Nota do bispo diocesano de Nova Friburgo.

Ao Clero, religiosos e fiéis leigos da Diocese de Nova Friburgo

Com grande tristeza tomei conhecimento da iminente celebração de ilegítima ordenação episcopal no Mosteiro da Santa Cruz, em nossa amada Diocese de Nova Friburgo. Afirma-se “ilegítima” porquanto será realizada sem o necessário mandato apostólico de Sua Santidade Papa Francisco.

Sem dúvida, a gênese de tal ilegítima ordenação episcopal tem já muitos anos. Há que recordar os grandes esforços despendidos pelos Sumos Pontífices São João Paulo II e Bento XVI a fim de assegurar a plena comunhão com a Igreja de todos os seguidores do Arcebispo Marcel Lefebvre. Graças a Deus, muito se tem conseguido e os frutos são numerosos.

No entanto, como se comprova, nem todos atenderam às súplicas e propostas generosas de diálogo e empenho pela comunhão plena.

A ilegítima ordenação episcopal ora em causa será uma desobediência ao Papa em matéria gravíssima, num tema de importância capital para a unidade da Igreja, a ordenação dos Bispos, mediante a qual é mantida sacramentalmente a sucessão apostólica. Tal ato ilegítimo leva a uma rejeição prática do Primado do Romano Pontífice, constituindo mesmo um ato cismático, com pena de excomunhão automática prevista pelo Código de Direito Canônico, tanto quanto ao Bispo Ordenante Richard Williamson como a quem será ordenado Bispo. Ora, não se pode permanecer fiel rompendo o vinculo eclesial com aquele a quem o próprio Cristo, na pessoa do Apóstolo Pedro, confiou o ministério da unidade na sua Igreja.

Como Bispo de Nova Friburgo, cabe-me exortar a todos os fiéis católicos para que cumpram o grave dever de permanecerem unidos ao Papa na unidade da Igreja Católica, e de não apoiarem de modo algum essa ilegítima ordenação episcopal e as conseqüências que dela advirão. Ninguém deve ignorar que a adesão formal ao cisma constitui grave ofensa a Deus e comporta excomunhão também prevista pelo Código de Direito Canônico. Portanto, os sacerdotes e fiéis são advertidos para não apoiar o cisma, caso contrário, incorrerão, ipso facto, na gravíssima pena de excomunhão.

Penso poder garantir em nome de todo o Clero, religiosos e fiéis leigos ao Sucessor de Pedro Papa Francisco, o primeiro a quem compete a tutela da unidade da Igreja, a nossa filial união e obediência, em especial nesse doloroso momento. Para tanto, enviarei uma carta para Sua Santidade. De qualquer forma, tal ato ilegítimo e cismático oferece a todos a ocasião de uma profunda reflexão e um renovado empenho de fidelidade a Cristo e a Sua Igreja.

Finalmente, supliquemos incessantemente a intercessão da Santíssima Virgem Maria, Mãe da Igreja, a fim de que possamos exigir-nos mais diante das palavras do próprio Cristo: Ut omnes unum sint!

+Edney Gouvêa Mattoso Bispo Diocesano de Nova Friburgo

Fonte: Diocese de Nova Friburgo

50 Comentários to “Nota do bispo diocesano de Nova Friburgo.”

  1. Esta ordenação é lamentável sob qualquer aspecto.

  2. Não enfie a FSSPX na mesma cumbuca de Dom Williamson, Sr. Bispo de Friburgo!

  3. otimo, pazarabens dom edney. Fidelidade ao papa, amor ao papa. Isto nos faz ser catolicos mesmos.

  4. Dom Edney é um excelente Bispo e cumpre o seu dever: alertar o rebanho e denunciar a rebeldia.

    Não entendo hoje o estado de necessidade para essa consagração, semelhante ao que havia em 1988. Na época, Dom Marcel estava só, mas hoje? Mesmo com a perseguição, a tradição cresceu muito! Mas, só o tempo dirá com certeza pois não sabemos o que acontecerá em Roma nos próximos anos. Só Deus sabe!

  5. Tal ato complicará todos os Tradicionalistas, vemos que Monsenhor Marcel quando sagrou, usou de prudência e pensou bem. Vemos a realidade da Resistência e sabemos o quanto foi um ato rápido, parece-me um atentado contra a providência. Só nos cabe rezar e ver no que vai dar. Só penso que se for mesmo sagrar o Padre de 73 anos, é trocar 6 por meia dúzia! Monsenhor Williamson emprega seu apostolado apenas para criticar a FSSPX, afirmando que a mesma está procurando acordo com Roma modernista, coisa que sabemos que é uma total mentira. Enfim, veremos no que dará.

    Sancte Ioseph, ora pro nobis!

  6. Não entendo nada de direito canônico e não apoio esse ato do Bispo Williamson. Acho que ele deveria buscar outro caminho.

    Por outro lado, causa-me revolta ver que AGORA há uma nota. AGORA há um protesto formal. Violar o direito canônico é grave? E quanto a violar a fé com ações e omissões quase todos os dias por todo o Brasil? Vivemos um estado calamitoso de ignorância religiosa e perda da fé!

    • Dom Williansson fará um mal sem precedentes para todos nós tradicionalistas , e ainda o pior ….Se querem bispos para continuar o “combate” como sagrar o padre Faure? Já idoso com mais de 70 anos …. Rebeldia desnecessária. Que se faça então é Deus tenha misericórdia de tal ato .

    • Se ele tomou essa liberdade é porque á deram em total para isso.
      Como deixaram chegar a esse ponto, que absurdo, e pior deixar o povo participar e näo ter alertado antes, previnido. E depois solta um comunicado achando a coisa mais natural do mundo.
      A Igreja cabe a ela cuidar dos seus fieis com respeito e dignidade e nesse comunidado demonstra que näo houve esse cuidado.
      Parece que daqui uns dias, sairemos as ruas para pedir mais zelo pela casa Deus e pelos fieis, quem sabe assim muitos que aceitam comportamentos inadequados dentro da Santa Madre Igreja perceba que há muitos fieis descontentes.

  7. Notinha fraca. O mesmo blablablá plenocomunhista. No entanto, nunca se vê os bispos reagirem contra as verdadeiras ameaças à Igreja: maçonaria, protestantismo, comunismo, além, obviamente, de coisas gravíssimas como aborto e homossexualismo. O ato de Dom Williamson é, em si mesmo, lamentável e danoso à tradição. Nem por isso a sempiterna omissão dos bispos “plena”, sobretudo por não romperem com o braço do comunismo na Igreja – a nefanda CNBB -, é menos grave. Ao contrário, a escolha das “matérias graves” sobre as quais se manifestam, enquanto silenciam (quando não as apóiam) sobre o que mencionei acima diz muito sobre os interessem que eles defendem.

  8. Legal é que na hora de condenar um tradicionalista (quem sou eu para julgar este bispo?) Citam o CIC e até se fala em excomunhão… mas na hora de defender o S.S.S Sacramento, a Indissolubilidade do Matrimônio ou o Celibato Sacerdotal onde esta a Doutrina? ! some….

  9. Acredito que esta Sagração Episcopal será um acontecimento lamentável. Na prática manifesta uma gravíssima desobediência e ofensa ao Romano Pontífice e ao Primado de São Pedro.
    Sem a devida obediência ao legítimo sucessor do Apóstolo São Pedro não se pode permanecer na verdadeira comunhão eclesial.
    Oremos ao Senhor, pela intercessão do Glorioso Patriarca São José, Patrono da Santa Igreja, para que esta ordenação não aconteça, para o bem espiritual da unidade de toda a Santa Igreja.
    Deus abençoe a todos.

  10. Desconheço o motivo pelo qual o mencionado Bispo está se apoiando para tal ordenação, mas acho que ele deveria ser mais prudente. Talvez pedir uma audiência com o Papa obedecendo a hierarquia posta para tal e explicar a real necessidade. Talvez esperar um pouquinho mais seria o mais coerente. Bom, sou leigo, não entendo nada sobre o caso, mas acho um risco muito grande.

  11. Normal a atitude do Bispo de Friburgo, o que mais esperar da Igreja Moderna ?! Apenas a condenação e a Perseguição daqueles que querem apenas guardar a fé, costumes e ensinamentos da tradição… Rezamos todos os dias, seja em particular, seja nas Missas, seja em comunidade pelas Intensões do Papa, e para que a ‘Barca’ de Pedro volte ao Rumo certo. Só não nos peça para para aceitarmos as mudanças que surgiram após o Concilio Vaticano II, e todos os erros litúrgicos subsequentes ao mesmo. Não podemos simplesmente concordar com o Papa quando ele diz que ” Adão e Eva não existiu ” ou que ” O inferno é um estado espiritual ” (dentre muitos e muitos outros sacrilégios proferido pelo papa), não nos peça para aceitar também muitas de suas atitudes como aceitar e dá comunhão a um casal transexual, ou de entrar numa seita protestante e pedi desculpa pelas ”perseguições”, pois se aceitamos tudo isso, estaremos indo contra o que a Santa Igreja ensino ao longo de Seus mais de 2 mil anos. Pois, o que era errado na época de São Pedro, São Lino… São Pio V, é errado e deveria continuar sendo defendido pela Igreja, pois Deus não muda, seus ensinamentos também não. Quando a Igreja está em dúvida sobre algo, ela deve olhar os que os santos Papas anteriormente disseram, não simplesmente achar que esse Dogma não existe mais… Sobre a Questão da Fraternidade, penso Eu, perigoso era apenas confiar em virtude de sua idade, confiar em apenas um Bispo para a tradição, pois somente, o aqui mencionado, se manteve fiel aos ensinamento de Dom marcel lefebvre, no qual dentre acima de tudo, pregava que não poderia haver acordo com Roma moderna, Roma essa que tirou Jesus Sacramentado do Centro da Missa, Roma moderna que permitiu Moças e Rapazes entrarem de Forma indecentes na Igreja, Roma moderna que teme em rebaixar a ÚNICA E VERDADEIRA IGREJA DE CRISTO ( pois o PAPA ja falou que Jesus não era propriamente católico), Roma moderna que vc hoje pergunta um católico moderno o que é a Missa, ele fala que é a Ceia do Senhor…. Acordo que se acontecesse, haveria um risco altíssimo do rito riquíssimo de são pio V cair, assim como Campos caiu depois do acordo, assim como outros Mosteiros internacionais caíram também. Risco de queda que a FSSPX está correndo atualmente ( mas diferentes de lá, não vou ficar aqui os criticando, apenas rezo por eles)… Podem criticar, podem falar o que quiser, pois o sofrimento e a perseguição em Cristo, é alegria para os verdadeiros Católicos.. O que é de Deus irá continuar. E espero, aqui na terra ou, queira Deus, no Céu, ver o que Nossa Senhora de Fátima revelou, quando disse que a Fé católica será restaurada antes do fim do mundo… Que São Pio x, martelo dos modernista nos proteja.. Em Jesus, Maria e José, Pax.

  12. As “Williamsonettes” que marcam ponto em “sites que trabalham em conjunto com a igreja conciliar”, tentando angariar prosélitos para a “chamada resistência” com seus comentários, estão agitadíssimos procurando a todo custo justificar o injustificável.
    É triste ver o que as paixões de juventude, a imaturidade e a ignorância faz com aqueles com espírito de “Boanerges”! Chega a me vir em mente aquela música de Lupicínio Rodrigues:

    “Esses moços, pobres moços
    Ah! Se soubessem o que eu sei”!

    Não tinham nem nascido quando a SSPX foi formada e já se acham experts em Monsenhor Lefebvre! E o pior de tudo é a cara de pau de tentar comparar esse gesto de insanidade de Dom Williamson com a situação que envolveu os eventos das consagrações episcopais em Econe!
    Vou tentar discorrer apenas sobre alguns pontos. Uma carta conciliatória do Arcebispo Lefebvre dirigida a João Paulo II e datada de 08 de março de 1980, contém a garantia de que Lefebvre concorda com a declaração do Papa de que o Concílio “deve ser entendido à luz de toda a Sagrada Tradição e que, apesar de ter reservas sobre a Missa Novus Ordo, eu nunca disse que é, em si, inválida ou herética “.
    Os mesmos dois pontos aparecem na carta de Lefebvre ao cardeal Ratzinger, datada do dia 17 de abril de 1985, quando numa declaração de reconciliação ficou acertado: “Nós sempre aceitamos e agora declaramos que aceitamos os textos do Concílio, de acordo com o critério da tradição, ou seja, de acordo com o critério do Magistério tradicional da Igreja. Nós jamais afirmamos que a nova Missa, celebrada de acordo com o rito na edição Romana, é por si só inválida e herética. ”
    Lefebvre passa a “explicar” a declaração antes de acrescentar sua assinatura: (1) Declaração do Vaticano II sobre a liberdade religiosa é contrária ao Magistério da Igreja, e deve ser submetidos a uma revisão total; (2) a reforma litúrgica foi influenciada por ecumenismo com os protestantes, e por este fato é um perigo muito sério para a fé católica, [assim] Pedimos que esta reforma seja totalmente revista, para que se restaure o Dogma Católico ao seu primeiro status de honra, ao longo com a linha da Missa imemorial; (3) O comunismo e o socialismo deve ser formalmente condenado, e “Estados católicos devem ser incentivados a reconhecer a religião católica como a única religião oficial ….”
    Em 29 de maio de 1985, o cardeal Ratzinger respondeu dizendo que as “explicações” de Lefebvre em efeito contradiziam a declaração original, que de fato é o que aconteceu. E pareceu de fato, como uma afronta dizer que o Novus Ordo é válido e os documentos conciliares são aceitáveis à luz da tradição, e, em seguida, exigir um retorno à velha missa e uma revisão maciça de todos os documentos Conciliares. Menos de um ano depois, em 20 de Janeiro de 1986, em mais uma carta, Ratzinger insiste na fidelidade ao Concílio: “É claro que você pode expressar sua ansiedade sobre certas interpretações que podem ser dadas a vários textos do Concílio; Você também pode legitimamente criticar essas interpretações . Mas não é possível que você ponha em questão a doutrina autêntica do Concílio Ecuménico Vaticano II, os textos os quais são magisteriais e ainda assim querer gozar da mais alta autoridade doutrinária. ”
    A linha foi demarcada no ponto de aceitar ou rejeitar os documentos conciliares, seja lá como esses sejam interpretados. Mas enquanto essa alta diplomacia estava rolando, o verdadeiro estado de espírito do Arcebispo se tornava cada vez mais hostil. Nove dias depois de receber a carta de Ratzinger, talvez aborrecido pela resposta do cardeal, Lefebvre escreveu uma carta para o editor das revistas Itineraires e Present onde dizia:

    “O plano anunciado nos documentos das lojas maçônicas alta Vendita e publicado por ordem de Pio IX, está se tornando a cada dia que passa, uma realidade debaixo dos nossos olhos. Na semana passada eu estava em Roma, por convocação do Cardeal Gagnon, que entregou-me uma carta [de Ratzinger, citado acima]. Uma rede muito bem organizada está no controle de todas as atividades da Curia, dentro e fora da própria Cúria ” […] O Papa é um instrumento dessa máfia que ele colocou no poder e com a qual ele simpatiza. Não podemos esperar nenhuma reação vinda dele, pelo contrário. O anúncio da reunião das religiões do mundo decididas por ele para o mês de outubro, em Assis, é a culminação da impostura e o insulto supremo a Nosso Senhor. Roma não é mais a Roma católica. As profecias de Nossa Senhora de La Salette e de Leão XIII em seu exorcismo estão se concretizando. Onde estava a Sé do Bem Aventurado Pedro e a cátedra da verdade, posta como uma luz para iluminar todas as nações, lá eles estabeleceram o trono da abominação da sua maldade para que, tendo atingido o pastor o rebanho seja disperso, por sua vez […] Vocês vão ver, na resposta à nossa carta [de novo, essa resposta de 20 de janeiro citado acima], que o Cardeal Ratzinger está se esforçando mais uma vez para fazer do Vaticano II, um dogma. Estamos lidando com pessoas que não têm noção da Verdade . Vamos a partir de agora ser cada vez mais obrigados a agir na suposição de que esta nova Igreja Conciliar não é mais católica “. (Carta ao Sr. Madiran, 29 de janeiro de 1986).

    A acusação de que João Paulo era um instrumento de uma máfia maçônica “, que ele mesmo havia colocado no poder” parecia não deixar nenhum espaço para acomodação. Após a conferência de Assis de Outubro de 1986, os ataques da SSPX e outros grupos tradicionais se tornaram um bombardeio constante sobre o que foi considerado um “evento de blasfêmia.”
    A profunda desconfiança de Lefebvre em relação a Roma só foi se aprofundando, e toda a diplomacia que houve nos dias que precederam a excomunhão deve ser analisada sob esse prisma. De fato, o Arcebispo já vinha preparando o terreno para a consagração de novos bispos por algum tempo. Em 1974, ele havia dito a um confidente (agora um ex-sacerdote lefebvriano) que ele jamais consagraria um bispo “, pois pra ele isto significaria fazer o que Martinho Lutero fez, e com isso “eu iria perder o Espírito Santo.” Mas em 1983 ele já estava nos Estados Unidos sondando alguns de seus sacerdotes sobre a possibilidade de consagrar bispos. Ele pediu a cada um que expressasse sua visão sobre o assunto. Aqueles superiores da sociedade, que se opuseram ao que ele e eles sabiam que seria considerado formalmente como um ato cismático, no período de um ano foram todos removidos de suas posições. Eles foram substituídos pelos sacerdotes que eram simpáticos à idéia.

    Em 5 de maio, 1988, Lefebvre assinou um acordo com a Roma que a princípio deu ao Arcebispo mais do que ele queria. Ele poderia finalmente ter um bispo e, assim prover a manutenção da Fraternidade após sua morte. Os padres da Sociedade poderiam continuar celebrando a Missa Tridentina. A suspensão a divinis foi levantada, e a Sociedade poderia mais uma vez legalmente ordenar seu próprio clero. Mais uma vez Lefebvre aceitou o Concílio Vaticano II, “tal como interpretado pela tradição”, e a Missa Nova como “válida” embora não sendo a ideal, contrariando tudo que as Willamsonettes espalham como arautos da “Resistência”.

    De acordo com uma entrevista no jornal 30 dias (Julho, Agosto 1988), durante o encontro do dia 05 de maio, Lefebvre perguntou ao cardeal Ratzinger quando um bispo poderia ser consagrado. 30 de junho? Não. Isso seria muito em breve, diz Ratzinger. 15 de agosto? Não, talvez em Novembro. (Tudo isso é a versão de Lefebvre dos eventos.) Mais tarde naquele dia, o Arcebispo decide que Roma está fazendo jogo: ele nunca vai conseguir consagrar um bispo. Assim ele dispara com uma carta a Ratzinger em 6 de maio ameaçando ir em frente e nomear um bispo em 30 de junho, com ou sem aval de Roma. Em 24 de maio de Roma disse, com efeito, “Ok. Você pode consagrar um bispo em 15 de agosto” . Mas então agora, no dia 2 de junho, Lefebvre rejeitou o acordo inteiramente e em 30 de junho, consagrou quatro bispos. O resto já sabemos: em 1º de julho, ele e os bispos consagrados foram formalmente excomungados.

    O que muitos se perguntam até hoje é o que aconteceu para arruinar todo o processo à beira do desfecho? Há algo em torno desse assunto sobre os bispos que geralmente nunca é explicado. Algum tempo por volta do desastre de 05-06 maio, Lefebvre tinha apresentado os nomes dos potenciais candidatos a bispos e Roma se opôs. A seleção dos bispos é um assunto delicado. Com a aprovação papal, é perfeitamente legítima. Sem a aprovação papal, é um ato cismático e uma ofensa digna da pena de excomunhão.
    O verdadeiro problema dos bispos, neste caso, não era QUANDO, mas QUEM? Quem seria aceitável para o papa? Presumivelmente, os sacerdotes que foram escolhidos eventualmente como candidatos a bispos estavam na lista apresentada por Lefebvre.
    Roma sabia quem eram esses homens, e sabia que eles sustentavam a mesma visão que Lefebvre havia expressado em momentos mais incautos: que a Missa Nova é uma blasfêmia, o Concílio é herético, os papas que aprovam o Concílio são todos heréticos, e talvez eles não são papas coisa nenhuma.
    Quaisquer que sejam as deliberações, o certo é que Roma tinha um dossiê extensivo sobre cada um dos homens favorecidos por Lefebvre para a consagração. E de acordo com o autor Michael Jones, em seu livro L”affaire Williamson, Richard Williamson era o candidato que mais preocupava Roma e é por isso que o Papa reserva pra si mesmo o direito de aprovação. Não se trata apenas de uma questão técnica, mas uma medida para proteger a Fé. Como poderia Roma aprovar um bispo que realmente acreditasse que o papa é uma ferramenta dos maçons?
    Na verdade, o Papa João Paulo provavelmente jamais teria aprovado qualquer um dos bispos que Lefebvre tinha escolhido, e por sua vez Lefebvre provavelmente jamais teria aceitado um bispo escolhido por João Paulo II.

    Uma outra revelação do que se passou em torno do segredo das negociações de 1988 é que a um certo ponto Lefebvre teria exigido como parte do acordo que todos os tradicionalistas católicos do mundo (aqueles que queriam a Missa antiga) teriam que se tornar membros da Sociedade. Era uma demanda absurda, impossível de se cumprir mesmo que tivesse sido concedida, mas isso demonstra a quantas andava o estado de lucidez do Arcebispo Lefebvre nos últimos anos de sua vida . E se aproveitando de sua debilidade física e estado de saúde, ele foi impiedosamente manipulado por seus principais assessores, principalmente Monsenhor Richard Williamson, que exercia sobre ele uma influência rasputiniana. Richard Williamson, diretamente persuadiu o Arcebispo a não assinar nada com Roma. Quando ele voltou de Roma após a assinatura do acordo de 05 de maio, esse candidato, temendo talvez, ver sua pretensão ao episcopado prestes a ir pelo ralo, instou o Arcebispo a repudiar o acordo com Roma alegando que a assinatura levaria inevitavelmente a um racha na Fraternidade Sacerdotal. Havia muitos na Fraternidade (ou seja, Williamson e cia), que simplesmente não tinham confiança alguma em nada que viesse de Roma e assim qualquer aproximação da SSPX com Roma, para o bem ou para o mal sempre gerou defecções.

    Mas esses fatos são águas passadas. O fato é que o então Cardeal Ratzinger se tornou Bento XVI e aqueles que passaram os últimos vinte anos rotulando os padres e fiéis da SSPX de cismáticos se viram privados da base canônica para os insultos quando o Papa assinou o decreto anulando as excomunhões.
    Bispo Fellay se encontrou com Papa Bento XVI em Castelgandolfo no dia 29 de agosto de 2005, apenas quatro meses depois da eleição de Ratzinger e ali mesmo se iniciou as negociações para se anular as excomunhões. Em novembro daquele mesmo ano, Bispo Fellay liderou uma peregrinação a Lourdes e pediu uma cruzada de rosários nessa intenção. No dia 21 de Janeiro de 2009 as orações foram atendidas quando o Cardeal Giovanni Battista Re enviou uma carta à Dom Fellay anunciando a remissão da pena de excomunhão onde entre outras coisas mencionava que tal gesto do Papa, era um sinal pra se promover a unidade na caridade da Igreja Universal e tentar por um fim no escândalo da divisão”. O recado de Bento XVI foi claro: “A Tradição não mais será estigmatizada”.
    Mas “coincidentemente” apenas um dia após a remissão das excomunhões, advinha quem entra em cena novamente? No dia 22 de janeiro começa a circular na internet e na mídia uma entrevista de Dom Williamson que colocou o Papa em saia justa e na mira dos piores inimigos de Bento XVI, a ponto dele ter que escrever uma carta ao Episcopado tentando justificar seu gesto de reconciliação.
    Mas a partir dali a sorte de Bento XVI foi selada. Ele mesmo, o próprio Williamson reconhece que foi por causa de seus comentários imprudentes que ele jogou o Papa na fogueira. Chega ao ponto de invocar o Profeta Jonas em sua carta de desculpas:
    Tomai-me, disse Jonas, e lançai-me às águas, e o mar se acalmará. Reconheço que sou eu a causa desta terrível tempestade que vos sobreveio.
    http://rorate-caeli.blogspot.com/2009/01/apology-letter-of-bishop-richard.html
    Depois agradece pessoalmente ao Papa por ter anulado sua excomunhão, o que é uma tremenda contradição tanto pra ele como para seus seguidores que batem no peito dizendo que não se importam de serem “excomungados” pela igreja conciliar.
    Talvez as “willamsonettes” também ignoram o fato de que nas negociações para a anulaçãoo das excomunhões, (com as quais Williamson assinou e concordou), os Bispos da Fraternidade assumiram o compromisso de evitar críticas públicas que desrespeitem a pessoa do Santo Padre e que sejam daninhas à caridade eclesial.
    O fato é que depois de seus comentários imprudentes e inoportunos, os oficiais do Vaticano tiveram que vir a público declarar que desconheciam as opiniões controversas de Williamson antes da anulação das excomunhões e como resultado disso, a regularização da situação canônica, que da parte do Papa seria incondicional foi totalmente por água abaixo.
    Richard Williamson não conseguiu manipular Dom Fellay como ele conseguiu fazer com Dom Lefebvre no final de sua vida e por isso fez o que podia pra minar sua autoridade, para atravancar todos os seus esforços e boicotar todas as iniciativas de reconciliação, alegando que a Igreja sofre de uma doença contagiosa chamada “modernismo” e que devemos permanecer fora dela se não quisermos nos contaminar. De fato, São Pio X reconheceu no Modernismo a síntese de todas as heresias, mas CISMA não tem nada a ver com heresia. Cisma é um pecado contra a caridade, enquanto heresia é um pecado contra doutrina.
    No final prevalece o que esclareceu o teólogo Ronald Knox em seu Tratado sobre a Fé dos Católicos:
    “Acreditar em Doutrinas Católicas sem acreditar naquela infalível autoridade que mantém todas essas doutrinas coesas não é Fé Católica, mas uma série de opiniões especulativas. E é a primeira infidelidade a que mais conta”.
    http://www.ewtn.com/library/CHRIST/BELIEF.TXT

    • Gercione,

      Mais que um comentário, seu texto foi uma aula. É difícil tomar partido sem o conhecimento do contexto e de seus pormenores. Todavia, a citação final do teólogo Ronald Knox é extremamente pertinente, pois nos dá uma chave para formar um juízo adequado diante das várias vicissitudes pelas quais passa a Igreja depois do CVII.

      Como o assunto parece ser tabu nos sermões, pelo menos nas missas que frequento, o fiel novato no tema, como eu, que na época das sagrações episcopais de Econe tinha 5 anos de idade, fica perdido, e não se trata de se tornar “williamsonettes” ou “fellayettes” ou “lefebvrettes” ou seja lá qual partido for, trata-se de se situar e tentar pôr em prática a exortação de São Paulo:

      “Admoestai os indisciplinados; reconfortai os pusilânimes, sustentai os fracos; sede pacientes para com todos. Vede que ninguém retribua o mal com o mal; procurai sempre o bem uns dos outros e de todos. Ficai sempre alegres. Orai sem cessar. Por tudo dai graças, pois esta é a vontade de Deus a vosso respeito, em Cristo Jesus. Não extingais o Espírito; não desprezeis as profecias. DISCERNI TUDO E FICAI COM O QUE É BOM. Guardai-vos de toda espécie de mal” 1Ts 5, 14-22.

      Qual era a posição de Dom Mayer, bendita seja minha Diocese para merecer um Bispo de tamanha ortodoxia, admirado por católicos espalhados por todo o mundo e esquecido em sua própria diocese, sua participação nas sagrações de Econe foi apenas figurativa, protagonista ou foi também manipulado?

  13. …Penso poder garantir em nome de todo o Clero, religiosos e fiéis leigos ao Sucessor de Pedro Papa Francisco, o primeiro a quem compete a tutela da unidade da Igreja, a nossa filial união e obediência, em especial nesse doloroso momento”.
    Notem que com prudencia D Edney usou os termos “nesse doloroso momento”, e indicaria em que dificuldades particulares a Igreja está sob o pontificado do papa Francisco, uma verdade; apesar dos fatos estranhos que sucedem na Igreja nesse pontificado, o saudoso Bento XVI se colocou sob o papa Francisco prometendo obedecer a ele; nesse caso seria bom não divergir da Igreja sob o atual pontífice e desconsiderar algo desconforme dele em entrevistas e outras ações particulares.
    Apoiar essa ordenação não seria boa ideia, relembrando o que foi dito em Akita por N Senhora:
    “O Diabo se infiltrará até mesmo na Igreja de tal um modo que haverá cardeais contra cardeais, e bispos contra bispos…

  14. São José, patrono da Igreja Universal, rogai pelo corpo chagado de vosso Filho!

  15. Daqui a pouco aparece alguns “fiéis” fazendo uma lista de erros do clero modernista para vir com aquela velha frase: “Eles estão em plena comunhão, dai Dom Williamson que é fiel a doutrina de sempre não…”

    Ato imprudente e que só prejudica o trabalho e crescimento dos tradicionalistas, infelizmente muitos irão associar a imagem do tradicionalismo a rebeldia e a atos como este da Sagração Episcopal.
    Oremos.

  16. Eu disse, mas foi….”moderado”…..NUNCA havia visto isso na IGREJA!

    Essas “divisões”….”grupos”…”fundações”…Bispos separados etc!! ….. Disse que era novidade para mim,como católica,pois sempre me ufanei da UNIDADE que pensava existir na IGREJA CATOLICA, quando eu falava com pessoas protestantes…..Mas,agora………
    E, sempre soube que se deve obedecer ao verdadeiro PAPA…..!!!!!Aliás, é feio essa pinimba entre varios tipos de espiritualidade catolica,na IGREJA e etc… tipo: …..gosto disso…detesto isso…e..tome critica pra lá e pra cá..etc!…….. quando todos deveriam estar focados é em JESUS CRISTO!!!
    Hum……!
    Esse BISPO de NOVA FRIBURGO acertou.

  17. Ok… fidelidade a Roma sempre!

    Sejamos fiéis a Roma indo orar nas Assembleias de Deus…
    Sejamos fiéis a Roma ajoelhando-nos para receber a bênção do pastor protestante…
    Sejamos fiéis a Roma firmando o projeto de reforma política, amado, idolatrado pelo PT e CNBB…
    Sejamos fiéis a Roma desfilando pela escola de samba Unidos do Capiroto, presidida pelos dois padres fidelíssimos a Roma…
    Sejamos fiéis a Roma condenando os protestos de 15/03/15…
    Sejamos fiéis a Roma com nossas sugestões sobre como acolher os casais em segunda união e as pessoas em relacionamento homoafetivo e assim permitir sua plena participação na vida eclesial…
    Sejamos fiéis a Roma apoiando e votando em candidatos favoráveis ao aborto…
    Sejamos fiéis a Roma adorando o Santíssimo Sacramento em copinhos descartáveis…
    Sejamos fiéis a Roma denunciando as mães coelhas…
    Sejamos fiéis a Roma endossando a retirada de símbolos religiosos das repartições públicas…
    Sejamos fiéis a Roma lendo Boff…
    Sejamos fiéis a Roma beijando os pés dos filhos de Ismael…
    Sejamos fiéis a Roma deixando um Bispo e seu rebanho entregues à sorte diante dos malditos do estado islâmico…
    Sejamos fiéis a Roma preparando-nos ansiosamente para a celebração dos 500 anos da Reforma Protestante, ocasião em que será instituída a festa de São Martinho Lutero, Doutor da Igreja…

    E, sobretudo,

    Sejamos fiéis a Roma boicotando esta ordenação episcopal, tão maléfica para a Igreja Católica Apostólica Romana.

    Que venha sobre nós o Espírito Santo, trazendo sabedoria e discernimento…

  18. Não existe essa de “comunhão plena”, acenada pelo Bispo. É mais um dos engodos lógicos de uma teologia carnavalesca para não dizer outra coisa. Comunhão é como a virgindade: perdeu, perdeu; ou se tem ou não se tem, não admite meio termo. Não há “meio virgem” nem “meia comunhão”, comunhão parcial e blablablá pra boi dormir.

    Resta perguntar se o Bispo de Friburgo, Francisco e todos os mitrados, encasulados, anelados e embaculados estão em comunhão com 20 séculos de Magistério, por exemplo, com o Concílio de Trento, onde o Espírito Santo condenou a grotesca e corrosiva HERESIA protestante.

    Ou Espírito Santo mudou de ideia de lá prá cá? O Espírito Santo progrediu no conhecimento da verdade, né? Que tédio dessa gente toda! Que papelão! Que gente ridícula e absurda!

    Williansom comparecerá diante do tribunal de Deus, e também Francisco e o Bispo de Friburgo. Todos nós. Vamos ver os argumentos de cada um…

    Ah…! Papai do Céu, eu tava obedecendo. Em Nurembeg se disse a mesma coisa.

  19. Se não fosse a circunstância da atual gravíssima crise na Igreja, certamente essa sagração sem mandato pontifício seria condenável, mas considerando-se a realidade em que nos encontramos, ela se torna inteiramente lícita e mesmo louvável: é à Teologia Moral que nós apelamos para afirmar isso.
    A proibição de sagrar bispos sem mandato pontifício é, sem dúvida, de Direito Divino; mas isso não quer dizer que ela não possa, em casos graves, conhecer as suas exceções, visto que se trata de um caso de Direito Divino “ilicitante” e não “invalidante”.
    Há proibições de Direito Divino que afetam de modo ontológico o ato proibido, de tal modo que não podem conhecer exceções: por exemplo, a proibição de usar outra matéria que não pão e vinho na confecção da Eucaristia. Mas há também proibições de Direito Divino que determinam apenas o aspecto moral do ato proibido, afetando-o, portanto, apenas acidentalmente e não essencialmente, de modo a poderem conhecer exceções, desde que se tratem, é claro, de “violações” justificadas e não envolvendo nenhuma ação intrinsecamente má. Por exemplo, é de Direito Divino que o padre não pare a Consagração após consagrar a hóstia, mas sim siga-a até o fim com a consagração do vinho e a comunhão; e, todavia, se ocorrer um incêndio na igreja logo após a consagração da hóstia, cessa, a título de exceção justificada por caso grave, a referida obrigação de Direito Divino e a missa pára ali mesmo. Outro exemplo: é de Direito Divino que as Hóstias Consagradas sejam usadas, como é óbvio, apenas para a comunhão e a adoração – e, todavia, como ensina a Teologia Moral, se uma pessoa estivesse passando fome ao ponto de não dispor de nenhum jeito de outro alimento, poderia tranquilamente arrombar o sacrário que encontrasse e comer as Hóstias Consagradas como se fossem um alimento comum (pode parecer chocante, mas é o que a Teologia Moral tradicional afirma). Logo, o Direito Divino “ilicitante” pode conhecer exceções em casos graves.
    Aplique-se esse princípio ao caso da proibição de sagrar bispos sem mandato pontifício – que, claramente, se trata de um caso de Direito Divino ilicitante e não invalidante – e se terá a justificativa moral indispensável, e tanto mais quanto a sagração de um bispo é, em si mesma, uma ação intrinsecamente boa e excelente. Portanto, nas circunstâncias presentes, Dom Williamson está agindo licitamente ao sagrar um bispo mesmo sem autorização papal: é uma violação puramente material, e não formal, do Direito Divino ilicitante, a título de exceção justificada por necessidade grave.

  20. Só uma palavra me vem à cabeça neste momento… a prudência! Ela deveria ser a primeira coisa a ser procurada por D. Williamson. Não estou vendo isto! Não existe mais o estado de necessidade invocado por D. Lefebvre e nada justifica este ato! Realmente, há 27 anos atrás, só havia D. Lefebvre e o Leão de Campos, mas hoje, será que tal estado é tão patente? Vale a pena recordar que as sagrações de 1988 somente ocorreram após inúmeras tentativas de composição com a Santa Sé por parte de D. Lefebvre, coisa que não se apresenta diante de nossa vista neste momento!

    Como já foi dito acima, a Tradição cresce de modo exponencial, mesmo com a perseguição por parte de maus padres, bispos e cardeais! Nada justifica se sagrar bispo um homem de 73 anos, por mais fiel á Tradição que seja, em tal conjuntura! O fato de um homem mais jovem não estar sendo sagrado bispo é, no mínimo, inquietante! E o pior é que se percebe que isto será feito apenas com a intenção de rebeldia, ou seja, para alfinetar a FSSPX e a Santa Sé! Meu Deus! Está claro que tal insanidade fará apenas com que os tradicionalistas sejam todos colocados em um mesmo balaio de gatos!

    Será que D. Williamson não percebe que o modelo eclesiástico que está sendo proposto de “núcleos de tradição”, em uma quase autocefalia, tem verve protestante?

    Será que D. Willamson realmente abandonou todo o “modus operandi” mental anglicano de sua origem familiar?

    Em suma, antes que me apedrejem, será que D. Williamson e seus seguidores não percebem o imenso dano que estão para fazer nas fileiras daqueles que buscam a restauração da Igreja?

  21. A maçonaria eclesiástica chegou à sua mentira mor: destrói Pedro e pede obediência a Pedro. Bem que Dom Lefebvre avisou que se perderiam pela obediência, ante o golpe de mestre de Satanás.

  22. Consumatum est! Já era… Padre Faure agora é Dom Faure.

  23. Gostaria de saber se o bispo aplica a mesma dureza aos praticantes do ecumenismo.aos apologetas da liberdade religiosa e da colegialidade.

  24. “Há que recordar os grandes esforços despendidos pelos Sumos Pontífices São João Paulo II e Bento XVI a fim de assegurar a plena comunhão com a Igreja de todos os seguidores do Arcebispo Marcel Lefebvre. Graças a Deus, muito se tem conseguido e os frutos são numerosos.”

    Quais frutos? Ter que ser obrigado a celebrar missa nova humanista? A se tornar passivo aos abusos que esta permite em prol de um simulacro de obediência? Aos ditames liberais/revolucionários do último concilio, que os papas que o promoveram afirmaram ser pastoral, mas que seus sucessores os tornaram como dogmas obrigando aqueles que não os aceitam? Será que temos mesmo que aceitar a liberdade de cultos a demônios de levarem as almas para o Inferno? Devemos bajular essas mesmas falsas religiões com esse novo ecumênimos que não condena o erro e converte, mas que só quer dialoga e exaltar os tais “pontos bons e comuns” com a Única Religião? E a colegialidade que transformou o papa num tipo de líder democrático, não mais um monarca? Por favor, não insultem a minha consciência. Fuga de milhares de almas para as seitas, resfriamento da fé, falta de vocações, o sacrifício de Cristo e qualquer ato de devoção e piedade transformado em espectáculos de palhaçada sentimentalista, o nascimento das famigeradas Teologia da Libertação e Rcc, etc. Eis o fruto dessa crise. Se tal ato de Dom Williamson é errado ou não, se é passível de excomunhão (já que há canones sim que o legitimiza sobre isso – 1323-1324) não é o que se deve discutir aqui. Deve se discutir um papa que recebe hereges, comunistas, sodomitas, sarracenos e judeus, mas não tem um pingo de misericórdia para aqueles que querem viver a autentica fé católica de 2000 anos. Não é a toa que o mesmo perseguiu tanto o Seminário de Cidade del Leste quando Arcebispo de Buenos Ares. Rezemos para que, nessa situação, o Santo Padre aja com razoabilidade e piedade! E aos que torcem pelas excomunhões, esses não são nem dignos de nota, que Deus tenha piedade de suas almas!

  25. Não creio que Willianson tenha feito o melhor, mesmo considerando a situação absurda em que vivemos. Pelos frutos, podemos ver que o caminho inaugurado pelo Vaticano II levou a Igreja à incontáveis aporias e becos sem saída, e que a experiência Conciliar, estatisticamente, materialmente, fracassou sob TODOS os aspectos enumeráveis. Os ambientes católicos tornaram-se como que a caricatura de si mesmos. Além disso, o malsinado caminho do ecumenismo – essa ingênua obsessão do clero – está em frontal desacordo com o Magistério anterior ao Vaticano II. Quem fomenta ou tolera os erros do Protestantismo, condenado pelo Espírito Santo no Concílio de Trento, não pode agradá-Lo. É de se perguntar – aos que pensam diferente – se o Espírito Santo mudou ou se Ele, crescendo em ciência e sabedoria (!), passou a olhar com bons olhos aquilo abominava na heresia Protestante.

    Que frutos deram o ecumenismo até hoje? Respondo. Vagas declarações conjuntas, cafezinho e degradação doutrinal. Os Protestantes não cederam um milímetro; eles mantêm e divulgam, fundamentalmente, os mesmos erros sobre a constituição divina da Igreja, a obra salvífica de Cristo e a Revelação divina. A única solução para conciliar todas essas disparidades seria a de se pensar numa pan-igreja, sem fronteiras ou doutrina definida, sem prevalência ou exclusividade de uma Confissão sobre a outra. Eis o caminho que os Bispos insistem em oferecer à consciência dos católicos.

    Nolite errare, Deus non irridetur.

    Não vos enganeis, de Deus não se zomba

    • E já sabemos a quem interessa essa panigreja e quem reinará sobre ela nos fins dos tempos. “As estradas do Inferno são pavimentadas com crânios de bispos.” Santo Atanasio. Rezemos por nossos prelados, se não…

  26. Dom Williamson é convertido do anglicanismo e parece manter uma certa rebeldia caracteristica dessa seita.Já não bastava ser expulso da FSSPX e agora faz essa sagração.Daqui a pouco estarão ordenando mais bispos e quem sabe até um papa.
    Rezemos para que a fraternidade São Pio X acerte sua situação canônica com a Igreja e aí sim, podemos ter cardeais e quem sabe até um papa vindo da fraternidade.

  27. A nota está correta. Mas são dois pesos e duas medidas. Queria saber se a ortodoxia é contínua no pastoreio de Nova Friburgo, como foi para este caso que, em se tratar de igreja universal, é mais que “chutar cachorro morto”.
    Desculpe a comparação.
    Viva São Jose!

  28. Com a palavra Dom Lourenço Fleichman:

    Sobre a Sagração Episcopal

    Dom Lourenço Fleichman OSB

    O anúncio da Sagração episcopal que será realizada no Mosteiro da Santa Cruz, em Nova Friburgo, nesta quinta-feira 19 de março, tomou de surpresa os católicos da Tradição. Há certo tempo que se especulava sobre a possibilidade dos dissidentes da Fraternidade São Pio X, comandados por Dom Williamson, chegarem a esse extremo, mas a coisa ia sempre se perdendo no tempo. Agora parece que se tornou realidade.

    Não poderia deixar de escrever algumas linhas que expressem a tristeza e a preocupação que tal atitude provoca nas almas. Não dizemos que estejam fazendo cisma, ou um ato cismático, como o Vaticano afirmou na época da sagração de 1988. Uma sagração episcopal pode ser uma necessidade para o bem da Igreja, como coube a Dom Lefebvre fazer, com toda prudência e propriedade. O que incomoda é a falta de prudência, a falta de peso de um grupo de dissidentes sem expressão e sem futuro; e a falta de argumentos válidos para que seguissem um rumo acéfalo.

    Impressiona o tom ufanista, de salvadores da Igreja, que adotam em seus escritos, mesmo com a Divina Providência dando mostras de que erraram em suas constantes imprudências.

    Impressiona a argumentação vazia de fundamentos, baseada em falsas interpretações, como repetir incansavelmente que a Fraternidade S. Pio X já teria feito um acordo com o Vaticano.

    Impressiona o orgulho de jamais reconhecerem que erraram em suas avaliações.

    Não são capazes de esperar, de sofrer uma situação desfavorável; querem resolver seu problema particular, querem impor à Divina Providência seus pensamentos particulares; são incapazes de perceber que Deus não agiu assim, em nenhum momento da vida de Dom Marcel Lefebvre. O uso do nome do fundador da Fraternidade é, por isso, mais um abuso realizado por aqueles que Dom Williamson arrastou.

    Agora assumem uma atitude grave, que só pode trazer um prejuízo imenso à causa da Tradição.

    Nossos leitores sabem muito bem que jamais consideramos como sendo uma possibilidade fazermos algum tipo de acordo ou reconhecimento com o Vaticano, enquanto perdurar em Roma o espírito do Concílio, essa Outra igreja protestantizada. Mas afirmar que a Fraternidade S. Pio X pactua com essa Roma modernista é falso, injusto, e descabido.

    Perdemos mais uma vez.

    Se o orgulho já tornava difícil o retorno dos dissidentes ao combate em torno da Fraternidade, com essa sagração, cava-se um abismo muito maior.

    Perdemos nossos bons companheiros de combate, padres amigos de longa data. E nesse desalento e tristeza só nos sobrou São José. No dia da sua festa, pedimos e suplicamos ao esposo da Virgem Maria, ao pai adotivo de Jesus, ao padroeiro da Santa Igreja que tantas provas já deu de proteção à causa da Tradição, que interceda junto ao trono de Deus para que essas almas sejam esclarecidas, saiam da sua cegueira, do seu orgulho, abandonem esse combate menor por suas causas pessoais, para abraçarem novamente o bom e verdadeiro combate pela Santa Igreja.

  29. Frates ou algum leitor que tenha um conhecimento dos fatos da qual não tenho: Por que esta manobra ilícita se fará no Brasil? (Como diz o caipira: neste pau tem formiga!)

  30. D. Willamson fez um ato de total rebeldia e vingança; sabemos que os dias atuais da Igreja não são nem de longe os melhores, mas, sagrar um Bispo apelando para o estado de emergência que obrigou D. Lefebvre a sagrar os 4 há anos atrás é totalmente absurdo…

    A Tradição está viva e operante apesar das perseguições escancaradas, sobretudo depois de 2013, ano mais que letal, de infeliz memória na História da Igreja…

    A FSSPX está mais do que viva e atuante e com certeza, no tempo oportuno, ajudará ainda mais na restauração da vida CATÓLICA na Igreja de Deus, sem ser preciso, sobretudo depois de 2013, provocar Roma e seu Bispo atual, que não dorme nem esquece de se vingar de todos os que lhes são contrários, usando sua Cúria espúria e claudicante que ele está tentando montar…

    Vou morrer repetindo: se Paulo VI, hoje beato ( MISERICÓRDIA!!!!!!!!!!) não conseguiu levar a Igreja a pique, não vai ser Bergoglio que o fará, quanto mais, pela diferença abissal de cultura entre este último e o Papa Montini…

    Menos um Bispo no combate eficaz e prudente contra o câncer dos espíritos de porco do Vaticano II que povoam a Igreja há décadas…

  31. Previsão do tempo. Virão ventanias. Tempo sujeito à tempestades. Alguns poderão ficar desabrigados. Conveniente uso de guarda-chuva acompanhado de rosário.

  32. Essa nota diocesana trata as coisas como se houvesse um incessante deslocamento dos padres diocesanos ao mosteiro de Santa Cruz e vice-versa, como se fossem uma só e mesma coisa, como se estivessem em comunhão uns com uns outros, e a sagração episcopal fosse uma surpresa e uma ruptura com um laço de amizade.
    Não há comunhão nenhuma entre a Resistência e a igreja conciliar. O mais é simples escândalo farisaico, porque a igreja conciliar não suporta o dogma católico e é pródiga em abrigar dentro de si os piores elementos, os hereges mais descarados, e as maiores ofensas contra Deus e contra a Igreja.
    Cada missa nova é um deboche diante de Deus, pois negam-Lhe um culto divinamente inspirado e dão a ele um culto inferior, como se roubassem o Sacrifício de Abel e legassem a Deus o inferior, de Caim. E cada abuso litúrgico é uma profanação direta, uma zombaria contra Seu Sacrifício.
    Malditos e hipócritas são esses clérigos conciliares, que buscam a amizade humana com todas as seitas e falsas religiões e tratam os que não desejam ser assimilados na nova crença como leprosos e dignos de todo o repúdio.
    Se a igreja conciliar tivesse a mesma verve em atacar os abortistas e os promotores da libertinagem como fulmina os que desejam apenas fazer o que é certo, talvez estivéssemos em tempos menos corruptos.
    Mas a igreja que destrói uma ordem inteira por simples SUSPEITA de “lefebvrismo”, como fazem diante de todos com os franciscanos da Imaculada, se esta igreja é capaz de tal atrocidade por ver apenas indícios em um meio que ACEITA O CONCÍLIO, o que não faria com D.Williamson e a Resistência, se ao invés de rejeitarem contato com estes clérigos inebriados de liberalismo e modernismo, a eles depositasse a espada da Fé e se tornassem obedientes cegos e sem critério?
    O teto que abriga o bispo de Nova Friburgo é o mesmo teto que abriga o episcopado marxista do Brasil, o episcopado herético da Alemanha, Walter Kasper, etc. Nenhum destes está excomungado, e todos eles são muito bem tratados e jamais recebem a mais longínqua ameaça de Roma. Se o quadro não fosse tão triste, eu diria que é um deleite ser excomungado pela Roma Conciliar. Mas é infelizmente uma grande tristeza que uma nova excomunhão se dê. Ela deixará bem claro aos olhos do mundo que oficialmente a Resistência e a igreja conciliar nada tem a ver uma com a outra. É uma honra não ter nada em comum com o modernismo. Mas é uma calamidade ver o distanciamento de tantos batizados em direção a precipícios tão profundos…

  33. Esses bispos do CV II tem a cara de pau de falar de ato cismático mesmo é? Quem são eles? Suas dioceses estão repletas de gays e de falsas doutrinas, fazem vista grossa a tudo isso e pensam ter moral para falar de Dom Williamson? Mesmo que ele esteja errado ainda está mais certo que Dom Edney!!

  34. Eu sou da diocese de de Nova Friburgo. E posso dizer com tranquilidade que a maioria daqueles que o estão criticando não conhece esse admirável prelado. Dom Edney Mattoso é provavelmente o melhor bispo que a Diocese de Nova Friburgo já teve. Tem batalhado há anos para consertar as coisas aqui na minha complexa diocese, que ainda tem muitos problemas devido ao fato de ter tido por muito tempo como bispo o terrível Dom Clemente Isnard, o mesmo que traduziu erroneamente -e propositalmente – o Missal (quem conhece sabe… ele foi o primeiro bispo daqui), com a maioria dos padres mais velhos formados nessa época. Dom Edney tem se esforçado para desarraigar a nunca assaz execrada teologia da libertação das nossas paróquias, e também zelado aguerridamente pela restauração da Sagrada Liturgia – para o descontentamento de muitos aqui… Houve, inclusive, boatos de perseguição por parte de modernistas contra ele, no ano de 2013 (não posso dar detalhes). Ah, só para constar: uma das primeiras homilias que eu ouvi de Dom Edney foi justamente CONTRA o protestantismo… Portanto, que parem de falar daquilo que não sabem, e pensem mil vezes, diante de Deus, antes de levantar suspeitas levianas contra um bispo desse quilate.
    Viva Cristo Rei! Save Maria Imaculada! Viva São José!

    • Então se ele for fundo mesmo na denuncia do mal e do erro vai ficar com as costas a mostra ou seja vai ser despromovido escurrassado como o cardeal Burke e Dom liviers e ai sim saberemos que ele é da luz até la tem que levantar a voz e fazer mais barulho contra todas as abominaçoes aqui cima descritas e não so sobre esta ordenaçao!!!

    • Sr. CLAUDINO,

      Todos os que professam, fomentam ou toleram o inconsequente, patético e RIDÍCULO ecumenismo fomentado pelos Papas e o episcopado desde o Vaticano II, incidem, ipso facto, nas censuras doutrinais e canônicas já proferidas pela Igreja católica contra a heresia protestante, seus sequazes e/ou simpatizantes. Os bispos, ou quaisquer ministros ordenados e leigos, que tomam parte nessas iniciativas promíscuas e lesivas à honra da única Igreja de Deus, decerto que O desonram e O desagradam, posto que Ele é incapaz de contradizer-Se e de mentir, como fazem os homens. Se, pois, o Bispo de Friburgo (*), sói promover, como os demais, iniciativas ecumênicas (“semaninhas da unidade” e semelhantes absurdos doutrinais), se S. Excia acha que pode desdizer o Espírito Santo que condenou o protestantismo no Concílio de Trento (Décimo nono Ecumênico), então de nada serve a Sua Excia pregar contra essa desgraçada e maldita heresia; melhor seria que o Bispo de Friburgo jamais tivesse aceito o ministério, pois “a quem muito foi dado, muito será cobrado”; nem se pode invocar, nesse caso, o favor da ignorância (das censuras e anátemas lançados contra essa heresia) para quem foi constituído Doutor dos fieis.

      Pare, então, Sr Claudino, de adular a inconsequência alheia, e milite em prol da Verdade e não da incoerência e da vertigem dos homens.

      (*) O Bispo de Friburgo, ao que parece, foi formado na incoerente cartilha de D. Estêvão Bittencourt, beneditino, prolífico compilador, por décadas, dos artigos do “Dictionnaire de Théologie Catholique”).

  35. São os fariseus da época conciliar filtrando um mosquito e engolindo um camelo. Agora entendi as palavras de Nosso Senhor.

  36. Tendo em consideração ao que acontece aos Franciscanos da Imaculada e a tantos que desejam não só a hermenêutica da continuidade como uso do rito tridentino, seria prudente, caso a FSSPX já tivesse firmado acordo com Roma que viesse trazer trair a Tradição. Mas, até o momento esse acordo não existe.

  37. Que um e outro argumente diversos motivos para que essa consagração não tivesse sido feita, é normal pois são diversas as opiniões. Mas chega ao ridículo aqueles que afirmam que atualmente não há o mesmo estado de necessidade que havia em 1988 pois a Tradiçao tem ‘x’ bispos e naquele ano não tinha, blá blá blá. Acordem! O estado de necessidade é a crise da Igreja. Olhem a situação dela pelo mundo e me digam se não há estado de necessidade. O objetivo do “movimento” Tradição não é ser um grupinho para que os fiéis tradicionais se refugiem. O objetivo dela é restaurar a fé de sempre na Igreja Católica. A crise na Igreja nunca foi tão grave quanto agora. Só tem se agravado e se agravou como nunca nesse pontificado. O que por consequência faz com que o estado de necessidade seja maior do que nunca.

  38. A lei suprema (i.é. supre todas em caso de necessidade) é a salvação das almas. Ora, a obra deletéria contra a fé católica da Roma modernista segue e se agrava sempre mais. Por tanto, consultrar o papa nesse caso equivaleria a sucídio, coonhecida que é sua posição e os casos que endossa. Se salvar as almas se impõe sobre qualquer coisa pelo perigo que correm, logo Mons. Wiliamson agiu na mesma medida e pelo mesmo teor que Mons. Lefebvre: em nome da manutenção da Fé, para a glória de Deus e salvação das almas. E digo mais: chegará o dia que a FSSPX terá que fazer o mesmo que fez Mons. Wiliansom, ou será absorvida pela Roma apóstata e apostatará com ela.

  39. Excomunhão automática consumada.

  40. Comentadores do Frates, este artigo (aqui: http://borboletasaoluar.blogspot.com.br/2013/05/o-judaismo-e-o-vaticano.html) me fez compreender e apoiar Mons. Williamson acerca premente necessidade da sagração episcopal. A Providência está a agir. Aliás, nunca deixou de operar.

    A onda blasfema que se introduziu sub-repticiamente na Igreja em razão do CV II é irreversível e vai dividir mesmo. Aliás, já dividiu.

    Não se escandalizem, pois foi Nosso Senhor mesmo que disse que iria separar o joio do trigo. Na verdade este processo de separação, de forma misteriosa e quase incompreensível para nossas inteligências obscurecidas, se mantém em “ato” ao longo da história (a qual, para nós, católicos, terá seu final), e, mais espetacular e manifestamente – não se pode olvidar – nestes últimos tempos em que a “fera” já não tem “pudores ou quaisquer constrangimentos” em se mostrar, presunçosa de toda sua “blasfema pujança” no Lugar Santo.

    Santo Atanásio, o Bispo mais amado e o mais odiado e perseguido do seu tempo, bem pode nos esclarecer sobre os múltiplos aspectos dessa questão tão espinhosa quanto inusitada.

    “Oh! inocência, por que tens que ser tu o pasto dos chacais?
    Por que despojar-se de ti é tão custoso?
    Talvez porque tu inocência, se retamente não fores compreendida,
    Converte-á-se em fantasia, fonte de toda desdita.”

    Santo Atanásio, rogai por nós!

  41. Diante do acontecido, não haveria de ser outra se não essa, a posição do então bispo de Nova Friburgo. A ele cabe o governo particular dessa Diocese, no território da qual, se faz presente o Mosteiro da SAnta Cruz. Como se diz no mundo civil, está perfeitamente regular tal pronunciamento. Os Canones também resguardam tal obrigação do prelado. Em matéria de fato, o Mosteiro da Santa Cruz, como todo eu qualquer Ordem Canônica, podem firmar em qualquer diocese, bastando para isso um ato formal de pedido ao prelado do lugar, o qual, em situações normais, não encontraria nenhum empecilho. Contudo, como é de conhecimento de todos, a fundação desse mosteiro se fez num momento nada “normal” na Santa Igreja. Porém, o prelado da época nada poderia fazer, vez que sua não autorização só seria observada, se a Ordem Beneditina estivesse em comunhão com o Vaticano, digo dessa forma, vez que por mais complicado que se apresente, urge diferenciar a igreja como seus organismos governamentais, no caso o Estado do Vaticano, os Dicastérios Romanos, etc, da Igreja como tal.
    Logo após a fundação do Mosteiro da Santa Cruz, inclusive com as presenças de D. Mayer e D, Lefebvre, houve o “acordo” do então mosteiro de origem, o Barroux, como Vaticano. O mesmo abade que alguns anos havia, assim com os bispos supra citados, alertado Roma dos erros doutrinários, para lograr uma regularização canônica, aceitou o que outrora repudiara. Como regularmente, conônicamente, veio aos monges de Friburgo, pela Santa Obediência, o que seria irônico, vez que tal virtude e tal Voto, não foram contemplados, com tais pelo Concílio; mas voltando, exigiu que os beneditinos da Santa Cruz, aceitacem, assim como a casa mãe, as novas instruções conciliares. Infelizmente, o Voto de Obediência monástico não foi respeitado. Os monges, na sua maioria permaneceram como o voto do dia do seu Batismo, renovado no dia da 1ª Priemeira Comunhão, confirmado pela Crisma, e renovado todos os anos na Vigilia Pascal: Creio em Deus Pai todo Poderoso, Único e Verdadeiro. Não cabendo interpretações para nova religiões de outros deuses, outras formas de salvação, senão na única Igreja de Cristo. Diante desta “rebeldia” , o Abade teve que se resignar, alguns irmaõs voltaram para o Barroux, vez que se deixaram levar pela obediência Canônica. Os que aqui permaneceram, mativeram a Terra de Santa Cruz, com o ramo da Ordem do Grande Patrono da Europa Cristão, o Pai dos Monges do Ocidente , o restaurador da Europa, Santo Pai Bento. O mosteiro sempre foi independente a Fraternidade São Pio X, assim como com a outrora União Sacerdotal São João Vianney, mas sempre convergendo para a Santa Madre Igreja. ajudou como os padres-monges que vieram do Barroux, com a Capela em Niterói e a outra no Sul do pais. Juntamente com a FSSPX, e a USSJBMV, lutaram contra os erros oriundos do Modernismo, tão advertido por S.PioX. Desse mosteiro, saiu o braço fundador de mosteiros na Europa. Curioso que fomos cristianizados como os religiosos vindo da Europa, e após séculos, retribuimos com envio de irmãos beneditinos para restaurar a vida religiosa na triste Europa devastada pelo modernismo. Não sou de citar nomes, mas aqui faço questão,com a devida vênia, lembrar do Irmão Anjo, ou melhor D. Anjo, que sob a obediêncai ao seu primor, seguindo a Santa Regra, fundaram uma nova casa beneditina na Europa. Recuperando um antigo mosteiro abandonado, sem vocaçõe, frutos de uma “má interpretação” do Concílio. Hoje são dezenas de irmãos, que já fundaram outra casa também na Europa. Temos também outro mosteiro beneditino, salvo engano no México e um en fundação – Mosteiro de São José na Colombia. E ainda a missão com assistência de outro monge-padre beneditino, que também gera frutos, inclusive vocações para as comunidades de orgem, a FSSPX e tamém deu frutos para a ex- USSJBMV. Mas uma vez, São Bento, restaura a Fé nas Terras que foram um dia da Santa Cruz.
    Novo “acordo”, desta vez da União Sacerdotal fundada por D. Mayer, fez com que a ordem beneditina se afastasse dos padres de Campos. Anos depois, a FSSPX, ainda não consumada, mas faz que novamente os beneditinos se afastem da mesma. Agora a dor é maior, pois nem todos os mosteiros e os monges em missão se mantem unidos. É uma situação complicada, vez que embora nao fosse subordinada a FSSPX, durante anos e anos, sob a mesma Cruz, lutaram contra o modernismo, hoje é hostilizado como um infiel. A reescumunhão, se é que existe isso, reaparece sobre um dos Bispos Sagrados sem o mandato apóstólico em 1988, que agora, incorre também responder a antigo, ou ex superior da FSSPx, gera uma confusão jurídica. A excomunhão tão questionada, inclusive por membros da igreja pós conciliar, que fora, se realmente existiu, suspensa pelo Papa Bento XVI, pode agora ter efeito numa outra sagração sem autorização de Roma? Como bom leigo que sou, o mérito compete a quem de direito o detém, em situações normais, incorreria a o Romano Pontífice, mas não sendo uma situação normal, remeta-se direto a Senhor da Igreja. Por enquanto, a exemplo dos grandes santos, que nos momentos mais cruciais de perseguição externa, e também nos momentos de incertezas internos, corramos ao fundo da barca, corramos aos sacrários, sim lá deve, estar, pelo menos deveria estar, o Senhor. Infelizmente, o auto grau de dúvida da Fé.coloca-se me questão a adminsitração de válidade de muitos Sacramentos, um dos problemas que levaram a D.Lefebvre e D. Mayer a serem, formalmente acusados de cismáticos e excomungados, para asseguarar a integridade dos Santos Sacramentos. Mesmo que se diga, numa interpretação pela hermeneutica da continuidade, ante as barbaridades que se noticiam a toda hora advindas daqueles que deveriam ser transmissores féis de Nosso Senhor, é complicado. Houve erros cometidos pelos “tradicionalistas”? Pode ter havido, no que se diz respeito a pronuciamentos e e até ações, que levaram a atitudes duras por parte da organização, vamos dizer, civil da Igreja. Nesse campo temos o próprio Direito Canônico, muitas normas internas para cléricos, reigiosos, leicos, congregações, ordens,, e até o papado; visto que esse acabou-se tornando um cargo temporal de chefe de Estado. Essa nova figura, firmada no pós segunda guerra, tornou a Santa Igreja, agora uma mera ornanização, aidna que seja religiosa, mas com um simples papel temporal de uma ONU antropocêntrica. O que faz com que a não se tolere a Santa Igreja como a úncia guardia verdade.
    Por isso inquietação da almas ante esse espiírito subjetivista, naturalista, sem Deus. Lembro das palavras do meu antigo paróco, que em se tratando de Fé, afastar-se um milímitro que se quer da verdade, dar imensos passos a erro, a heresia. Portanto, temos que tomar cuidado com as novidades, as evoluções, as adaptações,isso é um grande passo ao precipício.

    “Quod semper, quod ubique, et quod ab omnibus creditum est.”
    [Vicente de Lerins, Commonitorium 2.3]

    Que São José e São Bento, roguem a Deus por nós.

  42. Depois desse texto de Gercione, passei a entender perfeitamente o motivo de não ter encontrado a FSSPX da qual tinha me afastado em 2002, porque ela realmente não é mais a mesma.

    “O que muitos se perguntam até hoje é o que aconteceu para arruinar todo o processo à beira do desfecho? Há algo em torno desse assunto sobre os bispos que geralmente nunca é explicado.”

    Não basta a explicação de Dom Lefebvre no sermão no dia das Sagrações? “Chegaram até a me enviar alguém que se ofereceu a concelebrar comigo no novo rito, a fim de manifestar que eu aceitava voluntariamente essa nova liturgia, e que me disse que, por esse ato, tudo estaria aplainado entre nós e Roma. Colocaram-me nas mãos um missal novo, dizendo-me: ‘Eis a missa que V. Excia. deve celebrar e que V. Excia. celebrará doravante em todas as suas casas’.Disseram-me igualmente que, se, nessa data, hoje, nesse 29 de junho, diante de nossa assembleia, nós celebrássemos uma missa segundo o novo rito, tudo estaria acertado, então, entre nós e Roma. Assim, é claro, é claro que é sobre o problema da missa que se desenrola todo o drama entre Êcone e Roma.” (http://guilhermechenta.com/2013/12/06/a-resistencia-de-dom-marcel-lefebvre-ao-concilio-vaticano-ii-e-a-missa-nova-entre-1974-e-1991/)

    “Algum tempo por volta do desastre de 05-06 maio, Lefebvre tinha apresentado os nomes dos potenciais candidatos a bispos e Roma se opôs. A seleção dos bispos é um assunto delicado. Com a aprovação papal, é perfeitamente legítima. Sem a aprovação papal, é um ato cismático e uma ofensa digna da pena de excomunhão.”

    Conclusão: Dom Lefebvre errou e tornou-se um cismático digno de excomunhão.

    “…os Bispos da Fraternidade assumiram o compromisso de evitar críticas públicas que desrespeitem a pessoa do Santo Padre e que sejam daninhas à caridade eclesial.” Os termos “Igreja conciliar”, “Roma apóstata” de Dom Lefebvre e “anti-Igreja” de Dom Antônio não passariam por essa censura.

    “Richard Williamson não conseguiu manipular Dom Fellay como ele conseguiu fazer com Dom Lefebvre no final de sua vida e por isso fez o que podia pra minar sua autoridade, para atravancar todos os seus esforços e boicotar todas as iniciativas de reconciliação, alegando que a Igreja sofre de uma doença contagiosa chamada “modernismo” e que devemos permanecer fora dela se não quisermos nos contaminar. De fato, São Pio X reconheceu no Modernismo a síntese de todas as heresias, mas CISMA não tem nada a ver com heresia.”

    Pergunta: Dom Lefebvre e Dom Williamson não está certo quando ao modernismo que assola a Cristandade?
    “As autoridades romanas atuais estão embebidas de ecumenismo e de modernismo e que o conjunto de suas decisões e do novo direito são influenciados por esses falsos princípios; será preciso instituir autoridades que as suplantem, guardando fielmente os princípios católicos da Tradição católica e do direito católico”.
    “É o único meio de permanecer fiel a Nosso Senhor Jesus Cristo, aos Apóstolos e ao depósito da Fé transmitida a seus sucessores permanecidos fiéis até o Vaticano II”. (Dom Lefebvre – http://associacaosantoatanasio.blogspot.com.br/2013/01/importantes-citacoes-de-monsenhor.html)

    Sobre essa de alegar que Dom Lefebvre não usufruía plenamente das faculdades mentais e era influenciado por Dom Williamson, é o mesmo que disseram para mim acerca de Dom Antônio de Castro Mayer para que assimilássemos o acordo em Campos/RJ, com direito inclusive a um “bode expiatório”. Tudo isso só confirma as impressões que tive quando comecei a me reaproximar da FSSPX em meados do ano passado: a FSSPX hoje já está moldada como uma comunidade “Ecclesiae Dei” antes mesmo de um “acordo”.

    Essa Sagração Episcopal realmente foi um outro divisor de águas, porque agora vemos quem realmente está defendendo o legado de Dom Lefebvre e de Dom Antônio, pois muitos fingem ser defensores da Tradição mas consideram o sacrifício deles como insanidade ou fruto de conspiratas!

    Informo que a partir de hoje não vou mais postar comentários neste site por conta do recrudescimento da falta de caridade entre os comentaristas e o beneplácito do site quanto a esse tipo de comportamento anticatólico.