Ordenações do IBP em São Paulo.

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Por Manoel Gonzaga Castro* – FratresInUnum.com: O Instituto do Bom Pastor, através de dois de seus sites (aqui e aqui), confirmou que as próximas ordenações dos brasileiros do instituto ocorrerão em São Paulo, conforme antecipado com exclusividade por Fratres in Unum.

Essa confirmação responde às especulações a respeito do fato de os diáconos (Pedro Gubitoso e Tomás Parra) e de os subdiáconos (José Luiz Zucchi e Thiago Bonifácio) não terem sido ordenados sacerdotes e diáconos, respectivamente, no dia 27 de junho, na França: não há, portanto, qualquer preocupação por parte da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei em relação à fidelidade dos ordenandos ao que Roma espera do instituto, mas o adiamento se deve a questões meramente circunstanciais.

Conforme o comunicado oficial do Bom Pastor, a cerimônia de ordenação dessas quatro vocações ocorrerá no dia 22 de agosto próximo, na Igreja São Paulo Apóstolo, localizada à Rua Tobias Barreto, 1320, às 9h30. O bispo ordenante será Dom Athanasius Schneider.

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22 Comentários to “Ordenações do IBP em São Paulo.”

  1. Sei da proximidade de Dom Schneider com o IBP e a Monfort, mas me pergunto: seria mesmo necessário chamar um bispo do Cazaquistão para realizar ordenações aqui no Brasil? Será que bispos brasileiros como Dom Rifan, Dom Fernando Guimarães ou Dom José Aparecido Gonçalves não poderiam celebrar?

    • Provavelmente, a Montfort prefere alguém que é amigo do IPCO kkkkk!!

    • Existe obrigatoriedade em se chamar bispos brasileiros? Se não, qual o problema de se convidar Dom Athanasius? Por Deus, parem de procurar chifre em cabeça de cavalo meu povo!! Misericórdia! Ademais, o que se espera de padres ligados ao apostolado da Montfort ou nao, é que sejam fieis a tradicao bimilenar da Igreja. Essa arena da internet às vezes tira a sanidade das perguntas.

    • Dom Fernando Guimarães era o bispo escolhido pela Montfort para realizar essas ordenações, mas tiveram que trocar por Dom Athanasius, pois Dom Guimarães estará de cirurgia.

      Tentaram evitar Dom Schneider, mas não teve jeito. Os meninos da Montfort terão de ser ordenados por um amigos do IPCO.

  2. E o que Roma espera destes ordenandos ligados a Montfort ???

  3. Soube que chamaram um outro bispo mas ele acabou cancelando recentemente. Por questões praticas Dom Schneider foi chamado então.

    Curioso é ver a preocupação das pessoas aqui com a Monfort, uma vez que o artigo nao mencionou a associação.

    O que roma espera desses leigos que não fazem nada a nao ser ficar na internet fazendo fofocas?

  4. Havia postado um comentario parecido, mas os integrantes desse site que se arroga ser imparcial nao o postou…rs

    • Caro Frederico, seu comentário não havia sido publicado pura e simplesmente porque não ficamos de plantão, liberando comentários a jato. Essa internet (das curtidas de facebook, mas também dos comentaristas que reivindicam seus direitos!) às vezes tira a sanidade…

  5. Alguns simpatizantes da Montfort reclamam que outros estão ‘procurando chifre em cabeça de cavalo’. Mas, convenhamos, o que a Montfort fez ao longo de sua história senão primordialmente ‘procurar chifre em cabeça de cavalo’? Com a mesma medida com que medirdes sereis medidos.

  6. Submissão ao Vaticano II? Era de se esperar… Mas a Montfort do Fedeli jamais aceitou o Vaticano II!

  7. Hospedei na minha casa durante 4 dias o diácono Pedro que veio para um congresso que o IBP realizou para o fiéis católico de Curitiba na semana passada . Pude conhece-lo um pouco mais assim como as ideias dos demais padres, seminaristas e diáconos do IBP.
    Quando morava no RJ e frequentava a capela Nossa Senhora da Conceição, em Niteroi, ouvia de algumas pessoas críticas levianas à Dom Lourenço ou a FSSPX , da mesma forma que hoje ouço contra os padres do IBP.

    Continuarei apoiando a FSSPX , os padres do IBP ou mesmo padres diocesanos que mereçam o meus respeito e minha confiança e que estejam combatendo pela Tradição dentro das suas limitações e dificuldades.

    Realmente é fácil avaliar este ou aquele grupo atrás de um computador mas o que precisamos de verdade são leigos corajosos que arregacem as mangas e, sem puritanismo, conheçam pessoalmente e apoiem estes jovens padres combatentes.

  8. Meu Deus!

    E daí que os padres do IBP aceitaram o Vaticano II??? O que precisamos agora é de padres que defendam a moral católica e de santas missas tridentinas.

    É toda essa preocupação com o Vaticano II que para mim é chifre em cabeça de cavalo.

    Misericórdia.

  9. Fui seminarista no IBP e com o auxílio de Nossa Senhora e meu diretor espiritual, discerni que minha vocação não era para ser Padre. infelizmente!

    Vejo aqui no Frates muitas críticas ao IBP e Montfort. Uma coisa posso dizer a todos, o IBP, por mais que o Chenta e seus pupilos sustente que aceitou o Vaticano II, nunca deixou de lutar pela Tradição da Igreja, pela plena expansão da Santa Missa Tridentina, por defender a família e etc. Nunca deixaram de criticar o Vaticano II, seus textos, a missa nova e tudo mais.

    Já quanto a Montfort, vi o quanto ajudam os candidatos brasileiros seja materialmente, financeiramente ou dando aulas de francês para aqueles que não dominam o idioma, e nunca pedindo algo em troca a não ser orações. E o quanto contribuem para a formação tradicional catolica a quem quer que deseje.

    Queira Deus que o IBP tenha muito mais vocações brasileiras e no mundo todo. Queria Deus surjam outros grupos como a Montfort no Brasil e no mundo, que gerem filhos educados na Sã Doutrina propiciando vocações e também que auxiliem sem medir esforços, todos aqueles que desejam entregar sua vida a Igreja entrando na messe de Nosso Senhor.

    • DCS,

      Eu li todas a argumentação do Guilherme Chenta e vejo que você é mais um dos tradirromânticos.

      Você acredita mesmo que Bento XVI que foi um grande defensor do Vaticano II deu ao IBP a prerrogativa de não aceitá-lo.

      OK! Continue aí com seu sonho e com ódio de alguém que tem uma opinião diferente da sua sobre o IBP.

      Para mim, a argumentação do Chenta é conclusiva. Vocês que ficam se enganando.

  10. Confesso que não me inclinei muito a fazer comentários neste post por três motivos: Primeiro em consideração às ordenações. Segundo por consideração a esses jovens. E terceiro por consideração ao Alberto Zucchi pela sua satisfação em ver um filho ser ordenado. Porém, alguns leitores protestaram pelas críticas que aqui sofre a Montfort, o que me demoveu do meu propósito, já que fiz em outras ocasiões algumas críticas a essa associação.

    Tivesse a Montfort desde primórdios o objetivo de incentivar vocações mesmo sob bençãos do clero progressista, mesmo assim eu relevaria essa circunstância considerando o bom propósito das ordenações. Porém, esse não foi o propósito da associação. Ela foi idealizada para condenar exatamente o clero progressista e sua nova missa. Portanto, uma ação pro-ativa, ou mais propriamente uma ação militante. A sua gênese era o combate aos erros modernistas. Tanto foi assim que ela recebeu como denominação também uma homenagem ao intrépido cavalheiro medieval Simão de Montfort, o caçador de hereges. Esse combate seria realizado por membros leigos, e jamais se cogitou naquela realidade o incentivo às vocações sacerdotais. Eu sei que o sítio onde ainda hoje realizam-se eventos desse grupo recebeu o nome de Sítio Santo Antonio em homenagem ao santo casamenteiro porque foi ali que se realizaram diversos eventos onde alunos e alunas de Fedeli se encontravam para se conhecerem e começarem um lícito namoro. Portanto, Fedeli incentivou o namoro entre seus seguidores para formação de famílias. Nada de errado.

    Ocorre que esse grupo sofre de uma patológica “metamorfose ambulante” transformando-se constantemente a ponto de largarem o propósito inicial para até chegar, quem sabe, a uma fraternidade sacerdotal. Eis aqui a falha. Tanto muda. Mas mesmo assim haveria de relevarmos as transmudações. Porém, ainda na fase alabarda de Simão de Montfort é possível antever, se usarmos a acuidade, que aos poucos a empreitada vai deslocando-se, pois ao invés de pôr o modernismo como verdadeiro alvo passa a golpear todos os relevantes grupos tradicionalistas, como se todos fizessem parte da conjura fazendo ver que restou unicamente ao mundo a cruzada orlandina. Tal é o que dito que o novo Simão de Montfort defendia que Bento XVI teve uma guinada conservadora porque costumava ler o site da Montfort. Mas a sanha em transformar-se prosseguiu e tomou tal dimensão que as armas nem miraram mais os modernistas. O alvo passou a ser os próprios tradicionalistas. Curiosa organização que de tradicionalista passou a ser inimiga dos tradicionalistas, e tal foi o ímpeto que aconselhou aos católicos a fecharem as janelas para não ouvirem os tradicionalistas bradarem no peitoril. Alguma vez essa advertência foi feita em relação aos modernistas, pelo menos na última metamorfose?

    E é aqui que ao meu ver está o busílis da incompreensão. Se a Montfort sempre tivesse incentivado as vocações, muito que bem. Mas o errado foi mudar tanto, sofrendo tal plástica nos propósitos que de batalhão em ordem unida contra os modernistas passou a ser batalhão de ordem unida contra os tradicionalistas.

    Hoje assistimos a associação largar praticamente a ação militante para mesclar-se ao clero. Seu “genes”, portanto, não foi respeitado. E passou a entender que basta a formação de padres para mudar as coisas.. Vai formando, formando, até que um dia as coisas mudam. Mas esse abandono à espada faz prever que a Montfort sofre de QUIETISMO, movimento que o Sr. Alberto deve conhecer, porque muito provavelmente era de pleno conhecimento do Professor Orlando Fedeli. O Quietismo de tanto ficar quieto, não deu em nada.

    Por fim, faço aqui um destaque de uma proposição de Fedeli, que ao criticar o modernismo disse que o mundo padece de cupidez de coisas novas. Touché para definir a própria associação que fundou.

  11. Minhas congratulações aos futuros sacerdotes! Que Deus lhes dê a graça da perseverança e os proteja de todo mal. E à turma do azedume eu só deixo um alerta: inveja das graças que Deus concede a alguém é PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO.
    Procurem logo um confessionário e pra adiantar a penitência, uma boa novena por esses futuros sacerdotes não ficará sem proveito.

  12. Percebi que meu comentário, no caso o primeiro, provocou certa celeuma que desejo esclarecer:
    1- Não é ofensa alguma apontar a proximidade do IBP com a Monfort. Quem frequenta os círculos tradicionais de São Paulo sabe bem que as duas são praticamente uma única associação. Uma dá suporte a outra. E para mim isso não é ruim, pelo contrário, acho que toda a união com vista ao progresso do Reino é positiva. Não está havendo nenhuma “caça às bruxas”, pelo menos não de minha parte.
    2- Questionar o motivo de não terem chamado um bispo brasileiro não é “fofoca” e nem falta de “sanidade”, é uma dúvida muito pertinente. Não acho ruim chamarem Dom Schneider, pois é um bispo cujo apostolado admiro muito. Mas me questiono se é necessário chamarem sempre um bispo do outro lado do mundo para conferir sacramentos aqui no Brasil. Não seria legal de vez em quando dar visibilidade aos nossos bispos brasileiros que apoiam a causa tradicional? Eu duvido que os bispos citados no outro comentário, além de outros como Dom Henrique Soares e Dom Keller, se oporiam a ordenar os padres do IBP.
    De resto, desejo dar os parabéns aos novos diáconos e presbíteros. Que Deus os ilumine em sua missão.

    • Liga não, Carlos. Esse povo da Montfort é muito sensível. Estão sempre achando que o mundo conspira contra eles.

    • Prezado Carlos,

      Você citou Dom Henrique Soares.

      Veja o que texto que ele publicou há alguns anos contra a Montfort.

      SITE MONTFORT; DOCE VENENO

      Meus caro e paciente Leitor, coloco aqui uma série de textos que escrevi com o intuito de esclarecer a quem interessar possa sobre as aberrações teológicas do site Montfort. Trata-se de um ideário muito perigoso, pois que no intuito de ser muito católico, induz à formação de uma seita, um grupelho de apegados a um tradicionalismo bobo, sob o pretexto de Tradição. Com isso, negam toda a Tradição da Igreja, que é aquela de comunhão serena, leal e sincera com o Sucessor de Pedro e os Bispos em comunhão com ele. O pessoal do site Montfort quer tomar o lugar do Papa e do episcopado como últimos critérios de intérpretes da Tradição e da fé da Igreja. Terminarão fora da comunhão visível da Igreja, como os lefebvrianos…

      A iniciativa de reunir num só lugar o que escrevi é para facilitar que o Leitor tenha uma visão do tema. Eis os textos:

      http://www.padrehenrique.com/index.php/doutrina-catolica/269-site-montfort-tradicionalistas-integristas-e-males-congeneres-