Católicos tradicionalistas sofrem novo revés em Minas Gerais.

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Missa Tridentina celebrada na capela do Colégio Monte Calvário, em Belo Horizonte.

Por Manoel Gonzaga Castro | Fratres in Unum.com: No dia 29 de janeiro, noticiamos que os católicos tradicionalistas de Minas Gerais haviam sofrido revezes em sua atuação.

Nesta semana, porém, houve novas notícias ruins para a Tradição em Minas. Até o momento, dia 3 de maio será o último domingo em que a liturgia tradicional será celebrada na capela do Colégio Monte Calvário. Para tanto, foi alegado um motivo prático – a falta de irmãs para cuidarem da capela daqui para frente.

Com isso, os fiéis tradicionais de BH ficarão sem local para serem atendidos pelo Padre Iris Mesquita, sacerdote diocesano, e pelos padres da Administração Apostólica São João Maria Vianney. Circula entre os fiéis a informação de que Dom Fernando Arêas Rifan, bispo responsável pela Administração, irá solicitar um novo local a Dom Walmor, arcebispo de Belo Horizonte, durante a Assembléia dos Bispos da CNBB que está ocorrendo em Aparecida.

Fratres in Unum pede orações a seus leitores para que a Missa Tridentina não seja interrompida na capital mineira. Que continue a ser oferecida em local apropriado e acessível e que ela se multiplique, apesar de tantas dificuldades.

 

16 Comentários to “Católicos tradicionalistas sofrem novo revés em Minas Gerais.”

  1. Ah! Por favor! Ficar sem local para celebrar a Missa é revés? Juntem dinheiro e aluguem algum lugar

    Os fiéis de MG deveriam estar é felizes. Os padres da AASJMV se disponibilizaram a ir lá. E ainda tem um padre diocesano! No meu estado inteiro, não encontramos até hoje um padre que se disponha a aprender a celebrar. Com muito trabalho, compramos Missal, paramentos, vasos… Formamos acólitos e nada.

    Meus amigos, vocês tem o que estamos lutando há muito tempo para conseguir. Coragem! Arregacem as mangas e solucionem isso.

    • N. Oliveira,

      Seu comentário não tem sentido. Obviamente, é um revés. Claro que há situações piores, como a sua, mas que é um revés, isso é.

      Desejo força a nossos irmãos em Belo Horizonte e que Dom Rifan tenha sucesso com Dom Walmor.

      Espero inclusive que o IBP possa voltar a BH, embora eles estejam principalmente a serviço de um grupo de leigos. Lidar com gente diferente fará bem a esses padres.

      Salve Maria!

  2. E por que os próprios fies não começam a tomar conta da capela, já que não tem irmãs? Quem tem amor, devoção e reverência por Nosso Senhor assim como os tradicionalistas, em grande parte, julgam ter mais que os outros católicos, devem cuidar bem da Casa Dele….será que dom Walmor rejeitaria uma oferta dessa?

    • Revdo Pe Christiano, já oferecemos, parece que essa questão prática é uma desculpinha.

    • É impressao minha, Padre, ou ha um certo sarcasmo impróprio a um religioso nas vossas palavras? Deus ajude que não! A situação é seria, e merece as orações dos sacerdotes. Nao o sarcasmo! Quanto ao zelo, é obvio e gritante que os catolicos ligados à tradição, apesar das miserias da condição humana, o tem em grande monta! No entanto, é urgente não esmorecer jamais, pois a queda é sempre iminente! A sua bênção!

  3. Não desanimem, católicos tradicionalistas [isto é, verdadeiros católicos] de Belo Horizonte! E se considerem privilegiados por disporem da relativa proximidade do santuário de Campos! Continuem a lutar pela manutenção da Missa Tridentina, e que Deus os cubra com as suas bênçãos. Benedicat vos Ille omnipotens!
    Dimas da Cruz Oliveira

  4. Frequento a Missa da ‘forma ordinária” regularmente e uma vez ao mês vou com a minha família à esta Missa tridentina que se realiza no colégio Monte Calvário. Não há palavras para descrever a excelsa grandeza litúrgica e a participação do fiéis a esta preciociadade da Igreja.
    Simplesmente fui educado liturgicamente e espiritualmente nesta Missa, pois até então nunca tinha encontrado silêncio, paz interior e tamanha devoção em lugar nenhum. Não que eu esteja “rebaixando” por assim dizer a Missa de Paulo VI, não! As duas tem o mesmo valor, sacralidade e sacramentalidade. Mas na Missa tridentina encontrei o que há anos sem perceber procurava.

    Hoje, quando frequento as Missas “novus ordo”, tenho um outro posicionamento e uma outra visão que até então não tinha que é o acolhimento, a participação ativa e a devoção que se tornou tão pouco usual pelos fiéis nesta nova forma ordinária. Fiquei mais educado e devoto.
    Resumindo a Missa Tridentina: Marvilhoso, um céu aqui na terra!
    Peço todas as orações para que esta dádiva de Deus não seja tirada de nós fiéis católicos e para o bem da unidade da nossa Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

  5. Caros Fratres,

    Salve Maria.

    Consta que há (não sei com qual regularidade) cultos protestantes, aos domingos, no ginásio desse colégio (católico!) “Nossa Senhora do Monte Calvário”, colégio este que pertence e é administrado por Irmãs (Congregação Filhas de Nossa Senhora do Monte Calvário).

    Consta também que a decisão de não mais haver Missa Tridentina veio das próprias Irmãs.

    Então ficamos assim: Missa Tridentina não pode. Culto Protestante pode!*

    Nossa Senhora Do Monte Calvário, rogai por nós!

    Santa Virgínia Centurione Bracelli (fundadora), rogai por nós!

    * não sei se doravante os Protestantes continuarão com seus encontros nas dependências do colégio mas, tenho tranquila consciência, o fato de eles terem feito (e não é de hoje) seus encontros nas dependências de um colégio católico é, de si mesmo, um escândalo. Fico muito curioso de saber qual seria a reação da fundadora se lhe fosse proposto isso em vida…

    Vem, Senhor Jesus…

    • É grave permitir que num colégio católico onde se realiza a missa tradicional o colégio permita cultos protestantes. É como permitir isso numa Igreja Católica. O primeiro problema está aí, o segundo realmente é rezar para que os fieis de Belo Horizonte lutem para que Jesus Cristo possa ser honrado de forma máxima na Santa MIssa Tradicional. Que os três arcanjos possam ajudar nessa causa e impeçam que o mal tente destruir esse rito tão magnífico e santo.

  6. Que justificativa mais “esfarrapada”!!!! Quem justificou a falta de irmãs para cuidar da capela? Elas, quem cuidavam, agora não podem mais cuidar por que?
    Simplesmente aceitar isso como justificativa é, para mim, entregar o ouro.
    E em que compreende “cuidar da capela”? Seria algo que os VERDADEIROS FIÉIS não possam fazer? Além do mais, caso não seja possível mais realizar a Santa Missa naquela capela, porque não o fazer em outra igreja. NÃO JUSTIFICA FICAR SEM A SANTA MISSA com esse ARGUMENTO FAJUTO.

    • Estranho essa justificativa.
      A missa das irmãs e de alguns leigos da comunidade é realizada às 06:15min, salvo engano.
      Será que falta alguém para cuidar da capela???
      Tomara que encontrem outro local.

  7. Será que o bispo de BH interpretou que a celebração da Missa Tradicional é uma daquelas muralhas que devem ser derrubadas neste Jubileu da Misericórdia? Que misericórdia seria esta?! Já estou um pouco inclinado a desconfiar do que fez o Cardeal de Buenos Aires com relação a FSSPX. Estou com um pé atrás, como se costuma dizer. Será que estão querendo derrubar a muralha da união? Nosso Senhor Jesus Cristo manda a gente vigiar e rezar. Não mudemos de rumo: trilhar sempre o Caminho, que é Jesus, o único que tem palavras que permanecem para sempre, palavras de Vida eterna!

  8. Estarei em orações pelos irmãos de BH. A perseguição, por qualquer motivo, acontecerá sempre, mesmo nas comunidades onde a Missa já é algo estável. Resta-nos rezar para que os fiéis suportem os períodos ruins.
    A.M.D.G Salve Maria!

  9. Infelizmente aquilo que os chamados “tradicionalistas”, sempre faziam questão de rebater, acabou-se concretizando no Motu proprio Summorum Pontificum; a ruptura dos grupos conservadores, tradicionais é uma mera questão de apego ao passado, à liturgia em latim, etc. Mas, não se trata de mera questão de aparência, mera questão conservadorismo, pois se assim fosse, Nosso Senhor não teria o trabalho de se fazer carne, padecer e morrer para nos salvar. As tratativas, ou chamados por alguns de acordo, que viabilizaram a “regularização” de alguns grupos configuraram um grave passo a uma zona de silêncio a erros doutrinais. Agora é preciso ver até quando essa concessão a ritos tradicionais e uma certa aceitação a erros doutrinais irão se manter. Ao cristão é cobrado vassalagem ao seu Senhor Jesus Cristo. E Ele foi bem claro: não podeis servir a dois senhores. É complicado colocar nas portas das igrejas avisos sobre modéstia, sobre como trajar, se na igreja diocesana, não há inconveniência alguma. Pregar castidade, pureza, fidelidade, fé em um único e verdadeiro Deus, se na igreja diocesana, e até em Roma, essas coisas são relativas. Talvez precisamos ouvir aquelas palavras de Nosso Senhor : …hipócritas!

  10. Revmo. Pe. Christiano, as freiras impõem várias restrições até mesmo ao trânsito de fiéis e ao horário em que devem permanecer nas dependências da Capela (e até do pátio do colégio, onde é feita a catequese – não disponibilizaram nenhuma sala para isso como empréstimo, só como aluguel!!!). Os leigos não podem “tomar conta do pedaço”. Claro que sabem se arranjar sem as freiras: paramentar a Capela, abrir e fechar as portas, etc, está ao alcance de qualquer um.

    N. Oliveira, a Capela é ALUGADA. Isso não sai de graça. O espaço precisa ser maior. São cerca de 90 a 140 fiés por Missa. Não é um grupinho de 2 dúzias de gatos pingados que podem se espremer numa garagem. Se os fiéis quisessem ter a catequese numa das salas de aula do colégio, teriam que alugá-las também (por isso, fazem-na no pátio do colégio, na cantina). “De graça recebeis, de graça dais”, pensam os catequistas. Mas a direção da escola discorda, né?

    Eventos protestantes ocorrem nas quadras do colégio. São bem ruidosos e estão de frente a um dos maiores hospitais da cidade. Santa Caridade!

    A desculpa é mais do que esfarrapada.

    O problema é que os fiéis tridentinos não são os típicos “novus ordo”. As moças se vestem de modo decente (não “esbanjam sensualidade” pela Capela), há catequese séria após a Missa (para crianças e jovens – sem TL, sem livre-exame “ecumênico”, sem “dinâmicas”, bem no estilo “old school”), há ensaio de canto gregoriano (e o uso do coro durante a Missa), há confissões antes e/ou depois da Missa na maioria das vezes (cerca de 3 horas de ocupação no total). Os padres fazem um ótimo trabalho (tanto da Administração quanto o padre diocesano, pessoas maravilhosas) e o ambiente é dos melhores.

    O “novus ordo” normal (a Missa anterior no mesmo dia) chega mudo, comunga, volta para seu lugar, vai embora calado – não ocupa o espaço por mais do que 1 hora. Não incomoda, não dá trabalho, é geralmente ignorante e nada exigente. É o cliente ideal: não questiona nada.

    Isso deve estar incomodando a rotina delas.

    O “novus ordo” filo-maçônico acha que isso (1 hora por semana) é santificar o domingo – mais do que isso é fanatismo e superstição (discurso maçônico do século XIX).

    Os tridentinos são vistos como fanáticos, exagerados – isso sim, deve incomodar (o brasileiro adora moderação – aceita o mal moderado e não faz o bem mais do que moderadamente, refletindo a mediocridade da vida deste país).

  11. Existem coisas que merecem polimento ao falar, e coisas que não. Esta situação compõe uma clara e nefasta derrota ao Tradicionalismo. Os responsáveis sequer deram explicações convincentes, muito menos inteligentes, para não celebrar a Missa de Sempre no Monte Calvário. E o pior é ver que ainda temos um Sacerdote que comenta aqui (Pe. Christiano Nunes), de forma irônica, a julgar aquele povo que ele não conhece, como um povo soberbo. Não é soberba Padre, com todo respeito, é o amor que falta a muitos, que suscita este tipo de inveja. E inveja é pecado, Padre. Desdenhar não é correto, mas quem desdenha quer comprar. A Igreja e a Tradição irão prevalecer, porque aqueles que viveram em harmonia com estas suas coisas, hoje são chamados de Santos.