IBP bloqueado na Argentina.

Por Manoel Gonzaga Castro | Fratres in Unum.com: Na esteira do recente reconhecimento da FSSPX como católica por parte da República Argentina, as atenções dos fiéis ligados à forma extraordinária do rito romano voltaram-se para o circuito tradicionalista portenho, no qual o Instituto do Bom Pastor (IBP) anunciou aterrissar em 2014.

Em março do ano passado, o Superior do IBP na América Latina, Pe. Mathieu Raffray, anunciou jubilosamente a autorização recebida do Bispo Oscar Sarlinga para que fosse instalada uma casa do instituto na diocese de Zárate-Campana, situada na Província de Buenos Aires.

Porém, essa instalação, infelizmente, não chegou a se efetivar por interferência do Núncio Apostólico na Argentina, Dom Emil Paul Tscherrig, que agora intermediou o reconhecimento civil da FSSPX.

Razão: a possível presença do IBP teria causado mal estar na Conferência Episcopal argentina. Nessa queda de braço, Dom Sarlinga, conhecido desafeto do então Cardeal Bergoglio, cedeu e o IBP acabou bloqueado. Curiosamente, foi o próprio bispo Sarliga quem, no fim do ano passado, emitiu uma dura carta condenando a FSSPX.

Fontes argentinas informam que o IBP, disseminando teses rotuladas por seus adversários como “cripto-lefebvristas” dentro da estrutura diocesana, incomodaria mais a Francisco que a FSSPX, a qual mantém uma vida à parte.

Em Zárate-Campana, o IBP seria encarregado de um colégio.

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11 Comentários to “IBP bloqueado na Argentina.”

  1. Enquanto isso, segue Bergoglio, o “cripto-comunista” (que não é tão “cripto” assim…) no controle da Igreja Católica!

  2. Esse jogo duplo do IBP só os prejudica: desagradam os tradicionais e as autoridades da Igreja. Com um pé em cada canoa, só estão caindo no meio do rio.

    • Infelizmente, ti-bum!

      Lucas, talvez eles tenham motivos que desconhecemos para continuar utilizando essa tática. A meu ver, o importante é que são mais um grupo promovendo a missa e que tem sua contribuição a dar no conjunto da tradição. Enquanto a FSSPX mantém o combate doutrinário, etc., ele promovem o avanço prático da tradição entre aqueles que são legalistas, etc., e por aí vai. No conjunto, há um avanço. Por mais que eles briguem entre si e um se ache mais importante que o outro, todos têm sua contribuição a dar. O mesmo digo de Campos.

  3. Muito estranho pos o IBP é autorizado pelo Vaticano e está ligado canonicamente. Que confusão!

    • Como demonstrou o Guilherme Chenta na polêmica com a Montfort-Zucchi sobre o IBP, é evidente que esse instituto aceita oficialmente o Vaticano II e a Missa Nova como bons. Porém, há muitos cripto-lefebvristas dentro do instituto, ou seja, gente que é contra o Vaticano II e a Missa Nova de forma escondida. E isso gera muita desconfiança no episcopado. Dom Rifan tem alertado os bispos do Brasil sobre isso, especialmente em se tratando dos padres do IBP que são da Montfort, como os Pe Renato Coelho e Luiz Fernando Pasquotto. Dom Odilo inclusive já está bastante aborrecido com esses sacerdotes, porque eles se recusam a participar da Missa crismal junto com todo o clero da diocese, prática que é comum no IBP na França.

  4. Essa confusão toda entre tradicionalistas é provocada pelo demônio que está pulando igual gazela saltitante pelos campos do Senhor, semando aqui e ali o joio da divisão.
    Lembram-se do “Retorno do Rei” da trilogia do anel de Tolkien? A última coisa que Sauron queria é ver todos os povos da Terra Média unidos na batalha contra ele pra destruir seu poder e provocar o retorno do Rei.
    Da mesma forma, Satanás que tanto dano já fez na Igreja durante esses últimos 50 anos de domínio modernista, não quer de jeito algum que se levante contra ele um exército de fiéis Católicos que preservam o Santo Sacrifício e querem viver em suas vidas e de suas famílias a Doutrina da Igreja de modo integral.
    Mas independente dessas divisões é preciso que esse exército se levante. Ainda que os Católicos tradicionalistas se pareçam aos olhos das autoridades modernistas com o exército de Brancaleone, creio que muitos deles já perceberam pelos frutos, que não é Brancaleone que está no comando, mas sim o próprio Cristo.
    Assim faço minhas as palavras do José Roberto: “o importante é que são mais um grupo promovendo a missa e que tem sua contribuição a dar no conjunto da tradição. Enquanto a FSSPX mantém o combate doutrinário, etc., ele promovem o avanço prático da tradição entre aqueles que são legalistas, etc., e por aí vai. No conjunto, há um avanço. Por mais que eles briguem entre si e um se ache mais importante que o outro, todos têm sua contribuição a dar. O mesmo digo de Campos”.

  5. E o sarapeteu teológico continua: cada um se alimenta dos restos que mais lhe apetecem!…
    A Igreja – Aquela: Católica Apostólica Romana – continua a sofrer com o estilhaçamento da ortodoxia.
    Se por um lado vemos o agir inócuo “de fora”, por outro vemos o agir equívoco dos “de dentro”.
    Não se trata aqui de uma crítica, mas de uma constatação: só é tolerado e incentivado aquilo que confunde, mas aquilo que define na doutrina e que circunscreve na disciplina é visto como uma excentricidade anacrônica, ininteligível para as mentes abertas e sem substância neo-católicas.
    Essa vida sem vitalidade, que mais parece um teatrinho de sombras do que foram, é, hoje em dia, o suprasumo da espiritualidade, mas esquecem que o calor da verdade e a luz da bondade está onde sempre esteve: junto da Justiça!
    Sabemos que a esperança só será concluída na outra vida, na verdadeira vida, mas gostaria de ter um gostinho dela ainda aqui e ver alguns desses doutores da lei terem a sua paga…

  6. Outrora, achava um tanto exagerada a amixia da FSSPX, e por vezes a considerei materialmente cismática, posto que desaconselhava (ou mesmo proibia) que os fieis assistissem a Missa, na forma do extraordinário Rito Romano, celebrada por padres que não os de seu grêmio.

    A buchada de bode que foi o pré-sínodo, bem como os sinais da vindoura prevaricação dos bispos neocon (levemos em conta, por exemplo, a aversiva e nojenta declaração de João Carlos Petrini “É possível que [os que vivem em concubinato adúltero] possam receber a eucaristia, com permissão do bispo, em alguns casos”), fizeram-me mudar de ideia em relação a FSSPX: a Fraternidade está mesmo certa! Não dá mesmo pra misturar com os que, publicamente, vilipendiam o Magistério da Igreja e pretendem arruinar de vez a Igreja católica e prostituir os Sacramentos de Deus.

    É hora desses grupos da tradilândia deixarem de lado as picuinhas e acirrarem o combate. A restauração da Igreja, a que é possível, será feita a custo de combate aberto e implacável à heresia e à pública defecção da hierarquia. O tempo da meia-medida passou.

  7. 1-) Por que não pode haver espaço para os dois? Não falo pelo IBP mas até onde eu saiba, uma vez regularizada a situação jurídica da Fraternidade São Pio X e, que ela continue na Resistência católica frente aos modernistas, qual o problema?

    2-) E por que incomodaria o IBP mais a Francisco que a Fraternidade? Por acaso essa alegação de “criptolefebvrista” procede? Da parte de quem? Estou atualmente estudando a “guerra psicológica” feita pela esquerda (e esquerdistas disfarçados e infiltrados de direitistas) para desanimar os bons para que continuem na luta e diria sem medo de errar que isto se trata de um “baile de mascaras” – Maskirovska em russo, utilizada por Putin e o guru Aleksander Dugin, falseando os fatos.