Padre pede a Jean Willys apoio para grupo contra casamento gay.

Religioso coletava assinaturas para criar frente parlamentar ‘a favor da vida e da família’.

Júnia Gama, O Globo – BRASÍLIA – Uma cena inusitada ocorreu na tarde desta quarta-feira no Congresso Nacional. Um padre de batina coletava assinaturas em frente ao plenário da Câmara, já esvaziada nesses dias que antecedem o Carnaval, para criar uma frente parlamentar “a favor da vida e da família”, contra o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Deparou-se com o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), um militante da causa gay, e pediu seu apoio. A resposta do deputado foi curta:

– Não vou assinar, eu defendo outro tipo de família – disse.

O padre Pedro Stepien, um polonês que vive em Brasília e dirige a associação pró-vida e pró-família, disse que conhecia a história de Jean Wyllys, mas mesmo assim quis tentar sua assinatura.

– Eu sabia e respeito, até rezo muito por esse deputado, sei que ele precisa – afirmou.

A instituição comandada pelo padre é radicalmente contra o aborto. Até mesmo nos casos previstos em lei, como estupro, anencefalia e risco à saúde da mulher.

– É mais fácil salvar uma criança quando a mulher é violentada do que quando ela pula a cerca. Aborto é um crime hediondo em qualquer caso, é assassinato de criança que não tem advogado. A pessoa que é a favor do aborto não tem direito de falar de direitos humanos – justifica o padre.

Procurado pelo GLOBO, Jean Wyllys contou que já havia tido dois embates com o padre. Na primeira vez, denunciou-o à polícia legislativa por trazer crianças da periferia de Brasília para frente do Congresso com cartazes mostrando fotos de fetos e palavras de ordem contra o aborto. A segunda fez foi durante a votação do Plano Nacional de Educação, quando uma reação de grupos conservadores, em que se incluía o padre Pedro, conseguiu retirar do texto menções a identidade de gênero e orientação sexual.

– Acho lamentável que esse padre fale em direitos humanos e apareça na porta do Congresso com crianças esquálidas segurando esses cartazes. Denunciei ele à polícia legislativa e avisei que o denunciaria ao conselho tutelar se continuasse explorando essas crianças – diz o deputado.

O deputado se irritou ao saber que o padre “orava” por ele.

– Dispenso as orações dele, ele deveria orar para si mesmo para tentar salvar a própria alma dele do inferno.

Jean Wyllys diz que há mobilização para reconstituir as frentes parlamentares ligadas aos direitos humanos, especificamente direitos das mulheres, cidadania LGBT e enfrentamento de DSTs/Aids. O deputado acredita, no entanto, que na gestão de Eduardo Cunha esses grupos deverão funcionar mais para manter os temas politicamente vivos, mas dificilmente trarão resultados legislativos.

– Interrupção da gravidez indesejada é a quarta causa de morte de mulher no Brasil. É preciso explicar ao padre que ninguém é a favor do aborto, a gente é a favor de política pública em torno da interrupção da gravidez indesejada. As políticas públicas de estado laico não podem ser determinadas por concepções religiosas – defende Jean Wyllys.

A polêmica sobre o aborto foi suscitada esta semana por declarações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é evangélico, de que não colocaria em votação pautas que flexibilizassem as regras sobre o tema. O padre se animou então para vir ao Congresso coletar as assinaturas para criar a comissão.

– Apoiamos muito ele (Cunha), nessa linha estamos juntos: católicos, evangélicos, espíritas – disse o padre, referindo-se ao grupo que articula a frente parlamentar, comandado pelo senador evangélico Magno Malta (PR-ES).

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16 Comentários to “Padre pede a Jean Willys apoio para grupo contra casamento gay.”

  1. Uma mãe que morre para que o filho viva é uma santa e glorifica o Vontade soberana e onipotente de Deus, titular exclusivo da Vida, que ainda vingará os inocentes que muitos acreditam que não têm advogado. Ainda verão que fará seu Advogado que também é O Juiz.Eu queria ter a dignidade das mães que morreram pelos filhos. Vemos que Nossa Senhora também morreu pelo Filho ao Pé da Cruz. Na Verdade, a sua dor foi muito além da dor da morte.Não respeite padre o pecado e o erro. Nunca diga que o erro merece respeito, como nos advertia o santo Cardeal Pie. Crianças devem, sim, e quanto mais indefesas, defender as outras que são ainda mais indefesas. Estranha um comunista que usa da mentira dizendo ser verdade social rejeitar a crueza da realidade que não muitos não querem ver nem sentir. O comunista provou que só gosta dos pobres quando servem à revolução. Famílias são as naturais, o resto é contradição em si mesma e não tem futuro porque não pode fazer futuro. “São como ervas, de manhã cheias de viço. De noite, fenecem e morrem secas”. Deus é Deus da Vida, não da morte.

  2. Morte que dá mais vida é ressurreição e vira vida. Vejam o caso da fêmea do polvo gigante. Ela ventila os ovos sem comer nada e escondida até morrer. Dá milhares de novas vidas. A maioria das mães dos animais morrem pelos filhos, com exceção das bem jovens que podem dar ainda muitas outras vidas. É uma regra natural para as famílias naturais e tal morte, com certeza, é mais vida do que muitas vidas-mortas de quem abortou com o filho a própria vida, a vida da alma.
    Corrijo acima, tirando um não excedente para dizer apenas: “que muitos não querem ver nem sentir”.
    Percebam que o comunismo explora a caricatura da “caridade” para usurpar da Justiça na ousadia de querer ensinar Deus e a Igreja a serem justos…

  3. Conheço pessoalmente o padre polonês, Pedro Stepien. Ele é jovem e corajoso! Esse destemido religioso é uma exceção na CNBB. Ele é capaz inclusive de doar a sua própria vida em defesa da Cultura da Vida. Em razão disso tudo, ele é perseguido dentro e fora da Igreja.

    O outro lado da moeda, encontra-se o deputado GAY Jean Wyllys (Psol-RJ), defensor a Cultura da morte (ideologia de gênero, aborto, casamento gay…).
    Interessante: graças ao deputado federal “católico” Chico Alencar-PSOL-RJ, Jean Wyllys conseguiu se eleger com somente 13 mil votos na sua primeira eleição. Com essa votação (13 mil) não conseguiria sequer se eleger vereador numa capital brasileira.

    Enfim, o lobby gay é muito forte e diabólico, conseguiu inclusive derrubar o santo padre o papa Bento XVI da cátedra de São Pedro. E no Brasil, há fortes políticos, juízes e religiosos que lutam pela implantação da Ideologia de Gênero no Brasil o mais rápido possível.

    Mas como disse o papa Francisco:
    – “Quem sou eu para julgar?”

    Será que essa frase polêmica valeria também para os PEDÓFILOS, ESTUPRADORES, PISTOLEIROS, TERRORISTAS…?

    Vivemos dias difíceis.

    Vem Senhor Jesus, não tardeis!

  4. Pe. Pedro Stepien é um homem santo, que honra o sacerdócio. Um combatente pela sã doutrina católica, que vive o Evangelho verdadeiramente.

    • Com a licença dos Amigos,

      A propósito da recente polêmica das “mães coelhos”, A Presidenta da Republica(sic – segundo a redação oficial da Casa Civil da Presidência da Republica – do Brasil, no texto da medida não aparece o nome Brasil) editou medida provisória (MEDIDA PROVISÓRIA Nº 664, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2014)¹ que em caso de um pai cuja família necessite de pensão por morte e este pai falecido no decurso da trabalho(caso não aja acidente de trabalho) não tenha ao menos 24 meses de contribuição de seguridade social sua viúva e ou sua prole ficam sem direito de pensão, ou seja, dona presidenta não quer mães coelhos, ou ainda, quer mães sargentos: vão trabalhar suas v…(parece que é isso que a dona presidenta pensa).

      Pois bem, assim como conheço muitos amigos recém-casados que começaram a labuta para prover os bens materiais para a família, enquanto suas fieis esposas educam seus filhos em todos os aspectos; ficam agora desamparadas em caso de morte de seu ex-esposo (ex, porque já se encontra morto).

      Igualmente, conheço uma senhora que chora por seu filho morto em um assalto – latrocínio – e ele deixou viúva e duas filhas sem qualquer provimento material(provido por ela, a avó, graças ao bom Deus) do estado, enquanto a família do assassino teve direito a pensão imediatamente após ele ser preso. Não quero entrar no mérito deste caso ainda, e nem na questão também sobre a necessidade da Medida Provisória (sobre a o instituto da medida provisória, aos amigos do Fratres ler matéria do link abaixo²) que a pretexto de resolver o caos do INSS(Previdência Social) amputa a família tradicional. Enquanto o caso do INSS é outro ou são outros muito mais graves. Ex: inabilidade administrativa, corrupção e fracasso estatal no modelo de socialismo liberal etc.

      ¹http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Mpv/mpv664.htm(acesso em 13/02/2015)

      ²http://www12.senado.leg.br/noticias/entenda-o-assunto/medida-provisoria-1(acesso em 13/02/2015)

      p.s. Ao caro senhor Hermes, passo ao seu site o caso da senhora que citei em meu comentário, pois ela implora para dar voz a sua indignação que se propõe a dar testemunho do seu caso em qualquer circunstancias.

      Desde já, fico agradecido.

    • “…quaisquer circunstancias…”

      Resumindo: o que ela reclama com muito desgosto e quer falar para todo mundo ouvir(desabafo) seria o caso em que a família de seu filho não teve nenhum beneficio da Previdência Nacional(INSS), enquanto a do bandido teve imediatamente o beneficio, embora a família dele não tenha culpa, mas por que a família de seu filho que foi vítima não tem o benéfico?

      Dona Presidenta alega para a medida desequilíbrio financeiro, então resolve amputar os bons. Talvez o desequilíbrio seja a má fé dela. A tantos e tantos meios de se resolver os atuarias da Previdência Nacional. Se quer ela cortar beneficio para a família do trabalhador morto fora do trabalho então que não se obrigue a ele contribuir para Seguridade Social. Deixe de fazer o monopólio compulsório do desconto do verdadeiro trabalhador e que ele escolha como fazer sua previdência. E que obrigue o preso a trabalhar e contribuir com impostos e seguridade social integralmente.

      Agradeço. Entrarei em contato assim que tiver alguma resposta da Dona Maria(senhora do caso concreto).

  5. Não conheço o reverendo Sacerdote, mas poucos dentro do clero teriam a mesma coragem de testemunhar publicamente pela Justiça.

  6. Onde estão os políticos e parlamentares católicos? Nestas questões morais relativas ao aborto, ao matrimônio, à família e à bioética, há alguns parlamentares evangélicos que são bem mais coerentes e firmes do que os católicos em conservar e promover os valores e princípios cristãos. Em minha cidade, por exemplo, coube a um médico e vereador evangélico, candidato a deputado estadual e depois federal, o projeto político para aprovação do Estatuto do Nascituro, contra o aborto (sem nenhuma exceção, nem as atualmente previstas em lei) e com a obrigação do Estado de prestar assistência médica e social às mulheres em situação de risco. Parte da hierarquia católica, ao invés, insiste em dar apoio à esquerda política radical (como PT) e a movimentos sociais de inspiração marxista (MST, etc.), enquanto esses políticos instrumentalizam a Igreja e suas pastorais apenas para ascender ao poder, mas sem assumir compromisso algum com a fé e a moral católica. A falta de homens públicos com verdadeira consciência ética e moral, e com princípios cristãos, se deve em parte à completa desestruturação das escolas e universidades católicas no Brasil.

  7. Este padre é um verdadeiro combatente de Cristo. Ele sim pode ser chamado verdadeiramente de padre.

  8. “Interrupção da gravidez indesejada é a quarta causa de morte de mulher no Brasil.”

    A mentira é parte integrante da alma revolucionária. O correto seria:

    “O aborto, natural ou provocado, é a quarta causa de morte materna no Brasil.”

    http://cebes.org.br/2014/09/interrupcao-da-gravidez-e-quinta-maior-causa-de-morte-materna/

  9. …e Deus não permitiu que ele(Jean Wyllys) sofresse a “Interrupção da gravidez indesejada”.

  10. Eu conheço esse padre, mas não sabia que ele também tinha um ótimo senso de humor. HAHA acho que gosto mais dele agora.

  11. Jean Willis nos passos de Adolf Hitler.

  12. Todo apoio ao Pe Pedro Stepien.

  13. Todo o apoio ao irmão, Pe. Pedro. E, de outro lado, vejam como é “democrático e tolerante” o indigno deputado, mero idiota útil que serve aos interesses nefastos do maligno.