Ordenações para IBP e Administração Apostólica.

Por Manoel Gonzaga Castro* – FratresInUnum.com: No último sábado, 27 de junho, pela graça de Deus, foram ordenados diáconos no Instituto do Bom Pastor os seminaristas Guillaume Touche e Adolfo Andrés Hormazábal. Causou apreensão, no entanto, a não ordenação dos seminaristas brasileiros do Instituto, todos membros do grupo Montfort.

Com efeito, Guillaume Touche, Adolfo Andrés, José Luiz e Thiago Bonifácio, haviam sido ordenados subdiáconos no último 21 de março, e, seguindo a praxe do instituto, tinham já previstas suas ordenações diaconais para o final do primeiro semestre. Porém, tanto o subdiácono Thiago, quanto o subdiácono José Luiz ficaram de fora do cronograma normal das ordenações desta vez.

Da esq. para direita: seminaristas José Luiz, Adolfo Andrés, Guillaume Touche e Thiago Bonifácio, em sua ordenação subdiaconal (março de 2015).

Da esq. para direita: seminaristas José Luiz, Adolfo Andrés, Guillaume Touche e Thiago Bonifácio, em sua ordenação subdiaconal (março de 2015).

Além disso, também contrariando a praxe do IBP, não foram ordenados sacerdotes os seminaristas brasileiros Pedro Gubitoso e Tomás Parra, ordenados diáconos em junho de 2014, depois de terem recebido o subdiaconato em abril do mesmo ano, após a visita do Mons. Guido Pozzo ao seminário.

O receio se deve ao fato de, em março de 2012, o mesmo Mons. Pozzo ter admoestado o superior do Instituto nos seguintes termos: “É necessário desejar que um bom discernimento seja feito para as vocações provenientes do Brasil”.

Os subdiáconos Tomás Parra (esq.) e Pedro Gubitoso (dir.) recebem o diaconato

Os subdiáconos Tomás Parra (esq.) e Pedro Gubitoso (dir.) recebem o diaconato

Oxalá esses atrasos tenham sido ocasionados por questões meramente circunstanciais e que logo a Igreja no Brasil possa receber os reforços de mais essas vocações.

Em 2013, dois brasileiros da Montfort – os agora Padres Luiz Fernando Pasquotto e Renato Coelho – também tiveram suas ordenações sacerdotais atrasadas por causa da crise institucional que se abateu sobre o IBP naquele ano.

Enquanto isso, os reforços ao avanço da difusão da liturgia tradicional vêm da parte de Dom Fernando Rifan, que ordenou mais um diácono pela Administração Apostólica São João Maria Vianney em 21 de junho último: o seminarista Domingos Sávio Silva Ferreira.

Ordenação diaconal do seminarista Domingos Sávio, junho de 2015

Ordenação diaconal do seminarista Domingos Sávio, junho de 2015

A vocação do agora diácono Domingos Sávio é resultado de um longo apostolado da Administração, sendo ele proveniente da Paróquia Pessoal Nossa Senhora de Fátima e Santo António de Pádua. O diácono Domingos Sávio será ordenado sacerdote no próximo 12 de dezembro.

* Fale com o autor: manoelgonzagacastro@gmail.com

15 Comentários to “Ordenações para IBP e Administração Apostólica.”

  1. Deus seja louvado!
    Graças ao bom Jesus temos novos pastores.

  2. Deus sela louvado! Gosto muito dos Padres da Adm. Aps. , eles são muito atenciosos e caridosos com todos que os procuram, mas acho saudável que além da Adm. Aps., outros intitutos tradicionais façam apostolado no Brasil: IBP- que já vem fazendo-, e seria muito bom o ICRSP e a FSSP. Que Deus nos conceda essa graça!

  3. Apesar de tudo e mais um pouco, os ambientes tradicionalistas do Brasil costumam ser infinitamente mais sadios que os da Europa. O tradicionalismo europeu gosta de namorar essa praga nefasta que se chama nacionalismo. Por exemplo (e o silogismo é banal): os franceses são católicos; logo, para ser bom francês é preciso ser católico… Essa inversão de prioridades é, obviamente, uma injúria à Religião.

    Por outras palavras, o tradicionalismo brasileiro nunca foi fascista; essa contaminação da Religião com bandeiras anacrônicas e anti-cristãs da falsa direita europeia se faz em detrimento da honra e da dignidade da Igreja.

    Melhor seria, pois, que os tais Institutos europeus fizessem, sim, sempre que necessário, uma séria investigação sobre as eventuais simpatias políticas de seus candidatos “nativos”, expulsando sumariamente os casos de patologia política.

    Nesse quesito, sanidade política, temos tudo a ensinar. E não só.

    Parabéns a todos os ordenados, sem exceção.

  4. Talvez algum blogueiro desocupado possa dar uma explicação para tal acontecimento (adiamento das ordenações). Tomara que não invente mais um termo inexistente, como tradiromantismo, para explicar isso.

    • Hahaha! Sr. Godofredo, embora eu creia o Chenta a quem vc se refere não tenha o que dizer sobre isso, não posso deixar de notar sua “inteligência”. Pergunto a vc como é possível alguém inventar algo que já existe?

  5. Chega a ser RIDÍCULA essa dor de cotovelo que vocês têm com o IBP por causa da montfort!
    Todos são melhores que o IBP, pelo simples fato de não ter ligação com a Montfort… Adm, IPCO, padres avulsos que rezam missa tridentina… Não importa! O importante é tentar denegrir!
    A montfort é uma associação cultural, nenhum padre “se consagra a seu serviço”, não há nada de errado em um jovem padre atender uma associação que favoreceu sua vocação.
    O dia que padres seculares fizerem 1/100 do que o IBP faz pelas almas católicas do Brasil e o dia que o IPCO fizer 1/1000 do que a montfort fez para favorecer vocações sacerdotais para a Tradição, façam um post cheio de glitter e letras rosas para enfatizar. Quero ver!

  6. Postem meus comentários, bando de baitolas! Meu ultimo comentário não tinha nenhuma ofensa pessoal, quem é que paga por esses posts, hein?
    Viados fuxiqueiros que só publicam mexericos de diz-que-me-disse!

    • Caro Sr. Cleber, salve Maria!

      Ninguém paga pelos posts e, justamente porque trabalhamos para nos sustentar, é que seu comentário não foi aprovado nos poucos minutos de tolerância que o senhor nos concedeu até vir aqui estrebuchar.

      Mas, publicamos, sim, seu comentário (o último, ok?), para que vejam o seu nível. Creio que o senhor não seja fiel do IBP, pois se é esse o resultado do apostolado…

    • Que baixo nível, hein Sr. Cleber? Não tem vergonha de insultar os fratres dessa forma? Aqui é um espaço de informação e de debate sério dentro das regras da caridade.

  7. Santiago,

    É totalmente normal e não necessariamente fascista dizer que para se ser um bom nacional você deve ser católico. Isso acontece não na França mas em vários outros países da Europa e com razão, e o senhor critica isto. Isto não é inversão. Inversão seria dizer que para ser bom francês não é necessário ser católico, isto sim é inversão, isto é traição à Historia do país. É o liberalismo que matou o bom nacionalismo, dizendo que a religião não fez parte da construção da identidade nacional de um país e este mesmo liberalismo é o que inflamou o fascismo dizendo que antes vem a nação e depois a religião. Dizer que “para ser bom espanhol, é necessário ser católico” é justamente colocar as coisas no lugar: Sem ser católico você não chega na essência da nação espanhola, sem sê-lo, você cai num nacionalismo romântico, puro e sem Deus. É o que ocorreu com diversas nações que eram muito católicas e depois de guerras por independência acabaram caindo num cilada demoniaca de colocar a nação acima da religião, como nos países da ex URSS, da ex-Iugoslavia etc. Isso sim á fascismo e concordo, totalmente inverso ao que merece a Santa Religião. Mas frase “é necessário ser catolico para ser bom X”, isso é bom, é normal, bom que seja assim.

    • Vladimir,

      Nacionalismo é uma coisa, patriotismo é outra (e patriotada, outra). Amar a pátria, prezando seus legítimos valores e, dentre eles, o maior de todos, a Religião católica, é bom e sadio; isso faz parte do Quanto Mandamento da Lei de Deus.

      O Nacionalismo, porém, divide e dispersa, opondo, muitas vezes, Países (outrora católicos) entre si. Um bom exemplo disso é o ressentimento irracional que os argentinos têm em relação ao Brasil, e mesmo certo preconceito do Brasil em relação às repúblicas hispânicas. Os argentinos são católicos e nós também. Não motivo algum para desprezá-los. Isso é indecente e ridículo, e é fruto do nacionalismo. Este foi condenado pelo Magistério da Igreja, sobretudo por Pio XI, que era um homem valente e poucas palavras. Note-se o termo: foi condenado.

      Outra coisa a ser notada é empáfia de certos ambientes europeus. Não raro, nos tratam quase como indígenas e menores mentais. No entanto, o nível cultural médio do europeu despencou clamorosamente. As Universidades eclesiásticas romanas, como exceção, talvez, do Santa Croce, são teratológicas. Qualquer papelucho é chamado de “tese”. Muitos do velho mundo vêm cantar de galo aqui, mas seria preciso, primeiro, que conhecessem melhor a sua própria história e civilização, da qual, aliás, fazemos parte. Os avós deles também são os nossos; apenas mudamos para mais longe.

    • Perdoem os erros (teclados pequenos e pressa):

      /faz parte do Quarto mandamento
      /não há motivo algum
      /homem valente e de poucas palavras
      /com exceção, talvez, da Santa Croce

  8. Compreensível que seja requerida mais atenção quanto às vocações brasileiras tradicionalistas. Há aqui uma mistura de muita coisa boa com muita coisa ruim. Convenhamos, em termos de tradicionalismo, tem surgido cada vez mais caciques para poucos índios – e sim, a Tradição tem ficado cada vez menos uniforme e cada vez mais fragmentada (eu diria que está ficando ‘tribalizada’). No passado a questão se limitava aos os padres de Campos, que viviam em tranquilidade, dentro dos âmbito diocesano. Havia também os padres de Anápolis, e uma ou outro padre ou seminarista que descobria, quase sozinho, por influência da graça, as belezas do rito tradicional. Claro, também havia a TFP, que funcionava como uma referência institucional – resistente, radical, mas que tinha um claro respeito pelos membros do clero, mesmo que progressista. Com isso, havia muitos padres e até bispos que, embora não abrissem mão do rito novo, tinham simpatia e permitiam o trabalho da TFP. Havia uma diplomacia. Depois, com o advento da internet, foram alcançando destaque grupos como o Montfort, que assumia posição mais agressiva, de crítica permanente, e que ficou, ao menos ideologicamente, presa àquela posição extremamente delicada de Dom Mayer. E agora, graças às ‘cátedras on line’ e também devido à revolta e insatisfação trazida pelo PT e pelo o avanço esquerdista, até o ex-astrólogo Olavo de Carvalho surfa na onda e se arvora como ‘convertedor’ de católicos tradicionais. Eu posso dizer que tive péssimas experiências no convívio com pessoas que foram ‘educadas’ na fé pelo Olavo. Sem dúvida há qualidades no falatório do Olavo, mas ele é extremamente desrespeitoso com o clero (vide os insultos que fez a um cardeal recentemente), fala abertamente de seus pecados passado, sem nenhuma pinta de remorso (frequentou até centros islâmicos), etc. E na mesma linha, seus seguidores são bastante contraditórios, pregam uma coisa e vivem outra, agressivos, vulgares, que fundam sua ‘superioridade’ na quantidade de livros que deglutiram às pressas, e que pensam ter compreendido. Nas comunidades on line onde predominam católicos ‘olavistas’ ou ‘olavetes’, os posts que fazem mais sucesso são aqueles nos quais se pode malhar um padre por ter usado colarinho mal abotoado, ou malhar uma velha que por piedade ignorante encosta num ostensório. No que diz respeito à doutrina, e às entrelinhas de tantas coisas que destroem a Igreja, deixam passar batido. E querendo ou não, já há seminaristas, e até padres, influenciados por esse estilo contraditório. Nesse ponto, eu entendo perfeitamente que a Igreja abra o olho com relação a tradicionalistas brasileiros. Precisam peneirar de qual árvore brotaram…

  9. D. Fernando Rifan foi notícia no FRATRES de forma positiva. Assim, aproveito a oportunidade e sugiro que o FRATRES o entreviste e pergunte sobre a infiltração olaviana na Administração Apostólica São João Maria Vianney. Dentro da Administração Apostólica, é conhecida a história de duas moças católicas que conheceram um filho de Olavo de Carvalho – o Luiz Gonzaga – e foram convidadas para uma viagem ao Marrocos, onde acabaram se convertendo ao Islã. O filho de Olavo as convenceu de que a Administração Apostólica era “comunista e modernista”.