Os preparativos para a celebração ecumênica dos 500 anos da Reforma, em 2017.

Cidade do Vaticano (Rádio Vaticano) – Em 2017, luteranos e católicos vão celebrar juntos os quinhentos anos da Reforma Protestante e recordar com alegria os cinquenta anos de diálogo ecumênico oficial conduzido a nível mundial, na esteira do Concílio Vaticano II.

A Comissão Internacional de Diálogo Luterano-católica pela Unidade, já há alguns anos organizou uma programação com vistas a uma possível declaração comum por ocasião do ano da comemoração da Reforma, em 2017. Nos últimos ciquenta anos, o diálogo ecumênico realizou grandes esforços buscando relacionar a teologia dos reformadores às decisões do Concílio de Trento e do Vaticano II, avaliando se as respectivas posições se excluem ou se completam mutuamente.

Em 2013, a Comissão de diálogo publicou o documento intitulado ‘From Conflict to Communion. Lutheran Catholic Commom Commemoration of the Reformation in 2017’, onde após uma detalhada introdução sobre as comemorações comuns, dedica dois capítulos à apresentação dos eventos da Reforma, resume a teologia de Martin Lutero e ilustra as resoluções do Concílio de Trento. A conclusão do documento apresenta um resumo das principais decisões comuns da Comissão de Diálogo Luterano-católico em 1967, particularmente sobre a justificação, a Eucaristia, as Escrituras e a Tradição.

O documento sobre os preparativos às comemorações, foi apresentado em 17 de junho de 2013 durante uma coletiva de imprensa realizada do Centro Ecumênico de Genebra, e contou com a presença, entre outros, do Presidente e Secretário da Federação Luterana Mundial (FLM), de Dom Munib Youan e do Cardeal Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

Lançando uma nova luz sobre questões centrais da fé, o documento ecumênico possibilita a superação das controvérsias dos séculos passados e lança bases para uma reflexão ecumênica que se distinga do pensamento dos séculos precedentes, convidando assim os cristãos a considerar esta relação com espírito aberto, mas também crítico, para se avançar ainda mais no caminho da plena e visível unidade da Igreja.

Na primeira metade de 2014 deverá ser publicado o documento “Alegria partilhada pelo Evangelho, confissão dos pecados cometidos contra a unidade e testemunho comum para no mundo de hoje”, com textos e subsídios para uma oração ecumênica comum. Os textos foram preparados por um grupo de trabalho litúrgico formado por representantes da FLM e do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade.

Em 2017, o contexto histórico em que se recordará os 500 anos da Reforma é muito diferente do período em que ela foi implementada. A comemoração será realizada, pela primeira vez, numa época ecumênica. Assim, católicos e luteranos não pretendem festejar a divisão da Igreja, mas sim, trazer à memória o pensamento teológico e os acontecimentos relacionados à Reforma, precisamente o que escreve o Documento ‘Do conflito à Comunhão’, publicado em 2013.

O caminhar da história, tem levado luteranos e católicos a tornarem-se sempre mais conscientes de que a origem de acusações recíprocas não subsiste mais, mesmo que ainda não exista um consenso em todas as questões teológicas. Neste sentido, o documento “Do Conflito a Comunhão” conclui propondo cinco imperativos que exortam católicos e luteranos a prosseguirem no caminho em direção a uma profunda comunhão.

Diversos encontros realizados em 2013 marcaram esforços comuns com o objetivo de estreitar o diálogo, com reuniões entre o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e a Conferência dos Bispos veterocatólicos da União de Ultrecht, realizadas em Konigswinter, em julho de 2013 e em Paderbon, em dezembro. As Comissões de ambas as partes continuam os trabalhos sobre os temas: a relação entre a Igreja universal e a Igreja local e o papel do ministério petrino; e a comunhão eucarística.

Em fevereiro do mesmo ano, realizou-se em Viena o primeiro encontro entre a Comunidade das Igrejas Protestantes na Europa e o Pontifício Conselho, o que levou a reflexões sobre o conceito de Igreja e definições do objetivo ecumênico. Encontros sucessivos realizaram-se em Heidelberg e Ludwigshafen am Rhein, com a participação sete teólogos de ambas as partes.

Em 2013, diversas delegações luteranos encontraram-se com o Papa Francisco. Em 2014, uma delegação do Conselho da Igreja Protestante da Alemanha foi recebida em 8 de abril pelo Papa Francisco, encontrando-se sucessivamente com o Cardeal Koch. (JE)

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Palavras do Papa Francisco a uma delegação luterana alemã – 18 de dezembro de 2014:

Hoje em dia, o diálogo ecuménico já não pode ser separado da realidade e da vida das nossas Igrejas. Em 2017 os cristãos luteranos e católicos comemorarão conjuntamente o quinto centenário da Reforma. Em tal circunstância, pela primeira vez luteranos e católicos terão a possibilidade de compartilhar uma mesma celebração ecuménica no mundo inteiro, e não sob a forma de uma comemoração triunfalista, mas como profissão da nossa fé comum no Deus Uno e Trino. Por conseguinte, no centro deste acontecimento encontrar-se-ão a oração comum e o íntimo pedido de perdão, dirigidos ao Senhor Jesus Cristo pelas culpas mútuas, juntamente com a alegria de percorrer um caminho ecuménico compartilhado. É a isto que se refere de maneira significativa o documento elaborado pela Comissão luterano-católica para a unidade, publicado no ano passado e intitulado: «Desde o conflito até à comunhão. A comemoração comum luterano-católica da Reforma em 2017». Possa esta comemoração da Reforma encorajar-nos todos a dar, com a ajuda de Deus e o auxílio do seu Espírito, ulteriores passos rumo à unidade, e a não nos limitarmos simplesmente àquilo que nós já conseguimos alcançar.

46 Comentários to “Os preparativos para a celebração ecumênica dos 500 anos da Reforma, em 2017.”

  1. Converse com isso:

    “Deus est stultissimus” (Lutero, Conversas à Mesa, ed Weimar, N* 963, Vol. I , p. 487. Apud Franz Funck Brentano op. cit. p. 147).

    “Cristo Adúltero. Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte [do poço de Jacó] de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela? ” Depois, com Madalena, depois, com a mulher adútera, que ele absolveu tão levianamente. Assim, Cristo, tão piedoso, também teve que fornicar, antes de morrer” (Lutero, Tischredden, Conversas à Mesa, N* 1472, edição de Weimar, Vol. II, p. 107, apud Franz Funck Brentano, Martim Lutero, Ed Vecchi Rio de Janeiro 1956, p. 15).

    “Deus age sempre como um louco” (Franz Funck Brentano, Martim Lutero, p. 111).

  2. Não, os católicos não vão celebrar uma data triste como essa. Os católicos vão reiterar as orações da Sexta-Feira Santa para que os hereges deixem suas heresias e os cismáticos deixem seus cismas. Se Roma festeja uma desgraça dessas, como é que poderemos baixar a guarda e dizer SIM ao papa Francisco?
    Li essa semana uma crítica alegando que aceitamos o papa mas lhes negamos toda e qualquer obediência. E temos outra escolha? Temos como obedecer clérigos liberais? Se é para começar a obedecer, então quando é que compraremos a passagem para assistir as festividades da ruptura com a Igreja de Cristo? FRANCAMENTE, dá vontade de ser sedevacantista, seria tão mais fácil simplesmente encarar isso como sandices de um impostor ou de um ex-papa… Mas o liberal e o papa são a mesma pessoa. Durma-se com um barulho desses e diga que a noite foi boa!

  3. Em 2017 estarei em Fátima, celebrando os 100 anos das aparições e meus 40 anos, com a graça de Deus. Do protestantismo eu já saí, e sobre a “reforma” (que não reformou coisa nenhuma) não há absolutamente NADA a celebrar.

    • E se Deus permitir também estarei lá, em Fátima, para agradecer nossa mãe celeste pelas infinitas graças em minha vida. “Comemorar reforma”… esse povo deve estar ficando maluco!

  4. Concordo com os que me precederam nos comentários. Não há o que celebrar, pelo contrário, há o que se entristecer. Não há “pontos convergentes” nas doutrinas, não só porque os protestantes não aceitam o ponto central do catolicismo, que é a transubstanciação, como as “opiniões” que o fradeco tinha a respeito da santidade de Jesus.

    Um homem que diz – como nos recorda o comentário de Emerson Leite – que Jesus fora pecador, me parece oferecer pontos comuns, pelo menos no que pertine aos alicerces da fé, que é o ponto que interessa, afinal.

    Em suma, em credos onde não há semelhança no divino (transubstanciação) nem no humano (cometimento de pecados) como é possível uma celebração ecumênica?

    Celebrar o cisma, a divisão, a divisão da Igreja? Isso é motivo de celebração ou de luto?

    Ainda que fosse motivo de festa, ecumenismo representa rebaixamento da Igreja Católica. Se ao papa é indiferente ser um rebaixado, para a maioria dos cristãos conscientes, isto não é permitido porque fazemos parte da primeira divisão; a divisão de elite de Cristo.

  5. Não sei se haverá ALGUÉM para comemorar, visto que a maioria das igrejas luteranas estão mortas ou moribundas (Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Islândia, Estônia…), com suas bispas, casamento gays e toda forma de “abertura” ao mundo moderno. Por lei do estado, na Dinamarca se celebram casamentos gays nas igrejas. Ainda se mantém na Alemanha em vista do polpudo imposto religioso que recebem. Um padre conhecido meu me contou que o pastor luterano vizinho dele se espantou porque a paróquia católica era frequentada por umas 200 pessoas. A dele chegava a uns 40. Na Páscoa e no Natal chegava ao máximo : 80 pessoas!!!

    • Terá muita gente, sim! Milhares de “católicos” imbecilizados com as suas bandeirolas estampadas com o focinho de Lutero, os carreiristas, os puxa-saco de Francisco, o Arcebispo Beijoqueiro, D. Leomar e suas leomaretes, Susin o Sociniano e muito mais. Espere só pra ver a Edição do “L´Osservatore Romano” e o panfleto “O Domingo” com algum encômio meloso de Cláudio Hummes.

  6. em uma palavra: lamentável.

  7. “Estaria muito feliz de ser excomungado desta Igreja Conciliar… É uma Igreja que eu não reconheço. Eu pertenço a Igreja Católica”. (Dom Lefebvre – Minute 30 Julho de 1976)

  8. Essa matéria foi algum tipo de piada sem graça? Comemorar a reforma????
    Rezemos pela conversão do papa Francisco.

  9. Em 6 de maio de 1525 Lutero publicou seu terrível panfleto “contra as hordas homicidas e bandoleiras dos camponeses”. “Vamos, mãos à obra! Matar um revoltado não é cometer um assassínio, mas ajudar a extinguir um incêndio. Também não se trata de ir de mãos vazias. Esmagai! Degolai! Trespassai de todo modo! Matar um revoltoso é abater um cão danado” E em outra ocasião: “Também em circunstâncias semelhantes não é o próprio Deus que, por nossas mãos, enforca, tortura, fulmina e decapita? (Brentano, Funck, “Martim Lutero”, Casa Editora Vechi, RJ, 3ª ed. 1968, p. 162.
    Apesar de declarações como essa, D. Helder Câmara, em discurso de 1967 louvou Lutero e afirmou que a Igreja precisa de “uma reforma permanente, de todos os dias, de todas as horas e todos os instantes (ESP 12/12/67). Atualmente o bispo de Recife quer a canonização de D. Helder e grupos luteranos pedem a canonização de Lutero!

  10. Lutero: “Dormi mais vezes com o diabo do que com minha mulher Catarina” (a ex freira Catarina de Bora).
    http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cartas&subsecao=apologetica&artigo=20041230042223

  11. Queria que algum desses infelizes clérigos “conservadores” dessem uma explicação sensata sobre essa matéria. Decerto, não farão nada. Aprovarão com seu silêncio essa impostura grotesca. Preferem manter seu empreguinho e suas barrigas cheias, mesmo correndo o risco de baixarem aos infernos por terem traído e abandonado a Igreja quando ela mais precisava.

    • Penso que os clérigos conservadores (Padres, Cardeais, Bispos) estão com um grave problema de consciência ao ler estas declarações do Papa Francisco. Se por um lado desejam obedecer ao Papa e preservar a unidade da Igreja, do outro lado têm a sua consciência conservadora e bem formada que os impele à desobediência. Amar a Igreja neste momento é como amar uma mulher que nos traiu: gostamos dela, apesar de tudo o que acontece e não a vamos deixar por mais grave que seja a traição. É um problema bem complicado para todo o clero…
      A nós, leigos, cabe-nos sofrer e oferecer as nossas dores a Deus pela conversão dos pecadores. E rezar, rezar muito!

    • Fábio: Por mandato divino, devemos perdoar qualquer ofensa, mas a traição é um daqueles pecados que nos levam, naturalmente, ao mais severo afastamento. Se minha mulher me traísse, eu a deixaria imediatamente. Quanto aos clérigos conservadores, que arriscam perder suas almas por conta da gravíssima negligência de não denunciarem toda essa impostura, resta apenas o milagre da conversão, o milagre de deixarem de amar mais a si mesmos que a Jesus Cristo que os constituiu pastores em hora tão grave.

    • Santiago: Discordo completamente. Pedro traiu jesus negando-O 3 vezes e mesmo assim Jesus não desistiu dele. Devemos sim perdoar a traição, mesmo que nos seja muito difícil fazê-lo.
      Imagine se o Papa obrigasse um cardeal ou um bispo a participar dessa celebração ecuménica. Ele ia obedecê-lo agindo contra a sua consciência ou desobedecer e ficar mal com a própria consciência? Para quem “está do lado de fora” é obvio que tomariamos a 1º opção, mas percebo o ponto de vista de quem deseja obedecer por amor à Igreja e ao Papa… É uma situação diabólica!

    • Fábio Tavares:

      É verdade: Pedro pecou gravemente contra o Senhor. Traiu-O movido por seu respeito humano e por sua vontade de salvar a própria pele, exatamente como fazem os “conservadores”, e ele jamais teria saído da lama se o Senhor não o tivesse levantado com a Sua destra Onipotente. Esperemos, como disse acima, que o Senhor opere nos “conservadores” o que operou em Pedro: o milagre da conversão.

      Seja como for, nesses tempos difíceis é preciso ter bem claros dois assuntos:

      a) Distinção entre os pecados de fraqueza e os de obstinação (especialmente o pecado contra o Espírito Santo);

      b) Sentido da obediência cristã.

      A obediência (virtude moral) existe para custodiar a fé (virtude teologal) e também a disciplina eclesiástica (a qual, em última instância, destina-se à preservação da fé). As virtudes teologais (fé, esperança e caridade) são incompatíveis com estado de pecado mortal, muito embora alguém possa obedecer estando em pecado, ou mesmo cometendo-o, como seria o caso de quem participasse da aversiva homenagem a Lutero. Nem se apressem aqui, os conservadores, a fazer, more rabbinorum, a distinção entre heresia formal e material ou falar de “ignorância invencível”. Além disso, a mera ignorância, segundo São Francisco de Salles, é inexcusável quando se trata de questão de ofício. Portanto, aos Bispos e Cardeais convidados ao pisoteamento dos Decretos do Concílio de Trento e à pública negação da fé católica em semelhante evento, cabe-lhes dizer: “non possumus”, que foi a resposta de Pedro e João ao Príncipe dos sacerdotes que tentava proibir-lhes a pregação do Evangelho (Atos, 4, 19-20).

    • Os clerigos conservadores estão em silêncio há tempo demais …as ovelhas literalmente desesperadas para ouvir suas vozes

  12. Penso que devemos comemorar o jubileu do Concílio de Trento, recordando tantos santos mártires que derramaram seu sangue por permanecerem fiéis a Jesus Cristo, à Santa Igreja e ao “depósito da fé” na sua integralidade. Devemos recordar os grandes santos e santas fundadores que deram origem a novas Ordens religiosas ou reformaram as antigas, como Santa Teresa de Jesus, São João da Cruz, São Camilo de Léllis, São Filipe Néri, São Caetano, etc. Aliás, o Papa Francisco, sendo jesuíta, deveria recordar-se especialmente de Santo Inácio de Loyola e de tantos jesuítas que se empenharam na contrarreforma e especialmente no Concílio de Trento. Como comemorar a reforma de Lutero, que foi, na verdade, uma grande heresia e cisma, negando a verdade sobre a Eucaristia, o Sacrifício Eucarístico, o sacerdócio ministerial, a Tradição Apostólica, a Sucessão Apostólica, o Primado Petrino, etc.? É claro que a divisão entre os cristãos não é conforme a vontade de Jesus Cristo (que orou pela unidade da Igreja), mas consequência do pecado; contudo, a comunhão e unidade entre os cristãos só é possível na VERDADE. E o que Lutero negou foi a verdade da fé e do Evangelho. Na América Latina e no Brasil particularmente, o que diremos a tantos católicos que abandonam a fé e a Igreja para aderirem a comunidades protestantes, evangélicas e neopentecostais? Diremos que talvez as outras denominações cristãs não estejam assim tão enganadas em suas doutrinas? Portanto, além de toda inconsistência teológica, esta comemoração da reforma luterana será um “desastre” pastoral, o golpe final contra a Nova Evangelização, proposta pelo próprio Papa Francisco. Que a Santíssima Virgem Maria, N.S.de Fátima, interceda por nós!

  13. “[…] luteranos e católicos terão a possibilidade de compartilhar uma mesma celebração ecuménica […] como profissão da nossa fé comum no Deus Uno e Trino. Por conseguinte, no centro deste acontecimento encontrar-se-ão a oração comum e o íntimo pedido de perdão, dirigidos ao Senhor Jesus Cristo pelas culpas mútuas, juntamente com a alegria de percorrer um caminho ecuménico compartilhado.”

    Jamais li algo tão escandaloso… Meu Deus…

  14. Lamentável tudo isso!
    A Igreja fundada pelo próprio Cristo, em breve, sofrerá um novo “RASGÃO NA TÚNICA ÚNICA DE BRANCO”, ou seja, um novo CISMA na Igreja Católica será proclamado pelos liberais e “progressistas” da Teologia da Libertação.
    Estamos vivendo, pois, os Tempos da GRANDE TRIBULAÇÃO.
    O início da Grande Prova chegou para purificar a humanidade já possuída e dominada pelos espíritos do mal.
    Os tempos serão abreviados, diz as Escrituras Sagradas.
    S. Paulo nos adverte que há uma luta invisível entre Deus e o seu adversário Lúcifer (Satanás, a Antiga Serpente), a nível de Espíritos: Anjos do Senhor contra os demônios, entre as Potestades do Céu e as potências do inferno.

    Que os arcanjos:
    – Gabriel (que nos envolve com fortaleza de Deus);
    – Rafael (que derrama o bálsamo que cura as nossas feridas) e;
    – Miguel (que conduz todos os exércitos celestes) possam nos levar à vitória sobre os exércitos infernais.

    Que nossos Anjos da Guarda nos defendam nessa luta entre o Paraíso e o Inferno, entre São Miguel Arcanjo e o próprio lúcifer, que logo logo aparecerá com toda a potência do Anticristo.

    Oxalá o grande prodígio se cumpra com o triunfo do Imaculado Coração de Maria, que descerá sobre o mundo como orvalho celeste da Divina Misericórdia.

  15. Lembra-se de Lampião, rei do Cangaço? Lutero foi o cangaceiro da fé, disseminador de heresias e do relativismo religioso; acaso ambos merecem serem comemorados festivamente?
    Reforma é algo que traduz pelo próprio termo uma melhoria em algo que necessite reparos e correlatos.
    Nesse sentido, até que Lutero tinha razões pois a Igreja precisava consertar alguns pontos que necessitavam serem redirecionados – sempre terá essa incumbência – mas que fosse algo consistente, a partir de dentro, expurgando os contumazes refratarios, não a “Reforma” que concebeu pois, ao invés disso, foi uma rebelião contra a doutrina da Igreja e um proficuo trabalho em favor de a relativizar, e cada um a gerenciaria a bel prazer ou conveniências.
    Será que se imaginasse que sua “Reforma” redundaria num tempo, hoje, em que se estilhaçaria em dezenas de milhares de igrejocas, cada qual mais alienante que a outra, será que a teria feito, ou teria tomado alguma providencia para que os efeitos colaterais fosses ao menos amenizados?.
    No entanto, como tinha um caráter impostor e insolente, promoveu-a e depois na sua “certeza” tinha absoluto critério que tudo daria certo, mas todas suas invencionices heréticas presentemente redundaram no atual tremendo balaio-de-gato doutrinário das seitas sedizentes evangélicas!
    Será que os 500 anos de disseminação do relativista protestantismo merecem alguma celebração já que têm conduzido seguidas gerações para o caos?
    Não seria tempo de vergonha, oprobrio ou penitencia nossa como católicos frouxos que foram e temos sido, omissos, dando força ao crescimento de heresias, ou alienados como se tudo estivesse bem e não o combatêssemos?
    Creio que a segunda seja a melhor opção!
    .

  16. Apocalipse now!

  17. Mas…!!!!…….quanta “cara-de-pau!!!”….Que desplante!!!

    Breve…pode ser que vejamos a….”canonização” de….Judas Iscariotes…..um dia para elezinho,no “calendário” de….”santos”😈…!!!

    Meu DEUS!!!
    Aú…ú…aú….ú…..ú….aú….ú….ú…!!!!
    Cú-rúúúúú-zes!!!!….Temos LOBO no Rebanho!
    DEUS nos acuda!!!
    MARANATHA!!!!!!

  18. Em 2017 será o Satanás a ser celebrado o por esse clero liberal e humanista. Bem que podiam aproveitar a data e convidar os comunistas russos e comemorar a revolução bolchevique.

  19. Se isso acontecer, sim, pois nesse espaço de tempo tudo pode acontecer, a vontade de Deus seja feita, serei obrigado a entender que Francisco é um antipapa. Irei resistir ao seus ensinamentos e vou considerar a que a Igreja está sendo governada na terra por um apóstata, um anátema.
    Creio que com uma manifestação tão explícita de apostasia, por uma questão de consciência, todos os católicos fiéis à Jesus Cristo, à Igreja e à Tradição deveriam fazer o mesmo.

    • Não é necessário considerá-lo um antipapa ou um impostor, Rogério. Basta admitir que ele e todos os que aceitam a doutrina do Concílio Vaticano II são liberais de variados matizes (conservadores a progressistas). E a mente do liberal não admite verdades objetivas, não admite dogmas imutáveis, oscila entre a verdade e o erro, ora dizendo o bem, ora fazendo o mal, como Bento XVI que passava a vida a acariciar com uma mão os conservadores e a alimentar com a outra os progressistas.
      Bergoglio, Brás de Avis, Muller e muitos outros chegaram ao cardinalato nas mãos de seus predecessores.
      Foi o papa João Paulo II quem deu o chapéu de cardeal a Bergoglio. Em outras palavras: está tudo “em casa”.
      De um liberal não podemos acusar de herege como se faz com os hereges clássicos, pois os heréticos geralmente admitem um ensinamento falso como a verdade e o propagam. Esses liberais não admitem coisa alguma, pois para eles a verdade é algo móvel, que se atualiza diariamente, o que se entende por certo hoje só vale por hoje, amanhã já não serve de nada. É uma doença intelectual que se relaciona com a vontade do “enfermo”.
      Não podemos obedecer ordens liberais porque para nós a verdade é uma só. O que é virtude é virtude, o que é pecado é pecado, o que é bom é bom, o que é ruim é ruim. Não chamamos a luz de trevas, nem as trevas de luz. Quem reúne conosco compartilha do que cremos, quem discorda do que cremos é naturalmente repelido.
      A doutrina católica é puríssima, é clara e é vinculante. Mas eles governam a Igreja considerando que a doutrina é algo passível de ajustes, de mudanças, de substituições, de subterfúgios. Então na prática não nos dão opção de obedecê-los. Alteraram num sentido ecumênico as fórmulas dos Sacramentos, criaram uma missa confessadamente para agradar os acatólicos e esconder os dogmas da Renovação do Sacrifício, da Presença Real, da Transubstanciação; alteraram o código de direito canônico num sentido prejudicial para a religião, criaram um novo catecismo para incluir ensinamentos anti-tradicionais inaugurados num concílio pastoral, mudaram os processos de canonização dos santos, fabricando santos e na prática exigindo apenas popularidade e simpatia popular, sem nenhuma investigação profunda, sem um exame real de pontos questionáveis em suas vidas… Mudaram até coisas secundárias como o ritual de exorcismo, criando um rito tão duvidoso que o próprio exorcista do Vaticano – que aceita o concílio – se recusa a usá-lo, alegando sua ineficácia. Tentaram mexer até mesmo no Rosário!
      Que opção nos deixam para obedecer-lhes?
      Quanto a nós, não precisamos nos rebelar. Só precisamos lembrar que está escrito que devemos obedecer antes a Deus do que aos homens. Se sabemos o que é doutrina católica, sabemos que não podemos obedecê-los. Deixemo-los de lado, rezemos por suas conversões, afim de que nossa fé seja a mesma fé deles. Isso basta.

    • Em atenção ao comentário do Sr. Bruno L Santana ( de 15 de Janeiro, às 10:49 ).

      Caríssimo Bruno,

      Muito boa tarde e Salve Maria.

      O liberalismo que aponta é heresia igualmente condenada, como o modernismo… aliás, amplamente condenada ( talvez até mais que o próprio modernismo! ).

      A descrição perspicaz que faz do liberalismo, aliás, coloca o mesmo em sentido profundamente anticristão!

      O liberalismo é, sim, uma heresia e precursora necessária do modernismo religioso: basta ler Pio IX ( Quanta Cura e Syllabus, os documentos mais conhecidos ).

      Um grande abraço, e
      Conforme o exemplo de S José,
      Nos SS Corações de JESUS e Maria.

  20. Espero que não incluam o Santuário de Fátima e o centenário das Aparições no calendário de eventos de comemoração da reforma luterana. O que seria um absurdo ainda maior!

  21. Como pôde, esse apóstata atrevido….esse ingrato ,LUTERO…ter tido a “coragem”…o desplante de insultar a Honra de NOSSO SENHOR…o considerando pecador?..!…
    INACREDITÁVEL!!!
    HEREGE!

  22. O capítulo XII do nefasto livro de Leonardo Boff, “E a Igreja se fez Povo” (de 1986) é uma apologia explícita a Martinho Lutero. Mais uma vez – tenho dito isso já faz tempo – o “plano ousado” de Boff está em execução. É ler o capítulo XI desse livro, e o capítulo XII também.

  23. Em 1997, ao não concordar com Frei Betto, da sua visão de Igreja, os problemas começaram. Hoje sei que foi uma decisão acertada, de percorrer uma “via estreita” em defesa da sã doutrina.

  24. A história toda começa em Paris, em 1989, na tarde do sábado em que estive na Tour Eifel. Eu queria saber se a relíquia da coroa de espinhos ainda estava na La Chapelle, mas o que então se disse ser católico, mais parecia um militante da CUT. Riu do meu interesse por aquela “velharia”, como chamou, e disse que a igreja latino-americana era Leonardo Boff. Não entendi nada naquela tarde, mas ele dissera-me que quem havia calado Boff, pagaria amargamente pelo que fizera. Isso, numa tarde de junho de 1989, ao chegar na capital francesa.

  25. Muitos assessores que influenciam hoje os bispos, querem, porque querem, “a reforma das reformas”, como no tempo de Lutero. Para eles, vinte séculos de história não contam, a tradição não serve, vêem a tradiçao como um peso, querem começar do zero, ávidos pelo novo, pela novidade, o que eles chamam de igreja circular e igualitária: uma “utopia, dizem, sonham em instrumentalizar a igreja para uma “utopia socialista”, mesmo a Igreja já ter condenado com veemência o socialismo. Mas eles querem, por que querem, a “reforma das reformas”. E o pior: há muitos bispos encantados com tais assessores, que inclusive são bem pagos para o que fazem.

  26. No capítulo XI do livro do Boff, “E a Igreja se fez Povo”, verá o plano “deles”, posto no papel em 1986: para quem souber ler e entender o plano de Boff, apresentado lá. [“a nossa presença no meio deles – escreve Boff – não deve ser tanto como agentes que vêm da grande tradição… p. 180] E o próprio Boff diz no referido capítulo que há “cardeais, bispos, sacerdotes e leigos” [p. 179] dispostos ao que ele propõe, à esta “liberdade para a utopia” [p. 177], etc. a “utopia revolucionária” que ele propõe lá, na realidade, “todo um programa” apresentado lá. É um capítulo para ler e pensar no que acontece hoje, e se deter aos fatos, apenas, especialmente aos fatos de hoje, com objetividade, sem conclusões intempestivas, mas precisa pensar sobre o assunto. As informações que temos – mais a experiência desses anos, nos bastidores, mostram que o que o Englisch fala na pág. 9 de seu livro sobre Bento XVI [de que “havia surgido o plano ousado”], batem com muitas informações. Na pág. 8, Englisch, um pouco antes dele dizer, ipsis litteris de que “nas últimas décadas, havia surgido o plano ousado”, indaga “se havia chegado o tempo da grande revolução”. Quando Boff declarou, no dia da renúncia de Bento XVI, que seu homem preferido era Maradiaga, comecamos a entender melhor as coisas, desse “plano ousado”, que o próprio Boff expôs, no capítulo XI de seu livro “E a Igreja se fez Povo”, em 1986. Talvez até tenha ajudado a responder a pergunta que fizera num artigo e que, no momento, não sabia responder: ” O que significou Cláudio Hummes na sacada?”

  27. Não duvidem: alegarão ter visto uma aparição de Lutero em Fátima e excomungarão Nossa Senhora. São `Pio V, São Pio X, Pio XII, Leão XIII e São Paulo estão na fila. Fuja Loko!

  28. Amigos (as), existe um pensamento que me acalma. No tempo de Pio XII, um dos Papas mais místicos da Igreja, durante uma adoração, ele teve uma visão de Satanás dizendo para Jesus: “Me dê 100 anos, e irei destruir a Igreja”. Sabemos que além de mentiroso, ele é burro!

    É uma linguagem mística, mas que demostra que toda essa Apostasia faz parte dos planos de Deus. Não que Ele fique feliz, mas acontece sob a sua permissão em virtude de um bem maior futuro que a Igreja passará. Até Judas cumpriu uma profecia. Hoje, vivemos o “início das dores”, a Apostasia inicial predita por São Paulo na carta aos Tessalonicenses.

    Católicos, levantem as vossas cabeças!!!

  29. Errata: O Papa era o leão XIII.

  30. Qualquer pessoa católica. Ao ler uma notícia desta. Logo vem uma santa indignação por um ato tão ofensivo a Deus e a Santa Igreja. Nós católicos, devemos recordar a história da Santa Igreja; ou a história universal. Para que tenhamos uma noção exata, o que foi a reforma protestante. Quantos males esta reforma trouxe ao mundo e principalmente a Santa Igreja. Quantos bilhões de almas, deixaram as fontes cristalinas, para saciar sua sede nesta doutrina anti-Cristã. O escândalo deste homem, arrastou nações inteira, para esta heresia. Por outro lado, não podemos deixar de recordar, os inúmeros benefícios que um Santo Inácio de Loiola, trouxe para o mundo cristão. Enquanto Lutero, semeava a discórdia, a revolta, a confusão. Este Santo trouxe ao mundo, o cristianismo autêntico, a mudança de vida, a ramificação da doutrina de Cristo…Sem falar de outros santos que prestaram grandes benefícios para a Santa Igreja. Como o grande Papa São Pio V. (…). O que nós; que temos a graça de pertencer a Santa Igreja podemos fazer nestes dias do “CALVÁRIO DA SANTA IGREJA”? Redobrar as nossa orações, seguindo aquilo que foi sempre ensinado e por todos cridos. Ou seja: Agarrar a Tradição da Santa Igreja. Isto que é infalível, e jamais seremos enganados.
    Joelson Ribeiro Ramos.

  31. Então por reciprocidade, a título de argumento, deveria haver uma solenidade em Roma com o Papa e representantes do Protestantismo para comemorarem a Imaculada Conceição ou o Santíssimo Sacramento. Somente a Igreja Católica tem o ônus quando se fala de ecumenismo?

  32. A Ira de Nosso Senhor cairá sobre todos e varrerá a escória pérfida da face da Terra: hereges, apóstatas , cismáticos, liberais, pagãos que não aceitam a doutrina! O que podemos fazer é rezar para que se faça a vontade de Deus.

  33. Tenho poucas palavras a dizer para protestantes:

    “Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” (Mt 16, 17-19)

    “Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.” (Lc 10, 16)

    “Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos? Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos. Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo.Pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres? E, no entanto, eu lhes direi: Nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, operários maus! Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha.” (Mt 7, 17-24)

    “Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano.” (Mt 18, 17)

  34. Sr. Hermes Rodrigues Nery, a Encíclica “Pascendi Dominici Gregis” já nos alertou para esses “reformadores”. O documento em apreço é o melhor para entender as artimanhas do demônio e de seus escravos nos dias atuais.

  35. Por razões óbvias gritantes, devemos chamar a heresia protestante de “PSEUDO-REFORMA” e nunca “REFORMA”. A verdadeira Reforma foi feita por Santo Inácio de Loyola, e uma plêiade de outros grandes santos da época. Ó bendito Concílio de Trento!!!
    Como o papa Francisco celebrará o Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima? se é que o fará.
    O que algum tempo atrás não passava de uma brincadeira irônica, hoje, infelizmente é pura realidade (com as devidas exceções que não conheço): “Si cum Jesuitis, cum Jesu non itis”.