Segredos do Vaticano: jornal dos Bispos Italianos “Avvenire” revela que “houve uma conspiração para forçar a renúncia de Ratzinger”.

Por Antonio Socci | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: Ontem, ficamos sabendo – nada menos a partir das páginas de “Avvenire”, o jornal da Conferência Episcopal Italiana (CEI) – algo que nem mesmo eu cheguei a escrever no meu livro “Não é Francisco”, sobre a (até agora) misteriosa “renúncia” de Bento XVI.

De fato, na página 2 do jornal da Conferência Episcopal se podia ler, na íntegra, que houve “ambientes que, pelas razões habituais de poder e opressão, traíram e conspiraram para eliminar o Papa Ratzinger, apesar de reconhecê-lo como um excelente ‘teólogo’, e o “forçaram à renúncia”.

Você leu bem. É uma notícia perturbadora. Afirma-se – sem nenhuma condicional – que existem “ambientes” que “traíram e conspiraram para eliminar o Papa Ratzinger” e até mesmo “levá-lo à renúncia.”

A este ponto se torna absolutamente obrigatório citar nomes e dizer abertamente quem são eles.

Pois isso não se trata de coisa de pouca monta. Cabe aqui ressaltar que, se tudo aconteceu exatamente assim, aquela “renúncia” é inválida porque – para ser válida, sob o direito canônico – deve ser totalmente livre de condicionamentos e restrições de qualquer tipo (e, portanto, o sucessivo conclave também teria sido inválido).

O aspecto surpreendente da controvérsia é que essas linhas estão contidas em um artigo juntamente com outro e são expressamente confirmadas pelo diretor de “Avvenire”, Marco Tarquinio, que, sobre os dois artigos, escreve que eles “oferecem pensamentos e colocam questionamentos sérios”.

Nas palavras de Tarquinio, não há o menor distanciamento da notícia – dada como algo certo – sobre a “conspiração” que levou à “renúncia” de Ratzinger.

Evidentemente que Tarquinio foi também levado pela onda de ataques a Vittorio Messori – o qual  foi o alvo direto dos dois artigos – e assim, na página 2, acabou publicando esta “bomba” com a qual querem que acreditemos, com grande descaso pelo ridículo, que os “inimigos” de Francisco são exatamente os mesmos “inimigos” de Bento XVI.

De fato, esse foi o título que “Avvenire” deu ao artigo: “Messori: Inimigos de Francisco e de Bento”.

Caso Messori

Ora, o excesso de zelo de vez em quando prega umas peças bem feias, pois até as crianças estão cansadas de saber que aqueles que boicotaram incessantemente Papa Ratzinger hoje são todos defensores ardorosos de Bergoglio.

E é o que demonstra as notícias e crônicas publicadas atualmente. Tudo isso é de uma evidência solar, não apenas no mundo católico, mas também no secular, onde, entre os partidários do Papa Bergoglio, estão na linha da frente Eugenio Scalfari e Marco Pannella. Além do mais, se é ridículo afirmar que os “inimigos” de Ratzinger são os mesmos opositores de Bergoglio, mais inaceitável ainda é insinuar que Vittorio Messori poderia ser contado entre os “inimigos” de Bento XVI. Isso é realmente uma piada.

A parceria intelectual que o liga a Ratzinger é de longa data e começa com o livro que marcou época “Rapporto sulla fede”, um livro-entrevista com o então cardeal bávaro que marcou um ponto de virada na Igreja pós-conciliar porque pôs um freio na onda de “autodemolição” progressista e modernista dos anos 70 e expôs os fundamentos da reconstrução da era Wojtyla, que é a redescoberta da fé de todos os tempos.

Esse livro, entre outras coisas, fez com que ambos, tanto o cardeal como o jornalista, se tornassem alvos dos furiosos ataques dos círculos progressistas habituais. Eis como lembrou Messori em um de seus artigos: “O ‘Rapporto sulla Fede’ saiu em 1985.  Faltavam apenas quatro anos para a queda do Muro de Berlim, mas, apesar disso, dentro da Igreja vastos setores estavam ainda vivendo uma fase de enamoramento por um comunismo que haviam descoberto com paixão, igualmente tardia. Tudo naquele livro provocou a indignação de quem se dizia ‘progressista’ (e que estava prestes a acabar na contra-mão da história). Tudo, mas antes de qualquer outra coisa, a nova definição do marxismo segundo Ratzinger: ‘Não esperança, mas a vergonha nosso tempo'”.

A associação intelectual entre Ratzinger e Messori é de uma sincera estima recíproca e, com o tempo, eu creio que se tornou também uma amizade profunda.

Se tem um intelectual que podemos indicar como um símbolo da época Ratzinger (ou seja, do renascimento e reconstrução da ortodoxia) é justamente Messori. Assim, o fato de que hoje, o jornal da Conferência Episcopal Italiana ter como alvo Messori (pela enésima vez), além do mais por meio de artigos publicados (com a covarde estratégia de jogar a pedra e esconder a mão) com esse título:”Messori: ‘inimigos’ de Francisco e Bento”, me deixa literalmente indignado.

De resto, tenho certeza que Messori não se sente e não é “inimigo” nem mesmo de Francisco, pelo qual – juntamente com alguma apreciação – se limita a expor algumas de suas perplexidades.

Nas últimas décadas, os papas (de Paulo VI a João Paulo II e Bento XVI) foram “bombardeados” sem que ninguém reclamasse. Hoje, ao invés, chegamos então a um ponto de intolerância tão forte que um grande intelectual católico como Messori é jogado na fogueira, por uma nova Inquisição ideológica, apenas por expressar suas pacatas e respeitosas “perplexidades”?

Outras revelações

Além de tudo, aquele artigo — credenciado pelo diretor de “Avvenire” – antes das linhas explosivas sobre a “conspiração”, diz outra coisa que causa surpresa ao ler no jornal da CEI: “uma pessoa simples como eu tem a nítida sensação de que há uma luta de poder em ação na igreja e em torno dela, e que o ataque contra o Papa é dirigida por freqüentadores de ‘certos salões’ (…). Temo que se trate dos mesmos ambientes que, pelas razões habituais de poder e opressão, traíram e conspiraram para eliminar o Papa Ratzinger (…) e o forçaram à renúncia.”

A este ponto, seria o caso de exigir de Tarquinio, que publicou e aprovou tal artigo, que ele nos explique finalmente que “conspiração” foi essa da qual foi vítima Papa Bento XVI, que ilustre a atual “luta de poder na Igreja” e que, finalmente, revele claramente o que são esses “salões” e seus “frequentadores”.

Esta última referência, além de vaga, é absurda. Por que os “bons salões” dos poderes mundanos – como demonstra a cada dia seus jornais e diários – são todos de fãs ardentes do Papa Bergoglio.

Provavelmente, o zelo excessivo de Tarquinio ao querer exibir para qualquer poderoso da Cúria sua oposição a Messori acabou por fazê-lo escorregar numa casca de banana.

O diabo, dizem, faz as panelas, mas não as tampas. E agora nos deparamos com um jornal da CEI que afirma claramente que Bento XVI renunciou na sequência de uma “traição” e de uma “conspiração” e que hoje, na Igreja, está em ação uma “luta de poder”. Peço que Tarquinio tente colocar uma tampa nessa panela.

Talvez ele poderia fazê-lo através da publicação de outra entrevista, como aquela de alguns dias atrás, na “Radio Radical”, onde ele teceu um diálogo amigável e promissor com os radicais (saudações!) e voltou a defender o líder radical Pannella e a repetir suas críticas injustas e incoerentes contra Messori.

Até mesmo os líderes da CEI deveriam se ocupar dessa denúncia  e dar explicações sobre a “conspiração” contra Bento XVI que o “empurrou para a renúncia”, segundo o que podemos ler em “Avvenire”.

E, no Vaticano, o padre Federico Lombardi, diretor da imprensa, o que  tem a nos dizer sobre a notícia explosiva de “Avvenire” sobre a “conspiração” que levou à “renúncia” do Papa Bento XVI?

Antonio Socci

Do “Libero” 08 de janeiro de 2015

21 Comentários to “Segredos do Vaticano: jornal dos Bispos Italianos “Avvenire” revela que “houve uma conspiração para forçar a renúncia de Ratzinger”.”

  1. Dizer que os que conspiraram contra Bento XVI são inimigos de Francisco é uma piada.

    Senão, pergunto: cadê o Vatleaks, que cessou assim que Bento XVI anunciou sua renúncia?

    Cadê o “dossiê” do lobby gay, que Francisco recebeu de seu antecessor? Arquivado? Por quem?

    O fato é que há muito coelho ainda escondido neste mato e que o futuro promete águas ainda mais tempestuosas.

    • Eu completaria seu comentário dizendo: Por que a onda de denúncias da imprensa mundial contra o cardeal Bertone cessou com a renúncia de Bento XVI? Por que ele sumiu dos noticiários após a eleição do Papa Francisco?

  2. Que o justo juízo de Deus venha o quanto antes e restaure na Santa Igreja tudo aquilo que as veleidades humanas têm sido capazes de delapidar.

  3. Meus caros, o próprio Papa Bento XVI disse que estava fazendo isso de livre e espontânea vontade, e com consciência do seu ato. Ele, inteligente que é, saberia que poderiam vir especulações. Pressões pra ele renunciar? Claro que houve! Mas Bento XVI sempre foi um homem forte, e se tivesse chegado num grau de renunciar por algo maior, no mínimo ele se calaria e não mentiria. Ressalto, ele renunciaria sem mentir. Mas essa é minha simples opinião.

  4. Nunca a Igreja esteve tão bem como agora, lembram-se dessa, por certo; acaso, seria de doravante de os possíveis hierárquicos globalistas externos e os infiltrados na Igreja não mais a assediarem como antes, não se esforçarem para exterminá-la da terra como agiam no tempo dos saudoso Bento XVI?
    Se assim o foi, a saída” do papa Bento XVI foi prá lá de providencial e oportuna, sem se esquecer que os elogios ao papa Francisco dos “progressistas” de modo geral foram unãnimes no “até que enfim”, inclusive dos agentes das marginais “Igreja da América Latina e TL” e em diversos segmentos nada eclesiais, que se dariam por “resgatados” de antigos “preconceitos” da doutrina da Igreja, “justificáveis” apenas para a Idade Medieval!!
    Como uma nuvem tempestuosa que descarregava raios, trovões e granizo, à entrada do papa Francisco adiante cessaram-se, substituída por uma suave brisa; as incursões contra a Igreja findaram-se como num passe de mágica e os esquerdistas vibraram.
    Aliás, mau pressagio o aparecimento do suspeito Cardeal Hummes à sacada quando da eleição do papa Francisco, algo aziago, como se predissesse algo estranho; surpreendi-me, à base do: esse cardeal amigo do Lula, aí, porquê?
    Parece-me que caldo azedou, poderiam terem descoberto o que imaginaria existir, haverem novos desdobramentos, seria um complô para beneficiar a relativização da Igreja e, de uns tempos para cá, tem-se impressão de a Igreja estar sob o comando de pseudos hierárquicos às sombras ditando normas…
    Cada qual mais heterodoxa que a outra, como na profanação da S Comunhão “sem culpa”, quer aos amasiados ou enveredados nas práticas homossexuais, tudo em nome do “acolhimento e misericordia”…
    Esse assunto pode dar pano para mangas…

  5. Será que o FRATRES poderia entrevistar o padre norte-americano Paul Kramer? Ele tem perfil no Facebook, é uma pessoa bastante acessível e está mais bem informado do que o corajoso Antonio Socci.
    O padre Kramer ouviu de um cardeal – que não pode se identificar por motivos óbvios – que Bento XVI foi forçado a renunciar por causa de um acordo espúrio oferecido pela maçonaria eclesiástica durante o conclave de 2005.
    Segundo esse cardeal, Bento XVI não tinha todos os votos para se eleger. Seu principal concorrente era o então cardeal Jorge Maria Bergoglio, que era apoiado pela maçonaria eclesiástica (leia-se Tarcísio Bertone e Angelo Sodano ). Então foi feita uma proposta a Bento XVI. Alguns cardeais mudariam o voto de Bergoglio para Ratzinger, desde que ele se comprometesse que seu pontificado fosse curto. Se não viesse a falecer em pouco tempo, Ratzinger deveria renunciar e dar lugar a Bergoglio. Bento XVI não tinha nenhuma intenção de cumprir esse acordo espúrio e preparou o cardeal Angelo Scola para ser seu sucessor. Scola inclusive entrou no conclave como o favorito, pois todo mundo sabia que era o candidato de Bento XVI. E AGORA VEM A PIOR PARTE DESSA HISTÓRIA OCULTA. Segundo esse cardeal ouvido pelo padre Paul Kramer, Angelo Scola chegou a ser eleito Papa, mas foi impedido pela seita maçônica de assumir o pontificado por causa do acordo de 2005.
    A verdade irá aparecer mais cedo ou mais tarde. Ninguém engana todo mundo durante todo o tempo. Se realmente temos um usurpador no trono de São Pedro, há cardeais fiéis a Nosso Senhor que irão revelar a verdade, mesmo que paguem com a própria vida.

    • Essa história me lembrou algumas das teorias da conspiração que norteiam os conclaves das décadas de 1960 e 1970, como a suposta eleição do cardeal Siri e a morte de João Paulo I…

    • Esta lenda de que o papa foi eleito e n pode assumir devido às organizações secretas é a mesma q contam do Cardeal Siri – há até uma igreja cismática q reconhecia o Siri como Papa – , ou é muita falta de criatividade ou os conclaves são reféns de organizações secretas há 50 anos!

    • Deja vu.
      Isso me lembra o caso do Cardeal Siri.

  6. Não é de se estranhar que haja uma certa luta por poder encabeçada pelos defensores da auto-declarada “Teologia da Libertação”…

  7. Eu acredito que houve uma ação orquestrada para levar o Papa a renunciar ao trono de Pedro. Bento XVI renunciou por razões graves, seja a renúncia válida ou não. Não condiz com a personalidade de Ratzinger deixar o Pontificado por motivos baixos, caso contrário, seria covardia. Algo aconteceu? Mas o quê? Eu já li no perfil do Padre Paul Kramer esse suposto acontecido, mas não sei. Por outro lado, também não entendo bem as razões pelas quais ele defende que também Bento era anti-papa e herege. Muito triste e confusa essa história.

  8. Sem querer ser simplório, mas se a renúncia foi forçada, então ela seria nula, segundo o Código de Direito Canônico, não é? Como não pode haver dois Papas, portanto…

  9. Quem conhece a trajetória do papa emérito Bento XVI, sabe que ele não iria se deixar influenciar por um complô. Duvidar da validade da renúncia e duvidar do caráter e retidão de Bento XVI. A verdade é que gostem ou não o Papa Francisco é o legitimo representante da Igreja católica apostólica romana.

  10. Lembro-me de duas coisas relacionadas a esse tema de conspiração na Santa Sé.

    – Da entrevista do Cardeal Siri, uma das últimas antes da morte, dada à “30 Giorni”, em 1988. O Cardeal foi perguntado por que Pio XII, em seus últimos anos de Pontificado, resolveu ocupar e acumular pessoalmente a titularidade de vários Dicastérios (inclusive a Secretaria de Estado, salvo equívoco). Resposta de Siri foi algo assim: “porque Pio XII sabia que a traição na Igreja chega até muito alto”.

    – Na biografia de Pio XII, pelo jornalista Antonio Spinosa (que não é nem de longe sedevacantista) lembro ter lido o seguinte desabafo de Pacelli, contrariado com algo: “Se não posso agir como Papa, então vou-me embora”.

    As coisas vão mal faz tempo. Quem quiser saber sobre satanismo no clero, leia o “Là-bas” de Huysmans (“Às avessas”, trad. Cia das Letras). É um mau livro, mas muito bem informado. Huymans era um convertido, um convertido do satanismo.

  11. Mais uma vez Antonio Socci com suas teorias esdrúxulas de direito canônico… Vê-se que Socci é jornalista, nada entendendo de direito. Não deveria se meter com estes temas, pois é óbvio que não os entende. Qualquer pessoa que tenha estudado bem a Parte Geral do Direito Civil de qualquer nação de tradição jurídica romano-germânico-canônica sabe que ele está a dizer abobrinhas. Ontem mesmo eu dava aula das invalidades dos atos jurídicos, cuja teoria é muito similar entre o direito civil e o canônico (a renúncia é um ato jurídico unilateral). Isto que ele está a falar não tem pé nem cabeça. Teria sido Bento XVI moralmente coagido? (se sim, seria inválida a renúncia). Mas a coação moral, no direito (civil ou canônico) não é meramente fazer pressão para alguém renunciar. É algo muito mais grave, como colocar uma arma na cabeça de alguém, ameaçar a pessoa ou a seus familiares de morte, no máximo ameaçar de revelar um segredo muito cabeludo… E, se algo desta gravidade ocorreu, então é ônus do jornalista Socci prová-lo, e não sair por aí especulando de modo inconsequente, sem nada apontar de concreto sobre a invalidade do ato de renúncia. Sua afirmação de que a vontade tem de ser expressa “totalmente livre de condicionamentos e restrições de qualquer tipo” parece querer dar uma amplitude à vontade humana que nem mesmo a doutrina católica aceita – não, o homem nunca é totalmente livre de todos os condicionamento e restrições (acaso o homem teria virado Deus?). Ora, se o Papa estava sendo pressionado por alguns setores, e com a saúde ficando cada vez mais fragilizada, isso são restrições e condicionamentos (de ordem moral ou natural). Mas obviamente não são suficientes, em teoria jurídica, para dizer que o grau mínimo de liberdade da vontade para o ato da renúncia não tenha sido alcançado. Coação e falta grave de liberdade para realizar um ato jurídico não se presumem. Ou se prova cabalmente a gravidade do fato que de tal modo manietou a liberdade, ou então presume-se que o ato é válido. É assim no direito civil e canônico ao se investigar a nulidade de atos (e.g., a nulidade matrimonial). Portanto, Socci está cada vez mais obcecado com a ideia de que Bergoglio não é Papa, e cada vez mais mete os pés pelas mãos para tentar provar sua tese.

  12. Se Ratzinger abandonou sua trincheira, por pressão, é deserção. Na Ucrânia os soldados lutam contra a Rússia comunista, morrendo, perdendo pernas e braços. Só se rendem ao inimigo depois de mortos.

    Ainda mais em se tratando de um alemão, ainda mais da Baviera, ratzinger deveria lutar até o fim, como fizeram tantos santos.

    Mas seu trabalho de esquerdista durante o CVII não me escandaliza.

  13. Quanto à Bento XVI, alguns deveriam prestar mais atenção em certas atitudes de seu Pontificado. Atendo-me a alguns fatos:

    1º Visitou o campo de concentração de Auschwitz (local quase obrigatório onde políticos baixam cabeça para o “politicamente correto” e o lobby judaico-maçônico);

    2º Alterou a oração pelos judeus infiéis para tentar deixá-la menos “politicamente incorreta”;

    3º Oficializou o abuso das meninas “coroinhas”, desfazendo a proibição da participação de mulheres em cerimônias que remetia ao Papa São Sotero.

    Não creio que de atitudes “politicamente corretas” como essas se assemelham à virtude da Fortaleza de um São Pio X, por exemplo.

  14. Sinceramente, não creio nesse suposto acordo ocorrido no conclave de 2005.
    Se isso fosse verdade, em tese, todos teriam votado no Ratzinger, mas não foi isso que aconteceu.
    É sabido que o Bergoglio foi o segundo mais votado.
    Logo, não faz muito sentido acreditar que os que teriam votado no Bergoglio mudaram o voto para o Ratzinger. Prefiro acreditar que não houve nenhuma simulação ou negociata, pois seria um ato muito nefasto e extremamente ofensivo a Deus que não eximiria ninguém de um pecado mortal.
    Confio que havia lá cardeais bons, honestos e fiéis a Deus e às leis da Igreja que jamais concordariam em ser cúmplices com um pecado tão grave contra o Espírito Santo.
    Por outro lado, é inegável que o Cardeal Ratzinger, à época, exprimia uma preferência natural da maioria do colégio eleitoral, pois ele era o homem mais respeitado e influente na Igreja.
    Afinal, ele sempre fora o braço direito do papa JP II e, portanto, era o mais indicado para o papado.
    Mas ele bem sabia que não ia ser nada fácil, pois já no seu discurso inaugural pediu que rezassem muito para que ele não fugisse do ataque dos lobos.
    É público e notório que o papa Bento XVI durante o seu pontificado sofreu uma implacável pressão psicológica tanto interna como externamente. Negar esses fatos é querer enxergar a realidade com uma visão extremamente míope.
    O fato é que Bento XVI não resistiu a pressão e acabou renunciando.
    E fez isso, creio eu, porque lhe faltou forças e apoio para enfrentar a nefasta ação dos lobos que o cercavam.
    Por razões óbvias, Bento XVI teria que necessariamente afirmar que a sua decisão era livre e espontânea, afinal não seria nem um pouco prudente afirmar o contrário, sob pena de causar uma terrível crise em toda a Igreja que já estava por demais abalada.
    Não foram pouca as vezes que ele disse que estava renunciando para o bem da Igreja.
    Para um bom entendedor meia palavra basta.
    Entretanto, creio piamente que, por trás de tudo isso, está o santo e sábio desígnio de Deus.
    Aqueles que outrora conspiraram, estão agora no domínio total da Igreja e trabalham vorazmente para levar a termo o processo de demolição dos últimos bastiões que restaram.
    Mas tudo que estão fazendo só servirá para aumentar o motivo da condenação deles, pois no tempo certo, o Senhor da Vinha vai pedir conta de suas más obras. Mas agora é o tempo deles.
    Logo logo começará a separação do trigo e do joio.
    E haverá muito choro e ranger de dentes para todos que praticam a iniquidade.
    Temos apenas que conservar o tesouro da fé, fazer penitência, fugir do pecado, rezar muitos terços e esperar no Senhor firmemente agarrados nas mãos imaculadas da Virgem Maria.

  15. E vocês acham mesmo que um homem como Bento XVI iria se deixar influenciar por isso? Acho que são vocês quem não conhecem a fé e a seriedade deste homem. Sabendo do mal que essa renúncia inválida faria para a Igreja, com certeza ele preferia ser morto a se render a alguém ou a algum grupo. Quanta ingenuidade ou maldade na propaganda desta matéria!

  16. Francisco, diga-nos aonde poderemos encontrar esse relato do Padre Paul Krammer.

  17. Dias difíceis, porém, continuemos rezando!