O efeito Francisco.

“Os papas são odiados e não acho que tenhamos algum problema com isso em si mesmo. Não gostamos disso. Mas acho que estarei certo se disser que preferimos que nossos papas sejam odiados pelo mundo do que amados pelo mundo. Porque se ele é amado pelo mundo, isso indica que ele está falando a linguagem do mundo e sabemos que não pode haver qualquer relacionamento, qualquer companheirismo entre a luz e as trevas. São Paulo nos diz isso.”

Apresentamos a seguir a excelente palestra do Pe. Linus Clovis (da Arquidiocese de Castries, Ilha de Santa Lúcia, Caribe) em um Seminário de Líderes do Movimento Pró-Vida em Roma – 08 de Maio de 2015.

Além de abordar com muita clareza os efeitos causados por algumas lacunas e ambiguidades no discurso do atual Pontífice, o reverendo padre fala de que maneira devemos nos purificar nesse momento de crise, a exemplo dos Levitas em Israel:

1) oração;

2) estudo da nossa Fé (devemos nos familiarizar com as Escrituras e conhecer o Magistério constante da Igreja, assim como devemos entender os princípios básicos da Teologia Moral);

3) devemos transmitir a Fé dentro de nossas famílias através da prática e oração em família;

4) devemos apoiarmo-nos uns aos outros – organizações e palestrantes verdadeiramente católicos;

5) prepararmo-nos para o martírio.

Agradecemos ao nosso caro amigo Fabiano Rollim pela tradução e legendagem dessa conferência.

12 Comentários to “O efeito Francisco.”

  1. Dentro do contexto . A Igreja foi fundada por Cristo para ser o Farol para o mundo. Não uma simples sectária do modernismo, como quer o Bergóglio. O exemplo do Consta Concórdia é pedagógico. O capitão Francesco Schettino saiu da segurança de uma navegação responsável para agradar aos passageiros; Ignorou os mapas. Deu no que deu. Assim segue o Bergóglio.

  2. Excelente exposição. Que bom ver padres expondo com clareza a sã doutrina. Muitos jovens leigos nos procuram e desabafam um sentimento de orfandade, porque esperam ver nos sacerdotes a paternidade espiritual que é a missão de todo sacerdócio, pois o Bom Pastor é o que apascenta as suas ovelhas. Rezemos pelos nossos sacerdotes, para que tenham a coragem de “guardar a doutrina”. Rezemos por Francisco, como ele mesmo pede [“ao que muito foi dado, muito será cobrado”, e estejamos cada vez mais vigilantes em meio aos desafios do tempo presente, convictos de que é promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo, de que não faltará à Igreja a assistência do Espírito Santo!

  3. O tempo é crítico, mas se estamos vivendo nele, é porque há um plano Divino fabuloso para nós! Cantamos a canção:

    “Oh meu Deus dá-me a têmpera, dos mártires,
    daqueles que morreram por Jesus!
    Abraçaram a dor, abraçaram a cruz,
    Se entregaram incondicionalmente a Jesus!”

  4. Esse padre teve um “probleminha” em 2004 que demonstra bem sua coragem em defender à Fé Católica. Certa vez ele estava prestes a celebrar uma missa na Catedral da Imaculada Conceição e havia uma política importante (chefe de estado) que apoiava o aborto. Ela havia assinado uma lei legalizando o aborto. Ao tomar conhecimento da presença dela na igreja, ele foi ao seu encontro antes da missa começar e pediu-lhe encarecidamente que ela não se aproximasse da mesa da Comunhão, porque ele não lhe daria a Comunhão em vista de sua postura anticatólica. Ela levou um baita susto e não se aproximou da comunhão. Mas tarde, ele foi questionado por seu arcebispo para se explicar porque recebera uma reclamação do primeiro ministro (que nem católico era) a respeito de “um padre que havia negado a Comunhão para a governadora geral”. Ele explicou que não o fizera porque havia lido a instrução do Cardeal Ratzinger. O arcebispo respondeu: “Quem é o cardeal Ratzinger?!!!”Ele calmamente respondeu: “Ele é o prefeito da congregação para a doutrina da Fé e fala com a autoridade do papa, ele é a voz do papa.” O arcebispo discordou veementemente dizendo que “Muitos cardeais discordam seriamente do cardeal Ratzinger.” Os órgãos do governo o atacaram bastante na época. Entre outras coisinhas ele foi chamado de “cachorro” pela mídia, mas foi confortado pelo apoio das pessoas simples e até de não católicos. Esse episódio foi contado em entrevista ao Lifesitenews e mostra bem como são as cabeças dos bispos liberais que não apoiam os bons padres que lutam para defender a Fé no dia a dia e não temem represálias de seus superiores ou da mídia. Ele encerrou a entrevista dizendo: “Temos que obedecer a Deus antes de obedecer aos homens.”

  5. Música para os meus ouvidos. Deus seja louvado por suas palavras, padre! E prepare-se para o martírio.

  6. Disse tudo!

    Ainda há sacerdotes e profetas de Deus no meio do povo. Pena que são a minoria.

    Saudações fraternas a todos!

    Feliz Pentecostes/2015

  7. Que padre corajoso e abençoado. Deus o proteja. Parabéns.

  8. Este padre tem coragem e a razão na do seu lado. Basta ler os jornais e o escândalo da beatificação de dom Óscar Romero e provavelmente “outros 248 nomes ligados à Teologia da Libertação devem entrar na lista de mártires”. Que nojeira…
    http://www.istoe.com.br/reportagens/419346_O+SANTO+DE+ESQUERDA?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

  9. Grata surpresa, conhecer um padre zeloso e responsável perante os fiéis. Deus o abençõe.

  10. 61 a 39.

    Este é o efeito Francisco em números.

    A Irlanda, um dos países mais católicos do mundo, aprovou em plesbicito (!!!!) o casamento gay com larga margem. O clero católico, como de hábito, posicionou-se de modo débil e frouxo. Ao ler as declarações dos principais bispos irlandeses, nem dá para saber se afinal eram mesmo contra o casamento gay.

    https://www.lifesitenews.com/news/irish-bishop-catholics-can-back-gay-marriage-in-good-conscience

  11. E aqui o vídeo em que o padre Linus narra o episódio que mencionei acima: