Cardeal de Viena em defesa do Centro Rei Abdullah.

Por HPD Durchsuchen | Tradução: Fratres in Unum.com: O Arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, luta em defesa da preservação do Centro Rei Abdullah, que é financiado pela Arábia Saudita e até hoje ainda não está claro que atividades realiza.

O Deutsch-Türkischen Nachrichten descreve essa atitude como uma “aliança estranha”.

“O governo austríaco quer fechar o Centro Rei Abdullah, em Viena, o mais rápido possível. O centro foi fundado por um tratado entre a Arábia Saudita, Espanha e Áustria para supostamente promover o diálogo inter-religioso e intercultural”. No entanto, a Arábia Saudita é conhecida sobretudo por fomentar o wahhabismo [corrente islâmica extremista] com grande aporte de dinheiro internacional.

“Os sauditas rejeitam não só a prática de outras religiões, mas lutam também contra as correntes do Islã que não atendem à versão nacional.” O governo austríaco não quer mais apoiar essa missão e deseja fechar o centro.

Todavia, tanto o Presidente Heinz Fischer quanto o Arcebispo de Viena, Cardeal Christoph Schönborn, criticam as ações do governo. “As pontes de diálogo” não devem ser fechadas prematuramente. Mesmo se a Áustria rescindir o acordo, a agência em Viena continuará existindo, informou a imprensa. A Kath Press citou o cardeal: “Justamente agora são necessárias pontes entre as culturas e locais de diálogo, especialmente lá, onde desenvolvimentos são especialmente necessários e as relações são problemáticas.”

Nisso os líderes das religiões estão de acordo: mesmo quando se trata de disputas entre eles, juntos são contra qualquer limitação do exercício de seu poder.

11 Comentários to “Cardeal de Viena em defesa do Centro Rei Abdullah.”

  1. Cumpre recordar que os islamitas já tentaram invadir (e escravizar) a cristandade em 1683 e Viena e, São João Bosco em usas Igrejas sempre fez questão de mencionar a Batalha de Lepanto e o Cerco de Viena. Aconselho aos que quiserem saber mais sobre o cerco de Viena o video abaixo é de grande valia:

  2. Bem fez a Noruega. Proibiu a construção de novas mesquitas com dinheiro saudita no país justamente porque a Arábia Saudita proíbe a abertura de igrejas.

  3. Só faltou dizer que os aliados da Arábia Saudita são os EUA e Israel, que juntos formam uma trindade satânica.

  4. A ideologia totalitarista, ultra opressiva, rigorosamente “politicamente correta”, materialista e ateia – crê num deus ao nível de Baal, Moloc etc – conhecida como islamismo, segue as mesma diretrizes dos partidos comunistas para se impor: todos os meios justificam os fins.
    Aliás, na 2ª Guerra Mundial sabemos que os muçulmanos apoiavam o ditador Hitler e seu nazismo, o qual é irmão gêmeo do fascismo e comunismo, filhos do mesmo pai e mãe. Hoje em dia continuam juntos com os comunistas, como antes: aliados!.
    Como a corrente wahabita segue o mesmo esquema das diversas facções extremistas maometanas e dinheiro é o que não lhe falta. será que o DEUS DINHEIRO não estaria por detrás disso?
    Os muçulmanos compram muitos ativos no Ocidente, são pródigos em doações, no entanto fazem-nas como condição de se imporem, pois são explícitos ao dizerem que querem dominar o mundo e implantar sua “religião”.
    Comunismo e islamismo levam jeito de serem as mais fortes ideologias aplainadoras dos caminhos para o anticristo!

  5. Rezemos o rosário. Quando o clero quer favorecer os inimigos de Cristo, já dá pra notar que a situação está péssima.

  6. Islam é um sistema político mascarado de religião. Sua única diferença para o comunismo é que a ideologia que rege o comunismo é o ateísmo, ao passo que o Islam usa como ideologia uma fraude, um plágio mal feito de judaísmo, misturado com cristianismo apócrifo e o paganismo dos beduínos que viviam no deserto árabe.
    No mais, ambos tem os mesmos ideais de conquista e de submissão do mundo às suas ideologias satânicas. Atualmente ambos se apoiam entre si numa aliança de conveniência, já que o plano depois de derrotarem a civilização cristã é se livrarem um do outro.
    Quando Pilatos pergunta se ele é um rei, Jesus responde: “Meu Reino não é deste mundo. Se fosse, os meus servos lutariam para impedir que os judeus me prendessem. Mas, agora, meu Reino não é daqui.” Já para os muçulmanos é necessário que se empreenda a “jihad” pra se conquistar reinos ou “califados” nesse mundo onde será imposta a “sharia”.
    E estamos vendo um exemplo do que são esses “reinos” com o “califado ISIS” na Síria e no Iraque.
    A única explicação para Bispos e até mesmo o Pontífice apoiar esse sistema político é o fato de que eles também perderam a fé num reino que não é desse mundo e passaram a acreditar nessas utopias falidas de se criar um reino aqui mesmo onde todos os homens viverão numa fraternidade universal. Se tornaram arrogantes e errantes em sua tentativa de construir o paraíso na terra.
    Ao contrário dos mártires cristãos na Síria e no Iraque que preferiram perder tudo, até mesmo a própria vida ao invés de se submeterem ao Islam, esses cardeais concordariam num estalo de dedo, de viver em paz no Vaticano ou em seus palácios episcopais pagando a “jizya” aos conquistadores islâmicos.

    Ps: “jizya” é um imposto anual cobrado aos não-muçulmanos residentes em territórios islâmicos ou sob domínio islâmico. É parecido com a taxa cobrada pelos traficantes pra proteger os habitantes das favelas que estão sob seu domínio.

    • Gercione,

      Você pode dar um exemplo dessa aliança entre Islã e comunistas ? Parece que você estuda Relações Internacionais por intermédio do site sionista Mídia Sem Máscara.
      O Império Otomano desmoronou após a Primeira Guerra Mundial. O Pacto da Liga das Nações colocou todo o Oriente Médio sob administração da Grã-Bretanha e França, dois países que já tinham passado por revoluções maçônicas. Os países que hoje existem no Oriente Médio foram criados pelos ingleses e franceses. Os ingleses também permitiram que a família Rothschild comprasse terras e assentasse judeus na Palestina ainda na década de 1920.
      Hoje, na Síria, quem apoia Bashar Al-Assad, que defende os católicos sírios, é a Rússia. Os EUA e a Arábia Saudita apoiam a Al-Qaeda na guerra civil da Síria. Aliás, a Al-Qaeda foi criada pela CIA no contexto Guerra Fria, pois os soviéticos invadiram o Afeganistão e o governo norte-americano optou por armar e treinar os talibãs contra a URSS.
      Bashar Al-Assad conta com o apoio de muçulmanos xiitas – tanto do Hezbollah quanto do Irã – e acusa Israel de apoiar os mercenários que matam cristãos na Síria ( leia uma entrevista de Assad no endereço http://sana.sy/en/?p=26278 ).
      A Rússia não é mais comunista e tem sido o único país a se opor, com chance de êxito, ao governo sionista-maçônico liderado pelos EUA e Israel que pretende criar uma Nova Ordem Mundial. O Banco BRICS foi planejado pelos russos para tentar derrubar o dólar como moeda de troca internacional.
      O golpe de estado na Ucrânia contou com o apoio dos EUA. Ocorre que a Ucrânia foi parte da Rússia por três séculos – muito mais tempo do que Texas e Califórnia são parte dos EUA. A Rússia ter aberto mão da Ucrânia depois do fim da URSS não gera qualquer precedente histórico que justifique o golpe de estado que depôs um presidente legitimamente eleito pró-Rússia e o subsequente saque da Ucrânia por multinacionais norte-americanas, alemãs e pela City de Londres.
      Enfim, o que existe no Oriente Médio é uma cooperação entre EUA, Israel e Arábia Saudita contra países árabes que se recusam a usar o dólar como moeda comercial ( Iraque e Líbia não usavam o dólar e isso ajuda a entender por que Saddam Hussein e Muammar_al-Gaddafi foram mortos )
      Segundo documento revelado por Edward Snowden, o tal ISIS, que busca justamente derrubar o regime de Bashar Al-Assad, é uma criação dos EUA, Grã-Bretanha e Israel ( http://www.hangthebankers.com/isis-leader-a-confirmed-cia-puppet/ ), ou seja, os EUA estão apenas repetindo o modus operandi usado na criação da Al-Qaeda. Já que foram impedidos pela Rússia de invadir a Síria, os EUA criaram um novo inimigo para os sírios.
      No Rio de Janeiro, cidade onde vivo, há um padre sírio chamado George Khoury. Ele é o pároco da igreja melquita São Basílio. A família dele vive na Síria e está comendo o pão que o diabo amassou. Por motivos óbvios, o padre Khoury apoia incondicionalmente Bashar Al-Assad.
      É uma pena que muitos católicos leitores do FRATRES sejam tão desinformados em matéria de Relações Internacionais e busquem informações em sites descaradamente neocons, que defendem o liberalismo contra a Doutrina Social da Igreja e ainda apoiam o sionismo, fazendo de conta que a aliança de Moisés não foi revogada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

    • Perfeito, Francisco!

      Gercione, a Rússia “comunista” de hoje é o único país a defender, de verdade, os cristãos da Síria. OS pretensos bombardeios americanos contra o ISIS é apenas para “inglês ver”. Se quisessem mesmo acabar com o ISIS, acabariam com as contas sauditas em bancos norte-americanos pelas quais é enviado dinheiro do Qatar e da Arábia Saudita para o ISIS.

      >>> http://wp.me/p29z3m-JM

      Você viu como são as caminhonetes da Toyota que eles usam? São Hilux!!!

      Agora, pense: Arábia Saudita é o maior aliado dos EUA e de Israel no OM, junto da Turquia e do Egito. Arábia Saudita e Catar financiam o ISIS, EUA o combate. Afinal, que teatrinho é esse?

      Objetivo: provocar o caos, esperar os governos desses países (Iraque e Síria) virarem mingau com a tomada do poder por guerrilheiros primitivos. Única solução? Invasão Americana com a OTAN, colocando a boca sobre Irã, Rússia e China, além de garantir fornecimento de petróleo e gás à União Europeia, já que a Rússia cortou o gás para a Europa por causa da Ucrânia.

  7. Vejam que maravilha esse poema de CHESTERTON.
    (Nossa situação é bem pior; segue com a tradução espanhola de J.L. Borges)

    LEPANTO

    White founts falling in the courts of the sun,
    And the Soldan of Byzantium is smiling as they run;
    There is laughter like the fountains in that face of all men feared,
    It stirs the forest darkness, the darkness of his beard,
    It curls the blood-red crescent, the crescent of his lips,
    For the inmost sea of all the earth is shaken with his ships.
    They have dared the white republics up the capes of Italy,
    They have dashed the Adriatic round the Lion of the Sea,
    And the Pope has cast his arms abroad for agony and loss,
    And called the kings of Christendom for swords about the Cross,
    The cold queen of England is looking in the glass;
    The shadow of the Valois is yawning at the Mass;
    From evening isles fantastical rings faint the Spanish gun,
    And the Lord upon the Golden Horn is laughing in the sun.

    Dim drums throbbing, in the hills half heard,
    Where only on a nameless throne a crownless prince has stirred,
    Where, risen from a doubtful seat and half attainted stall,
    The last knight of Europe takes weapons from the wall,
    The last and lingering troubadour to whom the bird has sung,
    That once went singing southward when all the world was young,
    In that enormous silence, tiny and unafraid,
    Comes up along a winding road the noise of the Crusade.
    Strong gongs groaning as the guns boom far,
    Don John of Austria is going to the war,
    Stiff flags straining in the night-blasts cold
    In the gloom black-purple, in the glint old-gold,
    Torchlight crimson on the copper kettle-drums,
    Then the tuckets, then the trumpets, then the cannon, and he comes.
    Don John laughing in the brave beard curled,
    Spurning of his stirrups like the thrones of all the world,
    Holding his head up for a flag of all the free.
    Love-light of Spain—hurrah!
    Death-light of Africa!
    Don John of Austria
    Is riding to the sea.

    Mahound is in his paradise above the evening star,
    (Don John of Austria is going to the war.)
    He moves a mighty turban on the timeless houri’s knees,
    His turban that is woven of the sunset and the seas.
    He shakes the peacock gardens as he rises from his ease,
    And he strides among the tree-tops and is taller than the trees,
    And his voice through all the garden is a thunder sent to bring
    Black Azrael and Ariel and Ammon on the wing.
    Giants and the Genii,
    Multiplex of wing and eye,
    Whose strong obedience broke the sky
    When Solomon was king.

    They rush in red and purple from the red clouds of the morn,
    From temples where the yellow gods shut up their eyes in scorn;
    They rise in green robes roaring from the green hells of the sea
    Where fallen skies and evil hues and eyeless creatures be;
    On them the sea-valves cluster and the grey sea-forests curl,
    Splashed with a splendid sickness, the sickness of the pearl;
    They swell in sapphire smoke out of the blue cracks of the ground,—
    They gather and they wonder and give worship to Mahound.
    And he saith, “Break up the mountains where the hermit-folk can hide,
    And sift the red and silver sands lest bone of saint abide,
    And chase the Giaours flying night and day, not giving rest,
    For that which was our trouble comes again out of the west.
    We have set the seal of Solomon on all things under sun,
    Of knowledge and of sorrow and endurance of things done,
    But a noise is in the mountains, in the mountains, and I know
    The voice that shook our palaces—four hundred years ago:
    It is he that saith not ‘Kismet’; it is he that knows not Fate ;
    It is Richard, it is Raymond, it is Godfrey in the gate!
    It is he whose loss is laughter when he counts the wager worth,
    Put down your feet upon him, that our peace be on the earth.”
    For he heard drums groaning and he heard guns jar,
    (Don John of Austria is going to the war.)
    Sudden and still—hurrah!
    Bolt from Iberia!
    Don John of Austria
    Is gone by Alcalar.

    St. Michael’s on his mountain in the sea-roads of the north
    (Don John of Austria is girt and going forth.)
    Where the grey seas glitter and the sharp tides shift
    And the sea folk labour and the red sails lift.
    He shakes his lance of iron and he claps his wings of stone;
    The noise is gone through Normandy; the noise is gone alone;
    The North is full of tangled things and texts and aching eyes
    And dead is all the innocence of anger and surprise,
    And Christian killeth Christian in a narrow dusty room,
    And Christian dreadeth Christ that hath a newer face of doom,
    And Christian hateth Mary that God kissed in Galilee,
    But Don John of Austria is riding to the sea.
    Don John calling through the blast and the eclipse
    Crying with the trumpet, with the trumpet of his lips,
    Trumpet that sayeth ha!
    Domino gloria!
    Don John of Austria
    Is shouting to the ships.

    King Philip’s in his closet with the Fleece about his neck
    (Don John of Austria is armed upon the deck.)
    The walls are hung with velvet that, is black and soft as sin,
    And little dwarfs creep out of it and little dwarfs creep in.
    He holds a crystal phial that has colours like the moon,
    He touches, and it tingles, and he trembles very soon,
    And his face is as a fungus of a leprous white and grey
    Like plants in the high houses that are shuttered from the day,
    And death is in the phial, and the end of noble work,
    But Don John of Austria has fired upon the Turk.
    Don John’s hunting, and his hounds have bayed—
    Booms away past Italy the rumour of his raid
    Gun upon gun, ha! ha!
    Gun upon gun, hurrah!
    Don John of Austria
    Has loosed the cannonade.

    The Pope was in his chapel before day or battle broke,
    (Don John of Austria is hidden in the smoke.)
    The hidden room in man’s house where God sits all the year,
    The secret window whence the world looks small and very dear.
    He sees as in a mirror on the monstrous twilight sea
    The crescent of his cruel ships whose name is mystery;
    They fling great shadows foe-wards, making Cross and Castle dark,
    They veil the plumèd lions on the galleys of St. Mark;
    And above the ships are palaces of brown, black-bearded chiefs,
    And below the ships are prisons, where with multitudinous griefs,
    Christian captives sick and sunless, all a labouring race repines
    Like a race in sunken cities, like a nation in the mines.
    They are lost like slaves that sweat, and in the skies of morning hung
    The stair-ways of the tallest gods when tyranny was young.
    They are countless, voiceless, hopeless as those fallen or fleeing on
    Before the high Kings’ horses in the granite of Babylon.
    And many a one grows witless in his quiet room in hell
    Where a yellow face looks inward through the lattice of his cell,
    And he finds his God forgotten, and he seeks no more a sign—
    (But Don John of Austria has burst the battle-line!)
    Don John pounding from the slaughter-painted poop,
    Purpling all the ocean like a bloody pirate’s sloop,
    Scarlet running over on the silvers and the golds,
    Breaking of the hatches up and bursting of the holds,
    Thronging of the thousands up that labour under sea
    White for bliss and blind for sun and stunned for liberty.
    Vivat Hispania!
    Domino Gloria!
    Don John of Austria
    Has set his people free!

    Cervantes on his galley sets the sword back in the sheath
    (Don John of Austria rides homeward with a wreath.)
    And he sees across a weary land a straggling road in Spain,
    Up which a lean and foolish knight forever rides in vain,
    And he smiles, but not as Sultans smile, and settles back the blade….

    (But Don John of Austria rides home from the Crusade.)
    Source: The Collected Poems of G. K. Chesterton (1927)

    LEPANTO
    G.K. Chesterton
    Versión de Jorge Luis Borges
    (Publicada originalmente en el primer número -noviembre de 1938- de la revista argentina Sol y Luna)

    Blancos los surtidores en los patios del sol;
    El Sultán de Estambul se ríe mientras juegan.
    Como las fuentes es la risa de esa cara que todos temen,
    Y agita la boscosa oscuridad, la oscuridad de su barba,
    Y enarca la media luna sangrienta, la media luna de sus labios,
    Porque al más íntimo de los mares del mundo lo sacuden sus barcos.
    Han desafiado las repúblicas blancas por los cabos de Italia,
    Han arrojado sobre el León del Mar el Adriático,
    Y la agonía y la perdición abrieron los brazos del Papa,
    Que pide espadas a los reyes cristianos para rodear la Cruz.
    La fría Reina de Inglaterra se mira en el espejo;
    La sombra de los Valois bosteza en la Misa;
    De las irreales islas del ocaso retumban los cañones de España,
    Y el Señor del Cuerno de Oro se está riendo en pleno sol.
    Laten vagos tambores, amortiguados por las montañas,
    Y sólo un príncipe sin corona, se ha movido en un trono sin nombre,
    Y abandonando su dudoso trono e infamado sitial,
    El último caballero de Europa toma las armas,
    El último rezagado trovador que oyó el canto del pájaro,
    Que otrora fue cantando hacia el sur, cuando el mundo entero era joven.
    En ese vasto silencio, diminuto y sin miedo
    Sube por la senda sinuosa el ruido de la Cruzada.
    Mugen los fuertes gongs y los cañones retumban,
    Don Juan de Austria se va a la guerra.
    Forcejean tiesas banderas en las frías ráfagas de la noche,
    Oscura púrpura en la sombra, oro viejo en la luz,
    Carmesí de las antorchas en los atabales de cobre.
    Las clarinadas, los clarines, los cañones y aquí está él.
    Ríe Don Juan en la gallarda barba rizada.
    Rechaza, estribando fuerte, todos los tronos del mundo,
    Yergue la cabeza como bandera de los libres.
    Luz de amor para España ¡hurrá!
    Luz de muerte para África ¡hurrá!
    Don Juan de Austria
    Cabalga hacia el mar.
    Mahoma está en su paraíso sobre la estrella de la tarde
    (Don Juan de Austria va a la guerra.)
    Mueve el enorme turbante en el regazo de la hurí inmortal,
    Su turbante que tejieron los mares y los ponientes.
    Sacude los jardines de pavos reales al despertar de la siesta,
    Y camina entre los árboles y es más alto que los árboles,
    Y a través de todo el jardín la voz es un trueno que llama
    A Azrael el Negro y a Ariel y al vuelo de Ammon:
    Genios y Gigantes,
    Múltiples de alas y de ojos,
    Cuya fuerte obediencia partió el cielo
    Cuando Salomón era rey.
    Desde las rojas nubes de la mañana, en rojo y en morado se precipitan,
    Desde los templos donde cierran los ojos los desdeñosos dioses amarillos;
    Ataviados de verde suben rugiendo de los infiernos verdes del mar
    Donde hay cielos caídos, y colores malvados y seres sin ojos;
    Sobre ellos se amontonan los moluscos y se encrespan los bosques grises del mar,
    Salpicados de una espléndida enfermedad, la enfermedad de la perla;
    Surgen en humaredas de zafiro por las azules grietas del suelo,-
    Se agolpan y se maravillan y rinden culto a Mahoma.
    Y él dice: Haced pedazos los montes donde los ermitaños se ocultan,
    Y cernid las arenas blancas y rojas para que no quede un hueso de santo
    Y no déis tregua a los rumíes de día ni de noche,
    Pues aquello que fue nuestra aflicción vuelve del Occidente.
    Hemos puesto el sello de Salomón en todas las cosas bajo el sol
    De sabiduría y de pena y de sufrimiento de lo consumado,
    Pero hay un ruido en las montañas, en las montañas y reconozco La voz que sacudió nuestros palacios -hace ya cuatro siglos:
    ¡Es el que no dice “Kismet”; es el que no conoce el Destino,
    Es Ricardo, es Raimundo, es Godofredo que llama!
    Es aquel que arriesga y que pierde y que se ríe cuando pierde;
    Ponedlo bajo vuestros pies, para que sea nuestra paz en la tierra.
    Porque oyó redoblar de tambores y trepidar de cañones.
    (Don Juan de Austria va a la guerra)
    Callado y brusco -¡hurrá!
    Rayo de Iberia
    Don Juan de Austria
    Sale de Alcalá.
    En los caminos marineros del norte, San Miguel está en su montaña.
    (Don Juan de Austria, pertrechado, ya parte)
    Donde los mares grises relumbran y las filosas marcas se cortan
    Y los hombres del mar trabajan y las rojas velas se van.
    Blande su lanza de hierro, bate sus alas de piedra;
    El fragor atraviesa la Normandía; el fragor está solo;
    Llenan el Norte cosas enredadas y textos y doloridos ojos
    Y ha muerto la inocencia de la ira y de la sorpresa,
    Y el cristiano mata al cristiano en un cuarto encerrado
    Y el cristiano teme a Jesús que lo mira con otra cara fatal
    Y el cristiano abomina de María que Dios besó en Galilea.
    Pero Don Juan de Austria va cabalgando hacia el mar,
    Don Juan que grita bajo la fulminación y el eclipse,
    Que grita con la trompeta, con la trompeta de sus labios,
    Trompeta que dice ¡ah!
    ¡Domino Gloria!
    Don Juan de Austria
    Les está gritando a las naves.
    El rey Felipe está en su celda con el Toisón al cuello
    (Don Juan de Austria está armado en la cubierta)
    Terciopelo negro y blando como el pecado tapiza los muros
    Y hay enanos que se asoman y hay enanos que se escurren.
    Tiene en la mano un pomo de cristal con los colores de la luna,
    Lo toca y vibra y se echa a temblar
    Y su cara es como un hongo de un blanco leproso y gris
    Como plantas de una casa donde no entra la luz del día,
    Y en ese filtro está la muerte y el fin de todo noble esfuerzo,
    Pero Don Juan de Austria ha disparado sobre el turco.
    Don Juan está de caza y han ladrado sus lebreles-
    El rumor de su asalto recorre la tierra de Italia.
    Cañón sobre cañón, ¡ah, ah!
    Cañón sobre cañón, ¡hurrá!
    Don Juan de Austria
    Ha desatado el cañoneo.
    En su capilla estaba el Papa antes que el día o la batalla rompieran.
    (Don Juan está invisible en el humo)
    En aquel oculto aposento donde Dios mora todo el año,
    Ante la ventana por donde el mundo parece pequeño y precioso.
    Ve como en un espejo en el monstruoso mar del crepúsculo
    La media luna de las crueles naves cuyo nombre es misterio.
    Sus vastas sombras caen sobre el enemigo y oscurecen la Cruz y el Castillo
    Y velan los altos leones alados en las galeras de San Marcos;
    Y sobre los navíos hay palacios de morenos emires de barba negra;
    Y bajo los navíos hay prisiones, donde con innumerables dolores,
    Gimen enfermos y sin sol los cautivos cristianos
    Como una raza de ciudades hundidas, como una nación en las ruinas,
    Son como los esclavos rendidos que en el cielo de la mañana
    Escalonaron pirámides para dioses cuando la opresión era joven;
    Son incontables, mudos, desesperados como los que han caído o los que huyen
    De los altos caballos de los Reyes en la piedra de Babilonia.
    Y más de uno se ha enloquecido en su tranquila pieza del infierno
    Donde por la ventana de su celda una amarilla cara lo espía,
    Y no se acuerda de su Dios, y no espera un signo-
    (¡Pero Don Juan de Austria ha roto la línea de batalla!)
    Cañonea Don Juan desde el puente pintado de matanza.
    Enrojece todo el océano como la ensangrentada chalupa de un pirata,
    El rojo corre sobre la plata y el oro.
    Rompen las escotillas y abren las bodegas,
    Surgen los miles que bajo el mar se afanaban
    Blancos de dicha y ciegos de sol y alelados de libertad.
    ¡Vivat Hispania!
    ¡Domino Gloria!
    ¡Don Juan de Austria
    Ha dado libertad a su pueblo!
    Cervantes en su galera envaina la espada
    (Don Juan de Austria regresa con un lauro)
    Y ve sobre una tierra fatigada un camino roto en España,
    Por el que eternamente cabalga en vano un insensato caballero flaco,
    Y sonríe (pero no como los Sultanes), y envaina el acero…
    (Pero Don Juan de Austria vuelve de la Cruzada.)