O imparável Summorum Pontificum.

Mensagem do reverendíssimo Pe. Gian Paulo Ruzzi, cuja gentileza agradecemos:

Sou leitor frequente e gostaria, em primeiro lugar, de felicitá-los por este apostolado.

Agradeço a divulgação que postaram da missa Tridentina que foi celebrada em minha paróquia no dia 7 de março. Estiveram presentes entre 350 a 400 pessoas, paroquianos meus e de outras paróquias da Diocese de Campo Limpo. Muitos outros afirmaram que gostariam de ter participado, mas não puderam por causa do horário (sábado pela manhã).

Esta missa foi cantada pelo Revmo. Pe. Jefferson Pimenta de Paula, da diocese de Santo André. Caso os frequentadores se tornem estáveis e colaborem pastoralmente com a paróquia, comprometo-me em celebrar na forma extraordinária todos os domingos às 17h.

A próxima missa será no dia 18 de abril, às 10h.

Se, eventualmente, julgarem oportuno publicar algumas fotos e demonstrar como na periferia também é possível realizar este trabalho apostólico, seguem abaixo os links onde podem baixá-las.

Parabéns ao Pe. Gian e ao Pe. Jefferson pela iniciativa!

22 Comentários to “O imparável Summorum Pontificum.”

  1. Obrigado pela caridade. Deus os abençoe.

  2. Deus abençoe o apostolado e que se torne frequente as celebrações na forma extraordinária.

  3. Caros amigos,

    A realidade que eu vivencio aqui na minha diocese não é bem esta.

    Enquanto a Missa era uma novidade celebrada de vez em quando, a Igreja enchia. Quando passou a ser uma realidade regular, celebrada semanalmente, poucos ficaram.

    Temos a Missa (com alguns percalços) há anos e a frequência segue baixa: entre trinta e cinquenta pessoas a cada celebração.

    Nós já fizemos de tudo; o padre inclusive já colocou a Missa Tridentina em “horário nobre” (domingo às 10h00min), e, por vezes, trocou a Missa da paróquia pela celebração de São Pio V.

    Se alguém que viva esta realidade de muitos fiéis tiver alguma dica de como fazer para que as pessoas venham, eu agradeceria (escrevo isto sem qualquer ironia).

    Abs.

    • Concordo com a Gercione. Não basta uma expansão material da missa, como muitos pensam. É preciso haver conversão. Afinal, o pré-Vaticano II foi o período em que mais havia missas tridentinas no mundo.

      Não estou dizendo que a expansão material não é importante, mas ela deve também ser acompanhada por princípios. A questão não é ser tradicionalista, mas ser católico, coisa que muitos tradis não são, infelizmente.

  4. Alexandre Semedo, o segredo é recepção e boa formação. Lembre-se que uma pessoa ao entrar numa igreja pra assistir uma Missa Tridentina teve antes que ultrapassar vários obstáculos:

    1- As críticas de outros sacerdotes e membros do clero que o vê como parte de uma “seita radical”.
    2- O medo de estar “indo contra o Papa”.
    3- As críticas da própria família e amigos que o chamam de doido ou fanático.
    4- As ameaças veladas.
    5- O compromisso com uma mudança de vida que talvez ela não se sinta o bastante decidida para fazê-lo.
    6- Suas próprias dúvidas interiores.

    Enfim, essas são apenas algumas barreiras pessoais. E aí quando ela entra naquele ambiente e começa a se deparar com pessoas que acham que alguém se torna “tradicionalista” da noite para o dia e colocam pesos em seus ombros, que eles mesmos seriam incapazes de carregar, é a cereja no bolo pra que a pessoa não volte mais.
    Não importa como a pessoa chegou. Ela tem que ser amparada, bem recebida. Obviamente a missa não é lugar para confraternização, mas logo após a missa, é necessário que haja um ambiente de acolhimento e amizade entre irmãos.
    Na capela da SSPX que eu frequento, assim que acaba a missa, depois que o padre faz suas orações de ação de graças, ele imediatamente vai para a porta da Igreja conversar com os recém-chegados, dar as boas vindas, perguntar o nome, convidá-lo para um cafezinho no salão da igreja e não fica fazendo censuras ou críticas por um não estar vestido adequadamente, ou por não ter usado véu…etc e nem permite que os outros fiéis o façam.
    Com isso temos na nossa capela desde judeus convertidos a ex-testemunhas de Jeová.

    • Eu sugeriria também não ficar entrando em polêmicas acerca da hierarquia, do sindicato dos bispos, daquele evento da década de 60, ou acerca daquele post no FB na noite anterior. Tem gente que não consegue ficar de boca fechada, mas esses assuntos, além de trazer dúvidas muitas vezes dúvidas desnecessárias e afastar as pessoas, são bastante enfadonhos.

    • Infelizmente nesta parte do Canada que vivo não hà a Missa de sempre. Tento explicar a pessoas o que é a Missa mas, como são do tempo “missa carnaval” não comprendem.
      Não sou padre simplesmente um devoto da Missa de sempre (ou esta ou nenhuma) não tenho a capacidade intelectual de ensnar a Santa Missa de S. Pio V. Envio emails, Fulton Sheen videos mas, continuam às escuras.
      Aqui deixo um pedido no Fratres para me ajudarem nesta terra e em Portugal a propragar a Santa Missa porque na verdade hà uma só que é Santa.

  5. DEO GRATIAS!!!

  6. O que Gercione Lima falou é primordial para o bom apostolado, foi muito pontual e tem alma de apostolado militante! Se fizerem isso, a Missa terá mais e mais frequentadores.
    O fiel da Missa Tridentina é uma alma carente de graças, sacramentos, sacramentais, desejosos de Missas bem celebradas e de um “pastor” de almas que o guie, fale com ele, que seja “padre” no sentido pleno.
    Que São Pio V, São Pio X, São Padre Pio, São João Maria Vianney e São João Bosco iluminem mais padres para celebrarem a Santa Missa Tradicional.

  7. Anos atrás, nos tempos da T.L. (eles voltaram?) seria impossível ver fotos como essas. Se o Santo Padre o Papa não tivesse sido tão pressionado e traído, talvez tivéssemos outras tentativas de restauração.

    Viva o Papa!

  8. A baixa frequência, a meu ver, sempre será a tendência normal das missas de indulto do “imparável” Summorum Pontificum. Vejam bem, seguir a Tradição da Igreja vai muito além de assistir missa tridentina, é antes de mais nada uma questão de Fé.

    Se vou numa missa aonde o padre nada fala contra a missa nova, contra o ecumenismo, a liberdade religiosa e toda a obra restante do modernismo e Vaticano II, qual a conclusão que um fiel vai tirar? “Oh, aqui é bem legal, mas a outra missa é tão boa quanto essa (e o padre nada disse ao contrário). Mas… a outra é mais animada, então eu prefiro lá.”

    Ou seja, nada se denuncia a respeito de Vaticano II e acaba-se implicitamente resumindo a Tradição a “assistir missa tridentina”. Em resumo, acabam usando a missa tridentina de indulto para suprimir uma possível conversão a Tradição. Seria necessário ensinar ao povo o que é a missa (“A missa é o sacrifício da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo que se realiza sobre o altar”). E ensinar o que é de fato a missa é necessariamente ensinar o que não é a missa. Não é carnaval, não é ceia, etc. Mas se fizer isso, daí desagrada os outros padres da paróquia, sofre sanções, etc. Enfim, vence o medo de desagradar e resta enquadrar-se como for possível no meio do ambiente conciliar. Uma espécie de “reserva de índio” para saudosistas conservadores.

    Quem duvidar, seria bom explicar o estranho fenômeno de carismáticos rezando e assistindo missa tridentina. Não tem nada mais paradoxal. Um padre acolhedor e atencioso é sempre necessário é claro, mas funciona melhor quando a ortodoxia da fé é lugar comum. Numa situação de crise como a atual isso não é o bastante. A necessidade que urge é soar o grito de alerta contra os que rapinam a fé. Só assim os fiéis poderão reconhecer a verdadeira Fé Católica e se tornarem capazes de distingui-la da caricatura conciliar.

  9. Agradecemos ao Pe. Jefferson por ter vindo celebrar a Missa Tridentina em fevereiro deste ano na Diocese de São Carlos pois por um problema de agenda nem o IBP nem o Pe. Henryk komenda de São José do Rio Preto poderiam estar presentes. Agradecemos seus esforços. Que Nossa Senhora o recompense por seu apostolado, sua Missa, suas homilias, os sacramentos ministrados e sua orientação espiritual.

  10. Creio que os comentaristas que enumeraram as razões pelas quais em muitos lugares a assistência à Missa definha estão corretos. Só acrescento, ou melhor, só enfatizo mais um dos motivos: a questão da formação.
    No caso, estamos diante de uma concepção de catolicismo e de missa errôneos – e aí entra a parte crítica – pois privilegiam o sentir e a emoção acima da verdade. Portanto, urge desmontar a concepção de catolicismo, e por conseguinte do que vem a ser a Santa Missa, afim de que, nutridos com ensinamentos sólidos e multisseculares do tesouro da Tradição da Igreja, os neófitos adentrem às igrejas sabendo que estarão diante da Renovação do Sacrifício do Calvário. Que saibam que cada gesto, cada parte mencionada nas rubricas corresponde a um evento que aconteceu da Paixão ao Calvário. Que enxerguem o altar como um túmulo e como o Gólgota, a simples “procissão” do padre em direção ao altar como o deslocamento contínuo de Nosso Senhor desde o monte das Oliveiras até a Cruz. Que vejam com os olhos da Fé o momento do Sanctus, onde vários comentaristas afirmam que multidões de anjos se unem ao povo de joelhos, acompanhados da Santíssima Virgem e dos Santos. Enfim, que se reportem à Palestina daqueles dias, e rezem com fervor, como se vissem o Homem-Deus Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador passando entre nós em carne e osso. Que vejam nas Sagradas Espécies Seu Corpo e Seu Sangue.
    Para quem desconhece a profundidade da Santa Missa – que por sí é tema inesgotável e incompreensível para seres humanos mortais, tamanha sua profundidade e sua altura. Mas para quem concebe uma Santa Missa pela lógica festiva e dada ao entretenimento, realmente cansarão da Missa Verdadeira, por parecer demasiado monótona, entediante e repetitiva.
    Penso que todos enumeraram bem as razões do êxodo das Missas. Só quis frizar este aspecto, porque é ao meu ver, central. Talvez tudo isso explique porque na Bahia, por exemplo, a Missa oferecida em Salvador seja pouquíssimo frequentada, se comparada com a capela na zona rural de Candeias, que fica na região metropolitana de Salvador, num lugar de difícil acesso e praticamente impossível para quem não vai de automóvel. Paradoxalmente a atração dos dois locais de missa é inversamente contrária à sua localização: no primeiro caso, a localização privilegiada não é sinônimo de sucesso de público, em que pese o esforço conjunto em pró do sucesso; no segundo caso, a dificílima localização não é empecilho para atração das pessoas – e vale ressaltar que o próprio mosteiro não faz propaganda, tem um site muito pobre e geralmente faz apostolado para comunidades ou pessoas que os convidam ou têm abertura para aprender a Fé Católica como sempre foi pregada (caso eu esteja enganado nos dois exemplo, peço que esclareçam meu engano).

  11. Bruno, a situação é mais complexa do que você imagina, então permita-me esclarecer-lhe a respeito das duas situações que você ilustrou como exemplo, já que as conheço de experiência própria.
    Eu não sei qual é a sua idade, mas posso dizer-lhe, que lá pelos inícios dos anos 90, quando eu ainda morava em Salvador, e que o único padre “de batina” que conhecíamos era o Padre Ângelo da Paróquia do Rio Vermelho, nós procurávamos de “vela acesa” um padre que celebrasse no rito tridentino.
    Chegamos a ficar decepcionados com o Padre Ângelo quando soubemos que ele conhecia o Padre Jahir e jamais falou da Missa Tridentina quando perguntávamos por ela. A explicaçãoo que ele deu ao meu marido foi que por ser muito perseguido, Padre Jahir não queria que ele divulgasse, não queria ninguém indo pra lá.
    Então foram longos anos sem saber sequer de sua existência, porque o apostolado dele não era missionário. As poucas pessoas de Salvador que iam lá “guardavam o segredo” a sete chaves.
    A situação começou a mudar por volta do ano 1996, quando eu já estava de mudança para o Canadá. Aos poucos, um grande número de conhecidos meus foi atrás do famoso Padre Jahir depois de obter informações a seu respeito com Dom Lourenço da Capela de Niterói. E esse número só foi aumentando. Meu marido então, posso dizer que foi o direto responsável pela divulgação dessa Capela em outras cidades do interior baiano, principalmente Serrinha que sempre tem caravana indo pra lá.

    People come from the surroundings of the village.

    Outro fator que ajudou no crescimento do Mosteiro e da frequência, foi o constante apoio da SSPX que tinha a comunidade do Padre Jahir elencada entre as comunidades amigas e prestava-lhe toda a assistência tão logo ele solicitasse.
    E assim, como você mesmo acabou de dizer, apesar da capela ficar na zona rural de Candeias, num lugar de difícil acesso e praticamente impossível para quem não vai de automóvel, não raro os Bispos da Fraternidade se dirigiam pra lá pra administrar Crisma, pregar para os monges etc. Reinava a paz e tudo parecia ir de vento em popa até que a expulsão de Dom Williamson da SSPX e sua peregrinação pelo Brasil pra arrebanhar partidários para sua guerrinha particular contra a SSPX, fez com que o Padre Jahir abraçasse o mesmo sectarismo.

    Dom Fellay and the confirmands

    Vários fiéis, que eu conheço, que não se deixaram emprenhar pelos ouvidos, simplesmente deixaram de ir lá porque se cansaram de ouvir os ataques de Dom Jahir a Dom Fellay ao invés das antigas catequeses e explicações do Evangelho. Sem falar os “convidados” que ele trazia pra espalhar veneno como os Padre Pfeiffer.
    Por outro lado, o próprio Padre Jahir começou a considerar como “persona non grata” qualquer fiel que defendesse a SSPX, como foi o caso do meu marido.
    Jesus disse: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. No caso de Padre Jahir ele passou a odiar até seus amigos, pois virou as costas até pra Dom Lourenço, por este não ter abraçado o sectarismo da pseudo-resistência e fez com que todos os amigos de infância do meu marido, que ele levou pra lá, simplesmente parassem de falar com ele.
    Posso garantir-lhe que há muitas pessoas que deixaram de frequentar lá exatamente por causa desse clima que acabei de descrever e que está bem documentado nesse vídeo do Youtube.

    No tocante à Missa Missa oferecida em Salvador, de fato, pelo que meu marido ( que nesse momento se encontra em Salvador-BA) me descreveu, ela ainda é pouco frequentada se comparada com a capela na zona rural de Candeias. E o motivo é simples. Em primeiro lugar o padre responsável pela Missa, Frei Gilson, não é um padre tradicional. Não espere dele catequese tradicional ou críticas ao “establisment” do qual ele faz parte. Mas foi o único que se disponibilizou a celebrá-la pra esse grupo que frequenta a capela dos Maristas.
    Então a missa principal que ele celebra é o Novus Ordo e pelo que ele mesmo revelou a alguns, o que ele prega nas homilias das Missas Tridentinas, ele não poderia falar nas Novus Ordo pra não causar problemas com a Arquidiocese.
    Além do mais, como exigir ou instruir as pessoas que vão na Missa Tridentina pra se vestir ou se comportar dessa ou daquela maneira e não poder exigir o mesmo no Novus Ordo? Situação vexatória, porque toda a modéstia e a reverência que se exige no rito tridentino é dirigida à Presença Real e não ao rito. Então quer dizer que Cristo está presente num rito e no outro não? Olha só a saia-justa dos bi-ritualistas!
    Mas enfim, entre a missa no rito tradicional celebrada por um padre bi-ritualista e modernista e um padre tradicionalista que põe catraca seletiva na porteira de sua propriedade, não resta muita opção para as pobres ovelhas. Esse é o lamentável estado em que se encontra a nossa Igreja.
    Mas creio que a situação vai melhorar e muito quando Salvador puder contar com um Priorado da SSPX. Já conversamos com Dom Galarreta a esse respeito no ano passado e já há indícios de que isso vai acontecer futuramente.
    Eu disse a Dom Galarreta que Salvador é a Diocese Primaz do Brasil, a Igreja Católica no Brasil nasceu na Bahia quando Frei Henrique de Coimbra, em um domingo, 26 de abril de 1500 celebrou em Porto Seguro a primeira Missa e é preciso que aquela mesma Missa que foi celebrada por Frei Henrique de Coimbra seja celebrada novamente em terras bahianas PARA TODOS: índios, pagãos, Católicos tradicionais e não tradicionais, sem sincretismos e sem “catraca seletiva”.
    No tocante àqueles que só vão à Missa se o padre falar contra a missa nova, contra o ecumenismo, a liberdade religiosa e toda a obra restante do modernismo e Vaticano II, eu só lamento que eles estão procurando uma igreja onde o padre faz eco às suas próprias convicções.
    Se eu entendi direito, se o padre não pensa exatamente como eu e não fala as coisas que EU quero ouvir, então não presta?
    Esta é a mesma lógica dos modernistas, dos adúlteros e dos homossexuais que só vão a missa em que o padre é liberal e o discurso dele está de acordo com suas convicções!
    Durante a Missa nós temos duas leituras: a epístola e o Evangelho. O sermão precisa estar centrado nessas duas leituras. Não é lícito ao padre usar o nome de Cristo como desculpa ou gancho pra passar mensagem política e heresia modernista como fazem os TLs e nem para promover seus “partidarismos” como tem feito alguns que posam de tradicionalistas. Tanto num caso como no outro estão cometendo o sacrilégio de usar o Santo Nome de Deus em vão.
    Eu me lembro que lá pelos finais dos anos 80, quando a internet ainda estava engatinhando e não se sabia nada que acontecia em Roma, exceto pela boca de quem vinha de lá, era providencial que se denunciasse dos púlpitos os escândalos e desmandos.
    Hoje qualquer um que vem aqui no Frates, que acessa qualquer blog Católico na net ou abre os jornais, tem acesso ao que está acontecendo. Não é preciso que o padre gaste os 20 ou 30 minutos do sermão pra bater na mesma tecla, mas sim pra educar na fé.
    Se estão espalhando que adúlteros poderão comungar, cabe a ele explicar o Evangelho da Indissolubilidade com toda autoridade, porque aí sim o Espírito Santo fará a tarefa de convencer os ouvintes. Atacar o Papa do púlpito só servirá pra escandalizar e afastar os neófitos.
    Jesus já havia nos alertado que os os filhos das trevas são mais astutos no trato entre si do que os filhos da luz. Foi um alerta pra que sejamos mais inteligentes e prudentes: “Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, simples como as pombas e prudentes como as serpentes.”

  12. Que o objetivo da homilia seja centrar-se nas leituras ninguém discute, mas é comum e por isso óbvio que o padre trate de outros temas relacionados, como foi admitido. Na minha cidade um padre que rezava missa Summorum Pontificum usava da sua homilia para atacar a FSSPX e ainda para hostilizar os fiéis que iam lá e que simpatizassem com a FSSPX. Chegou a literalmente empurrar com violência a Eucaristia na boca de um desses fiéis. Na minha opinião, um sacrilégio.

    Não procuro, e nenhum católico deve procurar, Igreja que o padre faça eco as suas próprias convicções. Isso chega a ser uma distorção das mais desonestas. O fiel católico deve procurar sempre sacerdotes que façam eco a Doutrina Católica. O padre não precisa pensar exatamente como eu, mas… tem que pensar exatamente de acordo com a Doutrina Católica e nesse ponto nenhum católico tem direito a pensar diferente, do contrário chama-se heresia. É de uma ingenuidade tremenda achar que todo e qualquer fiel procura esclarecimento em websites e blogs de Internet. Enquanto se pensa isso, há muitos fiéis sendo desencaminhados por padres sem fé, dando maus conselhos, os mais absurdos possíveis. Eu já vi verdadeiros dramas causados por más orientações de maus padres.

    E na homilia? Não causa dano nenhum um padre que pregue aderência a Vaticano II e defenda a heterodoxia de Bergoglio? Afirmo que sim, causa muito dano e deforma a fé das pessoas. Dom Antonio de Castro Mayer afirmou em que Vaticano II era em suma, a anti igreja. Mas parece que muitos de ambientes tradicionalistas já não possuem tanta firmeza quanto a isso. O tempo amolece algumas pessoas.

  13. Gercione,
    Concordo plenamente com sua explanação. Embora eu seja do rito Paulo VI, sempre desejei conhecer a Missa Tridentina. Por ela, mesmo sem conhecê-la de fato, sempre nutri grande amor e desejo de assisti-la.
    Até que surgiu uma oportunidade autorizada pelo frade agostiniano de minha paróquia para visitar um mosteiro beneditino e levar comigo alguns seminaristas.
    Nutrimos um grande apreço por tal mosteiro. Nele sempre fomos muito bem recebidos e conversamos sobre assuntos diversos.
    Mas depois desse “racha” na FSSPX, nos sentimos constrangidos. Parece que é uma guerra.
    O que não soa bem para nós cristãos.
    Infelizmente, essa situação que começou com a declaração de Mons. Willianson sobre os judeus logo após o grande aceno que S. S. Bento XVI fez, atrapalhou a nossa situação.
    Penso que seria mais frutuoso, se em vez de tanta briga e divisão pregássemos os ensinamentos de NSJCristo.
    Muito obrigado por seu comentário.

  14. A missa é o ato sublime da renovação do sacrifício de Nosso Senhor. De si já é completa. Todavia, não é somente a missa a vertente do apostolado, embora tenha seu papel de destaque. Atrai também a militância. É a agradável sensação de ser um agente ativo da vida religiosa. É a sensação de participar da grande ventura católica, incluindo-se, entre outras, a participação dos sacramentos, da moralidade, do heroísmo, da história, da caridade, da defesa da doutrina, do apostolado, dos cânticos, da catequese. A militância aquece a alma.

  15. Eu me lembro quando fui a primeira vez:

    “Ah, eles são contra o Papa (sedevacantistas)
    Ahh eles rejeitam o CVII (o que na cabeça de um “iniciante” [digamos] é um absurdo tremendo)
    Ah, eles odeiam o Bispo..
    Ahhhh, você vai se excomungar junto com eles…
    Ahhh, você não pode ir porque senão vai ficar igual eles…
    Ahh, ninguém lá entra de camisa estampada…
    Ah, tem que ir de camisa com manga…
    Ninguém lá vai conversar com você…
    Eles são todos raivosos e orgulhosos e blablablablablablablablablabla”

    É sempre igual.

  16. CFelix o que é de uma ingenuidade tremenda é achar que todo e qualquer fiel que procura a Missa Tridentina cai lá como de para-quedas. Pode acontecer de um ou outro passar na porta de uma igreja em que está sendo celebrada a Missa Tradicional e entrar por curiosidade, mas no geral quem vai, já procurou saber do endereço pela internet ou foi convidado por alguém que já frequenta.
    E mais, se está procurando é porque se cansou da baderna do Novus Ordo e já leu alguma coisa sobre a crise na Igreja.
    Dom Antonio de Castro Mayer de fato afirmou que o Vaticano II era a anti igreja. O mesmo afirmou Dom Lefebvre e o que eles fizeram? Reforçaram as trincheiras, arregaçaram as mangas, pagaram um preço alto por consagrar os novos bispos e foram formar padres, comunidades religiosas, abrir capelas, mostrar a verdadeira Doutrina a todos que os procuravam. Se você já leu a Carta de Dom Lefebvre aos Católicos Perplexos, sabe do que eu estou falando.
    Mas parece que muitos de ambientes tradicionalistas já não possuem tanta firmeza quanto a arregaçar as mangas e salvar quantos puderem da crise que assolou a Igreja, preferem ficar se degladiando ou se comportando como os irmãos Boanerges.
    Cristo deu a Tiago e a João o apelido de “Filhos do Trovão” ou “Boanerges” para designar a sua natureza intempestiva. Eles queriam chamar o fogo do céu para os Samaritanos que se negaram a acolher Jesus e os seus discípulos.
    E assim temos hoje os “Boanerges” da Tradição que querem chamar fogo do céu contra todos que não comungam de sua própria visão de Igreja, ao invés de usar a misericórdia e a sabedoria pra atrai-los para a verdade.
    Jesus repreendeu os irmãos Boanerges por falarem daquela maneira. Tiago e João precisavam aprender mais sobre misericórdia. Outro grande problema de Tiago e João é que eles queriam ser os primeiros, os mais importantes. Certa vez, a mãe deles chegou a pedir a Jesus que eles fossem colocados ao seu lado para mandar no reino dos Céus, ao que Jesus respondeu:
    – Podeis beber o cálice que eu estou para beber? Eles responderam-Lhe: Podemos. (Mt.20/22).
    A resposta de Jesus encerra alguma censura :
    – Na verdade bebereis o Meu cálice, mas o sentar-se à Minha direita ou à Minha esquerda não Me pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles para quem Meu Pai o tem reservado. (Mt.20/23).
    E Tiago foi o primeiro dos Apóstolos a ser martirizado no ano 44, sob o poder de Herodes Agripa.
    E a Transfiguração? Tem gente que quando vai a uma Missa tradicional se sente como os Boanerges no episódio da Transfiguração:
    _ “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas, uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”.
    Mas é preciso descer pra Jerusalém, percorrer a via-sacra com o Mestre e se unir à sua cruz de perseguição, opróbrios e morte pela salvação de muitos.
    Católicos tradicionalistas precisam antes de mais nada serem MISSIONÁRIOS. Sabemos que esse Pontificado está matando todo o esforço missionário da Igreja ao querer equiparar a fé Católica com qualquer outra religião falsa.
    Mas não se torna missionário trancando porteira de comunidade religiosa para aqueles que não são partidários desse ou daquele Bispo, não se torna missionário levando fita métrica pra porta da Igreja pra medir cumprimento de saias, não se torna missionário apontando o erro dos outros 24 horas por dia enquanto se recusa a corrigir os seus próprios. Temos que ter muito cuidado pra que naquele grande dia, em que tivermos que prestar conta de nossas obras, não venha ocorrer que Jesus nos diga:
    _ Na verdade, nunca nunca vos conheci.

  17. Cara Gercione, eu poderia responder ponto a ponto, mas não sei se entendeu muito bem do que estou falando. Eu em momento algum afirmei que todo fiel que vai a uma missa tridentina “cai lá de paraquedas”, essas são palavras suas. Mas repito, é ingenuidade achar que todo fiel que vá para lá é um “esclarecido” leitor de blogs de Internet. Se a porta está aberta, se a missa é aberta, claro que para lá irão pessoas que simplesmente irão por curiosidade, por convite dos outros, etc. Mas a tendência normal é dessas pessoas não ficarem. Por que? Simplesmente porque para ela, ela foi numa “missa diferente”, nem melhor, nem pior do que a outra, pois o padre nada afirmou sobre isso. Não falo de missas da FSSPX, mas de missas de indulto e Ecclesia Dei de modo geral. Essa é a realidade. Eu
    conheço pessoalmente e também de relatos essa situação. São justamente essas pessoas que poderiam encher essas missas pouco a pouco, mas não é o que acontece. Eu falo da difícil integração entre os padres que rezam missa de indulto, mas permanecem em ambiente conciliar.

    Não sei de onde tirou a necessidade de falar para mim de apostolado. Eu afirmei em algum lugar que não se deveria fazer apostolado? Claro que deve-se. Mas não debaixo de qualquer doutrina, ou distorção doutrinária, a pretexto de assistir missa tridentina. “Lex orandi, Lex credendi!” A Igreja reza aquilo que crê. Até mesmo uma missa tridentina pode ser usada – e de fato já é em muitos lugares – para desviar os fieis da verdadeira fé da Igreja, assim como Satanás usou as Sagradas Escrituras para tentar a Nosso Senhor. E lá estará o fiel, sendo leitor de blogs ou não, tendo sua inquietações sobre a crise acalmadas pelo padre que encontrará argumentos tortuosos, como fazem sempre os conservadores, para fazê-lo aceitar Vaticano II como continuidade da Tradição (“hermenêutica da continuidade”) e o decorre dele. Mas talvez não seja possível para aqueles que veem “o leite puro da sã doutrina” na Administração Apostólica do traidor Rifan entenderem sobre o que estou falando.

    Apostolado? Sim! Sempre! Mas com Fé íntegra. Não é necessário confundir prudência com desfaçatez. E nesses ponto não estou falando de paciência ou prudência do padre no trato com os fiéis. Não é disso (convivência) que estou tratando, mas de Doutrina. Falo que em ambiente conciliar, em missa de indulto, o caminho natural é a aceitação de Vaticano II. E como também disse Dom Antonio, aceitar Vaticano II é perder a Fé.

    “O erro a que não se oferece resistência acaba aprovado; e a verdade que não se defende fica oprimida.” (PAPA FÉLIX III)

    “O melhor serviço que um homem pode fazer aos seus semelhantes, nas épocas de decadência ou de obscurantismo, é afirmar, sem medo, a verdade, ainda quando não é escutado.” DOM FREPPEL (Bispo de Angers no séc. XIX)

    “É preferível que ocorra um escândalo a esconder a verdade; escândalo maior seria tolerar o erro.” (SÃO GREGÓRIO MAGNO)

    “Jamais se vence o erro sacrificando nenhum direito da verdade.” (SANTO IRINEU)

    “Não podemos estar em acordo. Roma perdeu a Fé, meus caros amigos. Roma está na apostasia. Não são apenas palavras, não são palavras ao vento que estou dizendo a vocês. É a verdade. Roma está na apostasia”. (Monsenhor Marcel Lefebvre.)

    “Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na sua glória, na glória de seu Pai e dos santos anjos”. (Lc 9,26)

    “O que vos digo na escuridão, dizei-o às claras. O que vos é dito ao ouvido, publicai-o de cima dos telhados”. (Mt 10,27)