Papa Francisco aprovou relatório preliminar antes de sua publicação, segundo secretário do Sínodo.

Roma, 29 de janeiro de 2015 –  LifeSiteNews.com | Tradução: Fratres in Unum.com: O principal organizador do Sínodo do Vaticano sobre a Família revelou que o Papa Francisco aprovou o controverso relatório preliminar daquele encontro antes de ele ser divulgado. Até agora, o papel do Papa Francisco na publicação do documento era objeto de conjecturas.

Relatio post disceptationem, como era chamada, foi prevista como um sumário provisório do debate da primeira semana do Sínodo. Mas, após ter sido publicada, foi duramente criticada por vários padres sinodais, inclusive os Cardeais Raymond Leo Burke, Gerhard Müller, George Pell, e Wilfrid Napier, alguns deles publicamente e outros internamente. Alguns críticos chegaram mesmo a descrevê-la como o pior documento oficiais da história da Igreja.

Baldisseri sendo criado cardeal por Francisco.

O Cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário geral do Sínodo dos Bispos, falou sobre o papel do Papa acerca dos documentos sinodais em uma entrevista a Aleteia na última semana, na conferência do Pontifício Conselho para a Família.

“Os documentos foram todos vistos e aprovados pelo Papa, com a aprovação de sua presença”, afirmou Baldisseri. “Mesmo os documentos durante o Sínodo [extraordinário], tais como a Relatio ante disceptatationem [relatório antes dos debates], a Relatio post disceptationem [relatório preliminar, ao longo dos debates], e a Relatio synodi [relatório final] foram vistos por ele antes de serem publicados”.

“Esse ponto é importante não só por conta de sua autoridade, mas também porque alivia [a responsabilidade] do Secretário Geral”, acrescentou o cardeal “ironicamente”, de acordo com Aleteia.

Em seus pontos mais controversos, a Relatio post disceptationem, “relatório pós-debate”, questionou se “aceitar e valorizar a orientação sexual [dos homossexuais]” poderia ser alinhado à doutrina católica; propôs permitir a Comunhão para católicos divorciados recasados em uma “base caso-a-caso”; e afirmou que os pastores deveriam enfatizar os “aspectos positivos” de estilos de vida considerados gravemente pecaminosos pela Igreja, inclusive o recasamento civil após um divórcio e a coabitação pré-nupcial.

As previsões mais controversas foram deixadas de foram do relatório final do Sínodo, a Relatio synodi, mas muitos críticos conclamara o Vaticano a, mesmo assim, anular o documento preliminar.

Dom Baldisseri também confirmou que o Papa ordenou que as várias partes controversas na Relatio synodi proposta, isto é, o relatório final, fossem incluídos na versão publicada, embora não tenham recebido os 2/3 de votos necessários dos padres sinodais.

“Foi decisão do Papa incluir os pontos que não tiveram a maioria de 2/3”, disse.

“O Papa disse: ‘Estes três pontos tiveram uma maioria absoluta. Não foram, portanto, rejeitados com um ‘não’, já que receberam mais de 50% de aprovação. Eles são, assim, assuntos que ainda precisam ser desenvolvidos. Nós, como Igreja, queremos consenso. Estes textos podem ser modificados, é claro. Uma vez que houver uma reflexão maior, eles podem ser modificados”.

Esses trechos foram republicados como parte do Lineamenta, sem nenhuma observação de que foram rejeitados, e enviados ao bispos do mundo para discussão em vistas do Sínodo de outubro de 2015.

Diana Montagna, de Aleteia, informa que esses comentários de Baldisseri foram feitos em resposta a uma pergunta de um representante de uma organização pró-família da Venezuela, que pediu anominato. Esse homem expressou o “choque” e “preocupação” que foram a reação de muitos católicos espalhados pelo mundo, particularmente aqueles envolvidos na luta em defesa da vida e da família.

Baldisseri declarou, no entanto, que o “choque” era inapropriado. “Nós devemos ficar chocados quando há uma posição diferente da ‘doutrina comum'”, disse.

Ele garantiu aos 300 participantes da conferência que “não há motivo para se escandalizar quando um cardeal ou teólogo afirma algo que é diferente do que se considera ‘doutrina comum’. Isso não implica uma oposição. Significa reflexão. Porque o dogma tem a sua própria evolução; seu próximo desenvolvimento, não mudança”.

Montagna declarou a LifeSiteNews.com que ela quis ser “justa” com o Cardeal, então, ela gravou todos os seus comentários para garantir que ela reproduziria as citações corretamente.

Ela escreve: “O Cardeal também nos informou que as 46 questões pulicadas no Lineamenta foram trabalho do Secretariado Geral e dos 15 membros do Conselho do Secretariado. As respostas são esperadas até 15 de abril”.

Os comentários de Baldisseri confirmam as afirmações de outro alto prelado da Igreja, o Cardeal Reinhardt Marx, membro do conselho privado do Papa formado por nove cardeais , e chefe da Conferência Episcopal Alemã. Marx declarou que foi o Papa Francisco quem “abriu as portas” a esses assuntos.

“Até agora, esses dois tópicos eram absolutamente inegociáveis. Embora não tenham tido a maioria de 2/3, a maior parte dos padres sinodais, todavia, votou favorável”, disse a Die Ziet.

“Eles ainda são parte do texto”, afirmou Marx. “Eu especialmente pedi isso ao Papa, e o Papa disse que queria todos os pontos juntos com todos os resultados da votação. Ele queria que todos na Igreja vissem em que ponto estamos”.

O que alguns argumentaram é que o aparente programa do Sínodo de relaxar a oposição da Igreja ao adultério, homossexualidade e outros pecados sexuais instigaram alguns prelados a identificá-lo como um dos maiores pontos de crise da história da Igreja. Dom Athanasius Schneider, que não participou do Sínodo, mas afirmou ter refletido profundamente sobre os procedimentos, disse que trata-se de um sinal de que a Igreja está entrando em um período comparável àqueles dos tumultuosos primeiros séculos.

“Estamos vivendo em uma sociedade anti-cristã, em um novo paganismo”, declarou Schneider em uma entrevista após o fim do Sínodo.

“A tentação de hoje para o clero é querer adaptar ao novo mundo, ao novo paganismo, tentação de ser colaboracionista. Estamos em uma situação similar às do primeiros séculos, quando a maioria da sociedade era pagã e o cristianismo era discriminado”.

E continuou: “Infelizmente, havia nos primeiros séculos membros do clero e mesmo bispos que colocavam grãos de incenso diante da estátua do Imperador ou de um ídolo pagão, ou entregava as Sagradas Escrituradas para serem queimadas”.

Em nosso tempo, disse, não se pede a padres e bispos que queimem incenso para o imperador, mas que “colaborem com o mundo pagão de hoje na destruição do sexto mandamento e na revisão da forma como Deus criou homem e mulher”. Esse clero, observou, seriam “traidores da Fé; eles estão participando, em última análise, no sacrifício pagão”.

28 Comentários to “Papa Francisco aprovou relatório preliminar antes de sua publicação, segundo secretário do Sínodo.”

  1. Os senhores são mais capazes do que eu para responder. Dogma evolui de fato, como também prega o Pe. Fábio de Melo?

    “Ele garantiu aos 300 participantes da conferência que “não há motivo para se escandalizar quando um cardeal ou teólogo afirma algo que é diferente do que se considera ‘doutrina comum’. Isso não implica uma oposição. Significa reflexão. Porque o dogma tem a sua própria evolução; seu próximo desenvolvimento, não mudança”.

  2. “Cleaners” vão ter um trabalhão pra desdizer o Card. Baldisseri. Que tal começarem por dizer que “foi a mídia que colocou isso na boca do Secretário Geral do Sínodo”.

    • A sua preocupação e de outros boçais aqui são os tais “cleaners” que um frei rotulou. Se preocupe com a desgraca a caminho e não em picuinhas daqueles que querem justificar o injustificável. Vira a arma para problema e não para os indecisos ou estes coitados.

  3. … Ele garantiu aos 300 participantes da conferência que “não há motivo para se escandalizar quando um cardeal ou teólogo afirma algo que é diferente do que se considera ‘doutrina comum’. Isso não implica uma oposição. Significa reflexão. Porque o dogma tem a sua própria evolução; seu próximo desenvolvimento, não mudança”.
    Eufemismo + Sofisma = Evolução Dogmática! D Baldisseri não se comporta como mais um patrocinador do “Politicamente Correto” e da alta hierarquia da “Ditadura do Relativismo”?
    Quer dizer que quando um teólogo afirma algo diferente do que se considera “doutrina comum” não implica em oposição, mas em reflexão, ou seja, afirmação doravante será sinônimo de reflexão! Sinceramente, essa não assustaria até os fariseus e doutores do Templo de Jerusalém?
    Ou parece que estaria nos achando com cara de otarios, baseando-se na foto anterior com Lula, o qual e seu partido assim agem conosco!
    Não imaginaria jamais que o Pe Fabio de Melo apologista da Evolução Dogmática estaria em tão alto conceito no Vaticano!

  4. “Estamos vivendo em uma sociedade anti-cristã, em um novo paganismo”, declarou Schneider em uma entrevista após o fim do Sínodo…..

    Tal conclusão lembra-me o evento ocorrido em meados de 1950, em Minas Gerais. Vale a pena ler o texto abaixo.

    http://www.yan.com.br/aparicoes/historia.html

  5. Todo mundo sabe o que Jesus diz sobre o escândalo, sobretudo feito aos mais pequeninos; neste caso, os pequeninos são os homossexuais que lutam para manter a continência e a castidade, seguindo o que a Santa Igreja ensina. Se tudo se passou como noticiado, Francisco não tem verdadeira misericórdia, nem verdadeira caridade, nem professa integralmente a fé católica, sem a qual “é impossível agradar a Deus”.

  6. Infelizmente Dom Athanasius fala em tom muito semelhante aos donatistas e sequer nota. Esquece-se que o papa Calixto I também foi acusado de herege quando deu abertura à absolvição dos pecados graves. Sim, pois antes o consenso era que nem todos os pecados poderiam ser absolvidos, até que Calixto I teve a coragem de ir adiante e foi acusado justamente de se render “aos pagãos”. Estudar História da Igreja é importante e nos ajuda a reavaliar de forma crítica a nossa posição.

    • Alto lá, pecar contra o 6o mandamento não deixa de ser pecado nunca…uma coisa eu ser rigorosta, pois Deus perdoa o arrependido. A outra é ser laixista, com tudo pode em favor do “amor” que agride as leis de Nosso Senhor.

    • Pedro, vc está confundido absolvição de pecados graves, que sempre houve, com a frequência e reiteração das absolvições desses casos; os donatistas, que eram rigoristas – hereticamente rigoristas – não eram favoráveis a tal reiteração. Quem acusou de laxismo o papa Calixto foram os donatistas… Sirva-se, então, do seu próprio conselho, pois estudar “História da Igreja é importante e nos ajuda a reavaliar de forma crítica a nossa posição”. Não dá pra viver de orelhada e de aulinha baranga de seminário decadente. Vc é seminarista?

    • Não, Santiago, sou mestrando em História Social e meu objeto de estudo é o cristianismo primitivo. Você se enganou. A querela entre Hipólito de Roma e Calixto I teve como razão a iniciativa do papa de dar absolvição a pecados como adultério, apostasia e homicídio (após um longo período de penitência, é claro). Hipólito de Roma, afirmando seguir a tendência tradicional de não aceitar esse tipo de absolvição, quebrou a união junto com outros rigoristas e fê-se antipapa. Se quiser mais detalhes recomendo as obras do Cardeal Daniélou, Henry Chadwick e W. H. C. Frend. Se quiser também, leia o Pastor de Hermas e veja como Hermas (possivelmente irmão de Pio I) precisa recorrer a uma revelação divina para defender que a absolvição possa ser dada ao menos uma vez!

    • E minha citação dos donatistas não teve nada a ver com Calixto I e sim com dom Athanasius chamar alguns de “traidores”, assim como os donatistas faziam com o clero que aceitava de volta à comunhão apóstatas da perseguição de Diocleciano.

    • Pedro,

      Sustento o que disse em relação a reiterabilidade da absolvição sacramental nos casos de pecados graves, isto é, que o “partido de Donato” era contra tal reiterabilidade por força de seu rigorismo herético. Pelo que lembro, os donatistas mais histéricos questionavam até mesmo o poder de a Igreja perdoar as culpas graves, especialmente no caso dos lapsi. No que concerne à mudança da disciplina penitencial, seria preciso *provar* que o Papa Calixto agiu contra uma disciplina universalmente aceita, ab antiquo, ao menos na Igreja (particular) de Roma, o que seria, àquela época, inaudito. Mas isso é apenas o aspecto histórico da questão. O fato é que se Calixto decidiu mesmo alterar a disciplina eclesiástica neste particular, ele o poderia fazer, por força do ministério petrino, cujo exercício exercício foi desde sempre reivindicado pelos Bispos de Roma. Tal alteração seria, quando muito, meramente disciplinar. De resto, a disciplina *penitencial* foi alterada diversas vezes ao longo dos séculos, sempre no sentido de ser mais misericordiosa e abrangente, e nunca no sentido de fazer da Igreja a casa da mãe joana em ritmo de tango. Quanto às fontes que vc sugere, eu as agradeço, alertando, porém, que muito frequentemente os autores de origem protestante se esforçam em puxar a sardinha para sua brasa, no sentido ideológico de desautorizar a Igreja, o que está bem longe de ser algo honesto e científico. Consulto as obras gerais (Daniélou, Journet etc) apenas para encurtar caminho. De resto, apelo sempre para o espetacular índice temático da patrologia Migne. Não dispenso também as notáveis introduções que a Città Nuova apõe às obras de Agostinho (que, como se sabe, combateu quase todas as heresias de seu tempo). Não sei se vc é da FFLCH-USP, onde me graduei em Filosofia. Reputo boa parte de seus professores um bando de especialistas em regionalidades. O único sujeito de alta erudição que há por lá é Lorenzo Mammi, embora se ocupe ocasionalmente de Chico Buarque… Quanto a Flavio de Campos, Hilário Franco e outros apedeutas, dispenso-me de comentá-los.

    • Prezado Pedro,

      Primeiramente,
      permita-me fazer uma pequena retificação no que disse:
      Não se trata de “pecados graves”, pois todos os pecados mortais
      são graves e o Sacramento da Confissão existe justa e precisamente
      para absolve-los.

      Vc provavelmente está se referindo a pecados MAIS graves,
      hediondos, repugnantes ou mesmo que
      “bradam aos céus por vingança”, não sei,
      mas com certeza não se trata meramente de “pecados graves”.

      Qualquer um com bom senso concordaria contigo ao dizer:
      “estudar História da Igreja é importante e nos ajuda a
      reavaliar de forma crítica a nossa posição”.
      Mas, como mestrando em História, deve saber que esse campo
      do conhecimento é altamente deturpável por ideologias das mais
      diversas, de modo que o material de estudo que usamos pode
      muito facilmente estar sendo manipulado pelo seu ator.

      Esse cuidado deve ser redobrado quando se estuda ,
      História da Igreja, visto que a versão Oficial da História Ocidental
      (que naturalmente inclui e gira
      muito em torno da Igreja) foi altamente deturpada e
      mudada nos últimos séculos. Leão XIII constata
      essa perniciosa manobra em uma de suas
      Encíclicas, senão me engano foi na: “Inscrutabili dei consilio”.

      Foi nesse contexto que surgiram pérolas histórias das mais absurdas,
      como o tal conto da “Papisa Joana”. Certamente conhece essa
      infame calúnia à Igreja, certo?

      Pois bem,
      esse cuidado deve ser centuplicado quando se trata
      da Igreja Primitiva, pois ali se encontram, obviamente,
      as raízes de nossa Fé.
      E aqui o sr. incorre em grande equívoco ao recorrer
      a escritos do Cardeal Jean Daniélou:
      ao que consta, trata-se de notório “progressista”.
      É altamente perigoso confiar no que ele possa ter escrito
      sobre a Igreja Primitiva.

      A única forma de se ter certeza nesses casos é recorrer
      a fontes neutras ou, melhor ainda,
      às evidências propriamente ditas
      (quais seriam as evidências citadas pelo Cardeal ou pelo
      outros historiador que citou que comprovariam essa tese
      que está defendendo?)

      Trata-se de uma pergunta Retórica.
      Não peço que responda.

      Por fim, e mais importante:
      Não seria preciso recorrer a fatos Históricos para
      perceber o absurdo de sua comparação:

      Acaso existe proporção entre o que supostamente
      fez Calixto I e a pretensa “misericórdia”
      desses sacerdotes do Post?
      Por acaso abrir a Igreja para o PERDÃO dos
      pecados é comparável a abri-la para
      a ACEITAÇÃO, APOIO, INCENTIVO ao pecado?

      E se esses indivíduos acreditassem mesmo
      estarem envolvidos em alguma nobre e misericordiosa
      missão, eles recorreriam a estratégias
      prevaricativas, ardilosas e sínicas, como fazem?
      Eles mentiriam que nunca deram uma entrevista
      da qual se lhes tem áudio gravado?
      Precisariam agir como hienas e ratazanas covardes
      e traiçoeiras?

      Enfim,
      É preciso se ter cuidado com as fontes
      e com os lobos vestidos de cordeiros,
      e não defende-los em suas sandices.
      Ou discorda disso também?

  7. Rezemos!

  8. Um papa que já não tem mais fala católica,mas ao contrário, tem uma voz estranha, inimiga e sagaz. Um papa e sua gangue que honram e encantam os inimigos da Igreja. Francamente,não pode haver crise pior do que essa. Somente uma intervenção divina, sobrenatural para nos tirar desse atoleiro.

  9. Vejam só: “(…) acrescentou o cardeal “ironicamente”, de acordo com Aleteia.”

    Obviamente foi uma brincadeira do Eminentíssimo Cardeal Baldisseri, num bom humor típico da juventude e bonança que a Igreja goza hoje no mundo, porque a Igreja nunca esteve tão bem.

    Não sejam ranzinzas, ó tradicionalistas das caras de vinagre! O Papito jamais irá contra a doutrina, como vocês modernistas que negam a suprema santidade e autoridade do Papito e do Concílio Vaticano II para seguir modinhas como Trento, Vaticano I, Libertas, Syllabus, Missa Tridentina, canto gregoriano, polifonia clássica e sacra, Extra Ecclesiam nulla salus etc. coisas que só foram contingentes!

    ***********
    Como um neoconservador esclarece as coisas, é assim mesmo que eles falam.

  10. A maioria dos bispos votou a favor de heresias, a generalidade da Igreja comunga com coisas contrárias a Fé Católica, a Hóstia consagrada e o próprio sacrifício da Missa são pervertidos, manchados por sacrilégios e blasfêmias na maioria das igrejas e muitas mais abominações são feitas; e tem gente que diz que não há estado de necessidade, que tudo está bem, que não devemos exagerar e que devemos ser mais obedientes às autoridades… Cegos guiando cegos, e o povo de Deus abandonado a esta triste sorte.

  11. A que ponto a hierarquia da Igreja chegou?

  12. Simplesmente assustador.

  13. Analisem e concluam sobre o ardiloso artigo: “A Conspiração da Alta Venda dos Carbonários” preparada para a Igreja pela franco-maçonaria que é a extensão do inferno da terra e seus macabros planos para o catolicismo, sendo que seria de forma sutil e lenta e gradativamente, inclusive para um futuro papa que concordaria com ideais maçonistas.
    Isso passou-se em 1824, portanto, bem antes do Vaticano II já urdiam suas ciladas, dentro do qual na época estavam infiltrados e bem à vontade para se imporem; conseguiram vitorias importantes, graças à tenacidade para implantarem o mal.
    As profecias de N Senhora explicam o caos decorrente do acima em vias de suceder na Igreja devido à apostasia, sendo um dos exemplos a pusilanimidade da Igreja, a partir de seus mais altos dignitários combater o comunismo, sendo a CNBB a comprovação disso!

  14. Ousadamente afirmam os modernistas, e isto mesmo se conclui das suas doutrinas, que os dogmas não somente podem, mas positivamente devem evoluir e mudar-se. De fato, entre os pontos principais da sua doutrina, contam também este, que deduzem da imanência vital: as fórmulas religiosas, para que realmente sejam tais e não só meras especulações da inteligência, precisam ser vitais e viver da mesma vida do sentimento religioso.
    Daí porém não se deve concluir que essas fórmulas, particularmente se forem só imaginárias, sejam formadas a bem desse mesmo sentimento religioso; porquanto nada importa a sua origem, nem o seu número, nem a sua qualidade; segue-se, porém, que o sentimento religioso, embora modificando-as, se houver mister, as torna vitais e fá-las viver de sua própria vida.
    Em outros termos, é preciso a fórmula primitiva seja aceita e confirmada pelo coração, e que a subseqüente elaboração das fórmulas secundárias seja feita sob a direção do coração. Procede daí que tais fórmulas para serem vitais, hão de ser e ficar adaptadas tanto à fé quanto ao crente. Pelo que, se por qualquer motivo cessar essa adaptação, perdem sua primitiva significação e devem ser mudadas.
    Ora, sendo assim mutável o valor e a sorte das fórmulas dogmáticas, não é de admirar que os modernistas tanto as escarneçam e desprezem, e que por conseguinte só reconheçam e exaltem o sentimento e a vida religiosa.
    Por isto, com o maior atrevimento criticam a Igreja acusando-a de caminhar fora da estrada, e de não saber distinguir entre o sentido material das fórmulas e sua significação religiosa e moral, e ainda mais, agarrando-se obstinadamente, mas em vão, a fórmulas falhas de sentido, de deixar a própria religião rolar no abismo.
    Cegos, na verdade, a conduzirem outros cegos, são esses homens que inchados de orgulhosa ciência, deliram a ponto de perverter o conceito de verdade e o genuíno conceito religioso, divulgando um novo sistema, com o qual, arrastados por desenfreada mania de novidades, não procuram a verdade onde certamente se acha; e, desprezando as santas e apostólicas tradições, apegam-se a doutrinas ocas, fúteis, incertas, reprovadas pela Igreja, com as quais homens estultíssimos julgam fortalecer e sustentar a verdade (Gregório XVI, Encíclica “Singulari Nos” 7 Jul. 1834).
    Assim, Veneráveis Irmãos, pensa o modernista como filósofo.

    http://w2.vatican.va/content/pius-x/pt/encyclicals/documents/hf_p-x_enc_19070908_pascendi-dominici-gregis.html

    Carta Encíclica Pascendi Dominici Gregis, sobre as doutrinas modernas, 8 de setembro de 1907, Papa Pio X

  15. Só para constar, as duas referências bibliográficas dadas pelo sr. Pedro Piza, W. H. C. Frend e Henry Chadwick, são anglicanas, o que os torna no mínimo suspeitos.

  16. Pedro Piza, você se esquece que é Cristo que condena a prática de atos homossexuais e a comunhão a recasados pela segunda, terceira, quarta, quinta, sexta, sétima… (quer mais?) vez. Você não consegue entender que os múltiplos casamentos é fruto da vontade ímpia de “provar algo novo”? Você é realmente católico? Pergunto-lhe isso porque é no protestantismo que são permitidas diversas separações e diversos casamentos, tantos quanto quiser. Veja a Alemanha luterana, a Holanda calvinista e a Inglaterra anglicana. Por falar em história, que você instou os católicos a estudarem-na, estude você também a história da fundação do anglicanismo na Inglaterra. Um breve resumo: por causa da lúbrica vontade de provar “algo novo” com a depravada Ana Bolena e por ganância nos bens da Igreja Católica. o pervertido Henrique VIII separou-se de Roma. Bons estudos!

  17. Pedro Piza, você se esquece que é Cristo que condena a prática de atos homossexuais e a comunhão a recasados pela segunda, terceira, quarta, quinta, sexta, sétima… (quer mais?) vez. Você não consegue entender que os múltiplos casamentos são frutos da vontade ímpia de “provar algo novo”? Você é realmente católico? Pergunto-lhe isso porque é no protestantismo que são permitidas diversas separações e diversos casamentos, tantos quanto quiser. Veja a Alemanha luterana, a Holanda calvinista e a Inglaterra anglicana. Por falar em história, que você instou os católicos a estudarem-na, estude você também a história da fundação do anglicanismo na Inglaterra. Um breve resumo: por causa da lúbrica vontade de provar “algo novo” com a depravada Ana Bolena e por ganância nos bens da Igreja Católica, o pervertido Henrique VIII separou-se de Roma. Ah, sim, Henrique VIII era casado, anteriormente, com Catarina de Aragão, uma pia católica. Como você pode perceber, aquele maligno rei também amava divórcios. Tanto é verdade que se separou diversas vezes, sempre em busca de “algo novo”… Bons estudos!

  18. Muito bem, Renato! Traga a lume todas as falsificações de autores nitidamente contrários à fé católica. Não adianta, a sã doutrina católica há de vencer sempre, independentemente de papas, cardeais, padrecos, bispos, freiras blasfemos!

  19. No fragmento “Relatio post disceptationem, […] propôs permitir a Comunhão para católicos divorciados recasados em uma “base caso-a-caso” […]” está patente, de forma óbvia, que os modernistas, juntamente com o seu dirigente máximo…, pretende, a todo custo, permitir a comunhão aos recasados. Note-se que a expressão “base caso-a-caso” indica que se faria uma pretensa avaliação de cada novo casal, chegando-se a uma conclusão favorável ou não. Ora, só se alguém for muito ingênuo para acreditar nisso! Se a alguns recasados fosse permitida a comunhão e a outros fosse negada, aqueles que ouviram uma negativa diriam assim:”por que aos outros casais x, y, z foi permitida a comunhão e a nós não? Nós fomos discriminados”! Diante de tal argumentação, e para que fossem evitadas exclusões, seria liberada a comunhão a todos. Enfim, é uma estratégia modernista diabólica, maldita. Eles avançam, diariamente, com a anuência de Bergoglio. Senhor, por misericórdia, abrevia esse pontificado! Ad Calvarium per Rosarium!

  20. A maioria dos Bispos aprovou, inclusive o Papa. Isso é preocupante e assustador, pois esse ano, na conclusão do Sínodo, bem pode o Papa, mudar alguns membros mais rebeldes e transformar a maioria em maioria plena (mais de 2/3) aprovando o que quiser. Acho que isso vai acontecer. Podem se preparar.
    E virá um cisma, dos corajosos, mas acredito que muito poucos, contra os novidadeiros. A Fé de muitos irá balançar e obviamente, os neoconservadores terão que decidir de que lado ficar.

  21. Artur Passos, leia a parte da encíclica “Pascendi Dominici Gregis” postada pela Sra. Gercione . A ideia de “desenvolvimento do dogma” é modernista e condenada nessa Encíclica.

    Agradeço à Gercione pelo post, que era exatamente o que iria fazer.