De Francisco, coelhos e irresponsabilidades. A íntegra do que disse o Papa.

Palavras do Papa Francisco em entrevista coletiva no vôo que o trazia de volta de Manila para Roma:

O que eu quero dizer sobre Paulo VI é que a verdadeira abertura à vida é condição para o sacramento do matrimônio. Um homem não pode dar o sacramento para a mulher, e a mulher dar para ele, se eles não estão em concordância neste ponto de estarem abertos à vida. A ponto de, se puder ser provado que este ou aquele se casou com a intenção de não estar aberto à vida, o matrimônio é nulo. É causa de nulidade do casamento, não? Abertura à vida, não?

Paulo VI estudou isso, com a comissão, como ajudar os muitos casos, muitos problemas. São problemas importantes, que dizem respeito mesmo ao amor na família, certo? Os problemas do dia a dia – tantos deles.

Mas havia algo mais. A recusa de Paulo VI não foi somente aos problemas pessoais, para os quais ele dirá aos confessores para serem misericordiosos e entenderem a situação e perdoarem. Serem compreensivos e misericordiosos, não? Mas ele estava observando o neo-malthusianismo que estava em curso. E como se chama este neo-malthusianismo? Há uma taxa de crescimento de menos de 1% na Itália. O mesmo na Espanha. Este neo-malthusianismo que quis controlar a humanidade por parte dos poderes.

Isso não quer dizer que o cristão deve fazer filhos “em série”. Conheci uma mulher há alguns meses numa paróquia que estava grávida de sua oitava criança, que tinha tido sete cesárias. Mas ela quer deixar 7 filhos órfãos? Isso é tentar a Deus. Eu falo de paternidade responsável. Este é o caminho, uma paternidade responsável.

Mas o que eu queria dizer era que Paulo VI não era muito antiquado, mente fechada. Não, ele era um profeta que com isso nos disse para tomarmos cuidado com o neo-malthusianismo que vem chegando. Era isso o que eu queria dizer.

[…]

Eu acho que o número de 3 filhos por família que você mencionou – me faz sofrer – eu acho que é o número que os especialistas dizem ser importante para manter a população “indo”. Três por casal. Quando isso diminuiu, o outro extremo acontece, como o que está acontecendo na Itália. Ouvi dizer, não sei se é verdade, que em 2024 não haverá dinheiro para pagar pensionistas por causa da queda na população. Assim, a palavra-chave, para lhe dar uma resposta, e a que a Igreja usa o tempo todo, e eu também, é paternidade responsável. Como fazemos isso? Com diálogo. Cada pessoa com seu pároco procure como levar a cabo uma paternidade responsável.

Aquele exemplo que eu mencionei antes sobre aquela mulher que estava esperando sua 8ª criança e que já tinha tido sete que haviam nascido por cesárea. Esta é uma irresponsabilidade. Aquela mulher pode dizer: “Não, eu confio em Deus”. Mas, olhe, Deus deu os meios para ser responsável. Alguns acham que — perdoe a expressão – para sermos bons católicos, temos que ser como coelhos. Não. Paternidade responsável. Isso é claro e é por isso que existem grupos de casais na Igreja, que existem especialistas nesta questão, que existem pastores que se pode procurar; e eu conheço tantos meios que são lícitos e que ajudam nisso. Você fez bem em me perguntar isso.

Outra coisa curiosa em relação a isso é que para a maioria das pessoas pobres, uma criança é um tesouro. É verdade que você deve ser prudente aqui também, mas para eles é um tesouro. Alguns diriam ‘Deus sabe como me ajudar’ e talvez alguns deles não são prudentes, é verdade. Paternidade responsável, mas olhemos também para a generosidade daquele pai e daquela mãe que veem um tesouro em cada criança.

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58 Comentários to “De Francisco, coelhos e irresponsabilidades. A íntegra do que disse o Papa.”

  1. “Alguns acham que — perdoe a expressão – para sermos bons católicos, temos que ser como coelhos.”

    Outro dia, falando do ataque terrorista em Paris, Francisco I disse que merecia um murro quem falasse mal de sua mãe. (!!!)

    Como já foi dito tantas vezes, Bergoglio ficaria bem se não passasse de um padre de aldeia…

    • E lá vai o Rafael defendendo o liberal Reinaldo Azevedo. Francisco erra muito, mas ele fez bem em criticar também os cartunistas do Charlie Hebdo. A reação dos terroristas não foi certa, mas que os liberais satânicos do Charlie provocaram, isso não dá para negar.

  2. Nem sim, nem não… sempre uma uma confusão.

    • Daniel (20 janeiro, 2015 às 11:51 am), concordo com você, quando terminei de ler o texto, pensei: “como sempre: nem sim, nem não”. Ele sempre querendo agradar todo mundo.
      Parece os textos do Vaticano II, querendo agradar gregos e troianos.
      Às vezes acho melhor não saber das besteiras que ele fala, a fim de que a minha Fé não sofra nenhum dano.

  3. O que quer dizer “tantos meios que são lícitos”?

  4. Fala, fala, fala… não fala nada com nada, não entende-se nada! Só munição pra mídia chapa-branca fazer o que faz de melhor, desinformar!

  5. Como foi dito pelo Daniel, nem sim nem não. Francisco fez bem em realçar a questão da paternidade responsável mas esqueceu-se de referir os métodos naturais como meio para alcançar esse fim. Faltou o termo “planeamento familiar natural”, que Paulo VI propõe na sua encíclica, tal como a condenação de todos os métodos artificiais de controlo da natalidade. Dizer que “não se pode fazer filhos em série” fica bem perante a imprensa e esta frase pode ser mais uma vez manobrada para dizer que o Papa aceita os métodos contraceptivos.
    No caso da mulher que vai ter o 8º filho, se tiver condições económicas que garantam a sustentabilidade da família, porque não? Todo o casal tem o direito de decidir se quer (e se pode) ter ou não uma família numerosa. Mas no caso de ser muito pobre e não existir o mínimo de condições para o crescimento das crianças, aí sim pode chamar-se de irresponsabilidade. Mais uma vez não se salvaguardou os 2 casos.

  6. Quando Paulo VI não atendeu Rockefeller, que queria flexibilizar a moral católica, na Humanae Vitae, para atender aos interesses das Fundações internaiconais, Rockefeller entendeu que teria de usar outra estratégia. E investiram pesado nessa outra estratégia, que vemos agora, os resultados. “O alvo é a moral católica”, dizia Francis Kislling, e perseguiram isso, a todo custo, com a cumplicidade dos que [por dentro da Igreja] aceitaram isso e hoje dão anuência a tudo isso.

  7. para atender aos interesses das Fundações internacionais…

  8. Uma família Muçulmana, em média, tem de 3 a 5 filhos. Seja em que País for.

    Hoje, as famílias Católicas, trocam os filhos por cachorro ou bens de consumo. Em ambientes tradicionais e “conservadores/tradicionais” a situação é ainda parecida com as famílias muçulmanas. E eles são felizes e “acreditam em Deus”, para espanto do Papa.

    Que situação difícil vivemos. E que Deus ilumine o Santo Padre.

  9. Lamentavel tais palavras pronunciadas por um Papa. É a favor do controle de natalidade, não tem confiança em Deus e critica quem tem muitos filhos. Consequencia: o islã cresce e os paises catolicos envelhecem. Quem vencerá? É preciso confiar em Deus por que no Papa não é possivel. Quando fala de Paulo VI fica claro a estrategia que usaram: lançam a Humanae Vitae e permitem nos confessionarios todos os pecados. Onde conduz isto? Ao relativimos moral e a indiferença religiosa.

  10. Restauracionistas, intelectualistas, tradicionalistas, coelhos, caras de vinagre, rigoristas, autoritários… Qual será nosso próximo epíteto?

  11. Se falar que a minha mãe é coelha pode esperar um murro…

  12. Depois das Leituras e da Homilia, estando todos de pé, inclusive os noivos, com as testemunhas junto de si, o sacerdote dirige-se aos noivos dizendo estas palavras entre outras semelhantes:

    _ Sacerdote: Estais dispostos a receber amorosamente da mão de Deus todos os filhos e educá-los segundo a lei de Cristo e da sua Igreja?

    __Os noivos: SIM

    Segundo João Paulo II, na Carta às Famílias, “ao perguntar: «Estais dispostos?», a Igreja recorda aos noivos que eles se encontram perante o poder criador de Deus. São chamados a tornar-se pais, ou seja, a cooperar com o Criador no dom da vida. Cooperar com Deus no chamamento à vida de novos seres humanos, significa contribuir para a transmissão daquela imagem e semelhança divina, de que é portador todo o «nascido de mulher».
    http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/letters/documents/hf_jp-ii_let_02021994_families_po.html

    Essa é a vocação daqueles chamados ao Sacramento do Matrimônio . Mas segundo a teologia modernista, a promessa matrimonial que os noivos fazem a Deus não passa de um perjúrio.
    Eles estão dispostos a receber sim, apenas aqueles filhos que lhes forem convenientes e não os que Deus enviar.
    Paternidade responsável passou a ser sinônimo de sexo completamente desvinculado da PROCRIAÇÃO que sempre foi e é o fim primário do casamento.
    A essência do contrato de casamento não está só no amor mútuo dos esposos, mas antes de tudo na promessa que ambos fazem perante Deus, no pacto que estabelecem ao casarem-se de se unirem por toda a vida, na fidelidade e na abertura aos filhos, colaborando com Deus na tarefa de propagação do gênero humano.
    Contrariando o contrato, escolhe-se deliberadamente apenas os períodos inférteis da mulher, quer seja por contagem do ciclo como por aparelhos que detectam a ovulação para se engajarem em atividade sexual, crentes que estão “enganando” a Deus ao tentar burlar a promessa feita no altar!

    “Não vos defraudeis um ao outro, senão talvez de comum acordo por algum tempo, a fim de que vos dediqueis à oração e de novo vos junteis, para que não vos tente Satanás por causa da vossa incontinência”. (1 Coríntios 7:5)

    Métodos “naturais” de planejamento familiar possuem a mesma malícia dos métodos artificiais, quando o objetivo, pelo menos no caso dos que contraíram o sacramento do matrimônio, é burlar a promessa feita a Deus de receber TODOS os filhos que Deus mandar daquela união. Se isso é feito com pleno conhecimento e o consentimento deliberado, é PECADO MORTAL.
    No caso dos solteiros, ainda tem o agravante do pecado da fornicação que é o sexo fora do casamento. Apenas por poucos e graves motivos um casal pode se abster de seus deveres conjugais e foi por causa dessa mentalidade contraceptiva entre os Católicos e da desvinculação do casamento do seu fim primário é que hoje estamos sendo punidos com aberrações como o “casamento gay” e a adoção de crianças por pares sodomitas.
    Portanto, Católicos Tradicionais não fazem filhos “em série” por serem irresponsáveis ou por serem guiados pelo instinto como “coelhos” ou qualquer outro animal irracional, mas sim porque querem ser fiéis às promessas matrimoniais, porque não se conformam com a mentalidade do mundo e acima de tudo porque firmemente acreditam que “Deus não manda coisas impossíveis, mas ao ordená-las exorta-te a fazeres tudo o que podes, e a pedires o que não podes, ajudando-te para que possas; com efeito, “os mandamentos de Deus não são pesados” (cf. 1 Jo 5, 3) e “o Seu jugo é suave e o Seu fardo leve” (cf. Mt 11, 30)». 162 ( Veritatis Splendor).
    A consequência inevitável dessa outra “bergogliada” é que assim como a frase “quem sou eu pra julgar” está sendo usada pra indicar uma abertura da Igreja em relação à sodomia institucionalizada, também a frase “Católicos não devem procriar feito coelhos” será o carro-chave dos que lutam a favor da aprovação da contracepção, quer seja natural ou artificial.
    Todavia não pensem que se trata de uma gafe impensada. Tudo que sai da boca de Bergoglio tem um efeito catastrófico para a Doutrina da Igreja e ele o faz de caso pensado. Ele escolheu soltar essa bomba exatamente nas Filipinas, um país com uma população enorme de Católicos e onde atualmente Igreja local se encontra em pé-de-guerra contra o Governo que quer impor o controle da natalidade estatal e liberar o aborto.
    O recado foi dado: “para sermos bons católicos, não temos que ser como coelhos. Não. Paternidade responsável. Isso é claro e é por isso que existem grupos de casais na Igreja, que existem especialistas nesta questão, que existem pastores que se pode procurar; e eu conheço tantos meios que são lícitos e que ajudam nisso”
    E caso os métodos “lícitos” não funcionarem e esses casais resolveram optar por outros mais eficazes para uma “paternidade responsável”, QUEM SOU EU PRA JULGAR?

    • Gercione, Salve Maria!

      Pergunta:
      Não estão vinculados de maneira conjunta, sem maior ou menor, os dois objetivos do matrimônio católico?
      1-Unitivo (o amor entre os noivos – o amor entre Cristo (marido) e sua Igreja (esposa) como explica a “Igreja doméstica” do Catecismo), 2-Procriativo (a abertura aos filhos nos planos de Deus).

      Há algum item maior que o outro? Não são dois objetivos necessários para ocorrer o matrimônio?

      Tenha certeza que discordei e achei um desastre estas declarações do sumo pontífice. Que nos magoa e assola tudo o que foi sempre católico, em todos os aspectos, por gerações. Mas, somente para ficar claro, se estou com o entendimento correto sobre o caso.

      Grato,

      AMDG

  13. A socedade ocidental se suicida com suas leis que legalizam o aborto e a anti-concepçao enquanto o islam ganha espaço com suas familias numerosas na Europa e America… Penso que esse e o triste fim de esta sociedade liberal, laicista e politicamente correta, a submissao inevitavel ante a besta do islam… e em meio a isso as familias numerosas catolicas se veem exposta a seus inimigos sem o apoio de seus pastores…

  14. Os textos e falas dos papas hoje S João Paulo II e do ilustríssimo e santo Bento XVI, alguns não tão fáceis de serem apreendidos, mas sempre me pareceram objetivos, corretos e eles se esforçando em nenhum ponto para darem margem a eventuais dúvidas, particularmente ao inimigos da Igreja, especialistas em fraudes midiáticas, especialmente do papado..
    A principio, ouvia críticas aos pronunciamentos do papa Francisco sobre suas manifestações e me imaginaria de inteligência pouco arguta: porque dos outros bem os compreendia e desse não?
    Como ultimamente tem havido muitos se manifestando desentendidos de suas falas, como sendo confusas, duvidosas ou de formas semelhantes, parece-me que seria seu modo usual, suas características pessoais de assim se expressar.
    Dessa forma, sempre deixaria margem a dúvidas, facilitando os suspenses ou as terríveis segundas interpretações, principalmente da mídia profana anti eclesial que estaria deitando e rolando em cima de suas entrevistas para lhes darem as mais ideologizadas interpretações.

  15. Desculpe, Adrian. Mas ao final da leitura da notícia tive a mesma conclusão de Daniel, Alexandre, Alex e Fábio. Nem sim. Nem não. Francisco esforça-se para expressar-se como diplomata. Mas parece diplomacia de boteco. Parece que foi eleito para agradar todo mundo. Seria adequada uma passagem do Evangelho. Não a mencionarei diretamente dirigida a Francisco em homenagem a sua alta posição, porque devemos ter esperanças de mudanças, mas menciono-a em homenagem aos ensinamentos de Nosso Senhor: Vossa linguagem deve ser sim, sim; não , não, porque o que passa disto vem do maligno.

  16. Gente, está claro o que ele disse, pois ele citou o slogan “paternidade responsável”.

  17. Quando Papa Francisco dá entrevista dentro de um avião só saem bobagens: no Brasil aquela “teoria” sobre os homossexuais do “quem sou eu para julgar” e agora esta nas Filipinas.

    Quanto a reprodução dos católicos, se ela é negativa na Europa, os islamitas não fazem por menos pois eu vi com meus olhos a quantidade de filhos que os muçulmanos tem na alemanha e recebem para isso apoio da Caritas católica.

    Meus parentes estavam bravos com uma prima que tem o “absurdo” de ter 3 filhos (um com cada “namorido” é claro) e eu retruquei a eles que o problema não era a quantidade de filhos que ela tinha, mas a quantidade de parceiros – divorcio e adultério, isso que o Papa Francisco deveria combater.

  18. Realmente, estamos chegando ao fundo do poço!

    Como é possível o papa Francisco tropeçar constantemente na sandália do pescador?

    Como pode o líder máximo da Igreja católica dizer tanta besteira, tais como:
    – “Quem sou eu para julgar” (homossexuais);
    – Católicos não devem procriar ‘como coelhos’, diz papa boxeador (vide caso dos cartunistas franceses).
    – dentre outras.

    Vamos, enfim, confiar nas Escrituras Sagradas:

    “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Romanos 5:20).

  19. A fala do Papa Francisco vai totalmente contra a opinião claramente exposta inúmeras vezes pelo Professor Felipe Aquino no seu programa Escola da Fé, que disse, repito, por diversas vezes a família numerosa. E uma vez já o vi citando em algum programa na Canção Nova uma mãe que ele conheceu que teve cerca de 15 filhos, e Deus, segundo ele, não deixa de abençoar a família pela Sua Divina Providência.

    E agora?

  20. correção: “… por diversas vezes que a família numerosa é sim da vontade de Deus, é bênção de Deus”.

  21. Não sabia que Francisco era formado em medicina… está até prevendo a morte da coitada da mãe de 07 filhos! Deveríamos deixar o diagnóstico do risco para o médico, não?

    Mas é assim… para os outros, palavras doces, para os que deveriam ser os seus, “coelhada” na cabeça.

  22. Sempre pouco preciso e causando confusão entre fiéis que não conhecem a Santa Doutrina. Volta Bento !

  23. Eu, por vezes, me irrito com as expressões que considero infelizes de nosso Papa. Outras vezes, medito se no afã de comunicar-se não comete deslizes filológicos, e porisso merece ser ” perdoado”. No entanto a Gercione, com lógica implacável, aventa que em uma e outra situação, tudo é adrede pensado para causar justamente este estrago descomunal e, quem sabe, destruir a própria Doutrina e Magistério. Rezemos todos para que esta ” hipótese” revele-se falsa.

  24. Alice, não sou eu que “conjecturo” a respeito dessas bergogliadas. São os fatos que falam por si só. Basta você reler o que Sandro Magister publicou a respeito do Sínodo dos Bispos do ano passado:
    https://fratresinunum.com/2014/10/20/a-verdadeira-historia-deste-sinodo-diretor-atores-auxiliaries/
    Daquele “aparentemente inocente… quem sou eu pra julgar?” Veio o Sínodo das Famílias onde a mando de Bergoglio, Bruno Forte tentou empurrar a aceitação do pecado da sodomia. Foi o próprio Bergoglio que empurrou o exemplo das duas lésbicas da Argentina e tacitamente abriu as portas para o lobby gay batizar crianças, vítimas dessas uniões abomináveis ao som de fanfarras e holofotes em ambientes Católicos.
    Bergoglio nunca veio a público se explicar, dizer que o que ele queria expressar era outra coisa. Ficou valendo: “se uma pessoa se entrega ao pecado da sodomia, mas tem um bom coração ( entenda como quiser esse “bom coração”!), nem o Papa tem autoridade pra julgar esse comportamento”.
    O resultado prático disso é que o próprio Pontífice colocou uma mordaça nos movimentos que lutam a favor da família e do casamento tradicional.
    Ao dizer que a Igreja tem que parar com essa obsessão com temas como o aborto e o homossexualismo, ele jogou uma pá de cal nos movimentos eclesiais que ainda lutavam contra a cultura da morte e do hedonismo.
    Agora ele vai às Filipinas, num momento em que a Nova Ordem Mundial está pressionando para que o país legalize o aborto e adote medidas de controle da natalidade e sai com essa outra bomba: paternidade responsável! O efeito disso será maior uso de anticoncepcionais pelos Católicos que já ignoram a Doutrina da Igreja a esse respeito. Ele está confirmando os irmãos no erro. Esse homem odeia a Doutrina da Igreja, assim como o Boff ele acha que a Igreja tem que deixar de ficar cheia de regrinhas. Como ele sabe que não pode usar da autoridade de Pontífice pra mudar o Depósito da Fé, ele usa e abusa dessas entrevistas onde fala heresias em caráter não oficial porque sabe que para o mundo moderno vale mais o que está na mídia do que nas encíclicas ou documentos oficiais da Igreja.

  25. Como dizem os mineiros “quem fala muito dá bom dia para cavalo”. Nosso legítimo Papa fala muito. Mas apesar de legítimo, não ensina nada e dá bom dia demais aos equinos. Por isso, os equinos ficam felizes e publicam suas falas. Até agora achava se tratar de pura verborreia vaidosa. Mas acho muita coincidência ir ao único país de maioria católica da Ásia e dizer que eles têm de ser iguais aos europeus, quase estéreis, cujo único fruto está para ser ceder a cristandade ao Islã, aliás bem depois dos atendados aos porcos do Charles Hebdo.
    Enquanto o Papa não ensinar, e só deixar a sua vaidade tagarela se exibir a mídia, só ouviremos muitas besteiras para poucas verdades.

  26. Eu falo por mim mesmo, mas acredito que reflito a preocupação da maioria: Se o papa soubesse o desespero que eu fico, eu que sou leigo e tento ser um católico fiel, apesar das falhas… eu, que preciso tanto aprender e a cada pronunciamento desaprendo… eu, que devo admirar, respeitar e não criticar o Vigário de Cristo… se ele soubesse a tristeza que provoca em mim, talvez sentisse pena. O que eu faço? Sinceramente, não sei. Uma coisa é certa; quando nosso papa previu que deveria haver confusão, estava sendo sincero. Acho que a saída é enxergá-lo como vítima das imprecisões típicas do discurso por improviso.

    • VENATOR!
      BERGOGLIO sabe o que diz….não é ingênuo,não!!!…
      As bobageiras que fala…são propositais….tem “objetivos” maus,sim senhor! A nossa IGREJA CATOLICA sofre uma Grande Tribulação…acredite! Oremos!

  27. É difícil contestar a Gercione. Ela é muito equilibrada e objetiva, muito fiel a Palavra e a Tradição. Mas caramba, sem querer desculpar o papa Francisco, que mais uma vez escandalizou e envergonhou os católicos, fico me perguntando: mas como pode uma familia modesta, de classe media baixa ou baixa não utilizar nenhum método de controle de natalidade (nem mesmo natural) na atual sociedade moderna em que se paga – e paga caro, e por cabeça – pra viver.
    Houve tempo em que as famílias tinham casa, quintal, pomar, faziam sua horta, criavam seus animais, ensinavam as crianças o básico e tava tudo bem. Cada filho gastava um pouquinho e contribuía um pouquinho logo que pudessem. Mas agora, nas grandes cidades (e mesmo nas pequenas), não é assim. Paga-se pra nascer e pra morrer, pra morar, pra comer e pra vestir, pra estudar e pra se locomover, pra ter saúde, agua, energia (cada vez mais indispensável) e tudo mais. Vive-se em apErtamentos minúsculos as vezes até sem uma varandinha pra ter um vasinho de plantas. A mãe precisa trabalhar fora porque o pai não consegue segurar tudo sozinho, mesmo com um ou dois filhos, e paga-se pra que um estranho cuide dos filhos que a mãe teria como sublime missão cuidar. Sem querer dizer que a lei de Deus não se aplica mais, mas será que adianta pensar em aplicá-la quando já se destruiu todo o contexto para o qual ela foi estabelecida?
    Sinceramente, tirando o aborto, o resto talvez precise ser tolerado em termos de natalidade. Não justificado, mas tolerado, sem deixar de se lembrar qual é o ideal de Deus, mas questionando uma sociedade que cada vez mais estrangula os planos divinos.

  28. O papa enfatizou o caso da mulher que teve 07 filhos e foram realizadas 07 cesarianas, não foram realizados partos normais e sim intervenções cirúrgicas, então não precisa ser formado em medicina para saber os riscos de morte que essa mulher está correndo… Que responsabilidade essa mulher está tendo quando engravidou da oitava criança, sabendo que iria se submeter a outra cesariana?
    Ele também não limitou o número de filhos, tanto que ele critica o neo-malthusianismo e ele rechaça a limitação de 03 filhos por casa, citando as consequências do que gerou a limitação na Itália e Espanha. Não entendo o porque dessa vociferação contra o papa.

  29. Melhor comentário que já li sobre Francisco:

    Sabia que a Argentina ia esculhambar o Vaticano. Nós, da América “Latrina” temos esse mérito. Nós esculhambamos tudo, essa é minha esperança com relação ao islamismo aqui. Não vai dar certo.

  30. Muitos não cristãos agem como se eu houvesse cometido um crime, alguns cristãos como se eu tivesse pecado mortalmente, quando ficam sabendo que eu tenho quatro filhos (e eu ainda digo “só tenho”… Rsrsrs). Parece ser algo tão absurdo para as pessoas. E ficam ainda mais ofendidos quando sabem que minha esposa, graças à Deus, compartilha do mesmo pensamento que eu, da mesma fé, da mesma esperança. Ficam espantados, indignados, quando perguntam: “Mas vão parar por aí não é?” e eu lhes respondo que estamos abertos à bondade de Deus, e que receberemos com amor todos os filhos que Ele nos confiar. Alguns zombam, caçoam, sou motivo de piada. Raros são os elogios, mas eles existem, vindo justamente de pessoas que admiro pelo comprometimento com a fé católica, com a tradição cristã. Infelizmente, muitos nem imaginam o valor que tem uma família numerosa, cada filho é uma bênção de Deus. Meus filhos são o meu tesouro. Agora recebo uma “coelhada” do papa Francisco. Já vieram até me perguntar se não vou me submeter ao que pensa o Papa. Reafirmo o meu acatamento a tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, minha submissão ao seu perene Magistério, ao sucessor de São Pedro, e aos meus Bispos. Mas não posso aqui deixar de fazer um pedido, de externar uma suplica que infelizmente não tenho como fazer chegar ao destinatário: “Santidade, amo-vos, e por vós tenho sempre rezado, mas por favor, pare de conceder estas entrevistas!”

  31. Para quem acha “””normal””” chamar alguém que tem muitos filhos de “coelho”, sugiro que vá até a uma casa com muitos filhos e pergunte ao casal: “Puxa! Mas vocês não têm televisão? Não usam contraceptivos, seus coelhos?”. Verá a resposta!

  32. R e a l m e n t e !!!…..como está “enxovalhado” o Papado!!!….até….rimou! Concordância..total quanto a tudo…
    Em toda a minha vida.. n u n c a presenciara,e ouvira tantas sandices…vindas,de “q u e m” vem…!!!!
    Só lamento que seja…na m i n h a época isso!
    O Papa de mão chifrada…rindo…falando suas…”opiniões”, à la adolescente…
    Nossa!…que…”mico”!…Surreal!..ESTRANHÍSSIMO….ESTRANHÍÍSSIMO!!!
    Agora pergunto:…para quê…JESUS AMORE?..
    MARANATHA!!!!!

  33. Deus não está feliz conosco. Poderia haver castigo pior que Francisco?

  34. Eu não entendi muito bem se esta mensagem foi para as pessoas pobres. Mas em relação às pessoas mais estabilizadas financeiramente, acredito eu que, pode se ter um bom número de filhos e que realmente Deus vem em auxílio da família destes filhos. Acredito que estas pessoas estão corretas ao dizer “eu confio em Deus”.

  35. Parece que com esta entrevista o papa acabou de deitar a Humanae Vitae para o lixo. Transformando doutrina católica universal e intemporal numa simples resposta teológica, situada no tempo neste caso ao “neo-malthusianismo que estava em curso” e no espaço, nos países ricos desenvolvidos cuja tacha de natalidade é baixa, como Espanha e Itália. Desta forma relativizou a Humanae Vitae, descartou-a para outros tempos estando em desuso hoje.
    Uma outra situação que podemos podemos assistir é a entrada das ideias “verde” ou da nova ordem mundial cujo objetivo é limitar o número de pessoas em nome de uma ecologia sustentada, em deterioramento da liberdade dos casais terem o número de filhos desejados. “Eu acho que o número de 3 filhos por família … eu acho que é o número que os especialistas dizem ser importante para manter a população “indo” “, os chamados “especialistas” da nova ordem mundial fizeram as contas e declaram que os católicos poderiam ter no máximo 3 filhos, e o papa, como bom ecologista, faz o seu papel nesta diabólica organização. Podemos ver que as referencias do papa para as suas ideias não são mais a doutrina da Igreja mas sim o relativismo (por forma a expulsar tudo que vem de Deus, neste caso a Humanae Vitae) e a ecologia. Espero que as pessoas se tenham dado conta que no mais alto lugar do Vaticano existe um agente da nova ordem pronto a implementar as suas ideias diabólicas, esquecendo todas as referências à teologia católica.

  36. Façamos um esforço por compreender o que o Papa quis dizer. Ele também é filho duma família numerosa e de certeza que não chama “coelhos” aos seus pais. A expressão foi talvez infeliz, a não ser que tentemos ir mais ao fundo da questão: Não haverá casos de famílias numerosas em apesar de não terem condições económicas, ou não terem condições de saúde, continuam a fazer a sua sexualidade sem qualquer limites, porque pura e simplesmente a contenção sexual é difícil? Se calhar o Senhor também chama alguns a uma maior contenção na sua sexualidade, não? Se o marido sabe que a sua mulher corre um risco elevado de morrer se engravidar novamente não deverá conter-se a nível sexual? O método natural de Billings funciona melhor do que qualquer método artificial, só que é preciso contenção. Se já pouco se tem para dar de comer aos quatro filhos, será correcto continuar a ter filhos pondo ainda mais em risco a situação daquela família? “Para ser bom católico não é preciso ter muitos filhos”, este casal poderá ficar pelos quatro e assim ser bom católico. Mas uma família que tem quatro filhos e pode ter mais (por não ter nenhuma das limitações acima descritas) poderá até, consoante o caso concreto, ser má católica, por não estar aberto à vida apesar do Senhor lhe dar todas a condições para ter uma grande família pois os filhos são bençãos de Deus. Daí que o Papa tenha dito que os pobres entendem os filhos como bençãos de Deus e há que reflectir nisto porquê? porque os ricos não têm filhos apesar de poderem ter.

  37. Eu acho que o papa até defendeu a doutrina tradicional…contudo não utilizou as palavras mais adequadas…como sempre. Francisco mais atenção…antes de se dar uma resposta…os media como V. santidade sabe…estão sempre à espera de qualquer declaração revolucionária, sobretudo o que tenha ver com sexo…sexo…sexo.E depois o que veio nas tvs não foi tudo o que disse…toda a resposta…mas uma frase…a dos coelhos. Também como sempre.

  38. Planeamento familiar natural implica o uso de métodos naturais como o ciclo de fertilidade da mulher e abstinência sexual. Muitos santos esposos, por mútuo acordo, não tiveram mais relações sexuais até ao fim da vida. Agora pergunto: praticaram a contraceção natural? Sim. Planearam de sua livre iniciativa não terem mais filhos? Sim. Houve aqui algum pecado? Não.
    Os métodos naturais são lícitos, o casal tem todo o direito de escolher quantos filhos quer ter. Para além disso, como disse a Teresa, hoje em dia com a crise financeira que o mundo atravessa é uma irresponsabilidade para uma família pobre ter muitos filhos porque não vai dar-lhes as condições mínimas de sobrevivência, e ainda se arrisca a ficar sem eles porque a segurança social anda em cima destas situações aqui em Portugal.

  39. “Deus os abençoou e lhes disse: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra”. (Gênesis 1,28).

    Papa Francisco X Sagrada Escritura

    I- Homossexualidade:
    – Papa Francisco: “quem sou eu para julgar”.
    -Bíblia apresenta como DEPRAVAÇÕES GRAVES (Gn 19, 1-29; Rm 1,24-27; 1Cor 6, 9-10; Tm 1,10)
    – Catecismo da Igreja Católica – CIC 2357-2359
    Comentário: essa frase também se aplica para os PEDÓFILOS, CORRUPTOS, ESTUPRADORES?

    II- Direito de ter filhos:
    – Papa Francisco: “Católicos não devem procriar ‘como coelhos’,
    -Bíblia: “Deus os abençoou e lhes disse: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra”. (Gn 1,28).
    – Catecismo da Igreja Católica – CIC 2211-2359

    Dúvida: será que o papa virou eugenista (eugenia)? Ou aderiu a política da redução drástica da população? Ou quando visitou dos Estados Unidos, aderiu aos 10 mandamentos da futura Nova Ordem Mundial, segundo as mensagens contidas nas Pedras Guias da Georgia (Georgia Guidestones):
    1- manter a humanidade abaixo de 500.000.000 em perpétuo equilíbrio com a natureza.
    2- Controlar a reprodução sabiamente – aperfeiçoando as condições físicas e a diversidade.
    3- Unir a humanidade com um novo idioma vigente.
    4- Controlar a paixão – fé – tradição – e todas as coisas com razão moderada.
    5- Proteger povos e nações com leis e tribunais justos.
    6- Permitir que todas as nações regulem-se internamente, resolvendo disputas externas em um único tribunal mundial.
    7- Evitar leis insignificantes e governantes desnecessários.
    8- Equilibrar direitos pessoais com deveres sociais.
    9-Valorizar a verdade – beleza – amor – procurando a harmonia com o infinito.
    10- Não ser um câncer sobre a terra – Deixar espaço para a natureza – Deixar espaço para a natureza.

    Moral da história:
    “Ao ver as multidões, Jesus sentiu grande compaixão pelas pessoas, pois que estavam aflitas e desamparadas como ovelhas que não têm pastor”. (Mateus 9, 36)

  40. Teresa e Fábio,

    A Igreja sempre ensinou que em situações adversas os casais podem, se quiserem, espaçar o número de filhos. Ninguém é obrigado a ter filhos como coelhos.

    No entanto, o Papa Francisco foi mais longe. Segundo sua sugestão, existirão situações extremas em que o casal deve obrigatoriamente abster-se de ter mais filhos, mesmo querendo. Foi esse o sentido do exemplo da mãe de sete filhos, chamada pelo Papa de irresponsável por ter tido mais um.

    Segundo o ensino tradicional, dada sua situação de risco, ela era livre para ter ou não mais filhos. Segundo o ensino novo, ela era moralmente obrigada a não engravidar para não deixar seus filhos orfãos.

    Não sei se o Papa deu-se conta das implicações de seu exemplo. Ele pode muito bem ter falado sem pensar. Não seria a primeira vez. Mas se ele realmente acha que existem situações em que o casal é moralmente obrigado a usar métodos anticoncepcionais, ainda que lícitos, isso será uma modificação radical do ensino católico.

    • Tudo bem, JB , mas eu estava refletindo apenas sobre a posição da Gercione que, baseada na palavra de Deus considera pecado até mesmo os métodos naturais consciente e espontaneamente usados.(“Métodos “naturais” de planejamento familiar possuem a mesma malícia dos métodos artificiais, quando o objetivo… é burlar a promessa feita a Deus de receber TODOS os filhos que Deus mandar daquela união…Não vos defraudeis um ao outro, senão talvez de comum acordo por algum tempo, a fim de que vos dediqueis à oração e de novo vos junteis, para que não vos tente Satanás por causa da vossa incontinência”. (1 Coríntios 7:5).
      Eu quis dizer que concordo em tese, mas na atual conjuntura seria como dizer “crescei e multiplicai-vos” a um casal preso num campo de concentração. A ordem continua sendo divina mas a situação concreta a suspende para evitar um mal maior que o de não obedecê-la. Aliás Jesus suspendeu outras leis divinas sem derrubá-las, levando em conta situações e casos concretos, e nos ensinando a ter bom senso e caridade acima de tudo.
      Mas com certeza também estou chocada com a forma vulgar com que o Pontífice tratou o assunto, como sempre dando munição pros inimigos da fé.

  41. Como está difícil viver a catolicidade em meio a tanta confusão terminológica, discursiva e midiática. O Santo Padre tem feito afirmações muito “informais”, de modo que suas falas podem ser mal-interpretadas. Ao aludir à figura do coelho em sua expressão, o Papa parece insinuar uma crítica/censura aos tradicionalistas que defendem o não-controle absoluto da natalidade. Mas o paradoxo é que os “tradicionalistas” se pautam justamente na Tradição da Igreja (ANTES das mudanças) para defenderem as famílias numerosas. O que dizer?

  42. Ao dizer “A Igreja sempre ensinou que em situações adversas os casais podem, se quiserem, espaçar o número de filhos. Ninguém é obrigado a ter filhos como coelhos”, é bom que se cite “qual igreja”, porque tradicionalmente, a encíclica que reflete aquilo que a Igreja sempre ensinou em todos os tempos e lugares sobre o Matrimônio Católico chama-se CASTI CONUBI:
    http://www.capela.org.br/Magisterio/conubii1.htm

    Vejamos então o que ela diz especificamente sobre esse assunto:

    Insídias contra a fecundidade

    54. Mas, para tratarmos agora, Veneráveis Irmãos, de cada um dos pontos que se opõem aos diversos bens do matrimônio, falemos primeiro da prole, que muitos ousam chamar molesto encargo do casamento e afirmam dever ser evitada cuidadosamente pelos cônjuges, não pela honesta continência (permitida até no matrimônio, pelo consentimento de ambos os cônjuges), mas viciando o ato natural. Alguns reclamam para si esta liberdade criminosa, porque, aborrecendo os cuidados da prole, desejam somente satisfazer a sua voluptuosidade, sem nenhum encargo; outros porque, dizem, não podem observar a continência nem permitir a prole, por causa das dificuldades quer pessoais, quer da mãe, quer da economia doméstica.

    55. Mas nenhuma razão, sem dúvida, embora gravíssima, pode tornar conforme com à natureza e honesto aquilo que intrinsecamente é contra a natureza. Sendo o ato conjugal, por sua própria natureza, destinado à geração da prole, aqueles que, exercendo-a, deliberadamente o destituem da sua força e da sua eficácia natural procedem contra a natureza e praticam um ato torpe e intrinsecamente desonesto.

    56. Não admira pois que, segundo atesta a Sagrada Escritura, a Majestade divina odeie sumamente este nefando crime e algumas vezes o tenha castigado com a morte, como recorda Santo Agostinho: “Ainda com a mulher legítima, o ato matrimonial é ilícito e desonesto quando se evita a concepção da prole. Assim fazia Onã, filho de Judá, e por isso Deus o matou” (Sto. Agost., De conjug., livro, II n. 12; cf. Gn 38, 8-10.).

    O pretexto econômico

    61. Penetram igualmente no íntimo do Nosso espírito os lamentos daqueles cônjuges que, oprimidos duramente pela falta de meios, têm gravíssima dificuldade para alimentar os seus filhos.

    62. Mas devemo-nos acautelar cuidadosamente de que as deploráveis condições das coisas naturais dêem ocasião a erro muito mais funesto. Nenhumas dificuldades podem surgir que sejam capazes de levar à obrigação de derrogar os mandamentos de Deus, os quais proíbem os atos intrinsecamente maus, pois em todas as conjunturas sempre podem os cônjuges, com o auxílio da graça de Deus, desempenhar-se fielmente em sua missão e conservar no matrimônio a castidade, ilibada de tal mácula vergonhosa; porque é incontestável a verdade da fé cristã expressa pelo magistério do Concílio de Trento: “Ninguém deve pronunciar estas palavras temerárias, condenadas pelos padres com anátema: é impossível o homem justificado observar os preceitos de Deus — porque Deus não ordena coisas impossíveis, mas quando ordena adverte que faças o que possas e peças o que não possas e ajuda a poder” (Conc. Trid., Ses. VI, Cap. 11). Esta mesma doutrina foi pela Igreja solenemente repetida e confirmada na condenação da heresia jansenista, que tinha ousado proferir contra a bondade de Deus esta blasfêmia: “Alguns preceitos de Deus são impossíveis aos homens justos que queiram e procurem observá-los, segundo as forças que presentemente têm; e falta-lhes a graça que os torne possíveis” (Const. Apost. Cum occasione, 31 maio 1653, prop. 1)

    Enfim, vale a pena lê-la na íntegra, porque ali está o Depósito da Fé que Bergoglio ao subir ao Sólio Pontifício jurou custodiar e transmitir com fidelidade. “O Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de Pedro para que manifestem por sua revelação uma nova doutrina, senão para que, com a sua assistência, conservassem santamente e expusessem fielmente a Revelação transmitida aos Apóstolos, ou seja, o depósito da fé”.
    O que Bergoglio anda manifestando em suas entrevistas mundanas são apenas suas opiniões pessoais, que para o escândalo dos fiéis, contrariam o Depósito da Fé e confirmam os rebeldes no erro.
    A minha insistência em vir aqui expor essas falácias, (inclusive para aqueles que em todos os meus posts fazem questão de clicar o “dedinho pra baixo…rs) é porque naquele dia em que cada um tiver que se apresentar de pé diante do Filho do Homem, não poderão usar como desculpa: “ningúem me avisou”.

    • Cara Gercione,

      Nessa encíclica é referida a “viciação do acto natural”, mas não especifica quais as situações que o fazem. Presumo que seja o coito interrompido ou o uso de métodos anticoncepcionais artificiais. Não incluiria nessa lista os métodos naturais (que foram apenas citados na encíclica Humanae Vitae) que também é um documento do Magistério e que esclarece algumas coisas que não ficam bem claras na encíclica citada pela Gercione. E vou explicar-lhe o porquê de não incluir os métodos naturais.

      Caso 1:
      Se essa encíclica aceita a honesta continência (permitida até no matrimônio, pelo consentimento de ambos os cônjuges), dá a liberdade ao casal de escolher quantos filhos quer ter. Ora, se o casal tiver 3 relações sexuais em toda a sua vida, vai ter (no máximo) 3 filhos. É obvio que se está a limitar a prole pelo uso do método mais eficaz: a continência.

      Caso 2:
      Se um casal em toda a sua vida tiver relações sexuais nos periodos infecundos e apenas ter relações por 3 vezes em períodos fecundos, vai ter (no máximo) 3 filhos. Logo, aqui está a escolher o numero de filhos quer ter, e não há aqui nada de anti natural porque o ato é infecundo pela própria natureza e não pela intervenção de um dos conjugues. Logo não é ilícito.

      Em ambos os casos aplica-se uma paternidade responsável se as condições económicas não permitirem ter mais do que 3 filhos. Em ambos os casos o casal decide quantos filhos quer ter e qual o espaçamento entre os nascimentos, também decidido pelo casal. Volto a sublinhar a falta de condições económicas em ambos os casos exemplo, que na encíclica Humanae Vitae é referida “por motivos graves” (presumo que sejam fatores económicos ou de saúde da própria mulher).

  43. Se a mulher que tinha sete filhos por cesárea, não poderia ter o oitavo porque poderiam sete ficar órfãos.
    O que o Papa diria sobre a Santa Gianna Beretta Molla? Que no quarto filho teve que escolher entre abortar o filho e realizar o tratamento contra o câncer ou ter o filho e morrer.
    A Santa disse: “Entre a minha vida e a do meu filho, salvem a criança!”

  44. O que dizer diante das coelhadas do Sumo Pontífice? Realmente as falas dele são confusas, mas olhando o contexto em que são proferidas, me deixam muito preocupado. O que nos resta é confiar na Providência Divina. Pior de tudo é que tudo isso coloca os fiéis contra a parede, dando munição a hordas liberais para atacar: determinado grupo na diocese em moro e faz a defesa da família tradicional foi acusado de retrógado e homofobico esses dias. E entre os argumentos utilizados pelos “católicos” que os atacaram estavam a “abertura” promovida pelo Sínodo ano passado e ” se o papa não julga os homossexuais, quem é que pode julgar ?”. Em determinada comunidade um coroinha engravidou a namorada e continua servindo no altar, e apesar de ser notório que continuam mantendo relações sexuais sem serem casados ( isso com possível conhecimento do sacerdote, já que apesar de morarem em casa separadas, dormem sempre juntos) ele continua servido no altar durante a Santa Missa, ” pois quem somos nos para julgar”? Oremus pro Pontifice nostro.

  45. “SIC ET NON”

    Li os comentários, todos bem urdidos e a maioria muito bem articulados. Chamou-me a atenção os que disseram ser o papa um sujeito que fala muito e não diz nada, que não emite posicionamento firme seja qual for o ponto abordado.

    Penso que ele não seja muito feliz com o uso da palavra, que as atropela, não é bom em conotações, usa linguagem direta (como a do coelho e a do pugilato expresso), mas talvez o faça não tanto por si mesmo, mas para atingir a distinta plateia, a cada dia mais e mais desatenta a uma linguagem que não seja a do bê-a-bá puro e sem rebuços, refratária a pinceladas mais rebuscadas.

    Para mim ele foi claro no que disse. Digo isto talvez por comunhão de opiniões, porque penso igual a ele. Exceção ao comentário do Sérgio Ricardo não vi ninguém anotar que a mulher que teve 7 filhos foi submetida a 7 cesáreas e está, sim, “tentando a Deus”, como ele bem disse: isso não me parece paternidade responsável, de um lado; de outro, me parece que essas omissões revelam um preconceito inato contra ele, se bem que justificável em muitos pontos.

    Muitos se fiam na linguagem bíblica literal do “crescei e multiplicai-vos”. Muitos se ligam na força expressa das “areias do mar”. Mas poucos se ligam a quem Deus fazia a promessa, qual seja, à linhagem de Abraão, abençoada nas graças e opulenta nos bens materiais.

    Só que o mundo inteiro não é descendente de Abraão, nem todos são filhos da promessa, nem todos são predestinados. Mas, se não são predestinados à outra vida, certamente vivem nesta e nesta vida produzem, mas também consomem; e não raro este ato supera aquele!

    Aí o centro da questão, aí a paternidade responsável. Se há possibilidades tanto materiais como fisiológicas para que uma família tenha uma prole considerável e queira tê-la, sem problema algum, porque haverá responsabilidade na educação dos rebentos.

    Mas, e os miseráveis? Disse um comentarista aí em cima que as mulheres islâmicas têm de 5 a 7 filhos e enquanto o Islã cresce o cristianismo diminui: será que Jesus disse em algum lugar que precisamos de quantidade? Ou será que os cristãos são um “resto” como nos diz o Apóstolo em Rm, 11?

    Deixando a questão teológica de lado, nem precisamos ir ao Oriente. Nosso país nos dá mostras vivas disso, porque é justamente nos Estados mais desfavorecidos de recursos, onde os ladravazes da política são mais ligeiros e eficientes é que temos mais gente à míngua, mais despossuídos, mais iletrados, mais marginalizados.

    Pergunto eu, qual a finalidade numa procriação leporina se não há o mínimo interesse na criação e formação da prole? Qual a finalidade do crescimento populacional sem peias, jogando-se a responsabilidade da criação para a sociedade como um todo?

    Penso que o papa foi feliz na passagem. Em sua linguagem meio arrevesada, mas foi. Em seu jeito meio rude de dizer as coisas foi feliz. “Sic et non”.

  46. Gercione,

    Em situações adversas, os casais estão, se houver mútuo acordo, dispensados do débito conjugal. É o que sempre foi ensinado.

  47. Interessantes essas questões de número de filhos, essa limitação debaixo de tantas regras quando a pessoa escolheu o matrimônio justamente para não “se abrasar” como nos ensina São Paulo.

    Fico pasmo com tanta reticência aos casados (que em primeira e necessária instância têm o dever de sustentar e educar a prole) se justamente se casaram porque não têm vocação religiosa. Porque a carne venceu o celibato.

    Vivemos numa polaridade sem meio termo. Ou é o mar alto ou a areia quente, jamais a marola suave e refrescante: casando, o sujeito se obriga a ter tantos filhos quanto a natureza mandar, sem sequer dispender um pouco de tirocínio e planejamento nisso.

    Tudo certo se vivêssemos num mundo de responsabilidade, de casamento sólido, de uniões indissolúveis. Nisto, tudo bem. Mas, é assim? Age responsavelmente quem gera filhos para o abandono, para as ruas, para o crime e a indigência social? Para serem (mal) sustentados pela sociedade?

    Penso que não; e é nisto que me bato e sempre me baterei. Paternidade responsável é um conjunto de fatores que vão desde a abstinência até relações sexuais em períodos não férteis em querendo evitar filhos. Ou, tendo-os quantos Deus mandar, desde que haja o firme propósito de educá-los material e espiritualmente dentro do matrimônio indissolúvel.

    O mais é criar gerações e gerações de largados à margem da sociedade, não raro tratados com desdém e preconceito justamente pelos paladinos da paternidade sem regras.

  48. A resposta quem a dá é João Paulo II na Veritatis Splendor:

    “E de que homem se fala? Do homem dominado pela concupiscência ou do homem redimido por Cristo? Pois é disso que se trata: da realidade da redenção de Cristo. Cristo redimiu-nos! O que significa que Ele nos deu a possibilidade de realizar toda a verdade do nosso ser; Ele libertou a nossa liberdade do domínio da concupiscência. E se o homem redimido ainda peca, não é devido à imperfeição do acto redentor de Cristo, mas à vontade do homem de furtar-se à graça que brota daquele acto. O mandamento de Deus é certamente proporcionado às capacidades do homem: mas às capacidades do homem a quem foi dado o Espírito Santo; do homem que, no caso de cair no pecado, sempre pode obter o perdão e gozar da presença do Espírito»

    No mais, você acredita mesmo que aqueles que geram filhos para o abandono, para as ruas, para o crime e indigência social podem ser classificados como “bons católicos”? Ou são na maioria aqueles famosos casos de mães solteiras que tem um filho atrás do outro e geralmente cada um com um pai diferente? Nesse caso ele deveria ter atacado a irresponsabilidade e promiscuidade sexual de tais pessoas e não aquelas famílias Católicas que apesar de todas as dificuldades tentam ser fiéis à Doutrina da Igreja. Pergunte aos “ficantes” e às “peguetes” se eles sabem o que é “paternidade responsável”! As palavras de Bergoglio são claras e tem endereço certo: “Alguns acham que — perdoe a expressão – para sermos bons católicos, temos que ser como coelhos”.
    Ao citar esses “alguns” o alvo certo são os Católicos tradicionais, essa espécie rara que ainda segue o que está escrito na CASTII CONUBI. A maioria dos católicos modernistas é bem relaxada no que diz respeito à moral sexual.
    Com os famosos “Católicos Apenas em Nome” Bergoglio não precisa se preocupar porque eles já sobem ao altar no dia do casamento com a cartela de anticoncepcional na bolsa e a camisinha no bolso.

  49. Embora sem me citar nominalmente (o que é sempre embaraçoso pra quem replica), intuo pelo teor de seu comentário, Gercione Lima, que vc está reprochando meu comentário.

    Pois muito bem, vamos às considerações.

    1. É elementar que as pessoas que geram os filhos para o abandono, para as drogas e para o vício não são “bons católicos”, não raro não são nada: mas a Igreja (assim como o Estado) deve levar em consideração que nem todos são católicos, e ainda menos, bons. Aliás, nem precisamos avançar muito nos exemplos, vc já nos deu uma porção deles, e esse pessoal todo também não é filho de Deus?

    2. Os católicos leporinos citados pelo papa: perdoe-me, mas é isto mesmo. Tenho sérias divergências em relação a este papa, mas neste ponto concordo com ele: não precisamos ser coelhos para sermos católicos. Temos que levar em consideração também as vicissitudes da vida, as dificuldades que ela nos oferece diariamente, a dureza que é criar os filhos num ambiente salubre.

    3. Por fim, não sei o porquê de tanto aranzel acerca da expressão “paternidade responsável”. Para mim diz tudo e não sei porque alguns a tacham de infeliz.

  50. Dom Fernando Arêas Rifan
    Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney (RJ)

    “É para se deplorar de modo particular a imprensa que, de tempos em tempos, volta sobre a questão (da família numerosa) com a intenção manifesta de lançar a confusão no espírito do povo simples e induzi-lo ao erro por documentações tendenciosas, por pesquisas discutíveis e mesmo por declarações falseadas deste ou aquele eclesiástico”. Assim dizia o Papa Pio XII, no seu discurso aos dirigentes e representantes das Associações de Famílias Numerosas, em 20 de janeiro de 1958.
    A imprensa sensacionalista procurou ressaltar negativamente uma afirmação do Papa Francisco, na viagem de volta das Filipinas para Roma, em 18 de janeiro de 2015, pinçada do colóquio informal com os jornalistas no avião, sobre o número de filhos de uma família: “Alguns acham, desculpem-me pela palavra, que para ser bons católicos precisamos ser como coelhos. Não! Paternidade responsável. Isto é claro”.
    Uma frase fora do contexto pode ser apenas um pretexto. Não se pode dizer tudo, toda a doutrina, em todos os lugares e em todas as afirmações,ao mesmo tempo. Há que se ver o conjunto. O conjunto de que falo é toda a doutrina católica. Como na Bíblia. Citando frases fora do contexto e do conjunto, pode-se provar qualquer coisa. Pinçando frases e doutrinas, sem o conjunto, é que se fizeram as heresias.
    Antes da frase dos “coelhos”, o papa Francisco tinha dito: “A presença das famílias numerosas é uma esperança para a sociedade. O fato de termos irmãos e irmãs nos faz bem; os filhos e filhas de uma família numerosa são mais capazes de comunhão fraterna desde a primeira infância. Em um mundo marcado tantas vezes pelo egoísmo, a família numerosa é uma escola de solidariedade e de fraternidade, e estas atitudes se orientam depois em benefício de toda a sociedade” (28-XII-2014).
    No avião, ele disse aos jornalistas: “A abertura à vida é a condição do sacramento do matrimônio, a ponto de que esse matrimônio é nulo caso se possa provar que ele ou ela se casou com a intenção de não estar aberto à vida. É causa de nulidade matrimonial. Isto não significa que o cristão tem que ter filhos em série. Isto é tentar a Deus. E alguns, talvez, não são prudentes nisto. Falamos de paternidade responsável. Esse é o caminho”.
    Depois das interpretações erradas das suas palavras, o papa disse: “Dá consolação e esperança ver tantas famílias numerosas que acolhem os filhos como um verdadeiro dom de Deus. Eles sabem que cada filho é uma bênção. Escutei que as famílias com muitos filhos e o nascimento de muitos filhos estão entre as causas da pobreza. Acho uma opinião simplista. Eu posso dizer, todos podemos dizer, que a causa principal da pobreza é um sistema econômico que tirou a pessoa do centro e colocou o deus dinheiro, um sistema econômico que exclui, exclui sempre, exclui as crianças, os idosos, os jovens sem trabalho… e que cria a cultura do descarte em que vivemos. Nós nos acostumamos a ver pessoas sendo descartadas. Este é o motivo principal da pobreza, não as famílias numerosas” (21-I-2015)