A nova religião de Padre Beto.

Missa de padre expulso reúne 500

UOL – Na primeira missa alternativa que realizou, anteontem, em Bauru (340 km de São Paulo), Roberto Francisco Daniel, o padre Beto, reuniu 500 pessoas e substituiu as canções tradicionais religiosas por músicas populares como “Tempos Modernos” e “Toda Forma de Amor”, de Lulu Santos; “A Paz”, de Gilberto Gil; e “Eu quero apenas”, de Roberto Carlos.

A comunhão foi ao som de “Imagine”, de John Lennon.

A missa alternativa seguiu o roteiro da celebração tradicional da Igreja Católica, mas deixou de fora alguns ritos que só existem na celebração católica: a leitura do salmo responsorial e a profissão de fé, por exemplo.

Ao final da celebração, Beto disse que não pretende fundar uma nova religião, mas reafirmou que irá continuar a realizar as missas alternativas aos domingos.

* * *

A diocese de Bauru divulgou em seu site, no último dia 25, um comunicado sobre o triste fim de Pe. Beto. Vale a leitura.

21 Comentários to “A nova religião de Padre Beto.”

  1. Desculpem-me a ignorância, mas a Missa celebrada por este indivíduo é válida?

  2. Com certeza, ele não fundou uma nova religião. Religião tem fundamento e rito exclusivo, totalmente inédito. O que ele criou foi uma seita herética. Nada mais!

  3. Vou aproveitar o espaço e fazer uma pergunta para os mais entendidos. Estando o Beto excomungado, algum sacramento ministrado por ele é válido, em especial, as hóstias dessa “missa” que ele fez foram realmente consagradas se ele usou a fórmula correta?

  4. Triste fim de uma pobre alma herética. Que Deus tenha misericórdia dele e dos 500 “fiéis” ( Ele são fiéis a que???) que ainda teimaram em seguir esse infeliz.

  5. Missas alternativas, com musicas alternativas, com paramentos alternativos, catecismo alternativo… bem, qual a diferença entre a missa Paulo VI e a missa padre beto?

    Eu sou da Igreja Católica Apostólica Romana de rito Latino. Moro na America latina, assisto as missas em latim, rezo o rosário em latim e escuto os cantos gregorianos – em latim é claro.

    Sou brasileiro descendentes de poloneses e não ucraniano para seguir o rito uniata, então, sou do rito latino. O que se faz hoje no Brasil, que rito que é?

  6. Que absurdo!!!!…..E mais errado estão os que participaram disso….”missa alternativa”?..!?
    Que sacrilégio!!!
    Isso é até caso de Polícia..!!!
    Fim-dos-tempos!!!!!!!
    MARANATHA!!!!

  7. Do referido site da diocese de Bauru:

    “A Revelação que é definida, ensinada, transmitida e guardada pelo Magistério da Igreja e professada na fé católica, não pode ser adulterada ou mudada segundo as modas, ideologias ou grupos que pretendem “adaptar” a fé aos seus gostos e práticas sociais. Para aceitar Jesus Cristo é preciso carregar a cruz de Cristo na vida de cada dia.”

    Ah, que beleza! Música para bons ouvidos! Poderia retransmitir em escala nacional? (Talvez global?)
    AMDG

  8. Finalmente, como demorou.

  9. Tá, tudo bem, ele foi excomungado, mas alguém poderia me explicar como fica no caso dos sacramentos?
    Pergunto isto porque uma vez ordenado, ele é padre e não se tem mais o que fazer. Já li testemunhos de pessoas que foram ao Inferno e viram que os piores lugares estão reservados para os sacerdotes que não cumpriram com o seu papel, e que enquanto todo o corpo deles queimava, as mãos eram preservadas e aquilo aumentava mais ainda o sofrimento deles por carregarem nele aquilo que eles perderam.

    • Caro Maxwell, como se pode ver no cânon 900 §1, o sacerdote validamente ordenado é capaz de realizar o sacramento da Eucaristia. Portanto, há que se presumir válida a celebração por parte de qualquer sacerdote validamente ordenado, mesmo excomungado (desde, é claro, que as palavras da consagração tenham sido respeitadas e tenha havido intenção).
      Outra coisa é a liceidade (como se pode ver no §2 do mesmo cânon): uma celebração realizada por um padre excomungado é absolutamente ilícita e a ela os fiéis, por simples dever de acatar a autoridade legítima da Igreja e por amor à unidade – conforme reza o comunicado da Cúria de Bauru – não deveriam acorrer.
      Em relação a outros sacramentos, a situação é diferente. Vejamos:
      1. Batismo: qualquer um pode batizar validamente, desde que faça o que faz a Igreja e seja movida por reta intenção (cân. 861 §2). Outra coisa, é a liceidade do ato.
      2. Confissão: seria inválida, pois não basta o poder de Ordem, ou seja, que a pessoa seja um sacerdote validamente ordenado, é necessária também a jurisdição, ou seja, a faculdade conferida pelo Bispo do lugar para exercer esse poder validamente (cân. 966 §1). E um excomungado carece, obviamente, dessa jurisdição.
      3. Matrimônio (como o comunicado da Cúria de Bauru já diz): seria inválido. Nesse caso, não é que o padre seja ministro (são-no os nubentes), mas para que a celebração seja válida, é necessária a jurisdição para assistir ao matrimônio por parte do padre (ou diácono) e para receber o consentimento dos nubentes em nome da Igreja, faculdade essa conferida também pelo Bispo (cf. cân. 1108 §1).

    • Obrigado pela explicação, Luciano.

  10. Quanto ao caso do padre Beto, seria ótimo ver a Igreja tratar igualmente diversos outros sacerdotes que estão destruindo a doutrina e a liturgia da mesma maneira.

  11. O tal padre obstinou-se no erro e na arrogância. O resultado não poderia ser outro: excomunhão. Que ele se converta e volte para Cristo!

  12. Eis aí a idolatria total patrocinada pelo ex padre Betto, agora convertido em desafeto da Igreja e compartilhada pelos incautos iludidos pelas astucias do demônio, mal formados, superficiais ou alienados católicos, seguindo a esse ex clérigo ora excomungado, mais tocados por meros sentimentalismos, crendo que sua fé deturpada e contradizente à doutrina da Igreja pode salvá-los do futuro, a não ser que renunciem ao seguimento dessa raposa arrebatadora de almas e entrem em comunhão novamente com a Igreja pela confissão.
    Assim, valorizam as novidades modernistas de um sacerdote transviado acima da obediência aos Mandamentos de Deus e da Igreja, seguindo um herege modernista do pior nível, desprovido de virtudes e defendendo aberrações que o nivela aos piores traidores da Igreja
    Sendo o ex padre Beto reedição atualizada de Lutero, versão tupiniquim, estamos certos que presta um excelente serviço à causa do diabo, o qual oportunamente lhe agradecerá por seu empenho em defender sua causa de perda das almas!

  13. Depois do daquela notinha que saiu no Sínodo, fica difícil e incoerente, para atual hierarquia, censurar a alguém por apoiar publicamente os pretensos valores da sodomia. Esse tal de Beto é apenas mais um en- viado do inferno.

    Aliás, se a tal notinha sinodal não tivesse apoio de Francisco, ele deveria ter degolado os que a promoveram, não é? Ele fez isso? Logo…

  14. Respondendo uma das perguntas, a consagração feita por este sujeito é válida, caso ele use as palavras ordinárias que remontam o “tomai e comei” e o “tomei e bebei”, e usar as espécies corretas. Esta “missa” não é lícita. Ou seja, quem participa dela está automaticamente excomungado, além de tratar-se de uma grave profanação e blasfêmia.

  15. Se eu tenho dúvidas até a respeito da validade da ordenação desse energúmeno, não teria dúvidas a respeito da validade das suas “consagrações”? Ele como muitos outros padres que celebram o Novus Ordo, não preenchem os mínimos requisitos para que um sacramento celebrado por eles seja válido: “formula, matéria e intenção”.
    Lex Orandi, lex credenti. O fato dele ser ou não “oficialmente excomungado” é o que menos importa, pelo menos para mim. Por muito tempo Dom Lefebvre e os Bispos consagrados por ele estiveram “oficialmente excomungados” e nem por isso eu deixei de assistir suas missas e aconselhar a outros pra que o fizessem o mesmo.
    A minha escolha foi muito simples: entre receber o verdadeiro Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo numa Missa “ilícita” mas válida e uma simples hóstia branca de trigo e água, numa Missa lícita mas inválida, preferi ficar com a primeira, pois a Fé está acima da obediência. Além do mais, se o próprio Jesus Cristo está presente numa Missa válida, mas “ilícita”, por que eu, uma simples mortal não poderia estar lá pra adorá-lo e entrar em comunhão com Ele? Isso é algo que ninguém jamais conseguiu me explicar:
    _ É válida sim, Jesus está presente, mas é ilícito ir lá se encontrar com Ele!
    Quanto ao “Padre Beto”, ele continua sendo “padre”. Mas apenas “padre espiritual” de um bando de rebeldes que está interessado, não na comunhão com Cristo, mas com alguém que comungue de suas mesmas idéias lascivas e modo de vida pervertido. Acham mesmo que essa sua “platéia” de 500 pessoas que assiste sua “missa alternativa” ao som de cantos sacrílegos, onde não existe a profissão de fé Católica…etc, está interessada em manter a Fé Católica?
    Desde os tempos de Lutero e das Grandes Heresias, apóstatas e hereges receberam do demônio, poder e inspiração para arrebanhar multidões de réprobos e cegos que os seguem cantando, dançando e acenando mãozinhas pro alto a caminho do inferno. Nada de novo sob o sol!

  16. É difícil que esse cara queira oferecer a Deus o Santo Sacrifício da Cruz, atualizado-o de modo incruento sobre o Altar; então, sem intenção de fazer o que a Igreja quer que se faça, ele faz apenas uma encenação, como também os protestantes fazem na ceia saudosista, inócua, inútil e vazia de graça sacramental que encenam.

  17. Caros,
    Como advogada, quero registrar aqui a grandeza da sentença do Juiz de Bauru, se quiserem ler suas palavras é só clicar na parte que menciona o site da Diocese de Bauru.

    O juiz foi simplesmente espetacular! É um católico brilhante que estudou profundamente os cânones do Código de Direito canônico da Igreja para proferir sua decisão.
    Na verdade este Juiz não aceitou o pedido do padre para voltar a dar os sacramentos e defender-se da excomunhão alegando resumidamente na sentença: se o padre está apartado do corpo místico de Cristo, por pecar gravemente, deve simplesmnete confessar-se e assim unir-se novamente a Igreja de Cristo.
    Deus escolheu este Juiz a dedo para decidir, senhores.

    Se o pedido de liminar caísse nas mãos de um ateu, ou outro maluco qualquer a coisa naufragava. O que me preocupa agora é que os advogados do padre juram que vão recorrer até o Santo Padre se preciso for e aí… os senhores já podem imaginar o que pode acontecer: tudo.

  18. Inicialmente, quero dar os parabéns ao Excelentíssimo Senhor Juiz da 6ª Vara Cível de Bauru, a coragem dele deveria inspirar nossos cardeais e bispos!!! Um homem de brio, frente a esse modernismo e ateísmo que estão povoando mesmo o clero. Me arrisco a dizer que a CNBB deveria estar envergonhada de um magistrado fazer o trabalho que deveria ser dela CNBB…

    Agora, tenho uma pergunta (se já foi respondida, peço desculpas, não a achei no meio da discussão): como juiz, dada a laicidade suja de nosso Estado, ele pode tomar esse tipo de decisão?

    O motivo da minha pergunta é especulativo: supondo que um padre herético com esse vá a chamada “Justiça Comum” (e como bem lembraram os leitores acima, nem todos os juízes serão inspirados por Deus a esse ponto), consiga ganho de causa… a Diocese de Bauru está obrigada a acatar a ordem judicial? E se fossem fiéis a verdadeira Igreja, teríamos o risco de o bispo local e auxiliares serem todos presos por desacato e descumprimento de ordem judicial?

    Se as respostas forem todas sim, então já não temos mais declaradamente a Santa e Madre Igreja Católica presente no Brasil, mas uma organização controladora, um similar da “Associação Patriótica Chinesa”, onde todos estaremos próximos de ser fuzilados pela nossa Fé… O que muito me honra…