Cresce o apostolado da Administração Apostólica São João Maria Vianney.

Por Manoel Gonzaga Castro | Fratres in Unum.com: No último dia 9 de fevereiro, Dom Fernando Arêas Rifan, bispo titular de Cedamusa e Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, celebrou a Santa Missa na Capela do Menino Jesus de Praga, que está localizada no centro de São Paulo e que já se consolidou como um ponto importante de irradiação da missa tridentina na capital paulista.

Dom Fernando Rifan e Papa Francisco.

Dom Fernando Rifan e Papa Francisco.

No sermão, o bispo pediu orações pelo apostolado da Administração Apostólica cuja presença tem sido solicitada em diversas partes do Brasil e cujo seminário, neste ano, conta com vinte e cinco novas vocações.

O responsável pelo apostolado da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney em São Paulo é o experiente sacerdote Jonas dos Santos Lisboa, por décadas pároco da pequena São Fidelis, no norte-fluminense, mas cuja missão em São Paulo contribuiu com a formação de outros sacerdotes para a celebração da Missa no Rito Tridentino: Dom Bruno Costa, jovem e combativo ecônomo do Mosteiro de São Bento — que em recente entrevista, provavelmente por influência de seu formador, declarou considerar Mons. Lefebvre “profético” –, e Padre Jefferson Pimenta, que atua na cidade de São Caetano do Sul (diocese de Santo André).

Ainda recentemente, Dom Odilo Cardeal Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, nomeou Padre Jonas como capelão da Santa Luzia, de modo que ele agora está responsável por toda a vida pastoral da capela — o que inclui o atendimento geral dos fiéis e celebrações segundo a forma ordinária.

Dom Fernando Rifan pediu também orações por sua viagem a Belém, PA, onde travará contato com Dom Alberto Taveira, arcebispo local.

Taveira já celebrou Missa Pontifical na forma extraordinária em 2010 com o Instituto do Bom Pastor. Todavia, um discurso por ele proferido no recém concluído Congresso Nacional da Renovação Carismática em Aparecida, SP, causou perplexidade entre os próprios carismáticos, que lamentaram o que entenderam como uma crítica do Arcebispo a uma guinada do movimento ao “conservadorismo”, com práticas como o uso do véu e a comunhão de joelhos. É de se esperar e rezar, portanto, que o contato de Dom Alberto Taveira com os chamados “tradicionalistas” possa ser útil à superação de alguns preconceitos muito comuns entre o clero brasileiro.

Capela do Colégio do Monte Calvário, em Belo Horizonte, lotada para a Santa Missa do último domingo.

Capela do Colégio do Monte Calvário, em Belo Horizonte, lotada para a Santa Missa do último domingo.

Em dezembro de 2014, também visitaram a capital do Pará o Superior do Instituto do Bom Pastor, Padre Philippe Laguérie, junto com o presidente da Associação Cultural Montfort, o Sr. Alberto Zucchi, o que é sinal da existência de um incipiente movimento tradicionalista na cidade.

O Administrador Apostólico informou também que se planeja realizar um Congresso Eucarístico em Belém em 2016 e que provavelmente ele será o responsável pela celebração da forma extraordinária nesse congresso.

Em tempo: no último domingo, 22, a Administração Apostólica disponibilizou dois sacerdotes para a missa tridentina na Capela do Colégio do Monte Calvário. Graças a Deus, apesar dos recentes reveses sofridos pelo movimento tradicionalista na capital mineira, os fiéis ligados à liturgia tradicional seguem sendo atendidos em Belo Horizonte. A celebração contou com aproximadamente 300 fiéis.

43 Comentários to “Cresce o apostolado da Administração Apostólica São João Maria Vianney.”

  1. O que teria sido dito por Dom Taveira no Congresso dos Carismáticos?

  2. São Paulo precisa urgentemente de uma paróquia pessoal para os fiéis ligados à forma extraordinária do rito romano. A capela Santa Luzia é muito pequena, e com uma paróquia os fiéis poderiam ter um atendimento espiritual mais adequado.

    • Carlos,
      Essa paróquia já existe. O IBP está bem instalado na São Peregrino.

    • Fábio, na realidade, o IBP está instalado na paróquia São Paulo do Belém. Apesar de nesta paróquia haver um grande número de fiéis ligado à forma extraordinária do rito romano, ela é uma paróquia “normal” da Arquidiocese de SP. Até onde sei os padres do IBP celebram as missas tridentinas nos horários determinados, mas não tem muita ligação com o restante da vida paroquial. As comunidades tradicionais de São Paulo deveriam se unir para criar uma paróquia pessoal onde os fiéis pudessem ter não só a missa tridentina, mas toda a vida paroquial nessa espiritualidade, como ocorre nas paróquias da Administração localizadas no estado do Rio de Janeiro.

    • Fabio,

      que eu saiba o IBP só celebra alguns dias de semana na São Peregrino. Aquilo lá está muito longe de ser uma paróquia pessoal. Nem a São Paulo Apóstolo, na Mooca, que é o QG do IBP em São Paulo é uma parroquia pessoal deles.

  3. Concordo plenamente! A grande questão que impede isso é uma maior harmonia entre os tradicionais que atuam em São Paulo. Se eles se unissem (AASJMV, IBP, etc.), já teríamos algo desse tipo em São Paulo. Acredito que em BH também.

  4. Está crescendo, é?

    Então aguardem logo uma intervenção…

  5. Crescendo… Mas a que custo? Pe Jonas, que um dia disse publicamente “NUNCA TER CELEBRADO E QUE NUNCA IRIA” celebrar a Missa Nova agora a abraça, celebrando oito vezes por semana na pequena capela do Menino Jesus e Praga…

    • N. Oliveira, não o condene por isso. Ele apenas está obedecendo a oficialidade da Igreja. O melhor seria que não celebrasse, mas esse é o preço da legalidade e o preço para eles possam desenvolver um apostolado pacífico. Veja quantos bons frutos o Padre Jonas não tem dado com seu apostolado silencioso em São Paulo. Lamento também que ele tenha de celebrar a Missa de Paulo VI, mas temos de encarar isso com misericórdia.

  6. Em Itaperuna – RJ paróquia que pertence a APPSJMV e no qual eu frequento , vem crescendo consideravelmente , começamos a construir a maior Igreja do município de estilo gótico cujo será consagrada a Virgem de Guadalupe, e a São José de Anchieta, com a aprovação de Dom RIfan e Dom Roberto ,e todos os padres do município, só a torre terá 45 metros . De fato a nossa adm é uma bênção de dádiva de Deus para o nosso Brasil .

  7. Os Senhores Bispos puseram-se a usar uma Cruz peitoral de prata (suponho). Mais um gasto desnecessário, pois se tinham outras de ouro… Efeito Bergoglio.

  8. Aprecio bastante seguir os posts de D Rifan, em media um a cada semana em seu site, sendo um dos poucos bispos às vezes contundente em certas abordagens, bem ao estilo tradicional de sempre da Igreja, sem fazer concessões; de igual forma, D Aloísio Oppermann, quando ainda entre nós, era outro que seguia nos mesmos métodos de ação.
    Acredito que se os outros bispos, ainda que não agissem como o saudoso D Luiz Bergonzini, mas se assemelhassem a ele, apesar de haver alguns poucos bastante atuantes, os corruptos e chantagistas comunistas & Ass. no Brasil, além do implacáveis assédios anteriores e do recente da Operação Lava-Jato, estariam sendo vergastados a mais pelo episcopado brasileiro, ajudando a depurá-lo de seus cânceres expostos em público ou alijá-los da vida pública nacional de vez!
    Porém, pareceria-me que a CNBB tem optado mesmo é ficar em cima do muro, silente, apreciando o circo pegar fogo, dessa forma, ao lado dos transgressores!

  9. Eu aqui já rezando para não dar “treta” entre Zucchi, IBP e Dom Rifan no Belém. Essa divisão só vai prejudicar os fiéis de lá.

    • Eu também Adrian. Temos especialmente as atitudes do Sr. Zucchi, pois a meu ver ele tem se revelado um grande fator de divisão na tradição.

  10. Nesse ponto eu fecho com São Paulo no que ele escreveu aos Filipenses enquanto se encontrava na prisão:

    “Verdade é que alguns pregam a Cristo até por inveja e contenda, mas outros o fazem de boa mente; estes por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho; mas aqueles por contenda anunciam a Cristo, não sinceramente, julgando suscitar aflição às minhas prisões.Mas que importa? contanto que, de toda maneira, ou por pretexto ou de verdade, Cristo seja anunciado….”
    (Filipenses 1 15-18)

    A essa altura do campeonato, se estão celebrando a Missa Tradicional onde os fiéis tem a garantia de receber sacramentos válidos e o leite puro da sã doutrina, o resto é o de menos, pois sabemos que é pelo poder de Deus e pela graça comunicada pelos sacramentos que o fiel é fortalecido, curado e salvo e não pela fé no nome de quem lhe prega Cristo ou pelo poder e pela piedade do pregador.
    O exemplo disso é o próprio Pedro que atribuiu a cura de um homem coxo ao nome de Jesus Cristo e à fé que o coxo tinha tido no nome de Jesus, e não ao seu próprio poder ou à sua própria piedade.
    É óbvio que mesmo em ambientes tradicionais há alguns que pregam a Cristo por inveja e contenda; eles não o pregam porque o amor de Cristo os obriga a fazê-lo, mas porque são movidos por inveja aos que o fazem sinceramente, e também porque são contenciosos, amantes das contendas. E assim ficam naquela mesma situação que São Paulo teve que enfrentar com os Coríntios:

    “Caros irmãos, fui informado a vosso respeito, pelos da família de Cloé, que existem discórdias entre vós. Refiro-me ao fato de um de vós afirmar: “Eu sou de Paulo”; enquanto o outro declara: “Eu sou de Apolo”; e outro: “Eu sou de Pedro”; e outro ainda: “Eu sou de Cristo!” Ora, acaso Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em vosso favor? Fostes batizados em nome de Paulo? …

    Pois eu frequento a Capela da SSPX porque foi ali que cresci e me aprofundei no conhecimento da Tradição da Igreja. Mas sou Católica, Apostólica, Romana antes de mais nada e onde houver um sacerdote celebrando a Missa Tradicional, seja ele de qual for o apostolado Católico, não terei escrúpulos algum em participar porque se Cristo está presente, por que não eu?

  11. E em Fortaleza?

    • Amplio a pergunta Israel: e no Ceará?

    • Tudo isso depende da mobilização dos fiéis e do consentimento dos bispos locais. O fiéis criam público, justificando a presença do sacerdote, pagam a conta de sua instalação no local e o bispo autoriza legalmente seu apostolado, concedendo uma igreja etc.

  12. Excelente, Gercione Lima! Excelente!

  13. E na minha Paraíba?? Vai ter Missa Tridentina quando???

  14. Não vejo com ressentimento nem com ciume o sucesso dessas missões, embora particularmente eu bem saiba os perigos, as contradições e os desserviços que determinadas homilias podem fazer, alimentando a confusão, e nivelando a igreja conciliar com a Igreja Católica.
    Mas é como se diz por esses lados: “para quem não tem nada, metade é o dobro”. Com tudo isso, entre preferir que um fiel se dirija à Missa Nova de Paulo VI e uma Missa Tradicional – por mais reticências que eu tenha com este ou aquele movimento – e por mais que eu saiba que de fato a Missa pode ser instrumentalizada para que determinados padres afastem os fiéis da realidade, mesmo assim, em pensar no manancial de Graças que uma única Missa – que é a Renovação do Sacrifício do Calvário – possa fomentar, tenho a Esperança que essas comunhões ajudem a fazer com que todos cresçam na Fé, na Esperança e na Caridade, que acenda em todos o desejo de ver a vitoria de Deus e da Igreja, e lhes ajude a desvencilhar-se de todo respeito humano, de toda falsa obediência, de todos os entraves que lhes impossibilitam de buscar a Deus e não deixar que coisa ou pessoa alguma se coloque como obstáculo nesta busca.
    Nesta circunstância de extremo estado de necessidade, onde muitos anelam por uma Missa Verdadeira e poucos a têm, quem sabe – e digo isso sem perder a noção das coisas, mas quem sabe… – Deus não esteja escrevendo certo em linhas tortas? Pode ser que sim, pode ser que não… Mas está escrito “Non enim cogitationes meae, cogitationes vestrae; neque viae vestrae, viae meae, dicit Dominus”. (Isaias LV.8) Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos; nem os vossos caminhos são os meus caminhos, diz o Senhor.

    Não serei eu a ser um divulgador entusiasta para que se dirijam a ambientes que rezam a Missa por estética, ou nivelando-a ao culto sacrílego de Paulo VI, ou sem distinguir suficientemente a crise em que a Igreja está inserida e o perigo de deixar-se envolver sobre o clero liberal e modernista que não faz outra coisa além de consolidar dia-após-dia a igreja conciliar. Mas não farei nenhuma oposição diante de uma circunstância em que só existam esses ambientes como únicas alternativas viáveis, porque não me parece humano, não me parece natural preferir que as almas morram à míngua sem ter como ajudá-las. Como humanos, não podemos controlar tudo. Em certos momentos é rezar para que as almas sejam nutridas com boa doutrina, com os Sacramentos, e que consigam de Deus a Graça da Salvação, por mais que pessoalmente tenhamos boas razões para não caminharmos juntos.

    • Bruno, você é um rapaz bem inteligente pelo que posso ver em seus comentários aqui no Fratres. No entanto, realmente não podemos limitar a difusão da Missa a este ou àquele grupo. Quanto mais ela se difundir, melhor, pois mais que discussões na internet é preciso haver uma vida católica tradicional ativa.

    • Acrescentando: e quer queira ou quer não, os institutos e padres que não aceitaram o Vaticano II e a Missa Nova sempre vão atingir um número mais restrito de fiéis, justamente porque são mais radicais. Tantos os Ecclesia Dei quanto a FSSPX, a Resistência etc têm de entender que todos eles têm sua função na atual crise da Igreja e que todos podem contribuir com sua restauração.

    • Super apoio os comentários da Vera.

  15. Desde a muito tempo há em Fortaleza a Capela Nossa Senhora da Assunção, comunidade amiga da FSSPX (o contato está lá na página da FSSPX Brasil). Mas entendo que muitos com espírito legalista a prefiram ignorar por considerarem a FSSPX fora da Igreja oficial. Eu particularmente não vejo como em grupos Ecclesia Dei se possa receber a Sã Doutrina sem alterações, sem ouvir apologética dos papas conciliares que são em suma os demolidores da Fé Católica. Non Possumos.

  16. Salve Maria!

    Uma das vocações ao seminário da Administração São João Maria Vianney deste ano de 2015 é nosso amigo Jean Marcos, primeiro seminarista de lá da APSJMV oriundo da Bahia, berço do Brasil e da evangelização de nossa Terra Brasilis! Peço de coração aos irmãos que acessam o Fratres que orem por esta vocação e para que outras sejam despertas para servirem à Igreja.

    • Iiiiii… Dionísio, o Adriano-Zucchi não vai ficar feliz com esse comentário. Deveriam ter mandado o tal do Jean Marcos para o IBP, e não para a Administração.

  17. “Leite puro da sã doutrina” na administração apostólica São João Maria Vianney? Somente quando o grande Leão de campos era vivo. Ou com D. Licínio antes do acordo.
    Sacramentos eles tem sim, mas doutrina não!
    Quem fez acordo e ACEITA o Vat II não tem mais doutrina, ou tem pelas metades… Não entendeu a crise da Igreja.
    No fundo a resistência ao Concilio Vaticano II vem do amor a Nosso Senhor, a sua honra, a sua Igreja de sempre. Como Mons Lefebvre tinha.
    Leiamos mais mons Lefebvre, ele nunca sacrificou a doutrina, a verdade, para dar os Sacramentos. Ele fez certo, ele é o nosso guia nessa crise terrível.

    “Resumi ao cardeal Ratzinger em algumas palavras: que mesmo se os senhores nos concederem um bispo, mesmo se os senhores nos concederem uma certa autonomia em relação aos bispos; mesmo se os senhores nos concederem toda a liturgia de 1962; se os senhores nos concederem de continuar o seminário da Fraternidade como fazemos atualmente, nós não poderemos colaborar, é impossível, impossível…
    Porque nós trabalhamos em uma direção diametralmente oposta.
    Os senhores, os senhores trabalham para a descristianização da sociedade, da pessoa humana e da Igreja. E nós, nós trabalhamos à cristianização. Não podemos estar de acordo.
    Roma perdeu a fé, meus caros amigos. Roma está na apostasia…Não é um modo de dizer, não são palavras ao vento, é a verdade. Roma está na apostasia. Não podemos confiar mais nestas pessoas lá, eles deixaram a Igreja, deixaram a Igreja, deixam a Igreja. É claro, claro, claro…” Mons Lefebvre

  18. Concordo plenamente com suas palavras Henrique D. O risco é de ter uma missa tradicional, mas sem a fé católica, pois a perdeu pela aceitação de Vaticano II.

  19. Caro JB Farias

    É claro que sugerimos o IBP para o Jean Marcos, mas ele insistiu e optou pela Administração Apostólica! Ele nos contou a rotina piedosa de oração e estudos que os seminaristas têm por lá, tudo dentro da mais respeitosa TRADIÇÃO, tendo recebido carta de recomendação do bispo auxiliar, Dom Gilson Andrade, bem como de nosso pároco, Pe. Gilson Magno, sendo que tivemos conhecimento que está sendo muito bem-acolhido por lá!

    Espera se tornar um sacerdote que sirva à Igreja e busque restaurá-la… A ele não interessam as picuinhas, mas lutar por Nosso Senhor cumprindo sua missão de forma regular na Igreja, digam o que disserem, mas é o que ele entende por sacerdócio!

    A nós, de Salvador, também não interessam picuinhas, mas acolher a TODOS que amam a Igreja e o Santo Sacrifício do Altar, tanto que em nossa missa temos gente da Montfort, IPCO, um ou outro da FSSPX e do Instituto Cristo Rei que vieram de fora e até alguns que também vão à missa em comunidades que seguem D. Williamson e regularmente também aparecem por lá…

    E quem disser que o sermão de Pe. Gilson é de um modernista ou de um meio-modernista, precisa de internamento psiquiátrico urgente, pois seus sermões e homilias são tão bons e piedosos quanto os de Pe. Jahir Brito, a quem também amamos e por quem também oramos!

    Acreditamos que Deus valoriza a liberdade e o livre-arbítrio e não engessamos a consciência de ninguém!

    In Corde Jesu, Semper

    Dionisio

    • Bravo, Dionísio! O Brasil precisa de mais católicos que pensam como você. Abaixo os grupelhos e viva a Tradição!!!!!!!

  20. Por que TODOS os católicos de inspiração tradicional da capital paulista ñ se reunem num lugar só? Pq missa da AASJMV, IBP, CRISTO REI, beneditinos, etc., etc… tdo separado? Parece clubinho! Facilitaria aos padres atenderem outros lugares.

    • Não pertenço a qualquer grupo específico dos que promovem a Santa Missa Tradicional em São Paulo. Sempre que posso frequento as Missas celebradas pelo Rev. Padre Jonas da Administração Apostólica, outras vezes as Missas celebradas por Dom Bruno (Mosteiro de São Bento), embora também já tenha tido a graça de assistir uma Missa do IBP e outra da FSSPX.

      Em meu ponto de vista este não é o problema maior (de se frequentar a Missa “separadamente”), ok, até entendo… Agora o que vejo como problema mais grave é o fato de não se colaborar com iniciativas católicas por serem promovidas por este ou aquele grupo…
      Exemplo: quando “o pessoal do IPCO organiza um rosário público em desagravo pelas blasfêmias de algum “artista” eu não vou porque sou da Montfort”, quando “a FSSPX promove uma passeata contra o desrespeito a Nosso Senhor eu não participo pois sou do IBP”, quando “a Administração Apostólica realiza uma procissão em honra à Cristo Rei diante do mundo eu não vou pois sou da resistência”, quando “um padre diocesano lidera uma passeata contra o aborto eu não me incluo nela pois sou da tradição”, enfim, quando por pertencer a determinados grupos não colaboramos com iniciativas CATÓLICAS simplesmente por serem encabeçadas (ou simplesmente haver participação de) por outros grupos…

      Até compreendo a existência de diversos grupos discordantes entre si dentro do que chamamos Tradição, mas a meu ver isso não deveria interferir na união/colaboração quando se tratam de iniciativas verdadeiramente católicas (como os exemplos citados acima) que em nada contrariariam os motivos que nos levaram a preferir este ou aquele grupo. Afinal, somos somente membros de um determinado grupo ou somos CATÓLICOS?

  21. Se um sacerdote celebra dignamente a Missa de São Pio V e não ensina erros na homilia, não há obstáculo para a assistência à Missa. Entretanto, sabemos que as “comunidades Ecclesiae Dei” são apenas “cascas” e não ilustram a Sã Doutrina por terem aderido ou serem coniventes com o Concílio Vaticano II e o Novus Ordo.

    Os que saem de Dioceses infectadas pelo modernismo até se maravilham com aquelas comunidades, mas para eu que nasci e fui criado na então União Sacerdotal São João Vianney, hoje chego a ficar enojado com hinos protestantes sendo cantados durante as Missas da agora Adm. Apostólica. O fato é que não há mais Catolicismo autêntico nessas comunidades, como outrora defendido por Dom Antônio de Castro Mayer e Dom Lefebvre e nem mesmo nas obras por estes fundadas. Já disse isso outras vezes e não culpo os que não me compreendem, mas a própria FSSPX não é mais a mesma e alguns comentários que li por aqui de notórios “lefebvristas” o comprovam. Dom Lefebvre foi enfático ao dizer que as “comunidades Ecclesiae Dei” não eram convenientes ao fiéis por ele pastoreados; em outras palavras, “não troquem o certo pelo duvidoso”. Dom Antônio, como ouvi de um modernista, criou uma “diocese paralela” para atender ao povo e tem textos até mais contundentes que os de Dom Lefebvre quanto ao modernismo.

    Deus nos concede o que merecemos e se os irmãos de outros locais tem que se contentar com as “comunidades Ecclesiae Dei”, que pelo menos oferecem Missa e Sacramentos conforme a Tradição, lamento dizer nem mesmo nós que tivemos o privilégio de nascer e viver junto ao legado desses tão valiosos Bispos hoje fazemos jus aos sacrifícios e provações que eles sofreram. Entretanto, à medida que o mundo piora, Deus não permite que sejamos tentados acima de nossas forças e reservou a esta época a Graça da facilidade do acesso à informação. Se temos acesso à Missa e aos Sacramentos mas não temos a Verdadeira Fé corretamente ilustrada, procuremos nos instruir nem que seja pela Internet, e procuremos sacerdotes fiéis para confirmar o que aprendemos para evitar entendimentos errôneos (aviso porque passo por isso às vezes e tenho que me corrigir). Dom Lefebvre dizia que pelo menos uma vez por mês temos que nos esforçar para assistir a Santa Missa “tradicional”.

    Aproveito para compartilhar com os irmãos um pensamento. Um dia desses eu fiquei a refletir o porquê de nós no Norte Fluminense termos sido tão abençoados com o pastoreio de Dom Antônio e pela existência do Mosteiro da Santa Cruz em Nova Friburgo/RJ. Tantas graças talvez nem seja mérito de nossa geração, mas de nossos pacíficos antepassados que tão bem trataram e receberam os imigrantes europeus e principalmente, apoiaram os jesuítas, capuchinhos e salesianos que trouxeram a Fé a esta parte da Terra de Santa Cruz e que hoje juntamente intercedem por nós da Bem-Aventurança Eterna.

    Rezemos para que o Imaculado Coração triunfe e acabemos de vez com esses tristes tempos.

    São Pio X, rogai por nós!
    Imaculado Coração de Maria, sede a nossa salvação!
    Jesus Cristo Rei, tende piedade de nós!

  22. Prezado pedro ROcha
    Salve Maria!

    Quem não conhece o trabalho dos Sacerdotes da Administração Apostólica e os frutos de uma Paróquia Pessoal, até poderia cair nesta emboscada falsa que V. Senhoria acaba de falar….. Venha a Bom Jesus do Itabapoana ver os frutos… Seja Homem e não simplesmente jogue pedras!!!!!

  23. A Administração Apost. S. João Vianney. Está crescendo? Mito ou verdade? Na realidade, aqui em Campos dos Goytacazes, o números de fiéis ligada à Tradição. Caiu assustadoramente. Não teve nenhum progresso. Depois que Dom Mayer teve que abandonar a Diocese. Muito pelo contrário. As associações religiosas tiveram um fracasso enorme. A Quantidade de pessoas que assistiam as Santas Missas nos domingos também foram reduzidas. Uma pessoa honesta; que quer fazer um verdadeiro balanço dos números de confissões, comunhões…Nas paróquias. Irá de constatar a veracidade dos fatos. Ué! Que matemática é essa? Está parecendo, conversa de político. “No meu governo… Eu fiz… ” Vamos deixar de enganar o nosso povo. Por outro lado; o padre, ou o bispo que aceita diversos tipos de missa. Agrada a todos.
    Joelson Ribeiro Ramos.

  24. Padre Ivoly (Adm. Apostólica) disse uma vez abertamente na missa em BH.

    “Quem quiser assistir missa aqui tem que aceitar a missa nova e o CVII.”

    Então ta combinado.

    • O Padre Ivoly deveria falar isso para os padres do IBP, que não aceitam a Missa Nova nem o Vaticano II!! Esse é um dos motivos de ser uma pena o IBP não estar em BH também.

    • Reverendíssimo Padre Ivoly, se é verdade o que conta o Eugênio, por que motivo hostilizar os demais fiéis tradicionais? Precisamos de amor e de respeito, tudo isso por amor a Nossa Senhor e à Santa Missa.

  25. Revmo. Padre Ivoli

    Não tecerei juízos, mas vou me ater apenas aos fatos. A Adm. Apostólica renunciou ao combate ao modernismo realizado por Dom Antônio e Dom Lefebvre e aceitou o Concílio Vaticano II e o Novus Ordo com todas as deficiências inerentes aos mesmos e apontados por estes Bispos:

    “E essas exigências – aceitação do Magistério da Igreja, incluindo a aceitação do Concílio Vaticano II como um Concílio da Igreja Católica e a Missa na forma atual, promulgada pelo Papa Paulo VI como legítima e católica, nos termos acima explicados – na verdade não são parte de nenhum acordo, mas obrigação de todo e qualquer católico.
    Foi exatamente o que fizeram os Padres de Campos, na criação da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney.”

    Fonte: https://fratresinunum.com/2009/02/11/comentarios-de-dom-fernando-rifan-acerca-do-levantamento-das-excomunhoes-dos-bispos-da-fsspx/

  26. Nós não podemos confiar em pessoas que gosta das meias verdades. Alguns anos atrás, um padre da minha cidade. Não me lembro bem; eu tenho andado um pouco “esquecido”. Mas… Eu lembro do seu sobrenome. Rifan. Ele me disse: “A missa nova nunca poderá ser celebrada, devido a sua essência ter erros que não podemos como católicos aceitar”. Se ela pudesse ser celebrada uma vez, poderia ser sempre celebrada. Já foram escritos centenas de obras, provando os erros da missa nova, e do concílio vaticano II. Não quero citar a quantidade de obras que eu tenho em minhas mãos sobre este assunto. Com o passar de alguns anos. Este padre. (Que só lembro do sobrenome: Rifan.) Eu soube que foi sagrado bispo. Começou a dizer tudo o contrário que afirmava. Que a missa nova, não continha nenhum erro… O concílio vaticano II, era um concílio da igreja… Todos nós temos que aceitar… Ué! Como pode ter mudado tanto?
    Joelson Ribeiro Ramos.