Novidades dos tradicionalistas no Brasil.

Por Manoel Gonzaga Castro* – FratresInUnum.com: O mês de maio foi prenhe de boas notícias para os católicos ligados à liturgia tradicional do sistema Ecclesia Dei/Summorum Pontificum.

Conforme noticiado, 3 de maio foi de fato o último dia da Santa Missa em sua forma extraordinária na Capela do Colégio Monte Calvário em Belo Horizonte, porém Dom Fernando Rifan conseguiu obter do arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo um novo local para essas celebrações na capital mineira. Dessa forma, sem interrupção, já em 10 de maio, domingo, o excelso sacrifício foi oferecido na Capela do Colégio Santa Maria. Mais informações sobre o local e os horários das missas em: http://missatridentinabh.blogspot.com.br/

Essa é, sem dúvida, uma excelente notícia para todos os fiéis frequentadores da forma extraordinária em Belo Horizonte, ainda mais considerando a intensificação das visitas dos padres da Administração Apostólica São João Maria Vianney a essa cidade.

Proibido de atuar na capital mineira por Dom Walmor, também como  noticiado, o IBP tem estudado uma expansão para o Nordeste, em locais não atendidos pela Administração. Como palestrante do 1º Congresso Montfort do Nordeste, o Pe. Luiz Fernando Pasquotto esteve recentemente em Recife, onde pôde travar contato com algumas dezenas de fiéis interessados na liturgia tradicional.

Para o maior bem da Santa Igreja, tomara que o IBP consiga se expandir para o Nordeste, dado seu relativo insucesso no Sudeste, muitas vezes motivado por questões não eclesiais.

Bem articulado em todos os seguimentos de tradicionalistas regulares, finalmente, o Pe. Jefferson Pimenta foi nomeado pároco pela Diocese de Santo André. Sua via crucis foi longa. Em um período de cerca de um ano, Pe. Jefferson – que celebra obedientemente as duas formas do rito romano – foi removido duas vezes de posto. Primeiro, da Paróquia Nossa Senhora da Prosperidade, onde empreendia uma grande reforma arquitetônica, e depois da Paróquia São Francisco de Assis. Isso afetou o apostolado do Pe. Jefferson com a forma extraordinária, porque ele acabou afastado de sua base de fiéis desejosos dessa missa, quando foi finalmente transferido para a Paróquia São Judas Tadeu, que fica em Ribeirão Pires – distante cerca de 30Km.

Apesar das dificuldades, Pe. Jefferson iniciou corajosamente o apostolado da forma extraordinária na Paróquia São Judas e agora,  conforme noticiado por Fratres in Unum, terá um novo bispo que, esperamos e rezamos, apoiará suas iniciativas.

Por fim, surgem rumores fortíssimos de que o Pe. Edivaldo Oliveira, considerado filho do falecido e polêmico Professor Orlando Fedeli, está começando uma nova obra, a Fraternidade São Mauro. Segundo os rumores, a nova fraternidade gozará do privilégio de uso exclusivo do chamado Rito Tridentino e receberá vocações masculinas e femininas. A vida religiosa feminina seria comandada pela viúva Ivone Fedeli, segundo informações ainda não oficialmente confirmadas desta que seria uma grande notícia!

Por ora, não há nenhum comunicado público do Reverendíssimo Pe. Edivaldo Oliveira a respeito de qual bispo autorizaria a existência da Fraternidade São Mauro, quais seriam suas prerrogativas e sobre como ela funcionaria.

O Pe. Edivaldo permanece incardinado na Diocese de Ciudad del Este, onde foi ordenado, em em 17 de agosto de 2013, por Dom Rogelio Livieres, que foi vítima de uma dramática deposição em setembro de 2014. Apesar de diocesano de Ciudad del Este, Pe. Edivaldo tem intensa atuação no Brasil, onde permanece boa parte de seu tempo junto ao Colégio São Mauro, em São Paulo, e em Fortaleza.

No final de maio, Pe. Edivaldo celebrou a Santa Missa na Festa Anual da Montfort em Itapetininga, SP, e, com pompa e circunstância, liderou a peregrinação do Colégio São Mauro a Aparecida:

Padre Edivaldo com o Colégio São Mauro em Peregrinação à Aparecida, maio de 2015

Padre Edivaldo com o Colégio São Mauro em Peregrinação a Aparecida, maio de 2015

Rezemos para que a Santa Missa no rito tradicional, juntamente com uma sólida formação doutrinal e moral, seja sempre e cada dia mais difundida no Brasil!

* Fale com o autor: manoelgonzagacastro@gmail.com

25 Comentários to “Novidades dos tradicionalistas no Brasil.”

  1. Padre Edivaldo, um grande sacerdote que pude conhecer e participar de missas bastante frutíferas rezadas por ele! Que seu apostolado floresça tanto em São Paulo e se possível em Fortaleza, que o Senhor ilumine com boas intenções os bispos dessas cidades!

  2. Louvado Seja o Nome do Senhor Nosso Deus. Muito obrigado por Sua Misericórdia.

  3. Não sei se é o domínio de satanás e suas legiões infernais sobre a cidade de Salvador, através dos ritos de candomblé, umbanda e toda sorte de necromancia que está impedindo uma reconquista daquela Diocese para a Tradição da Igreja, mas o fato é que me causa perplexidade que na Diocese Primaz do Brasil ainda não existe uma presença forte do IBP, da FSSPX ou qualquer instituto ligado à Ecclesia Dei.
    Há uma tímida Missa Tradicional celebrada pelo Frei Gilson na Capela dos Maristas, mas pelo que meu marido me disse, deixa muito a desejar!
    Sobra então o Padre Jahir e seu mosteiro na área de Candeias onde só são bemvindos aqueles que comungam do seu espírito sectário e de fidelidade a Dom Williamson.
    Já falei sobre isso pessoalmente com Dom Fellay e Dom Galarreta e vou continuar batendo nessa porta até que veja algum sinal positivo.
    Se o IBP tem estudado uma expansão para o Nordeste, por que Recife e não Salvador?
    Nada contra nossos amigos pernambucanos, mas por uma questão de estratégia de reconquista, Salvador precisa ser reconquistada.
    No dia 16 de novembro de 1676, o Papa Inocêncio XI, pela bula Inter Pastoralis Officii Curas, elevou-a a arquidiocese e Sé Metropolitana Primacial, tendo como suas sufragâneas as dioceses de Olinda e São Sebastião do Rio de Janeiro. A partir dessa data, até 13 de janeiro de 1844 os arcebispos de São Salvador da Bahia exerceram a sua jurisdição metropolítica também sobre as dioceses africanas de São Tomé e Angola e Congo que é hoje Arquidiocese de Luanda.
    Hoje essa Arquidiocese está nas mãos de um Bispo que não é quente e nem frio, Dom Murilo Krieger, um bispo que quando ainda era arcebispo da Arquidiocese de Florianópolis foi um grande defensor de Medjugorje e de Vassula Ryden a quem ele endossou publicamente quando essa falsa profeta do ecumenismo visitou o Brasil pela primeira vez.
    Eu creio que muitos dos Institutos ligados ao rito tradicional ignoram a importância da Bahia na história do Catolicismo brasileiro e assim vão dar com os burros n’água até que consigam discernir a vontade de Deus.
    No dia 26 de abril de 1500, num banco de coral na praia da Coroa Vermelha no litoral sul da Bahia, foi rezada uma missa de Páscoa, a primeira de tantas que desde então foram celebradas naquele que veio a tornar-se o maior país católico do mundo.
    Frei Henrique de Coimbra, um franciscano, oficiou-a todo paramentado, enquanto a tripulação congregava-se na praia as voltas do altar. Tomavam posse daquela Ilha de Vera Cruz, em nome do rei de Portugal e da santa fé Católica. Os nativos, dóceis, se portaram de tal modo que Caminha convenceu-se da fácil conversão deles no futuro. Um par de padres, dos bons, escreveu ele ao rei, bastava:

    “Ao domingo de Pascoela pela manhã, determinou o Capitão ir ouvir missa e sermão naquele ilhéu. E mandou a todos os capitães que se arranjassem nos batéis e fossem com ele. E assim foi feito. Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu, e dentro levantar um altar mui bem arranjado. E ali com todos nós outros fez dizer missa, a qual disse o padre frei Henrique, em voz entoada, e oficiada com aquela mesma voz pelos outros padres e sacerdotes que todos assistiram, a qual missa, segundo meu parecer, foi ouvida por todos com muito prazer e devoção.E quando veio ao Evangelho, que nos erguemos todos em pé, com as mãos levantadas, eles (os índios) se levantaram conosco e alçaram as mãos, ficando assim, até ser acabado: e então tornaram-se a assentar como nós… e em tal maneira sossegados, que, certifico a Vossa Alteza, nos fez muita devoção.[…] Ali estava com o Capitão a bandeira de Cristo, com que saíra de Belém, a qual esteve sempre bem alta, da parte do Evangelho.
    Acabada a missa, desvestiu-se o padre e subiu a uma cadeira alta; e nós todos lançados por essa areia. E pregou uma solene e proveitosa pregação, da história evangélica; e no fim tratou da nossa vida, e do achamento desta terra, referindo-se à Cruz, sob cuja obediência viemos, que veio muito a propósito, e fez muita devoção.[…] Ao sairmos do batel, disse o Capitão que seria bom irmos em direitura à cruz que estava encostada a uma árvore, junto ao rio, a fim de ser colocada amanhã, sexta-feira, e que nos puséssemos todos de joelhos e a beijássemos para eles verem o acatamento que lhe tínhamos. E assim fizemos. E a esses dez ou doze que lá estavam, acenaram-lhes que fizessem o mesmo; e logo foram todos beijá-la.
    Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e eles a nossa, seriam logo cristãos, visto que não têm nem entendem crença alguma, segundo as aparências. E portanto se os degredados que aqui hão de ficar aprenderem bem a sua fala e os entenderem, não duvido que eles, segundo a santa tenção de Vossa Alteza, se farão cristãos e hão de crer na nossa santa fé, à qual praza a Nosso Senhor que os traga, porque certamente esta gente é boa e de bela simplicidade. E imprimir- se-á facilmente neles qualquer cunho que lhe quiserem dar, uma vez que Nosso Senhor lhes deu bons corpos e bons rostos, como a homens bons. E o Ele nos para aqui trazer creio que não foi sem causa. E portanto Vossa Alteza, pois tanto deseja acrescentar a santa Fé Católica, deve cuidar da salvação deles. E prazerá a Deus que com pouco trabalho seja assim!” – (Carta de Caminha a El-Rei, 1º de maio de 1500)
    http://www3.universia.com.br/conteudo/literatura/A_carta_de_pero_vaz_de_caminha.pdf

    É preciso recomeçar de onde tudo começou. É preciso desbloquear a nascente do rio para que ele volte a correr livre. É preciso coragem para enfrentar todos os obstáculos porque é triste ver na Diocese Primaz do Brasil, igrejas históricas onde outrora se celebrava o Santo Sacrifício serem transformadas em hotéis, pousadas, salão de eventos e palco de festas supersticiosas, enquanto o povo jaz nas mãos dos cultos satânicos e das seitas protestantes.

    • Ok, Gercione. Mas já que voce tem acesso a d.Fellay e d. Galarreta, fale pra eles da serra gaucha, onde existem centenas de cidades de colonização italiana, de raízes muito católicas que estão aqui morrendo a míngua. Vieram da Europa pro Brasil e aqui fundaram suas cidades todas em volta de uma Igreja e de uma fé. E é essa fé que agora está por um fio aqui. Se Salvador tem alguma coisa, ainda que seja pouco, e S. Paulo também, aqui não tem nada, viu? a não ser um povo ainda aberto a Deus, e se alimentando de abobrinhas, musiquinhas rasas, liturgias pobres, doutrinação medíocre. A Teologia da Libertação se espalha nos locais de periferia como na década de 70. E nas paróquias mais centrais mostra todo seu vazio. É quase um milagre que o povo ainda vá a Igreja aos domingos, pra missas de pouco mais de meia hora, ôcas e frias. Fala pra eles, viu?! Serra gaucha, é o lugar! (Caxias do Sul, Bento Gonçalves, pra falar as maiores). Tem a FSSPX em Santa Maria, no sul do RS, mas é muito longe, o Rio Grande do Sul é um “país” imenso. Quando saí do RJ e vim pra cá, há 7 anos atras, pensei estar me salvando dos problemas católicos do Rio, mas aqui é pior, bem pior.

  4. São 21 séculos da Igreja Católica no Mundo. Parabéns pela, devemos fazer em todos os municípios do Brasil. Temos apenas 5.600 municípios para levar a mensagem de fê. A sociedade merece e precisa de ações presenciais. Fico grato.

  5. Que boas notícias! Principalmente a do Pe. Jefferson, pois não sabia que ele ganhou novamente a oportunidade de ser pároco. Louvado seja Deus!
    Agora com relação ao Pe. Edivaldo Oliveira, tenho duas dúvidas: alguém sabe dizer por que ele não entrou/entra no IBP? O pessoal do Colégio São Mauro / Monfort são tão ligados ao IBP que imaginei que seria o lugar “ideal” para ele… Outra dúvida: como será que está a relação dele com o novo bispo de CDE?
    Que continue firme o apostolado da missa tradicional!

    • Jamais coloque todos os ovos na mesma cesta: a Montfort vem antes do IBP ou de Ciudad Del Este.

    • Comentário excluído a pedido do leitor.

    • Comentário excluído a pedido do leitor.

    • Daniel,

      Aqui no Brasil, IBP e Montfort são coisas diferentes APENAS no papel.

      Todos os padres do IBP no Brasil eram membros da Montfort antes de irem ao seminário e continuam como membros da Montfort, dão aulas na Montfort, trabalham para a Montfort, atendem aos fieis da Montfort, são financiados pela Montfort.

      Ou você é um desinformado, ou um desinformante ou, com o devido respeito, um tolo enganado que não enxerga o que está diante de seus próprios olhos.

      Até!

    • E a mesma coisa se diga do Pe Edivaldo.

    • E a Igreja de Deus nasceu Dele. Então fico me perguntando será possível crer que não são sectários tais padres que vieram da tal montfort(não sei o que é isso, sei do santo: São Luís Maria Grignion de Montfort).

      Que fica para mim é a impressão que, da maneira que é colocado por José Roberto, os padres são da associação montfort e não da Igreja Católica.

      Sendo assim parece, então, que posso considerar os mesmos padres-da-montfort tão padres quanto os filhos espiritais pós vaticano segundo? Boa parte dos Padres mais jovens aderiram ao sacerdócio, atraídos pelo “espírito” do vaticano II.

      Os padres-da-montfort – advindos da: “Montfort vem antes do IBP ou de Ciudad Del Este” – são, afinal, da Igreja Verdadeira ou de um raio de seita?

      Então? São tão padres quando os padres Fábio de Melo, TLs, filhos espirituais do Papa João Paulo II, Bento XVI etc?

  6. Para sermos católicos verdadeiros. Precisamos abraçar a doutrina católica toda. Não podemos ser defensores da família. E ao mesmo tempo. Aceitar o divórcio, separação sem motivo de grave de fidelidade… O verdadeiro sacerdote católico. Ele deve celebrar a verdadeira Missa; e ao mesmo tempo dizer os erros da missa nova, do concílio vaticano II, da profanação que está sendo feita nas Igrejas Católicas no mundo todo. Com a aprovação ou permissão das autoridades eclesiásticas atuais. Nosso silêncio, é um grande motivo de promover a profanação nos lugares santos. A celebração da Missa Tradicional; ou a verdadeira Missa. É um dos divisores de águas. Para melhor compreender, onde está a doutrina infalível da Santa Igreja. Mas não é só isso. É necessário também um esforço todo especial para apoiar os sacerdotes que só celebram a Missa de Sempre. Aqui, na Diocese de Campos. Os padres da Fraternidade São Pio X. São proibidos de celebrar a verdadeira Missa nas igreja que foram construídas por nós, para celebrar a verdadeira doutrina tradicional. Sei de caso, que um padre “Rifaniano” comparou a Missa da Fraternidade como. “Terreiro de macumba”. Ué! Liberdade só para os heterodoxos?
    Joelson Ribeiro Ramos.

  7. IBP vs Bispo de BH: Queria entender p q um instituto erigido canonicamente pela Santa Sé não tem licença pra funcionar numa diocese. Ou o Bispo de BH apenas “dificulta” tal funcionamento? Essas aparentes presepadas anticanônicas debilitam ainda mais o extenuado e moribundo catolicismo brasileiro… Ou a maçonaria, que é fortíssima em Minas, não deu o seu “placet” por algum motivo sibilino e subterrâneo?

    • Comentário excluído a pedido do leitor.

    • Dom Rifan jamais falaraia que o IBP é cismático. O que ele deve ter dito a Dom Walmor é que os padres do IBP QUE SÃO DA MONTFORT afirmam que há erros doutrinários no Vaticano II e que é pecado frequentar a Missa Nova, exatamente como é pregado nessa associação de leigos chamada Montfort.

      Se foi isso que aconteceu, Dom Walmor botou pra fora de BH não o IBP, mas o IBP-Montfort.

    • Prezado Daniel,

      D. Fernando não dá ponto sem nó, mas seria mesmo uma grande vileza d´alma se estivesse Sua Excia atacando o IBP pelas costas. Se S. Excia. tem diferenças com tal Instituto, que as diga publicamente como é dever de todo o homem honrado e de caráter. Seja como for, mais dia menos dia D. Fernando irá aderir (publicamente) ao novo “rito”, elogiá-lo e escrever um daqueles seus documentinhos coalhados de citações, mas vazios de doutrina. Decerto D. Fernando suspira ser arcebispo e, muito lá com os seus prelatícios botões, talvez pense algo assim:

      “- Niteroi bem vale uma Missa (nova)”.

  8. Esqueceu-se de afirmar que estão próximas as primeiras ordenações diaconais no Oratório de São Filipe Néri após a chegada de Pe. Paulo Sampaio, CO.

    Como se sabe, os padres Fabiano e Paulo há seis anos iniciaram um belo trabalho com a formação dos noviços oratorianos num estilo bi-ritual, com sólida vivência intelectual, espiritual e humana.

    Assim, Deo volente, em breve teremos mais dois ou três padres prontos para celebrarem na liturgia tradicional.

  9. Pe Edivaldo, um grande sacerdote e amigo! O amo muito e padres como ele me fazem amar a Igreja mais ainda! Por mais padres assim!

  10. Gercione, foi muito oportuno o seu comentário acerca da situação da Igreja Católica em Salvador. Sou baiano de Jequié (interior do estado da Bahia) e moro em Salvador desde os 16 anos, quando passei no vestibular para o curso de Administração da Universidade Federal da Bahia (UFBA), sendo que a minha família continua morando em Jequié. De fato, é muito triste a situação da Igreja aqui em Salvador. Como católico praticante, padeço ao ver os abusos litúrgicos presentes nas missas. Inclusive, em muitas igrejas, as danças, gritos, “mãozinhas para cima” e requebros durante as missas são uma constante, além da presença de atos da Renovação Carismática. Meus Deus, que horror! Dá náuseas! O Mosteiro de São Bento e o Convento dos Perdões são os únicos lugares em que assisto missas, pois ainda respeitam a liturgia, embora não celebrem a Missa Tradicional. Em outras igrejas, a depender do padre, ainda se pode assistir missas sem ver tantas profanações. Realmente, a única Missa Tradicional é celebrada na capela do famoso Colégio Maristas. Sempre vou lá também

    Na Igreja de São Lázaro, as missas são ao toque de instrumentos do candomblé, sendo que o ofertório é feito por mulheres trajadas de baianas dançando e “rodando”, com o apoio de um pavoroso, agressivo e modernista padreco polonês “tirado a valente”… Já na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Pelourinho, o candomblé também marca presença de forma pertinaz: instrumentos e danças do candomblé, profanações, dentre outras coisas absurdas. Tenho certeza que a Arquidiocese não interfere por receio de a imprensa e de grupos modernistas bradarem dizendo que a Igreja Católica é retrógrada, preconceituosa e discriminatória. Em outras palavras, a Arquidiocese prefere ficar de bem com o mundo e, ao mesmo tempo, esquece-se que em Tiago 4,4 consta a advertência: “Todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.”

    A Arquidiocese de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil, modéstia à parte, e a história comprova, é a mais importante do Nordeste. Não sei o porquê de a FSSPX, o Instituto do Bom Pastor e demais institutos devotados à causa tradicionalista renegarem Salvador. Isso é um absurdo, pois dá a entender que eles desconhecem a importância da Sé Primacial do Brasil.

    Indo mais além, a conservação das belíssimas igrejas soteropolitanas é sofrível. Algumas estão totalmente abandonadas, deixando o patrimônio histórico católico – e da humanidade – em situação deplorável. A bonita Igreja Nossa Senhora da Barroquinha foi transformada pelo Governo do Estado em um centro de artes e espetáculos! Isso é uma abominação! O famoso e espetacular “Convento do Carmo”, no Centro Histórico, foi transformado, em parte, em um hotel caríssimo.

    Dom Geraldo Majella Agnelo, arcebispo-emérito da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, anterior a Dom Murilo Krieger, vendeu o belíssimo “Palácio Apostólico” para uma construtora. Isso causou consternação em todos os verdadeiros católicos praticantes. Não sabemos quando tudo isso terminará. Que tristeza! Mas Deus é Senhor! E tudo vê!

    • Sem entrar no mérito das outras colações feitas, apenas para precisar a informação, o Palácio Arquiepiscopal do Campo Grande, em Salvador não foi vendido pelo Cardeal Agnelo.

      Os Arcebispos de São Salvador da Bahia moravam no Paço Arquiepiscopal na Praça da Sé, Centro Histórico que era ligado por um passadiço à antiga Sé Primacial (demolida nos anos trinta). Depois da demolição da Sé Velha, como o Centro Histórico já estava bastante comprometido (ruínas, prostituição, etc) e o Paço Arquiepiscopal não era mais contíguo à Sé (que havia sido demolida), embora fosse muito próximo da nova Catedral (pois a antiga Capela do Colégio dos Jesuítas [aquele no qual residiu o Pe. Antônio Vieira] fora transformado em Catedral [a atual Catedral Basílica de São Salvador]), o arcebispo de então, Dom Augusto Álvaro Cardeal da Silva comprou com dinheiro pessoal uma palacete no Campo Grande (bairro novo na época) e o transformou em Palácio Arquiepiscopal. Em seu testamento, o Cardeal da Silva deixou o palacete para a Arquidiocese.

      No Palácio Arquiepiscopal do Campo Grande viveram os arcebispos Dom Augusto Álvaro Cardeal da Silva, Dom Eugênio Cardeal de Araújo Sales, Dom Avelar Cardeal Brandão Vilela e Dom Frei Lucas Cardeal Moreira Neves, OP. Quando o Cardeal Moreira Neves foi chamado a Roma para ser Prefeito da Congregação dos Bispos, o Bispo Auxiliar que ficou como Administrador Apostólico, cujo nome me flara neste momento, decidiu vender a o Palácio Arquiepiscopal do Campo Grande (precisava de uma grande reforma desde os tempos do Cardeal Moreira Neves, mas dizem que a Arquidiocese não tinha dinheiro para a reforma) para uma empreiteira que construiu um grande prédio no terreno, mas conservaram a casa. Com o dinheiro, compraram uma casa para ser residência dos arcebispos em um condomínio de luxo no bairro da Federação (acho muito inapropriado, já que quase ninguém em Salvador sabe localizar onde mora o Senhor Arcebispo). Mas, quando Dom Geraldo Majella Cardeal Agnelo tomou posse, já não havia o Palácio do Campo Grande para ele morar. Posso atestar isto porque acompanhei a estadia dele no Mosteiro de São Bento por algumas semanas quando ele chegou até que a nova casa estivesse pronta e disponível para sua habitação.

      Digo isto apenas por dever de consciência.

  11. Há alguma novidade para Osasco? Já faz mais de 1 ano que a Santa Missa Tridentina deixou de ser celebrada.

    • Comentário excluído a pedido do leitor.

    • Sr. Daniel,

      “Cuidado com os termos utilizados”.

      O sr. tem algo contra Dom Rifan?

      Dom Rifan é muito bem formado.

    • Sr. Daniel,

      Acho que seu silêncio é eloquente o bastante para demonstrar que você percebeu a contradição em que está.

      Em Cristo,
      José Roberto