Católicos tradicionalistas sofrem revés em Minas Gerais.

Por Manoel Gonzaga Castro | Fratres in Unum.com: Como se sabe, há uma grande e lamentável divisão entre os católicos tradicionais. Recentemente, apesar dos problemas internos do “movimento tradicional” e do status canônico diverso, os tradicionalistas tanto da recém-fundada União Sacerdotal Marcel Lefebvre (dissidência da Fraternidade São Pio X, popularmente conhecida como “Resistência”) quanto do Instituto do Bom Pastor sofreram reveses por causa da oposição das autoridades eclesiásticas de Minas Gerais.

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Em meados de dezembro de 2014, o Bispo da Diocese de Itabira, Dom Marco Aurélio Gubiotti, fez circular em todas as paróquias de sua jurisdição um comunicado (imagem à direita) alertando os fiéis a não participarem das Missas Tridentinas da “Missão Cristo Rei” ou “Associação Santo Atanásio”. O motivo disso seria o fato de que “esse grupo, ao não aceitar o Concílio Vaticano II e nem as orientações atuais da Igreja, se coloca fora da comunhão e fora da Igreja”.

Por sua vez, o Instituto do Bom Pastor, fundado em 2006 como Instituto de Direito Pontifício, por determinação do senhor Arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo, também está proibido de atuar em Belo Horizonte. Já há algum tempo, os reverendíssimos Pe. Renato Coelho e Pe. Luiz Fernando Pasquotto, instalados em São Paulo, visitavam regularmente a capital do estado de Minas com o intuito de estender o apostolado e, segundo alguns, eventualmente estabelecer ali uma casa do instituto. A última visita ocorreu no dia 03 de janeiro, sábado, quando o Pe. Pasquotto deu uma palestra e atendeu confissões, além de celebrar a Santa Missa.

Todavia, apesar das contínuas tempestades com as autoridades eclesiásticas, as rusgas internas não se aquietam. Na ocasião, alguns fiéis que assistiam à Missa do Pe. Pasquotto relataram perplexos o aviso que teria sido dado pelo jovem sacerdote de que pessoas que frequentam as capelas da chamada “Resistência” e da FSSPX, sem maiores distinções, não poderiam comungar em uma missa do IBP.

Ainda não está claro o motivo da decisão de Dom Walmor, pois o IBP, diferentemente da “Resistência”, não é considerado um grupo separado em situação canônica irregular, mas se encontra em plena comunhão com a Igreja, já que oficialmente subordinado à Comissão Ecclesia Dei e à sua orientação de leitura dos documentos do Concílio Vaticano II conforme a já famosa “hermenêutica da reforma na continuidade”. Para explicar a decisão do arcebispo, os fiéis especulam sobre fatores diversos: 1) a resistência do clero progressista local à liturgia tradicional, o que justifica as medidas para controlar sua expansão; 2) a acusação de que os sacerdotes do IBP manteriam uma posição “cripto-lefebvrista” em relação ao Vaticano II e à Missa de Paulo VI; 3) e também a já estabelecida e consolidada presença da Administração Apostólica São João Maria Vianney.

Segundo fiéis locais, uma carta foi enviada ao Superior do IBP, que se encontra na França e que esteve recentemente em Belo Horizonte, sobre os motivos da proibição. Espera-se que o instituto esclareça o ocorrido em breve.

Fiéis da diocese de Osasco, em São Paulo, noticiam que o IBP também foi proibido de atuar lá, o que faz que esses dois sacerdotes fiquem restritos basicamente ao atendimento espiritual dos membros do grupo Montfort, do qual participam.

Felizmente, as Missas tradicionais continuam em Belo Horizonte regularmente, todos os domingos, na Capela Nossa Senhora do Monte Calvário, às 09:30, a cargo da Administração Apostólica São João Maria Vianney e do Padre Íris Mesquita, sacerdote diocesano.

Enquanto o IBP não retorna a BH, cabe esperar que haja paz e respeito entre católicos – leigos e sacerdotes – que se dedicam à liturgia e à doutrina tradicional, apesar das divergências — que merecem e devem ser debatidas, com civilidade. E que eles sejam pelo menos tolerados pelas autoridades eclesiásticas do Brasil na atual situação de crise da Igreja: fratres in unum.

* * *

[Atualização – 29 de janeiro de 2015, às 15:02] Com o compromisso de informar aos católicos do Brasil, deixamos nosso blog à disposição do reverendíssimo Pe. Luiz Pasquotto e do Instituto do Bom Pastor para todo e qualquer esclarecimento que julgarem oportuno divulgar.

[Atualização – 31 de janeiro de 2015, às 10:03] O leitor Eugenio relata: “A missa que ocorreu a recusa da comunhão a um fiel da resistência não foi dia 03 de janeiro e sim dia 4/10/2014. O Padre Pasquoto no início da homilia disse o seguinte: “Sei que existem pessoas aqui que frequentam missas dos padres da dita resistência, como por exemplo Padre Cardozo. Estes padre comungam de idéias que não são católicas […] Quem compartilhar destas idéias espero que não se aproxime da eucaristia.” A pessoa a quem foi endereçada esta fala é um amigo pessoal que pode confirmar a qualquer momento o que foi dito”.

Reforçamos  que estamos à disposição do IBP para divulgar seus esclarecimentos.

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71 Comentários to “Católicos tradicionalistas sofrem revés em Minas Gerais.”

  1. Ao autor da matéria (não ao Fratres),

    Problemas internas no movimento tradicionalista? Por acaso, respeitosamente pergunto, o senhor já pisou e se já, conhece a FSSPX pra falar de problemas internos? Meia dúzia de dissidentes não podem ser tomados como problemas da Tradição, mas como problema dessa meia dúzia de gatos pingados.

    Há gente demais na web falando da FSSPX sem saber o que a FSSPX tem a falar dela própria. Há muito expert em opinião sobre a Tradição que vendo as coisas as enxerga como quer. Destes, livrai-nos!

    Reitero que não se trata de um comentário dirigido ao Fratres, porque já li duzentas vezes a coluna da esquerda. Algo que sugiro a quem não leu.

  2. O Senhor Bispo da Diocese de Itabira refere-se a Dom Marcel Lefebvre como cardeal. Porém, não consta que o falecido Arcebispo-Bispo de Tulle tenha recebido o barrete cardinalício.

  3. Com todo respeito ao Pe Pasquotto, mas que ideia foi essa de impedir os demais fiéis tradicionais de comungarem? Para que mais divisão? Só o IBP presta agora?

  4. Será que entendi bem? Autoridades eclesiásticas de Minas Gerais proíbem a Missa Tridentina e o IBP nega comunhão para os frequentadores da Resistência e FSSPX? Então existem duas limitações: Uma advinda da autoridade que aceita o Concílio Vaticano II, e outra vinda do IBP que é morno em relação a tal Concílio. Que autoridade, sob manto conciliar, imponha limitações não me surpreende. Mas um padre neo-conservador negar Comunhão a fiéis tradicionalistas deixa-me perplexo. Talvez a equivocada ordem venha desse “lusco-fusco” posicionamento em relação ao Concílio. Por vezes há de se agradar as autoridades conciliares. É a política. De outra feita, qual é a base canônica para um padre negar a Comunhão para um fiel somente porque ele segue uma outra tendência? Será que o Padre Pasquotto negaria a Comunhão para alguém que admite o Concílio Vaticano II?

  5. Quando se lê “Cardeal Lefebvre” você vê como que o clero modernista conhece os defensores da Tradição. Além de dizer que o grupo da “Resistência” é ligado à FSSPX. Vê-se o quão “fundamentada” foi a proibição do bispo.

  6. Orar e Vigiar sempre! Busquemos inspiração também Santa Teresa D’Avila, em São Pio V,
    em São Gregório Magno e Santa Teresa D’Ávila.

    Peçamos Orientação do Espírito Santo também!

  7. Cardeal Lefebvre. rs

  8. Eu diria que só sofreram revés aqueles que precisam de “selo de aprovação” desses impostores conciliares pra poder continuar tendo acesso a sacramentos válidos.
    Quando um Católico se cansa da doutrinação esquerdista de uma Diocese tão TL como é a Diocese de Itabira e resolve entrar para uma seita protestante como fizeram tantos conhecidos meus e até membros da minha própria família, como meu irmão caçula… por acaso o Bispo da Diocese de Itabira, Dom Marco Aurélio Gubiotti, faz circular em todas as paróquias de sua jurisdição um comunicado alertando os fiéis a não participarem dos cultos da Igreja Universal, da “Deus é Amor”, da “Igreja do Evangelho Quadrangular”?
    Pelo contrário! Em nome do “ecumenismo” pastores de seitas protestantes são convidados a pregar em recintos Católicos que são vetados a padres Católicos tradicionalistas!
    A rixa deles é contra aqueles que pra permanecerem Católicos, Apostólicos Romanos, recusam-se a aceitar o Concílio Vaticano II e as catastróficas “orientações pastorais atuais” da Igreja, como se isso fosse “dogma de fé”.
    Eu conheço bem a Diocese de Itabira! Aquilo ali é uma vergonha, me lembro bem de Dom Lara Resende que soltava as celebrações nas mãos dos leigos enquanto ele mesmo recusava a celebrar.
    Me lembro bem do dia que fui ter com ele pra tratar da celebração do meu casamento. Ele me prometeu que estaria lá pra celebrar o meu casamento, eu havia pagado a quantia que me foi exigida, havia viajado de longe apenas pra me casar na cidade dos meus pais e facilitar a participação da minha família.
    Quando entrei na igreja de braços dados com meu pai, que decepção! Ele havia enviado um “diácono casado”, um simples leigo vestido de calça jeans pra celebrar meu casamento! Esse dissabor e essa decepção eu vou carregar para o resto da minha vida!
    Até meu pai na sua simplicidade virou pra mim e me perguntou:
    _ Mas você vai casar assim mesmo? Não tem padre!
    A minha vontade foi de desistir na hora, mas depois pensei nos convidados, nos gastos que já tinham sido feitos e fui adiante. Mas por muito tempo tive dúvidas se aquela cerimônia tinha sido válida. Há muito tempo que sofro “abuso espiritual” nessa Igreja Conciliar!
    É uma cicatriz aberta e que dói toda vez que assisto à Missa Solene Nupcial em um casamento no rito tradicional. E o ritual das bênçãos? Para que os casais sejam fecundos, para que sejam fiéis, para que tenham a fortaleza de resistir às investidas do Maligno?
    Não é à toa que a maioria dos casamentos Católicos acabam em divórcio. Além da mentalidade do mundo há também a negligência dos pastores que privam o casal das armas espirituais para combater a carne, o mundo e o demônio.
    Então o meu conselho àqueles que querem ser fiéis à Doutrina Católica de sempre é que fujam desse tipo de controvérsia e que pelo menos nisso obedeçam a Bergoglio que manda cada um “ser fiel à sua consciência” e “não fechar a sua salvação dentro das constrições do legalismo”.

    • Tenho uma amiga que passou exatamente por isso que voce passou. Foi doloroso. O dia mais feliz e mais preparado virou pra ela a maior decepção. Ela, ao contrário de voce, é uma pessoa muito simples e não entende muito bem certas coisas. Por mais que eu explique (e outros também) ela não se convence que esteja casada. Mas na sua simplicidade vive um casamento autêntico, bonito e visivelmente abençoado. Um casamento modelo pra muita gente. Contudo ela carrega na alma duas certezas: uma que seu casamento religioso não aconteceu, e outra que esse pecado não lhe será imputado por Deus, mas Deus cobrará dos responsáveis.

    • Desculpem-me, não quero ofender pessoalmente a ninguém, mas não estaria acontecendo com os tradicionalistas exatamente o que acontece com os protestantes, desde o início da Reforma, ou seja, ao romperem a comunhão com o Romano Pontífice inevitavelmente se dividem entre si? Afinal, não faz parte da Tradição o primado do Papa sobre toda a Igreja? Eu nem sabia que havia facções entre os tradicionalistas. Esta é apenas uma reflexão pessoal!

    • Que pena Gercione ! Nessa altura, ainda era nova, e certamente ainda, sem o Espírito de Joana Dárc, como tem hoje! Porque não o realiza hoje, como aniversário de casamento? É possível; não é?

  9. Se isso realmente aconteceu, parabéns ao Pe. Pasquotto pela atitude à respeito daqueles que não estão em comunhão com a Santa Igreja.

  10. E quem quer estar “em plena comunhão” com a igreja conciliar?

  11. Segundo soube de frequentadores assíduos, o Pe. Pasquotto pede para que não assistam a celebração aqueles que comungam das ideias “perigosamente próximas do sedevacantismo” dos membros da chamada “Resistência”.

  12. Desculpem o desabafo, mas parece que a Montfort quer dividir a Tradição.

  13. Tem dois anos que leio que é a resistência (USML) se resume a meia duzia de dissidentes, ou como dizia um padre do Rio “3 ou 4 padres iluminados”, pois bem, hoje são mais de 50 padres (e grandes padres como pe Faure), incluindo um Bispo.
    Vamos ver até quando vão evitar de ver a crise que a FSSPX se encontra.

  14. Mostrem-me qual dogma a Fraternidade Sacerdotal São Pio X tem negado? Digam-me qual Papa foi recusado pela FSSPX? Sem esses corajosos sacerdotes, teríamos perdido há tempos a missa antiga. É inefável que graças a Mons. Lefebvre a Missa de Sempre continuou a ser celebrada, ainda que a revelia da Igreja Pós-conciliar. O Instituto do Bom Pastor, a Fraternidade São Pedro são filhos da FSSPX. Mesmo a Administração Apostólica São João Maria Vianney deve sua existência à Dom Antônio de Castro Mayer, amigo e apoiador de Dom Lefebvre.

    • Muito bem dito, Expedito Carneiro! É lamentável a covardia das pessoas que atacam a FSSPX e a leviandade com a qual afirmam que eles não estão em comunhão com a Igreja. Uma turba na qual se misturam modernistas, conservadores e até amantes da Tradição, todos unidos contra a Fraternidade. Uma vergonha!

  15. Se o Instituto do Bom Pastor, por determinação do Arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo ( aquele mesmo que se recusa a tomar medidas contra o rebelde frei Cláudio Van Balen), está proibido de atuar em Belo Horizonte, então o Pe. Luiz Fernando Pasquotto está apenas bebendo do seu próprio veneno, ao declarar que pessoas que frequentam as capelas da chamada “Resistência” e da FSSPX, sem maiores distinções, não podem comungar em uma missa do IBP.
    De vez enquando Deus permite esses “revezes” pra quebrar a crista de alguns sacerdotes que colocam seus “legalismos de conveniência” acima da caridade.
    Onde já se viu negar a Comunhão a um Católico só porque ele não faz parte do “meu clubinho”? O único motivo pra se negar a Comunhão é o pecado mortal e assim mesmo visando o bem daquela alma e pra coibir o sacrilégio.
    No Evangelho da missa de Hoje, Jesus nos diz claramente:

    “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.
    Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;
    Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.
    Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.
    Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.
    Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.
    Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.
    Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus”.

    O que esses chamados “fiéis e sacerdotes da Resistência” precisam fazer é ser mais humildes e meditar nas palavras de Jesus:

    “Eu os enviei para colherem o que vocês não cultivaram. Outros realizaram o trabalho árduo, e vocês vieram a usufruir do trabalho deles”. ( João 4-38)

    Todos esses Institutos: IBP, Fraternidade de São Pedro e mais cerca de vinte outras comunidades de cunho «tradicionalista», que obtiveram uma aprovação regular da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, devem sua existência ao sacrifício e a luta de Dom Marcel Lefebvre e todos aqueles que hoje podem usufruir das missas segundo o Summorum Pontificum, devem isso diretamente às negociações entre Dom Fellay e Bento XVI.
    Ao ver a multidão que andava desgarrada e errante, como ovelhas sem pastor, Jesus teve grande compaixão deles e disse a seus discípulos: “a messe é realmente grande, mas poucos os operários”.
    Há um mundo lá fora precisando de catequese, almas sedentas pelos verdadeiros Sacramentos, pessoas morrendo sem confissão e extrema-unção, cidades que nunca viram um sacerdote Católico, que dirá uma missa! E o que fazem essa meia duzia de dissidentes da FSSPX?
    Eles só jogam as redes sobre os peixes que já se encontram dentro do barco, só semeiam no campo que já foi cultivado e pelos frutos da divisão, dos partidos e das inimizades que deixam por onde passam dá pra saber que tipo de semente andam semeando.

  16. Na década de 60, era do otimismo, do mundanismo, da vitória das mudanças revolucionárias, dizer não ao Concílio Vaticano II era um ato de heroismo. Se não houvesse um brado que repercutisse no mundo a Missa Tridentina poderia ser sepultada. Daí os méritos de Dom Lefebvre e da FSSPX. Devemos, pois, cuidar-nos para não nos precipitarmos em críticas exageradas à FSSPX. Afinal são mais de cinco décadas de militância, e não devemos ver com lupa algum problema interno, como alguma divergência. Alguns grupos, e aqui menciono a Montfort, procuram diminuir a ação da Fraternidade para daí proclamar que a Missa Tridentina venceu por causa de suas ações. Ora, a Montfort vende a imagem que foi o Professor Orlando Fedeli o grande herói em defesa da Missa de Sempre. Enquanto a FSSPX já fazia o seu combate em favor da missa o Sr. Fedeli proclamava publicamente que o Doutor Plínio era o terror da Revolução, e o Sr. Alberto Zucchi arrecadava donativos para a TFP. Não nego que alguma participação o Sr. Fedeli teve na divulgação da Missa de Sempre, mas não foi o principal protagonista como a Montfort procura mostrar. Ademais, se a Montfort é hoje cuidadosa em fazer críticas a Francisco, diferentemente era Fedeli que publicamente criticou alguns Papas. Portanto, esquecemos a vaidade. Vaidade é bom quando temos BMW, lancha e mansão, até porque a palavra origina-se da palavra vã. Para a defesa da Missa não cabe a vaidade. Cada qual cumpriu o seu papel. Se um cumpriu mais e não gostamos, paciência.

    • Concordo com vc. A Montfort deveria parar de fazer propaganda de si mesma e de atacar entidades que objetivamente fizeram muito mais do que ela pela Tradição. Não que ela não tenha feito nada, óbvio, mas essa vaidade tola deles só causa divisão.

    • Sobre o abandono da espada por parte da Montfort, isso também é público e notório.

  17. Enquanto isso… atentem para o que aconteceu à minha mãe numa Santa Missa:

    Estava ela na fila da Comunhão, quando – já chegando perto do ministro extraordinário – viu o Padre local que estava noutro lado aproximar-se.
    Ele então tomou a Eucaristia na mão e disse a ela: _ Aqui, aqui.
    Como sempre, ela foi receber a Santa Eucaristia diretamente na boca, porém o Padre disse: _ Pega.
    Ela se recusou.
    Então ele disse mais alto: _Pega! Pode pegar!
    Ele insistiu com veemência: _ Pega! Eu estou falando!
    Já sob a atenção dos outros fiéis e envergonhada pela maneira como ele a tratou ela recebeu a Eucaristia em sua mãos.

    Peço que rezem por ela e que indiquem-me os contatos (por e-mail e correio) da Congregação para a Liturgia, bem como do Núncio Apostólico, para eu formular uma denúncia de desobediência À Instrução Redemptoris Sacramentum.

    Rezem por mim também…

    • Diogo, infelizmente, o padre, com certeza, é da Teologia da Libertação e, por isso, não acredita na presença real de Cristo na eucaristia, isto é, na transubstanciação. Na verdade, ele já não serve a Deus. Se esse fato com a sua mãe tivesse ocorrido nos tempos de Bento XVI, talvez, ao denunciar na Arquidiocese e na Nunciatura Apostólica, o padreco indigno sofresse alguma reprimenda. Mas nesses tempos de Bergoglio e et caterva, vão dar razão ao agressivo sacerdote. É mais fácil você ir à polícia e dar uma queixa por assédio moral.

  18. O tal bispo não possui o mínimo de informação sobre quem foi Mons. Lefebvre e nem mesmo sobre qual seria a situação canônica da FSSPX. Quanto a mim, já a muito tempo não faço mais questão nenhuma de ter comunhão com essa outra religião que é a igreja conciliar e com seus “impostores conciliares” como disse muito bem a Gercione.

  19. Não escutei Pe. Pasquotto dando nome aos bois, somente pediu que não se aproximassem do altar os sedevacantistas.

  20. Os católicos brasileiros são débeis, sem energia moral, especialmente os clérigos. Estes nem católicos propriamente ditos são. São traidores que de católicos só têm os paramentos. Os católicos brasileiros, enfim, exibem em comum a característica do derrotismo moral. São católicos moles, tíbios e fracos de uma Igreja que deveria ser militante.

  21. Eu aconselho ao pessoal “Ultramontano”, que realmente não se associe a Fraternidade São Pio X por causa desta irregularidade. Tem a Fraternidade São Pedro, o Instituto Cristo Rei e o IBP que não pairam duvidas sobre a “legitimidade” dos sacramentos.

    Nós acusamos – e com razão de Direito, que os esquerdistas católicos não seguem as normas da Igreja Católica Apostólica Romana de rito latino, então devemos ser os primeiros a dar o exemplo (e muita gente simpática a Tradição porém não ultramontano não possui condições psicológicas de entrar em um debate com um membro do clero modernista).

    Aqui na diocese de São Carlos o pessoal do IBP esteve presente uma só vez, mas quem esteve presente mensalmente é um padre polonês que está na diocese de São José do Rio Preto. Tem um pessoal aprendendo a acolitar e a cantar o canto gregoriano. Nosso trabalho é com leigos; não formamos nenhum grupo e nem pretendemos formar grupo, se alguém cometer alguma irregularidade, que se abra o “devido processo legal”.

    Entre nós, todos, não concordamos com o status da FSSPX ao contrário de nossos vizinhos de Ribeirão Preto que se dividiram nesta questão e acabaram dando oportunidade de levar chumbo grosso do clero.

    Somos plebeus, nem somos do Clero nem da Nobreza. E como plebeus fazemos aquilo que o Código de Direito Canônico nos permite fazer.

    • Lucas Janusckiewicz Coletta , acho que te vi em uma Missa da FSSPX aqui em Ribeirão hein!!!!
      Haaaa você ainda não tinha Missa na sua cidade né !!!
      Haaa lembro também que queria montar um grupo conosco, seria por isso que não montou nenhum ?
      Tu não era da TFP ? MontFort ?
      Cara não fale o que você não sabe, não use nome de pessoas, “grupos” que você mal conhece e não tem contato.
      Seu comentário não tem nda a ver com o texto !!

    • Prezado Lucas Janusckiewicz,
      Meu nome é Vitor Martins, sou de Franca-SP e assisto a Santa Missa da FSSPX em Ribeirão Preto desde o início. Não sei se lembra de mim e de minha família mas, você me deu o seu cartão de apresentação após a Santa Missa que você e um amigo seu assistiram conosco. E nesta mesma ocasião você solicitou ao padre da FSSPX, uma missão em São Carlos, o que foi imediatamente recusado; sou testemunha ocular desse fato.

      Você escreve em seu comentário:
      “…Tem um pessoal aprendendo a acolitar e a cantar o canto gregoriano. Nosso trabalho é com leigos; não formamos nenhum grupo e nem pretendemos formar grupo…”
      Como assim, Lucas? Isso (formação de acólitos e de cantores) já não é um grupo?

      Você ainda escreve:
      “Somos plebeus, nem somos do Clero nem da Nobreza…”
      E você não acha que “usar” nas Missas em São Carlos, padres ora de Rio Preto, ora de Rib. Preto, ora de São Paulo e usar cantores do GESPIOX (Grupo de Estudos São Pio X) não é intrometer no “Clero alheio” e uma contradição ser contra grupos?
      Lucas, assisto a Santa Missa desde 2008 e antes de chegar à FSSPX ao final de 2013, vivia me preocupando aqui em Franca-SP com padres para celebrar a Santa Missa. Hoje sei que isso é assunto do Clero, da Igreja. Sou apenas leigo; minha família e eu viajamos duas vezes ao mês até Ribeirão Preto para assistirmos a Santa Missa. Fora isso, temos uma vida diária de orações.
      Fica o convite: volte a assistir a Santa Missa conosco!

      Att.,
      Vitor Martins

  22. Quem mora em BH, sabe que uma boa dose de tradição viria muito a calhar nesse povo TL daqui. Como seria bom ter uma extensão do IBP por aqui. Por acaso alguém saberia dizer se existe algum outro lugar que tenha Missa de Sempre, além do Colégio Monte Calvário? Obrigado.

  23. Somos “ovelhas sem pastor”, simples e triste assim. Os Tradicionalistas de qualquer naipe e até mesmo os conservadores hoje, são como ovelhas sem pastor, a quem seguir? quem nos orienta?

    Cabe a cada um de nós rezarmos diariamente pedindo conversão, discernimento e prudência, sabedoria para sobrevivermos a esses tempos difíceis.

  24. Não vejo prejuízo algum na causa da Igreja Católica Apostólica Romana. O episcopado liberal que se auto-intitula católico está se manifestando contrário a qualquer movimento que de longe pareça questionar o concílio PASTORAL Vaticano II, aquele concílio que oficialmente PROPÕE “novas formas de ‘ser igreja'”, mas que oficialmente não impõe coisa alguma.
    Mas como o mesmo concílio, cedo tomado por liberais criou uma letra ambígua e deixou claro que não proferiria dogmas nem anátemas, então ser católico e rejeitar suas propostas é não apenas perfeitamente possível, mas OBRIGATÓRIO, porque uma vez examinadas as propostas do concílio que recusou ensinar obrigatória e definitivamente, vemos que são propostas INDECOROSAS, que relativizam o ensino constante.
    Mas como a letra do concílio e esse blá-blá-blá de “pastoral” e de “o concílio propõe”, ou “não é da natureza deste concílio proferir dogmas” não passaram de uma cortina de fumaça para fazer engolir a revolução, na prática sabemos que o Vaticano II é OFICIOSAMENTE dogmático (segundo a doutrina do Modernismo, doutrina evolucionista e portanto relativista) e OFICIOSAMENTE impositivo.
    Sabemos muito bem que na prática, ou se vive segundo “o espírito” do Concílio, ou se recusa cidadania na igreja conciliar. FATO.
    E por essa recusa a enxergar a realidade tal como ela é, a de que a igreja obediente ao Vaticano II é uma igreja liberal EM BLOCO, vemos estas aparentes contradições, como a de que o IBP restringiria a comunhão a católicos abertamente inimigos da igreja liberal, da missa nova e do concílio. O leitor watchman foi sagaz em seu comentário acima: “Será que o Padre Pasquotto negaria a Comunhão para alguém que admite o Concílio Vaticano II?”.
    Mas como o IBP oficialmente aceita a igreja liberal a ponto de depender dela para fazer apostolado (e não vale nada a posição pessoal de seus membros. De que valem ser intimamente antimodernistas, se oficialmente são membros da igreja que os aceita junto à TL, folcolares, neocatecumenais e inumerável fauna escandalosa? Realmente é um balde de água fria para eles, que querem assobiar e chupar cana. Os padres de Campos que já juraram fidelidade absoluta à igreja liberal com toda alegria do coração não têm mais estes problemas. Para eles é um orgulho dizer que a missa tridentina é uma opção que vale tanto quanto a missa de Paulo VI… Ao menos não poderão ser acusados de ficar no muro…
    Portanto, a notícia é ruim para quem tinha algo a perder. Para os grupos resistentes que, Graças a Deus tiveram uma boa expansão nas Gerais – a ponto de atrair os olhares de vários bispos liberais, a notícia ruim seria se o pecado aumentasse entre seus membros, e o amor a Deus diminuisse… Perseguições, traições, abandonos, difamações, isso “faz parte do jogo”, e é até bom que aconteça, para que sobrem os verdadeiros fiéis… A Igreja jamais precisou de números, o talento dos grupos resistentes não está na expansão, mas no abandonar-se a Deus e em perseverarem até o fim, combatendo o bom combate e GUARDANDO A FÉ.
    Espero que o padre Cardozo consiga com a Graça de Deus infundir um grande amor a Nosso Senhor, um grande consolo na devoção do Rosário e um real desapego a todos os fiéis mineiros que o mesmo assiste, de forma que todos guardem bem claro em seus corações que sem Fé é IMPOSSÍVEL AGRADAR A DEUS, portanto, que percam tudo, que passem por todos os revezes, mas que não deixem de guardar a Fé. Ainda que um dia tenham que rezar missa no meio da rua por falta de teto, ainda que as capelas se esvaziem, ainda que toda sorte de males lhes caiam na cabeça: se uma só alma aproveitar de tudo isso, o trabalho não foi em vão! trabalhar para Deus é sempre recompensador… Que revés sofreu Minas? Revés sofrem os liberais que por afastarem o povo das coisas de Deus, demonstram estar espiritualmente doentes. Que Deus os salve de si mesmos!

  25. Ao autor da Matéria: Estive pessoalmente na última Missa do Padre Pasquotto do início ao fim, no 03 de janeiro, sábado, e não vi nem ouvi nada disso que está relatado na matéria. Sendo assim, gostaria de saber quais as fontes que embasam a matéria, pois creio que a mesma está equivocada. Inclusive, a reforçar esta percepção informo que neste dia o Pe. Pasquotto não deu palestra e nem atendeu confissões, após a Missa, pois fez um atendimento pessoal a um casal.

  26. Prezado Lucas, para que não paire nenhuma dúvida aos leitores do Fratres, três perguntas:

    1. Você sabe o que nos levou a procurar a FSSPX para uma missão em Ribeirão?

    2. Que divisão houve aqui?

    3. Que “chumbo grosso” estamos tomando?

    Rodrigo

  27. O Sr. Bispo nomeia Mons. Lefebvre como CARDEAL?
    Mas que papelão!
    Esse documento cai no ridículo por esse erro grotesco!
    Então quer dizer que todos os católicos que participam da missa tradicional nos referidos institutos estão “excomungados” por ele!? Mas e a misericórdia que Papa Francisco insiste tanto?! E a compreensão meio as diversidades?!
    Uê… Tem lógica?!

  28. Uma vez, há alguns anos, confessando-me com um Franciscano da Imaculada, em Anápolis – GO, também ele me negou a absolvição após me perguntar se eu me opunha mesmo ao Vaticano II, como ele havia ouvido falar, ou não. Como respondi que sim, ele disse que não podia absolver um cismático e me expulsou do confessionário…

  29. Minha irmã já peitou um padre do Oratório dentro do confessionário quando ele veio recriminá-la por participar da Missa Tridentina na SSPX.
    Ele veio com essa mesma “bullshit” do Lucas Janusckiewicz Coletta aconselhando-a “que realmente não se associe a Fraternidade São Pio X por causa desta irregularidade”.
    Ao que ela com muita propriedade respondeu:
    _ Eu só respondi porque o senhor me perguntou onde geralmente eu assisto à Missa Tridentina, mas sinceramente não vejo nenhum pecado nisso. Além do mais o senhor deveria ser o último a falar daqueles santos sacerdotes, porque se o senhor hoje pode celebrar lícitamente a Missa Tridentina sem nenhuma perseguição, isso o senhor deve a Monsenhor Lefebvre que foi a causa do Indulto Ecclesia Dei e a Dom Fellay que foi quem motivou Bento XVI a decretar o Summorum Pontificum.
    Caiu silêncio pesado no confessionário, mas ela saiu de lá com a absolvição.
    Nós, os fiéis da Tradição devemos ter em mente as palavras de São Pedro ao nos depararmos com essas falácias“… Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados; antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós”(1 Pedro 3:14-15)
    Eu às vezes assisto Missa e faço confissão com os padres do Oratório ( geralmente missas em dias de semana porque é perto do meu trabalho), mas essa “sorte” eu nunca tive, certamente porque eles já estão carecas de saber que eu faço parte de um largo grupo de leigos que abandonou o Oratório há 15 anos atrás pra se juntar à SSPX.
    Felizmente os padres do Oratório de S. Felipe Neri em Toronto não são como o Pe. Luiz Fernando Pasquotto que se acha no direito de negar comunhão e quem sabe até absolvição a quem não faz parte de seu “clubinho”. Mas como já dizia Santa Tereza de Ávila no episódio do confronto com a Princesa de Eboli:
    _ Que fiquem pra lá com seus castelos, porque a casa de Deus é para o outro lado.
    No mais, como diz um ditado português, “Cavalo bom é o que cerca o boi na hora”. Na hora da necessidade, quando todas as portas se fecharem, eu quero ver como vai ficar esse pessoal legalista quando estiverem entrevados encima de uma cama precisando de um sacerdote pra uma extrema-unção ou mesmo no momento de um acidente grave, se vão pegar “código de direito canônico” pra interrogar ao padre sobre seu “status jurídico”!
    Como eu disse antes, sejam mais humildes porque se hoje vocês ainda tem missa tridentina é porque estão ” colhendo o que vocês não cultivaram. Outros realizaram o trabalho árduo, e vocês vieram a usufruir do trabalho deles”. ( João 4-38)

  30. Quanta besteira! Se diz que tal pe. Pasquotto proibiu a comunhão a sedevacantistas… mas nenhum sedevacantista iria comungar das mãos de dito padre, pois ele mesmo ordenado no rito antigo foi ordenado por um bispo sagrado no rito novo, daí para os sedevacantistas esse padre não seria um sacerdote verdadeiro (o que é
    loucura obviamente e NÃO estou de acordo com o sedevacantismo). Ora, se os sedevacantistas não consideram o
    citado padre como sacerdote, não
    haverá sedevacantistas nesta missa.
    Então não há o porque do Pe. Pasquotto
    se preocupar por isso e tampouco ter criado tamanha confusão. Obs: não sou
    Sevacantista

  31. Corrigindo… Não sou sedevacantista.

  32. A circular do Exmo. Sr. Bispo Dom Marco Aurélio, é uma atitude lastimável, pois aqui nessa Diocese se pode de tudo, menos ser CATÓLICO, tem “missa” conga, sertaneja e todo tipo de aberração possível, padres que dizem que a Eucaristia é um símbolo, que negam a existência do inferno e claro do demônio, negam os milagres, negam a intervenção angélica nas Sagradas Escrituras e por aí vai; ou seja contra isso não há “excomunhão” (sic) aliás aqui mesmo no Fratres já saiu uma matéria do Sr. Bispo Emérito Dom Lelis dessa referida Diocese, que já fez discurso para a Loja Maçônica e disse barbaridades sem fim e disso não vem nenhuma punição. Ora vivi, 40 anos buscando a Igreja de Nosso Senhor como ela realmente era e é, e não vai ser uma circular medíocre que irá me tornar um não católico.
    Que fiquem os modernistas com seus erros e sua igreja conciliar, fico com Monsenhor Lefebvre e Missa de Sempre e a Resistência!

    Segue o link sobre o discurso do sr. bispo emérito.
    https://fratresinunum.com/tag/dom-lelis-lara/

  33. Enquanto isso…
    O arcebispo Dom Valmor insiste no seu projeto MEGALÔNICO de construir a futura catedral Cristo Rei , projetada pelo marxista ateu Oscar Niemeyer (vide futura catedral Cristo Rei, dos mineiros em Belo Horizonte: a olho nu, é possível ver dois símbolos tradicionais do COMUNISMO: a FOICE e o MARTELO. Confira no link abaixo:
    http://www.catedralcristoreibh.com.br/catedral.php

    Enquanto isso…
    Pergunta-se: como ficou a situação do padre herege Frei Cláudio Van Balen – BH? Será que as ditas autoridades eclesiásticas assistiram à entrevista abaixo:
    http://globotv.globo.com/rede-globo/programa-do-jo/v/jo-soares-entrevista-frei-claudio-van-balen/3257021/

    Fim dos tempos! Fim dos Tempos! Fim dos Tempos!

    • Assisti à entrevista do abominável e ímpio padre Claudio Van Balen no programa de Jô Soares. Que papel ridículo aquele homem fez! As cenas eram patéticas: um velho tentando ser palhaço, dizendo as imoralidades que o mundo gosta de ouvir e sendo aplaudido por uma plateia alheia às coisas santas, alheia a Deus… Vez por outra, o tal Van Balen levantava para interagir, maliciosamente, com o auditório e com os músicos e quase não se aguentava em pé, alquebrado, o que é natural por causa da idade avançada. Mas, no caso dele, o que mais pesa, sobre o corpo e sobre a alma, são as ignomínias por ele feitas contra Deus e contra a Igreja. Pobre alma… Pobre cego espiritual vítima de Satanás…

    • Renato,

      Vi a foto da tal catedral; fiquei horrorizado, dá mal estar ficar olhando; acho que posso ter algum pesadelo à noite. Como será a mente desse bispo Valmor ? O caso é grave mesmo! Mas não consegui ver a foice e o martelo, apenas o corno de um diabo.

  34. Acabo de finalizar a leitura do livro “A Candeia embaixo do Alqueire” do Rev. Padre Álvaro Calderón (FSSPX). Primeiramente, farei um comentário sobre minhas “experiências pessoais” e em seguida explicarei o porquê de mencionar a leitura deste livro.

    Em minha infância (e adolescência) lembro de minha mãe me levar à igreja para as Missas dominicais, mas confesso que nunca me senti atraído pela devido às práticas, digamos, nada “sobrenaturais”, a começar pela Litrugia:

    Missas confusas, com músicas ao estilo rock´in roll, ainda que com letras “adaptadas” (algumas sentimentalóides, outras tantas bobas e mesmo infantis)

    Bagunça e confusão entre os papéis do sacerdote e o dos(as) leigos(as) (a única coisa que os diferenciava era a estola) ou para ser mais exato, “padres laicizados” e “leigos clericalizados”

    “Bateção” de palmas, balanços e gingados por parte do povo para acompanhar o “ritmo” da Missa

    Teatrinhos ridículos, dancinhas coreografadas (o atualmente chamado “ministério de dança” em muitas paróquias), tudo isso no meio da Missa me fazia sentir cada vez mais vontade de delA me afastar

    Enfim, cresci sem nunca ter percebido qualquer noção de Sagrado ao se frequentar a Missa, tampouco possuía qualquer formação doutrinal e, “cá pra nóis”, o que ia fazer eu na Missa? Logo eu, um rapaz de periferia, adepto do estilo “RAP” – e que obviamente não sabia o que é a Santa Missa e menos ainda que Nosso Senhor ESTÁ PRESENTE na Eucaristia (pois acreditava ser mero símbolo) – o que iria fazer em um ambiente que para mim não se diferenciava muito dos “ambientes do dia a dia”? Pior ainda, ir à Missa era igual a ir em um ambiente do mundo do qual eu não gostava: não gostava de rock, não gostava de dancinhas coreografadas e menos ainda de ficar “remexendo o esqueleto”, com as mão para o alto balançando-as pra lá e pra cá, isso tudo me soava a “frescura” e “coisa de mulher”. Por fim, acabei me afastando da Igreja… Estávamos por volta do ano 2000.

    Meu retorno se iniciou por volta de 2008, sobretudo ao conhecer sites apologéticos, dentre eles o Veritatis e, sobretudo o site Montfort. Ainda que não o tenha conhecido pessoalmente, agradeço muito ao saudoso Professor Orlando Fedeli pela grande contribuição que teve para a minha conversão. A partir daí descobri uma Verdadeira Igreja Católica, combativa, com uma sólida Fé, com uma Liturgia verdadeiramente Divina. No entanto, não conseguia compreender a existência de grupos como a FSSPX ou mesmo de pessoas como o professor Fedeli, dito católicos mas que mantinham reservas a um Concílio da Igreja. Embora fosse leitor assíduo de suas cartas/artigos, não conseguia aceitar suas críticas – por mínimas que fossem – ao Vaticano II. Me escandalizavam quaisquer comentários negativos a respeito do Concílio. Essa postura mantive por mais alguns anos.

    Entre 2011 e 2013, alguns posicionamentos e opiniões começaram a me parecer mais compreensíveis. Comecei a ser mais compreensivo para com os críticos do último Concílio, embora mantinha a opinião de que tudo não passava de má interpretação. Com relação à FSSPX, continuava a manter certa reserva, embora já não os visse como “cismáticos” ou coisa do tipo. Em 2012 tive a graça de participar da peregrinação anual que a FSSPX faz à Aparecida. Sozinho, liguei no Priorado, reservei minha passagem e fui. Foi marcante, embora, dias depois ainda me assaltava certo escrúpulo. Pensava: será que fiz certo? será que por estar a Fraternidade em irregularidade canônica posso ter pecado?

    Por fim veio o ano de 2013 e com ele Francisco. Se a cada dia aumentam os escândalos e se multiplica a angústia dos católicos sinceros, ao menos se torna cada vez mais evidente de que lado está o erro e o que é ou não pecado. Além dos acontecimentos destes dois últimos anos, outros foram responsáveis por me abrir os olhos: os livros. Dentre eles cito “Cartas a um Padre” (profº Orlando Fedeli) e Concílio Vaticano II – uma história nunca escrita (Roberto de Mattei). Ambos me fizeram enxergar que realmente há algo de “diferente” neste Concílio, seja naquilo expresso em seus documentos (livro do prof. Fedeli), seja em relação às tramas que o envolveram (livro do prof. de Mattei). Mas encerro citando novamente o livro que para mim veio selar aquilo que precisava saber sobre a revolução dos últimos 50 anos: “A Candeia debaixo do Alqueire”. Ainda que seja um livro bastante erudito e escrito em fina linguagem teológica, mesmo para mim – simples leigo – ficaram bem claras tanto as razões da atitude da Hierarquia da Igreja – e dos Papas – do pós Concílio como as razões que justificam a existência e postura da FSSPX. E digo mais, se já eram justificáveis nos tempos de Paulo VI, João Paulo II e mesmo do papa – por mim tão querido – Bento XVI, imaginem agora com Francisco e a situação atual.

    Graças a Deus existe a FSSPX, certamente os principais – ainda que não os únicos – responsáveis por manter a luz da vida tradicional católica acesa dentro da Igreja Oficial. Sim pois não fossem estes resistentes – a começar por Dom Lefebvre e Dom Mayer – a se tornar “pedras nos sapatos” dos modernistas e inovadores, vocês realmente acreditam que hoje teríamos Missa Tradicional Tradicional? Será que teríamos sequer estes Institutos canonicamente regularizados (IBP, ICRSS, AASJMV, etc.) se não houvesse existido Dom Lefebvre e sua obra? E digo DENTRO da Igreja Oficial de propósito, pois hoje considero a FSSPX tão dentro da Igreja quanto Dom Lefebvre nos tempos de Pio XII. Me desculpem os “legalistas”, mas como posso considerar Frei Claudio Van Balen ou Fábio de Melo (ou mesmo Miguel D´escoto) “canonicamente regularizados”? Como posso reconhecer Dom Demétrio Valentini ou Monsenhor Bruno Forte como em “plena comunhão” com a Igreja? Como posso aceitar os Cardeais Baldisseri e Walter Kasper tão “alinhados” com a Igreja que um é secretário do Sínodo e o outro praticamente a “alma e inspiração” do Sínodo – e isso por escolha do próprio Papa – e ao mesmo tempo a FSSPX fora da Igreja? Quem realmente estará em comunhão com a Igreja Católica Apostólica Romana: a Fraternidade São Pio X ou Walter Kasper?
    Para mim é o mesmo que considerar legítima a excomunhão de Santo Atanásio de Alexandria… excomungado por bispos arianos.

    A não ser que Nosso Senhor abrevie os tempos, um dia – se não eu – ao menos meus descendentes assistirão a canonização de Dom Marcel Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer, verdadeiros santos da Igreja Católica.

    Viva Cristo Rey!

    José Santiago Lima
    (jovem da periferia paulistana sem qualquer vínculo com a FSSPX ou qualquer outro grupo)

    • José Santiago, belo testemunho! Todo esse caminho que você percorreu testifica a sua ânsia por Deus. Que Nossa Senhora do Perpétuo Socorro o ampare e guarde! O fato de você ser da periferia paulistana não o diminui em nada. O que lhe prejudicaria muitíssimo é se você fosse da periferia espiritual, ou seja, se ficasse à margem da sã Doutrina Católica.

    • Belo relato; muito obrigado por nos contar isso.

  35. Só se engana quem quer. Nenhuma comunidade “Ecclesiae Dei” fica imune ao modernismo e Dom Lefebvre deixou claro que nenhuma aproximação para com os modernistas seria pertinente.

    Como citaram a história das cisões no movimento “tradicionalista”, também fiquei surpreso com isso quando quis me aproximar da FSSPX (sou da Adm. Apostólica de Campos/RJ) e deparei-me na Internet com a União Sacerdotal Marcel Lefebvre (USML). Fiquei estarrecido e procurei saber o que estava acontecendo e percebi tratar-se de uma questão séria por conta da quantidade de padres que aderiram a esta última, inclusive Dom Tomás de Aquino do Mosteiro da Santa Cruz de Nova Friburgo/RJ. Infelizmente, hoje vejo que a FSSPX está trilhando o mesmo caminho da Adm. Apostólica, só que o está fazendo antes de um acordo.

    Da última vez que teci esse comentário acerca da FSSPX muitas pessoas “me negativaram”, mas eu compreendo a dificuldade de perceber esse problema, pois confiamos nos sacerdotes que nos instruem e tendemos a aceitar as explicações para “mudanças”. Assim o modernismo foi inoculado nos fiéis depois do Concílio Vaticano II; assim foi também nos fiéis da Adm. Apostólica. Nos só percebemos quando é tarde demais: quando começam as deturpações de ordem moral e litúrgica (liberação de roupas imorais, cânticos modernistas durante a Missa, intolerância para com os “tradicionalistas” etc.).

    Atualmente dou razão aos sacerdotes USML por conta das aproximações de Dom Fellay para com a Roma modernista, algo que Dom Lefebvre recusou sob João Paulo II e todos sabemos que seria totalmente impraticável sob Francisco. Sinceramente, pelo andar da carruagem, a FSSPX tornar-se-á uma comunidade “Ecclesiae Dei” em no máximo 10 anos e minha esperança é que quando isso ocorrer mais sacerdotes se unam à USML e, com a Graça de Deus, Dom Tissier também se una a eles, pois até onde sei ele possui reservas quanto a essas aproximações.

    Felizmente, Nosso Senhor tem uma especial Misericórdia para com nossa Terra de Santa Cruz e nos concede a Graça de termos esses sacerdotes entre nós.

    • Pedro, não se importe com sinais de negação, pois não é por aplausos ou vaias que se devem mover os homens, mas pelo que lhes diz a consciência – ainda que uma consciência equivocada – porque é melhor alguém errar em boa fé do que fazer até mesmo o correto, mas duvidando do que faz intimamente e atropelando a própria consciência.
      A vida de D. Lefebvre, sobretudo depois do concílio, nos mostra como pelo correr das décadas o mesmo monsenhor tentou solucionar o problema da obediência aos legítimos pastores da Igreja com o resguardo da fé. E por suas declarações nós podemos ver que ele tudo fez em seu alcance para solucionar o problema.
      Ele até mesmo chegou a pedir a Roma a “experiência da Tradição”, que consistiria em não proibir a missa nova, mas apenas em permitir a Missa de Sempre. E à medida que os anos foram passando, e as soluções humanas foram minguando, o velho arcebispo compreendeu que neste caso específico havia de ser intransigente: ele sagrou os bispos, foi excomungado pela anti-igreja, e passou seus últimos anos definitivamente firme na rocha da Fé.
      Como um velho às portas da morte, e que em vida teve uma carreira eclesiástica de sucesso – tanto entre os homens como pessoalmente, já que sua piedade e seu amor a Deus e à Igreja sempre foram inquestionáveis – ele poderia ter fraquejado e ter voltado atrás em sua decisão, especialmente por se encontrar muito próximo ao seu julgamento diante de Deus. Mas o velho arcebispo fez o que fez por estar certo de que servia a Deus e à Igreja que tanto amou.
      Contra todos, ele teve a fibra para fazer o que fez por amor ao Sacerdócio católico, por amor aos Sacramentos, por amor à Santíssima Virgem, por amor ao papado. Por amor às boas coisas, por amor ao que amamos. Ele, por amor, foi chamado a tomar uma posição. E quem ama o bem detesta o mal, quem ama o belo detesta o feio. Quem ama a VERDADE detesta a mentira.
      Quem ama a IGREJA detesta a ANTIIGREJA.
      Quem ama a doutrina católica só pode detestar a doutrina conciliar anti-católica.
      Quem ama o Santo Sacrifício da Missa só pode detestar o culto sacrílego de Paulo VI.
      Os anos de D. Lefebvre, os seus anos pós-excomunhão foram muito menos “ecumênicos” e muito mais IMPOSITIVOS em relação à igreja conciliar. A Fé Católica é a Fé do Credo, é a Fé expressa nos Concílios dogmáticos, no magistério ordinário e extraordinário que concordam com o que sempre foi ensinado desde Cristo. Se alguém propõe algum simples diálogo ou qualquer aproximação sem estar de acordo com estes pontos, que se submeta a eles primeiro. Eis aí o diálogo.
      É uma linguagem duríssima, é uma posição intransigente, rígida, seca, antipática.
      É uma posição de clareza solar, impossível de enganos. Ou se está a favor, ou se é contra, sem meios-termos.
      Me solidarizo com sua postura. Não precisamos acusar nem promover guerra alguma contra a FSSPX. Minha confiança foi-se embora desde a quase-reunificação do final do pontificado de Bento XVI. Se apareceu um grupo concorrente que pretende fazer o que D. Lefebvre fazia, mas que no aspecto da crise e do diálogo com a igreja liberal decide-se pela intransigência e pela dureza, fico com ele. O liberalismo é exatamente a areia movediça, a incerteza, a relativização das coisas. Pois que para a defesa dos princípios sejamos duros e sólidos como rochedos.
      Às vezes eu leio notícias que me fazem perder o ar, mas não comento porque tenho certeza que seria o mesmo que cair em terreno estéril, mas a aproximação de conservadores, neoconservadores e filo-tradicionalistas que aceitam o concílio e tem voz em ambientes que há poucos anos atrás jamais seriam recebidos me assustam. Aliás muitos que há anos atrás se assustariam da mesma forma, hoje em dia calam-se, creio que anestesiados, e sem perceber que mudaram. Como por exemplo, tenho percebido que Roberto de Mattei têm transitado por diversos ambientes conservadores e tradicionalistas… Será que há seis, sete anos atrás, um historiador que até onde sei, admite a igreja conciliar e a missa nova (ao menos nunca ouvi nada publicamente contrário a isso), teria livre acesso para palestrar em lugares como na FSSPX e IBP ?(li isso ainda ontem na página da Montfort, numa resposta a um consulente)
      Eu sei que na “Resistência” ele não teria esse espaço. Aliás, na União Sacerdotal Marcel Lefebvre, até o presente, toda espécie de contato com a igreja conciliar seria motivo para que seus padres ficassem em estado de sítio!

  36. Um comentário sobre o que disse o Sr(a) SSF.

    A missa que ocorreu a recusa da comunhão a um fiel da resistência não foi dia 03 de janeiro e sim dia 4/10/2014.
    O Padre Pasquoto no início da homilia disse o seguinte:

    “Sei que existem pessoas aqui que frequentam missas dos padres da dita resistência, como por exemplo Padre Cardozo. Estes padre comungam de idéias que não são católicas […] Quem compartilhar destas idéias espero que não se aproxime da eucaristia.”

    A pessoa a quem foi endereçada esta fala é um amigo pessoal que pode confirmar a qualquer momento o que foi dito.

  37. Miseravelmente é recorrente nas grandes crises da Igreja um lamentável fenômeno. Alguém, que a princípio parece bem intencionado na defesa da fé, torna-se embriagado de vaidade pela sua luta, e passa a conceber que tem um chamado extraordinário pela Providência. Pois não é que existe vaidade também nas coisas espirituais. Infelizmente sua luta fica comprometida prejudicando a resistência. Parece que alguns sentem status em ser um paladino da fé quando na verdade seu ser deveria ser secundário nessa luta. Esse combate é atípico. Essa luta não coaduna com generais de peito estufado, a despeito de bons atos que possam ter cometido. Talvez Savanarola foi acometido deste espírito. O pior é que depois o “iluminado” entende que a opinião dele que é a verdadeira, e partir daí gera uma discórdia com outros grupos católicos, obviamente prejudicando a reta luta. Portanto, ao determos na ação da FSSPX precisamos nos cuidar. É cedo afirmar que a Fraternidade será futuramente uma militante do IBP. Primeiro porque do jeito que a carruagem anda não sei até quando o IBP sobrevive. Segundo porque o tal acordo sequer foi feito, e as críticas são feitas como se tudo tivesse sido consumado. Terceiro porque Roma exige a plena comunhão. Ora, desta forma está subentendido que existe a comunhão, embora não plena. Parece-me, salvo engano, que a FSSPX tem a comunhão, embora não PLENA. Portanto, não pode ser acusada de falta de comunhão com Roma. Justificando a Fraternidade, por justiça resta uma pequena digressão em relação ao Sr. Orlando Fedeli, eu que sou tão crítico a ele e a Montfort. O relato tocante de José Santiago Lima revela que o velho professor foi um dos artificies de sua compreensão da missa. Ponto ao Fedeli. Contudo, e até me justificando aos simpatizantes do Sr. Fedeli, creio que por infortúnio ele se deixou levar crendo ter um chamado extraordinário. É verdade que fez coisas boas, mas o seu chamado era bem menor do que pensava ter. Fizesse o Sr. Fedeli o que tinha propensão, como apostolado, seus defeitos seriam imediatamente esquecidos. Mas infelizmente, levado pela ilusão da grande vocação, entendeu que fora suscitado para fazer um tribunal pessoal girando sua metralhadora verborrágica para todo o lado. Por vezes o Sr. Fedeli parecia o juiz nazista Roland Freisler, aquele que foi impiedoso com os heróis da resistência alemã. Tal qual, Fedeli enfiou o dedo na cara de tudo que era pessoa. Todavia, seu tribunal não era exatamente para condenar o réu, mas era para demonstrar a performance do julgador. Tomando este equivocado caminho Fedeli permitiu-se também ser rigorosamente julgado. Suas falhas e contradições foram insistentemente postas. Também sem perceber, talvez empolgado com alguns triunfos no apostolado, Fedeli. bem como a sua Montfort, incentivou por vezes a desorganização do exército da Tradição. Contudo, é de almejar que a Providência considere mais seus acertos que seus erros, porque é misericordiosa.

  38. Pedro Rocha, você absolutamente não sabe nada sobre a FSSPX. Quantas vezes você visitou um Priorado da SSPX? Quantos sacerdotes da SSPX você conhece? Quantas vezes você fez retiro em algum de seus centros? Se o que vc sabe vem dos “arautos da resistência” contra Dom Fellay, definitivamente suas fontes não são nada confiáveis.
    Pra começo de conversa, a mentira tantas vezes repetida de que Monsenhor Lefebvre recusou todo contacto com a Roma modernista acabou virando verdade na cabeça de alguns sectários. Deixa-me refrescar sua memória…até as vésperas da consagração dos 4 Bispos havia contacto frequente entre Dom Lefebvre e o Vaticano. Quando Dom Lefebvre constatou que o estavam cozinhando em banho-maria, recusando todas as listas de candidatos que ele apresentava, decidiu consagrar os Bispos e a represália veio a cavalo.
    Resultado: Ecclesia Dei Aflicta, as excomunhões e o convite à dissidência que gerou a Fraternidade de São Pedro, IBP, Adm. Apostólica de Campos…etc.
    Vale ressaltar que foi Roma que cortou todo contacto com a FSSPX e aconselhou a todos que fizessem o mesmo. Foram longos anos sem contacto algum porque Roma queria que a FSSPX simplesmente desaparecesse.
    Por ocasião do Jubileu do ano 2000, a SSPX fez uma peregrinação a Roma e foi aí que veio o primeiro convite para uma aproximação. Convite que foi aceito pelos 4 BISPOS…inclusive o que agora mete o pau em qualquer tipo de “aproximação com a Roma modernista”. Eu vivi todos aqueles anos e sei do que estou falando.
    Dom Williamson não saiu da FSSPX por causa de “aproximação com a Roma modernista”. Ele foi expulso por insubordinação, por problemas internos que já vinham se arrastando há anos, por quebra de confiança, por envolvimento com questões políticas que se tornaram pedra de tropeço para a expansão e sobrevivência da Fraternidade.
    Pra alguém que fez da luta contra qualquer reaproximação com Roma sua bandeira pra arrebanhar seguidores, me soa como contraditório ou hipócrita a carta postada no blog pessoal de Dom Williamson onde agradece ao Papa Bento XVI pela anulação de sua excomunhão, bem como seu pedido de desculpas pelos transtornos causados ao Papa por suas imprudentes entrevistas na TV Sueca.
    Ou seja, não quero conta com a Roma Modernista, mas agradeço ao Papa modernista por me aceitar de volta como Bispo na Roma Modernista? Durma-se com um barulho desses! Por outro lado, para dar respaldo às suas previsões catastróficas cita as aparições de Akita a uma freira “modernista” no Japão em 1973!
    Em sua conferência do dia 15 December de 2012 aqui em Toronto, Dom Williamson deixou claro que estava organizando um movimento de Resistência contra os rumos que a FSSPX estava tomando. Ou seja, sua resistência não é contra os rumos que Roma está tomando, mas sim visando arrebanhar ingênuos pra sua guerrinha pessoal contra Dom Fellay.
    O que eu percebo nessa chamada “Resistência” é um espírito de seita que não fica nada a dever aos Testemunhas de Jeová. As pessoas que eu conheço que entraram para esse movimento cortaram todo o contacto até com familiares que não comungam de sua visão da religião. Aqui em Toronto vi essas pessoas darem as costas até para seus padrinhos de batismo, crisma e casamento. Passaram a vigiar até o cumprimento das saias de quem frequenta as capelas da SSPX pra ter “provas” das “deturpações de ordem moral e litúrgica”.
    No Brasil, meu marido que levou uma verdadeira caravana de fiéis que fugiam da TL pra conhecerem a Missa Tridentina celebrada pelo Padre Jahir, viu seus amigos de infância se voltarem contra ele porque o padre os aconselhava a cortar contacto com qualquer pessoa que insistisse em permanecer fiel a Dom Fellay!
    Apesar de tudo isso, eu não desaconselho ninguém de assistir às suas missas. Entre os shows sacrílegos de muitas missas modernistas de validade duvidosa e uma bela missa tridentina celebrada por esses sacerdotes não há nem o que discutir. Só alerto para que tenham cuidado com suas “palestras e conferências” pois é lavagem cerebral garantida para aqueles que desconhecem o cronograma e os detalhes da crise que assola a Igreja.

  39. Caro Rodrigo,

    até onde eu saiba, os senhores de Ribeirão Preto sempre lutaram pelo restabelecimento da Missa de sempre. Essa luta foi acompanhada por católicos de Araraquara e São Carlos, dando ânimo para que aqui também vigorasse a Tradição. Infelizmente o louvável trabalho dos senhores foi dificultado pelo clero de Ribeirão, fato que os levou à Fraternidade São Pio X.

    Quanto à divisão, como você sabe, parte dos fiéis procurou a FSSPX, e outros fiéis continuaram a frequentar as missas celebradas por um sacerdote autorizado pelo bispo local.

    E sobre o “chumbo grosso”, foi uma referência ao fato de que esse mesmo sacerdote teria ameaçado de excomunhão os fiéis que assistem a missa por ele celebrada e que ao mesmo tempo frequentam a FSSPX.

  40. Sra. Gercione, infelizmente já ouvi muito do que você disse da USML vindo de modernistas quando ainda existia a União Sacerdotal São João Vianney. Não a estou chamando de modernista, mas percebendo que as ressalvas são semelhantes.

    “Porque, seguindo o exemplo de Mons. Lefebvre, que nunca deixou de aceitar um convite das autoridades romanas, nós respondemos sempre a quem nos interrogam sobre as razões de nossa fidelidade à Tradição. Não podemos fugir desta obligação, e sempre a cumpriremos no espírito e com as obrigações que foram definidas no último Capítulo General.” (Dom Fellay – https://fratresinunum.com/2014/10/06/entrevista-com-dom-fellay-logo-apos-seu-encontro-com-o-cardeal-muller/)

    “É absolutamente impossível no clima atual de Roma, que se torna cada vez pior. Não devemos ter ilusões. Os princípios que dirigem agora a Igreja conciliar são cada vez mais abertamente contrários à doutrina católica. Todas as ideias falsas do Concilio continuam se desenvolvendo, se reafirmam cada vez com mais clareza. Ocultam-se cada vez menos. É, pois, absolutamente inconcebível que se possa colaborar com semelhante hierarquia.” (Dom Lefebvre em sua última entrevista à revista Fideliter n. 79, pg. 4)

    Se naquela época, no reinado de João Paulo II, a situação já era crítica, o quê Dom Fellay tem a dizer em Roma para o Cardeal Müller? Com todo o respeito a Dom Fellay, o que ele disse não se coaduna com a postura de Dom Lefebvre DEPOIS DO ESCÂNDALO DE ASSIS.

    Além disso, fiquei estarrecido ao ler essa entrevista do padre Niklaus Pfluger,pois tem coisas que nem qualquer conservador ratificaria e indicam a intenção de um “reconhecimento” (atentar para a resposta à pergunta 7): http://nonpossumus-vcr.blogspot.com.br/2015/01/entrevista-completa-al-p-pfluger.html

    Concordei com Dom Fellay quando disse que Francisco era um autêntico modernista, mas suas “Cartas aos Amigos e Benfeitores” estão muito longe da contundência de Dom Lefebvre e de Dom Antônio de Castro Mayer quando da defesa da Fé, provavelmente porque “la situación ha seguido su evolución y que, por este hecho, nosotros debemos reposicionarnos continuamente.”

    Dom Lefebvre ou Dom Antônio se expressariam nesses termos? Certamente que não!

  41. Sobre a negação de Sacramentos a simpatizantes da FSSPX, aconteceu também em São Fidélis/RJ: http://sfnews.jor.br/catolicismo-em-foco/esclarecimentos-a-populacao-fidelense-contra-pronunciamentos-do-rev-pe-gaspar/

  42. Pedro Rocha, você falou e falou e não disse nada. Como eu disse antes, se o que vc sabe sobre a SSPX vem de sites dos “arautos da resistência” contra Dom Fellay, definitivamente suas fontes não são nada confiáveis.
    Se quiser discutir esse assunto comigo sem sectarismo e sem encher linguiça pode me adicionar no skype ou me mandar email pra gercione@hotmail.com

  43. Sra. Gercione, se a diferença de posturas entre Dom Lefebvre e Dom Fellay acima expostas não foi suficiente para fazer mostrar que, quando procurei a FSSPX novamente não a encontrei igual a que eu conhecia, acho que não tenho capacidade de explicar melhor.

    Mesmo assim, obrigado por toda a atenção. Aprendo muito com seus textos e quem sabe um dia possa colaborar melhor com o Fratres.

  44. Pedro Rocha, não sei que idade você tem, mas me parece muito novo pra conhecer tudo o que se passou desde as consagrações episcopais da SSPX. Portanto continuo afirmando que você não conhece nada da SSPX pra falar sobre as diferenças de posturas entre Dom Lefebvre e Dom Fellay. Você está vomitando aquilo que outros estão lhe alimentando.
    Em primeiro lugar é o supra-sumo da presunção afirmar: “Dom Lefebvre ou Dom Antônio se expressariam nesses termos? Certamente que não!”
    Por que “certamente que não”? Se você ainda estivesse falando de Jesus Cristo, eu lhe daria toda a razão! Mas quando se trata de simples homens de carne e osso, é muita presunção afirmar que eles agiriam dessa ou daquela forma em dada circunstância.
    Há muita coisa que voce não sabe sobre Monsenhor Lefebvre. Dom Lefebvre era acima de tudo um homem prático e segundo fontes seguras, antes de proceder à Consagração dos quatro Bispos, ele tomou o cuidado de afastar de postos de comando os vários Superiores que se opunham a esse passo por temerem as consequências do que seria visto como um ato cismático.
    Igualmente, por motivos financeiros ele adiou o máximo essas Consagrações para garantir antes o dinheiro para a compra do terreno onde seria erguido o atual Seminário de Winona. Conta-se que naquela época a idéia do Seminário em Winona-Minnesota começava a decolar e Willianson alertou Dom Lefebvre que o benfeitor que estava prestes a comprar a propriedade para o Seminário poderia cancelar a transação se a SSPX recebesse uma excomunhão devido às Consagrações.
    Essas consagrações foram um ato extremo, um martírio da alma para Dom Lefebvre, algo feito por extrema necessidade de preservar os Sacramentos e o Sacerdócio. Mas só Deus sabe o que custou interiormente a Dom Lefebvre que veio de uma família que por séculos tantas vocações deu à Santa Igreja.
    Como eu disse antes, foi Roma que cortou qualquer contacto com Dom Lefebvre após as consagrações episcopais e não o contrário. Dom Lefebvre sempre afirmou:
    _ Se o Papa me chamar, eu vou!
    Ele nunca negou a autoridade do Sumo Pontífice, apesar de discordar abertamente dele no tocante às suas “decisões pastorais”, como o “escândalo de Assis” que se repetiu nos pontificados subsequentes.
    “Se naquela época, no reinado de João Paulo II, a situação já era crítica, o quê Dom Fellay tem a dizer em Roma para o Cardeal Müller”? E eu lhe respondo! O mesmo que ele sempre disse durante as discussões doutrinárias:
    _ Não podemos aceitar isso porque vai contra a Doutrina da Fé.
    De vez enquando eu vejo aparecer por aqui alguns comentários relativos à participação do Cardeal Muller no Sínodo, às suas posturas contra a locomotiva Bergoglio-Maradiaga, chegam mesmo a se perguntar se ele se converteu à ortodoxia e eu me pergunto, até quando tudo isso não se deve à influência das ferrenhas discussões e embates que ele teve com os Bispos da Tradição? Nunca duvide da Providência!
    Por outro lado, essa sua afirmação “ as cartas aos Amigos e Benfeitores” estão muito longe da contundência de Dom Lefebvre e de Dom Antônio de Castro Mayer quando da defesa da Fé” é totalmente descabida, pra não dizer repetição ad verbatim das desculpas esfarrapadas dos arautos da “resistência”.
    Naquela época, quando não havia internet e tudo que se ouvia de Roma era a partir dos púlpitos, era necessário que se bradasse dos telhados os escândalos e atentados à fé. Naquela época, como dizia São Paulo, o que faziam em segredo era até vergonha pronunciar ( como o escândalo da sodomia nos seminários). Mas hoje fazem às claras, se orgulham do que fazem e ainda querem introduzir a abominação nas “pastorais” da Igreja.
    Usar os 20 minutos disponíveis do sermão de uma missa pra repetir o que está na internet e em todas as mídias todos os dias é chover no molhado. É perda de tempo! Hoje essa missão está nas mãos dos leigos. Aos sacerdotes cabe a catequese e a administração dos Sacramentos, porque o povo se perde por falta de conhecimento. Mas isso não significa que o combate cessou! Ele continua nas palestras e conferências, como a mais recente do Padre Couture onde ele dá uma aula sobre a história do Papado e demonstra no fim como Bergoglio está trabalhando para a destruição dessa instituição:

    Por outro lado, se acham que a estratégia para os tempos de hoje, deve ser a mesma de 30 anos atrás, por que não pegam o bastão e seguem em frente fazendo o mesmo ao invés de mirar a metralhadora nos Bispos e padres da SSPX? Se é em Roma que está o problema por que não se concentram em Roma ao invés de ficar catando pelo em ovo?
    Dom Lefebvre fundou a SSPX com um objetivo claro: preservar o Santo Sacrifico da Missa e o Sacerdócio para a Igreja. E por que ele fez isso? Por amor à Igreja e pela salvação das almas. Dom Lefebvre sempre teve em mente aquelas palavras de Jesus:

    _ Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos.
    Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.
    Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida.
    Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.
    (João 6:53-56)

    E de certa forma, foi o mesmo com Dom Fellay quando ele colocou como condição pra retomada do diálogo, a liberação da Missa Tradicional pelo Papa Bento XVI, o Summorum Pontificum. Vivemos tempos decisivos na história da Igreja em que o “final dos tempos” pode chegar até hoje ou amanhã pra qualquer um de nós. E precisamos comer da carne do Filho do Homem e beber do seu Sangue para ressucitarmos com Ele, porque a Eucaristia ( quando celebrada validamente) é verdadeiramente comida e bebida.
    Deveríamos estar unidos nessa luta pelos Sacramentos válidos e verdadeiros ao invés dessa divisão por controvérsia de opiniões.
    Eis porque não vivo semeando confusão dizendo que as pessoas não deveriam frequentar essa ou aquela missa. Digo apenas que tenham cuidado com aqueles que usam esse Sacramento pra disseminar idéias contrárias à fé…seja no meio modernista ou pseudo-tradicionalista. Vejo com profunda tristeza essa divisão e ódio espalhado pelos seguidores de Dom Williamson. Minha postura é a mesma do Apóstolo Paulo:

    “É verdade que alguns pregam a Cristo por inveja e rivalidade, mas outros o fazem de boa vontade.
    Estes o fazem por amor, sabendo que aqui me encontro para a defesa do evangelho.
    Aqueles pregam a Cristo por ambição egoísta, sem sinceridade, pensando que me podem causar sofrimento enquanto estou preso.
    Mas, que importa? O importante é que de qualquer forma, seja por motivos falsos ou verdadeiros, Cristo está sendo pregado, e por isso me alegro. De fato, continuarei a alegrar-me,

    (Filipenses 1:15-18)

  45. Sra. Gercione, no mundo corporativo há uma dica de que quando não entendemos um problema, chamemos alguém de fora para, “com a cabeça fresca”, nos ajudar. Como não sou nem da FSSPX tampouco da USML (sou um “resistente” na Adm. Apostólica), talvez isso me permita perceber algumas coisas.

    Por recomendação de um sacerdote fiel ao legado de Dom Antônio de Castro Mayer, fui orientado a manter tudo que tinha outrora aprendido, por isso minha reaproximação para com a FSSPX. Como já disse, fiquei estarrecido com a história da criação da USML e procuro estudar cada vez mais a situação dos “tradicionalistas” no mundo atualmente.

    Você se ampara em mostrar que nada mudou nas virtudes dos bons sacerdotes que existem na FSSPX e que se mantêm fiéis ao legado de Dom Lefebvre (na Adm. Apostólica eles ainda existem e são nosso alento), mas eu fiquei com o pé atrás com Dom Fellay porque as palavras que postei acima indicam que este não está seguindo as prudenciais palavras de Dom Lefebvre e o que o braço direito dele disse na entrevista que citei me entristeceu muito.

    O busílis é saber até onde isso vai, pois vi tudo o que aconteceu com a Adm. Apostólica e temo pela obra de Dom Lefebvre. O então Padre Fernando Rifan e outros eram grandes guerreiros da Ortodoxia e lutavam lado a lado com os sacerdotes que você conhece. A história das comunidades Ecclesiae Dei está aí e a atual perseguição aos “conservadores” (Cardeal Burke, Dom Livieres e Franciscanos da Imaculada) demonstram o que espera por Dom Fellay nessas conversações. Hoje a situação é ainda mais clara (seja acerca das intenções dos modernistas seja na facilidade de comunicação) do que no tempo de Dom Lefebvre.

    Se você descredencia como “esfarrapados” os argumentos de mais de 50 sacerdotes que conhecem a FSSPX melhor do que nós, ao menos não podemos negar os fatos como tais como se apresentam, sem juízo de valor: Dom Lefebvre cortou o contado com a “Roma modernista” e Dom Fellay recomeçou o “diálogo”.

    “Todas estas desgraças lhes aconteceram para nosso exemplo; foram escritas para advertência nossa, para nós que tocamos o final dos tempos. Portanto, quem pensa estar de pé veja que não caia.” (I Cor 10, 11-12)

    Obrigado por toda a sua atenção para comigo, pois aprendo muito com você.