Novidades sobre o Instituto do Bom Pastor no Brasil.

Tocam os sinos na Capela Nossa Senhora das Dores

Por Manoel Gonzaga Castro | Fratres in Unum.com: No dia 15 de março, domingo, foram inaugurados, em Brasília, os sinos da Capela Nossa Senhora das Dores, que pertence ao Padre Daniel Pinheiro (IBP). Com esse passo, estão praticamente concluídos os trabalhos de construção dessa capela, que foi abençoada por Dom José Aparecido Gonçalves de Almeida, Bispo Auxiliar de Brasília, em 13 de julho de 2014.

Os sinos recém inaugurados foram abençoados, no ano passado, pelo bispo auxiliar de Brasília.

Os sinos recém inaugurados foram abençoados em fevereiro passado, por Dom Fernando Guimarães, arcebispo do Ordinariato Militar.

Mais informações sobre o apostolado do IBP em Brasília podem ser obtidas no site http://missatridentinaembrasilia.org/, em que são periodicamente publicados os sermões do Pe. Daniel.

Além da Capela Nossa Senhora das Dores, os fiéis brasilienses podem assistir à Missa Tradicional por meio da Capelania Divino Mestre, com Pe. Sérgio David de Araújo.

A capelania, reconhecida oficialmente pela Arquidiocese de Brasília, continua o trabalho de aplicação do Summorum Pontificum que teve origem, com o Pe. Sérgio, no Instituto Bíblico de Brasília, sob a proteção de Dom Terra, bispo auxiliar emérito de Brasília e conhecido ratzingeriano.

Dessa forma, o Pe. Sérgio foi um dos pioneiros na difusão da Missa Tridentina na capital federal e o Instituto Bíblico de Brasília foi, por muitos anos, o único local a oferecê-la regularmente. Mais informações em: http://missatridentinaembrasilia.com/.

Ordenações sub-diaconais

No último 21 de março, sábado, ocorreram as ordenações sub-diaconais de mais dois brasileiros, o mineiro Thiago Bonifácio e o paulistano José Luiz Zucchi, pelas mãos de Dom Raymond Séguy, bispo emérito de Autun.

Próximas ordenações e avanço do IBP no Brasil

Ainda em 2015, no meio do ano, serão ordenados sacerdotes mais dois brasileiros, os diáconos Pedro Gubitoso e Tomás Parra. Todas essas vocações são fruto do apostolado do Prof. Orlando Fedeli e fazem parte da Associação Cultural Montfort.

Em relação a essas ordenações, ainda não se sabe qual será a estratégia adotada pelo IBP no Brasil, isto é, se esses novos sacerdotes engrossarão as fileiras do instituto em São Paulo e em Brasília ou se haverá expansão para novas cidades.

Provavelmente, um deles será enviado para Brasília, para auxiliar o Pe. Daniel Pinheiro, pois São Paulo já conta com dois sacerdotes, os Padres Renato Coelho e Luiz Fernando Pasquotto, que basicamente têm se dedicado ao atendimento dos membros do grupo Montfort. Já o público do Pe. Daniel, em Brasília, é mais diversificado.

Por enquanto, não há novas informações sobre a situação em Belo Horizonte, onde o IBP foi momentaneamente proibido de atuar por Dom Walmor Oliveira de Azevedo. A diocese de Osasco permanece bloqueada ao Bom Pastor também, como informado. Belém do Pará, visitada pelo Pe. Philippe Laguérie em dezembro de 2014, também parece ser uma possibilidade. Especula-se, ainda, nova tentativa no Rio de Janeiro, onde o Cardeal Dom Orani Tempesta preferiu não receber o instituto em 2012.

Em tempo

Aproveitando sua viagem à Europa para acompanhar a ordenação sub-diaconal de seu filho, José Luiz, o Sr. Alberto Zucchi, dissidente da TFP e atual presidente da Associação Cultural Montfort, encontrou-se com o Cardeal Raymond Burke.

Levando em consideração o prestígio do purpurado em meios conservadores, tal encontro pode ser importante para a  expansão do apostolado do IBP no Brasil, haja vista a estreita relação que esse instituto possui com a Montfort.

Essa visita chama atenção, pois – após a publicação dos recentes elogios que Dom Burke e Dom Athanasius Schneider proferiram sobre Plínio Corrêa de Oliveira e que foram divulgados por Fratres in Unum (aqui e aqui) – o Sr. Zucchi reagiu da seguinte forma em seu site: “Sejam eles quem forem, aqueles que apoiam Plínio Corrêa de Oliveira ou estão enganados ou são traidores da Igreja; aqueles que se omitem são covardes”.

Nessas circunstâncias, é de se esperar que ele não tenha se omitido sobre essa questão em seu encontro com o Cardeal Burke e que tenha corrigido fraternalmente o eminente prelado.

De nossa parte, fazemos votos de que tudo tenha concorrido para o mais alto bem da Santa Igreja e – como mero noticiador de fatos e fiel a nosso compromisso de fornecer informações completas sobre os assuntos veiculados – comprometemo-nos a divulgar também os resultados desses diálogos, sejam eles quais forem.

18 Comentários to “Novidades sobre o Instituto do Bom Pastor no Brasil.”

  1. Muito bem escrito esse artigo, gostei. Só acho que o IBP poderia focar a sua expansão principalmente nos estados do Norte e Nordeste, pois em ambas as regiões há estados na qual não é celebrada uma missa tridentina desde a década de 1960… Belo Horizonte e Rio de Janeiro já tem uma presença mais ou menos consolidada da Administração Apostólica.

    • Vi no site da Montfort que eles farão um congresso no nordeste em abril. Como é de costume, provavelmente levarão alguém do IBP junto. Acho que é um passo.

    • Deves lembrar-se, caro Carlos, que a questão financeira (para a manutenção das obras) também é importante.

      Por isso possivelmente o Instituto prefira locais onde já haja uma estrutura mínima.

    • Vocês precisam criar um grupo de fiéis, conseguir dinheiro e falar com o bispo local. Simples assim.

  2. Estou aguardando ansiosamente qual será o “feedback” do Alberto sobre sua reunião com o Cardeal Burke!

    Meu palpite: ele politicou cinicamente. Agora vai ficar quieto em público e contar mais algumas mentiras para o grupo pensar que está “arrasando” por aí.

  3. No Juízo Final, saberemos a verdade sobre a relação do Dr. Plínio com o professor Orlando Fedeli. Nunca comprei a versão de que o professor Fedeli saiu da TFP por ter frustrada sua tentativa de suceder o Dr. Plinio.
    Antes de morrer, inclusive, o professor Fedeli teve a coragem de publicar uma carta na Montfort admitindo, de modo implícito, a existência de uma seita maçônica dentro da TFP. Ele citou a expressão maçônica “tem goteira” usada por membros da TFP quando estava presente alguém de fora e lembrou que o primeiro nome da TFP foi Associação Joseph de Maistre, um maçom francês que publicamente se declarava católico e defendia a Igreja Católica.
    Por que motivo Dr. Plinio escolheria o nome de um maçom para sua associação e depois o trocaria ?

  4. Tomara que o IBP consiga progredir e se expandir pelo Brasil. Embora eles não façam um combate doutrinário, é muito importante ter padres para prover os fiéis de missas tridentinas.

    • Alguém me informa sobre a atuação destes grupos junto a estudantes ou jovens que não pertençam ao mundo montfort-campos-tfp?

      À parte o oratório paulistano, desconheço o trabalho ad extra destas instituições tradicionalistas.

    • Pescam em “aquário”.

  5. Ótimas notícias, Sr. Manoel. Continuemos a rezar pelas vocações da Santa Igreja e que elas sirvam as almas, mais que a este ou àquele grupo. Deus seja louvado por esse jovens que entregam suas vidas para viverem do altar.

  6. Parabéns Sr. Manoel! O Senhor apesar de morar em Belo Horizonte está muito bem informado do que se passa em Brasília, mas quero deixar bem claro que o Pe. Daniel também tem a permissão oficial da Arquidiocese de Brasília para aqui atuar. E o mesmo não faz parte de nenhum grupo, ele é um sacerdote sério e prudente. Sou paroquiana dele desde do início de seu apostolado em Brasília e ele nunca beneficiou este ou aquele grupo, muito pelo contrário ele não entra em partido e faz o seu apostolado com muita serenidade, acolhe a todos e está fazendo um trabalho muito bom em Brasília.

    • Olá Maria,

      Até onde sei, o Pe. Daniel também é (ou era?) da Montfort. Todas as vocações brasileiras do IBP são fruto do apostolado do grande Prof. Fedeli, inclusive o Pe Daniel.

      Caso ele esteja assumido uma postura mais autônoma em relação ao grupo, isso será muito bom, porque pelo que ouço por aí os dois padres que estão em São Paulo, Renato e Luiz Fernando, seguem a Montfort cegamente.

      Continuemos rezando pela vitória da Santa Igreja!

    • O Zucchi não gosta do Pe. Daniel… (Que fique aqui entre nós).

  7. Agora o tal Zuchi será que falou ou “omitiu-se” (como o artigo acima lembra) com o Cardeal sobre Plinio Correia de Oliveira e tornou-se um covarde? Ou será que falou? O que será que ouviu do Cardeal Burke? Seria bom o Zuchi alinhar aqui o que se deu nesse encontro (afinal não é todo dia que se encontra com um Cardeal) e em que situação ele enquadra o Cardeal: a) a do enganado, b) do traidor, c) de covarde, como ele classifica o pessoal.
    À Fratres, aliás um excelente blog, se souber, peço noticiar nesse espaço o que se passou.

  8. É realmente, desculpem-me a expressão chula, essa guerra entre a TFP (Instituto Plínio Correa de Oliveira) e a Montfort, assim como é insuportável o antagonismo dos dois à FSSPX. Acredito ser uma completa perda de tempo e maléfico para a Igreja.

    Já temos de agüentar a perseguição e os trambiques do clero traidor-modernista e sobreviver a essas rixas no meio católico é difícil.

    Você acha que a TFP idolatra o Plínio e isso é ilícito? Que bom, mas não faça disso uma batalha, um slogan, um leitmotiv.

    Você acha que Dom Lefebvre não deveria ter sagrado bispos? Que interessante, mas deixe essa discussão para a FSSPX e Roma.

    Você acha que Fédeli era doidão? Interessante, mas deixe o finado descansar em paz – no máximo, faça uma análise, uma crítica, da obra que ele deixou, com qualidade, com vontade de buscar a verdade.

    Centremo-nos no objetivo de restaurar a liturgia e a ortodoxia, fazendo dessas questões acima apenas algo de conversas privadas, eventuais, quase desimportantes. Doutro modo, estamos indo para o tribalismo e o Inimigo gosta muito – divide et impera.

    Eu estou aqui em Brasília e vou à missa do IBP, sendo que fui convertido por ação da FSSPX e, de quebra, sou amigo de integrantes da TFP. Tudo isso me fortalece na fé, somos companheiros de naufrágio, companheiros de aventura neste vale de lágrimas, companheiros de resistência ao modernismo e ao mundo pagão hodierno.

    • Olá Daniel,

      Sua postura está muito desalinhada com a da Montfort. E é bom sinal que o Pe Daniel acolha e receba alguém que pensa como você. Isso mostra que a Capela Nossa Senhora das Dores não é uma extensão oficiosa do secto Zucchi.

      Que Deus o conserve.

      Alexandre

  9. Permitam-me dar testemunho de algo que presenciei algumas vezes, pelos anos 67, 68… na então Sede da Rua Pará, na mesma Sala do Reino de Maria. Quando íamos a uma reunião la, passávamos para rezar naquela abençoadíssima sala. Havia um costume muito bonito de rezar junto ao troneto desde onde Plinio Corrêa de Oliveira dava algumas reuniões. Todas as pessoas que lá rezavam osculavam o braço do troneto e o chão, aonde PCO punha os pés. Eu aprendi com o Prof. Fedeli a fazer este gesto. Ele beijava o braço e o chão. Isto me ajudou muitíssimo a desenvolver todo o enlêvo que tive, tenho e terei pelo Dr. Plinio. É perplexitante ver anos depois como uma pessoa pode mudar.

  10. O Prof. Fedeli chegou a cultuar o Dr. Plínio dessa forma? Não acredito.