Dom Rifan sobre os recentes ataques à CNBB.

O BEBÊ E A ÁGUA DO BANHO

Por Dom Fernando Rifan, domfernandorifan,blogspot.com.br

Fonte: Bonum Certamen

d.fernando-encontro-com-o-papa

Tem havido ultimamente insultos à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que me atingem também, pois dela faço parte por ser Bispo católico, pela graça de Deus, em plena comunhão com a Santa Igreja. A CNBB é o conjunto dos Bispos do Brasil que, exercem conjuntamente certas funções pastorais em favor dos fiéis do seu território (CIC cân. 447).  Conforme explicou São João Paulo II na Carta ApostólicaApostolos suos, é “muito conveniente que, em todo o mundo, os Bispos da mesma nação ou região se reúnam periodicamente em assembleia, para que, da comunicação de pareceres e experiências, e da troca de opiniões, resulte uma santa colaboração de esforços para bem comum das Igrejas”. “O Espírito Santo vos constituiu Bispos para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue” (At 20, 28).

Quero deixar bem claro que, por ser Bispo da Santa Igreja Católica, dou minha adesão a tudo o que ensina o seu Magistério, nas suas diferentes formas e na proporção da exigência de suas expressões doutrinárias, sem restrições mentais ou subterfúgios.

Em matéria de política ou questões sociais, minha posição é a da Doutrina Social da Igreja. Por isso, defendo a subordinação da ordem social à ordem moral estabelecida por Deus, a dignidade da pessoa humana, a busca do bem comum, a atenção especial aos pobres, a rejeição do socialismo e do marxismo, nas suas diferentes formas, o direito de propriedade, o princípio da subsidiariedade e os legítimos direitos humanos, principalmente a defesa da vida desde a concepção até o seu término natural.

Ademais, ainda na questão agrária, compartilho com a posição de São João Paulo II quando ensinou: “É necessário recordar a doutrina tradicional de que a posse da terra ‘é ilegítima quando não é valorizada ou quando serve para impedir o trabalho dos outros, visando somente obter um ganho que não provém da expansão global do trabalho humano e da riqueza social, mas antes de sua repressão, da exploração ilícita, da especulação e da ruptura da solidariedade no mundo do trabalho’ (Centesimus Annus 43). Mas recordo, igualmente, as palavras do meu predecessor Leão XIII quando ensina que ‘nem a justiça, nem o bem comum consentem danificar alguém ou invadir a sua propriedade sob nenhum pretexto’ (Rerum Novarum, 30). A Igreja não pode estimular, inspirar ou apoiar as iniciativas ou movimentos de ocupação de terras, quer por invasões pelo uso da força, quer pela penetração sorrateira das propriedades agrícolas” (Discurso aos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, na sua visita ad limina, 21março de 1995).

Assim, quem quer que defenda partidos ou grupos que pregam a revolução social, a luta de classes, o igualitarismo total, a negação do direito de propriedade e a ideologia de gênero, não me representa nem pode falar em meu nome nem em nome da Igreja.

Ademais, conforme ensina a Igreja, como Bispo, quero ter sempre uma “prudente solicitude pelo bem comum” (Laborem exercens, 20), “não estou ligado a qualquer sistema político determinado” (Gaudium et Spes, 76), não me intrometo no trabalho político, “por este não ser competência imediata da Igreja”, “nem me identifico com os interesses de partido algum”, ensinando, porém, os grandes critérios e os valores irrevogáveis, orientando as consciências e oferecendo uma opção de vida que vai além do âmbito político” (Bento XVI, Aparecida, 13-5-2007, Disc. Inaug. do CELAM).

Defendo a mesma posição do Catecismo da Igreja Católica quando diz: “Não cabe aos pastores da Igreja intervir diretamente na construção política e na organização da vida social. Essa tarefa faz parte da vocação dos fiéis leigos, que agem por própria iniciativa com seus concidadãos” (n. 2442).

Compartilho também com a posição do Papa Bento XVI, hoje emérito, quando ensinou que “a Igreja não tem soluções técnicas para oferecer e não pretende de modo algum imiscuir-se na política dos Estados, mas tem uma missão ao serviço da verdade para cumprir, em todo o tempo…” (Caritas in Veritate, 9).

É claro que, na crise atual, há quem não siga nessa matéria o critério do Magistério da Igreja. Mas são vozes fora do caminho, mesmo que muitas. Não se pode apoiá-las.

Se há pessoas na Igreja que não seguem seus ensinamentos, temos a obrigação de não segui-las e, se tivermos ciência e competência para tal, de respeitosamente manifestar isso aos Pastores da Igreja (CIC cânon 212, §3), ressalvando a reverência que lhes é devida.

É nesse último ponto que pecam gravemente alguns que se intitulam católicos. Na ânsia de defender coisas corretas, perdem o respeito devido às autoridades da Igreja e as desprestigiam, para alegria dos inimigos dela.

Junto com o combate ao erro, até querendo fazer o bem, acabam destruindo a autoridade, com ofensas, exageros, meias verdades e até mentiras, caindo assim em outro erro. A meia verdade pode ser pior do que a mentira deslavada.

Não quero dizer que não existam os erros que combatem. O que é preciso é evitar as generalizações, ampliações e atribuições indevidas e injustas, onde acontecem faltas ou excessos. A justiça e a caridade, mesmo no combate, são imprescindíveis. Qualquer pessoa não católica que lesse certos sites e postagens de alguns católicos críticos, injuriando os Bispos e autoridades da Igreja, certamente iria raciocinar: “é impossível que tais pessoas sejam católicas, pois não se fala assim da própria família!”.

Como diz o provérbio: “Não se pode jogar fora o bebê, junto com a água suja do banho!”.

56 Comentários to “Dom Rifan sobre os recentes ataques à CNBB.”

  1. Com todo respeito ao Exo. Bispo,
    mas mais uma vez o mesmo me deixa perplexo com a sua atitude de cunho não mais tradicional, que faz mal ao povo catolico, visto criar uma falsa noção. ao se criticar a CNBB estar-se criticando as decisoes destas, não um bispo ou outro, todos sabem que tem bispos melhores e piores. Mas tambem se sabe que muitas decisões da CNBB não refletem a opnião dos bispos, conforme dito pelo Exmo. DOM MURILO, arcebispo de Salvador e agora vice presidente da CNBB, por ocasião da reforma politica.
    A CNBB emite opniões, que muitas vezes contraria a doutrina catolica, sendo de cunho ideologico e já condenados pelo magisterio da IGREJA. ex. a nota de apoio ao MST, por exemplo. Como apoiar um movimento que invade propriedades, o que já foi condenado por LEÃO 13 e até JOÃO PAULO II.
    A orientação liturgica deste orgao tambem não é das melhores, visto focar em orientações modernistas antropocentricas, fundadas das CEB´S, que também já foram condenadas pelo magistério.
    Os casos acima são só exemplo, de quantas vezes a CNBB emitiu notas e opniões contrarias ao proprio magisterio, quase todas dotadas de viés ideologico. Uma vez o Exmo. Bispo DOM PEDRO CASALDALIGA, de orientação marxista e confesso adepto da teologia da libertação (que já sofreu processos pela congregaçãoi da doutrina da fé) pregou um retiro na seda da CNBB. o que fazer? ficar calado.??? jamais
    Acho que tons agressivos e insurrectos não devem ser feitos, por afetar a hierarquia da igreja, agora criticas e apontamentos podem e devem ser feitos sempre para o bem do povo de DEUS. Por mais que ao leigo não compete ensinar ordinariamente, a Igreja é clara que quem tem um conhecimento sólido tem a obrigação de repassá-lo, berm como JOÃO PAULO II, em 2004, através da INSTRUÇÃO sobre liturgia deu ao leigo o direito de reclamar e denunciar. agora tudo com a verdade e sem insurreição, sempre reconhecendo a hierarquia.
    Também me preocupa quando DOM RIFAN fala em caridade, podendo ser mal interpretado, como muitos aí que usam o termo caridade para não criticar e aceitar os erros; o Eminentissimo Cardeal Burke certa vez disse: “não existe caridade sem a verdade”. Portanto, a caridade é a verdade, e não um jeito sentimentalista fantasioso de aceita os fatos e não querer enxergar os defeitos.
    DOM RIFAN fala em obediencia e fidelidade sem subterfugio, o que seria isso? é um conceito subjetivo. PEDE PARA NÃO SEGUIR vozes fora do caminho, a quem ele se dirige? lembro a ele que existem grupos em total comunhão canonica que são dotados de autoridade para apontaresm criticas ao CVII e até ao magisterio mais recente.

    Quanto a evitar as generalizações, eu até concordo, mas lamento que na ASSEMBLEIA DA CNBB os bispos ditos conservadores, ficam em silencio, não dizendo nada, enquanto os LIBERAIS tomam conta de tudo. Será que NÃO CABERIA a estes o dever de evitar que tenhamos uma imagem negativa da cnbb, com sua atitudes claras. mas não, todo ano, os ditos conservadores, em silencio e os liberais vencem. e o discurso da CNBB, não muda, melhorar a vida, indio, sem terra, minorias, reforma politica, enquanto SALVAÇÃO, SACRAMENTOS, LITURGIA, CATECISMO, nada. Não é por causa das pessoas que DOM RIFAN critica que isso ocorre, e sim pela omissão de quem diz ser tradicional.

    Mãos á obra.

    Salve Maria.

  2. Realmente se trata do pastor que vem e que vai.

  3. Sua Excia Rvma D. Antônio De Castro Mayer era um verdadeiro homem de Igreja, merecendo, por isso, toda devoção filial e a cerimoniosa deferência que se devem às pessoas constituídas em dignidade eclesiástica. Sua palavra era clara, precisa, inteligente, sem ambiguidades e compromissos com a mentira, com a heresia, com o crime, com o desmando, com a apostasia e tudo mais que de medonho, aversivo e vergonhoso se inflige, gravissimamente, contra a fé católica.

    Resta ao Bispo Riffan a impossível missão de provar que, aos HEREGES e aos INIMIGOS declarados de Cristo, devem-se honra, dignidade e devoção por parte dos fieis de Cristo. Antes: cuide ele da periclitante salvação de sua alma, em vez de fazer política eclesiástica, querendo parecer moderado e bonzinho aos seus hediondos e demoníacos colegas de CNB do B.

    Não haverá surpresa alguma se Bergoglio o defenestrar um dia da sua frágil Administração Apostólica. É assim que que ele procede com todos os que não se afinam com o seu péssimo e travestido “ministério”.

  4. Mas então, como ficamos?
    Aos bispos corretos é que caberia advertir os seus irmãos no episcopado, quando se desviam da reta doutrina, como fez São Paulo a São Pedro.Se eles se omitem, só resta aos fiéis comuns a indignação, que pode levar ao exagero.
    Dê o exemplo, D. Rifan. Exorte seus pares heterodoxos para que não se percam, nem ao seu rebanho.
    Concite a CNBB a retornar, em seus pronunciamentos e iniciativas, à reta doutrina. Não faltará quem o apoie, e evitar-se-á o que o descrédito do colegiado, obra de alguns, se estenda ao conjunto de seus membros.

    • Só estamos pedindo como bons Católicos que os bispos em nome da CNBB parem de colher assinatura para a reforma politica, apoiar um partido que apóia aborto, destruição da familia, corrupção é algo inconcebivel. Sou apartidaria sou cristã e mãe de familia, preocupo-me com os caminhos que o Brasil está trilhando e não gostaria que os Bispos apoiassem esse descalabro.

  5. Incrível querer salvar a fruta podre (CNBB) quando já inteiramente contaminada. Há vozes que se calam diante da maioria contaminada, mas teriam a obrigação de se levantarem em defesa da verdade como fez Santo Atanásio e outros . Calar-se é dar aval ao erro para que continue sua pérfida missão. As ações da CNBB são todas direcionadas no sentido de favorecer a esquerda política e os clérigos ligados a Teologia da Libertação.

  6. “Na ânsia de defender coisas corretas, perdem o respeito devido às autoridades da Igreja e as desprestigiam, para alegria dos inimigos dela.”
    O Reverendo Bispo esqueceu de considerar que antes disso as autoridades da Igreja prestigiam os inimigos da Igreja, desprestigiando a si próprias como autoridades. Os fiéis apenas estão seguindo o que as autoridades fazem.

  7. Lamentáveis palavras… Caro D. Rifan, poucos lamentam tanto quanto eu aqui em Goiás, porque poucos aqui conheceram a Tradição da Igreja Católica pela AASJMV. Agradeço ao sr. e ao Pe. Gaspar pela iluminada orientação de minha vocação em um momento em que a inteligência humana seria incapaz de lidar com tamanha complexidade de aspectos na época. Hoje estou casado (tomei-lhe a benção por telefone, se se lembra), tenho 4 filhos, todos batizados no rito tridentino. Ajudei a então capelania da AASJMV em Anápolis, a ACSMV, onde até então freqüento com dificuldade, pois moro em Hidrolândia.
    Caro D. Rifan, sou dos poucos que consideraram seu “Magistério Vivo” um divisor de águas, pois foi a primeira defesa que encontrei dos princípios católicos negligenciados por outros grupos tradicionalistas (FSSPX, por exemplo), embora incompleta pois não tratara em profundidade alguns temas polêmicos específicos.
    Prezado D. Rifan, o que sempre está em causa é a obrigatoriedade da obediência em caso de HERESIA. Nós fiéis católicos, leigos, pais de família, que do fundo da alma não temos índole desobediente, estamos ESCANDALIZADOS com o fedor putrefato da heresia, e não somente nos “católicos” de maneira geral, mas nos padres e nos altos prelados. Não adianta querer de nós leigos obediência quanto o que está em causa é a pertença ou não ao Corpo Místico de Cristo. E o que não vemos com freqüência é a defesa da FÉ e da MORAL.
    Se a política é propriamente tarefa de leigos, a defesa da FÉ e da MORAL é a razão de existir dos Bispos.

    Nós fiéis leigos NÃO SEGUIMOS MESMO aqueles pastores que “CONTINUAM COM SUAS PRÁTICAS CRISTÃS, NUTREM-SE DO SANTÍSSIMO CORPO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO – Ó HORROR – SOBEM AO ALTAR DE DEUS PARA AÍ OFERECER O SACRIFÍCIO; E ENTRETANTO, AS SUAS DECLARAÇÕES, A SUA CONDUTA, AS OPINIÕES QUE PROFESSAM, COM UMA OBSTINAÇÃO IRREDUTÍVEL, DEMONSTRAM QUE ELES PERDERAM A FÉ, E QUE EMBORA ACREDITEM AINDA ESTAR SOBRE O NAVIO, JÁ PORÉM NAUFRAGARAM” (São Pio X, Consistório de 16 de Dezembro de 1907, apud https://promariana.wordpress.com/2015/05/04/fe-explicita-e-fe-implicita/ ).

    Eminência, anatematize a CNBB, ou especificamente quem disse isso ou aquilo que é oposto à Fé ou à Moral católica (“vozes fora do caminho, mesmo que muitas”), dê um testemunho inequívoco em defesa da fé, e terá um exército de fiéis a segui-lo, além de entrar para a História e quiçá alcançar a graça do martírio.

  8. Excelência Reverendíssima Dom Fernando Rifan, paz e bem!

    Tenho a honra de cumprimentá-lo ao tempo em que coloco algumas considerações:

    Primeira, apontar os erros da Igreja não importa em difamá-la. A propósito, todo batizado se torna: PROFETA, sacerdote e rei. E como profeta, ele anuncia o Reino de Deus e DENUNCIA todos os SINAIS DE MORTE da sociedade (Apostasia, Corrupção, Hedonismo, Pornografia, Pedofilia, Satanismo, Ateísmo, Comunismo…);

    Segunda, por quê as autoridades eclesiásticas não cumprem as ordens de Deus? Explico: Por quê o papa, junto com os bispos do mundo inteiro, não “CONSAGROU A RÚSSIA AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA”? Qual a desculpa ou mentira para não cumprir essa SIMPLES ordem divina?

    Terceira, por quê os religiosos filiados aos partidos de esquerda: PT, PSOL, PcdoB (deputados, vereadores…) não são excomungados “ex-officio” pela Igreja?

    Quarta, por quê a Igreja católica no Brasil está se transformando numa ONG PETISTA (vide cartaz da missa de 1º de maio/2015, na catedral de São Paulo), bem como construindo catedrais maçônicas (como a Belo Horizonte-MG, projetada pelo arquiteto marxista Oscar Niemeyer (com os dois símbolos do comunismo: Foice e Martelo);

    Quinta, por quê a Igreja não avisa aos fieis de que estamos vivendo tempos de Apocalipse (Mensagem de Fátima, Akita…) e que as armas dos católicos são espirituais: oração, jejum, penitência, missa…

    Sexta, por quê as autoridades da Igreja (bispos) não reconhecem que está passando por uma Crise semelhante a da Ariana, quando 90% dos Bispos eram Arianos. E muito poucos Bispos se ergueram para defender a Fé. Todavia, coube a Santo Atanásio (hoje, atualizando: seriam os leitores do site fratesinunum: Gercione, Ferreti….) que chegou a ser excomungado pelo Papa Libério no ano 357, levantou a sua voz defendendo a Fé e a Verdade.
    Nota: Libério foi o primeiro Papa que não foi canonizado desde o tempo de S. Pedro até ao ano 357.

    Moral da história: os usuários do fratesinunum caminham para o mesmo caminho…

  9. Falou, falou e não disse nada.

    Afinal, ele é a favor ou contra as recentes intervenções da CNBB?

    Ele acha correto a conferência aliar-se à CUT e a movimentos em defesa de agenda anticristã?

    Quem são os que estão minando a autoridade dos bispos com seus ataques vorazes?

    Qual, então seria a reta e justa medida de indignação que se permite aos pobres católicos deste país, que vivem como que atirados às moscas?

    Este é o problema de nossos pastores hoje em dia: falta de clareza.

  10. Parece ou não parece o PSDB na CNBB?

  11. Bom dia, Dom Rifan, dirijo-lhe como humilde e pecador, católico atuante e praticante em minha comunidade, sinto-me no dever de escrever estas ” mal traçadas linhas ” pois se não o fizer, não conseguirei mais trabalhar, trilhando os desígnios de Cristo.

    Vou pedir-lhe desculpas pelo que vou expor abaixo, mas é imprescindível que alguém fale ao Senhor uma verdade existente, fora dos muros de Roma e do majestoso ambiente onde vive e atua.

    Primeiramente vou pedir-lhe que cumpra o que o nosso pescador Papa Francisco pediu aos senhores da Igreja, vou lembra-lo: esquece-se saia da zona de conforto de seus escritórios e vá até ao Povo ( sem isso nada o que eu disser a seguir fará sentido), se paramente como um cidadão comum, trabalhador, de mãos calejadas, com um bilhete único numa das mãos e uma marmita noutra, que levantam às 3, 4:00 hs da manhã, enfrentam um transporte público digno dos oferecidos aos judeus para os campos de concentração, moram como “ratos” entre placas de compensado ou MDF como queira, se é que sabe o que é isso…, após um tempo consegue com seu suor e esforço, ter uma casinha simples, e mais a diante, uma vida mais digna, aí vem um bando de desocupados, apoiados pelo suposto governo Social, e pela igreja e derruba tudo, invade, destrói, bota fogo, enfim já sabemos no que dá.

    Dom Rifan, a invasão do que quer que seja, de uma propriedade privada a um prédio público abandonado, tem dono e o ultimo é dinheiro do POVO, e não desses vagabundos, é nosso dinheiro dos impostos e não dessa corja, que aquele ex-presidente ( como metalúrgico que fui durante 20 anos, tenho vergonha de dizer seu nome e muito menos te-lo um dia, como representante dessa categoria, que agora está sendo dispensada de seus postos de trabalho, pela maravilhosa política de governo ) disse ter um exército pronto para ir para as Ruas.

    O Igreja através de seus representantes deveriam ir contra esse Governo idiota, corrupto e ineficaz pelas suas políticas públicas e não apoiá-lo. O PT está se mostrando para que veio, o pior dos governos já existentes nesse País, ou Sr. compactua com as safadezas e desmandos de seus líderes? Transformar José Dirceu e Genuíno em Heróis, mensalão, petrolão e outras maracutaias e a Igreja ainda mantém diálogo com esses pares. . .

    Suas palavras acima me soam como as palavras daquela que MENTIU em toda sua campanha política, ou seja, fala uma coisa e faz, pratica outra coisa. Como pode um País que em Novembro de 2014, segundo essa MENTIROSA, estava lindo e maravilhoso e dois meses depois de reeleita, vem essa borduada de ajuste fiscal, aumento de impostos, e outras leis diminuindo os direitos dos trabalhadores.

    Não vejo e não vimos um movimento sequer da Igreja, lutando para combater essas injustiças, um movimento para manter atrás das grades as pessoas que conseguiram “quebrar” uma das maiores empresas de Petróleo do Mundo, aliás o que vemos é a Igreja apoiar-se nesse governo de bandidos, furtarem nossos direitos, agora com a reforma Política, que tramita no Senado.

    Dom Rifan, tenho certeza que Cristo, deve estar muito triste com os caminhos que a igreja, está levando seu rebanho e sinceramente espero estar errado em meu pensamento, pois o POVO não está aguentando mais.

    Termino este humilde desabafo, desejando-lhe A Paz de Cristo Dom Rifan, e com uma certeza no coração, o Senhor e a CNBB não me representam, e muito menos representam os anseios de nós Católicos. . . .

  12. Falou, falou…patinou…e escorregou. Não acrescentou muita coisa não.

    Os fiéis Católicos se levantaram contra o Clero apóstata, anti-Católico,marxista e modernista naquilo que era público e notório. Por isso os ataques foram públicos e notórios, para salvaguardar o que pouco resta de Catolicismo em muitos meios. Mas tudo foi amplamente público e notório. Qualquer pessoa sabia quem os fiéis Católicos estavam atacando e porque.

    Nós falamos em cima dos telhados, nas praças, nos sites e bloggs, nas passeatas, etc. Expomos o rosto à tapa e ao cuspe, como os jovens há poucos dias.

  13. Caríssimo Dom Rifan,

    Por que Vossa Excelência não exorta seus colegas no episcopado a NÃO apoiarem o PT?

    Por que a Doutrina Social da Igreja não é aplicada pela CNBB?

    Seu em Cristo,

    José Roberto

  14. “Se falei mal, mostra-me o que eu disse de mal; mas se falei bem, porque me bates?” (Jo XVIII, 23)

  15. …. “Assim, quem quer que defenda partidos ou grupos que pregam a revolução social, a luta de classes, o igualitarismo total, a negação do direito de propriedade e a ideologia de gênero, não me representa nem pode falar em meu nome nem em nome da Igreja”…
    De imediato, sabemos que o Revmo Bispo D Fernando não pactua com a ala esquerdista da direção da CNBB-TL, mais se parecendo sucursal da Mafia PT, lembrando que os últimos des Santos Padres, apenas até ao saudoso emérito Bento XVI, condenavam veementemente os comunistas, apoiadores e subsidiadores dessas facções material-ateístas, e seus vassalos estariam tomados por forças estranhas que os controlariam, e penalizando-os de excomunhão automática, por o comunismo ser o satanismo em pensamentos e obras!!
    … “É claro que, na crise atual, há quem não siga nessa matéria o critério do Magistério da Igreja. Mas são vozes fora do caminho, mesmo que muitas. Não se pode apoiá-las”.
    … “Se há pessoas na Igreja que não seguem seus ensinamentos, temos a obrigação de não segui-las e, se tivermos ciência e competência para tal, de respeitosamente manifestar isso aos Pastores da Igreja (CIC cânon 212, §3), ressalvando a reverência que lhes é devida”.
    Tem razão; o próprio D Fernando Rifan concorda que há vozes distoantes e seguindo por veredas tortuosas – quer algo pior que vários bispos da Alemanha concedendo a S Comunhão a amasiados e as ideias do Cardeal Kasper, por ex.? Mesmo no Brasil os herdeiros de D Hélder que se seguem até hoje na direção da CNBB aliando-se ao marxirevolucionario PT e apoiando seus diabólicos planos?
    De como coincidem:
    1 Contra a maioridade aos 16 anos.
    2 Pró PLC 03/2013, pró veto parcial ao aborto.
    3 Pró falsaria Reforma Política e Constituição Única, em que os comunistas ditariam as regras e o instalariam o bolivarianismo de imediato.
    4 Pró anarquistas, bandidagem e desordeiros de todas as espécies para gerarem o caos e facilitar a tomada do poder, apoios ao PCC, MST, MTST, pró narcotraficantes das FARC, a favor da liberação das drogas, de ditaduras escravagistas, Cuba, Coreia do Norte, China etc., de todo tipo de perversão sexual e destruição da familia; necessita mais?
    No RODRIGO CONSTANTINO – “A simbiose nefasta entre a CNBB e o PT: os bolivarianos infiltrados na Igreja”, em vídeo, no qual Lula explica a estratégia de uso da Igreja para a tomada do poder!
    Que sejamos; “E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão. Lc 19:40.

  16. Mas que hipocrisia! Os católicos de verdade são REFÉNS de uma hierarquia corrupta. Se algumas reações são desarticuladas ou pouco informadas sobre direito canônico, paciência. O que não podemos é aceitar uma Igreja em “apostasia silenciosa”!

  17. Nada de novo. Discurso de muitos prelados na época pré-conciliar. Aliás, sentia isso também em Orlando Fedeli, que sofreu uma metamorfose incrível, passando rapidamente de homem medieval para homem pré-conciliar. Talvez a época pré-conciliar seja uma das fases mais tristes da Igreja. Foi uma época em que supostos defensores da fé faziam um discurso pastoso a favor da Tradição, tipo é preciso manter a Tradição mas os tempos são outros, discurso meio tucano como bem disse o colega frates Frederico. Percebam, caros Frates, como era hierático o Papa Pio XII até o final da Segunda Guerra. Percebam nas fotos e nos filmes como o seu comportamento mudou. Depois do final da guerra ficou com jeito mais popular, mais mediático, menos rigoroso, mais hollydiano. A famosa foto em que ele está junto da multidão parecendo abraçar o povo romano garantido que Roma não seria invadida demonstra claramente que Pio XII não seria o mesmo. Começava os tempos lusco-fusco da fase pré-conciliar. Ao meu ver o retorno que os neo-cons fazem é até a fase pré-conciliar, sempre procurando conciliar as tendências. Meu receio é que os neo-cons não cheguem em lugar algum como não se chegou na fase pré-conclliar (ou se chegou no Concílio de tanto conciliar). Don Rifan teria esse discurso quando acompanhava Dom Mayer? Claro que não. Sua intransigência ao comunismo era enorme. Como uma promoçãozinha ajuda a ver as coisas. Ajuda por esses óculos ver que a CNBB tem erros, mas que as críticas são excessivas. Don Rifan tucaneou!

  18. É uma coisa evidente em geral nos bispos, o respeito humano; “É nesse último ponto que pecam gravemente alguns que se intitulam católicos. Na ânsia de defender coisas corretas, perdem o respeito devido às autoridades da Igreja e as desprestigiam, … Qualquer pessoa não católica que lesse certos sites e postagens de alguns católicos críticos, injuriando os Bispos e autoridades da Igreja, certamente iria raciocinar: “é impossível que tais pessoas sejam católicas, pois não se fala assim da própria família!”.”
    Sempre preocupados com o que os outros pensam ou dizem e principalmente com os que estão fora da Igreja. Seria melhor que este bispo se preocupasse mais com as almas que estão a ser enganadas do que com os sussurros dos inimigos da Igreja.
    No evangelho Jesus Cristo nos avisa que “Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; Mateus 10:34,35” Ora se Cristo coloca em confronto o pai com seu filho por amor ao Reino dos Céus, o senhor acha que não porá Bispo contra Bispo, fiel contra Bispo? Que evangelho anda a ler?

  19. Mais um bispo que confunde doutrina com estratégia. Meu… isso já está ficando sem graça. Será que mesmo os bons bispos NÃO percebem a estratégia da guerra assimétrica? Agora temos que “respeitar” hereges?

  20. Muito bem, Dom Fernando!
    Apóio totalmente suas palavras: não se pode jogar fora a criança com a água suja!
    A criança é a Igreja e a água suja a CNBB.
    Para salvar uma, temos que jogar fora a outra.
    Jogar a CNBB não é o mesmo que jogar fora os Bispos. É só querer que eles façam o estrago apenas no limite de suas dioceses.

  21. Salve Maria!
    Antes de qualquer coisa, gostaria que Dom Rifan me esclarecesse algumas coisas. Pois, usando da retórica “pós-65” ele escreveu um artigo ambíguo, no qual sou incapaz de perceber o que ele defende realmente:

    1º: V. Excia Revmª. RESPONDE por tudo aquilo que diz a CNBB de forma oficial? (Porque é sobre isso que está nossas acusações contra a CNBB).

    2º: V. Excia Revmª. considera a CNBB como parte do Magistério da Igreja? (Se sim, gostaria de aprender qual é a base para tal afirmação)

    3º: V. Excia Revmª. foi sagrado (ordenado, se quiser) bispo da sua AAPSJMV porque era “tradicionalista”. Estás arrependido disso?

    4º: V. Excia Revmª. Fala que apontar os ERROS grave da CNBB é “pecado mortal” por ofender autoridades eclesiásticas. Diante dos ERROS e, de uma realidade, onde o pecado mais grave é ofender o pobre ou a natureza, V. Revmª nos indica ofender a Deus e não aos homens?

    Tenho muitas outras indagações… Porém, sintetizo nessa última:

    5º.: Quando V. Revma, até então, Pe Fernando Arêas Rifan, estava fora do colégio episcopal, porém, acompanhando Dom Mayer e após a morte dele, defendia a Verdade “Quer Agrade, Quer Desagrade”. V. Rvma. Estava pecando mortalmente? (Se a resposta for NÃO. Outra pergunta: A situação atual tanto nos mais altos escalões da Hierarquia, como da CNBB – HOJE – não é mais grave do que era aquela época? – Se a resposta for SIM. Uma questão: V. Revma. Consegue dormir bem mentindo para si próprio e arrastando fieis para o ERRO ?)

    Prosternado aos vossos pés e implorando sua benção episcopal, despeço-me.
    Salve Maria!

  22. Excelência Reverendíssima Dom Fernando Rifan, salve Maria…

    Não estou para contradize-lo, mas infelizmente muitas coisa ruins estão acontecendo na Santa Igreja Católica Apostólica Romana e alguns Bispos voltam as costas para esses problemas.

    O que vem incomodando a todos é porque o clero não vem cumprindo com as ordens de Deus? Por que da desobediência ao Santo Padre Papa, antes o Papa Hemerito Bento XVI e agora ao Papa Francisco?

    Acho que o Bispo esta certíssimo quando fala que eles vivem em função da igreja e do seu pastoreio, o problema é que muitos Bispos esqueceram disso, simplesmente não se importam com que anda acontecendo em sua diocese, em sua comunidade, na Igreja no Brasil e no mundo, muitos abertamente se declaram apoiadores do regime Comunista do PT e de seus partidos aliados, e como sabemos todo católico que apoia o comunismo está automaticamente excomungado…

    Os Bispos que ainda presa pela Santa Igreja que não concordam, simplesmente se calam, não reagem ao que estão fazendo com a Igreja Católica…

    Queremos que os senhores Bispos que não apoiam essa facção religiosa de comunismo, lutem ao nosso lado por uma Igreja una santa e Católica.

    Chega do silêncio de vocês, reajam, por amor a Cristo e a Igreja

  23. Postei há poucos minutos o seguinte comentário no blog de Dom Rifan:

    “Dom Rifan, sua benção!

    Fico contente do Sr. de pronunciar inequivocamente contra o marxismo e contra o socialismo, mas o Sr., como a maioria dos conservadores no Brasil, confunde DOUTRINA e ESTRATÉGIA.

    Os marxistas que nos dominam há 50 anos, e os esquerdistas que controlam a CNBB desde sua fundação, usam a estratégia da GUERRA ASSIMÉTRICA: um dos lados tem o direito absoluto de usar qualquer coisa, por mais vil e criminosa que seja, sem nenhum compromisso moral ou legal, ao mesmo tempo que AMARRA as mãos do adversário com os mesmos compromissos morais e legais que ignora. É a estratégia de Collot d’Herbois, em 1792, na França: “tudo é permitido a quem age a favor da revolução”.

    Estamos onde estamos porque mesmo bons bispos aceitaram — muitas vezes sem saber — as regras dessa guerra assimétrica imposta pelo adversário. E assim os católicos aprenderam a “respeitar” hereges. Mas isso é respeito humano, e é o primeiro passo para irmos para o inferno.

    Não podemos aceitar essa estratégia. Temos que tratá-los como pagãos, e expulsá-los dos cargos que ocupam. Do contrário, levarão incontáveis almas à perdição eterna.”

  24. Parabéns Dom Fernando! Um verdadeiro Bispo da Igreja Católica Romana em plena comunhão com o Papa.

  25. Dom Rifan encontra-se em uma situação complicada. Ele e outros bispos mais conservadores (Dom Keller, Dom Henrique Soares, Dom Fernando Guimarães) obviamente não concordam com os rumos comunistas que a CNBB está tomando, mas creio que não poderiam simplesmente se desfiliar dela, pois no mesmo dia receberiam uma fraterna “visitação apostólica” (lembram de Dom Rogélio Livieres?).
    Contudo, as palavras de Dom Rifan estão repletas de indiretas, é só lermos com atenção:
    “a rejeição do socialismo e do marxismo”
    “Assim, quem quer que defenda partidos ou grupos que pregam a revolução social, a luta de classes, o igualitarismo total, a negação do direito de propriedade e a ideologia de gênero, não me representa nem pode falar em meu nome nem em nome da Igreja.”
    “Se há pessoas na Igreja que não seguem seus ensinamentos, temos a obrigação de não segui-las e, se tivermos ciência e competência para tal, de respeitosamente manifestar isso aos Pastores da Igreja”
    Ao mesmo tempo que dá indiretas aos seus irmãos (comunistas) no episcopado, Dom Rifan reforça as palavras de Dom Murilo e deixa claro que a CNBB está cada vez mais dividida.
    Devemos rezar pelos bispos do Brasil, mas principalmente por estes como Dom Rifan, que com certeza estão sendo/serão perseguidos por seus próprios pares pelo simples fato de permanecerem fieis à doutrina da Igreja.

  26. Pra D. Fernando sair da toca e escrever um artigo assim, denunciando os descalabros tenebrosos da dona CNBB, ainda que pisando em ovos, e querendo agradar a gregos e troianos simultaneamente, só a situação estando mesmo pavorosa como está entre a maior parte do nosso Episcopado do Brasil.

    Como dizia um velho padre, “se não é o fim é o começo do fim”…

    É claríssimo, para quem não quer tapar o sol com a peneira, que a regularização de Campos trouxe junto uma mordaça total para a Administração; onde e quando algum padre da mesma escreve uma só linha mostrando os desmandos que acontecem em nome do Concílio? Onde algum padre de lá cita o nome do fundador da Administração, o intrépido e corajoso D. MAYER?

    Depois do tenebroso e horripilante ano de 2013 então….

    Realmente a dona CNBB está em crise e em guerra entre seus membros; não são os católicos “conservadores” que expõem isso para os outros. Só um tonto ou retardado cai nessa onda de que “a Igreja nunca esteve tão bem”… rsssssssss….SE NÃO FOSSE TRÁGICO!!!!

    Mãe Aparecida, rogai por nós!

  27. Ah Dom Rifan, Dom Rifan, por que enxergas o cisco nos olhos dos outros e não enxerga a própria trave que tem em vossos olhos.

    Quem é mais aviltado, humilhado, esculachado, espezinhado, desonrado, desvalorizado e diminuído na Igreja não são os bispos da CNBB, mas os católicos tradicionais. Tendo esses, muitas vezes de lutar sozinhos em dioceses inteiramente dominadas por progressistas e modernistas, sendo muitas vezes taxado de triunfalista, retrógrado, dentre outros impropérios.

    Eu até concordo em parte com o que o Sr. Bispo falou. Mas nada se compara ao que os católicos tradicionais passam, sendo fieis à própria Igreja, cujos bispos deveriam protegê-los e não degradá-los com propostas que geram revolta e indignação.

    A CNBB possui uma máquina poderosa. Todos sabem que foi dela que surgiu o Partido dos Trabalhadores. Nós, católicos tradicionais, somos um número muito pequeno, para manchar a já suja CNBB, raras poucas exceções. Só constamos o que vimos.

    Já que o sr. Bispo se mantém muito preocupado com a Imagem da Igreja, retire a trave dos próprios olhos e verá que é a própria conferência nacional dos bispos do Brasil que a humilha e degrada.

    Nosso Senhor prometeu perpetuidade à Igrejas locais, que podem sim, desaparecer pela ação de maus bispos.

    Porque o sr, então tão preocupado com a Igreja, não escreve uma carta aberta a todos os católicos, esses que não são tradicionais e se preocupam pouco com a atuação dos bispos por acreditarem ingenuamente que são fieis à doutrina social da Igreja?

    Sim, escreva uma carta aberta a esses, alertando que o que a ação política da cnbb está em descontinuidade com a doutrina social da Igreja.

    Como Bento XVI bem disse (profeticamente). Apesar das missas sacrílegas, do indiferentismo religioso, dum ecumenismo apóstata, parece que há necessidade de haver um grupo na Igreja em que é preciso odiar e detestar.

  28. Só uma correção:

    onde se lê:

    Nosso Senhor prometeu perpetuidade à Igrejas locais, que podem sim, desaparecer pela ação de maus bispos.

    Leia-se:

    Nosso Senhor NÃO prometeu perpetuidade à Igrejas locais, que podem sim, desaparecer pela ação de maus bispos.

  29. Don Rifan o PSDB na CNBB (2).

    Não seria mehor Sr. Bispo que a CNBB combatesse as leis do divórcio ao invés de pregar reforma política marxista?

    Se há uma crise é a dos mandamentos da Lei de Deus a começar dentro da Igreja cujo CVII introduziu a fumaça de Satanás e os pastores demolidores.

  30. Agora a AASJMV e Dom Rifan servem apenas a uma coisa: fazer que os católicos mais apegados a tradição fiquem calados diante do descalabro que a Igreja virou. Dom Rifan milita pelo caos. Rifou-se como dizem e a baixo preço: ao preço de um cargo de bispo de uma administração que não tem liberdade alguma.

  31. Não! Se Rifam (Sem o título Dom) afirma pertencer ao sindicato cnbb, ele está contra a Igreja. E um inimigo da Igreja Católica, infiltrado como todos os outros cnbbistas. É simples assim!

  32. Quem já leu “quer agrade, quer desagrade” do Pe. Rifan, hoje Bispo fica pensando, não pode ser o mesmo Homem. Maldito CVII.

  33. E agora Excelência Reverendíssima Dom Fernando, vai mandar recolher as assinaturas da reforma política e obedecer a CNBB ou vai reagir e combater o politicamente “incorreto”.

  34. Não foi nessa Igreja que eu fui batizada. Que tristeza ! Decepção e agora revolta,
    Estão traindo a maioria dos brasileiros, ajudando essa cor ja a permanecer no poder para sempre. Se essa reforma vier com plebiscito e constituinte exclusiva e transformar o que já está ruim em uma República Bolivariana; muito mais gente vai passar fome. Cada vez se houve mais falar em guerra civil.

  35. Laudetur Jesus Christus e Salve Maria,

    Prezados Irmãos em Jesus Cristo,

    Sirvo me desta como forma de desabafo, desculpem a intromissão.

    Vivo na Igreja Católica Apostólica Romana desde que nasci a 55 anos, meus Pais oriundos de Portugal me deram a melhor formação Cristã possível e a devoção a Maria Santíssima, estes são os grandes tesouro que possuo!

    Desde minha tenra infância (6 anos) servi com Amor e Devoção a Igreja como Coroinha nas celebrações da Santa Missa em Latim e no vernáculo, após o dúbio Concilio Vaticano II, humildemente servi a Cristo na Legião de Maria e depois, por Graça Inefável de nossa Mãe Maria Virgem Santíssima iniciei a subida do Monte Carmelo como Irmão Terceiro.
    Repito que tudo isso consegui pela misericórdia Divina, a ajuda imerecida de Nossa Mãe Celestial, aos Santos e Arcanjos a quem peço a proteção hoje e sempre.

    Nos final dos idos de 1970 fui a um Congresso Palotino no Paraná onde ouvi a blasfema alegação de um Bispo Brasileiro que “se necessário deveríamos pegar em armas para defender a causa de Cristo”, como voz solitária levantei me e disse “com todas as letras, vogais e consoantes que ele estava errado, para seu espanto ousei e sempre ousarei defender o que e certo, que eu saiba desde a Encarnação Divina do Verbo as armas de defesa dos verdadeiros Cristãos são a Oração, Conversão e Penitência.

    Apesar de tentar me convencer que eu estava errado (como vários “pastores” eles são a “sapiência máxima” e usam o jogo de palavras para transverter a Verdade e menosprezar as incautas e renitentes ovelhas negras que devem abaixar a cabeça para todos os seus desmandos e desfeitos!) terminou logo a conversa quando enfiei-lhe o dedo na cara e repassei algumas passagem da Bíblia e fui adorar o Santíssimo Sacramento que me nutri mais que qualquer verborragia mentirosa comuno facista.

    O que é a Verdade? Nem O Salvador junto a Pilatos (por sinal “grande” autorizade temporal e hierárquica que não intimidou a Jesus, mesmo ele estando fragilizado) a explicou porque se quem a pergunta não sabe o que é a Verdade que vem de dentro do seu coração, não vale a pena dar “perólas aos porcos” porque somente com a Graça Divina ele saberá a resposta.

    Acredito ser muito arrogante por parte de qualquer um que seja a defesa de Deus, de seu Filho dos Santos e da Hierarquia Celeste!, a meu ver é justamente o contrário Jesus é quem veio em nossa defesa contra o inimigo e seus sequazes, que são cada vez mais e mais ardilosos dentro e fora da Santa Igreja!

    Hoje mais do que nunca precisamos do exemplo e de mais Santos e Santas como Santa Teresa, Santa Teresinha, São João da Cruz, Santo Antônio, São Francisco enfim milhares e milhões deles que nos precederam.

    Quem hoje defenderia a Fé de Cristo com a sua própria vida como fizeram os primeiros Cristãos?

    Poucos! Os homúnculos, covardes e mentirosos preferem se “esconder” atrás do poder da Igreja e praticar seus desmandos, projetos pessoais de poder e glória, a perder suas vidas como fez o nosso Salvador para a salvação do Santo Rebanho.

    De outra feita fomos protestar contra o uso indevido da Igreja Santa Efigênia e a profanação do seu altar para a encenação de uma peça profana onde uma jovem seminua subia no altar consagrado ao Santissímo Sacramento, o pároco afeminado e progressista segundo suas próprias palavras disse a polícia que nos éramos Católicos radicais, conservadores (por sermos Carmelitas) e pretendíamos explodir a Igreja com todos dentro, uma sandice que beirava a contumaz alucinação do prelado.

    Pior foi saber que o cardeal de São Paulo à época (figura emérita e bastante conhecida por sua atuação política, mais que por sua atuação Pastoral), havia autoriza o feito e o mal feito!

    Não acuso, constato o que foi informado pelos jornais.

    Digo isso, e não digo mais para poupar os leitores de aberrações, para provocar a reflexão sobre os caminhos tomados pela Igreja e muitos sacerdotes após o Concílio Vaticano II.

    Como foi dito por Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é pelos frutos que se conhece a árvore, neste caso os frutos deste Concílio foram a destruição parcial da Igreja Católica, da Fé de muitos Cristãos, do afastamento da presença dos fiéis e do uso sistemático por parte de prelados infiltrados na “socialização” da Igreja, isto é, do uso da Igreja ingênua, seus Ritos, seu Poder terreno para fins políticos, de certos antigos e orquestrados “protocolos sapienciais”, da soberba pessoal e coletiva de grupelhos que sugam o mais Precioso de todos os “Sagues”, o de Nosso Salvador! (vide entre outros aqui no Brasil o uso das comunidades eclesiais de base, devidamente cooptadas por um certo partido comunista travestido de trabalhista! Hipócritas!)

    Quando Ele voltar certamente “secará” a “figueira e seus ramos perniciosos” que sem dar bons frutos rouba o lugar de outra que o faça, mais e melhor, para saciar a nossa fome da Verdade.

    Grande ironia vários prelados, desde a mais baixa até a mais alta hierarquia (até mesmo alguns papas), acreditam que o vermelho das vestimentas Bispais e Carinalícias são relacionadas com o vermelho pultrefato, de tanto morticínio praticado pelos camaradas e companheiros socialistas e ou comunistas pela orbe afora, ledo engano o Vermelho Santificado é do Cordeiro que foi imolado para a nossa Salvação, Abençoado Sangue derramado por Jesus Cristo nosso Salvador desde o seu falso, político e mentiroso julgamento, na Via Crucis e no Santo Lenho da Cruz.

    Falei rápida, genericamente e sinteticamente de problemas da Igreja atual, quiça dos últimos 50 anos (poderia escrever por horas e relatar muitas das minhas indignações mas a soberba me alcançaria!), de seus prelados e me atrevo a fazer humildemente algumas sugestões para a mudança da confusão reinante, para bem nosso e do Mundo.

    Alem da Consagração Inequívoca da Rússia ao Imaculado Coração de Maria por parte do Papa e de toda a Hierarquia Católica, conforme pedido (ou talvez Amorosamente Ordenado seria melhor) em Fátima:

    a) a observância semanal, por parte dos Católicos (Prelados, Purpurados, Fiéis enfim toda a Cristandade), do Crucifixo contendo o corpo imolado de Jesus (aqueles antigos e não os “moderninhos” estilizados para não provocar nossos lamentos e mal estar) e a reflexão do Mistério da Paixão e sofrimentos do Nosso Salvador, talvez algumas lágrimas façam bem e limpem os olhos físicos e espirituais de toda trava corruptora e malévola!

    b) Oração diária do Terço, Penitência, Conversão. Talvez aqui também rolem algumas lágrimas ao meditarmos no sofrimento do nosso Salvador, de Maria Santíssima e as Santas mulheres junto a Cruz!

    c) fazer saber a todo Batizado que a salvação da sua Alma, afora a Bondade e Amor Divinos da Santíssima Trindade, depende exclusivamente de sí mesmo, de suas obras, ações e omissões. Jesus ensinou a oração que devemos fazer para falar diretamente com Nosso Pai Celeste.

    “Salvate a tí mesmo” é somente possível através de Jesus Amantíssimo que venceu a morte e da tua vontade pessoal.

    d) Respeitar a Santa Igreja Petreamente fundada, seguir somente e talvez os já poucos (uns “forcosamente” e recentemente destronados por serem MUITO Conservadores) Verdadeiros Apóstolos de Cristo que estão no mundo a salvar as Almas para Deus Todo Poderoso através de Cristo como o máximo de Humildade e Santidade sabendo que TUDO é por Eles, seus Anjos, Potestades, Principados e Hierarquias, claro que com a Intercessão de Maria Santíssima e não por seus méritos pessoais e egóicos.

    “Vocês estão no mundo mas não são deste mundo” foi dito mas, infelizmente e convenientemente esquecido por alguns.

    Originais as minhas idéias e sugestões?

    Claro que não! Apesar de não sermos “obrigados” a acreditar nas aparições de Nossa Mãe e Virgem Santíssima ela Paciente, Humildemente e com o Imaculado Coração partido nos adverte desde Salete, Lourdes, Akita, Fátima ( para mencionar algumas) qual o ÚNICO caminho que levou, leva e levará ao Pai Celeste.

    Muitos os “Chamados” mas poucos se atrevem a passar pela porta estreita da Santidade!

    Se a Santidade vale a pena (eu creio firmemente), só saberemos realmente do outro “lado”!

    Aqui só alguns vislumbres, como ocorrido e relatado por diversos Santos e Santas.

    Sic Transit Gloria Mundi !

    Prefiro ser o menor no reino da Glória Celestial Divina a ser o maior no efêmero lar terreno.

    Oro et Laboro ad Majorem Dei Gloriam!

    Que a PAZ verdadeira do Cristo esteja com vocês e em suas Almas.

    Cristo Vive, Cristo Reina e Cristo Impera.

    PS: Desculpem se cometi algum erro Teológico ou ao digitar (Deus é Misericordioso e talvez me perdoe), alguns nomes e adjetivos são em minúsculas mesmo até que mereçam algo Maior.
    Em tempo, se conservar a Fé e as Verdade ensinadas pelo Cristo é ser “Conservador” então assim o sou!

  36. Resumo: É certo que a CNBB junta-se a abortistas, comunistas, tarados e tutti quanti para defwnder o bezerro de ouro petista.

    Mas o problema são estes católicos que,cansados de décadas de abuso e vilipendio, soltam uma ou duas palavras azedas contra os bispos. Saquear o tesouro da fé e conduzir milhões ao inferno por décadas merece tanta atenção quanto as reações tardias de quem não aguenta mais tanto abuso.

    Faz todo sentido, excelência!

    • Ledo engano o seu Anderson,

      Não “estamos cansados de décadas de abuso e vilipêndio” e “soltamos uma ou duas palavras contras os bispos”, ao contrário do que você argúi nós estamos atentos e nossas reações não são tardias.

      Apesar de décadas de sofrimento ao ver como é tratada a Santa Igreja permaneço fiel a Cristo!

      Só Ele me basta.

      “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, lembras te ou isto já não te importa?

      Veremos quais serão as “reações tardias” quando da segunda vinda do Cristo Salvador, como descrita no Apocalipse.

      Não julgue os outros pela pequenez da sua soberba, você se minimiza ainda mais e mais.

      Ao menos você é “realmente” Católico ou pago para defender o indefensável.

      Pergunto a VOCÊ, quantas palavras proferiu em lamento ultimamente, uma ou duas?

      O que fizeste de concreto “nas últimas décadas” para ajudar na mudança da situação? Salvaste a Alma de algum Irmão, da Fé ou não, do inferno?

      Praticas o Amor e a Caridade?

      Oras?

      Pensa! Logo existas!

      Que o Cristo seja para ti bom exemplo, segue o se puderes.

      A PAZ de Cristo esteja contigo e com tua Família.

    • Altino Jose, meu post faz referência ao texto de Dom Rifan e não à sua resposta.

    • Anderson,

      Peço humildemente desculpas e o seu perdão pela crítica emitida, pensei que você contradizia o que eu havia exposto e que considero ser justa.

      Reitero que a PAZ de Cristo esteja com você e sua família, bom final de semana.

    • Altino Jose, sem problema, eu vi que você tinha se confundido com a disposição do fórum. Quanto ao seu post inicial concordo com cada palavra!

  37. Dom Rifan: Esta nao eh a barca de Pedro. A Barca da CNBB leva ao Hades na terra e no alem tumulo. Abandone este navio o quanto antes. SE o Sr. for quem realmente diz vai fazer isto…

  38. O texto de Dom Rifan, me lembrou da série de artigos publicados aqui no Fratres “O leão de Campos”, em homenagem a D. Antônio de Castro Mayer. Em um daqueles texfos é relatado como D. Antônio deixou a CNBB. Infelizmente Campos não tem mais um leão!

    Quanta diferença entre a postura de D. Antônio e D. Rifan! Hermenêutica da ruptura também existe em Campos, exemplo em menor escala do que aconteceu com a Igreja a partir do CVII!

  39. Desculpe Vossa Excelência Reverendíssima, mas seu texto foi tão água com açúcar que me deu diabetes.
    Entendo que vossa posição não deve ser uma fácil, mas daí a fazer papel de cleaner, por algo quase impossível de se defender, que é o atual aparelhamento pregado e usado por alguns bispos no Brasil em prol do marxismo petista, eu acho que é negar a lógica do Cristão. Essa lógica que justamente baseia-se em caridosa, mas firmemente, corrigir o erro e ajudar a emendar-se àquele que está errado.
    Quero acreditar que sua intenção ao escrever o texto foi justa, e que o erro de linguagem, muito superficial, foi apenas um deslize, mesmo sabendo que recentemente essa postura superficial parece ser a mais adotada na AASJMV.
    A.M.D.G Salve Maria.

  40. Como crianças recém-nascidas necessitamos do leite puro da verdade; e frágeis bebês espirituais que somos, corremos o risco de nos afogarmos nas águas sujas de uma lavagem cerebral. É uma grande caridade fazermos o que estiver em nosso alcance para livrarmos o bebê de um fatídico afogamento.
    Certamente é o que S. Excia. Rev.ma D. Fernando Arêas Rifan procura fazer em relações aos ainda talvez poucos bons bispos da CNBB. Emprega sua grande inteligência e não menor caridade para promover unicamente a glória de Deus e o maior bem das almas. Tendo recebido a graça insigne de uma formação tradicional toda ela inspirada nos exemplos de Divino Mestre e dos Santos, com certeza D. Fernando vê-se, diante de Deus, na obrigação de exercer o zelo primeira e precipuamente em relação aos seus irmãos no episcopado. Tarefa urgente e ingente. Difícil, na verdade, derrubar um cedro do Líbano; mais difícil, porém, depois de caído, colocá-lo em pé novamente.

  41. Corrigindo: em lugar de “relações” ler relação,

  42. […]”No encontro seguinte da CNBB, um bispo levantou-se na assembléia e começou a publicamente atacar Dom Antonio, algo que muitos desejaram fazer no passado, mas que ninguém antes teve, na realidade, coragem. Isso foi uma violação do companheirismo oco que comumente reinava em tais encontros de bispos, assim como um claro ataque à noção modernista de colegialidade. A declamação aumentou em força e o bispo chegou mesmo ao ponto de demandar desculpas públicas de Dom Antonio de Castro Mayer. Dom Antonio permaneceu calado. Os outros bispos sentiram o cheiro do primeiro sangue que fora derramado. O ranger de dentes e as mordidas agora começaram de fato. Aqui finalmente estava a oportunidade de cravar os dentes na pele deste estrepitoso colega. Dom Antonio nada disse; manteve sua compostura ante seus acusadores e esperou pelo fim do ataque. Quando acabou, levantou-se, e sem expressar uma palavra, deixou a assembléia.
    Nem apareceu no encontro seguinte programado. Sua ausência agora pesava em seus irmãos bispos tão severamente quanto sua presença no passado. De maneira curiosa, eles precisavam dele lá, pois sem ele já não tinham mais um foco para sua raiva. Entenderam sua partida como uma reprovação, e estavam certos. Outro bispo, de tipo gentil, amigável, agüado, procurou aliviar a tensão e fez uma visita ao Bispo de Campos. Ele implorou a Dom Antonio, dizendo: “Você deve voltar”. Dom Antonio respondeu: “Por quê? Minha posição é a expressa doutrina da Igreja Católica. Devo defender a doutrina da Igreja diante de meus irmãos bispos?”.
    (The Mouth of the Lion – Bishop Antonio de Castro Mayer and the last Catholic diocese, Dr. David Allen White – Angelus Press, 1993 | Tradução: Fratres in Unum.com – publicado originalmente em 2008
    https://fratresinunum.com/2013/04/20/nosso-post-anual-em-homenagem-a-assembleia-da-cnbb/

    Pelo que podemos ver, em Campos não se fazem mais Bispos como antigamente!

  43. Jesus explulsou a chicotadas os vendilhões do templo….viu o que estava errado e tomou uma atitude……e.. V. Em.ª Revma.., que atitude irá tomar contra os erros que relata?

  44. “Tem havido ultimamente insultos à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que me atingem também, pois dela faço parte por ser Bispo católico, pela graça de Deus, em plena comunhão com a Santa Igreja…”

    Parece que a CNBB é uma entidade Santa e ilibada, como se o PT e a Teologia da Libertação não fossem “bebês” dessa entidade. Isto por si só é o suficiente para ver que a explicação de João Paulo II, não se aplica a realidade brasileira, até porque o mesmo Papa foi ameaçado por um presidente da CNBB de cisma, caso as criticas da Teologia da Libertação feitas por Roma, não parassem.

    Imaginem vocês a troca de experiências e pareceres entre os Bispos da CNBB: alguns, como sabemos, são comunistas da Teologia da Libertação, como seria a troca de opiniões, pareceres, experiências entre esses bispos? Nas últimas eleições vimos publicamente a troca de experiências, opiniões e pareceres entre Dom Demétrio Valentini e Dom Luiz Gonzaga Bergonzini. O que testemunha a CNBB é uma completa falta de unidade doutrina. A citação de Atos 20,28 não condiz com a realidade de nosso país, vivemos como ovelhas sem pastores.

    “Assim, quem quer que defenda partidos ou grupos que pregam a revolução social, a luta de classes, o igualitarismo total, a negação do direito de propriedade e a ideologia de gênero, não me representa nem pode falar em meu nome nem em nome da Igreja…”

    Depois de falar de seu posicionamento pessoal, elencando princípios que estão fora da realidade brasileira, ele fecha com estas palavras. E faz isso sem dar nome aos bois, que como sabemos muito bem existem entre os bispos da CNBB (ou que representam esta entidade), e não só entre Bispos, mas também entre Padres, Religiosos, Leigos, movimentos como as Comunidades Eclesiais de Base, organismo pastorais, etc e ninguém entre os Bispos fazem absolutamente nada. Assim, a CNBB é constituída por Bispos que possuem posicionamentos pessoais e quando o posicionamento de alguns não concordam com o posicionamento da Igreja, eles se calam, fazem “silêncio obsequioso”. O famoso “Viva e deixa viver” também é um princípio desta entidade. Agora nos perguntemos:

    Dom Rífan não sabe que as comunidades eclesiais de base são comunistas e são o carro chefe da CNBB?

    Dom Rífan não sabe que a maior parte dos organismos pastorais da CNBB são marxistas subversivos?

    Dom Rífan não sabe que entre Padres e Bispos existem aqueles comunistas?

    No âmbito politico a CNBB quer tirar o cisco dos olhos do povo, enquanto uma trave encobre os olhos do povo no âmbito religioso. Quem precisa de uma reforma, mais que a política brasileira, é a própria CNBB que se esqueceu da Religião e virou um partido político.

    “Ademais, conforme ensina a Igreja, como Bispo, quero ter sempre uma “prudente solicitude pelo bem comum” (Laborem exercens, 20), “não estou ligado a qualquer sistema político determinado” (Gaudium et Spes, 76), não me intrometo no trabalho político, “por este não ser competência imediata da Igreja”, “nem me identifico com os interesses de partido algum”, ensinando, porém, os grandes critérios e os valores irrevogáveis, orientando as consciências e oferecendo uma opção de vida que vai além do âmbito político” (Bento XVI, Aparecida, 13-5-2007, Disc. Inaug. do CELAM).”

    Tolerar em silêncio tudo o que foi dito acima, não é uma “prudente solicitude pelo bem comum”. Algumas coisas são tão óbvias que chegam a ser surreais. A Igreja defende o reino de Deus, todo reino tem uma política, como então, um bispo pode afirmar “não estou ligado a qualquer sistema político determinado” e citando Gaudium Et Spes 76, que diz:

    “A Igreja que, em razão da sua missão e competência, de modo algum se confunde com a sociedade nem está ligada a qualquer sistema político determinado, é ao mesmo tempo o sinal e salvaguarda da transcendência da pessoa humana.”

    Não teria Deus uma política para o seu reino?

    Um rei que reina, sem uma politica?

    No mais, apenas deixo a questão:

    E como fica o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo defendido por Pio XI na Quas primas?

    “Defendo a mesma posição do Catecismo da Igreja Católica quando diz: “Não cabe aos pastores da Igreja intervir diretamente na construção política e na organização da vida social. Essa tarefa faz parte da vocação dos fiéis leigos, que agem por própria iniciativa com seus concidadãos” (n. 2442).

    Em certo sentido, isso foi visível na época de Hitler, onde o partido católico foi o último obstáculo contra o nazismo. Aqui acontece o contrário, não é um partido católico, mas a Conferência dos Bispos do Brasil que ao invés de se opor ao projeto totalitarista do PT o apoia. Se o nascimento do PT e da Teologia da Libertação nas sacristias da CNBB não é uma intervenção direta na construção política e na organização da vida social de nosso país, o que é então? Dada a postura apolitíca da Igreja conciliar, resta ao fiel leito, “agir por iniciativa própria com seus concidadãos” em partidos liberais, socialistas e comunistas. Isso não implica em nenhum risco para a salvação de suas almas?

    Compartilho também com a posição do Papa Bento XVI, hoje emérito, quando ensinou que “a Igreja não tem soluções técnicas para oferecer e não pretende de modo algum imiscuir-se na política dos Estados, mas tem uma missão ao serviço da verdade para cumprir, em todo o tempo…” (Caritas in Veritate, 9).

    Como compartilhar com essa posição e ainda compartilhar com os posicionamentos politicos de Leão XIII, São Pio X e Pio XI? Justamente pela Igreja não imiscuir-se na política dos Estados, vemos o aborto, o união gay, ideologia do gênero, etc vivemos o mais puro maniqueísmo, ou seja, temos uma alma para o Estado e outra para a Igreja.

    É claro que, na crise atual, há quem não siga nessa matéria o critério do Magistério da Igreja. Mas são vozes fora do caminho, mesmo que muitas. Não se pode apoiá-las.
    Se há pessoas na Igreja que não seguem seus ensinamentos, temos a obrigação de não segui-las e, se tivermos ciência e competência para tal, de respeitosamente manifestar isso aos Pastores da Igreja (CIC cânon 212, §3), ressalvando a reverência que lhes é devida.
    É nesse último ponto que pecam gravemente alguns que se intitulam católicos. Na ânsia de defender coisas corretas, perdem o respeito devido às autoridades da Igreja e as desprestigiam, para alegria dos inimigos dela.
    Junto com o combate ao erro, até querendo fazer o bem, acabam destruindo a autoridade, com ofensas, exageros, meias verdades e até mentiras, caindo assim em outro erro. A meia verdade pode ser pior do que a mentira deslavada.

    Aqui cabe primeiramente lembrar o ensinamento de D. Guéranger:
    “Quando o pastor se transforma em lobo, compete primeiramente ao rebanho se defender”

    E também São Francisco de Sales, na Filotea, cap. XX da parte II: “Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser difamados tanto quanto se possa (desde que não se falte à verdade), sendo obra de caridade gritar: Eis o lobo!, quando está entre o rebanho, ou em qualquer lugar onde seja encontrado.”

    Não me parece que os católicos pecam gravemente em se defender dos lobos e acusar a sua presença. Neste caso, quem peca gravemente é a autoridade que deixa suas ovelhas serem pastoreadas por lobos. E entre a CNBB existem muitos, mas muitos pastores que são lobos, quanto a esses, Dom Rifan não dá nenhuma palavra, pelo contrário os encoberta fazendo uma aplicação absoluta do princípio, sem considerar que os lobos são uma exceção a regra. Para alegria dos inimigos da Igreja, Bispos comunistas das mais diversas cores, exercem autoridade na Igreja de nosso país, mas quem peca gravemente são os pobre fiéis que gritam “Eis o lobo!”. Tem razão vossa excelência, a meia verdade pode ser pior que a mentira deslavada. Ver e ouvir Bispos comunistas, são uma perda enorme de prestigio e de autoridade para os bispos, mas o culpado é o fiel que o denúncia. Enquanto os bispos comunistas permanecem livre, impunes e sem nenhuma oposição de seus irmãos no episcopado.

    É de recente lembrança, o envio do processo de canonização de Dom Hélder Câmara, em uma situação normal, qualquer Bispo do Brasil gritaria:”Eis o lobo!”, mas nem nossos bispos e nem Roma deu o grito para alertar o rebanho. Agora Dom Hélder Herege Câmara é servo de Deus, e quem garante que outros entre os Bispos comunistas da CNBB não alcançaram o mesmo privilégio? As autoridades da Igreja que promovem a alegria de seus inimigos? Bento XVI, também disse que nós fiéis nos sentimentos defraudados, e é isso que sentimos diante da atuação de todos os Bispos do Brasil: os que não fazem coisas erradas são cúmplices daqueles que fazem, com o seu silêncio obsequioso.

    O que destrói a autoridade episcopal, mais do que qualquer outra coisa, são bispos como Dom Hélder Câmara, Dom Tomás Balduíno, Dom Pedro Casaldaliga, Dom Demétrio Valentini entre outros que tem tendências ou são de fato marxistas. Estes permanecem em plena liberdade na Igreja do Brasil, totalmente impunes e sem quem lhes corrija.

    “Não quero dizer que não existam os erros que combatem. O que é preciso é evitar as generalizações, ampliações e atribuições indevidas e injustas, onde acontecem faltas ou excessos. A justiça e a caridade, mesmo no combate, são imprescindíveis. Qualquer pessoa não católica que lesse certos sites e postagens de alguns católicos críticos, injuriando os Bispos e autoridades da Igreja, certamente iria raciocinar: “é impossível que tais pessoas sejam católicas, pois não se fala assim da própria família!”.
    Como diz o provérbio: “Não se pode jogar fora o bebê, junto com a água suja do banho!”.”

    A justiça e a caridade são imprescindíveis no combate, então, Dom Rifan, comece mostrando os lobos em meio ao rebanho. Mostre o caminho a estes católicos tão criticados no texto, ao invés de se manter em seu confortável silêncio obsequioso em relação a seus irmãos no episcopado. Ou talvez o correto seja não falar nada, como faz vossa excelência e todos os outros bispos, para “não falar mal da própria família.” Lembre-se do ensinamento de São Gregório Magno:  “É preferível que aconteça um escândalo que esconder a verdade. Escândalo duplo seria tolerar o erro, cobrir um crime com sua desculpa para não dizer sua cumplicidade”!

    O provérbio com o qual termina o artigo não se aplica a CNBB, pois ela não joga fora nem o bebê e nem a água suja, porque é mais ecologicamente correto aproveitar a água suja do banho. A CNBB também precisa de um projeto como o politico “Ficha limpa”!!!

    • FRASE LAPIDAR: “ensinamento de São Gregório Magno:  “É preferível que aconteça um escândalo que esconder a verdade. Escândalo duplo seria tolerar o erro, cobrir um crime com sua desculpa para não dizer sua cumplicidade”!”
      PARABÉNS PELA CITAÇÃO!!!!!

  45. Como diz o provérbio: “Não se pode jogar fora o bebê, junto com a água suja do banho!”
    E o que fazer, ignorar a água suja?
    “Quid est veritas?” Essa mornidão Dom Rifan, é uma porta larga.
    “Se a mão direita leva você a pecar, corte-a e jogue-a fora! É melhor perder um membro do que o seu corpo todo ir para o inferno.” (Mateus 5:30)
    “Vocês são o sal da terra. Ora, se o sal perde o gosto, com que poderemos salgá-lo? Não serve para mais nada; serve só para ser jogado fora e ser pisado pelos homens.” (Mateus 5:13)
    “Conheço sua conduta: você não é frio nem quente. Quem dera que fosse frio ou quente! Porque é morno, nem frio nem quente, estou para vomitar você da minha boca.” (Apocalipse 3:15,16)
    “Quanto a mim, repreendo e educo todos aqueles que amo. Portanto, seja fervoroso e mude de vida” (Apocalipse 3:19)

  46. Dom Rifan disse:

    “Qualquer pessoa não católica que lesse certos sites e postagens de alguns católicos críticos, injuriando os Bispos e autoridades da Igreja, certamente iria raciocinar: “é impossível que tais pessoas sejam católicas, pois não se fala assim da própria família!”.”

    O que ira raciocinar quaquer pessoa não católica ao ler no Evangelho de Mateus 10, 34-36:

    “Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, entre a nora e a sogra,e os inimigos do homem serão as pessoas de sua própria casa”.

    Complementando o comentário anterior, acrescento o trecho do texto “Polêmica e caridade” do Padre Berto (tirem suas conclusões):

    Seria contra a caridade polemizar com invectivas pessoais ao adversário?

    Chego à questão que mais que tudo lhe desagradou em meu artigo, a rudeza do tom, que, a seu ver, é um tom pouco caridoso. Quanto a esse ponto, eu não lhe dou razão em nada. Se a caridade é o que o senhor diz, seria preciso rasgar páginas inteiras do Evangelho, desde o cisco e a trave dos “hipócritas” até a chave da ciência que os duces caeci e stulti [condutores cegos e estultos] guardam em seu bolso, para terminar nas serpentes, genimina viperarum.

    Ou então tem o senhor dois pesos e duas medidas?

    Era caridade a de São Jerônimo tratar Santo Agostinho de “aboboroso, cucurbitarius” e Rufino de asno de duas patas, asinus bipes ” [São Jerônimo falando mal da própria família?]enquanto que seria falta de caridade eu divertir meus leitores lembrando o “bipede sem plumas” de Platão, expressão que se aplica tanto a mim quanto a meus adversários, visto que sou homem como eles, enquanto São Jerônimo certamente não aplicava a si mesmo o termo asno de duas patas que lançava contra Rufino. A menos que o senhor prefira dizer que São Jerônimo também não tinha caridade, mas o senhor diria isso contra toda a Igreja e contra a evidência, porque a Igreja e a evidência proclamam que esse vulcão de invectivas era inflamado de caridade.

    [Nota do tradutor: invectivas são agressões verbais]

    Ele, sim, eu, não? Hélas, é por demais verdade, mas para dizê-lo seria preciso perscrutar as intenções, o que também não é evangélico e ir além de meu comportamento literário, pois que minhas expressões não são mais duras que a de “sepulcros caiados” que está no Evangelho, e que “defecadores em si mesmos” que está na carta a Eustochium.

    O senhor se escandaliza por encontrar invectivas numa publicação que se intitula católica. Isso acontece simplesmente, porque a invectiva é católica, prova disso está no Evangelho, provas disso são, não só os onze volumes de São Jerônimo na coleção do Migne, mas cem outros tomos da Patrologia. Portanto, a agressão não é, de si mesma, e em todos os casos, contrária à caridade. A caridade transcende tanto a invectiva como a doçura das palavras, ela “impera” tanto sobre uma como sobre a outra, conforme as circunstâncias. Será verdade que “o Evangelho só fala de caridade”? Que maravilha e me declaro de acordo com isso. Entretanto, ele contém expressões agressivas, portanto, as invectivas, de si, não são contrárias à caridade do Evangelho. E quanto a uma caridade que não seja a do Evangelho, eu pouco me importo em não observá-la.

    Sustento, pois, absolutamente meu direito de fazer invectivas; repilo absolutamente a reprimenda de faltar com a caridade, fundada apenas sobre o simples uso da invectiva; afirmo que essa crítica procede de um erro sobre a própria natureza da caridade. Certamente, pode-se faltar contra a caridade ao fazer uma invectiva e posso ter incorrido nessa desgraça. Mas pode-se também faltar com a caridade na doçura, e condenar a invectiva em nome da caridade não é conforme com a caridade tal como o Evangelho do muito doce e do muito terrível Senhor Jesus nos dá noção e nos mostra a sua prática.

    Veuillot era cheio de invectivas, e se pode dizer que São Pio X canonizou, não ele pessoalmente, mas sua maneira de escrever. O Breve de 1913 é minha carta aprobatória, e me agarro nela.

    Mas Veuillot era um leigo!

    Sim, e daí?

    Proibir ao sacerdote que faça invectivas, só porque ele é padre, é aceitar uma imagem convencional e artificial do padre, que tem sua origem não no Evangelho e nem na Igreja, pois é a imagem mundana do padre, ou mais ainda a sua caricatura, abençoadora, untuosa, efeminada.

    Não quero ser parecido a essa caricatura degradante.

    Quero manter ao alcance de minha mão o chicote do qual se serviu o Sacerdote Soberano, o único verdadeiro modelo dos padres ministeriais. Posso ter usado pouco caridosamente esse chicote caridoso. Posso ter usado pouco evangelicamente esse chicote evangélico, pouco sacerdotalmente esse chicote sacerdotal: mas ele é caridoso.Mas ele é caridoso, mas ele é evangélico, ele é sacerdotal, e, como padre, tenho o dever de conservar o seu uso por duplo motivo, porque tenho duas vezes, como padre, o dever de me assemelhar a Jesus.

    É verdade, são padres, são religiosos que eu encontro, por vezes, em meu caminho. Mas se eles fazem uma obra nefasta, a caridade me ordena de deixar que eles a façam, só porque eles são padres ou religiosos? Pelo contrário, ela me manda impedir que seu caráter sacerdotal proteja seus empreendimentos. Ela me ordena, ao mesmo tempo, certo, respeitar neles o que permanece neles de respeitável, sua vida privada, da qual nunca me ocupo, suas intenções, que jamais presumo serem perversas, a pureza de de sua fé, que jamais me arrogo o direito de contestar.

    Quanto ao resto, a caridade, que me obriga a amá-los como meu próximo, me cria o dever de odiá-los perfecto odio como jornalistas, se sua teologia é inexata, se sua pastoral é funesta, se seu estilo é ridículo, se seu julgamento é falso, se seu gosto é sofisticado, se eles raciocinam contra o bom senso, se eles misturam o unívoco e o análogo, a geometria e a capacidade de fazer matizes, o essencial e o existencial, sobretudo, enfim, se eles conquistaram uma audiência bastante larga para semear a confusão em muitas almas, para perturbar um grande número de cabeças fracas.

    É lamentável, é doloroso que padres e religiosos que se metem a escrever dêem o espetáculo de uma ou de outra dessas deformidades ou de várias; mas se eles as dão, a caridade manda ter uma indignação tanto mais viva, quanto mais a indecência deles for maior, e tanto mais salubre quanto mais for urgente tirar-lhes o prestígio.

    O Padre Teilhard de Cahrdin deve ser duplamente censurado, porque ele é jesuíta, e depois por ter qualificado Deus como ponto Ômega, pois o que significa essa afetação de fenomenologia na pena de um filho de Santo Inácio? Por ser dominicano, o Padre Chenu é duplamente censurável por ter escrito e publicado que a Igreja deve ceder ao Estado, tornado maior de idade (naturalmente adulto) o que a Igreja conserva ainda de funções temporais, entre as quais – esfreguem bem seus olhos – o cuidar dos doentes e o ensino. Esse irmão de São Tomás em religião abjurará impunemente o que diz o Santo Doutor das obras de misericórdia corporais que são a honra da Igreja, e as obras de misericórdia espirituais – entre as quais a instrução dos ignorantes – que não só manifestam a caridade super abundante da Igreja, mas condicionam concretamente a transmissão eficaz da mensagem evangélica? Só por que é Padre, o abbé Oraison deveria ser duas vezes flagelado com varas, por ter envenenado os seminários, e até os claustros da virgindade sagrada, com os infames “remugles” de seu pansexualismo larvado.

    O senhor exclama por causa de minhas veemências: “E é um padre que escreve isso!” Permita-me dizer-lhe que o senhor errou de endereço. É para aqueles que combato que seria preciso dirigir a sua indignação: e é um jesuíta que escreve isso! E é um dominicano que escreve isso! E é um padre que escreve isso!

    Os erros de uns não desculpam os erros dos outros, minha mãe ensinou isso desde a infância a seus filhos, com muitos coques equitáveis em apoio de suas palavras. Mas é preciso alguma justiça, quando se dá tanto valor ao que se chama de caridade; e não é justo que o senhor considere legítimo censurar mais minha linguagem porque eu sou padre, e que não julgue pelo menos também legítimo que eu censure mais o Padre Teilhard de Chardin por seu imanentismo só porque ele é jesuíta, o Padre Chenu por sua “theologia laicalis” só porque ele é dominicano, M. Oraison por seu determinismo sexual pseudo-médico só porque ele é padre. O senhor pratestou junto aos editores do “Phénomène humain”? O senhor se queixou à “Economie e humanisme” quando o Padre Chenu lá desenvolveu os sofismas relatados acima? Repreendeu o senhor ao senhor Oraison por ter publicado no Suplemento da Vie spirituelle um artigo sobre o complexo sado-anal do qual só o pensar que ele foi lido em comunidades religiosas faz querer vomitar pelo desgosto? Ao que parece, que o senhor não teve tempo de ler tudo isso? Sem dúvida, mas perdoe aqueles que, por dever, se obrigam a ler o mais que podem, de crer que a caridade lhes prescreve a invectiva contra autores, sejam eles padres ou religiosos, cujas obras são a tal ponto malfazejas, cujo pensamento está a tal ponto desregrada, cuja influência é a tal ponto perniciosa.

    Por mim, eu não cessarei de exprimir não só minha reprovação, mas também minha cólera, e praza a Deus que essas vibrações sejam captadas não apenas por cinco mil abonados da revista “La Pensée Catholique”, mas do pobre rebanho de quinhentos mil leitores que a “La Vie Católique Illustrée” embrutece semanalmente, e apresentará devidamente descerebrados no matadouro comunista. É para logo mais. Meu caro amigo.

    O senhor que educa seus filhos, em vez de deplorar minha violência, faça violentos. Os violentos podem se tornar mártires. Os falsos caridosos jamais. Eles estão mortos sem testemunhar, e a gente vê a tantos deles tão extravasantes de caridade para com os carrascos que eles lhes prestam o serviço de levar o gado para ele, com uma só mão, mantendo a outra sobre sua consciência.”

  47. Caro Flávio,
    Saave Maria!

    Obrigado, mas os méritos são do próprio Dom Rífan: ele que a cita no artigo do Padre Rifan “Escândalo farisaíco”.

    Fique com Deus.

    Abraço

  48. Não acho errado criticar certos sacerdotes como, Pe Fabio de Melo pelo relativismo, igualmente frei Claudio van Balen, Pe Marcelo Rossi cujas S Missas são shows e não Sacrificio Incruento de Cristo na Cruz e semelhantes, assim como certos bispos tipo o famoso H Câmara em Recife que seria agente da NKVD e marxista de fama internacional, até citado no livro da Dra Constance Cumbey “The hidden dangers of the rainbow”.
    Também, D Balduíno, D Casaldáliga e outros de uma curriola vermelha imensa, inclusive os enfiados ou simpatizantes na TL do PT que andam coladinhos com a CNBB, numa trinca só.
    Acho que é um dever de caridade não deixarem os desavisados caírem nas mãos desses e mais Judas querendo darem uma de defensores do bem para não criar problemas dentro da Igreja.
    Se existiu um Judas até no Colegio Apostólico e acreditar que a CNBB não é dessa equipe da esquerda, é acreditar na mula-sem-cabeça, né?…
    Raúl Castro diz ao papa Francisco que poderá ser católico…
    Seria “católico”da TL, né? Kibon!