Dom Odilo Scherer responde à carta aberta de Marilena Chauí: “A PUC-SP, como todas as Universidades, tem o direito de possuir a própria identidade”.

Resposta de Dom Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, a carta aberta de Marilena Chauí.

16 Comentários to “Dom Odilo Scherer responde à carta aberta de Marilena Chauí: “A PUC-SP, como todas as Universidades, tem o direito de possuir a própria identidade”.”

  1. Mas também não tem que ter Cadeira de Foucault coisa nenhuma. Tem Cadeira de São Tomás, Santo Alberto Magno, Santo Agostinho e etc?

    • Muito bom dia a todos e

      Salve Maria.

      Caríssimo The Bat,

      Estudei Direito na PUC de São Paulo e digo que lá não há alguma dessas cadeiras e, aliás, nas aulas de Pensamento Teológico (PT) há até espaço exposição dos princípios de umbanda, feita por uma professora francamente comunista!

      Lembro-me até hoje que, no último dia de aula de 2007, na aula de PT, expus em um seminário (“O Direito em São Tomás de Aquino”) o pensamento de Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, para alegria efusiva dos presentes.

      Comentando o artigo, digo que ter ou não ter Foucault na PUC não fará muita diferença nesta altura do campeonato: a Universidade não tem um símbolo religioso sequer em suas dependências ( salvo o pátio da Cruz, que faz parte do antigo convento Carmelita setecentista e que é tombado ), conta com diversos professores maçons e que inclusive portam suas insígnias publicamente, que conta com diversas bocas de fumo notoriamente conhecidas; que nas cadeiras de História, Geografia e Filosofia conta com professores que abertamente apregoam o contrário da Doutrina Católica no que diz respeito ao dogma, à moral e disciplina; tem professores de Filosofia do Direito que só sabem citar Descartes ( idealista ), Foucalt ( materialista ) e Habermass ( estruturalista ), todos contrários à Igreja; professores de Direito Penal que se dizem cristãos e que fazem piada da Igreja, do Papa, dos defuntos e cemitérios católicos, que são contrários à pena de morte e favoráveis ao aborto; uma universidade de Direito Pontifício que promove em seu ambiente encontros feministas com grupos como “Marcha das Mulheres” e “Católicas pelo Direito de Decidir”; uma Universidade de Direito Pontifício em que Boff, frei Beto, Paulo Freire e a própria Marilena Chauí contam com mais citações em salas de aula cada um deles que todo o Magistério Eclesiástico reunido; uma Universidade de Direito Pontifício que tem em seus ambientes promovido o ‘beijaço gay’ e em que se faz sexo em sala de aula; que professores de processo civil defendem posicionamentos esdrúxulos, como o de que carta psicografada por ‘espíritos’ pode fazer prova material, como depoimento testemunhal válido… e vamos discutir Foucalt?!

      Dirigindo-me a todos digo que o problema da PUC é o mesmo da sociedade Católica tomado como um todo: depois da apostasia do clero, deu-se espaço para que o mesmo fosse ocupado pelo mal; a hierarquia não deu o bom exemplo, os fiéis perderam-se e o território foi perdido para o inimigo.

      Uma verdadeira Restauração só se dará ( se assim for da vontade de Nosso Senhor ) através do bom combate em torno da Verdade inalienável da Igreja e de Seu Magistério, sobretudo o infalível, ordinário e extraordinário, da Igreja e dos Papas.

      Devemos estar unidos em torno dessas Verdades, que não vejo serem defendidas em grupos como a FSSPX e a Resistência; que está francamente debilitada em outros, como Montfort; e, ainda, instrumentalizadas na AASJMV e IBP.

      O mal que apontei acima referente à PUC é conhecido em São Paulo há pelo menos 30 anos, por cleros e leigos e, inclusive, já foi citado pelo professor Orlando Fedeli em artigos seus de uma década atrás; Plínio Corrêa de Oliveira, que foi professor lá até 1989 também já o fez ( apontou o mal ).

      E, no entanto, o mal só cresceu abominavelmente…

      Vamos parar de reclamar, nos unir e realmente fazer alguma coisa: em grande parte, o mal progride por causa de nosso silêncio e sectarismo, espírito de grupelho, de gueto, do qual, inclusive, já fui vítima.

      A todos,
      Salve Maria.

  2. Se saiu bem, palavras sábias para desmascarar a “filósofa” de boteco…
    Agora quero saber, haverá pronunciamento quanto a isso?: https://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/em-sp-padre-e-pastor-lavam-os-pes-de-trans-crucificada-na-parada-gay/
    Dessa vez não tem como falar que esse sacerdote não é do clero da Arquidiocese de São Paulo.

    • Não só o Arcebispo, Carlos, mas todos os Bispos e aqueles ligados a grupos deveriam se manifestar a esse respeito: uns porque se autointitulam os baluartes da Tradição e, ao mesmo tempo, reconhecem as autoridades constituídas (FSSPX/ Resistência), outros por já estarem em ‘plena comunhão’ com Roma ( AASJMV/IBP/Montfort) e que não teem o que temer, não é mesmo?!

      Salve Maria

  3. Além da cátedra de Santo Tomás deveria haver a de monsenhor Henry Delassus para se estudar a “Conspiração anti-cristã – como a maçonaria quer das ruínas da civilização cristã erigir o reino do demônio”.

  4. Carlos
    30 junho, 2015 às 12:50 pm

    O padre que lavou os pés desse homossexual irá dizer que copiou o gesto de Francisco.

  5. Não pude deixar de notar a gafe do senhor Cardeal ao declinar seus títulos de mestre e doutor. Bastaria dizer, tout simplement: “Cardeal”. Além disso, e não obstante o seu tresloucado petismo – e talvez até por causa dele – Marilena ostenta um ‘honoris causa’ pela Universidade de Paris… Se quisesse, Marilena poderia ter arrotado ainda mais alto que o excelso prelado.

    De todo modo, os canabistas que neblinam a PUC-SP têm toda a razão de pedir defenestração do castíssimo clero da direção da Universidade. Deixando de ser ‘Pontifícia’ e ‘Católica’, esse pulgueiro poderia ser renomeado de “Universidade das Perdizes”. Mas isso eles não querem… No fundo, como bons militantes de esquerda, aqueles filhos da PUC amam as grifes, Ipanema, os luxos e o capital. Que o digam os padres acusados de presentear seus prediletos com modestos Pajeros (post de Carlos aí em cima)…!

    • Bem observado, caríssimo Santiago.
      Segundo o Arcebispo Bruno Bernard Heim, em ‘L’araldica nella Chiesa Cattolica’, em 10 de agosto de 1644, vários cardeais pertencentes à mais alta nobreza (Capponi, Barberini, Spada, Corneli, Spinola, Branca, Montalto, Medici, Colonna e d’Este) pediram ao Papa Inocêncio X que aprovasse um Decreto obrigando os interessados a contentarem-se com o título cardinalício de Eminência Reverendíssima e a removerem de seus brasões quaisquer coroas e emblemas profanos que não fossem parte integrante de suas armas de família.
      Inocêncio X aprovou esse Decreto por meio da Constituição ‘Militantis Ecclesiae’. Tal Constituição nunca foi ab-rogada; ao contrário, Bento XV, por Decreto de 15 de janeiro de 1915, não só a manteve em vigor como a estendeu aos patriarcas, arcebispos e bispos, salvo àqueles a cujas sedes está vinculado o título de príncipe. Afirma Monsenhor Heim: “Il cappello cardinalizio è di per se stesso un emblema principesco, e accanto ad esso i segni temporalidade non hanno più alcuno scopo” (B. B. HEIM, ‘L’araldica nella Chiesa Cattolica’, Città Del Vaticano, Libreria Editrice Vaticana, 2000, p. 103-104).
      Portanto, os cardeais, por terem a altíssima dignidade de príncipes da Igreja, estão proibidos de usar outras insígnias e de exigir outro tratamento civil a que eventualmente tenham direito.
      Monsenhor Heim enumera os casos históricos em que essa norma não foi observada: o do Cardeal Henrique Benedito Stuart, neto do rei Jaime II da Inglaterra e herdeiro do trono inglês pelo ramo Jacobita, que se atribuiu o tratamento de “Eminência e Alteza Real” e, depois da morte do irmão, em 1788, o de “Eminência e Majestade”, acrescentando uma coroa real sobre o seu brasão cardinalício; o do Cardeal de Croy-Solre, falecido em 1844, que assinava como príncipe e usava uma coroa principesca no brasão cardinalício; e o dos cardeais franceses do Segundo Império, que usavam coroa, manto de senador e outras condecorações civis com os ornamentos eclesiásticos. Neste último caso, a Sagrada Congregação Cerimonial pôs fim ao abuso ordenando a imediata remoção das insígnias temporais dos brasões dos Cardeais de Morlet, de Croy, de la Tour d’Auvergne e de Bonnechose e Boismorand das fachadas de suas igrejas titulares em Roma.
      Se até mesmo o uso dos títulos reais e principescos, porque civis, são considerados abusivos quando acrescentados ao de cardeal, a assinatura de Dom Odilo com títulos acadêmicos causou-me estranheza.

    • Prezado José Roberto,

      Muito obrigado por seu interessante esclarecimento; espero que, de algum modo, ele sirva a outros prelados que frequentem esse combativo fórum.

      Sem terem tido formadores que lhes transmitisse o que é ser um prelado católico, muitos clérigos mostram nada saber dos usos e costumes do ambiente a que pertencem. Desse mal padecem também certos meios ditos “tradicionalistas”, os quais mostram não ter tradição alguma. Há, na verdade, todo um conjunto de percepções e modos de proceder que ou bem se aprendem por convívio e sutil observação daqueles que de facto os encarnam e são capazes de transmiti-los, ou bem não se aprendem e, por desconhecidos que são, acabam sendo “causa deficiente” de todas as gafes, trapalhadas e demais vexames espetacularizados, diariamente, pela aggiornata e pós-moderna clerazia…

  6. Ente humano – outrora ela foi uma pessoa – que tem coragem, melhor, ousadia de vomitar seu ódio à vista de todos contra a classe media e outros disparates, como dona Chawi, sinceramente essa já perdeu as estribeiras há muito tempo.
    Porém, pensando bem, dando um desconto que ela precisa, quem passa por lavagem cerebral marxista fica dessa forma, a gente entende: torna-se robotizado e como autômato, é mantido por controle remoto de outros!

  7. O Padre Lancelotti de novo! Então faz desagravo para a transexual, mas quando existe uma ofensa a Nosso Senhor, à Nossa Senhora, ou à Igreja não faz desagravo algum. Esse amor ao próximo está ficando exagerado, tudo por causa de uma distorção advinda do Concílio Vaticano II, apogeu da vitória do modernismo. O amor desmedido ao próximo gay não é coisa nova. É requentado. Foi coroado na década de 70, quando inclusive surgiu a denominação gay, que significa alegre, aquele que sabe levar a vida. A palavra foi uma contraposição à dureza da palavra homossexual. Também surgiu naquela época a denominação “entendido” como se o gay fosse iniciado em uma experiência muito especial. Naquela época pipocaram artistas que revelavam ter o outro lado. Era a moda do artista andrógino. David Bowie era o destaque, tendo ainda o Alice Cooper. Era famoso o Andy Warhol com sua pop-art. No Brasil a androgenia era verificada em Caetano Veloso, Gilberto Gil e Ney Matogrosso, e no show dos Dzi Croquetes. A androgenia estava saindo do armário e era bonito revelar a tendência. Não havia escrúpulos para que a tv tivesse jurados como Denner, Silvinho ou Clodovil. Fernando Gabeira exibia em Ipanema sua tanga de tricot. Mas surgiu a Aids e a cultura gay arrefeceu. Quase desapareceu. O que temos hoje não é novo. Nada de moderno. Mas o sistema a retomou novamente com uma força muito maior, porque naquela época era impensável o casamento gay. Curiosamente, ou como sempre, o sistema inicialmente vendeu a idéia que a libertação era boa principalmente pela questão econômica, porque os gays têm em geral boa situação financeira. Depois virou questão ideológica. É óbvio que devemos amar o próximo, mas estão exagerando com os gays. Sua transgressão sexual é pecaminosa quanto a de um heterossexual, e o Padre Lancelotti deve saber disso. Para que estejam na conformidade católica devem arrepender-se. Outra coisa. A questão da homossexualidade não é a mesma da ideologia do gênero, porque subentende-se que aquela ocorreu quando alguém de um gênero reconhecido tem tendências à atração pelo mesmo sexo. Já a ideologia do gênero tem como pressuposto que não existe o gênero, que sua existência é mera convenção social. Ora, a nova modalidade também afronta descaradamente a Escritura, porque está escrito que Deus criou o homem e a mulher, e não que deu a prerrogativa para o indivíduo escolher o gênero. Lancelotti deveria também fazer, se é realmente cristão, uma desagravo contra a ideologia do gênero, porque uma ofensa ao Gênesis. Se o padre quer dedicar-se ao apostolado principalmente aos gays não vejo qualquer problema, mas deve instruí-los de acordo com os ensinamentos do Evangelho e da Igreja. Ou será que teremos que ensinar o padre-nosso ao vigário?

  8. Dona Chaui menina lerda.

    Discorda de tudo o que a PUC faz e ou pensa, mas quer que todos sejam iguais a ela. Voltaire e Foucault, compreenderiam a decisão da PUC, mas a senhora precisa de desenho do que é filosofia. “Lindinha”.

  9. Descrevendo a decadência espiritual e moral da civilização ocidental, Olavo de Carvalho (“O Ocidente Islamizado”, Diário do Comércio de 05/03/2007), em relação a Foucault observa o seguinte: “O mergulho final do intelectual francês no submundo do marquês de Sade tomou forma, não literária, mas biográfica, em Michel Foucault , escravo das drogas e devotamente empenhado em “transcender o sexo” mediante o sofrimento físico em rituais de flagelação masoquista, com algemas, chicotinho, cuecão de couro e tudo o mais (não sei se é para rir ou para chorar, mas leia a história completa em Roger Kimball , “The perversions of Michel Foucault”, na revista The New Criterion, http://www.newcriterion.com/archive/11/mar93/foucault.htm)”. Esse tipo asqueroso é que a PUC/SP pretende sugerir como norte mental aos seus alunos ?

    • Caríssimo Reginaldo,

      Sobre seu questionamento “Esse tipo asqueroso é que a PUC/SP pretende sugerir como norte mental aos seus alunos ?”, cabe responder que não pretende sugerir e, sim, já sugere, ao que a colocação de uma Cátedra com o seu nome será apenas a cereja no bolo.

      Nos tempos que estudei na PUC, ouvi Foucault do primeiro ao último ano, mais ou menos de acordo com a disciplina.

      Um grande abraço e

      Salve Maria.

  10. …pelo amor de DEUS, marca uma caravana com 20 pessoas e se aquartelem em frente ao vaticano…principalmente no portão onde passa todas as autoridades e faz um panelaço e pronto,fica la um mês e pede a cabeça desses modernistas.

    Salve Maria.
    Obs: da um passaporte e uma passagem ida e volta pra min pra vê se eu não vou lá.

  11. …e eu não tenho medo de apanhar (fisicamente falando)…se for pra defender o CRISTO, tô ai pro que der e vier.