O “marketing” da Igreja funcionou durante séculos. Mudá-lo (para pior) foi um erro trágico. Palavras de especialista.

Na última semana da Assembléia dos Bispos da CNBB que ocorre em Aparecida, recordamos um relatório de 1977 pouquíssimo divulgado.

Por Messa in Latino | Tradução: Alexandre Oliveira – Fratres in Unum.com: Fiéis em fuga? O “príncipe” do marketing brasileiro (Alex Periscinoto) explicou aos bispos o valor da tradição (IlTimone) e analisou este fato à luz dos modernos conceitos de marketing: os sinos, a cruz, a torre do sino, as procissões, a orientação do sacerdote, a batina e o latim eram excelentes ferramentas para o reconhecimento, a lealdade, a “propaganda fide“, e, assim, para a manutenção dela.

“O Vaticano II abriu a Igreja”… “E o povo saiu!”.

Contratado pela CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – para estudar as causas do abandono da prática religiosa e para sugerir quais seriam os remédios, o especialista em comunicação corporativa, em seu relatório, deixou os prelados de boca aberta. E não pelo fato de terem gostado das conclusões.

“Vocês já tinham um sistema perfeito de marketing.” Ao mudá-lo, ao remover o latim, ao abandonar a batina, ao fazer igrejas semelhantes em edifícios civis – disse Periscinoto aos bispos – pensavam estar agradando aos fiéis, mas tudo isso foi um erro gigantesco. Mudar a liturgia foi um desastre”, acrescentou. Ele admitiu não falar como um teólogo, mas como especialista em marketing.

Queridos bispos inflamados pelo espírito do Concílio, o que vocês têm a dizer agora? Para cada causa, há um efeito correspondente. E se o efeito era perder fiéis…

Claro: o discurso gira em torno da ideia de imagem, e não em torno da fé. Assim, ninguém se escandalize. Mas não podemos negar que muito da liturgia, dos atos de culto e na exteriorização da fé também têm um valor forte de marketing (pensemos no trevo de São Patrício ou no monograma São Berbardino de Siena, para citar apenas dois dos muitos exemplos de “logos” católicos).

Nunca como neste caso, pareceu-me apropriada a charge acima. “O Vaticano II abriu a Igreja…” “… e as pessoas saíram!”

Roberto – Messa in Latino

 * * *

Pode-se baixar aqui o discurso aos bispos brasileiros: A Igreja e a Propaganda, por Criativa Marketing.

A Igreja e o Marketing – vence a Tradição

Por Julio Loredo – 13 de abril de 2015

Poucos países sofreram tanto as consequências do pós-concílio quanto o Brasil, onde o número de católicos caiu 35% ao longo dos últimos trinta anos. Há alguns anos, preocupado com a hemorragia dos fiéis, os bispos brasileiros contrataram uma importante empresa de marketing, o ALMAP, cujo presidente, Alex Periscinoto, é tido como o “melhor gestor de marketing” do Brasil.

Os membros do Comitê Executivo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil esperavam de Periscinoto conselhos sobre como definir uma pastoral da Igreja, oferecendo uma melhor imagem da instituição, a fim de parar o sangramento de fiéis que, em sua maior parte, estão passando para a comunidade evangélica.

O resultado foi surpreendente. Perissinotto apresentou os resultados de seu estudo para duzentas pessoas, entre bispos e padres ligados à pastoral. Dizer que ficaram chocados com o discurso do especialista em marketing seria pouco. Talvez eles esperassem ser aconselhados a pintar igrejas com cores vivas, a introduzir mais música pop, mais liturgias aggiornatte e assim por diante. Mas, aos invés disso…

“A primeira ferramenta de marketing na história do mundo foi o sino – disse Periscinoto logo de início – e era a melhor. Quando ele tocava, não só atingia 90% dos habitantes de uma cidade, mas mudava o comportamento pessoal deles. Vocês, então, inventaram uma ferramenta que ainda é usada em marketing comercial. É chamado de ‘display’. A tela é algo que usamos para enfatizar, propor algo com força para o público. Quando todas as casas eram baixas, vocês construíam igrejas com torres seis vezes maiores. Isso permitia que o reconhecimento imediato da igreja: ali está!

Vocês inventaram o primeiro logo da história. O logotipo é um símbolo usado para garantir que uma marca seja facilmente reconhecível. A de vocês era a melhor: a Cruz. Este logotipo foi sempre colocado sobre o ponto mais alto e visível do display. Ninguém poderia confundir: aquela era a Igreja Católica! Este logotipo inventado por vocês foi tão eficaz que até mesmo Hitler o utilizou, com pequenas modificações, para mobilizar as massas. E quase ganhou a guerra.

“Vocês também inventaram a campanha promocional. O que é uma procissão religiosa? Para uma cidade[1], ou mesmo para um bairro de uma cidade grande, nada é mais promocional do que uma procissão, por exemplo, em honra de Nossa Senhora. Quando nós, especialistas em marketing, organizamos um evento promocional, usamos muito do que a Igreja inventou. Nós desfraldamos bandeiras e banners, nós vestimos nossos representantes com trajes especiais de modo que eles possam ser facilmente reconhecidos. Procuramos criar uma mística comercial. Mas a nossa mística nunca será tão rica quanto a de vocês”.

Infelizmente, vocês mudaram a maneira em que a missa é celebrada. Hoje a missa já não é em latim e de costas para o fiel. Vocês pensavam que talvez fizessem algo de bom. Ao invés vez disso, tenho uma má notícia. Minha mãe nunca pensou que o padre estava de costas. Ela sempre pensou que todos, fiel e celebrante, estavam voltados para Deus. Ela gostava do latim, mesmo quando não entendia muito. Para ela, o latim era a língua mística com o qual os ministros da Igreja falavam com Deus. Ela se sentia privilegiada e recompensada por assistir de joelhos uma cerimônia tão importante. Na minha opinião, a mudança feita na liturgia da Missa foi um erro terrível. Posso estar errado. Eu não sou um teólogo. Analiso o problema do ponto de vista do marketing. E a partir deste ponto de vista, a mudança foi um desastre.

Vocês abandonaram seu traje particular, a batina, que identificava seus representantes comerciais, o sacerdote. Ao fazê-lo, jogaram fora uma marca.

Vocês desnaturaram o seu display, tornando igrejas cada vez mais parecidas com prédios civis.

“Tudo o que se inventa contém uma oferta, algo que se quer vender. O produto de vocês é chamado fé. Mas eu também tenho uma boa notícia. Esta, hoje, é uma demanda crescente. O mercado, talvez, nunca foi tão favorável para a fé. Vocês, no entanto, falam mais de política do que fé. Assim, vocês podem reclamar se suas igrejas estão cada vez mais vazias, enquanto que os salões de grupos evangélicos estão cada vez mais cheios? “.

[1]Paesedicampagna – no original

Fonte original do artigo: ATFP

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56 Comentários to “O “marketing” da Igreja funcionou durante séculos. Mudá-lo (para pior) foi um erro trágico. Palavras de especialista.”

  1. Que paulada!

  2. O autor até diz algumas coisas acertadas, mas a Fé não é um produto de marketing, é coisa séria! Quem vende Fé como vende banha da cobra são as igrejas do Reino de Deus e similares, não a Igreja Católica!

    • É do ponto de vista do marketing. Não há nada de errado em fazer esse paralelo

    • Fábio, o autor é um profissional da propaganda, como ele mesmo faz questão de frisar, e está analisando a coisa por esse aspecto apenas.
      Não é que o marketing deva estar acima da fé e o que importe seja propaganda para encher a Igreja. Não é isso. Mas os elementos externos de atração do povo foram usados desde sempre pela Igreja: Nosso Senhor os usou, os Apóstolos também. Pense em Nosso Senhor tomando distância da multidão para falar do “púlpito” da barca de Pedro até por uma questão de acústica, pense em sua entrada triunfal em Jerusalém, pense no discurso de São Paulo, no areópago de Atenas, pense nos jesuítas que atraíam os índios com música…
      Outra coisa, como você mesmo disse em relação aos protestantes, é a propaganda enganosa, é prometer o que você não pode dar, a famosa teologia da prosperidade. Atrair com isso é realmente má-fé, mas a Igreja não age assim, procura, ao contrário, manifestar a novidade da fé também visivelmente, o que, aliás, é profundamente humano: o ser humano é corpo e espírito, também se há de deixar tocar por aspectos de encanto sensorial tais como a beleza, a harmonia das cores, dos sons, dos perfumes…

    • Fábio, a marketing foi feita para divulgar um produto comercial dando lhe notas distintas dos outros produtos. Claro que na marketing, há abusos como o apelo para produzir “necessidades desnecessárias”. Mas, enquanto criador de notas distintivas, o paralelo com a Fé é válido, até porque a verdadeira Fé se mostra ao mundo como algo que a transcende, eis aqui a sua nota distintiva. Quando os protestantes se estrebucham de ódio contra as imagens; a devoção aos santos, principalmente a Nossa Senhora; os paramentos do sacerdote; os sinais de reverência entre outras, eles apenas admitem o fracasso de sua pastoral, fundada em mentiras. Compare um templo protestante e uma Paróquia tridentina. Enquanto, a paróquia é toda colorida com imagens e sinais que remetem à doutrina, o templo protestante, só tem a parede caiada mesmo. A Igreja só começou a perder fiéis, quando, depois do CVII, oficializou-se o ecumenismo que visa agradar às seitas, menos a Deus e às reais necessidades espirituais dos fiéis.

  3. Enquanto isso, os filhos das trevas não dispensam um bom marketing. Haja vista as propagandas governamentais. Os mesmos que insistiram que deixássemos o nosso, seguem firmes no deles. Curioso, não?

  4. Ou seja, a Igreja Católica é tão perfeita, tão perfeita, tão perfeita que ela é a número 01 em todas as ciências: até no marketing, entendendo corretamente esta palavra quando ela é aplicada a Igreja. Traduzindo: o melhor marketing para atrair pessoas é fazer o que agrada a Deus. Então, o resultado é não apenas santos repletos da graça divina mas também aspectos mais secundários como templos belíssimos, esculturas de bom gosto, músicas encantadoras, artes cênicas equilibradas e outras coisas parecidas. E a alma humana, que suplica pelo bom e pelo belo, é atraída sobrenaturalmente e também naturalmente pela Igreja e para a Igreja.

    Mas isso, até meados do século passado, qualquer primeiro-ano de seminário sabia por meio do estudo da sã filosofia..hoje, é incrível que uma pessoa sem fé e especialista em publicidade e propaganda tenha que explicar a pessoas que carregam o título de bispos….

  5. Interessante análise. Concordo com o parecer do especialista.

    Por outro lado, conheço pessoas do pré-concílio que relatam o fenômeno contrário: êxodo de fiéis, não para seitas, mas para o secularismo, justamente devido à manutenção de todos esses aspectos que o especialista em marketing sublinha. Pouco a pouco, para estes, a fé tornava-se um fardo pesado que a sociedade da época já não conseguia carregar.

    • Êxodo para o “secularismo”, isto é, êxodo rumo aos biquínis, à sunga, à licenciosidade torpe e desenfreada; êxodo rumo ao desquite e ao divórcio; êxodo rumo à pílula, à pílula do dia seguinte, à mulher “emancipada” e dona-do-seu-corpo; êxodo rumo ao carnaval da Sapucaí, às novelas podres de Roberto Marinho; êxodo rumo ao “meu deus é o ventre”, ao “american way of life”, à missa horizontaloide, igualitária, dançante e pandeirística; êxodo rumo à feiura, ao grotesco, ao vulgar e, ultimamente, êxodo encomiástico aos pretensos valores da sodomia; êxodo rumo a Sodoma, Gomorra e Babilônia: FAÇA-ME O FAVOR!

  6. As pessoas precisam entender de uma vez por todas, que os católicos que estão saindo da Igreja não são católicos verdadeiramente, são joios no meio do trigo. De certa forma Deus já está separando o joi do trigo, antes de cuidarmos dos de fora precisamos cuidar dos de dentro. E o problema é grave dentro, tem um Padre na paróquia aqui muito tradicional e o povo enche na missa dele, qual o segredo disso? A verdade e o carinho pela liturgia, ele deixa as pessoas comungarem na boca(ao contrário de outros que não deixam), faz pregações sérias e faz a carapuça servir em todo mundo. Não tem medo de dizer a verdade e é por isso que eu o admiro muito, na semana santa nunca vi tanta gente nas procissões e missas que tiveram. O segredo dele é justamente a verdade. Se a Igreja quiser recuperar os de fora, precisa mostrar para todos a verdade, mesmo que ela doa. Pois foi assim que Cristo fez e quando Pedro viu as multidões indo embora e falou: “Tu tens palavras duras demais”, o próprio Jesus respondeu:”Quer ir com eles?” A verdade tem que ser dita mesmo que doa.

  7. Digo que os Santos Bispos estão quebrando a cabeça tentando entender a busca de jovens, sacerdotes e leigos, pela Tradição. E a rejeição insistente do namorico deles com o PT e o socialismo travestido de catolicismo. Eles não vão assumir, mas a divisão tremenda existente não apenas no Brasil é se vale a pena apostar no liberalismo pedido pelo mundo ou a apostar na piedade pedida pela juventude, pelo futuro. Se tiver algum Bispo lendo isto, saiba: nós amamos vocês, mas não vamos seguir o modelo liberal. Nós amamos mais a Jesus Cristo do que a vocês e a vossa fracassada ideia de servir o homem ao invés de servir a Cristo. Beijo no anel episcopal de cada um de vós.

  8. Deixando o marketin de lado. O Alex mostrou tudo o que a Igreja precisa: a TRADIÇÃO e os ENSINAMENTOS DE JESUS CRISTO.
    Mas por que eles escondem esse relatório?
    Santa Mãe de Deus, socorrei-nos.

  9. Genial!!! Assino embaixo… a charge também é ótima….. “o Vaticano abriu as portas da Igreja”…. “e os fiéis se mandaram”….

  10. Fábio Tavares,

    Pra mim o parecer do especialista é incriticável, por um simples motivo: ele fala a linguagem para o qual foi contrato. Não se espera de um médico que fale como um advogado; que um advogado fale como um publicitário; que um publicitário fale como um clérigo. Há linguagens próprias de cada ramo, o que é neutro. Ele tratou a fé (que não é marketing) como marketing porque é como ele trabalha.

    • Pois Eduardo, mas o problema aqui está em quem o contratou. Quem foi contratado fez apenas o trabalho dele.. Não se pode tratar a Fé como um produto de marketing, mas deve ensinar-se aquilo que a Igreja sempre ensinou e que sempre foi eficaz em mais de 2000 anos de cristianismo.

  11. Aliás, é justamente o fato do publicitário falar na linguagem do marketing que torna seu estudo insuspeito e avassalador para a CNBB. Quem diria que um publicitário teria mais sensus fidei que a CNBB? Gostei e muito!

  12. Gostaria de ver o vídeo onde se leu este relatório. O rosto dos bispos ouvindo estas palavras.

    • Verdade! Vamos buscar o vídeo e divulgar o vídeo. Este vídeo teria um impacto muito positivo e atrairia ainda mais pessoas. Caro Ferreti, será que um Bispo mais amigo não conseguiria? Já imaginou?

  13. O mal da CNBB de cara foi procurar ajuda no laicato compromissado com estratégias mundanas , como se a Igreja funcionasse por esquemas de marketingas, ao invés de recorrerem às causas primarias, ao pecado dos altos dignitários e abaixo, ajuntando-se a ideologias e mundanizando-se, varios casos, além dos recorrentes escândalos comportamentais.
    Como se as graças de Deus estivessem sob controle humano e “modelos de gestão”…
    Perguntaria aos srs bispos:
    1 – Que empenho tem feito a Igreja, caso da CNBB que quer se apresentar como representante dos bispos, combatendo as modas indecentes, os descomportamentos das mulheres em geral, inclusive às santas missas?
    2 – Porque já não mais se enfatizam os novíssimos, em pé de perfeito sincronismo entre todos, muito sobre o inferno e ficam nesse discursinho agua doce de misericórdia, acolhimentos prá lá e prá cá e descontextualizam da justiça de Deus como se Ele fosse unilateral?
    3 -Que tem feito a Igreja em prol da família por meio de um ataque sistemático e feroz contra as sexo-novelas, BBB, A Fazenda etc.?
    4 ´Quem tem feito a Igreja em lutar com denodo em moralizar a mídia e denunciar os que a utilizam para perverter a juventude?
    5 – Quem tem feito a Igreja para denunciar os comunistas do PT enxovalhando a Igreja, perseguindo-a frontalmente e eles crescendo graças à omissão e/ou conluio com a CNBB?
    6 – Porque contratarem marxistas para projetarem templos católicos nos quais nos quais há indícios de positivismo e outras ideologias sob mensagens subliminares?
    7 – Aonde anda o espírito profético dos sacerdotes de modo geral no combate às seita em geral, sabendo nós o crescimento delas é falta de empenho dos sacerdotes e mais ainda seria dos bispos em exigir deles, acaso extinguiu-se?
    Haveriam mais questionamentos, mais na ordem espiritual pois o material se submete ao espiritual, o básico, senão se ficará na eterna operação enxuga-gelo, como que pedindo ao diabo conselhos de como alcançar a paz.
    Acho que esse estrategista acima seria algo superfluo – condicionar a Igreja mais a modelos de gestão laicista? – mas imprescindível uma imensa multidão de sacerdotes fieis à doutrina de sempre da Igreja, nas práticas de um cristianismo ortodoxo sem lenitivos; esses seriam indispensáveis, fariam a diferença e os sectarios saberiam que a Igreja católica em nada se parece com a deles, da qual seriam apenas parodias!
    Ah, S João Vianney…

  14. E a dona CNBB continua sua atualização das suas famosíssimas Diretrizes, agora renovadas pelo “profundíssimo” documento de Bergóglio Evangelii Gaudium, que entre outras coisas afirma:
    “Saiamos, saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo! Repito aqui, para toda a Igreja, aquilo que muitas vezes disse aos sacerdotes e aos leigos de Buenos Aires: prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças.”

    Muito bem Bispo de Roma, a Igreja está enlameada, ferida, acidentada, desfigurada…

    Se ao invés de arreganhar suas portas e janelas e derrubar as paredes para que toda lama putrefata e pagã de um mundo neo paganizado a desfigurasse totalmente, se ela tivesse fortificado sua DOUTRINA, sua LITURGIA, sua MORAL, sobretudo, num evento de proporções como um Concílio Ecumênico, ela não estaria sendo um farol forte e límpido para todos, mas sem perder sua identidade de IGREJA DE JESUS CRISTO, UNA, CATÓLICA, APOSTÓLICA, ROMANA, não se igualando as seitolas de Edir Ladrão e companhia, e logicamente aberta a todos, convidando todos a conversão, e não ao, “cada qual segue sua verdade” como o Sr. falou escandalosamente para seu amigo ateu e a toa, ou dizendo mais esta pérola “quem sou eu para julgar”, contradizendo frontalmente o que disse o divino Fundador da Igreja que vergonhosamente ,neste triste momento, tem o Sr. por Vigário, que falou: “NINGUÉM TE CONDENOU, EU TAMBÉM NÃO CONDENO, V Á E N Ã O P E Q U E M A I S”…. (Jo 8, 11) ?

    Imaginemos um exército de mais de 300 Bispos todos nas suas batinas, na sua fidelidade a Roma, reunidos para proclamarem a DOUTRINA bi milenar da Igreja para o Brasil e para o mundo…

    O autor da análise feita é um especialista em markenting, exatamente como adoram as trocentas comissões, subcomissões, infernões, da dona CNBB e não é um Teólogo, muito menos ortodoxo, coisa que essa parafernalha da dona CNBB tem ojeriza, por que será que os Bispos nem falaram dessa análise na época e muito menos agora na revisão das tais Diretrizes, preferindo as abjetas e pavorosas análises de conjunturas e reforma política marxista?

    As novas eleições que hoje começam mostrarão o estado da CNBB, se mudou alguma coisa, ainda que pouco, do passado sombrio que a acompanha, ou continua na mesma lorota de sempre…reuniões e mais reuniões, subsídios e mais subsídios, CF vazias, pitacos políticos marxistas, defesa do micro leão dourado, enquanto milhares de filhos de Deus nem vêm a luz, por causa do crime HEDIONDO E SATÂNICO do aborto… Veremos!!!!

    Mãe Aparecida, rogai por nós!

  15. Testemunhar a fé não tem nada haver com marketing, pois o testemunho da fé não se coaduna com utilitarismo.

    O marketing da “Cidade dos Homens” não sadio, porque se diferencia, em termos de fé, do valor e da força do testemunho que fala por si sem auxílio de qualquer subterfúgio. Logo, tais “técnicas” de propaganda não são fiéis porque empurram para baixo do tapete as verdades que não lhes seriam úteis. É bem verdade que os “salões” das seitas protestantes estão cheios – já que bem antenadas com as necessidades do “mercado” – mas, comparar a fé e a doutrina católica com as pseudo-doutrinas utilitaristas e sem fundamento metafísico reto dos heréticos é o cúmulo do escárnio. Basta examinar os elementos fundamentais da seita fundada pelo Edir Macedo que teremos uma ideia precisa do que se pode chamar de “marketing religioso”.

    Compreendo a visão (conclusão) do especialista, porém discordo de suas premissas: não é a embalagem ou a apresentação o que importa, mas o conteúdo daquilo que se nos apresenta. Entretanto, é verdade que a dissolução dos símbolos da fé – ou sua deturpação e relativização – opera de fato uma indiferença que, ao fim e ao cabo, desaguá, necessariamente, na noção de que a fé seria algo absolutamente secundário, particular, individual e prescindível ao homem. Também não é menos verdade que se pode, em razão das mil vicissitudes a que está sujeita a natureza humana, abandonar a fé, mesmo em ambientes em que a pureza e ortodoxia da doutrina seja a regra. A história da Igreja está repleta de exemplos. Nem todos serão salvos, já que os méritos salvíficos de Jesus Cristo devem ser aplicados a partir de uma escolha individual, de modo que a graça, depois, faça o restante do trabalho.

    De fato, a cidade dos Homens exerce, à medida em que arregimenta cada vez mais cidadãos, torna-se cada vez mais atraente, exigindo dos cidadãos da Cidade de Deus, maior vigilância e oração.

    Mas retornando, comparar as manifestações externas da religião como um sistema de marketing é um sinal claro de que a fé praticamente desapareceu da face da terra, assim como Nosso Senhor nos advertira.

    isto nos remete a uma pergunta – bem a propósito desse progressismo modernista reinante – a qual nos leva a questionar: Nosso Senhor é um “marketeiro”? Sua pregação visa transformar” a doutrina e a verdade da cruz num “agradável passeio no parque”? Certamente não será difícil responder a partir da palavras chocantes ditas por Nosso Senhor aos discípulos enviados em missão:

    ” 16. Eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas. 17. Cuidai-vos dos homens. Eles vos levarão aos seus tribunais e açoitar-vos-ão com varas nas suas sinagogas. 18. Sereis por minha causa levados diante dos governadores e dos reis: servireis assim de testemunho para eles e para os pagãos.19. Quando fordes presos, não vos preocupeis nem pela maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer: naquele momento ser-vos-á inspirado o que haveis de dizer. 20. Porque não sereis vós que falareis, mas é o Espírito de vosso Pai que falará em vós. 21. O irmão entregará seu irmão à morte. O pai, seu filho. Os filhos levantar-se-ão contra seus pais e os matarão. 22. Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo. 23. Se vos perseguirem numa cidade, fugi para uma outra. Em verdade vos digo: não acabareis de percorrer as cidades de Israel antes que volte o Filho do Homem. 24. O discípulo não é mais que o mestre, o servidor não é mais que o patrão. 25. Basta ao discípulo ser tratado como seu mestre, e ao servidor como seu patrão. Se chamaram de Beelzebul ao pai de família, quanto mais o farão às pessoas de sua casa!” (Mat. 10, 16-24)

    Mais claro que isto impossível!

    Um bom marketeiro jamais afirmaria tais verdades, se seu objetivo fosse obter sucesso em arregimentar seguidores para uma para sua causa, não teria emprego ou simplesmente seria motivo de chacota, um verdadeiro fiasco. Nosso Senhor jamais se preocupou com os “gostos” das pessoas, em agradar-lhes o ego, muito menos buscava manipular as consciências a partir de uma pregação doce que fosse ao encontro das fantasias meramente humanas. O Sermão da Montanha é suficiente para pulverizar qualquer pretensão do mais ousado profissional da propaganda.

    Então, tentar associar o testemunho da fé a uma estratégia de marketing é algo muito esquisito? É claro! Não há estratégia de propaganda neste mundo que seja capaz de convencer a natureza humana – ávida por consolações terrenas e, na maior parte do tempo mercenária – a abraçar a cruz! Somente a Graça de Deus é capaz de iluminar a inteligência e vontade – caso não resistamos a seus influxos – direcionando-as à prática das virtudes, causa eficiente da bem-aventurança.

    Ademais, o marketing, por definição, é uma forma de apresentar algo enfatizando “apenas” os elementos úteis – e que por vezes são “inventados”, ou, no mínimo superdimensionados. Ou seja, o marketing, nem sempre prima pela verdade, ou, pelo menos, é muitíssimo suscetível à artificialidade.

    Poderíamos finalmente afirmar que o marketing busca simplesmente criar uma atmosfera heteronoma (de submissão e controle a partir do engodo, contrária à “liberdade dos filhos de Deus”) com base em sistemas ardilosos, sagazes e astuciosos? Estou convencido de que sim! A Igreja pode e deve prescindir de tais estratégias! Testemunhar a fé não tem nada haver com marketing, pois o testemunho da fé não se coaduna com utilitarismo. Mas acho que os que lidam com propaganda não ficarão satisfeitos com tais considerações.

  16. Foi a melhor notícia que li, queira Deus que a graça toque na alma desses Bispos.

  17. Apesar do estudo ter sido feito em 2010, nada foi feito para mudar.

  18. A Igreja vai mal? O triunfalismo míope do clero responde que “o povo não presta; vai atrás das seitas”. As seitas, no entanto, reinventam a “água ungida” , o “óleo ungido” etc. e enchem seus currais enquanto os padres ecologistas se ocupam da água potável, da terra-para-todos e do bem estar e suave preservação dos alces e veados selváticos e urbanos.

  19. A igreja perdeu muito quando deixou suas tradições de lado. Até o comunista +Helder Camra usava batina , que segundo ele é olha que não concordo em nada com esse bispo comunista ,a batina segundo ele era a maior demonstração de humildade, e hj os padres usam roupas de marcas super caras ,tudo isso para “aproximar do povo ” ora nada melhor para se aproximar do povo que uma batina ,sinal do próprio Cristo.

  20. Podem me execrar mas eu acho que a RCC mesmo com seus equívocos está resgatando as ovelhas perdidas e segurando os fiéis. Se não fosse a Canção Nova, assim como a RCC os católicos no Brasil já seriam a minoria. A RCC tem produzido bons frutos para a Igreja.

    • Tive notícia, mais de uma vez, que grupos inteiros da RCC(?) debandaram para o protestantismo; da mesma forma, muitos sequazes do execrando, fútil e pernicioso “caminho neo-catecumenal” debandaram para a sinagoga. Não sei que vantagem a heresia pode trazer.

    • Que vantagem tem a RCC se pratica pentecostalismo protestante como já vi, inclusive fazendo “expulsões de Satanás”, gente parecendo incorporada por entidades, em gritos, considerada porta de entrada para as seitas ou então dentro da Igreja católica, mas alheia à Igreja tradicional?
      RCC é uma salada de catolicismo + protestantismo + esoterismo!

    • Santiago, quem debandou para o protestantismo foram os que antes eram tradicionais e muitos a RCC resgatou novamente. As paróquias tradicionais infelizmente fecharam as portas para o povo. É claro que eu não estou generalizando.

    • Eu conheço paróquias tradicionais que fazem um trabalho maravilhoso dentro da comunidade e as suas pastorais são importantíssimas. Eles realmente evangelizam. Mas infelizmente a grande maioria está se arrastando, fecharam as portas para o povo. É claro que o dia que a RCC se aproximar mais da tradição da Igreja vai ser maravilhoso.

  21. Na minha modesta opinião, o maior marketing da Santa Igreja Católica é a BATINA.

  22. A BATINA como marketing, deveria ser de uso obrigatório em locais públicos. Se um dia eu ver um padre com a BATINA num chopim, numa praça, nas escolas, supermercado no transito ou em qualquer outro local e até num prostíbulo, Farei questão de ir cumprimenta-lo e pedir a sua BENÇÃO.

    • A Batina É de uso obrigatório. Está até no Código de Direito Canônico.
      Algo ser obrigatório ou não pouco importa ao clero brasileiro.

  23. Eu já conhecia essa exposição do publicitário que a tinha descrita há uns vinte anos atrás na tv. Porém, não deixa de ser interessante. Alex Periscinoto morava nas proximidades do Largo São José do Belém, em São Paulo, no bairro do Belém, e tinha oportunidade de ouvir o sino da igreja do largo (onde Dom Mayer foi padre) chamando os fiéis. Aliás, acrescentando ao que disse Alex, na verdade a Cristandade realizava uma verdadeira e justa atitude de marketing há séculos, apesar da inexistência de uma teoria naquela época. A esfera armilar, espetacularmente adotada pela Coroa Portuguesa, era um belo logotipo do seu império. A cruz de Cristo também foi um belo logotipo nas caravelas. Os jesuítas foram eficientes contatos publicitários da Fé Católica pelo mundo. E não deixa de ter um caráter publicitário, no bom sentido, a heráldica medieval. Aliás, estou certo que o embrião dos símbolos de marketing teve origem na eficiente divulgação católica de outrora, que além de eficiente era bela. Essa forma depois foi aplicada no comércio, onde destaco a adoção na Inglaterra, com aplicação de belas embalagens e placas de casas comerciais. Hoje, com todos os meios modernos, a Igreja é muito fraca no justo marketing.

  24. Todo mundo sabe a razão de a batina ter sido abandonada: os maus clérigos podem chafurdar, mais cômoda e hipocritamente, no pecado e no mundanismo sem serem reconhecidos nos shoppings-centers e arrebaldes.

  25. Ouvi dizer, certa vez, que a expressão “propaganda” no sentido moderno nasceu justamente com a Propaganda Fidae

  26. Propaganda Fide, digo.

  27. Lamento informar Aparecido, mas você estaria correto se os católicos estivessem aderindo em massas a outros tipos de fé, como islamismo, judaísmo, espiritismo ou até ateísmo, mas o que está acontecendo é que católicos estão deixando a Igreja para frequentarem seitas. Não estão deixando o cristianismo, estão deixando a Igreja. E por quê? No ponto de vista do especialista em marketing você leu o texto, não preciso desenhar. Agora, em que momento do texto ou do bom senso um padre “enfurnado na sacristia vivendo em um mundo alienado” poderia colaborar para resgatar/converter fiéis? Querer rotular os amantes da liturgia tradicional como enfurnados/alienados é gentileza da tua lavra pessoal.

  28. A questão, no fundo, é simples`e é respondida pelas seguintes perguntas: há católicos – e não católicos – que viajam para Brasília para ver a sua Catedral? Não. Há católicos e não católicos que vão para São Paulo para ir à Missa do Mosteiro de São Bento, com canto gregoriano? Sim, muitos! E para Paris, para ver a Catedral de Notre Dame? E assim por diante…

  29. Coitado dos Santos padres há 2 mil anos de igreja tradicional , pobrezinho de são Pio V, pobrezinho de são Pio X, dos santos , santas , religiosos que sempre assistiram a santa Missa de sempre, são todos alienados, pobrezinhos . Meu Deus, e a Igreja tem que aprender a falar a língua do povo. Vou parar por aqui, a indignação sobe e ferve o sangue.

  30. Precisa ser um especialista em marketing para notar isto?

  31. “Haverá tempo em que MUITOS NÃO SUPORTARAM A SÃ DOUTRINA, mas multiplicarão para si mestres conforme os seus desejos, levados pela curiosidade de ouvir, afastaram os ouvidos da verdade e os aplicarão às fábulas” 2 Timóteo 4.

    A natureza humana não se enche da verdade, procura sempre novidades, algo diferente, algo que a surpreenda e que não seja inibidora. Infelizmente a cura para essa inconstância foi renegada: “não temos outro rei, a não ser César.” “Seja crucificado!” Curioso é que dias antes, Nosso Senhor chora, é a tradução dos Santos Evangelhos, chora sobre Jerusalém. Se tu ao menos soubesses aquele que pode lhe trazer a paz. Tu não o quisestes. E hoje, repetimos o mesmo erro. Não queremos a paz, que Cristo veio nos trazer. A maneira que o mundo, o demônio e a carne, nos favorece é mais prazerosa. Com isso, não temos que nos mortificar, nos corrigir, nos santificar. Somos animais que possuem tendências que não podem ser corrigidas, isso fere o direito de liberdade. Enfim, cavamos nossa própria ruína, e tornamos sem valor o sangue do Cordeiro Pascal. Faz lembrar o povo hebreu, que tendo anos e anos sido escravizados pelos egípcios, e mesmo após os grandiosos esforços de Deus Nosso Senhor, para retirá-los do Egito, acabaram chorando pelas cebolas de lá. Resultado, pouquíssimos daqueles que atravessaram o mar vermelho, conseguiram entrar na Terra prometida. Peçamos a Deus, Nosso Senhor, que não sejamos como aqueles, que tiveram as maiores provas do Seu Divino Amor, mas não tiveram a coragem de se sacrificarem por Ele.

  32. Caros amigos, agradeço a publicação deste meu artigo, que mostra um dos aspetos mais dolorosos da crisi moderna na Igreja: mesmo sabendo que voltando à Tradição eles vão atrair mais gente, eles preferem ter as igrejas vazias mas não abrem mão do progressismo! Isto dito, agradeceria também mencionar a fonte original do testo, que è o sito da TFP italiana (www.atfp.it), da qual sou presidente. Peço a Nossa Senhora que abençoe todo o apostolado dos Srs.

  33. “…A Igreja Católica não conseguiu se adaptar a essa realidade …”

    Quanta bobagem! Desde quando a Igreja precisa se adaptar a alguma realidade?

    “O que a Igreja tem que aprender é falar a língua do povo”

    Quanta bobagem!

    “Os tempos do Padre enfurnado na sacristia , celebrando em latim e de costas, vivendo alienado e em um mundo a parte já passou.”

    Quanta bobagem! Alienado é o padre que vive em botecos, faz shows e deturpa a fé conforme e necessidade do povo.

  34. Essa foi na lata, sem meias palavras, sucinto, direto e objetivo, um belo de um banho de água fria, ou água quente, dependendo da compreensão, para lembrar e aquecer os nossos Pastores.

  35. Que mundo vc vive rapaz? Acho que vc deve ter uns 15 anos Pq eu só vi sangrar depois desta época seja na igreja, seja em suas obras de misericórdia (santas casas, asilos, orfanatos, etc.)
    Acorda Zé!

  36. O Marketing tem como objetivo entender, comunicar e satisfazer as necessidades dos consumidores. Apesar de profano, este paralelo entre o Marketing e a maneira que a Igreja está buscando servir seus fiéis nos dias atuais tem sua validade e nos ajuda a refletir. Infelizmente a Igreja moderna não está cumprindo nenhum dos objetivos acima, ou seja, não entende, não se comunica e muito menos satisfaz as necessidades do fiel católico. Se o Marketing tem a missão de vender produtos e gerar lucro a Missão da Igreja é atrair fiéis e salvar suas almas.
    O Marketing procura entender a psicologia e o comportamento humano, algo que o Nosso Senhor como Criador conhece perfeitamente bem e por isso criou a Igreja Católica dotada de atributos perfeitos que jamais poderão ser melhorados ou superados.
    Ao contrário dos produtos comuns que estão em constante evolução a Igreja já nasceu perfeita cabendo aos homens comunicar a sua mensagem de salvação da melhor maneira. É por entender profundamente o ser humano é que foram criadas as ordens religiosas que procuravam servir às diferentes vocações, tipos psicológicos e necessidades das pessoas (segmentação?). E a força de vendas? Existiu melhor “força de vendas” no mundo do que os missionários e padres que deram a própria vida para comunicar a Palavra da Salvação? Com as críticas ao proselitismo católico o que será desse maravilhoso instrumento de comunicação que Deus criou?
    Me incomoda um pouco falar das coisas de Deus dessa maneira mas já que os bispos brasileiros precisaram contratar um especialista de Mkt para ouvir algo que deveria ser ouvido direto do Espírito Santo o que falta agora para eles mudarem de posição?

  37. Como vender a Cruz (= verdadeira doutrina católica) a uma geração cuja percepção do sobrenatural, que sustenta no ser o natural, foi praticamente destruída pelo naturalismo (leia-se: religião do homem emancipado)?

    Não é difícil perceber que todas as seitas e pseudo-religiões estão a serviço de Satanás com o fito de destruir a religião mesma (leia-se: católica)?

    O objetivo de transformar a religião em artigo de consumo segundo critérios naturais e, por essa razão, uma simples e irrelevante “possibilidade” – já que o homem se basta a si mesmo e, portanto, prescinde da hipótese “Deus” – não foi alcançado?

    A verdade, esta sim, pode prescindir da propaganda. À ela basta o testemunho através do anúncio, nada mais. Nisto estou de acordo.

    Os escândalos sempre existiram, a história da Igreja o confirma e esta não é a causa da “evasão”. O Papa Alexandre VI foi pai de doze filhos, segundo alguns historiadores. No entanto, a grei se manteve firme entre os verdadeiramente fiéis, naqueles tristes idos de finais do Século XV em que o renascimento do paganismo reacendeu o que chamamos hoje de deísmo, abrindo-se em definitivo a “Caixa de Pandora”.

    Seria cômica – mas o que há realmente é uma tragédia – a situação atual em que discutimos a possibilidade de adotar uma estratégia mundana para promover a religião católica. Então porque perder tempo com um marketeiro – que nem católico é – ao invés de buscar uma consultoria com o “Bispo Macedo”? Esse é o ponto central: o desespero e a equivocidade de se cogitar – ai Meu Deus! – discutir a evasão de fiéis partir de um ponto de vista mundano, de propaganda, de vendas, ou seja lá o que for.

    Já não nos basta a malfadada empreitada deísta empreendida pelo último concílio? Não é possível acreditar que não estejamos cientes de que a deturpação do “sensus fidei” (obra do CV II), a partir de uma pseudo-teologia modernista-naturalista, por si só, conduz as pessoas à apostasia?

    A verdade é que as pessoas estão, decidida e ousadamente, afirmando que até reconhecem os favores e as generosas intenções de Deus Nosso Senhor, mas que, por serem um fardo insuportável, constituem uma impossibilidade. Então, uma religiosidade que preserve os elementos essenciais da natureza humana tal como Deus a criou, sem qualquer obrigação ou dever a algo mais alto e transcendente é por demais irresistível.

    Marketing? E a missionariedade? Jesus falou incansavelmente sobre o inferno, esse terrível missionário, porque Ele sabia exatamente com quem estava lidando! Onde ele está agora? O céu perdeu um grande missionário! O inferno seria uma boa estratégia de marketing? Aliás, acho que este último ponto já foi objeto de acalorados debates aqui no Fratres…

  38. Desde os dias em que o Senhor começou sua vida pública, e desde o primeira pregação de São Pedro, que converteu a muitos, foi o Divino Espírito Santo quem a tudo conduziu. Se o marketing foi perfeito desde sempre foi obra do Divino, que sabe como atingir os corações. As técnicas de marketing, como se conhece hoje em dia, não era conhecida pelos apóstolos, mas o Espírito Santo os conduziu pelo melhor caminho, tanto que o cristianismo chegou até o presente momento. O que o especialista fez foi identificar, de acordo com os seus conhecimentos, aquilo que atraiu o povo para a Verdade. Muito interessante!!! Mas, que sacanagem ninguém publicar isso antes !!!!

  39. Em suma, dessacralizaram a Igreja. Tornaram-na igualzinho uma igreja pentecostal de esquina. E como competir com pastores que prometem dinheiro, mulher e sucesso profissional em uma semana?

  40. Em linha de constatação semelhante, porém focada, primeiramente, no aspecto mitopoético do período histórico comumente identificado como o apogeu da influência cultural católica, escrevia eu, algum tempo atrás, aquele que ainda tenho como um de meus escritos prediletos:
    http://www.leonardofaccioni.org/2013/07/sub-umbra-alarum-tuarum_24.html