)!!!!!!!!
    Se ele não teve o cuidado de não falar essa Heresia……não dou eu que terei pejo de criticar tal aberração!!!…..
    Naquele tempo…de JACINTA…um Papa não beijava pé de muçulmanos na SEMANA SANTA!….nem chamavam DEUS-PAI de “mago”..etc e tal…não dizia ser o ALCORÃO ,um…”livro liiindo ,de paz”…!
    Naquele tempo….os Papas eram…servos amigos de JESUS DE NAZARÉ!!!
    Os tempos….eram ouuuutros! Claro!

  13. Como já escrevi aqui…e “moderaram”…,desde 2013,escandalizo-me com os ditos estranhérrimos de nosso Pontífice BERGOGLIO,e suas atitudes totalmente “modernas”para um Papa; atitudes..incompatíveis com a Nobreza e Autoridade do Cargo que ocupa na Igreja!
    Ah! são tantas…taantas..!!!!!…tanto em conceitos teológicos,como em desvalorização da figura papal…estranhezas. em referencia ao Cerimonial e Liturgia vaticanas….! Em cada homilia…sutis discordâncias doutrinárias,que só os mais atentos percebem.
    Infelizmente …estamos com grandioso”abacaxi” teológico…
    Só DEUS pode nos ajudar!!!!!
    MARANATHA!!!

  14. No tempo da Beata Jacinta de Fátima, os Papas eram os defensores do depósito da fé, numa época em que o comunismo e o ateismo ameaçavam dominar o mundo. Nos dias atuais, temos um papa que se cerca de gente da pior espécie, que não tem o mínimo amor ao sagrado e despreza todo o ensinamento dos seus antecessores…engraçado, se Bergoglio tem tanto amor aos pobres e ao pauperismo, porquê não foi ser missionário na África?

  15. Antonio Socci me encanta! Quanta verdade pungente sai de sua caneta! É quase um profeta!

  16. Será que a beata Jacinta consideraria ofender e desobedecer o S Padre papa Francisco de apresentar o comuno/homo/abortista/racista/bruxista Nelson Mandela e seu legado como exemplo a ser seguido?
    De não se questionarem as propostas do possível infiltrado na Igreja da Sinagoga de Satanás, Cardeal Kasper e Ass. com suas heterodoxias que redundariam na profanação da S Comunhão aos divorciados, e no tempo de Bento XVI foi descartado?
    De promover a “paz” entre duas facções comunistas que se odiarão sempre, de Cuba e os EUA do marxi-islamita Barak Obama?
    Até agora não me consta que o saudoso Bento XVI tenha endossado qualquer pronunciamento do papa Francisco.
    Os santos Padres anteriores compartilhavam dessas ideias?

  17. Caro Fábio Tavares:

    A notícia está aqui: http://www.news.va/en/news/pope-francis-receives-delegation-from-evangelical

    As palavras do Papa, diante da delegação luterana, foram estas, conforme o site oficial do Vaticano:

    “Hoje em dia, o diálogo ecuménico já não pode ser separado da realidade e da vida das nossas Igrejas. Em 2017 os cristãos luteranos e católicos comemorarão conjuntamente o quinto centenário da Reforma. Em tal circunstância, pela primeira vez luteranos e católicos terão a possibilidade de compartilhar uma mesma celebração ecuménica no mundo inteiro, e não sob a forma de uma comemoração triunfalista, mas como profissão da nossa fé comum no Deus Uno e Trino. Por conseguinte, no centro deste acontecimento encontrar-se-ão a oração comum e o íntimo pedido de perdão, dirigidos ao Senhor Jesus Cristo pelas culpas mútuas, juntamente com a alegria de percorrer um caminho ecuménico compartilhado. É a isto que se refere de maneira significativa o documento elaborado pela Comissão luterano-católica para a unidade, publicado no ano passado e intitulado: «Desde o conflito até à comunhão. A comemoração comum luterano-católica da Reforma em 2017». Possa esta comemoração da Reforma encorajar-nos todos a dar, com a ajuda de Deus e o auxílio do seu Espírito, ulteriores passos rumo à unidade, e a não nos limitarmos simplesmente àquilo que nós já conseguimos alcançar.”

    http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2014/december/documents/papa-francesco_20141218_chiesa-evangelica-luterana.html

    Se você pensar bem, os comentários da turma aqui do Fratres são até comedidos.

  18. Caro Fábio Tavares, também gostaria que tal notícia não fosse verdadeira… Porém – infelizmente – podemos confirma-la no seguinte vídeo:

    Em português, podemos ler informações sobre este triste anúncio no blog do Padre Marcelo Tenório:

    http://www.padremarcelotenorio.com/2015/01/nos-100-anos-de-fatima-francisco-festejara-a-reforma-protestante/

    Kirye Eleison

    • Pois, está visto que o ecumenismo descambou completamente do seu conceito original. Ecumenismo deveria existir para converter as almas à fé católica através do diálogo ou em questões sociais como o aborto e a eutanásia em que as posições dos protestantes e católicos são convergentes.
      Hoje vemos absurdos como esse: os protestantes comemoram a divisão e os católicos comemoram também. Enfim, sem palavras mesmo. Se não visse com os meus olhos não acreditava :(

  19. Amigos, viva Cristo Rei.

    O autor escreve:

    “(…) o ‘Papa Emérito’ deu ‘a aprovação plena às atividades de Francisco’, o que é verdade se com isso se entende que Bento XVI declarou o reconhecimento hierárquico a Francisco, mas temos que levar em conta que o Papa Bento jamais proferiu uma só palavra de adesão ao conteúdo do magistério de Bergoglio (…)’.

    Isso não é verdade: por mais de uma vez Ratzinger garantiu estar totalmente alinhado com o magistério bergogliano. Entre várias fontes confiáveis neste sentido, cito esta:

    http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/2670/37/

    Abraços a todos,

    Sandro de Pontes

  20. Se o cardeal Angelo Scola era um dos preferidos do papa emérito Bento XVI, mostra que teria credenciais para o papado. Quem sabe essa incumbência ainda lhe seja atribuída no futuro. Só Deus sabe.

  21. Jogo das diferenças…

    Papa Francisco, Dezembro 2014 em Roma:

    «Em 2017 os cristãos luteranos e católicos comemorarão conjuntamente o quinto centenário da Reforma. Em tal circunstância, pela primeira vez luteranos e católicos terão a possibilidade de compartilhar uma mesma celebração ecuménica no mundo inteiro, e não sob a forma de uma comemoração triunfalista, mas como profissão da nossa fé comum no Deus Uno e Trino. Por conseguinte, no centro deste acontecimento encontrar-se-ão a oração comum e o íntimo pedido de perdão, dirigidos ao Senhor Jesus Cristo pelas culpas mútuas, juntamente com a alegria de percorrer um caminho ecuménico compartilhado (…) Possa esta comemoração da Reforma encorajar-nos todos a dar, com a ajuda de Deus e o auxílio do seu Espírito, ulteriores passos rumo à unidade, e a não nos limitarmos simplesmente àquilo que nós já conseguimos alcançar».

    Papa Bento XVI, Maio de 2010 em Fátima:

    «Mais sete [2017] anos e voltareis aqui para celebrar o centenário da primeira visita feita pela Senhora «vinda do Céu», como Mestra que introduz os pequenos videntes no conhecimento íntimo do Amor Trinitário e os leva a saborear o próprio Deus como o mais belo da existência humana. (,,,) A beata Jacinta mostrava-se incansável na partilha com os pobres e no sacrifício pela conversão dos pecadores. Só com este amor de fraternidade e partilha construiremos a civilização do Amor e da Paz. Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída. O homem pôde despoletar um ciclo de morte e terror, mas não consegue interrompê-lo (…) Nossa Senhora pergunta: «Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?».
    (…) Possam os sete anos que nos separam do centenário das Aparições [2017] apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria, para glória da Santíssima Trindade».

  22. Discordo dos que andam dizendo por aí em ecumenismo com protestantes; pois detestam a Igreja católica, prova disso é estarem nas seitas e tentarem sem parar fazer proselitismo à base de mentiras e trapaças, pois as centenas de vezes que me confrontei com eles – creio ter-lhes fechado o bico – quando lhes mostro certas passagens que os põem em cheque, saem fora com cara azeda!.
    Se der moleza para eles, passam-nos a perna sem dó!
    Ainda: detestam ouvirem e prova de que essas seitas doutrinariamente são caóticas por causa do livre arbítrio, relativismo total, fundamentações humanas e os pastores nem confiarem nos outros, até se acusando de hereges devido às disputas entre si sem fim.
    Uma coisa aprenderam e apreenderam do pai deles Lutero: ter como ele a cabeça dura e detestarem a humildade; apesar do arrocho, jamais se confessam errados, não querem mais papo e quando encontram a gente na rua parece que nem mais se interessam nem cumprimentar, parecendo que estão insatisfeitos como se os flagrasse nalgum delito, coisa assim.
    Ser evangélico é atestado de ignorância religiosa, dura cerviz e raciocino deficiente – ou então, outro caso – é aqui que tiro meu sustento…